O Insurgente

Julho 12, 2011

lagging indicators

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 11:03

E se as agências de rating até nos estivessem a tratar melhor que os mercados?:

Sin embargo, cuando uno mira el ráting de Moody’s con el ráting al que cotizan los bonos de los países soberanos de la eurozona se da cuenta de lo contrario. Moody’s está dando un ráting mucho más favorable a estos dos países que el que le está dando el mercado.

Moody’s tiene a España con un rátinga Aa2 (dos escalones por debajo de la nota máxima), pero el mercado está dando a España una calificación propia de un ráting Baa3 (siete escalones por debajo de la nota que pone Moody’s y a uno sólo del bono basura). En el caso de Portugal, el patrón se repite. El ráting de Moody’s es de Ba1 (bono basura), mientras el mercado le está dando una categoría inferior a Caa1.”

the perfect storm

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:52

“The new leader of Spain’s Castilla La Mancha region said on Monday that it has a budget deficit more than twice as large as had previously been thought, raising new concerns over the true state of regional finances and helping to send Spain’s risk premium to records. Castilla La Mancha President María Dolores de Cospedal said her government will on Tuesday present the first results of the audit she announced after being elected on May 22. “With the debts we’ve found unpaid as of June 30, the deficit is much higher than we were told,” she said in an interview with Onda Cero radio station. “[Tuesday] we will see the exact figure…but it will likely be much higher than 4%,” added Ms. Cospedal, who is also the No. 2 national official of the opposition Popular Party. The outgoing regional government of Socialist José Maria Barreda had said Castilla La Mancha had a budget deficit equal to 1.78% of local gross domestic product in April, well in excess of the 1.3%-of-GDP limit for 2011 set by the central government in Madrid for each of Spain’s 17 regions.”, ontem, no WSJ online.

A notícia reproduzida em cima foi, quanto a mim, a principal notícia do dia de ontem. Sendo certo que foram as preocupações relativas à Itália, bem como a inépcia comunicativa do senhor Van Rampoy, que estiveram na origem do pânico bolsista, parece-me que a descoberta de eventuais buracos orçamentais nas contas autonómicas espanholas é que poderá ser o rastilho de um enorme barril de pólvora que poderão ser hoje as contas das regiões autónomas espanholas. O argumento de que não somos a Grécia (utilizado por Portugal) nem somos Portugal (que continua a ser utilizado pela Espanha) está pois na iminência de cair por terra.

Quanto à Itália, não tenhamos dúvidas, nos moldes actuais, não é resgatável. A sua dívida atinge uns astronómicos 1,8 triliões de euros (utilizo a terminologia norte-americana), bem acima das dívidas conjuntas de Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia – avaliadas em cerca de 1,2 triliões. Tudo somado, são 3 triliões de euros que, superiores ao PIB alemão, representam 30% da economia da zona euro. Portanto, se as dívidas espanhola e italiana forem abanadas, e começam a surgir sinais disso, das duas uma: a) o euro acaba ou b) o Banco Central Europeu, a exemplo do que tem sucedido com a Reserva Federal nos Estados Unidos, será compelido a monetizar a dívida (basicamente, imprimir papel), daqui resultando um surto inflacionista difícil de quantificar e provavelmente o abandono da Alemanha do euro. Seja como for, o corolário associado a qualquer um dos cenários é idêntico e consiste simplesmente no seguinte: a tempestade perfeita, aquela que arrasará os credores, em particular os credores privados, aproxima-se e com carácter de inevitabilidade. Foi assim que no passado se resolveram as mais graves crises creditícias e assim acontecerá agora, de novo.

Troll Catalogue

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 09:42

Troll Catalogue pela Lucy Pepper:

Harder to ignore are the trolls. Spend more than a little time on anywhere but the froufrouest twee-est sweetest sites and you’re going to come across a troll from time to time. Generally, trolls aren’t AS stupid as the stupids. They have other problems. They are bitter and sad little people. They look for the weaknesses of others and try hard to undermine them for their own entertainment and, I imagine, the entertainment of other trolls, though they are probably just as afraid of other trolls as they are of reasonable people, daylight and women. Trolls can be found everywhere, all over the world, but they come from a small base of archetypes, archetypes that I am going to catalogue right here, because I’m sick of the snivelling little sods and this is CATHARTIC, DAMMIT!

Plano inclinado

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 08:21

Retirado do baú da memória, a parte boa começa aos 15’40″

http://www.blinkvid.com/second/player.swf?config=http://www.blinkvid.com/second/conf_embed.php?vkey=67e867e600050493cbfb
MEDINA CARREIRA-14 10 2008-SIC-N integral

PS – não é minha intenção, ao repostar este vídeo, que a intelligentsia portuguesa passe a culpar Medina Carreira pela crise.

O futuro do Estado Social e o euro

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:17

Estoril Political Forum 2011: El futuro del Estado del Bienestar y el Euro. Por Angel Martín Oro.

Julho 11, 2011

Como não sair disto

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:46

como sair disto. Por Pedro Arroja.

Eu tenho achado profundamente irritante o tempo de antena que ultimamente a comunicação social tem dado a Mário Soares e a Cavaco Silva, embora neste último caso, em parte se compreenda, porque ele é Presidente da República.

Os dois homens que, nestes 37 anos de democracia, ocuparam, em conjunto, por mais tempo, as mais altas hierarquias do Estado – como primeiros-ministros e como Presidentes da República – os dois principais responsáveis por terem metido o país no sarilho em que se encontra, são eles que agora a comunicação social procura para saber as suas opiniões acerca de como sair deste imbróglio.

Enquanto estive fora ficou tudo na mesma

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 19:05

Estive fora a semana passada. Volto para ficar a saber que “o que aconteceu de relevante foi a Moody ter baixado o rating da dívida soberana de Portugal”. Parece que esta foi uma notícia relevante porque terá sido inesperada.

Sem querer entrar em outras considerações vale a pena lembrar que o que contam são os factos e não as palavras. Os factos são que os números de 2010 e de 2011 são piores (em alguns casos bastante piores) do que era conhecido no momento da última avaliação e que o novo governo já mostrou que (i) não tem palavra por ter anunciado um aumento muito significativo da carga fiscal e (ii) que acha que o caminho é o aumento de impostos em vez da privatização ou encerramento de empresas do estado que não são nucleares para o Estado Social que (eles) preconizam. Como é que o downgrade é uma surpresa? Surpresa é a S&P não acompanhar. A própria surpresa devia merecer novo downgrade por ser um sinal de que os nossos governantes não saberem o que andam a fazer.

Depois querem milagres. Depois ficam a chamar nomes a tudo e todos.

Enquanto estive fora ficou tudo na mesma.

Contra os gênios da internet

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 16:52

O desconhecimento sobre determinados conceitos produz confusão e equívocos estridentes. O mínimo que se espera de uma crítica, é que, primeiro, se apresente a definição com que se está a trabalhar e, a partir daí, se apresente os fundamentos do argumento contrário.

Jogar palavras ao vento só faz espalhar as folhas da relva, o que pode inicialmente impressionar os incautos, mas que não resiste ao teste da necessária calma e prudência analítica.

Conservadorismo e liberalismo não são palavras passíveis de serem destacadas de seus significados específicos e exigem um enquadramento adequado. Sem o conhecimento dos instrumentos teóricos básicos, lamento, não há conversa, muito menos debate, só uma mera opinião equivocada, que pode atiçar os gênios da internet, mas que é tão oca como os homens do célebre poema de T. S. Eliot.

Sei bem que a quantidade de gênios no Brasil foi anabolizada pelas redes sociais. Primeiro, dominaram o Orkut, essa expressão máxima da vulgaridade real num espaço virtual; em seguida, promoveram uma invasão bárbara no Facebook e no Twitter. Não há mais idiotas ou estúpidos no Brasil; só gênios; gênios com pedigree e coleira; gênios com carteirinha de sindicato. Quanto mais ignorantes, maior a expressão da sua genialidade individual.

Não há tema que esses gênios da internet não dominem com suprema insipiência e que manifestam com extrema platitude. Não importa para eles conhecer um assunto, mas ter uma opinião histérica a respeito de. Não raro, sua principal fonte de informação e de conhecimento é a opinião de seus camaradas compartilhadas nas redes sociais. Já vi especialistas, de Marx a Mises, que nunca abriram um livro desses autores, mas que escreviam com uma autoridade juramentada.

A dislexia consciente também é uma característica notável porque não se trata de uma doença, mas de uma escolha estratégica de forma a tumultuar a conversa sem ter razão. Quem se atreve ingenuamente a questionar os gênios da internet utilizando os instrumentos vulgares do debate de ideias é bombardeado com questionamentos reiterados daquilo que o interlocutor nunca escreveu e sequer pensou. O objeto específico daquela discussão inicial é completamente soterrado por considerações completamente descabidas, que jogam o assunto para um lado completamente equivocado e desconhecido de antemão.

A desordem, insisto, é estratégica. Sem os instrumentos teóricos básicos adequados, os gênios da internet sabem que não podem se arriscar numa conversação em que são estrangeiros, pois assim seriam obrigados a expor somente sua agressividade gestapiana sem as frases panfletárias utilizadas desordenadamente.

Raramente sou alvo dos gênios da internet porque aprendi a reconhecê-los com a urgência que a minha saúde e sanidade mental exigem. Acredito, como Eric Voegelin afirmou em suas Reflexões Autobiográficas, que aqueles nunca podem ser interlocutores; no máximo, objetos de estudo. Este texto é um alerta às pessoas de boa-fé: é impossível um “debate de ideias” com a reincarnação da barbárie.

Os gênios da internet não podem ser ignorados, porque são perigosos e astutos; devem ser combatidos com os instrumentos que a civilização nos legou em forma de tradição, nunca com as armas que eles escolhem, porque senão rapidamente somos envolvidos por uma espiral inebriante que entorpece o raciocínio e desgasta o espírito. Num eventual encontro verbal com eles, traga sempre a discussão para o seu terreno, ignorando a perturbação que tentam impingir à conversa.

É um erro fatal se deixar levar pelo turbilhão de salitre e breu com aparência de discussão. Quando o gênio da internet tentar puxar a discussão para a trincheira dele, ignore essa tentativa e continue no seu caminho, reto e prudente. Siga apresentando a substância de suas ideias e expondo, violentamente se necessário, a inconsistência e o perigo daquilo que o seu interlocutor destila com a saliva escorrendo pelos caninos.

Lembre-se sempre que os gênios da internet são uma minoria estridente com aparência de maioria dominante. Sua necessidade de atenção e a vacuidade daquilo que manifestam como suposto pensamento são o seu calcanhar de Aquiles. Quanto mais alto o grito, maior a estupidez; quanto mais agressivo o comportamento, mais raso o pensamento; quanto mais alto o nível de intolerância, maior o grau de ignorância.

Os instrumentos mais eficazes contra os gênios da internet são essa tradição da civilização a que damos o nome de ironia, sarcasmo, sátira, zombaria. Os gênios da internet são mal-humorados. Mesmo quando afirmam o contrário, ratificam o mau humor. O uso adequado daqueles instrumentos derrubam um por um como pinos de um boliche histórico.

Quando se deparar com um desses gênios da internet, caro leitor, lembre-se sempre: o bom humor é o que nos salva.

PS: Texto publicado no meu blog pessoal.

Uma triste estatística

Filed under: Brasil,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:43

Do site brasileiro Consultor Jurídico:

Aumenta o número de presos portugueses no Brasil

O número de portugueses detidos nas prisões brasileiras aumentou 41,8% entre dezembro de 2008 e o mesmo mês de 2010, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça. Em dezembro do ano passado, estavam presos no Brasil 95 cidadãos portugueses. Dois anos antes, eram 67. A maioria dos prisioneiros portugueses no Brasil foram apanhados em flagrante quando atuavam como “mulas”, ou seja, como correio das drogas. As informações são da Agência Brasil.
Os presos do sexo masculino foram os responsáveis pelo aumento. O número de homens de nacionalidade portuguesa presos no Brasil cresceu 66,7% em dois anos, passando de 48 para 80. Já o número de mulheres caiu de 19 para 15.
O aumento da quantidade de portugueses que cumprem pena nas prisões brasileiras acompanha a tendência de subida do número total de presos europeus, que cresceu 57,8% nesses dois anos.
Os maiores aumentos percentuais foram registados entre cidadãos de países do Leste europeu, como a Romênia, com 192,6%, passando de 27 para 79 presos. Apesar de ter tido uma subida menor, Portugal é o segundo país da Europa com mais presos no Brasil, perdendo apenas para a Espanha. Os espanhóis totalizam 175 detidos em prisões brasileiras.
O tráfico internacional de drogas está na origem de quase todas as detenções de portugueses no Brasil, segundo o grupo de trabalho da Defensoria Pública da União que acompanha a situação dos presos estrangeiros no país. “É muito raro portugueses conseguirem a liberdade provisória, porque não têm vínculos com o país. Acabam ficando presos durante todo o processo”, diz o defensor público federal Gustavo Henrique Virginelli. Para ele, as atuais dificuldades financeiras da Europa, e em Portugal em particular, tornam muitos portugueses presas fáceis dos traficantes.

As sessões de “open mike” na UE continuam a render grandes tiradas

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Política,União Europeia — João Luís Pinto @ 14:33

“A comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, propôs hoje o desmantelamento das três principais agências de rating norte-americanas, a Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch, em declarações ao jornal alemão Die Welt.”

“O Comissário Europeu para os Mercados Financeiros, Michel Barnier, propôs hoje o reforço significativo das regras aplicadas às agências de notação financeira, impedindo-as de avaliar o rating dos países que beneficiam de um plano de ajuda internacional.”

Em completo desnorte, esta Comissão Europeia, e cada vez mais, como clube de bons burocratas estatistas e de pendor totalitário que é, a demonstrar a ira e o descontrolo que por lá vai passando por (vejam lá) ainda haver coisas que conseguem escapar ao seu controlo.

o absurdo

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 10:10

A figura acima é tirada de um episódio do South Park e costuma ser usada para parodiar business plans absurdamente optimistas. Ora, se a country is not a company, e portanto não se exige ao Estado que tenha um business plan, há muita gente que cultiva o pensamento mágico exemplificado na figura. Mais concretamente, hoje em dia o pensamento é:

Fase 1. cumprir o acordo com a troika;
Fase 2. ???
Fase 3. recuperação económica!

As pessoas pensam assim porque 1) acreditam que “o FMI” vem cá “consertar isto” 2) há muito que acreditam em soluções deus ex machina 3) estão deseducadas dos mecanismos de criação de prosperidade (como é atestável por mais de três décadas de estatismo).

Algumas pessoas “sabem” intuitivamente o que o Estado tem de fazer – “apostar” na agricultura nacional, no turismo nacional, na capacidade exportadora nacional. Estes voodoos até podem ser benéficos para alguns grupos, sobretudo aos políticos e burocratas. Contudo, e apesar das boas intenções, só aprofundariam a obsolescência da economia nacional.

Outras pessoas acreditam que “o exterior” sabe o que o Estado tem de fazer – porque “nós” somos incapazes. E como é possível que “o exterior” não esteja coordenado, e que agências de rating torpedeiem a troika? O exterior, claro, é agora visto como um panteão de entidades que se guerreiam, e a solução é “Portugal” escolher bem um “protector”. Trágico e patético.

Os portugueses querem ser marionetas neste teatro do absurdo estatista, e não faltará trabalho aos salvadores da pátria, dentro e fora do país. Ainda nem chegámos à fase 2 — a auto-sabotagem ainda agora começou.

Verão Quente

Filed under: Economia,Nanny State Watch — Tomás Belchior @ 09:27

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Povo decide o que fazer a dois imóveis

A Moody’s é que é lixo, pá!

Uma agência de rating europeia

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 09:00

Derrotismos é que não. Por João Pereira Coutinho.

Uma agência de rating europeia? Apoiado. Não vale a pena termos agências independentes, que ainda por cima sustentamos e protegemos da concorrência, se elas não fazem o seu papel. E o papel das agências não é analisar os riscos de incumprimento dos países devedores. É fechar os olhos a esses riscos porque amigo não empata amigo.

O Banco Central Europeu, aliás, é um bom exemplo de camaradagem – e a Moody’s devia por os olhos no sr. Trichet, que todas as semanas lá vai rasgando mais uma regra da casa para continuar a aceitar o lixo (colateral) dos países insolventes.

Uma verdadeira agência europeia, de preferência financiada e regulada pelo nosso amigo Trichet, seria uma instituição compreensiva e democrática, que convidaria cada estado-membro a atribuir a si próprio uma notação financeira.

Julho 10, 2011

Farage: The beginning of the end of this extremely dangerous project

Filed under: Política,União Europeia,Videos — André Azevedo Alves @ 23:55

Infelizmente para quem, como eu, tem simpatia por alguns dos objectivos primordiais da União Europeia, Nigel Farage tem razão. Se não forem travados a tempo, os delírios dos eurocratas ainda vão conduzir a Europa a uma catástrofe.

inconstitucional!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 23:41

“(…) Secret talks have taken place between Mr Obama and the House speaker, John Boehner, and the Democrats are said to be offering cuts of as much as $4 trillion, including to spending on Medicare and Medicaid and even on Social Security (pensions)—a key Republican goal. Yet there is great unease at all this on both sides. Some Republicans are clamouring to include still more in any agreement, including a cap on spending at 18% of GDP and backing for a balanced-budget amendment to the constitution. Both are anathema to Democratic leaders. The White House, in turn, may be stiffening its strategy. Twice in recent days the president has publicly criticised Republican obstinacy and called for concessions from both sides. Meanwhile, Democratic operatives are exploring a “constitutional option”. Some scholars have suggested that the debt limit may violate the 14th amendment, leaving the president free to ignore it come August 2nd. Mr Obama has declined to rule this out.”, na Economist online (nota: o destaque é meu).

Inconstitucional? Onde é que nós já ouvimos isto?!

democracia falida

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 23:34

“(…) what’s happening both in America and in the EU at this point is raising the possibility that democratic governance may in some modern situations be inimical to competent economic stewardship. The incentive structure created by democratic political competition in an internet-era media society may actually be driving countries towards fiscal self-destruction (…) It seems to me that if we’re at a point where we are increasingly calling for important policymaking to be taken out of the hands of our elected representatives, we need to start addressing the problems that are rendering our representative institutions unworkable. The case for democracy is a moral one, not an economic one; but if democracies can’t handle responsible governance, either on economic or more general policy issues, then governance will gradually become less democratic, and the moral case will make little difference. And this is where Europe and North America, the places where democratic rule is most deeply rooted, ought to see themselves as being on the same side”, na Economist online.

Há muito que escrevo acerca da falência do modelo – como este existe no mundo ocidental – de Democracia Representativa. A crise financeira é, aliás, estou eu convencido, um sub produto da crise associada à Democracia, nomeadamente a indirecta. E, em Portugal, os abusos são particularmente evidentes. A ausência de círculos uninominais, a consequente rotatividade partidária que traz às legislaturas muitos mais deputados que as 230 cadeiras que a Assembleia da República tem disponíveis, os conflitos de interesses de deputados que ao mesmo tempo são também funcionários ou sócios de empresas privadas – leia-se o recente relatório sobre transparência parlamentar encomendado ao Dr. Paulo Morais – os abusos dos caciques locais – ler o extraordinário relato que o Expresso fez esta semana acerca das coisas que vão acontecendo em Loures… –, e tantos outros abusos latentes, como as repetidas quebras de promessas eleitorais ou a incapacidade de a Justiça condenar algum político por corrupção, conduziram a Política ao mais absoluto descrédito e, consequentemente, à desresponsabilização do País. E o pior é que ninguém tem mão nisto. O povo não controla os seus representantes; o voto tornou-se em larga medida uma fantochada.

A agenda do aquecimento global

Filed under: Ambiente,Energia,Humor,Religião,Videos — ruicarmo @ 23:28

Why The Global Warming Agenda Is Wrong. Explicada em desenhos.

ATL

Bárbaro.

Como se desenvolve uma economia e porque se afunda – Peter Schiff em português

Filed under: Economia,Educação,Livros,Política,Portugal,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 23:00

A publicação em português do livro Como se desenvolve uma economia e porque se afunda, de Peter Schiff e Andrew Schiff é uma excelente notícia.

O modelo sueco

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 21:47

Sweden was a socialist dreamland. But then it woke up:

The main trouble is that, when Sweden was as close as it ever has been to being a socialist welfare state, it went bust. For a while it may have seemed like a great model, but the Swedish government ran out of money.

Why? Because Sweden found, like Britain, that if you pay people to be unemployed, take early retirement or be sick, you get a gradually increasing number of people who claim the relevant benefits. And if you have sky-high taxes, people don’t work as hard, or they cheat, or they leave.

There has been a series of measures over the past 20 years aimed at making Swedish capitalism freer and more effective. You could call them Thatcherite reforms.. Then Sweden went beyond what Margaret Thatcher introduced in Britain.

Free schools — schools started by parents, teachers or private companies which get paid the same amount per pupil as government schools — now educate 10 per cent of children taught in Sweden. And the proportion is still growing .. Supposedly socialist Sweden has gone further .. by allowing profit-making private companies to open schools ..

Sweden is also adopting a free market, capitalist approach to health .. Nearly a third of all primary healthcare — that is, of the work of general practitioners — is provided by private practices. Private competition is now to be opened up in specialist care, too.

Beyond all that, there is a complete ignorance .. of just how capitalist Sweden is ..

To put it bluntly, Sweden is not a socialist, welfare state paradise .. They saw how socialism and over-generous welfare statism were causing potential disasters. And they reacted.

Não Somos Todos Federalistas

Filed under: Diversos — Filipe Faria @ 21:15

Previsivelmente, chegámos a um ponto onde se torna claro que só existem duas soluções para Portugal: a) sai do euro e recupera a sua autonomia política e económica ou b) perde o seu estatuto como país independente e aceita a centralização federalista dos Estados Unidos da Europa.

As análises sérias de investigadores económicos revelam todas o mesmo, que o crescimento económico necessário para evitar o default português é simplesmente inatingível mesmo nos sonhos mais utópicos. Ao progressivamente tomarem consciência desta realidade, os nossos comentadores de serviço na imprensa e os representantes políticos abandonaram a causa interna de Portugal, visto que o nosso futuro depende cada vez menos de nós, e viraram-se para o salvamento do projecto de centralização europeia, ou por outras palavras, para o euro.

Dizem-nos agora que a tragédia do euro foi causada pelas agências de rating ou por americanos desejosos de ver o euro cair, e ainda que o euro não tem problemas de maior tirando uns quantos países na periferia. O problema desta ideia é que não é apenas a periferia europeia que está no caminho para o default, mas sim toda a Europa do sul (o próximo será a Itália) e alguns do norte como a Irlanda e quem sabe a Bélgica. Desta forma, a solução para o problema, dizem-nos, é a criação dos eurobonds: a emissão de MAIS dívida “Europeia” a baixos juros que implica a centralização federal do poder económico em Bruxelas, deixando todos os países dependentes desta.

No meio destas virtualidades, ninguém tem 5 segundos para falar do papel do Banco Central Europeu como o grande responsável pela injecção de crédito nas dívidas públicas europeias, ou para falar da sua total falta de independência política ao decidir comprar obrigações de Estados europeus que há muito estão na bancarrota apenas para salvar o projecto do euro.

Por todo o mundo, não há pudores em proferir que o euro é um projecto falhado devido ao BCE e às elites políticas europeias que criaram um monopolista monetário, mas em Portugal diz-se que a causa dos problemas vem do “outro”, do inimigo, daquele que não vemos porque está do outro lado do atlântico, mas que calculamos que nos quer mal.

Se dúvidas existiam, agora tornou-se claro. A grande maioria dos nossos representantes políticos e demais imprensa deseja ardentemente o fim de um Portugal autónomo e a construção de uma Europa federal. Agora que chegámos à encruzilhada entre reaver a soberania portuguesa ou acabar com ela de vez, os opinantes locais não têm qualquer problema em optar pela segunda opção, usando o pretexto do “ataque” das agências de rating para justificarem a “mão forte” da União Europeia, ou, como eu já ouvi antes, a necessidade de um D. Sebastião europeu.

A defesa do federalismo europeu é feita até por aqueles que defendem o mercado livre e o liberalismo, pois temem os proteccionismos nacionais. Contudo, é importante salientar que o mercado livre é uma componente fundamental do liberalismo, mas não é a única vertente do mesmo. A liberdade dos indivíduos é maximizada quando o poder está o mais próximo possível destes, não só porque têm um maior controlo sobre os agentes políticos, mas também porque podem votar com os pés em busca de melhores condições noutros Estados soberanos (sempre que se sentirem injustiçados no seu sistema político). Acreditar num leviatã europeu distante, benevolento e defensor do livre mercado colide com o princípio de cepticismo em relação ao poder que caracteriza o liberalismo clássico.

A exemplificar esta onda de eurofilia, está uma petição do supostamente imparcial jornal “i” que declara guerra “a todos os que querem destruir o projecto europeu”. Tal parece sugerir que os portugueses e europeus estão dispostos a defender este projecto europeu contra ameaças externas. Contudo, como este projecto europeu não é um simples acordo de livre mercado entre europeus, o jornal “i” arrisca-se a comprar uma guerra com milhões de portugueses e europeus que rejeitam o federalismo deste projecto e que não desejam abdicar das soberanias dos seus países.

Porque ao contrário da doutrina que é veiculada na imprensa todos os dias, os europeus não são todos federalistas e têm boas razões para não o serem.

Dívida Pública Portuguesa: Versão Oficial

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 20:32
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Dia 6 de Julho saiu o relatório 2010 do IGCP.

Uma leitura não recomendada, a menos que queiram conhecer o modo de pensar destes burocratas =)

Relatório IGCP 2010

 

 

Comunismo selvagem

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal — Carlos Guimarães Pinto @ 19:27

Parece que há uma entidade que tendo perdido parte das receitas, resolveu despedir um quarto da sua força de trabalho. Segundo o gestor da empresa o vínculo desses trabalhadores não foi renovado, o que nos leva a concluir que eram todos trabalhadores precários. Louçã irá visitar nos próximos dias as instalações dessa organização. Não é surpresa que o faça porque é, ainda, o seu líder. A organização de que falo é o Bloco de Esquerda. Sim, o Bloco de Esquerda tem empregados precários que despede assim que as receitas baixam. Sim, o mesmo partido que, em alturas de crise, recomenda ao país que faça investimentos, decidiu cortar nos comícios e nos outdoors quando viu a subvenção estatal diminuida.

Outra novidade para mim desta notícia é os deputados do BE darem parte do seu salário ao partido, como acontece com o PCP (ficou por esclarecer se as pessoas que o BE coloca nos media também pagam parte do salário ao partido). Não sendo surpreendente, este facto explica a tendência do Bloco para perder pessoas. No fundo, é uma espécie de fuga fiscal. Por exemplo, Rui Tavares ao desfiliar-se do Bloco de Esquerda garantiu um aumento do seu salário líquido até ao fim do mandato.

Vítor Bento critica discurso hipócrita sobre as agências de rating

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 17:52

Face à sucessão de disparates que tem inundado a comunicação social portuguesa nos últimos dias, é de louvar a coragem e o discernimento de Vítor Bento: Vítor Bento critica discurso hipócrita sobre as agências de rating em entrevista à SIC Notícias

A culpa não é da Moody’s

Filed under: Double standards,Justiça,Media,Política,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 16:43

Mais uma avaliação internacional incómoda, mas nada que não se possa “resolver” atacando o mensageiro: ONU alerta que 39 por cento dos idosos portugueses são vítimas de violência

As Nações Unidas colocaram Portugal na lista negra dos países que pior tratam dos seus idosos, com 39 por cento dos mais velhos vítimas de violência.

Segundo o Relatório de Prevenção contra os Maus Tratos a Idosos, da Organização Mundial de Saúde, o país tem 39,4 por cento de idosos vítimas de abusos. Os dados mostram ainda que 32,9 por cento são vítimas de abusos psicológicos, 16,5 por cento de extorsão, 12,8 por cento de violação dos seus direitos, 9,9 por cento de negligência, 3,6 por cento de abusos sexuais e 2,8 por cento de abusos físicos.

Dos 53 países europeus analisados pelo relatório, Portugal surge entre os cinco piores no tratamento aos mais velhos, juntamente com a Sérvia, Áustria, Israel e República da Macedónia.

Estado do Emprego nos EUA

Filed under: Economia,Internacional — Ricardo Campelo de Magalhães @ 16:02
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Para quem quiser saber o Estado do Emprego nos EUA, recomendo vivamente a leitura deste artigo detalhado sobre o assunto:

Why the Jobs Situation is Worse than it Looks – US News

Neste artigo são fornecidos os números de Empregados (131M, os mesmos que em 2000, apesar de a população ter aumentado em 30M), Desempregados oficiais (7.5M), Desencorajados (3M), Trabalhadores temporários (8.5M), Desempregados de longa duração (6.2M), Incapacitados a receber pensões de invalidez (8M, mais 3M que 10 anos antes), Trabalhadores em greve (0, ou seja, zero). Aprendam estes e outros números, os pressupostos do BLS  para chegar a eles (cómicos, no mínimo) e como esta situação se compara com 1929 e como está bem longe de recessões “normais”.

futurologia

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 13:42

O presidente da Caixa Geral de Depósitos não tem perdido tempo a demonstrar ao novo Governo ao país que o Governo o Estado Portugal precisa de um banco público com voz activa nos assuntos que mais preocupam a cleptocracia político-empresarial no poder os portugueses — Corte da Moody’s “é imoral porque é feito com base em futurologia”.

Não interessa dissecar a oportunidade da agência Moody’s, a validade dos argumentos emocionais e morais contra a dita agência, ou sequer explicar que todo o agente económico (incluindo a CGD suponho eu) necessita antever os acontecimentos futuros que possam afectar a sua actividade.

Qualquer análise business as usual das contas públicas chegará à conclusão que o Estado nunca conseguirá honrar os compromissos que assumiu hipotecando o bem-estar futuro do gado contribuinte em nome dos portugueses. Futurologia é o day dreaming que basta darmos as mãos (ou atirarmos pedras às agências de rating), que tudo vai melhorar.

Quando vêm com o argumento que existe um grande consenso nacional para mudar de vida… ainda criticam a Moody’s por dizer que o país não tem emenda?

Perante o embate que aí vem, alguém acredita que as forças mais esquerdistas dentro do PSD não procurarão moderar o discurso do hiper-reformista neoliberal Passos Coelho? Alguém acredita que o parceiro de Governo à esquerda do PSD não será fiel às suas verdadeiras convicções? Ninguém ouviu Cavaco Silva anteontem, ecoando o populismo de Manuel Alegre? Alguém acha que o PS não saltará do barco do cumprimento do acordo da troika assim que possa? Alguém acredita que sindicatos e demais forças políticas de extrema-esquerda não farão guerra ao Governo? Alguém acredita que corporações e interesses instalados vão deixar-se ficar?

Realidade: a situação está a piorar a cada dia que passa. Realidade: intenções de implementar “medidas” não passam de promessas. Realidade: Wishful thinking não muda o futuro. Realidade: pensamento mágico não muda a realidade. Era bom que o Governo e os portugueses dessem um descanso aO Segredo e metessem mãos ao trabalho.

assim se vê a maturidade da democracia portuguesa

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 12:07

E que tal se nos portássemos como adultos? A Moody’s não disse mentira nenhuma (e até fomos nós que lhe pagámos para nos dizer a verdade) de Francisco Mendes da Silva no 31 da Armada:

As reacções à avaliação da Moody’s são a prova de que ela é correcta: fica agora demonstrado, para lá de qualquer dúvida, que a maioria dos portugueses – com um número assustador de políticos e jornalistas à cabeça – não tem a mínima intenção de se confrontar com a dureza da realidade ou, pura e simplesmente, é analfabeto quanto às razões da crise e à natureza da actividade das agências de notação.

.. há uma pergunta essencial a que ninguém parece querer responder: afinal, que mentira veio agora a Moody’s dizer? A pergunta é óbvia mas incómoda, porque a resposta é ainda mais óbvia e incómoda. A verdade é que a Moody’s não disse mentira nenhuma.

Nova Cidadania 45

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:00

No mais recente número da Nova Cidadania, destaco os ensaios “A Reforma da Governação Municipal”, de Filipe Teles e “Resistência Legítima e Desobediência Civil”, de Pedro Ferro.

A maldição do nacionalismo económico

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 10:00

The Curse of Nationalism. Por Don Boudreaux.

PJ Harvey – C’Mon Billy

Filed under: Videos — André Azevedo Alves @ 02:00

PJ Harvey – The Devil

Filed under: Videos — André Azevedo Alves @ 01:00

Nem os zés podem domesticar uma cidade

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 00:25

Cities can’t be tamed

(…) Planning as a profession evolved mainly in the 20th century, after the second World War. The basic idea was to ‘plan the city’ by controlling it from the beginning to the end. It combined everything —architects, engineers, ecologists, etc in order to tame the city.

And it did well for the next 20 years, but it ended with great frustration because planners realised they advocated full control but when the system came into use, the plan was going the other direction. That’s when we started to realise the new idea of complexity — that cities are complex systems and it’s difficult to tame them. Because it is unpredictable and the planning in the 50s and 60s was based on prediction, it was called rational comprehensive planning.

Looking at cities as complex systems, one cannot look at it externally; we’re a part of that system. For instance, when a city plans ahead, let’s say, five years and starts to make provisions for, say, housing, then it is actually giving people a reason to shift to that city.

Planners need to understand that they are part of that system and be modest.

Julho 9, 2011

Marco António Costa e a descentralização das políticas sociais

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:43

Na minha recente intervenção no Estoril Political Forum 2011 tive oportunidade de realçar a importância de reformas das políticas sociais que descentralizem competências e possibilitem um maior respeito pelo princípio da subsidariedade. Destaquei na altura que a esse propósito – não obstante a má imprensa que tem em Lisboa – a escolha de Marco António Costa para Secretário de Estado da Segurança Social me parece bastante promissora, desde que a sua vasta experiência executiva a nível local e o seu inegável peso político sejam direccionados no sentido de uma efectiva descentralização de poderes e competências na área social para as autarquias.

É assim com agrado que constato que estão a ser dados os primeiros passos nesse sentido. Espero que nesta matéria o Governo não fique apenas pelas declarações de intenções: Governo admite alargar competências das autarquias

“O Governo vai analisar e agir sobre aquelas competências que, por proximidade, podem ser mais eficazes estar ao nível dos municípios e não temos dúvidas que a área social é uma área que, por proximidade e pelo conhecimento da realidade local, pode ser mais eficaz”, disse Paulo Júlio, citado pela agência Lusa, à margem do Congresso do Associação Nacional de Municípios (ANMP), a decorrer em Coimbra.

Além da área social, Paulo Júlio considerou como “potenciais transferências” competências na saúde, no ambiente e no ordenamento do território, já que, defendeu, “se as políticas forem de maior proximidade, elas podem ser mais eficazes”.

Uma questão de estudos ?

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:30

RECORDAR É VIVER (XXXVII)

13.07.10: Cavaco diz que não vale a pena “recriminar” agências de rating

9.11.10: “Cavaco: A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego”

21.12.10: Cavaco: “Insultar os mercados prejudica a economia nacional”

8.07.11: Cavaco diz que “agências norte-americanas são ameaça à estabilidade europeia”

Leitura complementar: Cavaco e as agências de rating.

O esgotamento do Bloco de Esquerda

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:28

Nem tudo dão más notícias na política portuguesa. No Bloco de Esquerda, continuam a acumular-se os sinais de desagregação e conflituosidade interna. A democracia portuguesa agradece: Manifesto quer apagar correntes fundadoras do BE

A Associação Fórum Manifesto defendeu hoje que o período das correntes internas do Bloco de Esquerda (BE) está “esgotado” e deve “terminar”, e que é necessário um “acordo político” para que estas se “apaguem da vida interna do partido”.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 19:44

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Da histeria à volta da Moody’s
2Berlusconi e Strauss-Kahn
3João Cardoso Rosas, Miguel Morgado e Carl Schmitt
4Diogo Vasconcelos (1968-2011)
5Da produtividade do novo governo

Would You Give Up The Internet For 1 Million Dollars?

Filed under: Economia,Videos — André Azevedo Alves @ 19:19

Portugal e a Moody’s

Portugal no lixo. Por Luís Menezes Leitão.

As reacções dos mais altos responsáveis do Estado a esta decisão da Moody’s foram absolutamente despropositadas. O Primeiro-Ministro da Nação não pode dizer que leva “um murro no estômago” quando o país recebe a notação de uma qualquer agência de rating. E muito menos o Chefe de Estado Português pode falar de uma conspiração americana contra os países europeus, em óbvia contradição a anteriores declarações suas sobre o mesmo tema. A notação da Moody’s de que o investimento em títulos da dívida pública portuguesa é de carácter especulativo pode ser exagerada, mas não deixa de ter fundamentos em que se baseia. Vejamos quais.

Portugal não cresce há dez anos. Conforme o actual Ministro da Economia referiu aqui, em 2000 a dívida pública portuguesa era de 50% do PIB e hoje ronda os 100%, o valor mais alto dos últimos 160 anos. A dívida externa líquida já ronda os 110% do PIB, tendo a dívida externa total ultrapassado os 230%, os valores mais altos dos últimos 120 anos. O país nos últimos anos não tem parado de viver acima das suas possibilidades, entrando numa espiral de endividamento como um consumidor irresponsável.

Mas perante isto o que fez o Estado Português nestes dez anos? Aumentou sempre sucessiva e de forma louca os impostos, sem nunca cortar na despesa. Em 2000 a taxa máxima de IVA era de 17%. Hoje é de 23%. Em 2000 a taxa máxima de IRS era de 40%. Hoje é de 46,5%. O peso dos impostos que os cidadãos portugueses pagam é absolutamente esmagador e são insustentáveis novos aumentos.

Apesar dessa enorme subida de impostos, o Estado teve sempre que ir procurar receitas extraordinárias para cumprir o défice imposto por Bruxelas. Assistimos com estupefacção à titularização dos créditos fiscais, à aquisição do Fundo de Pensões da CGD, ao lease-back de património do Estado, à transferência do Fundo de Pensões da PT, etc., etc.. Ora, qualquer pessoa com conhecimentos básicos de economia percebe perfeitamente que este caminho não é sustentável. Foi por isso que se tornou imprescindível uma mudança de caminho, e daí a mudança do Governo.

Sucede, porém, que quando se esperava um caminho novo, o que se teve foi mais do mesmo: um imposto extraordinário retroactivo, e por isso inconstitucional. Com a agravante de o Primeiro-Ministro o ter anunciado no Parlamento sem sequer explicar quais as bases legais em que o mesmo assentaria, alegando que tal ainda estava em estudo. Perguntamo-nos se alguém investiria num país em que o Governo pode a todo o tempo anunciar impostos retroactivos sobre os rendimentos, sem sequer se preocupar com o enquadramento legal dos mesmos.

Além disso, o programa do Governo deu claramente a ideia de que se estava a procurar atenuar o rigoroso cumprimento das medidas da troika. As autarquias locais devem ser reduzidas em Portugal? Vamos limitar a redução às freguesias. Deve ser liberalizado o congelamento das rendas, grande responsável pelo endividamento externo do país e pela degradação do parque imobiliário? Procuraremos resolver o problema no prazo de 15 anos, remetendo assim a questão para os nossos sucessores.

Leitura complementar: Cavaco e as agências de rating.

Austrian Economics versus Mainstream Economics

Filed under: Economia,Teoria,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 17:01

Austrian Economics versus Mainstream Economics | Mark Thornton
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