Salário suspenso a sindicalista
O presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, anunciou na segunda-feira a decisão de suspender o pagamento do salário a um funcionário, dirigente sindical, por este “não ter trabalhado um único dia para a autarquia nos últimos oito anos”.
Oito anos sem aparecer ao trabalho pelo qual é pago pelos contribuintes portugueses. Bem sei que organizar procissões e distribuir sandes de presunto é bem mais interessante do que trabalhar numa Câmara, mas um pouco de respeito pelos contribuintes seria prudente (por exemplo, trabalhar um ou dois dias por ano). Este é um pequeno exemplo dos recursos parasitados ano após ano pelos sindicatos aos contribuintes portugueses. Curioso é que aqueles que contestam tanto os pagamentos do Estado a padres católicos a prestar serviço nos hospitais e nas escolas, não se mostrem incomodados que o estado ande a pagar o salário a funcionários do partido comunista.
Outros recursos parasitados por muitos sindicatos, não aos contribuintes mas a senhorios, são as suas sedes, que frequentemente se encontram em apartamentos arrendados nos idos de 75 por dez-reis de mel coado. Belíssimos apartamentos, nalguns casos.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 26, 2011 @ 14:21
Vamos supor que até se concorda que um sindicalista possa ter “isenções”.
O que eu me perguntaria a seguir era isto: como é possível uma organização manter os seus dirigentes sem qualquer renovação? 8 anos?
É aqui, a meu ver, que os sindicatos se começam a desviar do seu objectivo (por mais ideológico que seja).
Comentário por Joao Fernandes — Julho 26, 2011 @ 14:53
Eu calculo que os dirigentes da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa (e de outras fábricas da Volkswagen) tenham horas de trabalho pagas pela empresa para desenvolverem o seu trabalho na C.T. É que as empresas alemãs consideram útil ter Comissões de Trabalhadores ativas e envolvidas na empresa.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 26, 2011 @ 15:20
Como este, há milhares a viver à custa dos trabalhadores.
No que diz respeito a trabalho, já não sabem o que é há muito tempo.
Entre as tarefas do partido, os subsídios do Estado, plenários, piquetes e outras lutas avulsas, eles não têm tempo para mais nada.
Os camaradas trabalhadores cada vez colaboram menos e a luta fica para os carolas.
Comentário por ricardo saramago — Julho 26, 2011 @ 15:52
Outra das conquistas de Abril. Direitos e mais direitos. Como este, existem milhares de “defensores” dos trabalhadores, que nada mais fazem, que tratar da vidinha deles. E as sedes, outro escândalo. E como são tratados, os trabalhadores, que trabalham nos sindicatos??????????????????????????????????
Comentário por Jose Domingos — Julho 26, 2011 @ 22:06
Lavoura, paga alguma coisa nesse caso? Ou é tão obtuso que não percebe que o poder excepcional que o Estado detém de se apoderar directamente de parte significativa do rendimento dos cidadãos, através dum “roubo” socialmente aceite, não é DE TODO comparável ao duma empresa privada num mercado concorrencial? Ou para si liberdade de acção (e.g. compra de um produto a uma empresa privada em livre concorrência) e coacção (e.g. impostos) são a mesma coisa?
Comentário por rxcorreia — Julho 26, 2011 @ 23:18
E para que nós precisamos desses chulos que vivem á custa de quem paga impostos
Mais vergonhoso ainda é só agora,passados oito anos ser suspenso o pagamento do salário.
Pois se não existe lei,façam-na,e obriguem os culpados a devolver todo o dinheiro pago indevidamente.
Portugal precisa de quem trabalhe.Esses senhores dos sindicatos,são as carraças que se alimentam do sangue da nação,do suor daqueles que trabalham.Mete nojo,dá raiva ver esses senhores?..que nada fazem causarem cada vêz mais desemprego.
Alguém tem que acabar com esta pouca vergonha. OITO ANOS,SEM TRABALHAR E A RECEBER O ORDENADO. QUEM É O CULPADO?
Comentário por o fantasma — Julho 27, 2011 @ 09:31
Gosto sempre de ver esta revolta contra sindicalistas. É de sanguessugas para baixo. Falarem da duplicação dos administradores da CGD, dos salários das administrações das empresas de transportes que agora sobem os preços dos bilhetes em 25% nalguns casos, nada. Eliminação de Golden shares a troco de nada, quando França, Alemanha, Irlanda, Grécia etc as mantêm e não têm planos de as eliminar, nada.
É o costume.
Comentário por filmgrainheart — Julho 27, 2011 @ 15:36
filmgrainheart, aqui http://oinsurgente.org/2011/07/21/quantos-subsidios-de-natal-irao-custar-estes-senhores/ por exemplo
Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Julho 27, 2011 @ 17:30
[...] – Dos parasitas 2 – Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam 3 – [...]
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