O Insurgente

Julho 31, 2011

Artigo no jornal I

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Portugal — André Abrantes Amaral @ 23:58

O meu artigo de ontem para o jornal I

Uma oportunidade para Mr. Biswas

No livro “A House for Mr. Biswas”, V. S. Naipaul conta-nos a vida de um homem que sonha ter uma casa sua, onde possa existir por direito próprio, num espaço que seja seu. Toda a sua vida tem esse sentido e razão de ser. Casa-se cedo e cedo vai viver com a família da sua mulher, uma família cheia de gente que enche a casa. Profundamente ingénuo, acredita em ofertas dúbias, mas, desilusão após desilusão, continua em frente com o seu projecto. Mr. Biswas também gostava de escrever contos, mas o emprego no jornal onde trabalha não é para isso. A vida em Trinidad e Tobago não é fácil para este homem de origem indiana, e a percepção de que outros têm a vida facilitada apenas por serem quem são vai-lhe deixando marcas de ressentimento. É irascível em resposta ao colete-de-forças em que se sente envolvido, à incompreensão dos que vivem com ele, que não entendem como pode um homem querer uma casa, um lugar para si e a sua família, um canto onde se possa ausentar e ver passar outros sonhos. Ser dono de alguma coisa, conseguida com mérito. (mais…)

A Inflação e o Euro: Podemos Fugir mas Não nos Podemos Esconder

Filed under: Diversos — Filipe Faria @ 19:30

Em inúmeras conversas com amigos “conservadores monetários”, ouço a recorrente observação: “ao defenderes a saída de Portugal do euro não tens medo da inflação de um escudo inflacionista?”

Apesar da resposta simplista ser “sim”,  na realidade, a alternativa de permanecer no euro revela-se igualmente inflacionista, com a grande desvantagem de propiciar a  indesejável centralização federalista europeia.

Com a progressiva construção da união de transferências europeia (transfer union), os contribuintes (essencialmente) alemães estão a suportar a manutenção e expansão das insustentáveis dívidas dos países mais improdutivos, o que retira a pressão a estes últimos para que façam quaisquer reformas liberais profundas.

Desta forma, vislumbram-se duas soluções para a actual situação do euro: a primeira é o federalismo fiscal e monetário através das soluções dos eurobonds e da oficialização das transferências em massa de país para país; a segunda é o fim do projecto do euro porque a Alemanha compreensivelmente retira-se do euro antes que o seu dinheiro se acabe por andar a suportar a improdutividade de outros.

Na primeira hipótese, o federalismo e os eurobonds produziriam um ganhar de tempo ao emitirem novas dívidas europeias, mas rapidamente os investidores se aperceberiam que estariam a comprar obrigações sem valor no meio de algumas com valor e deixariam de as comprar. Por outras palavras, a seu tempo, esses eurobonds estariam cotados como lixo. A solução provável seguinte para resolver os problemas do pagamento das endémicas dívidas públicas seria colocar o banco central europeu a imprimir moeda suficiente para o efeito. Sem surpresa, a inflação que se temia de base chega igualmente por esta via, com a desvantagem de deixar a centralização europeia para a “posteridade”.

A outra hipótese seria a saída da Alemanha do euro. Mas porque sairia a Alemanha do euro?

Segundo o artigo de Philipp Bagus no Cobden Centre “The official start of the european transfer union”, as garantias que os alemães poderão ter de dar aos restantes países europeus podem chegar em última instância aos 56% do PIB.  Algo que será certamente incompreensível para os cidadãos alemães e não tolerado de todo. Só a saída da Alemanha do euro poderá por um fim à “EUSSR”, acrescenta o autor.

Consequentemente, talvez acompanhado por outros países mais produtivos, a Alemanha sairia do euro para permitir ao banco central europeu desvalorizar a moeda única de forma a “pagar” as dívidas dos restantes.  Tal geraria um euro desvalorizado de segunda categoria e, de novo, sem surpresa, a inflação que se temia inicialmente também chegaria por esta via, com a desvantagem de se ficar com uma única moeda desvalorizada em vez de inúmeras em concorrência (apesar de ser crível que o euro se desmoronasse em seguida).

Em suma, dado o cenário actual, seja qual for a via tomada pelos líderes europeus, escapar ao flagelo da inflação real será algo extremamente improvável. Podemos fugir (ao não querermos considerar a hipótese de sair do euro), mas infelizmente não nos podemos esconder.

Por fim, sem nunca esquecer o objectivo da desnacionalização monetária, dentro do actual paradigma do papel moeda em que nos movemos, parece-me que a melhor forma de minorar os danos causados pela criação virtual de dinheiro é a competição monetária entre moedas nacionais. Numa conferência do Mises Brasil, esta lógica é exposta claramente por Hans Hermann Hoppe ao responder à pergunta: “como minorar os estragos no actual contexto do papel moeda?”(a partir do minuto 7.37). (mais…)

O Sócrates Espanhol: Zapatero a destruir a Economia Espanhola

Zapatero a la Sócrates:

  • “España está totalmente a salvo de la crisis financiera”, Agosto de 2007
  • “En esta crisis, como ustedes quieren que diga, hay gente que no va a pasar ninguna dificultad” (Julho de 2008)
  • “La próxima legislatura lograremos el pleno empleo en España. No lo quiero con carácter coyuntural, lo quiero definitivo” (Julho de 2007)

Fonte: O Insurgente

Espanha, terra da bolha do imobiliário, gerida por mais um Socialista “promissor”.

Vejamos o que correu mal:

Numa economia pode-se usar os Recursos para Investir ou Consumir. O conjunto das possibilidades desta combinação, à medida que aumentamos uma e diminuímos outra, pode ser representada pela linha azul acima: a curva de possibilidades de produção.

Segundo Keynes, se baixarmos muito a taxa de juro e portanto aumentarmos o crédito, podemos fugir desta prisão e produzir mais e consumir mais ainda (ponto R).

Segundo Mises, ao baixarmos artificialmente a taxa de juro e aumentarmos o crédito, consumimos a quantidade de recursos disponível até um ponto em que teremos de cortar no consumo e no investimento, passando um tempo no interior da curva para repôr esses recursos (ponto Q).

Segundo Hayek, os sectores em que isto se vai notar mais são os de bens duráveis, mais utilizadores de crédito (como o habitacional, de que Espanha é um caso paradigmático).

Ou seja, Espanha aproveitou juros baixos e construiu demais. Agora, vai ter de consumir menos e produzir mais (de bens que tenham procura efectiva) para recuperar.

Na questão do desemprego:

(S = Supply, D=Demand – ou seja, são normalíssimas rectas de Oferta e Procura)

Espanha há muito que tem um salário mínimo muito elevado. Em muitas funções, o salário mínimo é superior ao que geralmente vigoraria no mercado. Se o Salário de acordo com a produtividade fosse A e o salário mínimo é B, naturalmente há menos contratados e daqui resulta necessariamente desemprego. Logo, salários mínimos à Espanhola causam desemprego (e os sindicatos em 2010 ainda o queriam aumentar 8%!)

Naturalmente, causam ainda mais quando eliminam profissões que, por 630 Euros, mais vale não ter. Falo de enchedores de sacos nos supermercados, de atestadores de depósitos nas bombas de gasolina, dos que indicavam os lugares nos cinemas, dos ascensoristas, de policias sinaleiros e de muitas outras profissões hoje desaparecidas de Espanha e de grande parte da Europa (no Brasil eu vi dezenas de profissões que não existem na Europa!).

Resultado: os que trabalham pagam a essas pessoas na mesma: mas pagam mais e não têm nenhum serviço em retorno. E para os que pensam que ao menos os que recebem o subsídio de desemprego estão melhor: a estes foram roubadas profissões de entrada que lhes permitiriam ganhar conhecimentos e hábitos que os colocariam em trajectórias de carreira que lhes permitiriam construir uma vida plena, com amor próprio, respeitabilidade e um salário bem superior. Assim, são ociosos, inseguros de si, e causadores de fricções sociais. Sem o primeiro degrau, é mais difícil subir a escada social!

Espanha viveu anos com um desemprego de 10%. À luz dos salários e produtividades espanholas, este valor tem de ser visto como muito baixo e só possível numa economia sobreaquecida pelo crédito fácil. Quando aquele passou, o desemprego voltou aos valores normais, pouco abaixo do 20%. Está agora a passar os 20 porque… quem esteve no ponto R, tem de passar uma temporada no Q. É a vida.

Deixo-vos com uma citação de Mises para pensarem: “There is no means of avoiding the final collapse of a boom brought about by credit expansion. The alternative is only whether the crisis should come sooner as the result of a voluntary abandonment of further credit expansion, or later as a final and total catastrophe of the currency system involved.”

Esquerdas Coerentes

Filed under: Economia,Internacional,Justiça,Saúde — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:41
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A grande maioria dos Esquerdas são aos meus olhos altamente incoerentes: ou são a favor de redistribuições mas são podres de ricos, ou são a favor de mais impostos mas não fazem doações ao Estado, ou são a favor dos pobrezinhos mas não dão esmola ou doações significativas a instituições de caridade. E claro, são contra o mundo capitalista, mas usam todos os confortos proporcionados por estes: não trabalham duro como os agricultores, mas usam iPhones para tirarem fotos em manifs.

Nas minhas navegações pelo mar da internet, descobri agora um grupo a quem tenho de tirar o chapéu: acreditam que no mundo ocidental se produz demasiada comida e se deita demasiada fora (algo que eu discordo, mas não vamos por aí) e, consequentemente, fazem estilo de vida a ir ao lixo, procurar comida em bom estado, e a limentar-se a partir dela.

Apresento-vos… os Trash Vegans!

Wikipedia sobre Freeganism (Inglês) - inclui “Dumpster diving”

Exemplo de Culinária Trash Vegan

Estes pelo menos são consistentes. Pelo menos na filosofia de vida, pois na sua dieta…

E já que não gostam dos confortos da sociedade capitalista que os rodeia, são coerentes até ao fim.

Posso não achar bem, mas pelo menos merecem respeito.

Julho 30, 2011

The History of Ernesto Che Guevara

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 20:32

The History of Ernesto Che Guevara – A Short Story

NASA’s Terra satellite real-world data and alarmist computer models

Filed under: Ambiente,Economia,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:27

New NASA Data Blow Gaping Hole In Global Warming Alarmism

NASA satellite data from the years 2000 through 2011 show the Earth’s atmosphere is allowing far more heat to be released into space than alarmist computer models have predicted, reports a new study in the peer-reviewed science journal Remote Sensing. The study indicates far less future global warming will occur than United Nations computer models have predicted, and supports prior studies indicating increases in atmospheric carbon dioxide trap far less heat than alarmists have claimed.

Study co-author Dr. Roy Spencer, a principal research scientist at the University of Alabama in Huntsville and U.S. Science Team Leader for the Advanced Microwave Scanning Radiometer flying on NASA’s Aqua satellite, reports that real-world data from NASA’s Terra satellite contradict multiple assumptions fed into alarmist computer models.

“The satellite observations suggest there is much more energy lost to space during and after warming than the climate models show,” Spencer said in a July 26 University of Alabama press release. “There is a huge discrepancy between the data and the forecasts that is especially big over the oceans.”

In addition to finding that far less heat is being trapped than alarmist computer models have predicted, the NASA satellite data show the atmosphere begins shedding heat into space long before United Nations computer models predicted.

The failure of monetary socialism

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 16:33

The failure of monetary socialism:

It is crucial for people to understand that what central banks with boards of price setters represent is not a free market but what Baker called “monetary socialism”. And the central planners have proved no better at setting the price of money then they ever were at setting any other price.

It was the driving down of interest rates by these planners which flooded the financial system with liquidity after the twin shocks of the bursting of the internet bubble and 9/11. It was this liquidity, hosed about by the planners, upon which the housing market floated to ever giddier heights. And it was when the planners acted to raise interest rates to counter the inevitable inflation they had caused that the bubble burst. It was not capitalism but monetary socialism which failed.

Economists of the Austrian School are highly sceptical of the possibility that this central planning of money will produce optimum results. They are cognisant of the long and dismal history of such central planning in other spheres, and their theories have been borne out by recent experience. The Austrians were right about socialism not working. And they have been right about monetary socialism not working.

How FDR Cut the National Debt by 40% with the Stroke of a Pen

FDR Redux: A Cartoon Guide to Cutting the National Debt by 40% with the Stroke of a Pen! (Part I)
FDR Redux: A Cartoon Guide to Cutting the National Debt by 40% with the Stroke of a Pen! (Part II)

Manuel Villaverde Cabral: “Para aquela coisa da esquerda, eu realmente já não dou.”

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:12

Uma entrevista de Manuel Villaverde Cabral que vale a pena ler na íntegra:

Mas mesmo os grandes defensores das agências de rating, como o primeiro-ministro e o Presidente da República, também já estão passados…

Primeiro, se nós não devêssemos dinheiro não tínhamos que nos preocupar com as agências de rating. Nunca tínhamos ouvido falar delas porque, embora estivéssemos endividadíssimos, na altura isso era parte do jogo. De repente, com a crise mundial – é verdade que é a crise mundial que põe à mostra a nossa situação que não vai poder ser compensada com dinheiro, empurrando com a barriga – fomos apanhados literalmente com as calças na mão. E agora temos que puxar as calcinhas e disfarçar o máximo. Mas é preciso um governo liberal e no xadrez político-partidário português só podia ser este governo PSD-CDS, não podia ser outro. Nós estamos a tentar sair por obrigação e também por virtude de uma situação pela qual o Partido Socialista é 100 por cento responsável, na minha opinião.

Mas acabou de falar na crise mundial.

Quando eu digo que é responsável o Partido Socialista é no sentido em que o PS, tendo tido a missão histórica ingrata de desfazer a revolução do 25 de Abril – e ter desfeito bastante – não conseguiu desfazer tudo. Nós continuámos num socialismo, de baixo nível evidentemente, mas um socialismo…

Mas como é que o professor pode falar em socialismo na situação actual?

Então se quiser eu mudo. Um clientelismo de Estado.

Ah, isso é outra coisa…

Não é outra coisa, não! O socialismo é um clientelismo de Estado! Levei 70 anos a descobrir. Claro que isto é soft, evidentemente, somos livres, podemos dizer mal do governo, não serve para nada mas podemos, e isso é fundamental. Mas com Guterres e depois com Sócrates, já não para não falar dos Coelhos (esse saltitar do governo para as empresas… Coelhos é o que cá mais temos) chegou-se ao ponto em que no país o Estado, que quer dizer muitas vezes o governo, que não quer dizer outra coisa senão o partido do governo, que é o Partido Socialista que governou em 13 dos últimos 16 anos. Um Estado que controla directamente mais de 50% do PIB e indirectamente controla, com as golden-shares, com essas coisas todas, as participações, a EDP, nomeia, decide, compra, vende, etc., 80% do PIB. O Estado manda em 80%. E depois ficam 20% de pequenas e médias empresas exangues, porque não há crédito para elas. Depois há os bancos, que eram credores dos Estado, aconteceu-lhes que quando o devedor deve 100 está tramado, quando deve 100 mil, quem se trama é o credor. Estou a pensar, em particular, no BES. O BES é uma entidade política. Foi o senhor dr. Ricardo Salgado que mandou vir o FMI. Nessa quarta-feira de manhã, os bancos disseram: “É a última vez que a gente empresta e só emprestamos se chamarem o FMI”. E foi assim que o Teixeira dos Santos chamou o FMI, o outro [José Sócrates] mandou-se ao ar, atirou com o telemóvel.

Poço sem fundo

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:11

Sem estancar definitivamente estas fontes de despesa e dívida, não haverá impostos extraordinários que cheguem para conter o défice: Estado emprestou 1300 milhões aos transportes e à RTP em três meses

Os dados do esforço financeiro do Estado com o sector empresarial público mostram que, em apenas três meses – Abril a Junho – o Tesouro teve de avançar com financiamentos de cerca de 1300 milhões de euros a empresas públicas, sobretudo na área dos transportes e das infra-estruturas. Neste sector, os empréstimos totalizaram 1,1 mil milhões de euros. As maiores operações foram realizadas na Refer – 434 milhões de euros, na CP – 250 milhões de euros, Metro do Porto – 175 milhões de euros e Metro de Lisboa – 167 milhões de euros. Carris e Transtejo também receberam empréstimos, mas de menor dimensão.

O documento da Direcção-Geral do Tesouro revela ainda que a RTP também foi contemplada com um empréstimo de 150 milhões de euros.

Milton Friedman @ 99

Filed under: Videos — António Costa Amaral (AA) @ 11:38

Happy 99th Birthday, Milton Friedman! A tribute to the late, great economist

Julho 29, 2011

Segredos pouco secretos…

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:27

Vivem-se tempos interessantes no mundo dos serviços de informações portugueses…

Ex-director das “secretas” admite ter enviado informação para a Ongoing

Jorge Silva Carvalho, o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), admitiu, em entrevista hoje publicada no Diário de Notícias, ter enviado mensagens de correio electrónico para a Ongoing sobre as matérias denunciadas sábado pelo Expresso. Mas recusa ter violado o dever de sigilo ou segredo de Estado.

Director das “secretas” passou dados à Ongoing com autorização de Sócrates

Enquanto director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho transmitiu informações ao grupo Ongoing, para o qual foi contratado após ter saído das “secretas”, com autorização do então primeiro-ministro, José Sócrates, em Novembro de 2010.

Passos diz que Sócrates não autorizou informações à Ongoing

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje, numa nota enviada à Lusa, que José Sócrates não deu “quaisquer ordens ou orientações” ao antigo director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, para transmitir informações ao grupo Ongoing.

Guerra aberta nas secretas

No mundo das informações as coincidências não existem. O caso Bairrão e a polémica que envolve Jorge Silva Carvalho, o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), hoje assessor do conselho de administração da Ongoing, “parecem ser epifenómenos de uma guerra de poder pelo controlo dos serviços de informações” que envolve agentes políticos, ligações à maçonaria, escutas ilegais, violação de correspondência e “poderosas influências exteriores aos próprios serviços”, diz ao i, sob anonimato, uma fonte das informações portuguesas.

A questão é tão sensível politicamente que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, vai chamar a si todas as decisões sobre matéria de inteligência, das nomeações de chefias seniores à reestruturação do sistema.

ainda sabe pilotar?

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:30

Dois anos após o terrífico acidente do voo Air France 447, que voava do Rio de Janeiro para Paris e que vitimou 228 pessoas, as autoridades aeronáuticas francesas finalmente divulgaram um relatório completo das causas do acidente e deixaram uma preocupante recomendação:

French Investigators Urge Pilot-Training Review

Mestrado em Governação, Competitividade e Políticas Públicas

Filed under: Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:00

Recordo que a 2ª fase de candidaturas ao Mestrado em Governação, Competitividade e Políticas Públicas da Universidade de Aveiro está aberta até amanhã, 30 de Julho. Mais informações sobre os procedimentos para formalizar uma candidatura aqui.

Fim (2)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 12:52

Zapatero, o visionário (ou o sétimo “monty phython):

  • “La tierra no pertenece a nadie, salvo al viento”. (17 de diciembre de 2009, Copenhague)
  • “El cambio climático causa más muertes que el terrorismo internacional”
  • “Lo de que hay crisis es opinable” (29 de junio de 2008).
  • “Estamos en la Champions League de la economía” (11 de septiembre de 2007).
  • “Somos la octava potencia mundial, la envidia de Europa y pronto superaremos a Francia como ya hemos hecho con Italia”
  • “Son accidentes” (sobre los atentados terroristas, 30 de diciembre de 2006).
  • “La próxima legislatura lograremos el pleno empleo en España” (3 de julio de 2007).
  • “La crisis es una falacia, puro catastrofismo” (14 de enero de 2008).
  • “La cuestión no es qué puede hacer Obama por nosotros, sino qué podemos hacer nosotros por Obama” (30 de julio de 2009, en una entrevista a NY Times).
  • “La próxima legislatura lograremos el pleno empleo en España. No lo quiero con carácter coyuntural, lo quiero definitivo” (3 de julio de 2007).
  • “Vamos a adelantar muy pronto a Francia, aunque se enfade Sarkozy”
  • “España es un poderoso transatlántico…”, el día del centenario del hundimiento del Titanic (14 de abril de 2011).
  • “En esta crisis, como ustedes quieren que diga, hay gente que no va a pasar ninguna dificultad” (8 de julio de 2008)
  • “Los 130.000 no son parados, sino que son personas que se han apuntado al paro” (febrero de 2008, justificando los nuevos datos del paro).
  • “España está totalmente a salvo de la crisis financiera”, dicho en agosto de 2007.

Fim

Filed under: Internacional — Carlos M. Fernandes @ 12:36

Zapatero antecipa as eleições para 20 de Novembro. Desamparado, traído pelos companheiros de partido,vergado sob o peso de um legado trágico, assim termina a vida política de um dos últimos messias da esquerda europeia. Uma queda aparatosa, esperada e merecida. E uma lição para aqueles que se deixaram levar pelo conto do vigário. (E agora preparem-se para o jogo sujo da personagem mais sinistra de democracia espanhola: o candidato Rubalcaba. O felipismo mais imoral está de volta. E essa é mais uma derrota de Zapatero.)

Portugal, Espanha e o futuro do euro

Uma pequena reflexão construída a partir das respostas que dei nesta entrevista: Portugal, Spain and the future of the euro

Riscar o que não interessa

Filed under: Cultura,Política — Tomás Belchior @ 10:34

A história: Um ladrão entra numa casa, dá uma tareia num homem, e rouba-lhe a televisão. Depois dá essa televisão ao irmão para que os seus cinco sobrinhos possam conhecer a cena cultural pela mão da Paula Moura Pinheiro e do seu Câmara Clara, na RTP2.

A notícia: Sem ladrões, parte da população ficaria sem acesso à cultura.

A notícia, reformulada: Risco de pobreza afectaria 41,5 por cento da população se não houvesse transferências sociais

Adenda: este post foi patrocinado pelo Pedro (e por muitos que pensam como o Pedro) que nos diz aqui que “Muitos do que estão sempre a escrever sobre a liberdade de escolha na educação, já se esqueceram que se não fosse o Estado, nem sabiam escrever.”

boçal (II)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:30

“José Pedro Pereira, líder da JSD-Madeira, foi identificado pela PSP por ter provocado um desacato com dois agentes que procuravam identificar um elemento do seu grupo que alegadamente teria urinado num carro-patrulha junto a uma discoteca no Funchal (…) Segundo o DIÁRIO apurou, o episódio ocorreu na madrugada de sábado, por volta da 2 horas da manhã, quando dois elementos da PSP foram solicitados pela equipa de segurança da discoteca Molhe para comparecer na porta, onde havia alterações de ordem devido à presença de clientes indesejados àquele espaço de diversão nocturna. A Polícia confrontou o grupo suspeito, composto por quatro jovens. Um deles acusou-se, afirmou ter sido o autor de tal ‘feito’, mas num tom provocatório e desafiando a autoridade (…) A acção policial foi depois interrompida por um outro jovem, cuja identidade fez questão de sublinhar em alta voz: “Eu sou o presidente da JSD-Madeira!”. José Pedro Pereira  de 23 anos, exaltou-se e dirigiu-se à PSP num registo provocatório e insultuoso, susceptível de ferir a dignidade, isenção e brio quer da profissão de polícia como da instituição PSP. O líder da jota terá declarado aos polícias que ao contrário do que dissera o amigo, foi ele quem “mijou” no carro policial revelando não recear as consequências de tal acto. Terá afiançado que poderia fazer o mesmo quer naquele como em todos os outros veículos policiais que ninguém lhe impediria. Ameaçou ainda que se fosse necessário telefonaria “ao Oliveira Martins”, actual comandante regional da PSP, para resolver o assunto. O desacato foi presenciado por dezenas de pessoas, uma das quais relatou publicamente o seu testemunha nas Cartas do Leitor.”, no Diário de Notícias da Madeira (edição de 26/07).

A boçalidade, que há dias aqui registei como uma das marcas culturais em Portugal, é particularmente audível na Madeira. O episódio em cima relatado é apenas mais um. E com o tradicional comício do Chão da Lagoa agendado para este final de semana são de esperar, nos próximos dias, outras manifestações de boçalidade. Mas, enfim, aquele episódio não surpreende ninguém e não será virgem no nosso País, pois todos nós já ouvimos estórias de gente com poder que, ostentando esse mesmo poder, intimida os seus restantes, e mais modestos, concidadãos. Nada disto é novo neste nosso País. No entanto, na Madeira é situação é mais complexa porque os abusos de autoridade não parecem ser reformáveis. De resto, só assim se entende a afirmação de Alberto João Jardim, segundo a qual “os inimigos dos meus inimigos meus amigos são”, a propósito da inclusão daquele jovem laranjinha nas listas de deputados para as Eleições Regionais do próximo dia 9 de Outubro.

Ora, não sendo eu madeirense, a verdade é que desde há uns anos a esta parte, fruto de relações familiares, acabo por lá passar bastante tempo. E com o passar desse tempo, e dos relatos que vou ouvindo, tenho estado mais atento à política local. E o balanço que faço é que está na altura de uma renovação. Em especial, uma renovação de mentalidades e provavelmente também uma mudança de actores políticos. A Madeira nos últimos anos desenvolveu-se de forma extraordinária e esse legado, sem dúvida, deve-se à acção executiva de Alberto João Jardim que, décadas a fio, dominou com mestria as negociações envolvendo fundos nacionais e comunitários. De uma região paupérrima, a Madeira evoluiu para a segunda região mais rica de Portugal, avaliada em termos de PIB per capita (mesmo que se retirassem os proveitos da zona franca ao seu PIB per capita, a média madeirense manter-se-ia superior à média nacional). E essa evolução é visível na riqueza infra estrutural com que a ilha foi dotada nas últimas décadas, uma progressão que, contudo, não foi acompanhada de igual progresso ao nível das mentalidades. Infelizmente, vigora ainda uma atitude de “quero, posso e mando”, como os acontecimentos da madrugada de sábado, e este subsequente texto de repúdio assinado pelo Sindicato Independente de Polícias, bem atestam.

No entanto, os madeirenses têm bom remédio: se realmente querem mudança, o acto eleitoral do próximo dia 9 de Outubro será a oportunidade de a promover. É que parece estar na hora de o PSD-M de Alberto João ceder o seu lugar…Caso contrário, os madeirenses permanecerão com altas individualidades à frente do seu Governo, gente com classe, como Jaime Ramos na direcção da secretaria-geral do PSD-M (à atenção, também, do PSD nacional…) ou ainda o jovem José Pedro Pereira como deputado emergente na Assembleia Regional. E se tal vier a acontecer, como apesar de tudo é provável, a Madeira só poderá queixar-se de si própria…Afinal de contas, a decisão democrática é aquela que sai da decisão da maioria.

Julho 28, 2011

Obama losing ground

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 23:49

Obama Loses Ground in 2012 Reelection Bid

The sizeable lead Barack Obama held over a generic Republican opponent in polls conducted earlier this year has vanished as his support among independent voters has fallen off.Currently, 41% of registered voters say they would like to see Barack Obama reelected, while 40% say they would prefer to see a Republican candidate win in 2012. In May, Obama held an 11-point lead.

This shift is driven by a steep drop-off in support for Obama among independents. The latest national survey by the Pew Research Center for the People & the Press, conducted July 20-24 among 1,501 adults and 1,205 registered voters finds that just 31% of independent voters want to see Obama reelected, down from 42% in May and 40% in March.

MPA UCP.Porto em parceria com a UA – 2ª Edição 2011-2012

Filed under: Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:15

As candidaturas ao Master in Public Administration oferecido pela Católica.Porto em parceria com a Universidade de Aveiro estão abertas até 9 de Setembro.

Mais informações aqui.

Entrevista de Boaventura Sousa Santos à Visão

Filed under: Double standards,Educação,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:00

Não é a season que é silly: é mesmo ele. Por Nuno Miguel Guedes.

Começa-se a ler como uma brisa de Verão – ou seja, nada é relevante – até se chegar à página 41 e depararmo-nos com esta extraordinária frase, como resposta a uma pergunta da jornalista sobre os paises da periferia da Europa:«Podemos ser preguiçosos, podemos não saber como nos governar, mas não matámos 6 milhões de judeus». Não há ironia, metáfora ou alegoria. Só mau gosto e uma profunda estupidez.

Leitura complementar: As “soluções” de Boaventura Sousa Santos para a crise; Boaventura Sousa Santos no Rossio.

Os bárbaros

Filed under: Cultura — Carlos M. Fernandes @ 16:01

Em Cerebros y Emociones, o antropólogo navarro José Antonio Jáuregui diz:

Europa, como comunidad cultural, gira en torno a dos importantes bisagras: Cristo y el cerdo (servatis servandis y dicho con todo el respeto científico merecido). (…) En el sistema culinario europeo, el cerdo es el rey. Se ha erigido en torno a este animal lo que podríamos denominar ‘el barroco culinario de Europa’: cabeza, orejas, patas, cola, sangre, costillas, intestinos, brazos, lengua se han convertido en jamones ahumados y salados, salsichas, salsichones, chorizos, longanizas, morcillas, costillas adobadas, lomos preparados de mil formas diversas, bacon ahumado y salado…

Em nome dos bons costumes higienistas e dos movimentos politicamente correctos já há muito se despachou a matança do porco para a clandestinidade. Nem sequer para consumo próprio se pode matar um porco fora dos trâmites burocráticos, e uma família que, teimosamente, pretenda manter parte da tradição — os enchidos, o entrecosto temperado e frito, o vinho, o convívio no frio de Janeiro — tem que passar primeiro pelo matadouro, com tudo o que isso acarreta: perda de tempo, de dinheiro e do romantismo associado ao ritual.

Agora, até a exibição da carcaça do bicho é motivo de escândalo. Logo virá a criminalização do acto, e o passo seguinte poderá ser mesmo banir o cochino das mesas ibéricas. Nessa altura, o povo multiculturalista celebrará o ocaso final de uma das últimas barreiras que separam as culturas mediterrânicas (e uma das que mais lhes confere singularidade). Mas assim ninguém poderá ferir a sensibilidade dos bárbaros. E é isso que importa, proteger os urbanitas da realidade, que teima em não vir embalada e esterilizada.

Operação Cachimbo Livre

Filed under: Blogosfera,Humor,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 13:12

No momento em que estou a escrever este post, constato que dos últimos 10 posts publicados no Cachimbo de Magritte, 7 são do Miguel Noronha.

Não foi fácil, mas acho que podemos finalmente anunciar publicamente o sucesso da (até agora ultra-secreta) Operação Cachimbo Livre.

O direito à escola pública à procura do País das Maravilhas

Filed under: Educação,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 12:09

Nos últimos tempos têm surgido notícias curiosas sobre o ensino em Portugal. Parece que muitos pais fizeram contas à vida e resolveram passar a usufruir do ensino “universal, obrigatório e gratuito” que tinham andado a financiar, em vez de estarem a pagar duas vezes pela educação dos seus filhos. Espantosamente, descobriram que não há vagas na escola pública “universal e gratuita”, mesmo depois de recorrerem a todos os esquemas possíveis e imaginários para verem se lhes tocava uma réstia da prometida universalidade.

Face a esta situação, gostaria de saber quem é que tem de ir preso (se for esse o caso):

  • Os pais que não estão a cumprir a obrigação de mandar os filhos para a escola;
  • Os pais que, recorrendo à fraude, estão “cercear” os direitos dos outros;
  • Ou os responsáveis pelas Direcções Regionais de Educação que não cumprem a constituição.

Em que é que ficamos?

CRAP por CRAP

Filed under: Humor,Política Fiscal,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 11:55

Aguardamos a qualquer momento o lançamento de Medidas Especiais para Redução da Dívida Acumulada. Nestas constará seguramente um Sistema Holístico de Impostos e Taxas.

A realidade ultrapassa a ficção

Filed under: Cultura,Nanny State Watch — Miguel Botelho Moniz @ 11:45

Nem Ayn Rand inventava uma coisa chamada Comissão de Regulação do Acesso a Profissões (CRAP).

A farsa da “Concertação Social”

Filed under: Economia,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 10:45

Os portugueses elegem partidos para govenar. Governar de acordo com um programa que inclui a visão sobre o código do trabalho, a contratação e as relações laborais em geral.

O Governo é o legítimo agente da vontade de tanto trabalhadores por conta de outrem como de empresários por ser suportado por uma maioria parlamentar por sua vez suportada pela maioria do voto universal. É o legítimo agente de todos, pelo menos para quem acredita no regime democrático popular e pouco liberal em que vivemos.

Aquilo que se chama de consertação social, em que Governo se reune com aquilo que entende que são os representantes dos interesses de trabalhadores e empresas, em uma mistura de Corporativismo com Luta de classes, não pode deixar de ser uma farsa. Uma farsa perigosa e que também explica o estado do país.

Quantas empresas estão ou se sentem representadas pelas Associações empresariais que se sentam à mesa? Longe estamos do tempo do Estado novo de corporativismo assumido. Em especial, quantas pequenas e micro empresas se sentem aí representadas? Não admira, por exemplo, que pequenas e médias empresas de serviço tenham em Portugal tantas e as mesmas obrigações legais que grandes empresas industriais.

Quantos trabalhadores são efectivamente representados pela UGT e CGTP? Tantos quanto estão sindicalizados. Uma minoria, que é ínfima se olharmos para os trabalhadores que o são no sector privado. Quantos dos trabalhadores desempregados estão aí representados? Nenhum. Não admira que políticas que facilitem a contratação não tenham quem as defenda do lado dos representantes dos trabalhadores.

Quando a contratação e a legislação do trabalho em geral é limitada pelas orientações da Consertação social em que se junta o pior do Corporativismo do Estado Novo a garantir a protecção de uma meia dúzia de empresas e empresários que dominam as associações empresariais e o  pior do marxismo ao assumir como legítimos representantes dos Trabalhadores sindicatos que quanto muito representam os interesses de uma ínfima minoria dos trabalhadores e que na maior parte dos casos representam apenas a agenda de partidos políticos cujo espaço de influencia deveria ser a AR, o resultado não pode deixar de ser outro. A minoria representada vê os seus direitos a serem garantidos e reforçados, muitas vezes em prejuízo da maioria não representada. Uma farsa perigosa e historicamente danosa.

Na tomada de decisão o governo deve, em tese, reunir toda a informação relevante e ouvir as posições e informação reunida pelas partes interessadas. Não deve nem ser obrigado a ouvir e menos deve ser obrigado a seguir estas orientações. Menos ainda deveria ter a legitimidade para oficialmente designar o que são representantes de uns ou de outros, é essa a essência do Corporativismo que deveria ter acabado com o Estado Novo.

Uma farsa que aparentemente interessa também ao Governo. Que interessa porque desresponsabiliza e envolve nas decisões outros que não o Governo. Aparentemente porque sanciona a visão colectivista da sociedade onde existem não indivíduos mas sim Corpos ou Capital e Trabalho. Este sancionamento não deveria interessar a todos os partidos políticos. Aparentemente interessa a todos os partidos políticos Portugueses.

Teresa Caeiro e Alfredo Barroso, versão integral do “debate” na SIC Notícias

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 00:56

Via este comentário, aqui fica a versão integral do “debate” entre Teresa Caeiro e Alfredo Barroso, com (tentativa) de moderação de Mário Crespo.

Depois de rever na íntegra, reforço o que escrevi aqui: nenhum dos intervenientes esteve bem, mas a actuação de Teresa Caeiro foi particularmente confrangedora.

Alfredo Barroso vs Teresa Caeiro – SÎC Notícias – 26/07/2011 Parte I de II

Alfredo Barroso vs Teresa Caeiro – SÎC Notícias – 26/07/2011 Parte II de II

Leitura complementar: Alfredo Barroso e Teresa Caeiro na SIC-N.

Sound money or bust

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:29

Gold Standard or Bust. Por Judy Shelton.

A gold standard brakes runaway government spending. It allows individuals to defeat governments that dilute the value of money. A gold standard provides citizens with “a form of protection against spendthrift governments,” as the economist Ludwig von Mises put it. “If, under the gold standard, a government is asked to spend money for something new, the minister of finance can say: ‘And where do I get the money? Tell me, first, how I will find the money for this additional expenditure.’ ”

Under a gold standard, money regains its primary purpose as a vital tool of free markets instead of serving as a corrupted instrument of government policy. Genuine economic growth​—​as opposed to the money illusion of artificial wealth reflected in bloated equities or housing prices​—​is no longer sacrificed to monetary policy encumbered by the fiscal failures of government.

We have learned from the European Union’s experience with the euro this past decade that major benefits can be derived from eliminating price distortions caused by fluctuating currencies; unfortunately, the lack of fiscal discipline among participating eurozone nations now threatens the entire system. As with the dollar, the ability of eurozone governments to borrow money to cover nonproductive deficit spending​—​and then convert government-issued debt obligations into a component of the monetary base​—​undermines the credibility of the currency. Robert Mundell, the Nobel laureate in economics who laid the theoretical groundwork for the euro, suggested recently that the world could move forward to a better monetary system by tying the U.S. dollar and the euro to each other and also to gold. “Gold is nobody’s liability and it can’t be printed,” Mundell told Bloomberg. “So it has a strength and confidence that people trust.”

(…)

Anyone who believes that the effort to reaffirm a gold link for the dollar is politically quixotic was not paying attention when Senator Jim DeMint questioned Fed chairman Ben Bernanke at a hearing earlier this year. Making reference to a 1981 proposal by Alan Greenspan, published in the Wall Street Journal, that the Treasury issue five-year notes payable in gold or dollars, at the option of the holder, DeMint asked: “Have you given any thought to the idea of issuing bonds payable in gold that would begin to create some standard for our currency?” Bernanke demurred, observing that a gold standard was no “panacea” yet also conceding that “it did deliver price stability over very long periods of time.”

One could say, of course, that a balanced budget is no panacea either​—​but it imposes needed discipline on fiscal decision-making. In the same way, monetary policy needs some discipline to prevent the dollar from being the default mechanism for enabling government mismanagement. Gold convertibility would signal that we intend to maintain the integrity of our currency. It’s all about trajectory and confidence; sound money makes it real.

CRAP for the boys

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:11

CRAP. Por Carlos Loureiro.

Foi hoje publicado um Decreto-Lei, aprovado ainda pelo Governo anterior, que anuncia visar, entre outras coisas, simplificar “o acesso a diversas profissões através da eliminação de cursos de formação obrigatória, certificados de aptidão profissional e carteiras profissionais” e consagrar o “princípio geral de que as actividades profissionais associadas a determinadas profissões não são reservadas“, objectivos claramente louváveis. (…) No entanto, o mesmo diploma veio criar uma nova comissão, que apropriadamente responde pela sigla “CRAP” (Comissão de Regulação do Acesso a Profissões), composta por nada menos que 16 membros, sendo 8 nomeados pelo Governo e outros tantos indicados pelas Confederações Patronais e Sindicatos. O diploma não esclarece se os membros da CRAP exercerão as funções em exclusividade ou se se serão remunerados.

Julho 27, 2011

Hayek vs Keynes at the LSE

Filed under: Economia,Educação,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Hayek vs Keynes at the LSE. Por John Phelan.

July 26th saw one of the most eagerly anticipated economic events of recent years. At the London School of Economics (former employer of Freiderich von Hayek), Professor George Selgin and Dr. Jamie Whyte for the Hayekians and Professor Lord Skidelsky and Duncan Weldon for the Keynesians gathered in front of a packed lecture hall to debate Keynes vs. Hayek. Two other lecture halls were required for the overspill. The debate will be broadcast on BBC Radio Four on August 3rd.

In front of a boisterous crowd, Hayek won fairly easily. Skidelsky’s haughty style contrasted with Selgin’s bullishness and the perennial Keynesian failure to look at the origins of the bust won over nobody in an admittedly partisan crowd.

Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam

Filed under: Blogosfera,Internacional — Carlos Guimarães Pinto @ 15:49

No 5 Dias continua-se a dançar alegremente sobre os sepulcros das 76 pessoas mortas na Noruega. O motivo para as celebrações é o facto de o terrorista ser, desta vez, de direita. Esta atitude miserável não surpreende vinda do blog que num primeiro momento festejou efusivamente o atentado. No entanto, na altura de estabelecer ligações, os senhores do 5 dias devem ter muito cuidado porque se ideologicamente o terrorista está mais próximo da direita, na forma de agir está bem mais próximo dos escribas do 5 Dias.
Aliás, umas das lições deste atentado é mesmo esta: por cada milhar de malucos que faz apelos à violência baseado em ideologias extremistas, há um que os coloca mesmo em prática. (vêr também aqui, aqui, aqui, aqui e aqui tudo encontrado em 5 minutos)

Descubra as diferenças (2)

Filed under: Blogosfera,Double standards,Insurgentologia,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 14:54

Bringe Krigen Hjem!
BORGHEZIO È UN BORGHESE – Será que, como Breivik, também aprecia a Helena Matos, o André Azevedo Alves e o CDS?

Renato Teixeira está confuso. Depois do entusiasmo inicial, vem o distanciamento.

Não surpreende: quem elogia ou condena actos terroristas contra civis desarmados consoante a proximidade que sente relativamente à ideologia dos criminosos sujeita-se a incorrer neste tipo de confusões.

Mais um desvio colossal de origem socialista…

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:38

Ainda que neste caso, sem implicações de maior para o cumprimento do memorando de entendimento com a troika: Dúvidas nas contribuições de PS e BE para Alegre

A candidatura de Manuel Alegre contava com 500 mil euros do PS e do BE para a campanha das presidenciais. Mas, de acordo com os dados entregues ao Tribunal Constitucional, recebeu apenas 310 mil euros.

transferências de capital

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 09:34

“(…) Vítor Gaspar garantiu que parte do buraco que existe nas contas públicas se refere a ministérios com orçamentos para remunerações certas e permanentes que são insuficientes. Ou seja, ministérios sem dinheiro para pagar salários aos seus funcionários. É uma acusação grave que a confirmar-se mostra que o anterior Governo não só errou muito nas suas previsões como, de forma deliberada, orçamentou despesa inferior à que viria a realizar (…) tal como o nome indica, não há despesa mais previsível num Orçamento do Estado do que as remunerações certas e permanentes. Se o buraco das contas públicas vier desta rubrica, o anterior Governo não se mostrou incapaz, como demonstrou ser irresponsável num momento em que a credibilidade do País estava sob exame dos mercados e das instituições internacionais.”, editorial de hoje do Diário Económico.

Na minha opinião, as explicações de ontem do senhor Ministro das Finanças não foram eficazes. E só não escrevo que também não foram precisas porque, como a imprensa tem noticiado nos últimos meses, há de facto Ministérios onde a ruptura de tesouraria só não sucedeu ainda porque se encontraram soluções de emergência, nomeadamente para pagar vencimentos. Refiro-me concretamente ao Ministério da Administração Interna e ao Ministério da Defesa onde terão existido promoções (com aumentos salariais) indevidas no final do ano passado e onde, recorde-se, até a entrega dos descontos de IRS foi protelada, uma manobra que, situando-se no limiar da legalidade, certamente não seria tolerada se fosse praticada no sector privado. E, portanto, assim sendo, o mais certo é que a rubrica de remunerações certas e permanentes esteja mesmo sub orçamentada.

Contudo, e é aqui que a porca torce o rabo, dos números publicados na semana passada pela Direcção Geral do Orçamento, tirando o Ministério da Presidência onde as remunerações certas e permanentes aumentaram 55% (cinquenta e cinco por cento!) – a propósito, ontem, o Professor Vítor Gaspar perdeu uma excelente oportunidade de encostar o ex-ministro Pedro Silva Pereira, antigo titular daquela pasta, que, ironia do destino, foi o mais crítico do “desvio que toda a gente procura e ninguém encontra” (DE, página 8 ) – nos restantes ministérios a despesa associada àquela rubrica baixou em todos os casos. Ou seja, se a rubrica está sub orçamentada, não seria natural que nos últimos meses tivesse existido um acréscimo da despesa com remunerações certas e permanentes, nomeadamente à luz da contabilidade pública (em que se utiliza uma óptica de caixa e não de compromissos estabelecidos), nos Ministérios atrás referidos?

Enfim, a verdadeira explicação para este desencontro contabilístico está na rubrica “Transferências de Capital” do sub sector Estado, com destaque para aquelas emanadas do Ministério das Finanças, que totalizando cerca de 650 milhões de euros, provavelmente, tem servido para apagar fogos, tanto nas administrações públicas como também no Sector Empresarial do Estado, sendo aqui que reside o grosso do desvio…ainda assim, bastante inferior aos 2.000 milhões de que se fala. De qualquer modo, a minha estimativa é de que, como quase sempre acontece na vida, no meio é que estará a virtude, por isso, o desvio final deverá situar-se algures entre os 600 e os 2.000 milhões de euros.

retinto proxenetismo

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 08:11

Acções douradas de LR no Blasfémias:

Mas sem nenhum brilho. A “golden share” é algo de aberrante, a subversão do princípio “uma acção, um voto”, é outorgar-se a capacidade de decidir sem investir, constitui um símbolo-mor da promiscuidade entre a política e os negócios. O estado manda (quase sempre mal) e recebe sem contribuir, a troco de suposta e “estratégica” protecção. Em bom rigor, estamos a falar de puro e retinto proxenetismo. E o que espanta, é que há muitos a defendê-lo.

Alfredo Barroso e Teresa Caeiro na SIC-N

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 00:53

“Lamaçal” na SIC N (com Alfredo Barroso e Teresa Caeiro)

Ninguém saiu limpo deste “lamaçal”, mas a actuação de Teresa Caeiro foi particularmente confrangedora.

Com “defesas” deste calibre, o governo não precisa de adversários externos.

Descubra as diferenças

Filed under: Blogosfera,Double standards,Insurgentologia,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 00:32

Bringe Krigen Hjem!
Um dos maiores atentados de sempre na Europa é um acto Político, anti-marxista, racista e de ultra direita!

Repensar o conceito de serviço público

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:23

Uma intervenção positiva do Presidente da República, ainda que entre o discurso e a prática vá um longo e acidentado caminho: Cavaco Silva defende “novo conceito de serviço público”

Para o Presidente, “impõe-se repensar o conceito de serviço público às áreas da saúde, às áreas da proteção à infância e à área da solidariedade social, colocando o acento tónico, de uma forma clara, na satisfação das necessidades dos cidadãos e não na conceção ou ponto de vista obsoleto e ideológico da exclusividade da produção pública”.

Leitura complementar: Gestão pública e teoria das burocracias: entre a visão clássica da Administração Pública e o novo paradigma da governação pública.

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