O conceito de “subsídio” de Natal é errado. Obriga-se as empresas a um plano de pagamentos de salários, que não pode ser adaptado às características das partes intessadas. Assume-se que as pessoas querem mas não conseguem “poupar” para o Natal (tal supostamente beneficia o “interesse comum”).
A existência de “subsídios” de Natal não aumenta o capital total que é alocado anualmente a salários. Em vez do trabalhador receber o salário anual em doze vezes, recebe em catorze (incluindo o subsídio de férias).
Sobretaxar o “subsídio” de Natal não é acabar com um handout socialista — é esbulhar o trabalhador de parte do rendimento livremente negociado com o empregador. É roubo.
Importa pouco as intenções pelas quais o Governo decidiu separar as pessoas de dinheiro que ganharam honestamente. Por pura convicção ideológica social-democrata, por incompetência técnica em descobrir despesas supérfluas, por desonestidade ou “falta-deles” política, pouco interessa. É roubo.
Passos Coelho insiste na mesma fórmula de Sócrates. Esmifrar a sociedade. Ainda por cima, perpetuando a ideia que o “subsídio” de Natal é mais um “direito social” concedido pelo Estado. Não é – Passos Coelho bem podia anunciar que ia expropriar 50% do salário “acima do salário mínimo” correspondente ao mês de Julho. Ou Agosto. Ou ir às contas bancárias e tirar o necessário para equilibrar as contas estatais. É roubo.
O país precisa de uma desintoxicação de tanto socialismo; sem medidas de cariz liberalizante, a próxima bebedeira socialista acabará pior. Mas nem todas as medidas de “austeridade” são liberais. Carregar na carga fiscal é como o beberrão que para passar a ressaca vai à tasca beber mais uma aguardente.
Os novos condutores ao volante também são uns bêbados. O estado de graça acabou.
“Em vez do trabalhador receber o salário anual em doze vezes, recebe em catorze (incluindo o subsídio de férias).”
Olha, “um socialista”… Qual doze? Não são onze meses de trabalho?
Comentário por @G_L — Julho 1, 2011 @ 19:42
Não consegui deixar de adorar o seu texto, ao ponto de ter que ir escrever eu próprio algo sobre o assunto no meu blog. Não deixe de passar por lá e ver o link que eu deixei no fim do “artigo”
Comentário por João Rodrigo — Julho 3, 2011 @ 13:13
[...] – Que horror! 2 – Decência? Qual decência? Ah! Já sei 3 – e ainda nem chegámos ao Natal 4 – Coisas que o meu olfato sugere que vamos ‘aprender’ nos próximos tempos com a [...]
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