O Insurgente

Junho 14, 2011

A Revolução Republicana em Portugal (1910-1926)

Filed under: Livros,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:00

Outubro: A Revolução Republicana em Portugal (1910-1926)

A I República foi uma espécie de regime da ala esquerda da monarquia constitucional. Assumindo a quebra com o símbolo monárquico, pouco trouxe de novo ao programa progressista da monarquia. A grande diferença consistiu no facto de os mecanismos eleitorais (dominados pela fraude nos dois casos) terem sido capturados por um só partido, impossibilitando um pluralismo eficaz. A República foi, por isso, um regime estranho, simultaneamente “avançado” e “retrógrado”: uma república no mar das monarquias europeias, nunca conseguiu incorporar as mais “avançadas” tendências da época, como o sufrágio universal. No final, dela sobraram sobretudo os símbolos da soberania nacional: a forma republicana de todos os regimes desde 1910, o hino e a bandeira, para além da moeda, o escudo, cujo desaparecimento em 1999 marcou, precisamente, o fim da soberania monetária do país. A sobrevivência destes símbolos revela a corrente republicana que percorre o conjunto da experiência política contemporânea portuguesa.

(via Miguel Morgado)

Uma pergunta para os keynesianos de todos os partidos e filiações

Filed under: Economia,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 08:00

A pergunta a fazer a Keynesianos, Krugman, Stiglitz e companhia. Por Carlos Novais.

É preciso definir o problema de forma correcta. Como é que a dada altura se dá uma concentração de erros na actuação dos agentes económicos num determinado ponto do tempo?

A lotaria do socialismo utópico

Filed under: Comentário,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:20

Aos socialistas utópicos tudo, ou quase tudo, é permitido. Aliás, a liberdade de que gozam os socialistas utópicos só é possível em sociedades não sujeitas ao socialismo real: Um dos “indignados” da Porta do Sol em Madrid ganhou 1,3 milhões na lotaria

Junho 13, 2011

Obama é branco

Filed under: Cultura,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:49

Demorou 3 anos, mas chegamos lá: 3 anos para Obama ficar branco. Por João Miranda.

A sério

Filed under: Ambiente,Cultura,Economia,Internacional,Política,Portugal — ruicarmo @ 21:41

No Índice de Liberdade Económica, o primeiro país que fala português é Cabo Verde. Portugal está um lugar acima da Albânia, com o mesmo número de pontos.

Síria: back to basics XIV

Vistos para as visitas aos parentes estavam a demorar uma eternidade. Vai daí, o povo guiado por Assad pede explicações à embaixada turca em Damasco.

Adenda: PalhaçoBlogger lésbica síria que escrevia de Damasco, é um gajo que escreve da Escócia. É anti-israelita fashion  e gosta de brincar com as pessoas que foram e estão presas. Exemplar.

Fernando Nobre e Vale e Azevedo: uma equivalência possível mas inesperada

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:13

Com defensores destes, Fernando Nobre não precisa de adversários. Um momento de inspiração de Carlos Abreu Amorim, deputado independente eleito nas listas do PSD:

Do lado do CDS, Ribeiro e Castro veio esta semana defender o nome de Mota Amaral para o cargo, em vez de Nobre. Confrontado com esta posição, Carlos Abreu Amorim lembra que “Ribeiro e Castro trabalhou com Vale e Azevedo sem problema nenhum”.

(via Francisco Mendes da Silva: “Independentes” que elevam o nível da política)

Mladic e a quebra de um ciclo sangrento nos Balcãs

Filed under: Internacional,Justiça — Carlos Guimarães Pinto @ 11:41

Nos séculos XII e XIV, o Kosovo era o centro da vida política e cultural do Império Sérvio. Ainda hoje existem monumentos a lembrar essa período de domínio eslavo. Já no séc. XIV, o avanço das tropas Otomanas fez com que muitos Sérvios da Bósnia, torturados pela fome, optassem por aderir ao Islão e juntar-se ao exército Otomano, onde lhes era garantido um salário e alimentação. Com o apoio desses recrutas, o exército Turco derrotou a coligação Sérvia, Albanesa e Bósnia liderada pelo Tsar Lazar Hrebeljanović em 1389 na batalha do Kosovo. O Tsar morreu em combate, e como resultado da derrota, a sua filha foi oferecida em casamento ao Sultão Otomano, e partes da Sérvia passaram a prestar vassalagem aos Turcos. Este acontecimento ainda hoje é relembrado como a mais dolorosa e humilhante derrota da Sérvia. O simbolismo do seu nome, o mesmo que a personagem bíblica que foi ressuscitada por Jesus Cristo, fez com que muitos Sérvios esperassem durante séculos regresso do Tsar Lazar Hrebeljanović dos mortos para reconquistar o Kosovo. Em vão: o Kosovo haveria de ser reconquistado aos turcos apenas no século XX.
Desde essa altura, e apesar das curvas da história, jamais os Sérvios perdoaram àqueles que, entre eles, tinham traido o seu próprio povo: os Bósnios muçulmanos. Foi contra eles que se vingaram no massacre de Srebrenica.
O povo existe como entidade e tem memória. Por isso é que a prisão de Mladic é muito mais que um primeiro passo da Sérvia para o acesso à União Europeia. A prisão de Mladic, entregue pelos seus próprios compatriotas, pode representar o fim de um ciclo secular de vingança sangrenta nos Balcãs. Se for feita justiça, Srebrenica terá sido o último capítulo desse ciclo.

Medicina na Universidade de Aveiro: vagas e candidaturas

Filed under: Economia,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 09:44

O Mestrado Integrado em Medicina da Universidade de Aveiro, ministrado em colaboração com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, atraiu 1636 candidatos para as 40 vagas disponíveis.

Dá que pensar…

A “aposta estratégica” na agricultura

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 09:31

Como está à vista, o país corre o sério risco de não resistir às sucessivas apostas de tão iluminados governantes: Cavar batatas. Por João Miranda.

Num momento em que Portugal atravessa uma situação particularmente difícil, estabeleceu-se entre os responsáveis políticos um estranho consenso: temos que apostar na agricultura. São os mesmos que disseram que tinhamos que apostar nas auto-estradas, na Expo 98, na construção de estádios, na tecnologia, na educação e no TGV, mas nunca cuidaram de garantir que as apostas seriam sustentáveis. É mais uma de uma longa lista de “apostas”, “prioridades nacionais” e “opções estratégicas”. Desta vez mandam-nos cavar para o campo.

Ron Paul was right

Filed under: Teoria,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 09:11

The Amazingly Accurate Predictions of Ron Paul

A Fraqueza Moral da Superioridade Moral

Filed under: Internacional — Filipe Faria @ 00:39

Mark Pennington revela que mesmo quando os economistas revelam dados empíricos que mostram que o “free trade” ajuda incomensuravelmente mais as populações dos países em desenvolvimento do que o “fair trade”, estes são normalmente apupados pela brigada proteccionista anti mercado. Quando a imagem de bom samaritano é para estes activistas mais importante do que a realidade, o que resta?

“This raises an important question for libertarians and others who wish to promote open markets. If providing rigorous economic arguments backed up with good empirical data doesn’t convince the anti-market brigade then what options do we have left? (…)

Those who make a living from giving the appearance of caring for the poor and destitute (or who wear the fair trade t-shirts) while simultaneously lobbying for the eradication of the best opportunities that the least advantage have, should be exposed for the weakness of their morals. It is a profound weakness to prefer having the ‘right’ social image to having the nerve to confront the best evidence and to support what really works.”

Junho 12, 2011

Efeitos colaterais da decadência do Bloco de Esquerda

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:07

Se o Bloco de Esquerda continuar no caminho da decadência, é de esperar que eventos como este se multipliquem: Cem pessoas deitaram-se no Rossio por uma “democracia verdadeira”

Defendendo que o país “está a precisar não de uma, mas de várias revoluções”, Madalena diz estar disposta a ir “até onde for preciso”. “Não tenho um limite. É preciso que o medo nos dê coragem”, dizia com um sorriso nos lábios.

(…)

Envergando um cartaz a reclamar “mais amor na política”, Inês está no movimento desde o princípio e garante que ali vai ficar enquanto continuar a “sentir que as acções fazem sentido e que as pessoas mudam”. “A iniciativa de hoje é uma forma metafórica de protestar contra a democracia que temos. Estamos cansados”, explica esta jovem de 23 anos. “Quero mais amor na política, pois para mim o amor é haver mais comunicação e justiça entre as pessoas. São dois conceitos muito próximos e, quando eles forem a mesma coisa, a sociedade será uma boa sociedade. É um bocado utópico, mas todas as crenças têm de ser um bocado utópicas”, justifica.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 22:46

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Eu, abstencionista, me confesso
2Uma dia histórico também para O Insurgente
3Ana Gomes, Paulo Portas, a cabeleira loura Deneuve e a prostituição masculina
4Eu acho que isto vai lá é com mais uns impostos sobre o capital
5Dois insurgentes no parlamento

A passadeira vermelha

Filed under: Blogosfera — ruicarmo @ 18:42

Como leitor mas também como um dos convidados por Pedro Correia, só posso agradecer a excelente iniciativa do Delito de Opinião. Está feito o balanço, que vai muito para além do umbigo e do amiguismo.

Um pedacinho de cultura

Que resiste vencerá o capitalismo e irá impor a sua nova ordem mundial.

Leitura complementar: Capitalismo como arte.

Há refugiados e refugiados

David Levy, em Israel do passado – Os refugiados de ontem e de hoje.

Mais de 99% dos Judeus que viviam nos países árabes foram expulsos após a fundação do Estado de Israel em 1948. No total mais de 850 mil pessoas abandonaram as suas casas sem qualquer tipo de comiseração ou compensação. A comunidade internacional ignorou o problema e foi Israel que acolheu e integrou esta enorme massa de gente. Hoje em dia ninguém ouve falar de refugiados judeus.
Já os denominados refugiados palestinianos continuam na ordem do dia. Este grupo, criado em 1948 na sequência da Guerra da Independência, não só não foi acolhido e integrado pelos outros países árabes, como continuou a crescer e a multiplicar-se ao longo do tempo, engrossado pelos inúmeros descendentes dos refugiados originais.
A condição de refugiados destes palestinianos tem sido extremamente conveniente para muita gente, a começar pelas lideranças políticas palestinianas que exploram a situação para  poderem manter o constante capital de queixa e obter a chamada boa imprensa  – condição essencial para a guerra mediática que desenvolvem contra Israel. Seria muito fácil acabar com os campos de refugiados palestinianos, bastava haver vontade para isso. Mas tal não acontecerá: é extremamente conveniente ter 4 milhões de refugiados para utilizar como arma de arremesso contra o inimigo sionista, ainda para mais quando se lhes acalenta a esperança de um dia poderem destruir Israel e reocupar o seu território.

 

Resumo eleitoral

Filed under: Media — ruicarmo @ 16:00

Eleições: pequeno dicionário prático, por Alberto Gonçalves.

Sozinhos

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 08:37

Um palhaço, um leme e o mar. E o tempo, nos dois sentidos do termo. Há muito que não via uma exposição de arte contemporânea assim, despojada de artifícios, simples, directa e até comovente. A arte contemporânea nem me interessa muito; não tenho tempo nem paciência para patetas sem cultura que julgam que o mundo e a arte nasceram com eles. Por isso não sei se este Around the World Alone de Sean Landers, com passado e fundado no passado, pode ser classificado nessa frívola secção. Não interessa. Vi-o ontem na galeria Friedrich Petzel, em Nova Iorque (535 W 22nd St.). Depois, subi a Décima Avenida, virei à direita na 38, e segui pela Nona até à 39, onde todos os sábados e domingos é montada a feira da ladra do Hell’s Kitchen. Numa das tendas, comprei, por dez dólares, um carregador de diapositivos Airequipt antigo (anos 1960, talvez). Lá dentro, bem arquivados e conservados, estavam cerca de cinquenta kodachromes com legendas que os agregam a uma vida (Paul, Emma & Paul, Paul & Jane, garden). Eram de alguém que já deve ter terminado a sua volta ao mundo. Sozinho.

Criticar a circuncisão genital feminina é humanismo, criticar a circuncisão genital masculina é anti-semita

Filed under: Internacional,Religião,Saúde — Carlos Guimarães Pinto @ 07:06

O actor neozelandês Russell Crowe afirmou-se contra a circuncisão, que qualificou como um ato “bárbaro” e “estúpido”, através do Twitter, causando uma controvérsia na imprensa de Hollywood que o levou a desculpar-se.
“Russell Crowe insulta os judeus” foi o título da notícia da revista Hollywood Reporter que está no centro da controvérsia relativa à posição do actor sobre a circuncisão manifestada através do Twitter numa conversa com um amigo, o realizador Eli Roth, que lhe perguntou se estava a pensar circuncidar o seu filho.
Russell Crowe terá escrito, segundo o Hollywood Reporter, que a circuncisão “é bárbara e estúpida. Quem somos nós para corrigir a natureza? É verdade que Deus exige uma doação do prepúcio? Os bebés são perfeitos”.
“Amo os meus amigos judeus, amo as maçãs e o mel e os chapéus um pouco engraçados, mas parem de cortar os vossos bebés”, escreveu Russell segundo aquela revista norte-americana.
Eli Roth, que é judeu, disse ao “site” TMZ que o título da peça do Hollywood Reporter “procura fazer crer de forma evidente que Russell é anti-semita”, ao sublinhar que nenhum deles foi contactado acerca das declarações escritas no Twitter.

(Fonte: DN)

Oito anos de Portugal dos Pequeninos

Filed under: Blogosfera,Cultura,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:11

Parabéns.

Junho 11, 2011

First drafts

Filed under: Cartoons,Humor,Livros,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:51

Direito a Cuidados de Saúde Implica Escravatura (4)

Filed under: Teoria,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 19:22

No seguimento de Direito a Cuidados de Saúde Implica Escravatura (3)


Is There a “Right” to Health Care? Is Income Taxation Just?

Universidad Francisco Marroquín

Filed under: Videos — António Costa Amaral (AA) @ 18:34

Universidad Francisco Marroquin (aka University of Free Marketeers)

37 anos depois do 25 de Abril de 1974

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:30

Casos extremos como estes não devem ser tomados como representativos da realidade, mas o facto de situações destas se passarem hoje em dia em Portugal deveria dar que pensar a todos, em especial aos mais ardentes defensores das políticas sociais e laborais implementadas em Portugal ao longo das últimas décadas.

Portugal, século XXI: há escravos levados das Beiras para Espanha

A imagem de pessoas agrilhoadas, espalhadas pelo chão, espancadas, doentes e famintas remete o imaginário para outros séculos, quando navios sulcavam o Atlântico carregados de negros que, já na América ou na Europa, haveriam de trabalhar como escravos até morrerem. Mas não é aos séculos XVI ou XVII que este relato se refere. Nesta história, não há um oceano pelo meio. Não se salta de continente para continente. Há apenas Portugal e Espanha. Não foi há 300 ou 400 anos. Acontece nos dias de hoje. Há escravos portugueses em Espanha.

São 12 os escravos desta história e quatro os “negreiros”. É uma história de miséria, de maldade premeditada. O relato do abandono a que estão votados os mais desfavorecidos. Um retrato de uma zona do país que muitos não sabem existir e em que, porventura, não vão acreditar. Mas é dele que fala o acórdão de 7 de Abril deste ano lavrado no Tribunal do Fundão, que resultou na primeira condenação de sempre por escravatura sentenciada em Portugal.

(…)

É com o regresso dos escravos a Portugal que as diversas pontas da investigação começam a encaixar. A Judiciária, em conjunto com a Guardia Civil, consegue identificar dezenas de pessoas e acaba por deter os pais de Tó Zé. O caso dos escravos de Iscar encerra mas, entretanto, noutras zonas de Portugal, prosseguem outras averiguações. Espanha é novamente o destino de diversos indigentes da Beira Interior. Assim o refere um novo processo remetido ainda esta semana a tribunal com proposta de acusação. Há sete arguidos e mais de 20 vítimas, arregimentados nos concelhos de Tábua, Oliveira do Hospital, Seia, Nelas e Mangualde.

Principal arguido foi condenado a 20 anos

O Tribunal da Covilhã proferiu uma sentença inédita em Portugal. Foi lá, a 7 de Abril deste ano, que pela primeira vez houve gente condenada pelo crime de escravidão, mas também por sequestro, coacção e tráfico de pessoas. “Tó Zé Cigano”, o principal arguido, terá de cumprir 20 anos de cadeia; o seu pai foi sentenciado a oito e a mãe a 12. Só o arguido Carrola, que vinha acusado de dois crimes de tráfico de pessoas, foi absolvido.

Em Portugal, o crime de escravidão é punido com uma pena que vai até dez anos de prisão, mas, apesar de noutras ocasiões já terem sido identificadas pessoas que integrariam redes idênticas à de Iscar, nunca uma tal sentença havia sido proferida no país.

António Barreto no 10 de Junho: um discurso presidencial

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:16

Discurso de António Barreto, Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Não é verdade que tudo dependa da Constituição. Nem que a sua revisão seja solução para a maior parte das nossas dificuldades. Mas a adequação, à sociedade presente, desta Constituição anacrónica, barroca e excessivamente programática afigura-se indispensável. Se tantos a invocam, se tantos a ela se referem, se tantos dela se queixam, é porque realmente está desajustada e corre o risco de ser factor de afastamento e de divisão. Ou então é letra morta, triste consolação. Uma nova Constituição, ou uma Constituição renovada, implica um novo sistema eleitoral, com o qual se estabeleçam condições de confiança, de lealdade e de responsabilidade, hoje pouco frequentes na nossa vida política. Uma nova Constituição implica um reexame das relações entre os grandes órgãos de soberania, actualmente de muito confusa configuração. Uma Constituição renovada permitirá pôr termo à permanente ameaça de governos minoritários e de Parlamentos instáveis. Uma Constituição renovada será ainda, finalmente, o ponto de partida para uma profunda reforma da Justiça portuguesa, que é actualmente uma das fontes de perigos maiores para a democracia. A liberdade necessita de Justiça, tanto quanto de eleições.

Leitura complementar: O problema constitucional português; A Constituição do nosso atraso; O significado da Constituição portuguesa; Ter uma Constituição socialista é um problema; Ter uma Constituição socialista é um problema (4).

Ana Gomes, Paulo Portas, a cabeleira loura Deneuve e a prostituição masculina

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 15:04

Convinha esclarecer se Ana Gomes está doida. Por João Miguel Tavares.

As comparações entre Paulo Portas e Dominique Strauss-Kahn não foram sequer um lapsus linguae, como pode comprovar qualquer pessoa que ouça a sua intervenção na Antena 1. Ana Gomes disse precisamente o que queria dizer, e o que quis dizer foi isto: Paulo Portas está cheio de esqueletos no seu armário privado e isso desqualifica-o para o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, porque o torna num alvo fácil de chantagem. Mais. Ana Gomes referiu-se a “dois ministros do governo de Durão Barroso que fariam investidas em meios de prostituição, um deles até disfarçado de cabeleira postiça”. E no dia 31 de Maio, no blogue Causa Nossa, já havia aconselhado Passos Coelho a evitar a companhia da “cabeleira loura, à la Deneuve”, que disfarçaria uma “insinuante careca”.

Deixemo-nos de hipocrisias e de subentendidos. O que Ana Gomes fez foi acusar publicamente Paulo Portas de frequentar os meios da prostituição masculina em Portugal. Portanto, das duas, uma. Ou ela está doida e deve ser removida do Parlamento Europeu. Ou ela está certa e tem a obrigação de levar as suas acusações até ao fim. Estar à partida a envenenar um governo que ainda nem sequer tomou posse é que não pode ser. A inimputabilidade tem de acabar.

A bactéria E. coli e a “agricultura biológica” na Alemanha

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 14:50

Afinal, parece que a culpa não era dos pepinos espanhóis: Testes confirmam E. coli em amostra de rebentos de vegetais

Foi detectada, pela primeira, vez, a presença da estirpe especialmente violenta da bactéria E. coli em rebentos de vegetais que estavam num caixote do lixo na cidade de Königswinter, perto de Bona.

(…)

Ainda não é, por outro lado, claro o percurso dos rebentos desde que saíram da quinta de agricultura biológica perto de Hanôver, na Baixa Saxónia, até à cidade de Königswinter, onde foram encontrados.

Já leram o I Livro de Samuel, Capítulo 8?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Religião,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:15
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Ron Paul participou numa Convenção de Evangélicos nos EUA chamada de Faith and Freedom Conference. Podem ver o vídeo aqui e a entrevista aqui.

Ao contrário dos restantes candidatos à nomeação Republicana, ele usou diversas referências bíblicas e referiu o Livro de Samuel, capítulo 8, que podem ler aqui e ter uma análise aqui ou aqui, por exemplo.

Nesta que é a minha 2ª passagem preferida na Bíblia (a 1ª é claro a Parábola dos Talentos), Samuel avisou (em Português, já agora):

 11  Ele disse: – O rei os tratará assim: tomará os filhos de vocês para serem soldados; porá alguns para servirem nos seus carros de guerra, outros na cavalaria e outros para correrem adiante dos carros.
 12  Colocará alguns deles como oficiais encarregados de mil soldados, e outros encarregados de cinquenta. Os seus filhos terão de cultivar as terras dele, fazer as suas colheitas e fabricar as suas armas e equipamentos para os seus carros de guerra.
 13  As filhas de vocês terão de preparar os perfumes do rei e trabalhar como suas cozinheiras e padeiras.
 14  Ele tomará de vocês os melhores campos, plantações de uvas, bosques de oliveiras e dará tudo aos seus funcionários.
 15  Ficará com a décima parte dos cereais e das uvas, para dar aos funcionários da corte e aos outros funcionários.
 16  Tomará também os empregados de vocês, o melhor gado e os melhores jumentos, para trabalharem para ele.
 17  E ficará com a décima parte dos rebanhos de vocês. E vocês serão seus escravos.
 18  Quando isso acontecer, vocês chorarão amargamente por causa do rei que escolheram, porém o SENHOR Deus não ouvirá as suas queixas.

Mal ele sabia que o Estado viria a cobrar não a dízima, mas METADE da riqueza do país. O que vale é que com a lavagem cerebral que vai por aí, as pessoas pagam felizes e sentem-se a contribuir para o “Bem Maior” da “Sociedade” e não reflectem em passagens como esta, senão a coisa corria mal para os reais beneficiários dos dinheiros públicos…

 

 

 

Junho 10, 2011

Síria: back to basics XIII

Uma conspiração internacional maléfica está a minar a segurança e a estabilidade sírias.  A tal ponto que é necessário apoio aéreo por forma a acabar com as ameaças externas. De regresso a alguma realidade, pode-se acompanhar a evolução da situação aqui.

Adenda: Afinal, os sírios que fugiram para a Turquia foram visitar parentes. Não fugiram de coisa opressiva alguma.

TóZé versus Assis

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Media,Política,Portugal — ruicarmo @ 19:48

O enredo adensa-se. Ex-chefe de Gabinete de Assis, apoia o Tózé. Diz que é um apoio estritamente pessoal.

DESCUBRA AS DIFERENÇAS COM LUÍS RAMOS SILVA E BRUNO ALVES

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,Portugal — André Abrantes Amaral @ 18:34

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

 

O DEBATE POLÍTICO AVESSO AO POLITICAMENTE CORRECTO

(com um pé – e às vezes até dois – na blogosfera)

 

SEXTA-FEIRA, 10 de JUNHO – 18H05

Domingo, 12 de Junho – 19H05 (REDIFUSÃO)

 

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Luís Ramos Silva e Bruno Alves.

Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:

- Legislativas 2011 – Se o PS e o Bloco de Esquerda foram os grandes derrotados das últimas eleições, já PSD e CDS foram os vencedores. O país virou à direita?

- E agora? – Depois da demissão de Sócrates, PSD e CDS preparam a formação de um novo governo para recuperar o tempo perdido. Será desta?

- Iémen – Com confrontos tribais há vários meses e um presidente ausente, o Iémen pode tornar-se no próximo estado falhado. Um problema para o futuro?

- Berlusconi – Após a pesada derrota nas eleições locais, o governo de Berlusconi pode ter os dias contados. A Itália lá vai sobrevivendo ao descalabro dos seus políticos?  

 

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

 

 

PODCAST: http://descubraasdiferencas.podomatic.com

descubraasdiferencas@radioeuropa.fm


Emissão também disponível online em www.radioeuropa.fm ou através das boxes ZON

 

 

 

Há uma mosca na sopa do Bloco de Esquerda…

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:02

Para já, a mosca parece estar mais ou menos isolada, pelo que não é de excluir que na primeira oportunidade voe para a sopa do PS. Há moscas que têm potencial para estragar várias sopas.

Leitura complementar: Quem é Daniel Oliveira?; Ironia da história.

Seis meses decisivos

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:43

o que aí vem. Por Rui A.

O que se exige ao próximo governo não se compadece com questiúnculas menores entre os seus principais responsáveis. Para além de ter de cumprir uma exigentíssima agenda de reestruturação financeira do estado, que certamente exigirá grande unidade do governo para evitar que a contestação social o atinja mortalmente, o governo terá de fazer, em seis meses, as reformas que foram adiadas nos últimos trinta e sete anos

Para já, em termos de reformas, Paulo Portas começa mal. Muito mal mesmo.

Primeiro episódio

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 11:17

Passos quer privatizar RTP e Portas está contra

Passos Coelho abdica do maior instrumento de poder de anteriores governos, e governa para o país. Paulo Portas não surpreende, e já começou a governar para a comunicação social.

Ironia da história

Filed under: Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 00:50

Primeiro a esquerda era o Bloco, agora a esquerda sou eu!* Por Renato Teixeira.

Rui Tavares, um dos carrascos do povo líbio, não deixa margem para dúvidas. O PS é analisado em conjunto com o BE e o PCP, numa tentativa quase despótica de querer manter o PS num campo ao qual deixou de pertencer há muito tempo.

Só um militante, excelentíssimo senhor deputado. Por Daniel Oliveira.

“Quem é Daniel Oliveira? Não pertence à maioria do Bloco de Esquerda, tem outra linha. Não reconheço que tenha qualquer sensibilidade organizativa dentro do BE”.
Luis Fazenda

Como a coisa já se faz de forma desabrida, aqui vai a minha resposta:

Que Luis Fazenda me reconheça ou não seja o que for é para o lado que eu durmo melhor. Não tenho a sua visão aristocrática do partido, em que manda quem pode e obedece quem deve.

O esplendor do esquematismo. Por Vítor Dias.

Resta-me agora anotar que, quer por volta de 1990 quer por volta de 2000, houve alguns então militantes do PCP que foram destacados protagonistas destes dois esquematismos em relação aos resultados eleitorais do PCP. Alguns transitaram depois para o Bloco de Esquerda. Alcatruzes da nora ou ironia da história é que aí agora alguns deles vão repetir o que fizeram no PCP e outros deles vão disso ser vítimas ou alvos.

Monty Python – Life of Brian – PFJ Splitters

Junho 9, 2011

Cinzas no Campo das Cebolas

Filed under: Cultura,Portugal — ruicarmo @ 22:56

A fundação, a casa dos bicos, o metro de Nova Iorque não chegavam? A Lídia Jorge e os Tocá Rufar eram mesmo precisos ?

Quem é Daniel Oliveira?

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:57

Luís Fazenda (Bloco) pergunta: «Quem é Daniel Oliveira?»

Alguns links para ajudar Luís Fazenda:

O modus operandi do (ainda) bloquista Daniel Oliveira
Daniel Oliveira fora das listas do Bloco de Esquerda = “Um partido sem homens e mulheres livres é um partido sem futuro” ?
Deixem falar o Daniel Oliveira
O Daniel também depende do Dr. Balsemão
Optimismo é o que é preciso
Daniel Oliveira faz dura crítica a Francisco Louçã

Sócrates, Cavaco e os jornalistas

Filed under: Comentário,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:34

Era bom que todos os que criticaram Sócrates por usar processos judiciais para pressionar jornalistas e opinion-makers, viessem agora criticar igualmente Cavaco Silva: Director da Sábado acusado de ofender Presidente da República

O Presidente da República, Cavaco Silva, solicitou ao Ministério Público para instaurar um processo crime contra o director da revista Sábado, Miguel Pinheiro, por considerar que este ofendeu a sua honra num comentário que escreveu na coluna Sobe e Desce do passado dia 27 de Janeiro.

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, participou o caso à directora do DIAP, Maria José Morgado, que avançou com o processo depois de Cavaco Silva ter afirmado que pretendia o prosseguimento criminal.

Em referência ao discurso de vitória do Presidente, Miguel Pinheiro escreveu: “Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas”.

As eleições no PS e a maçonaria

Filed under: Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 18:27

Edite Estrela, 19 autarcas e figuras da maçonaria ao lado de Francisco Assis
Mário Soares diz que não apoia nenhum candidato, apenas o partido
Vítor Ramalho declara apoio a António José Seguro

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