O Insurgente

Junho 9, 2011

Sobre as sondagens

Filed under: Legislativas 2011,Media,Política,Portugal,Sondagens,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:24

SONDAGENS. Por Paulo Morais.

Em primeiro lugar, as sondagens constituem uma estimativa da intenção de voto num dado momento, mas são interpretadas pelo público, e até pelos media, como uma previsão. É necessário dissipar esta confusão. Impõe-se que os institutos passem a apresentar não só o resultado das sondagens, mas que expliquem também de que forma estes podem antecipar (ou não) os resultados eleitorais.

Sobre as sondagens. Por Pedro Magalhães.

As empresas, pela voz dos seus responsáveis, já frequentemente assinalam que intenções de voto não são previsões. Lamentavelmente, essa argumentação é um bocado descredibilizada quando vêm depois a público reclamar sem mais que as suas sondagens foram as que mais se aproximaram dos resultados eleitorais como se isso tivesse um significado mais especial do que aquilo que tem.

Pós-desinfestação

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Economia,Energia — ruicarmo @ 15:00

Não há acampamentos grátis.

Miguel Abrantes contra Miguel Abrantes

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:10

Cisão à vista. Por João Miranda.

Surpreender, por vezes, é um erro

Filed under: Comentário,Política,Política Fiscal,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:24

A tese que o Carlos Guimarães Pinto apresenta aqui até pode ser possível se Portas nos quiser surpreender. Seria, no entanto, um erro colossal que os democratas-cristãos pagariam muito caro. Há dois pontos que têm de ser analisados. O primeiro, meramente político:  o CDS tem de ir para o governo, sob o risco de se tornar irrelevante. Um partido que perde para o voto útil, não se pode tornar inútil. Precisamente um dos tiros no pé que Portas deu no final da campanha terá sido quando ponderou a possibilidade de o CDS não fazer parte do novo governo. A ideia de uma oposição de direita falhou completamente durante o cavaquismo e o CDS não vai querer repetir essa travessia do deserto, principalmente quando tem 24 deputados, mais de 11% dos eleitores e é indispensável para a maioria absoluta.

O segundo ponto é ideológico: o CDS não está à direita do PSD. Detém, isso sim, um voto conservador nas denominadas matérias fracturantes que, porque ‘resolvidas’, já não são relevantes. O que resta ao CDS para fazer a diferença é manter-se fiel às políticas sociais que são caras a Portas e a muitos militantes daquele partido. É uma ilusão esperar por um CDS que exija descida de impostos e uma redução do estado. Ora, sem redução da intervenção do estado e uma dura política de privatizações (algo que o CDS não vê com bons olhos), não é possível descer impostos. Ou seja, o CDS está preso pela necessidade de ir para o governo, fazendo-se útil, e de se colocar à esquerda do PSD, bem no centro do espectro político.

E se Portas surpreendesse? Um pouco de day-dreaming

Filed under: Política,Política Fiscal,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 06:02

Imaginemos o seguinte cenário, Portas convocaria a imprensa para informar que ninguém do PP iria fazer parte do governo, mas que a coligação seria apenas de incidência parlamentar. O motivo? Entre outras matérias, não tinham chegado a acordo com o PSD sobre matérias de política fiscal. O CDS é irredutível no que toca a não permitir aumentos de impostos.

A situação apresentaria vantagens de médio prazo para o CDS. Em primeiro lugar, o CDS seria a única oposição de direita durante o período da história da democracia em Portugal em que será mais fácil ser oposição. Demonstraria que ultrapassou a inconsistência ideológica que lhe terá custado alguns votos nas eleições do Domingo (faria esquecer o “estaria à esquerda do PSD”). Rejeitaria a ideia entre o eleitorado de que o CDS quer ir para o poder pelo poder. Quando o actual ciclo político terminar, seria capaz de absorver muitos dos eleitores que o PSD inevitavelmente irá perder com o desgaste da governação. Numas próximas eleições um rácio CDS/PSD de 20/30 em vez dos 10/40 actuais, marcaria para sempre o equilíbrio no espectro do centro-direita.

Fora do domínio puramente táctico, o país irá viver um período de consolidação orçamental em que se esperam cortes de despesa ou aumentos de impostos ou, muito provavelmente, um misto de ambos. Se na oposição estiverem apenas opositores dos cortes de despesa, a balança tenderá a cair sempre para o mesmo lado. E, após, 37 anos, todos já sabemos as consequências disso para o país.

Centralismo democrático, versão bloquista

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:39

Francisco Louçã
Uma discussão assim-assim, mas com muito respeitinho. Por Nuno Ramos de Almeida.

Junho 8, 2011

Momento descontraído sobre os verdadeiros direitos humanos

Westerners believe that the marriage between a man and a woman is an earthly contract and, if that contract is annulled, they either pay a penalty or they are released. But when we say that we are going to have someone stoned, it is supposedly against human rights. At the same time, these Westerners do not even speak out against a woman who cheats on her husband and produces an illegitimate child.

Larijani, who had previously claimed that the sentence of stoning is much lighter than actual execution because the “defendant can actually survive,” also said:

Retaliation and punishment are beautiful and necessary things. It’s a form of protection for the individual and civil rights of the people in a society. The executioner or the person carrying out the sentence is in fact very much a defender of human rights. One can say that there is humanity in the act of retaliation.

Mohammad-Javad Larijani, o head  do Human Rights Council iraniano.

Querem ver que o Bloco afinal ganhou as eleições?

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal — LT @ 22:49

Miguel Cadilhe, no meio de umas boas sugestões, não resistiu a sugerir (mais) um imposto, como já alertava o Carlos, sobre a riqueza: depósitos, obrigações, fundos, acções, imobiliário!

Como ainda há pessoas em Portugal que criam empresas e investem é que me continua a espantar…

Como?

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Educação,Energia,Internacional,Saúde,Teoria — ruicarmo @ 22:37

Hoje, reunimo-nos para pôr o fim à sida. É o nosso objectivo: o fim da sida dentro de dez anos, zero infecções novas, zero traumatismos e zero mortes devido à sida”, disse Ki-moon, citado pela AFP, na cimeira que começou hoje e dura até sexta-feira.

Como cortar um défice orçamental

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal — dos ∫antos @ 22:16

Expect More Bailouts, de Veronique de Rugy

Short of declaring bankruptcy, Greece should cut its spending and mainly reform its entitlement programs. Using a large data set covering over 20 O.E.C.D. countries and spanning nearly four decades, the economists Andrew Biggs, Kevin Hassett and Matt Jensen identify more than 100 instances in which countries addressed their budget gaps. They find that “the typical unsuccessful fiscal consolidation consisted of 53 percent tax increases and 47 percent spending cuts. By contrast, the typical successful fiscal consolidation consisted of 85 percent spending cuts.” Their findings are consistent with the work of Harvard’s Alberto Alesina and Silvia Ardagna.

They also found that successful consolidations involve important reductions in social transfers and that “cuts to government wage expenditures, meaning the size and pay of the public sector work force, and cuts to subsidies are typical in both successful and unsuccessful consolidations.” Unfortunately, only a minority of countries chose to cut spending. Most relied on revenue increases, which were unsuccessful in reducing the debt ratio.

O próximo Ministro da Educação (2)

Filed under: Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:41

Na votação que decorre na página d’O Insurgente no Facebook, o preferido é Nuno Crato, seguido – a uma distância considerável – por José Manuel Canavarro. A votação continua aberta aqui: Quem deveria ser o próximo Ministro da Educação?

Christine Lagarde violou todas as regras. Qual o problema?

Filed under: União Europeia — Filipe Faria @ 16:22

Imaginem um polícia que mata alguém deliberadamente alegando que violou as regras da inocência até prova em contrário porque queria atingir um objectivo pessoal que ele achava benéfico. Poucos iriam aceitar que este homem saísse impune dessa situação, continuasse a exercer a sua profissão e ainda fosse nomeado para chefe da polícia.

No caso da União Europeia e do seu braço direito (o FMI), muito pelo contrário, estas são as normais regras do jogo. Christine Lagarde, a candidata francesa apoiada pela União Europeia para o lugar de directora do FMI, defendeu o seguinte sem qualquer pudor: “We violated all the rules because we wanted to close ranks and really rescue the euro zone. The Treaty of Lisbon was very straight-forward. (It said) no bailout.” (December 17, 2010).

Com tanto respeito pelo Estado de Direito, quem é não se sente confiante em ser progressivamente governado por estes senhores?

por uma revolução cultural

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 11:12

Derrotado Sócrates, o País começa a cair-lhe em cima, ilustrando a tradicional cobardia institucional dos portugueses. Enfim, como dizia Rui Ramos, há semanas no Expresso, “Na sociedade portuguesa, só conta o poder. Não somos capazes de respeito ou crítica, mas apenas de medo ou de menosprezo – medo pelos que mandam e menosprezo pelos outros. É por isso que em Portugal são os lugares que fazem os políticos (…) Mais do que qualquer outra coisa, convinha-nos mudar esta atitude de sociedade pobre e primitiva. Mas o FMI não trata destes assuntos.” Pois, não trata, não.

Ora, tendo eu, durante muito tempo, criticado Sócrates (e Teixeira dos Santos) nos meus artigos de opinião, penso que agora é altura de andar para a frente. O passado já não se altera, por isso, tendo os antigos responsáveis sido já suficientemente – e justamente – fustigados enquanto governantes, o que agora importa é o futuro e não o passado, sob o risco de se entrar numa cruzada justiceira ao jeito de Ana Gomes (para a qual existe a Justiça). Além disso, convém também não esquecer que, por mais discordantes que possamos, e devemos, ser, a verdade é que a vida de um governante é um pouco como a do avançado no futebol, só falha o golo quem o tenta marcar. Por isso, foi com especial desagrado que ouvi as críticas de Belmiro de Azevedo na RTP-N, ao antigo Primeiro-ministro. Primeiro, porque em ocasiões anteriores, nomeadamente quando Sócrates estava na mó de cima, Belmiro nunca afinou pelo mesmo diapasão. Segundo, porque ao tentar exonerar de responsabilidades os outros ministros do antigo Governo, nomeadamente o das Finanças, o senhor engenheiro introduziu, ele próprio, uma diferenciação eminentemente subjectiva e, digo eu, imerecida.

Em suma, sendo evidente que a História de Portugal fará justiça aos protagonistas do XVIII Governo Constitucional da República Portuguesa, classificando-o como aquele que atirou o País para a bancarrota, a melhor forma de ajudar a endireitar o País é olhando em frente, criticando factualmente e sugerindo alternativas, sempre que, no presente, estivermos em desacordo com o próximo Governo. Eu cá estarei para o fazer e, podem ter a certeza, fá-lo-ei, pois, como dizia Rui Ramos, é urgente mudar a atitude cultural que nos marca enquanto sociedade; não devem ser os lugares a fazer os políticos, pelo contrário, devem ser as ideias. Sem medo nem menosprezo.

Eu acho que isto vai lá é com mais uns impostos sobre o capital

Filed under: Política Fiscal — Carlos Guimarães Pinto @ 11:04

Um investidor coloca o seu capital numa empresa. Essa empresa produz, acrescenta valor graças ao capital investido e ao esforço dos trabalhadores. Do valor acrescentado, 20% é imediatamente absorvido pelo Estado na forma de IVA. Antes de chegar aos resultados, são ainda subtraídos uma série de impostos (selo, IMI, IMT) e contribuições para a segurança social, já para não falar da carga fiscal escondida que constituem os diversos regulamentos. Aos resultados ainda é descontado mais 32% de IRC. Quando os resultados são finalmente distribuídos ao investidor sobre a forma de dividendos, lá lhe são retidos mais 21.5%. O estado, sem correr qualquer risco, açambarca mais de metade do valor acrescentado.

Os trabalhadores portugueses produzem muito menos que os alemães mas, alto lá, dizem os jornais que trabalham muitas horas, mais do que os alemães. Investir, dizem, é para ricos. Os outros querem é ter direito a trabalhar. Eu acho que isto vai lá é com mais uns impostos sobre o capital.

Why do they send 18 year olds to war?

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:03

“À Comissão Nacional, Costa explicou que recebeu “mensagens de incentivo” à sua candidatura, mas teve de recusar. “Não é possível acumular a liderança do PS e a presidência da câmara de Lisboa. O PS precisa de um secretário-geral a tempo inteiro e a cidade de Lisboa de um presidente com dedicação exclusiva”, afirmou.”, no Público online.

Como eu aqui tinha previsto, António Costa, com toda aquela manha política e sentindo que o ciclo actual do PS está esgotado, resguardou-se, para outras batalhas lá mais para a frente (próximas presidenciais?). Assim, com António José Seguro, aparentemente, firme na intenção de se candidatar à liderança do partido, falta apenas quem o desafie. Porém, com Francisco Assis ainda agarrado ao telefone em busca de apoios – sendo que após a renúncia de Costa, Assis parece claramente uma segunda opção – não se afigura que esta possa vir a ser uma candidatura forte. Portanto, está aberta a possibilidade de uma outra candidatura, espontânea, e que se afirme antagónica àquela representada por Seguro, isto é, com sangue na guelra em oposição a um certo estado de dormência. O PS, se quiser reconquistar o seu espaço natural, terá de se posicionar ao centro esquerda, precisa de alguém, combativo como Sócrates, que fale apaixonadamente ao povo, que nunca se engane e que raramente tenha dúvidas! Precisa, pois, de um novo líder cheio de tesão, de um jovem turco…

Ps: Na ausência de jovens turcos com sangue na guelra (mas creio que, pelo menos em Santarém, os há…), o Partido Socialista poderá sempre requisitar os serviços de António Arnault que, não sendo jovem, continua cheio de genica, como ainda esta semana se viu no “Prós e Contras”!

ladrões indignados

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 08:58

A los jóvenes nadie les debe nada por Fernando Parrilla:

A nadie le gusta servir a otros. Todo sería mucho mejor si cada uno se pudiera dedicar a lo que quisiera y recibiera por ello lo necesario para vivir. Pero, mira por dónde, vivimos en el mundo real, un mundo donde los recursos son limitados; para conseguirlos tienes dos opciones: robarlos o intercambiar tus servicios por ellos. Y para poder intercambiar tus servicios por algo tan valioso como una casa o un salario no te queda más remedio que adecuarlos a algo que la sociedad valore lo suficiente.

Por lo tanto, antes de afirmar que la sociedad te debe algo, pregúntate qué has dado para merecer ese pago. Si la respuesta es: “Nada”, es que estás intentado quitar a la sociedad algo por lo que no has pagado. En otras palabras: la estás intentado robar. Y la sociedad no son sólo los banqueros o las multinacionales; la sociedad son tus tíos, el vecino de enfrente, el padre de tu mejor amigo y el panadero que se levanta a las 4 de la madrugada para hacer el pan que tanto te gusta.

En definitiva, en vez de intentar robar a la sociedad, los jóvenes deberían intentar que cierta parte de la sociedad dejase de robarles. Aunque, claro, para eso que no cuenten con los abajofirmantes habituales: es lo que tiene ser un revolucionario financiado por el Estado.

Ana Gomes sobre Paulo Portas e o caso Casa Pia

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:05

As declarações de Ana Gomes sobre Paulo Portas e o caso Casa Pia podem ser ouvidas aqui.

Do asco. Por Maria João Marques.

As palavras de Ana Gomes são particularmente torpes, sobretudo porque cobardes – apenas insinuam quando se querem revelar corajosas. A questão dos submarinos seria legítima (se não viesse do PS). Que seja misturada com alusões a comportamentos pessoais reprováveis susceptíveis de colocar Paulo Portas como vítima de chantagem e com o crime de Strauss-Kahn e à sua aparente propensão para obter sexo de parceiras não-cooperantes, é abjecto e tem como objectivo levantar questões inaceitáveis sobre a vida íntima de Paulo Portas – sem, claro, concretizar.

Junho 7, 2011

Do paraíso do Bernardino, para o resto do mundo

No estrangeiro, a fome é um mito nos restaurantes geridos pelo regime norte-coreano.

É incompreensível como os comunistas portugueses não propuseram a nacionalização dos restaurantes, pastelarias, snacks, casas de chá, tascos e roullotes.  As vantagens são incontáveis. Mas de entre elas destaco: uma maior igualdade alimentar; segurança alimentar para todos; o fim dos preços obscenos que resultam em lucros pornográficos; a obtenção de uma receita fiscal, que grosso modo, seria capaz de financiar dois ministérios da cultura; a harmonização das ementas, espaços, divertimentos e fardas.

Comentar no WordPress usando o Twitter e o Facebook

Filed under: Blogosfera,Media — André Azevedo Alves @ 23:54

Post Comments Using Twitter and Facebook

Starting today, visitors to your blog can use their Facebook or Twitter account to leave comments. This saves everyone a few steps and gives visitors control over which identity they use. It’s a win for everyone.

Isto não vai acabar bem…

Filed under: Desporto,Internacional,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:06

Coentrão já fala à Real: “Quero ir para Madrid do fundo do coração”
SAD “encarnada” comunica à CMVM que “desconhece qualquer proposta” por Coentrão
Benfica vai instaurar processo disciplinar a Fábio Coentrão
Benfica equaciona queixa à FIFA por assédio do Real Madrid a Coentrão

Fábio Coentrão que se cuide…

Dia D

Filed under: Agenda,Internacional,Política — ruicarmo @ 19:39

Ainda a tempo. Para agradecer aos americanos, britânicos, canadianos, franceses, polacos…

No paraíso do Jerónimo

Blogger para campo de trabalho re-educação. Por causa das tosses e da mania burguesa das liberdades.

The above mentioned microblog was posted by Fang Hung, a 49-year-old retired civil servant in Chongqing on April 21, 2011 when Li Zhuang’s second charge was still on trial. Chongqing police demanded Fang to delete his post on the next day and detained him in the police station. On April 24, the police and labour education committee decided to sentence him to one year labour education under the charge of “fabricating fact and disrupting the social order”. By the time Fang’s son received the labour education notice on April 25 and it was already too late for him to hire a lawyer and appeal for the decision. According to the police regulation, the appeal has to be filed within 48 hours upon the labour education document was released.

 

Assange não é a excepção

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Energia,Media,Política,Religião — ruicarmo @ 18:23

O escrutínio é  legítimo e desejável. Sempre.

O antigo porta-voz e co-fundador do WikiLeaks, Daniel Domscheit-Berg, acusa o criador do portal, Julian Assange, de “irresponsabilidade” na forma como geriu o projecto e a informação altamente secreta, cuja divulgação se tornou “cada vez mais política“.

E, para mover as multidões que sofrem da doença crónica:

Revealed: antisemite was key to WikiLeaks operation.

O melhor que o PS tem para apresentar

É a raiva de Ana Gomes? Vai ser penosa a travessia do deserto.

 

 

Estrunfices do jornal Público

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:28

Título da notícia: Bonecos Estrunfes acusados de anti-semitismo e racismo.

Corpo da notícia:

Para o francês, a sociedade dos Estrunfes é “típica de uma utopia soviética”, destacando que “cada um se veste da mesma maneira, tem uma casa igual à do seu vizinho, e exerce a profissão mais adequada às suas habilidades, não sendo conhecidos pelo seu nome mas sim pela sua função na sociedade. (…)

“Isto não vos faz lembrar nada? Talvez um regime ditatorial?”, questionou o professor, citado pelo “Le Figaro”, numa palestra na Universidade Science Po, em Paris, comparando assim o mundo dos Estrunfes ao regime estalinista, onde o pai se veste de vermelho e é parecido com Estaline, e o estrunfe inteligente é a representação de Trotsky.

Eu, abstencionista, me confesso

Filed under: Comentário,Política — Nuno Branco @ 12:20

 Passei a maior parte deste Domingo a ser insultado por aqueles que se auto-intitulam de “figuras da nação”. Basicamente aqueles tipos que vivem do aparelho partidário e da máquina do Estado como líderes de partidos políticos com assento parlamentar, os que não o são mas gostavam de ser e aqueles que já o foram e contam com as reformas que lhes pago por meia dúzia de anos de trabalho. Sendo que os insultos não foram grande coisa e dentro do habitual (apático, mau cidadão, incapaz de tomar decisões, viver na sombra dos meus co-cidadãos, etc.) estas figuras precaveram-se logo a culpar a meteorologia por qualquer tipo que não querendo ser uma ovelha ranhosa insistisse em não comparecer nas mesas de voto. Desta vez a culpa foi do sol e da praia mas decerto que se as eleições fossem hoje a culpa seria do mau tempo e da chuva,  qualquer coisa lhes serve para não terem de pensar no problema.

 Falo por mim, não votei porque nenhuma daquelas peças que estavam inscritas para estas eleições mereciam o meu voto. Estive aliás bem perto da mesa de voto já que acompanhei a cara metade ao local de voto mas simplesmente não havia ninguém em quem votar e dar-me ao trabalho de anular o voto quando não tenho eu, nem o país, qualquer beneficio com isso parece-me apenas um desperdício de 5 minutos da minha vida. E essas “figuras da nação” podem pensar o que lhes bem apetecer a verdade é que existem milhares de pessoas que não estão sequer dispostas a dar-vos 5 minutos do seu tempo, nenhum merece.

 Quando as escolhas são apenas de votar na esquerda ou na extrema-esquerda. Quando ainda por cima  a extrema-esquerda parece revelar mais bom senso sobre  assuntos importantes que a restante esquerda parlamentar eu não posso ter outra opção que não seja ficar em casa, recuso-me a legitimar a solução governativa (esperada) que saiu das eleições e muito menos iria legitimar a triste oposição que calhou a este governo. Não sei dos restantes milhares de portugueses que optaram por não votar quantos pensam como eu mas sei que não sou o único e sei que são cada vez mais – do grande número de abstencionistas que conheço pessoalmente a grande maioria não se identifica com a esquerda ou extrema-esquerda. Apenas mais um sinal da morte (lenta) anunciada da 3ª República, os políticos que continuem a justificar a sua legitimidade através da meteorologia, mas não metam palavras na boca dos 41% que conscientemente disseram “nenhum de vocês vale uns minutos do meu tempo”.

Distritos em que o PSD mais subiu

Filed under: Legislativas 2011,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:00

Analisando a evolução das percentagens de votação obtidas pelo PSD entre 2009 e 2011, estes são os cinco distritos nos quais o PSD mais cresceu nestas legislativas:

Beja: +61%
Setúbal: +53%
Évora: +45%
Algarve: +42%
Santarém: + 40%

Dados que permitem realçar o extraordinário resultado conseguido pela lista liderada pelo Carlos Moedas em Beja e também a notável progressão do PSD em Setúbal, distrito no qual aliás o CDS também cresceu de forma muito significativa.

Junho 6, 2011

Resultados das Legislativas 2011 – OInsurgente

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 23:42
Tags:

O Insurgente teve apenas vitórias nas Legislativas de 2011. Os grandes items que eram o fim político de Sócrates e a eleição do Adolfo Mesquita Nunes e do Michael Seufert.  Aos grandes juntam-se muitos outros como a maioria parlamentar PSD/CDS, a vitória do PSD,  a eleição de Carlos Moedas em Beja a derrota do Bloco de Esquerda em geral e em particular de Pureza em Coimbra, tudo aconteceu.

Mais uma vez O Insurgente mostrou ser a referencia no acompanhamento das eleições em Portugal, conseguindo ter a melhor previsão dos resultados finais no dia de maior afluência de leitores de sempre. Parabéns a todos e em especial ao Adolfo e ao Michael.

Resultados das Legislativas 2011 – BE

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 23:26
Tags:

Estas legislativas podem ter sido o fim do BE. A matemática é simples. Nos últimos anos a estrutura e origens do BE foram postas em causa pelos mais distintos militantes. Esta derrota não é de um colectivo, é acima de tudo a derrota de Francisco Louçã. Uma derrota histórica considerando a quantidade de votos de contestação e um quadro assustador para funcionários públicos e beneficiários do Estado. Francisco Louça não poderá manter a liderança do BE e o BE não poderá voltar a ser o partido sem líder.

A derrota em Coimbra, onde Pureza não foi eleito terá um peso determinante no futuro do BE. Pureza seria o sucessor natural de Louçã, garantindo a reunião do partido, tal qual ele se uniu para a sua eleição em Coimbra. Em Coimbra todos os desafectos do BE participaram na campanha. Pureza não foi eleito. Pode Pureza ser o novo líder do BE sem estar no parlamento? Pode Pureza ser levado a sério dentro do partido depois dessa derrota dentro da derrota?

O BE, que é de facto um verdadeiro saco de gatos. Poucos, velhos e belicosos gatos. Se não encontrar um líder forte e consensual que terá de ser inventado vai diluir-se em guerras que não podem acabar de outra forma que não na cisão em movimentos e partidos que lutarão nas próximas eleições para atingirem os mínimos para a subvenção estatal.

Resultados das Legislativas 2011 – CDU

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 23:11
Tags:

A CDU ganhou. Mas desta vez ganhou mesmo. A CDU ganhou a garantia de que vai ter muita manifestação na rua e que será o maior partido a apoiar livremente essas manifestações. O PS nem poderá liderar as manifestações, por ter de apoiar as decisões no parlamento, nem será razão de inércia por não ser o governo. O BE vai passar os próximos tempos a reformula-se, em luta interna, depois de uma derrota que pode ser o princípio do fim. Será a CDU a liderar as manifestações populares no periodo em que mais descontentamento para cultivar existirá desde a década de 80.

Seria talvez altura do PCP ponderar se não é hora de mudar de líder. O líder Jerónimo é perfeito para eleições tranquilas, poderá não ser perfeito para levantar os descontentes e para liderar manifestações populares. A CDU precisará de um guerreiro e não de um ancião com imagem de bonacheirão simpático. Infelizmente para o PCP, Jerónimo ganhou, como sempre.

Se o dirigentes do PCP não vissem a revolução como caminho para o poder e não as eleições, deveriam estar muito preocupado com a penetração do Socialismo/comunismo em Portugal. Este resultado que dá menos de 15% aos partidos radicais deveria preocupar. Acredito que nas elites comunistas esta deve ser a última preocupação. As eleições democráticas dizem-lhes pouco.

O próximo Ministro da Educação

Filed under: Blogosfera,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:10

Nova sondagem na página d’O Insurgente no Facebook: Quem deveria ser o próximo Ministro da Educação?

Resultados das Legislativas 2011 – CDS

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 22:43
Tags:

O CDS conseguiu aumentar o número de deputados, conseguiu crescer em eleitores em particular nos segmentos jovens e em zonas urbanas ao mesmo tempo que o PSD teve um crescimento histórico. O CDS irá de novo para o governo não de uma forma envergonhada mas sim como um activo querido e necessário. Como é que este resultado não pode ser considerado uma enorme vitória? Não foi considerada uma vitória porque os objectivos e as expectativas estavam demasiado altas, especialmente considerando que se havia uma maioria clara esta era uma maioria que queria mudar o primeiro ministro. O voto útil era inevitável. Ajustadas as expectativas fica o resultado, o CDS teve uma grande vitória.

Paulo Portas conseguiu unir uma linha de comunicação clara com mensagens simples e perfeitamente complementar à de José Sócrates. Se Passos Coelho seria incompetente  e pouco preparado, a equipa de Paulo Portas era competente e preparada. Se Passos Coelho era radical e inexperiente, a equipa do CDS era ponderada e com provas dadas. Paulo Portas não foi atacado pelo PS, que via como única possibilidade de vitória o desvio de indecisos do PSD e capitalizou este estado de graça de forma exemplar. O apelo ao voto útil da recta final e a menor assertividade, para não dizer mais, como partido do mérito e do trabalho e um asserto na comunicação do principal concorrente pelos votos dos indecisos explicam um resultado que sendo muito bom poderia ter sido melhor.

O CDS vai para a negociação para a formação do governo com o PSD com uma posição forte. Uma proporção de votos de 1 para 3 com convergência quase total nos programas de governo. O programa não escrito do CDS é o da Troika. O programa do PSD é baseado na Troika. A dimensão do trabalho e a exigência do programa dará espaço para evidenciar quem for capaz de fazer cumprir, de evidenciar os competentes. Esperamos que o CDS coloque uma equipa no governo que tenha as características alardeadas por Paulo Portas nas eleições, disso dependerá o resultado do CDS nas próximas eleições que esperamos serão dentro de 4 anos.

PS: o dia seguinte

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 22:31

Ontem, não foi apenas José Sócrates a ser derrotado; o PS também perdeu, e perdeu com grande estrondo. Visto de fora, ainda hoje custa a acreditar na arrogância com que o PS insistiu em José Sócrates, depois de todo o País político, da esquerda à direita, se ter unido contra o Primeiro Ministro. E, enfim, aquele último Congresso, em Matosinhos, francamente, foi das coisas mais asquerosas que alguma vez vi. Indigno.

Assim, é com alguma expectativa que aguardo as candidaturas ao cargo de secretário-geral daquele partido. Mas, para já, os dois putativos candidatos, António José Seguro e Francisco Assis, parecem-me candidatos fracos. Sem chispa. De Seguro pouco se conhece. E de Assis fica a certeza de que, apesar de intelectualmente bem equipado, se deixou enlamear na rota demagógica, e intelectualmente desonesta, de Sócrates. Em suma, um ou outro, não retirarão o PS da penumbra actual. Ao mesmo tempo, Manuel Maria Carrilho, um excelente pensador, não reúne qualquer simpatia junto da máquina socialista, pelo que, manter-se-á como comentador televisivo. E Jaime Gama, um senador que, na minha opinião, restituiria ao PS uma aura de seriedade e sentido de Estado, também já só tem olhos para Belém.

Deste modo, estou convicto de que ainda surgirá uma alternativa do quadrante, agora demissionário, de Sócrates. António Vitorino já afirmou que apoia António Costa, o eterno candidato, mas parece-me que Costa acabará, em última instância, por se resguardar. Assim, em teoria, inclinar-me-ia mais para Vieira da Silva que, representando um piscar de olhos à ala esquerda do partido, permitiria ao PS associar-se aos embates sociais que se adivinham em face da agenda liberal de Pedro Passos Coelho. Mas também não acredito que Vieira da Silva se meta ao barulho; o próximo líder terá de ir para o meio da malta e o até agora ministro da Economia já não tem cabedal para isso. Por isso, venha daí um jovem turco…

A direita é que paga

Filed under: Legislativas 2011 — Tiago Loureiro @ 22:04

Ouvi hoje o Jerónimo de Sousa dizer que a vitória da direita se deu porque os portugueses quiseram castigar as políticas de direita do PS. Há por aí alguém que tenha percebido a lógica da coisa?

Resultados das Legislativas 2011 – PS

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 20:14
Tags:

A derrota do PS terá sido inevitável e não foi maior pelas mesmas razões que terá sido inevitável. Sócrates terá sido o político português mais odiado e desprezado de sempre. Como muitos outros lideres autoritários odiados pela maioria da população tem uma base de apoio fanaticamente convicta e uma clientela base robusta e poderosa. No meio muitos que não sabendo o que pensar oscilaram entre a empatia por quem era tão directamente atacado e a incompreensão, desalento e por fim entendimento das motivações dos sentimentos negativos. Nunca o PS foi tão confundido com o seu líder, nunca uma eleição foi tão pessoal e personalizada. E a avaliação do povo Português foi peremptória e inequívoca.

O dia 5 de Junho será um dia de viragem do Partido Socialista. Uma derrota eleitoral desta magnitude era fundamental para que José Sócrates saísse de cena. Até ontem o PS era José Sócrates, uma voz e um discurso. É a oportunidade para o PS pensar que partido quer ser e com que tipo de liderança se quer apresentar. O PS terá de decidir ser quer ser o verdadeiro Partido Social Democrata Português ou se será um verdadeiro Partido Socialista. De qualquer forma tão cedo não deverá ter um líder com o estilo autocrático e centralizador de Sócrates.

O PS sofrerá muito nos próximos tempos. Com a queda do governo e derrota nas legislativas as vozes do exterior serão cada vez mais e menos contidas a que se somarão as até agora amordaçadas vozes do interior. Todos os que não falavam e denunciavam por medo de perder algo ou por medo de castigo falarão agora pelas razões inversas. A governação de Sócrates será escrutinada e não será de admirar que seja castigada judicialmente. A comunicação social não estará dependente nem pelo controlo directo, nem via regulação nem indirectamente pelas benesses e castigos que eram distribuídas quer pela publicidade paga ou em empresas do grupo. Os amos serão diferentes e os gestores da comunicação social de Sócrates não se admirarão por ser mordidos por quem antes alimentavam, isto se não se anteciparem, e tal como o chefe, abandonarem a vida política.

O PS está carregado de pessoas válidas, bem intencionadas e honestas. Esperamos todos que no fim sejam estas as que saiam por cima e que não desistam de limpar um partido fundamental em Portugal. Separem as águas e não defendam com a lealdade da loja quem fez mal ao País e contribuiu para um estado miserável do PS. Se tiverem de ir abaixo dos resultados destas eleições para o fazerem que o seja mas recuperem a ética republicanos que sempre anunciaram.

A maioria dos Portugueses castigaram quem não negociou com os credores. Quem não se comprometeu com um contrato fundamental para a solvência do Estado Português. Da nova liderança do PS exige-se que cumpra este acordo, que não caia na tentação de ouvir e defender a minoria ruidosa. Pessoalmente espero que o façam com entusiasmo.

Unintended Consequences of Price Controls

Filed under: Teoria,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 19:40

Unintended Consequences of Price Controls

Resultados das Legislativas 2011 – PSD

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 19:13
Tags:

Se existe um grande vencedor nestas eleições esse vencedor foi Passos Coelho.

Conseguiu ter uma maioria muito confortável em uma vitória apenas comparável com a de Durão Baroso. Não se tratou de uma re-eleição como nos casos das vitórias folgadas de Cavaco Silva.  Mesmo Durão Barroso, não tendo sido re-eleito, concorreu contra um lider do PS que não buscava a re-eleição. Isto em um país centralista de gentes criadas e nutridas no respeito à autoridade do lider que se confunde com o País é muito, muito mesmo.

Uma vitória valorizada por ter aberto o flanco de uma forma que em vários momentos pareceu suicida, apresentando medidas muito concretas em vez dos tradicionais consensuais e vagos “objectivos” que enchem programas e manifestos eleitorais. Um flanco aberto que agora pode ser capitalizado na governação, exactamente por ter sido discutido na campanha. O programa está lá e foi discutido, pode-se mesmo dizer que foi o único programa discutido. Não só ficou claro que o acordado com FMI/BCE/CE seria para cumprir como ainda seria para ir mais longe. Se o PSD não cumprir com um plano que será duro para uma maioria de minorias muito vocais não será por ter escondido as medidas que lá estavam, não será por ter escondido o que ia fazer.

Internamente conseguiu reunir quase todo o partido com excepção do núcleo duro da anterior liderança de Manuela Ferreira Leite. Esta terá sido uma razão para o sucesso final, foram os ex-presidentes do PSD os vários crivos que ajudaram os indecisos a confiar em Passos Coelho. Este “quase” poderá ser crítico na governação. Se existe alguém que lhe poderá dificultar a vida nos próximos 4 anos será um dos mais indiscutíveis apoiantes e apoiados de Ferreira Leite, o Cavaco Silva. A vida ser-lhe-á mais fácil se (1) escolher um ministro das Finanças do agrado do Presidente da República e se (2) tiver atenção à agenda conservadora/cristã, concretamente no apoio fiscal à família e no papel das instituições ligadas à Igreja na Educação, Saúde e Seg. Social. Será um equilíbrio dificil dadas as exigências de tantos outros grupos de pressão e dos cortes necessários no orçamento. Estará de qualquer forma longe do objectivo de Sá Carneiro. Em outro país este Presidente e este Primeiro Ministro seriam de partidos diferentes.

A primeira grande prova será a formação do governo. Este governo terá de ser o mais forte de sempre em Portugal. Politicamente e tecnicamente. A pressão dos notáveis de Portugal tem sido  tremenda. Nunca foi dado tanto ênfase à necessidade de servir Portugal, da necessidade de contribuir para a saída do buraco em que estamos.  Dificilmente alguém se negará a participar em um governo que será de salvação nacional. Fica o ónus em Passos Coelho, não terá a desculpa de falta de disponibilidade dos melhores para se rodear de amigos e de credores.

Se existem poucas dúvidas que o entendimento será fácil com o CDS, com um líder que já mostrou ser leal ao PSD no passado, restam dúvidas sobre qual será a relação do governo com o PS. O pior que pode acontecer ao PSD será que seja eleito como secretário geral do PS um líder que não esteja comprometido com o acordo assinado pelo governo de Sócrates.  Um líder não comprometido, mesmo que formalmente cumpra o acordado, limitará ao mínimo o entendimento e dificultará tanto na Assembleia como na Rua a implementação de medidas que poderão de ter de ser suportadas por alterações à Constituição da República. A reunião pré-eleitoral com Mário Soares afasta o pior cenário mas até que saia fumo branco da chaminé do Largo do Rato…

Tendo sido uma grande vitória, atrevo-me a dizer que uma parte substancial dos eleitores que votaram no PSD estão contentes por esta não ter sido maior. Muitos que votaram PSD estarão satisfeitos por o PSD ter de formar uma maioria mais alargada com o CDS, ao que se juntam todos os que como eu, votaram na equipa do CDS como contraponto e mais valia no futuro governo que se regerá fundamentalmente pelo programa do PSD que por sua vez se enquadrou no acordado com a famosa Troika.

Quem vai ser o Ministro da Educação ?

Filed under: Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:11

Os cenários do Paulo Guinote sobre o futuro titular da pasta da Educação: E Agora Um Assunto Médio-Caliente.

Sendo uma coisa tipo mega, com Cultura à mistura, acho que um Vasco Graça Moura seria inatacável (até o Pacheco Pereira seria obrigado a reconhecê-lo…), distribuindo-se depois os feudos (Ensino Superior, Ensino Básico e Secundário e Investigação Científica) pelos nomes que se falaram para a Educação, não sendo necessário hierarquizá-los (que tal os três C’s? Canavarro, Castilho e Crato?).

Sendo um Ministério da Educação Superior, Não Superior e com Investigação Científica (sem Cultura) seria essencial encontrar um nome algo acima das controvérsias, com currículo não ocasional e perfil capaz de acalmar certos excessos: nesse caso o nome mais óbvio é o de Joaquim Azevedo. Depois, tudo dependeria da orgânica das secretarias de Estado.

Sendo um Ministério da Educação restrito à Educação Não-Superior, tudo fica mais complicado, porque teria de ser alguém identificado com o programa eleitoral do PSD, mas sem calcanhares internos e externos, sem ligações a grupos de pressão específicos e sem transparecer que seria o emissário de um grupo particular de interesses no Governo.

Sendo assim, muita gente fica eliminada.

Sendo um nome fora destes (que os há…), talvez o efeito-surpresa fosse uma vantagem. Por isso, se viesse da área do CDS talvez fosse mais interessante… reduzia imenso o espaço de manobra dos eduqueses e bostonianos resistentes no mercado.

Uma achega: os sinais disponíveis apontam para que a Cultura não seja agrupada com a Educação, mesmo deixando de ser Ministério. Mas em breve haverá certamente novidades a esse respeito.

f. derrubada, mas ao ataque

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:49

Isso já nós dizemos há muito tempo. Por Miguel Noronha.

Fernanda Câncio diz que o Câmara Corporativa é “uma porcaria de um blogue”. Concordo em absoluto.

Quanto ao futuro, o Miguel talvez se contente com um cargo de assessor, mas pela minha parte recuso-me a considerar menos do que uma Secretaria de Estado, e aviso já que não pode ser uma porcaria de uma Secretaria qualquer. Para menos do que isso, sugiro que contratem e reciclem um qualquer jugular que tenha ficado desamparado no inesquecível dia 5 de Junho..

Os Portugueses Votaram a Favor do FMI/UE?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Filipe Faria @ 17:28

Durante toda a noite eleitoral ouvi comentários por parte de inúmeros jornalistas de destaque na nossa imprensa a justificarem os resultados eleitorais com a ideia de que os portugueses apoiam a acção do FMI/UE e, como consequência, penalizaram aqueles que estão contra ela . Tal convida tacitamente a que se pense que até o povo já considera que é melhor sermos governados por “outros”, quiçá mais benevolentos e mais sapientes. Desta forma, o eleitorado já teria ignorado a acutilante ideia de Sarte quando este escreveu que o “inferno são os outros”.

Na realidade, o que observei foi algo bastante diferente. Dos 3 partidos que aceitam as condições do FMI/UE, apenas 1 deles foi ostensivamente beneficiado (o PSD). Os outros não o foram. Tanto o CDS (que não conseguiu descolar do resultado das últimas eleições) como o actualmente moribundo PS foram claramente castigados.  É verdade que o Bloco de Esquerda foi castigado, mas acreditar que foi a sua posição anti FMI/UE que os levou a perder metade do seu eleitorado surge como um claro wishful thinking. Parece-me muito mais lógico acreditar que o seu discurso de irresponsabilidade económica e de castelos construídos no ar um dia teria de cansar os portugueses agora que o efeito novidade se vai esvanecendo.

Em suma, longe de razões ligadas ao FMI/UE ou até a questões de esquerda/direita, os resultados das legislativas de 2011 prendem-se com razões bem mais prosaicas: o castigar do fracasso do anterior governo para dar lugar a um novo.

« Página anteriorPágina Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 342 other followers