O Insurgente

Junho 17, 2011

Tretas patológicas acampadas

Não duvido mesmo nada que esta imagem tenha chegado ao crente Renato Teixeira directamente da Palestina. Desconhecia é que o exército de Israel tenha mudado de arma- deixou as norte-americanas e passou a usar as ak-47 – e  de farda. Deve ser coisa recente.

Caso não se confirme a mudança de fornecedor ou de alguma outra qualquer boa teoria, tudo não passa de mais um episódio revelador das tretas patológicas inerentes à doença crónica e difundidas até alcançarem o estatuto de verdade. No big deal.

Junho 16, 2011

São lágrimas

O senhor Assange posa para a objectiva na jaula, em Ellingham Hall, Norfolk.

Imagem: Guardian.

Futuros magistrados de uma república das bananas (2)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:06

Apesar de tudo, menos mal, mas fica a ideia de que se não fosse o escândalo público, a coisa talvez passasse sem mais: Alunos do CEJ deverão ser avaliados de novo

Fica agora a faltar saber como se vai processar a responsabilização pelo sucedido.

Leitura complementar: Futuros magistrados de uma república das bananas.

O voto é secreto…

Filed under: Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:01

Não esquecer que neste caso o voto é secreto, pelo que tanto os apoios como os vetos colectivos a nível partidário devem ser interpretados com precaução: PS veta Fernando Nobre para presidência da AR

E anda um tipo a pagar para isto

Filed under: Ambiente,Cultura,Economia,Energia,Nanny State Watch,Religião — ruicarmo @ 16:13

Carros eléctricos: verdes mas pouco e produtos  biodegradáveis pouco amigos do ambiente. E não me refiro sequer à taxa de reciclagem que um gajo paga na revisão do carro.

Estranho conceito de dinheiro. Ou de tostões.

Filed under: Cultura,Política,Portugal — Maria João Marques @ 16:05

«Pilar del Rio garantiu à Lusa que a Fundação Saramago  não recebeu “nem um tostão do Estado” e assim continuará. Gostava de acreditar, mas ela própria se desmente na entrevista.»

Vai-se a ver e a propensão para a esquerda gastar o dinheiro dos contribuintes (ao qual chama dinheiros públicos ou tostões do Estado) é nada mais do que uma incapacidade de perceber o que é o dinheiro. Parece que além das notinhas e das moedinhas em que podemos tocar nada é dinheiro.

No comment

Filed under: Economia,Política Fiscal,Política Monetária,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 15:09

Durão Barroso está “claramente mais preocupado agora do que há um ano”

Crónicas de New Orleans

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:22

Os roteiros de New Orleans são unânimes: o Tremé, bairro adjacente ao histórico e relativamente seguro Bairro Francês, é uma zona proibida. Nos hotéis avisam-nos que acima da Rampart, onde começa o Tremé, estamos por nossa conta e risco. É um medo que se auto-alimenta.

A Rampart é apenas uma das paliçadas imaginárias que cercam as zonas transitáveis de New Orleans. Do outro lado é o inferno na Terra. Ou pelo menos é nisso que acreditam e é nisso que querem fazer-nos acreditar; como todos os avisos sobre todos os recantos mais sórdidos das grandes cidades, há muito exagero e histeria na descrição de uma New Orleans atormentada pela violência e pelos conflitos raciais. Claro que há que usar o bom senso na abordagem a uma das cidades mais perigosas dos EUA (as estatísticas assim o dizem), e não há fumo sem fogo. Mas, para ficar no hotel ou na Bourbon, o melhor é ficar em casa. Assim, numa quarta-feira depois de jantar fomos para o 925 da North Robertson, no coração do Tremé.

Todas as semanas, às quartas, a Tremé Brass Band toca ao vivo no Candlelight Lounge, um barracão perdido no meio de um descampado e enquadrado por casas de madeira que variam entre o humilde e o arruinado. Lá chegámos, são e salvos; e lá ficámos, do princípio ao fim, com um calor insuportável atenuado a golpes de Abita e agravado pelo feijão vermelho e arroz, cortesia e tradição da casa. (The old haunts what I wants is red beans and rice, canta Tom Waits em I Wish I Was in New Orleans). Depois de uma longa espera (estamos no sul, o relógio serve apenas para orientar), a banda começou a tocar o dixie e montou-se ali uma festa genuína, com nativos, outros turistas mais atrevidos e um toque muito caribenho. Tudo atentamente vigiado pelo Uncle Lionel, membro da banda, patriarca do bairro e mestre de duas ou três gerações de músicos de New Orleans. Na rua, para onde o calor nos empurrava de dez em dez minutos, fazia-se comida num grelhador improvisado e a cerveja rodava livremente, sem os disfarces e as restrições de outros Estados norte-americanos. A festa saía do Candlelight e estendia-se por aquele troço da Robertson. Era o Tremé inteiro que celebrava a sua reunião semanal em torno da música, a marca mais forte de New Orleans. Uma reunião de bairro que aos poucos vai rompendo as barreiras erguidas pelo “outro lado” da cidade.

No final, quando Tish, a nossa “fornecedora” de Abitas e recolectora de gorjetas, esgotada, já se preparava para ir para a cama com um disco de blues no ar e uma garrafa de Jack ao lado, apanhámos um táxi de volta para o centro (à uma da manhã, com ou sem exageros, não convém brincar num dos bairros mais violentos da cidade). E não só sobrevivemos ao Tremé, como a viagem a New Orleans passou a ter um sentido e a girar em torno daquela noite tórrida e húmida no coração das trevas.

Choque and «Ó!»

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 12:15

Depois do choque fiscal that never was; do choque tecnológico para inglês (técnico) ver; da sugestão de um choque liberal por um ministro socialista; o país parece tomado de uma pauloportite aguda, vindo comentários dos mais diversos quadrantes sobre o imperativo estratégico da agricultura. Espera-se a qualquer momento uma invasão de políticos em certames agro-pecuários, equipados de casado de tweed e o obrigatório boné, a sugerir um «choque agrícola». Como todas as intervenções estatais (a.k.a. planos estratégicos) na economia anteriores, acabará seguramente do mesmo modo. «Ó!», dirão eles, «Não teve os resultados que esperávamos.»

Quem são os Reis que comem faisão?

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:02

Há dias, quando entrevistado por Mário Crespo para a SIC Notícias, sob o pretexto do lançamento do seu livro ‘Do eu solitário para o nós solidário’, Frei Fernando Ventura disse, a propósito dos subsídios de reintegração que estavam a ser pedidos por deputados da última legislatura, que “quando o povo passa fome, o rei não come faisão”. Como é possível que no meio de tanto desemprego, deputados (que o são porque têm uma boa rede de contactos profissionais) peçam um subsídio de reintegração?

Sucede que o ‘rei‘ já não é apenas o deputado, o ministro ou o administrador de uma empresa pública. O rei de hoje não é um homem específico, mas uma forma de vida. É toda a estrutura estatal. O poder instituído que se imiscui no que não deve e, por isso, gasta dinheiro que não é dele. O ‘rei’ que come faisão é o socialismo que taxa impostos altos para pagar serviços desnecessários. É a aristocracia que vive à volta deste sistema. Como é possível que a empresa que gere o Metro de Lisboa apresente prejuízos de 151 milhões de euros e continue a ter um plano de investimentos, como se nada se passasse? Como é que se convive com tantos desempregados, que são fruto de uma economia estagnada à custa de impostos e regulamentações que servem apenas para sustentar uma máquina que destrói qualquer perspectiva de vida de quem vive neste país? Como se aceita que tantos milhares de pessoas fujam para o estrangeiro, porque a nossa economia fixou reduzida a uma fonte de receitas públicas?

O socialismo tornou-se imoral. Não está correcto sacrificar a vida de milhões de pessoas, em prol dos planos, interesses e desígnios de alguns. Não se pode conviver salutarmente e por muito tempo, numa sociedade em que uns estão sem trabalho e outros têm emprego para a vida e protestam contra cortes no seu vencimento. Como se nada se passasse lá fora. Nada se passasse fora das suas vidas. Como se convive numa sociedade em que muitas empresas vivem com a corda na garganta, enquanto tantas empresas públicas, com prejuízos altíssimos, não prestam contas por má gestão? Não é a igualdade um dos pressupostos do Estado de Direito?

Cada empresa pública que se vender, cada instituto público que se fechar são menos impostos a pagar por todos nós. É escolher. A grande batalha política dos próximos 3 anos vai ser esta. É escolher como vamos querer viver nos anos que estão à nossa frente. Escolher qual deve ser o nosso modo de vida nas próximas décadas e quais os valores que queremos transmitir aos nossos filhos. Uma sociedade justa, não é aquela em que o Estado distribui, mas onde cada um de nós tem percepção das dificuldades dos outros. Como já tive oportunidade de referir, também no seguimento de outra edição do Jornal da Noite de Mário Crespo, quando os portugueses deixarem de ser colectivamente egoístas e passarem a ser individualmente generosos. O fim da crise está aqui, e em reconhecermos que muitos no Estado se comportaram como reis a comer faisão.

Lesões, académicos e Asterix

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Energia,Saúde — ruicarmo @ 11:10

E os académicos que realizaram este estudo, quantas lesões cerebrais truamáticas sofreram?

Miniestério da Justiça alvo de buscas

O país dispensa políticos e governantes desta categoria.  Esta maneira de se governar é fixe e estará de acordo com os valores éticos do vale tudo, mesmo em final de ciclo da ética republicana, laica e socialista.

”Es ciego, pero también es un diputado. Y de Convergència”

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:32

De facto, é pena que não se noticie por cá de forma conveniente o que os activistas que lutam por uma “democracia verdadeira” têm andado a fazer na Catalunha: Un grupo de «indignados» intenta robar el perro guía a un diputado ciego de CIU

Viendo los apuros de su compañero invidente, Turull se ha encarado con los agresores: “¿No se os cae la cara de vergüenza por lo que estáis haciendo?”, les ha preguntado enfurecido. “Es ciego, pero también es un diputado. Y de Convergència”, le ha contestado un ‘indignado’ para justificar su acoso, según el relato de Turull.

Otro de los jóvenes ha intentado arrebatarle a Llop el perro guía del que no se separa nunca cuando sale a la calle; en ese momento, el diputado invidente ha reaccionado vehementemente agarrando con fuerza la correa del animal para que no se lo quitaran.

Finalmente ambos diputados han conseguido llegar a toda prisa hasta un cruce donde se encontraban varios agentes de la Guardia Urbana, que les han escoltado hasta uno de los accesos al Parlament.

Un gran número de los 135 diputados catalanes han sufrido esta mañana ataques o intentos de agresión generalizados cuando han intentado acceder a la Cámara catalana, soportando lanzamiento de piedras, botellas y otros objetos, además de golpes, zancadillas, empujones, amenazas verbales, pulverizadores con pintura y persecuciones callejeras.

(via Helena Matos: Entretanto na Catalunha)

“I’ll Have What She’s Having”

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:19

Esta informação está vetada à população portuguesa. Não se está a passar nada em Espanha. Não se está a passar nada na Grécia. Não se está a passar nada em França. Não se está a passar nada na Macedónia. Não se está a passar nada na Europa. Não se está a passar nada no Mundo. Cuidado com os pepinos assassinos. Por Raquel Freire.

Futuros magistrados de uma república das bananas

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:55

Mais lamentável ainda do que o copianço generalizado entre futuros (?) juízes e procuradores foram algumas das reacções. No meio de tudo isto, a voz da razão acabou por ser a de… Marinho Pinto. Estamos, de facto, entregues à bicharada.

Futuros magistrados apanhados a copiar tiveram todos dez

Indícios de que 137 auditores que estão no Centro de Estudos Judiciários (CEJ) a formarem-se para serem magistrados copiaram num teste levou à anulação do exame. Face à impossibilidade de encontrar uma data para repetir o teste a direcção da instituição decidiu atribuir nota dez a todos os futuros magistrados.

Director-adjunto do CEJ considera que nota 10 para quem copiou foi a melhor solução

Luís Eloy, director-adjunto do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), defendeu esta quarta-feira que a atribuição de nota positiva (10) aos futuros magistrados que copiaram num teste de Investigação Criminal e Gestão de Inquérito (ICGI) foi a melhor opção face às alternativas.

(…)

Luís Elói alegou que a atribuição de nota 10 é um “sancionamento ainda que psicológico” para os futuros magistrados porque se trata de uma nota em regra inferior à que obtêm nas disciplinas ministradas pelo CEJ.

Sindicato dos juízes considera copianço no CEJ lamentável

Embora tenha classificado o episódio de “escusado e lamentável”, a ASJP “compreende a decisão” da directora do CEJ (desembargadora Ana Geraldes) e espera que haja uma “futura clarificação interna dos deveres dos auditores e da natureza estritamente individual dos testes de avaliação”.

Manuel Soares sublinhou também que se tratou um teste de cruzes (teste americano) numa sala em que os auditores trocaram impressões antes de responder, pois sentiram-se à vontade para isso, sem que “ninguém lhes tivesse advertido para não o fazer”.

Marinho Pinto defende exclusão de futuros magistrados que copiaram

“Quando se começa a prevaricar nos primeiros passos da carreira, imagine-se o que eles farão quando foram magistrados”, com os poderes inerentes à profissão, comentou o bastonário, notando que quando estes auditores de Justiça começam “logo com fraudes” é “de esperar e temer o pior” no futuro.

Marinho Pinto lembrou que estas “fraudes” no curso para magistrados não são inéditas, pois em 2008 houve também a anulação de uma prova porque se descobriu que o filho de um magistrado que frequentava o CEJ teve conhecimento antecipado das perguntas do teste.

Tudo somado, o bastonário da OA conclui que isto revela que “as grandes reformas da Justiça em Portugal têm de começar pelo recrutamento de magistrados”.

Outros bons sinais

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:39

Realismo na entrevista ao Financial Times e uma escolha de chefe de gabinete aparentemente bem ponderada:

Portugal enfrenta dois “anos terríveis”, avisa Passos Coelho
Chefe de gabinete de Passos trabalhou com Luís Amado

Junho 15, 2011

Os economistas neoclássicos e o Estado

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:59

Os economistas e a economia. Por Miguel Madeira.

Leitura recomendada

Filed under: Ambiente,Internacional,Política — ruicarmo @ 19:24

E agora, Obama?

Obama’s War on the Rule of Law

The Bush administration’s worst policies live on in Obama’s White House.

Bachmann and Mises

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:11

Ludwig von Mises como leitura de praia parece algo… inverosímil, mas é inequivocamente um bom sinal que no contexto das primárias do GOP, o nome de Mises seja cada vez mais invocado: ‘On the Beach, I Bring von Mises’

Ms. Bachmann is best known for her conservative activism on issues like abortion, but what I want to talk about today is economics. When I ask who she reads on the subject, she responds that she admires the late Milton Friedman as well as Thomas Sowell and Walter Williams. “I’m also an Art Laffer fiend—we’re very close,” she adds. “And [Ludwig] von Mises. I love von Mises,” getting excited and rattling off some of his classics like “Human Action” and “Bureaucracy.” “When I go on vacation and I lay on the beach, I bring von Mises.”

Fásssismo!

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:45

Censura

Se bem entendi, Pezarat Correia lembrou-se, sem que lhe tivessem pedido, de enviar um texto de opinião para o DN e pretendia que o mesmo fosse publicado. O jornal não o quis fazer. Na opinião de Tiago Mota Saraiva; João José Cardoso; e Sérgio Lavos; estamos perante um acto de censura.

Só falta arranjar quem pague…

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:20

Metro vai ligar C. do Sodré a Santos, S.Sebastião a Alcântara

Carta Aberta do Núcleo Jovem da SEDES

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:18

Mesmo sendo difícil concordar com tudo, vale a pena ler a Carta Aberta do Núcleo Jovem da SEDES.

O caminho é estreito e a margem de erro escassa. O tempo não abunda a favor de Portugal e as agora renovadas lideranças políticas de Governo e Assembleia da República têm necessariamente que procurar os consensos necessários. Tem de existir responsabilidade, tanto na governação como nas oposições no seu todo. A responsabilidade tem de ser partilhada pela governação e pelas oposições, para “fazer e deixar fazer” o que é urgente, premente e necessário. Tem de se falar verdade aos portugueses, mesmo que esta seja difícil de ouvir, ou declarar. Os cidadãos têm de saber exactamente em nome de quê e para que é que lhes são pedidos sacrifícios acrescidos, muitos deles duros e difíceis de entender e aceitar, se não forem devidamente explicados.

Apelamos para que, quer o processo de Revisão Constitucional agora em curso, que deve adequar-se o mais possível às novas realidades e necessidades comuns, bem como as reformas que o país precisa urgentemente de fazer, tenham um amplo e forte consenso partidário muito além do esperado e da maioria governativa agora encontrada, pois será esse um sinal de maturidade democrática importante, o sinal que urge e é preciso emitir perante os diversos agentes e cidadãos.

Leitura complementar: O problema constitucional português; A Constituição do nosso atraso; O significado da Constituição portuguesa; Ter uma Constituição socialista é um problema; Ter uma Constituição socialista é um problema (4).

A escolha de horários e o desempenho académico

Filed under: Economia,Educação,Media,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:12

Não li o estudo pelo que o problema pode ser apenas da notícia, mas parece-me que o mais provável é a relação ser essencialmente a inversa, ou seja, os alunos que em média bebem menos e têm condições intelectuais para ter melhor desempenho tendem a escolher o horário da manhã. O que é substancialmente diferente de sugerir que a o melhor desempenho é um resultado, ainda que indirecto, do horário escolhido: Universidade. Alunos da tarde bebem mais

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. O ditado ouve-se desde pequeno e não deverá ser esquecido quando se inicia a vida universitária. Esta é, pelo menos, a convicção da investigadora Pamela Thacher, da Universidade St. Lawrence, em Nova Iorque. Num estudo apresentado ontem num encontro científico sobre sono em Minneapolis, os investigadores revelam que os horários da tarde estão associados a mais aulas perdidas, notas mais baixas e mais bebedeiras. Embora a diferença seja pequena, os investigadores sugerem que o simples facto de ter aulas mais tarde altera as escolhas dos estudantes, com impacto nas notas.

Surreal

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:07

Paulo Querido lança publicação online “de reflexão plural de esquerda”

Chama-se Plural Magazine e pretende ser uma nova publicação online sobre “política, economia e sociedade, e reflexão plural de esquerda”, explicou ao Briefing o mentor do projecto, Paulo Querido, que lança a publicação para colmatar “uma lacuna. Não há imprensa de esquerda em Portugal”, sublinha. [destaque meu]

Um bom sinal

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:00

Já há acordo (que não inclui Fernando Nobre) e já há primeiro-ministro.

Para já, é um bom sinal que os nomes dos ministros ainda não sejam todos do conhecimento público.

Pilar del Rio igual a si própria

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:56

Infelizmente, mesmo com o Estado falido e um novo governo, há poucas razões para estar optimista relativamente à inversão deste tipo de regabofes à custa dos contribuintes: Coisas verdadeiramente extraordinárias. Por José Manuel Fernandes.

Pilar del Rio garantiu à Lusa que a Fundação Saramago não recebeu “nem um tostão do Estado” e assim continuará. Gostava de acreditar, mas ela própria se desmente na entrevista. Primeiro, ao queixar-se do tempo que estão a demorar as obras na Casa dos Bicos, onde ficará instalada a fundação, obras que estão a ser pagas pela câmara de Lisboa num espaço que é público.

(…)

Mas há mais. Na mesma entrevista, para dar uma bicada ao novo governo que ainda não tomou posse, elogia “o empenho total e absoluto” da ministra da Cultura cessante na organização de um espectáculo que terá lugar dia 19 no CCB. O espectáculo, lê-se no programa, é uma realização conjunta da Fundação Saramago e do Ministério da Cultura, e tem ainda o apoio da Câmara de Lisboa. Ou seja, a Fundação que “não recebe um tostão do Estado” organiza eventos apoiados e subsidiados pelo Estado.

Um legado porreiro, pá

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 14:37

Uma conquista de que devem estar orgulhosos todos os jugulares e abrantes: OCDE. Portugal está entre os países com taxas de desemprego mais altas

A maior parte dos países da OCDE está a contrariar, pela primeira vez desde o início da crise financeira, a subida do desemprego, afirma a organização, que coloca Portugal no lote de países com “taxas de desemprego continuadamente altas”.

(…)

Portugal, pelo contrário, não vê os valores do desemprego descerem pelo menos há seis meses – em novembro a taxa era de 11,2 por cento, tendo crescido até aos 12,6 por cento em abril (o mesmo valor do mês anterior), o que coloca o país no quarto pior lugar dos países que têm disponíveis os valores de abril e no grupo daqueles que têm “taxas de desemprego continuadamente altas”, diz a OCDE.

Leitura complementar: Da promessa de +150000 ao resultado de -76900.

A ameaça do arrefecimento global

Filed under: Ambiente,Double standards,Economia,Energia,Internacional,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:00

Afinal a Terra poderá arrefecer

O Sol deverá estar com uma actividade anormalmente baixa durante um longo período, o que pode diminuir a temperatura na Terra, segundo três estudos divulgados terça-feira nos Estados Unidos.

(…)

Segundo os cientistas do Observatório Nacional Solar (NSO) e do Laboratório de Investigação da Força Aérea, se não houver enganos, o ciclo actual poderá ser o «último com uma actividade solar máxima durante várias décadas».

No passado, uma baixa actividade magnética solar prolongada coincidiu com a glaciação do planeta, com a atmosfera terrestre a arrefecer e a aumentarem as denominadas auroras boreais (tempestades magnéticas) que podem perturbar os sistemas de comunicação.

A primavera no Bahrain

Atingiu uma nova etapa evolutiva: como matar está fora de causa, processa-se o mensageiro.

Mentir por “boas” causas

Sou como um messias para as lésbicas da Síria, afirma  Tom MacMaster numa reveladora entrevista à Veja. Para dar um toque  humorístico, ainda se refere à crise de moralidade. Patológico.

Leitura complementar: Síria: back to basics XIV.

O sal no pão foi só o princípio

Filed under: Ambiente,Economia,Internacional — Tomás Belchior @ 10:51

lâmpada incandescente

Na California é proibida a venda de lâmpadas incandescentes de 100 watts. A proibição vai ser alargada a todos os Estados Unidos a partir de 1 de Janeiro de 2012 e estender-se a lâmpadas incandescentes de menor intensidade ao longo dos próximos dois anos. Tudo em nome da salvação do planeta.

Sobre o tema, vale a pena ler este artigo do Conor Friedersdorf:

“This lightbulb ban is maddening to me personally because I am going to hate the light of everyday life. But it ought to make you angry too. Our elected leaders could’ve decided that energy use must be decreased for the sake of the planet and sought that end by enacting whatever policy would be most efficient and impose least on the freedom and preferences of its citizens. Instead it acted arbitrarily, without any regard for minority preferences, thereby showing that it cares little about them. For most of you, it isn’t a big imposition right now. But if you’ll stick with me as they try to take away my lightbulbs, I’ll speak up for you when they come for the backyard fire-pits or the jet-skis or whatever is next. “

Depois queixem-se.

(A imagem é deste artigo da Virginia Postrel sobre o mesmo tema)

Adenda: Como na minha caverna vivemos à luz da vela, nem sabia que na Europa já andamos a tratar deste assunto desde 2009. Obrigado ao João Miranda. Pelos vistos já é tarde demais para nos queixarmos…

Bom dia

Filed under: Política Fiscal,Política Monetária — Carlos Guimarães Pinto @ 07:50

Se Portugal não tivesse pedido ajuda ao FMI, hoje teria entrado em default. Com ou sem PEC IV.

Junho 14, 2011

The deserving and undeserving poor

Filed under: Internacional,Política,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:58

Rowan Williams sowed confusion last week when he raised the distinction between the “deserving” and “undeserving” poor. Por Philip Booth.

Estoril Political Forum 2011 – The Future of the Free World (2)

Filed under: Economia,Educação,Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:19

De 27 a 29 de Junho, como já referi, vou estar no ESTORIL POLITICAL FORUM 2011 – The Future of the Free World.

Destaco também a presença do insurgente Bruno Garschagen no painel BRAZIL’S ROLE WITHIN THE BRICS, presidido por Adriano Moreira e que deverá contar também com a participação de Felipe Quintana, João Pereira Coutinho, Leonidas Zelmanovitz e Miguel Monjardino.

O programa completo do XIX INTERNATIONAL ANNUAL MEETING IN POLITCAL STUDIES & SUMMER SCHOOL está disponível aqui. Mais informações e inscrições aqui.

Louçã, versão estadista

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:00

Depois da pesada derrota eleitoral, o eterno líder bloquista tenta distanciar-se do PCP e contrariar a imagem pública de extremismo irresponsável: Louçã defende indigitação de Passos Coelho “no prazo mais rápido possível”

“O primeiro-ministro deve ser indigitado no prazo mais rápido possível.” Foi assim que Francisco Louçã, líder do BE, deu o seu aval às iniciativas levadas a cabo por Cavaco Silva para a formação do Governo.

Portugal deixou de ser um centro de decisão nacional

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 21:58

No final da festa, sobram conquistas como o Magalhães, as Novas Oportunidades e um país falido: Polémica dos centros de decisão nacionais encerrada. Por João Miranda.

A estratégia da Aldeia Gaulesa, que visava proteger os centros de decisão nacionais, através de barreiras à liberalização da economia e à entrada de investidores estrangeiros, teve um lindo resultado: o governo português deixou de ser um centro de decisão nacional.

Falácias e mitos desmontados

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal,Saúde — Miguel Botelho Moniz @ 18:44

O João Galamba (JG) faz neste post um exercício a que chama «desmontar alguns mitos difundidos sobre o SNS». Compreendo perfeitamente que pessoas com convicções ou ideias políticas diferentes discordem sobre como deve ou não funcionar o sistema de saúde dentro de um estado; que tenham visões diferentes sobre a forma de financiamento, a propriedade dos meios de prestação de serviços ou sobre a justiça ou ética de algumas opções relativamente a outras. Esta diferença de pontos de vista, no entanto, não justifica o recurso a argumentos ou lógicas falaciosas, nem a classificação de algumas teses como “mitos”.

Entrando no detalhe dos alegados mitos desmontados:

(1) Segundo JG, dizer que o SNS não é eficaz é errado, pois a mortalidade infantil diminuiu e a esperança de vida aumentou. Aqui está um exemplo clássico de non-sequitur. Estes efeitos são transversais a todos os países com graus de desenvolvimento semelhantes ao nosso (e naturalmente aos mais desenvolvidos também). Além de outras possíveis causas importantes, algumas em nada relacionadas com o sistema de saúde, como saneamento básico, melhores condições de higiene, alimentação e nutrição, outras parcialmente ligadas, como novas técnicas médicas, melhores práticas procedimentais, etc, a natureza da organização de um sistema de saúde pouco impacto terá nos indicadores avançados pelo JG. Tanto sistemas “single-payer”, como sistemas públicos integrados, como sistemas de seguro, obtém resultados equivalentes.

(2) De seguida o JG apresenta uma série de indicadores sobre números de consultas, camas, tempos de espera, etc, para responder à afirmação de que o SNS não responde às necessidades dos portugueses. Mais uma vez non-sequitur. As estatísticas nada dizem sobre se o SNS responde ou não às necessidades da população. A não ser que se aceite o pressuposto de que o governo é que sabe melhor quais são efectivamente essas necessidades que a própria. Eu diria que temos de perguntar aos portugueses se responde ou não. O crescente número de portugueses a contratar seguros privados, complementares ou totalmente substitutos, bem como a preferência clara de vários grupos profissionais por sistemas alternativos (SAMS, ADSE, etc), sugere que bastantes portugueses acham que não.

(3) À acusação de que Portugal gasta demasiado em saúde, o JG diz que Portugal gasta menos que a média da OCDE. Se deixarmos de lado o aspecto de se o montante em causa é bem ou mal gasto, o que daria pano para mangas, a simples comparação feita tem que se lhe diga. Na verdade, dos paises da OCDE, apenas sete gastam mais que Portugal em percentagem do PIB (França, Alemanha, EUA, Suiça, Áustria, Bélgica e Canada). Todos os restantes gastam menos. São vinte e seis. E dos sete referidos, dois deles gastam apenas mais uma décima de ponto percentual (a diferença mínima possível face à forma como os dados são apresentados).

(4) Sobre o crescimento dos custos estar descontrolado, diz o JG que a taxa de crescimento entre 2000 e 2008 foi das mais baixas da OCDE. É verdade. No entanto, isto nada diz sobre duas coisas: A primeira, que o crescimento das despesas tem sido atingido por via de algo a que se pode chamar de “racionamento” dos serviços; a segunda, que a noção de controle é enganadora, pois o principal driver do aumento dos custos vai ser o envelhecimento da população, algo sobre o qual absolutamente ninguém tem qualquer grau de controle.

(5) Sobre a eventual falta de eficiência do SNS, diz o JG que vários indicadores mostram que Portugal tem dos sistema mais eficientes, nomeadamente por ter custos administrativos muito baixos. Admito que sim. No entanto, alguns indicadores mencionados são também non-sequitur. O facto de Portugal ter um gasto per capita inferior à média da OCDE diz pouco (como vimos acima para o peso dos gastos no PIB). A esperança de vida referida e o menor gasto para atingi-la padece do mesmo problema de comparabilidade: Não estão a ser levados em conta outros aspectos que afectam a esperança de vida, como alimentação, consumo de álcool e tabaco, etc, nem a qualidade de vida em caso de doença (os gastos elevados no sistema americano, por exemplo, são em parte explicados com os caríssimos tratamentos em casos terminais).

(6) Sobre o argumento de que a concorrência entre privado e público pouparia dinheiro ao estado, o JG afirma que os dois sectores não têm os mesmos direitos e obrigações. Esta asserção completely misses the point. O argumento a favor do recurso ao sector privado concorrencial tem a ver com a formação de preços. Só a concorrência permite estabelecer preços de forma eficiente, sendo este o principal argumento contra todo o tipo de sistemas de planeamento centralizados. Na verdade, os sistemas centralizados só subsistem porque beneficiam da existência de sistemas concorrenciais (a montante, jusante ou paralelos) que lhes facilitam a tarefa de estabelecer preços. Caso contrário colapsariam.

(7) Por fim, o JG classifica de “mito” a ideia de que para ser justo, o SNS deve ser pago por quem pode. Não vejo como se pode acusar de “mito” uma opção ideológica, com subjacentes conceitos de justiça e ética; sendo que ao fazer esta acusação não se está fazer mais do que recorrer a outra opção ideológica, também com subjacentes conceitos de justiça e ética, evidentemente diferentes dos primeiros. Para rematar, o JG escreve que «[u]m SNS tendencialmente gratuito é a garantia que todos, qualquer que seja a sua condição, têm acesso aos mesmos cuidados de saúde, com a mesma qualidade». Isto é patentemente falso. A única forma de dar tal garantia é proibir a medicina privada.

Síria: back to basics XV

A máquina de propaganda de Assad já não é o que era.

Na 12ª semana da primavera síria, os tanques e uma opção clara de terra queimada, permitem a Assad disciplinar as milhares de pessoas que, num verdadeiro impulso, pretendem visitar os parentes na Turquia.

A bolha imobiliária das arrecadações

Filed under: Ambiente,Cultura,Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — ruicarmo @ 17:34

É para isto que serve o SNS? Mete nojo.

Estoril Political Forum 2011 – The Future of the Free World

Filed under: Economia,Educação,Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:00

De 27 a 29 de Junho, vou andar por aqui: ESTORIL POLITICAL FORUM 2011 – The Future of the Free World

No dia 28 serei um dos oradores no painel “The Future of the Welfare State”, com moderação de Leonard Liggio (Vice-Presidente da Atlas Economic Research Foundation) e no qual participarão também Kishore Jayabalan (Director do Acton Institute) Gabriel Calzada (Professor da Universidad Rey Juan Carlos) e Mattias Lundbäck (Investigador do Ratio Institute).

O programa completo do XIX INTERNATIONAL ANNUAL MEETING IN POLITCAL STUDIES & SUMMER SCHOOL está disponível aqui. Mais informações e inscrições aqui.

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