O Insurgente

Julho 14, 2011

Se houvesse justiça…

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 21:26

Acabei de ouvir na TVI o porta voz do CDS para o assunto em causa, João Almeida, a explicar que o imposto extraordinário seria pago por apenas 15% dos Portugueses. Que era portanto um imposto justo.

Justo era acontecerem umas coisinhas que eu cá sei a quem acha que este imposto é justo…

 

Grandes negócios…

Filed under: Desporto,Economia,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:24

Rating. Benfica ganha crédito com Witsel e começa a dispensar o lixo

Mais de duas semanas depois do primeiro treino, o Benfica terminou o estágio de pré-temporada na Suíça com uma derrota (Dijon) e apenas um adepto foi esperar a equipa no Aeroporto de Lisboa. Para além do desinteresse pelo futebol praticado, parte dos jogadores contratados nos últimos seis meses não são propriamente excitantes. Aliás, seguindo a linguagem da moda, tornaram-se uma espécie de lixo. Agora, é preciso subir o rating e ganhar crédito com aquisições decisivas – a última foi ontem apresentada e chama-se Alex Witsel, internacional belga de 22 anos que assinou contrato por cinco temporadas.

O Benfica, no entanto, continua no mercado à procura de um defesa esquerdo (principalmente), de um médio e de um central. Ao mesmo tempo, pode chegar a seis o número de futebolistas que entretanto chegaram e serão já dispensados. No meio deste entra-e-sai joga-se no final do mês a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Preocupante? Há quem ache que não. “Tentámos colocar à disposição do treinador todas as opções possíveis. Foi a escolha de todos, não estamos preocupados”, disse ontem Rui Costa, director desportivo do Benfica.

Jorge Jesus é da mesma opinião. Escolheu e observou jogadores mas foi ele próprio que depois os renegou em função das observações e dos testes dos últimos dias. “Tive de fazer adaptações com jovens que deram o seu melhor”, comentou ontem, depois de ter dado guia de marcha a nomes como Miguel Rosa, Kanu e Melgarejo, solução que deverá aplicar a outros como Wass, Rodrigo Mora, Nuno Coelho ou André Almeida, os tais reforços que se tornam lixo.

A crise toca a todos…

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:12

Sem rendimento e aparentemente sem poupanças, deverá ser mesmo um grande sacrifício ir para Paris estudar filosofia: Como é que Sócrates vai viver sem ordenado em Paris?

José Sócrates vai ficar um ano sem ter acesso a qualquer subsídio do Estado, pelo desempenho de cargos públicos desde 1987. Tudo porque ainda não chegou aos 55 anos que lhe dão acesso à subvenção vitalícia como deputado. Essa subvenção será de 1449,58 euros mensais, por ter estado onze anos na Assembleia da República, mas no ano em que irá para Paris, Sócrates não vai mesmo receber nada.

(…)

Para além de poder vir a ficar afastado de qualquer actividade profissional no próximo ano, José Sócrates não tem depósitos a prazo, à ordem ou qualquer Plano Poupança Reforma declarado. A nova lei do controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos obriga a declarar as contas à ordem com saldo superior a 50 salários mínimos, correspondente ao valor actual de 24 250 euros e Sócrates nada declarou. Para além disso, na declaração que teve que entregar no Tribunal Constitucional, não constam poupanças, noticiou o “Correio da Manhã”, citando a declaração de rendimentos de cessação de funções de primeiro-ministro entregue a 20 de Junho. Em seis anos como primeiro-ministro, Sócrates ganhou mais de 600 mil euros.

Cortes na despesa, precisam-se (2)

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:04

A combinação de criatividade e celeridade no aumento de impostos com a acumulação de medidas irritantemente simbólicas no que diz respeito à redução da despesa do Estado não é nada animadora.

Cortes na despesa, precisam-se

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:02

E para quando a despesa? Por Miguel Noronha.

Chegados aqui convém dizer que se o governo tem de reduzir o défice público convém que o esforço incida essencialmente sobre os gastos públicos e não sobre o rendimentos privados. Ao contrário do que afirmam variados lideres sindicais e partidários não é justo que sejamos todos obrigados a pagar a prodigalidade socialista. Recordo que, aquando do anuncio do imposto extraordinário, o governo prometeu apresentar medidas adicionais de controlo da despesa pública. Até agora só tivemos agravamentos da carga fiscal.

Falcao voa acima de Villas-Boas

Filed under: Desporto,Economia,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:43

Dificilmente ficará até 2015, mas também já não deverá sair “apenas” por 30 milhões: Falcao continua “dragão” até 2015 e fica com cláusula de 45 milhões

The Licensing Racket

Filed under: Economia,Internacional,Justiça,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Infelizmente, a este respeito a situação em Portugal é em muito sectores de actividade ainda mais grave do que o que acontece nos EUA…

John Stossel – The Licensing Racket

Francisco Louçã e Lili Caneças: a mesma luta

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:53

Lili Caneças. “Os meus amigos eram maoistas. Eu sempre fui trotskista”

A Alemanha que pague a crise

A solução é relativamente simples. Só falta convencer os alemães a pagarem a crise em troca do privilégio de governar a Europa do Sul: Ideias para salvar os países periféricos. Por João Miranda.

1. Colectiviza-se as dívidas. Lança-se eurobonds e a Alemanha a assume a responsabilidade pelas dívidas.

2. Para haver moeda única tem que haver governo único. Reforça-se o orçamento comunitário e a Alemanha paga.

3. A União Europeia (leia-se a Alemanha) paga à Grécia para esta pagar aos credores.

4. O BCE emite moeda para comprar dívida. Tradução: cria-se um imposto inflacionário sobre a Alemanha para pagar a dívida grega.

Talvez até possa ser um bom negócio para os políticos e eurocratas alemães, mas será certamente uma receita desastrosa para os contribuintes alemães.

Sugestões para poupar no orçamento da saúde

Filed under: Economia,Política,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 19:41

Três sugestões simples. Por Luís Lavoura.

Ah malandros

Querem lá ver que estão a apostar também nas novas tecnologias? Não lhes bastava dominarem os mundos da finança e da política?

Um belo trabalho da Wired.

O fim da guerra à economia

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 12:26

CONTEXTUALIZAÇÃO:
Quando acabou a II Guerra Mundial, os economistas “keynesianos” previam o desastre. Enormes dívidas tinham sido incorridas, o Governo teria de pagar o dinheiro pedido emprestado (outros tempos), milhões de americanos que tinham sido empregues pelo esforço de guerra iam ser atirados para o desemprego. Harry Truman, eleito em 1945, fez o inesperado: muito pouco. A máquina de guerra foi desmantelada sem demoras. Sem intervenção estatal a perturbar a recuperação da economia, o PIB caiu a pique — mas ninguém notou — os EUA voltavam a tempos de prosperidade. Quebrando a prática insurgente de não linkagem para blogues pessoais, deixo-vos dois links úteis:
- A ’depressão’ de 1946
- A ’depressão’ de 1946 (2)

Um post tão bom que merece ser reproduzido na íntegra — Keynes vs. Reality por Russ Roberts:

Here is Paul Samuelson in 1943:
When this war comes to an end, more than one out of every two workers will depend directly or indirectly upon military orders. We shall have some 10 million service men to throw on the labor market. We shall have to face a difficult reconversion period during which current goods cannot be produced and layoffs may be great. Nor will the technical necessity for reconversion necessarily generate much investment outlay in the critical period under discussion whatever its later potentialities. The final conclusion to be drawn from our experience at the end of the last war is inescapable–were the war to end suddenly within the next 6 months, were we again planning to wind up our war effort in the greatest haste, to demobilize our armed forces, to liquidate price controls, to shift from astronomical deficits to even the large deficits of the thirties–then there would be ushered in the greatest period of unemployment and industrial dislocation which any economy has ever faced.

From Paul Samuelson, “Full Employment after the War,” in S.E. Harris, ed., Postwar Economic Problems, 1943.

And now a quote from the The Economic Report of the President, page 1, issued by Harry Truman on January 8, 1947:

During 1946, civilian employment approached 58 million. This was the highest civilian employment this Nation has ever known— 10 million more than in 1940 and several million higher than the wartime peak. If we include the military services, total employment exceeded 60 million. Unemployment, on the other hand, remained low throughout the year. At the present time it is estimated at about 2 million actively seeking work. This is probably close to the minimum unavoidable in a free economy of great mobility such as ours.

Thus, at the end of 1946, less than a year and a half after VJ-day, more than 10 million demobilized veterans and other millions of war-time workers have found employment in the swiftest and most gigantic change-over that any nation has ever made from war to peace.

Um instante

Filed under: Diversos — André Abrantes Amaral @ 12:17

Manhattanhenge.

Foi um dia estranho aquele em que toda a gente, independentemente do que estivesse a fazer, numa reunião no escritório, a falar ao telefone, a conduzir um autocarro, a guiar o seu automóvel, a atravessar a rua, a limpar as sarjetas, a vender jornais e revistas mais os brindes a acompanhar, a conversar, a comer e a beber, parou. Pararam e viram o sol a pôr-se atrás dos prédios, dos telhados, dos candeeiros das ruas, das colinas da cidade, atrás dos vultos que se punham à frente. A luz começou com um amarelo forte, depois alaranjou, ficando vermelho a seguir, um vermelho intenso, o sol redondo como uma bola de neve feita por miúdos e pronta a ser atirada contra quem passasse. E logo novamente a cor laranja, o sol a baixar, a colocar-se por trás de tudo o que o pudesse tapar, objectos e barreiras que nos diziam que aquilo teria fim, que não era para sempre, que valia a pena largar o que se estivesse a fazer, desistir do que se estivesse a pensar, deixar o serviço a meio; uma pequena interrupção no dia-a-dia, um breve instante a dizer-nos que estávamos vivos e que valia a pena, um pequeno aparte de Deus, alguma coisa, algo em que se quisesse acreditar. A luz a apagar-se e a normalidade não natural a continuar como até então. (inicialmente publicado aqui, aconteceu agora novamente).

nacionalização dos lucros, uma notícia por realizar

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 10:20

Diz a Helena Garrido (O pior do capitalismo e do comunismo), num artigo de apurado malabarismo retórico, que

Nacionalizar os prejuízos e privatizar os lucros é escolher o pior do capitalismo e o pior do comunismo.

Dito de uma forma clara:
- “nacionalizar os prejuízos” é o “pior do comunismo”, e
- “privatizar os lucros” é o “pior do capitalismo”.

O comunismo produz o inferno da Terra porque ao proibir (“abolir”) a propriedade privada, esmaga a liberdade individual. Tudo passa a ser controlado pelo poder político, incluindo a actividade económica — nem se pode falar de lucros ou prejuízos. Quero pensar que ninguém civilizado acha que há algum aspecto “melhor” no comunismo. O único silver lining é que <sarcasmo> mais cedo ou mais tarde eles matam-se uns aos outros. Muito menos faz sentido falar de “pior” do comunismo, sobretudo com o afastamento de uma análise económica, precisamente porque estes regimes têm a sua génese em pilhagem, vivem de repressão, e descambam para a matança.

É deixada passar airosamente a ideia que “privatizar os lucros” é o “pior do capitalismo”. Em rigor HG diz .. lucros e prejuízos pertencem aos accionistas ou proprietários. Só assim o capitalismo funciona bem. — o que compõe a noção, infelizmente com aceitação popular, que os lucros são um mal necessário.

O melhor do capitalismo — que não é a nacionalização dos prejuízos e a privatização dos lucros — não é a constante e efectiva ameaça de falência. Não é que os investidores financeiros possam perder dinheiro. Esta é uma visão destrutiva e odiosa. O melhor do capitalismo é permitir que as pessoas usem a sua propriedade para levar a cabo os seus objectivos, recolhendo as recompensas da sua acção, e assumindo as perdas da mesma. O “pior” é esta liberdade ser um bem muito escasso – mercê dos estatistas que invejam, cobiçam e abominam os ditos “lucros”.

Num sistema capitalista os “lucros” não provêm de pilhagem obtida por vida política – obtêm-se por relações consensuais, mutuamente benéficas — obtêm-se quando pessoas abdicam livremente de capital que é seu em troca de bens e serviços que melhoram a sua vida. São recompensas integralmente merecidas que pertencem ao empreendedor — mas também atestados de valor social, e incentivos mais para servir o próximo.

É a ânsia estatista de nacionalizar essa riqueza moral e material que destrói as condições da sua criação. E que potencia que um dia primeiro os prejuízos sejam nacionalizados, e depois os infames lucros, e em consequência a liberdade das pessoas, e a prosperidade de toda uma sociedade. O jornalismo de serviço reportará imparcialmente, como diligente “consciência social” e agente de mudança que não se esquiva ser.

Julho 13, 2011

O Banco Central Europeu Está Insolvente

Filed under: Diversos — Filipe Faria @ 23:47

Is the ECB Solvent?  By James Turk

“For all practical purposes, the ECB is insolvent.  Its doors remain open simply because it is using the well-worn accounting trickery of all insolvent banks.”

“A loss of this magnitude would effectively leave the ECB insolvent and in need of recapitalisation. It would then have to either start printing money [The ECB is nothing but a money-printing organization, so in reality, it would need to print more money than it is already printing] to cover the losses or ask eurozone governments to send it more cash (via a capital call to national central banks).”

“The ECB’s actions during the financial crisis have not only weighed heavily on its balance sheet, but also its credibility.” [Its credibility has already been largely lost.  That happened last May when the ECB bent to the will of politicians ‘solving’ the then brewing Greek crisis and forced the ECB to break its own rules and buy Greek sovereign debt.  The ECB has continued down this path to ruin by buying the debt of other over-leveraged sovereigns burdened by their debts.]“

“In parallel with the IMF’s and EU’s multi-billion euro interventions, the ECB has engaged in its own bail-out operation, providing cheap credit to insolvent banks and propping up struggling eurozone governments, despite this being against its own rules. [emphasis added]  The ECB is ultimately underwritten by taxpayers.”

 

O FMI como sabotador do capitalismo

Filed under: Double standards,Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:30

More Harm Than Good: How the IMF’s business model sabotages properly functioning capitalism. Por Amar Bhide e Edmund Phelps.

The Greek debacle and the North African drama raise existential questions about the IMF. Responsible governments have no business borrowing vast sums from abroad, rather than from domestic sources. That’s what tinpot regimes do. And lending even more to borrowers who can’t pay what they already owe? That’s what loan sharks and mafiosi do.

The IMF’s business model sabotages properly functioning capitalism, victimizing ordinary people while benefiting the elites. Do we need international agencies to enable irresponsible—verging on immoral—borrowing and lending? Instead of dreaming up too-clever-by-half schemes to stumble through crises after they happen, why not just stop imprudent banks from accommodating foreign borrowing by feckless governments? After all, it’s French and German taxpayers who are on the hook—not just the Greeks and the Irish.

18 de Julho em Lisboa: “Do Conceito de Liberdade em Friedrich A. Hayek”

Filed under: Agenda,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:30

Convite – Prova Pública de Mestrado – “Do Conceito de Liberdade em Friedrich A. Hayek”. Por Samuel Paiva Pires.

No dia 18 de Julho de 2011, pelas 15h, na sala 6 do piso -1 do ISCSP, irá ocorrer a defesa pública da minha dissertação de mestrado subordinada à temática “Do conceito de Liberdade em Friedrich A. Hayek”. O júri será composto pelo Professor Doutor José Adelino Maltez (ISCSP), Professor Doutor Manuel Meirinho (ISCSP), Professor Doutor João Ricardo Catarino (ISCSP) e Professor Doutor André Azevedo Alves (Universidade de Aveiro).

Quem quiser, pode confirmar a presença no Facebook.

Legalizar a liberdade

Poderá começar por aqui: Legalize it.

Na Suiça do Médio Oriente

Chegou-se à raíz do problema maior.

As entradas violentas de Axel Witsel

Filed under: Desporto,Justiça,Media,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Axel Witsel, o novo reforço do Benfica, parece ser verdadeiramente imbatível a partir pernas. Os adversários na liga portuguesa que se cuidem…

Anderlecht Standard faute d’Axel Witsel sur Wasilewski

Axel ‘axe’ Witsel brutal intentional fault against Bosnia

Axel ‘axe’ Witsel’s third leg breaking attack

Governo deve um pedido de desculpas colossal à Moody’s

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:40

Independentemente da discussão com o PS sobre a herança de Sócrates, esta tomada de posição do Governo só vem reforçar as razões para baixar o rating da dívida do Estado português.

Tudo normal no Benfica

Filed under: Desporto,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:01

Drenthe rejeitou taxativamente a hipótese de jogar no Benfica, mas o clube reforça-se com um jovem com amplas provas dadas. Entretanto, Jorge Jesus prepara o terreno para um desempenho abaixo do ambicionado. Ele lá saberá porquê.

Eurobond joke

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 18:17

Q: O que têm em comum um primeiro ministro socialista da Europa do Sul e um primeiro ministro conservador da Europa do Norte?

A:Ambos acordam a meio da noite por causa das Eurobonds.

Para o primeiro as Eurobonds são o sonho molhado e para o último são o pesadelo.

Desvios de Economistas Políticos Socráticos

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 17:47

Hugo Mendes chama a atenção para o óbvio. Com os desvios orçamentais deixados pela Gestão anterior (mais Comunicação que Gestão) encontrados, é natural que as agências de notação baixem o rating da nossa dívida soberana. Não há como “arrependidos” para compor a tese de acusação.

Com o distanciamento de um convalescente a analisar a doença de que padeceu pode-se dizer que estes Socráticos são mesmo parecido com Sofistas…versão “novas oportunidades”.

As caras da “Economia Política” Socrática

Filed under: Economia,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 17:27

Algumas das caras da Economia política Socrática que terá o seu lugar na história Portuguesa estão a lembrar-nos dos tempos passados.

Quando Vieira da Silva diz:

«Deve-se ter cuidado quando se faz afirmações sobre esse assunto que é conhecido internacionalmente, as instituições que avaliaram as nossas contas não podem ser postas em causa»

Está enganado. O governo está a pôr em causa quem deu informação às instituições que avaliaram as nossas contas. Vieira da Silva, João Galamba e Vitalino Canas lembrar-se-ão dos anúncios de sucesso e de números longe da realidade. Podem fingir que não se lembram. Se o fizerem os outros podem chamá-los de mentirosos. E estão a pedir que se leve para a AR o lavar de roupa suja que, se tivessem ficado no silencio dos (não) inocentes, não teriam de sofrer.

PS: Será que esta malta vai continuar a ter voz depois das eleições internas do PS ou vão continuar na senda dos tiros nos pés ao PS?

europhobia

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:56

“(…) A maioria dos alemães entende que ajudar os países em risco de colapso devido à crise da divida é deitar dinheiro ao lixo. Ulrike Guerot, membro do Conselho Europeu, diz que “os alemães estão a ficar sem paciência e as suas relações com a Europa já entraram numa era pós-romântica” (…) De acordo com os mesmos dados, dois terços dos alemães opõem-se a ajudar a Grécia ou consideram que não valerá mesmo a pena. O economista Hans-Werner Sinn, presidente do instituto Ifo, que compila os indicadores económicos mais importantes da Alemanha, deixou o alerta no jornal Bild: “a ajuda à Grécia e a Portugal está muito acima das possibilidades dos alemães (…) e os reformados vão ser as primeiras vítimas destes resgates”, sublinhou. O mesmo responsável acrescentou uma declaração não menos polémica: “os portugueses e os gregos vivem à custa dos alemães.”, no Diário Económico online (destaque do DE).

the perfect storm (III)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:23

“(…) the main risk lies somewhere else – in the CDS market. Total net risk to a Greek default is ‘only’ about $5 billion, but that number masks a much greater risk to those individual banks which have sold CDSs and which would therefore be on the wrong side of the trade, should Greece default. Total gross exposure to a Greek default is about $79 billion and, according to a recent article in the Financial Times, there may be at least one bank which stands to lose as much as $25 billion should Greece default (…) The ECB’s strategy for now seems to be one of buying time. As you can see from chart 7, over 40% of Greek sovereign debt is now owned by the ECB, the IMF and the Bank of Greece between them. Speculators should remind themselves that to be entitled to a payout on a CDS, you must deliver the underlying bonds, and if all bonds are in the hands of the ECB and the IMF, a default may not have any consequences as far as the CDS market is concerned. If Greece were the only problem, such a strategy might actually work, but it completely ignores the fact that Portugal, Ireland, Spain and Italy are all lined up behind Greece in the crisis queue.”, Niels Jensen, “The Absolute Return Newsletter, July 2011″ .

Infelizmente, dos números e do alastrar da “pequena” soberana na Grécia à Espanha e à Itália, a avalanche de dívida, em breve, produzirá os seus danos. E, provavelmente, a sequência de eventos será esta: a) BCE “to the rescue”, como supostamente já estará a acontecer; b) BCE “to the floor”, monetizando a dívida – a acontecer, essa monetização de toda a dívida pública conjunta de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, que como ontem aqui escrevi é equivalente a 30% do PIB da zona euro, equivaleria a 3 (três!) programas de “Quantitative Easing” (QE1+QE2) que o FED acaba de concluir nos EUA – e; c) BCE “knocked-out” pela saída da Alemanha do euro, horrorizada com a inflação que entretanto se gerou, e também pela saída dos restantes países da Europa do norte. O meu raciocínio é simples: sem união política, que como se está a ver é uma bonita utopia, a união monetária é demasiado vulnerável. Assim, a única grande dúvida é antecipar o “timing” daquele filme…enfim, 2013, data para a qual está prevista a entrada em vigor do novo mecanismo de ajuda, parecia-me a data provável. Mas neste momento já não sei…

O pessimista

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:15

(…) todos tenemos una guerra como todos tenemos una mujer (…) Tu guerra ya no puede demorar, Pacífico. Nunca se estuve tanto tiempo sin guerras.

Miguel Delibes, Las Guerras de Nuestros Antepasados

O modelo socrático da Parque Escolar

O desenvolvimento, o progresso e o futuro não têm preço.

A culpa é do CDS (2)

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 11:21

As dívidas soberanas de países (incluindo os sólidos Alemães) que estão muito expostos a um default da dívida soberana grega têm um risco impossível de quantificar com uma simples notação.

As notações dão um valor esperado de risco com uma concentração grande de probabilidades acumuladas à volta desse valor esperado de risco. A variável “risco de incumprimento” destes países simplesmente não tem esse comportamento, pelo menos neste momento. Dependendo do default grego ou a dívida devia estar classificada como com risco baixo ou com risco elevadíssimo, nunca uma “média” das duas. A concentração de cenários prováveis está longe dos níveis “médios” na famosa aproximação à distribuição normal das agências de notação. Simplesmente não serve como indicador de análise de risco. Os investidores sabem disto. Os que acreditam e apostam no cumprimento estão muito dispostos a emprestar a taxas na casa dos 6%. É um excelente negócio para quem estaria disposto a receber apenas 3%. Quem não acredita tem que ter um prémio de risco substancial, tal como é transaccionado no mercado secundário.

As agências de notação deveriam simplesmente recusar-se a avaliar activos nestas condições. Essa atitude apenas daria mais credibilidade a estas instituições, credibilidade essa que deveria ser o seu maior activo.

Leitura complementar: The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable ; Estratégias de investimento Event-Driven

A culpa é do CDS

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 10:50
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Estes “seguros de crédito” tiveram um papel fundamental na crise subprime e estão a ter um papel fundamental na crise das dívidas soberanas.

O CDS é uma ferramenta muito interessante. Eu empresto 1000 milhões de Euros à Grécia por Euribor+4%. Eu crio 1.000.000 de títulos CDS que dizem o seguinte:

- Eu pago a quem me os comprar Euribor+3% até a dívida estar paga – O equivalente ao prémio do seguro

- Quem me compra os CDS paga 0 Euros (Eu não recebo uma torradeira ou uma máquina nespresso de bónus)

- Se existir um evento de crédito, definido como tal pelo ISDA, quem me comprou o CDS e esteve a receber o “prémio” até lá tem de pagar a mim o valor em dívida correspondente à base do que esteve a receber – Recebo o capital seguro.

Estes CDS transformaram desde bancos a empresas a pequenos investidores em pequenos seguradores. Esta é a primeira consequencia.

Como acontece normalmente nos mercado de activos derivados, o que é que foi feito de seguida? Emitiram-se CDS sem se ter dívida! A verdade é que o título tem um valor económico por si mesmo. O Mercado de derivados é assim muitas vezes maior do que o do activo subjacente.

É desta forma que a exposição do exterior à Grécia esteja estimada em mais de 10 vezes o total da sua dívida.

A crise do subprime, nomeadamente a falência de grandes Bancos de investimento deveu-se à exposição a CDS sobre dívida imobiliária. O mercado de CDS’s não só valia centenas de vezes o do mercado de dívida imobiliário como ainda por cima permite alavancamento. Alavancamento feito sobre bancos com autorização do FED (os big 5) para não terem limites de alavancamento.

Depois da crise do subprime afigura-se como possível a crise da dívida soberana. A verdadeira crise da dívida soberana ainda não chegou. Chegará no momento em que a ISDA disser que existiu um evento de crédito, por exemplo, com a dívida soberana grega.

Se esse momento chegar vão exisitir consequencias imprevisiveis. As perdas não são limitadas aos “haircuts” falados, são perdas totais, multiplicadas e alavancadas. Não são apenas os CDS em carteira dos Bancos. São os CDS em carteira dos clientes dos Banco que vão entrar em falencia e originar defaults de pagamento de dívida aos Bancos e imparidades. É o impacto na economia de falencias de empresas que embora sólidas no seu core vão sofrer do aventureirismo financeiro dos seus decisores.

É este momento que se está a tentar evitar. O default técnico grego é assustador por ter consequências imprevisíveis por serem muitas vezes multiplicadas pelo mercado de CDS. Todos nós que assistimos de fora apenas podemos esperar o melhor e preparar para o pior.

basta

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:17

“Despite many belt-tightening measures imposed on Italians over the past few years, the paychecks and benefits of Parliament members have been left largely untouched. Rome’s lawmakers are among Europe’s highest-paid: In 2010, members of the lower house earned an average gross salary of more than €140,000 ($196,000), nearly double U.K. lawmakers’ annual salary. Fringe benefits include free lodgings in Rome, flights and taxpayer-subsidized haircuts.

(…)

The cost of Italy’s bureaucracy has been rising for the years. According to Tito Boeri, an economist at Bocconi University of Milan, the salaries of lawmakers have increased an average of 9.8% a year since 1948, compared with an average increase of 3% for Italian workers. In 2010, Italy’s lower house, the 630-member Chamber, ate up more than €1 billion in taxpayer money. The 321-member Senate budgeted about €600 million for 2010, but hasn’t yet disclosed its spending for that fiscal year.

A confidential parliamentary study conducted in March and viewed by The Wall Street Journal showed that the average gross monthly salary of a member of Italy’s lower house was about €11,700 ($16,400)—ahead of those of members of the European Parliament (€8,000 per month), Germany’s Bundestag (€7,700) and the U.K. House of Commons (€6,350).

In the U.S., monthly gross salaries within the 435-member House of Representatives range from $14,500 for most members to $18,625 for the speaker of the House. U.S. lawmakers also receive some allowances based on the size of their staff and distance they must travel to visit their home districts.

(…)

Rita Bernardini, a lawmaker with the Radical Party, has spent years pressing her colleagues to account for their expenses. So far, only 80 members of the Chamber have voluntarily disclosed their finances, she says. Mr. Berlusconi, who is also a member of the Chamber, isn’t among them. Nor are the leaders of Italy’s left-wing opposition.“, hoje, no WSJ online (nota: os destaques são meus).

Aspecto positivo na austeridade: più opinione pubblica!

Julho 12, 2011

Má sorte ter-se esquecido de levar a câmera

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Energia,Justiça,Media,Política,Portugal — ruicarmo @ 22:47

Ricardo Rodrigues vai a julgamento.

Leituras complementares: O Zorro da ética republicana; Da acção directa.

Rule of law vs. discretionary rule by central bankers

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Teoria,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:00

Is the Euro Flawed? Por Larry White.

The European Central Bank has a commitment on paper, of course, to keep inflation below 2 percent. But in the face of pressure to buy the bonds of heavily indebted governments, to delay the day of reckoning for the sovereign debt crises of Greece, Ireland, and Portugal, the ECB’s commitment to low inflation is crumbling.

Contrast a free-market silver or gold standard. Under such a monetary standard, the private mining firms that dig up the precious metals, the mints that produce coins, and the banks issue redeemable notes and transferable account balances are all constrained by contract and by competition. There is no time-inconsistency problem in monetary policy because there is no monetary policy. Nobody has discretion over the quantity of money.

The challenge, for those who believe in the rule of law, is to reintroduce such constraints on money creation. If not a gold standard, a serious and enforceable limit on fiat money. You can’t believe in the rule of law and also believe in discretionary rule by central bankers.

Não interferir na livre excolha das utentes

Recomendo que os hospitais escondam grávidas, recém-nascidos e crianças mais velhinhas.

the perfect storm (II)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 19:48

“(…) since there was plenty of rumour on Tuesday that the European Central Bank (via the Bank of Italy) intervened to buy Italian bonds from a terrified secondary market, mind if we point something out in the interim? (…) This is too big for the ECB. Too big, too dangerous, too much like monetisation of debt — even by the Bank’s collapsing standards. Possible? Yes. Sustainable? Not at all (…) For all we know, the Bank moved into the Italian market as soon as the Spanish ten-year bond yield hit 6.3 per cent, or perhaps it was focused on preventing inversion in Italy’s yield curve. Indeed that curve was looking battered on Tuesday (…) Can’t beat markets into coming back, become the market. Case in point then (…) If the market really wants to fool itself that Italy would become a regular patient of the ECB, we’d really like to know how the Bank could possibly absorb those numbers. Even better, we’d love to enquire how it could sterilise them”, hoje, no Alphaville, em linha com o que aqui descrevi.

A crise portuguesa vista por um economista brasileiro

Filed under: Brasil,Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 19:35

O economista brasileiro Rodrigo Constantino escreveu em sua coluna no jornal O Globo, um dos mais importantes do Brasil, sobre a crise económica de Portugal:

Terremoto em Lisboa
Rodrigo Constantino, O GLOBO

“Ninguém – e sobretudo o Estado, entidade anônima e dispersa – é bom fiscal de si mesmo.” (Fernando Pessoa)

Semana passada, quando eu visitava Lisboa, a agência de risco Moody’s rebaixou os títulos da dívida soberana portuguesa para “lixo” especulativo. O país quebrou. O terremoto que se abate sobre Portugal desta vez não é fruto do acaso, mas sim uma construção deliberada dos homens. Sua principal causa chama-se irresponsabilidade fiscal; seu maior culpado: o governo.

(…)

O parasitismo do Estado social arruinou o país. Há estagnação econômica e elevado desemprego. A dívida pública explodiu. A principal doença que mina o sistema político português, segundo Carreira, está no fato de os partidos servirem “como agências de empregos e de negócios das suas ávidas clientelas, integradas por muitos dos seus filiados e pelos ‘amigos’ de sempre, que gravitam à sua volta”.

As flores do terror

Filed under: Internacional,Justiça,Media — ruicarmo @ 19:21

E uma pergunta sem resposta dada mas com resultados conhecidos.

Leitura complementar: Terrorismo: fazer vista grossa e calar.

Amigos da “onça”

Filed under: Economia,Portugal,Videos — BZ @ 15:04

Durante os últimos meses tivemos o Bloco de Esquerda (até concordei com eles!) e Partido Comunista (tão recente como 2 de Julho) a exigir a renegociação da dívida, porque ambos acreditam que não há forma do Estado português cumprir dos seus compromissos financeiros sem uma opção (encapotada) de default.

A Moody’s concordou finalmente com a avaliação destes partidos ao baixar o rating da dívida portuguesa. E, no entanto, leio o seguinte:

Com “amigos” destes…

O Costa que faz falta

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Energia,Nanny State Watch,Política — ruicarmo @ 14:20

Conveniência sim, mas só até às 19 horas.

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