O Insurgente

Junho 18, 2011

Crónicas de Nova Iorque

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 22:55

Conta a lenda que Dylan Thomas, dois dias antes de entrar em coma no Chelsea Hotel e ser levado para o hospital de St. Vicent, onde viria a morrer, estabeleceu ali um recorde que ainda hoje continua imaculado nos livros da casa: dezoito uísques. Desde então, o White Horse Tavern, na altura já com mais de setenta anos no lombo, conquistou definitivamente um lugar na História de Nova Iorque.

Tropecei por acaso no White Horse na última minha passagem por Nova Iorque. Dormia em West Village (o bar está na esquina da rua Hudson com a 11), passei por ali quando dava um primeiro passeio logo após chegar do La Guardia, e tinha sede. Com a luz do dia e o calor de Junho, a esplanada é um pouso privilegiado para a gente elegante do Village, mas lá dentro, no balcão, alinham-se todas as tardes uns dignos sucessores dos estivadores do Hudson, a clientela pré-Thomas. De noite, entramos num quadro de Hopper, e juntamo-nos aos outros falcões que ali desembocam em busca de uns minutos de conversa com o companheiro que lhe calhar em sorte na lotaria da barra. Alguns, sabem ao que vão: “so, what’s the story about this place?”. Então, o empregado faz uma pausa nas limpezas, atira o pano para cima do ombro, põe um pé em cima do lava-louça, e conta-lhes a história dos dezoito uísques de Dylan Thomas. Nessa altura, mesmo sabendo que a palestra não dura mais de dois minutos, temos uma desculpa para pedir outra Anchor Steam.

Aparentemente o Xico Louçã é leviano

Quem o descobriu, foi o eurodeputado bloquista Rui Tavares. E após uma belíssima derrota do bloco nas eleições legislativas. Aparentemente, de forma tardia. Delicioso.

 

Futeboladas

Filed under: Desporto — ruicarmo @ 21:58

O Sporting é bi- campeão nacional de futsal. Derrotou o fofó, pela terceira vez na fase final do campeonato, venceu as restantes provas nacionais e foi derrotado na final da champions da modalidade. Um exemplo a seguir pela rapaziada do futebol 11.

Quando vão ser as próximas eleições legislativas em Portugal?

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 20:32

Agora que já são conhecidos os ministros do novo Governo, é uma boa altura para lançar esta questão: Quanto tempo vai demorar até às próximas eleições legislativas?

A votação decorre na página d’O Insurgente no Facebook.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 17:37

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Falácias e mitos desmontados
2Quem são os Reis que comem faisão?
3Há refugiados e refugiados
4Surreal
5Fásssismo!

Obama Wins Nobel War Prize

Filed under: Humor — António Costa Amaral (AA) @ 17:02

Obama Wins Nobel War Prize:

Among Obama’s list of war accomplishments, the committee highlighted Obama’s decision to double the number of troops and expand the number of private contractors in Afghanistan, as well as his dramatic escalation of drone strikes and targeted assassinations in Yemen and Pakistan. According to one committee member, “Two years ago, we worried that President Obama would rollback Bush administration policies and pursue a peace agenda, but in fact he’s expanded the militaristic Bush approach to counterterrorism. He’s managed to get the U.S. involved in three wars in the Middle East, keep Guantanamo open, and dramatically expand the use of covert CIA capture/kill operations across the globe. We could not think of a more worthy candidate for this award.”

carimbos

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:18

Tal como o André aqui refere, passaram-se menos de 24 horas desde o anúncio da composição do novo Governo e já voam rótulos a fim de catalogar os ministros. Mesmo que eu discorde do André em relação à sua apreciação da imprensa – creio que na imprensa escrita é onde, apesar de tudo, o nível melhorou, e muito, face ao nível de há quinze anos – a verdade é que não é rotulando as pessoas que se estimula o debate. Pelo contrário, é através desses chavões que se eternizam os preconceitos, a ignorância e a pobreza de espírito, que infelizmente ainda dominam o espaço público português.

Ora, dada a falta de predisposição do povo português para a leitura, para o estudo e para a reflexão introspectiva, seria positivo que, em vez de estigmatizar as pessoas através de preconceitos – como faz hoje o Público em relação ao novo Ministro das Finanças, despachado como um “falcão liberal” –, se pudesse finalmente construir um diálogo aberto, desvendando e valorizando, junto da sociedade civil que é suposto o Governo representar, as ideias, as suas fragilidades e os seus respectivos méritos. Caso contrário, cairemos no vício de penalizar quem tem ideias e, sobretudo, quem tem a coragem de se bater por elas – a verdadeira elite –, beneficiando em alternativa, como infelizmente tem prevalecido em Portugal, aqueles que nunca se destacaram por coisa alguma.

Falcões keynesianos, grifos liberais e papagaios jornalistas

À boa maneira do jornalismo que se vai praticando em Portugal, dá ideia que boa parte dos artigos sobre Vítor Gaspar foram escritos sem que os respectivos autores se tenham dado ao trabalho de ler um único dos “inúmeros artigos e livros” do novo Ministro das Finanças: Finanças. Vítor Gaspar é um bom investigador mas também um falcão liberal.

Leitura complementar: One can only hope, I say.

A contabilidade das negas a Passos Coalho

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:02

Relativamente a este tipo de exercícios, o melhor é mesmo consultar o dicionário politiquês de sinónimos proposta pelo João Miranda.

Uma boa escolha

Filed under: Cultura,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:55

Francisco José Viegas não vai ter uma tarefa nada fácil mas, à partida, apresenta um excelente perfil para o cargo: Francisco José Viegas será o secretário de Estado da Cultura.

Nacionalismo regional agrícola no condomínio

Filed under: Ambiente,Cultura,Economia,Política — ruicarmo @ 13:32

El consejero de Agricultura catalán: «Si consumimos vino de La Rioja no estamos ayudando al empresariado catalán»

Josep Maria Pelegrí hace un llamamiento a los catalanes a consumir productos agroalimentarios autóctonos.

One can only hope, I say.

Filed under: Política,Portugal — LA @ 13:24

Francisco Assis considera este governo ultraliberal.
A sério, são estas pequenas coisas que me fazem sorrir por estes dias.

Dicionário politiquês de sinónimos

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Media,Política,Portugal — ruicarmo @ 12:59

Tradução de algumas críticas ao novo governo, por João Miranda.

O Ministro das Finanças é um desconhecido –> O Ministro das Finanças não faz parte do grupo de keyneasianos que vai à televisão

O Ministro X é uma 2ª ou 3ª escolha –> Os jornais não conseguiram acertar na composição do governo

É um ministro sem peso político –> O cavaquismo morreu

É um governo inexperiente –> É um governo que nunca faliu um país

O ministro da economia nunca pagou um salário –> O país precisa de empresários como Vieira da Silva no governo

A Ministra da Agricultura é formada em direito –> Se não percebe de agronomia, como é que vai perceber os procedimentos para a distribuição de subsídios europeus?

O ministro da Saúde não é médico –> Quem é que agora vai receitar os antibióticos?

É um governo de tecnocratas –> Temo que saibam fazer contas

O ministro é um teórico –> Acho que não se formou na Independente, e consta que percebe a lei da oferta e da procura

Os ricos que paguem a crise

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal — LT @ 10:34

Nuno Rogeiro, na Sábado desta semana:

Mas, só a propósito de “justiça fiscal”, que tal criar, entre nós, novos escalões nos patamares mais ricos? É que não é o mesmo ganhar 20 mil euros por mês, e dois milhões. Há cavalos de Tróia onde menos se espera.

Para além da evidência la palissiana, fica a dúvida de até onde precisamos ir? Qual o nível de progressividade que deixará satisfeita esta sede de “justiça fiscal” perante quem comete o “crime” de ganhar muito dinheiro?

Rand Paul and Dennis Kucinich on Lybia

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 10:00

Sen. Rand Paul and Rep. Dennis Kucinich on CNN John King USA – 06/15/11

A semântica da oposição

Filed under: Política,Portugal — LA @ 09:21

Aposto que nos próximos tempos a palavra “economicista” vai estar constantemente na boca de socialistas e comunistas, pronunciada sempre com um esgar e em tom de desprezo.

Programa de governo insurgente: RTP

Filed under: Media — BZ @ 03:30

O papel da RTP (Rádio e Televisão de Portugal) é competir – de forma desonesta – com empresas privadas, que fornecem programação semelhante a muito mais baixo custo (i.e. contribuintes não pagam pelos programas dos canais de televisão e rádios privados).

E para aqueles programas que alguns afirmam ser de “serviço público”, ficaria consideravelmente mais barato publica-los no Youtube (gratuito) que transmiti-los para uma muito reduzida audiência (cuja maioria, aliás, tem acesso à internet).

A privatização da RTP pouparia à carteira dos contribuintes, só em 2o10, 234 milhões de euros.

Programa de governo insurgente: Finanças

Filed under: Política Fiscal,Portugal — BZ @ 02:54

1. Face ao acordo com a “troika”, o Estado português tenderá a, progressivamente, reduzir os benefícios fiscais e deduções à colecta. Mas, então porquê manter uma pesada máquina fiscal? Esta é a melhor oportunidade para simplificar a cobrança de impostos através da implementação de uma taxa única de IRS, com a consequente redução de pessoal no ministério das Finanças.

2. A despesa pública necessita de ser controlada. E radicalmente reduzida. O melhor “controlador” é… o contribuinte! O ministério das Finanças deve publicar todas (mas TODAS, incluindo compromissos futuros) as despesas de organismos públicos. Não apenas os ajustes directos, onde já se podem descobrir alguns abusos.

3. Há uma declarada necessidade do Estado voltar, o mais rapidamente possível, à emissão de dívida pública nos mercados financeiros. Antes de 2013, o Governo poderia envolver os aforradores particulares nessa operação, até agora reservada a entidades institucionais.

4. A gestão de tesouraria é de extremamente importância para a maioria das empresas. Principalmente quando as margens são cada vez mais diminutas. É, por isso, essencial que o Estado pague atempadamente as suas dívidas e permita o pagamento do IVA quando efectivamente cobrado.

errare humanum est

Filed under: Política,Portugal — BZ @ 01:36

De tão usual, o título acima em latim não necessitaria tradução (mas aqui vai: “errar é humano”).

E ninguém nega tal evidência! No entanto, sempre que é nomeado um ou vários governantes discute-se o mérito e a capacidades destes conseguirem, ou não, “gerir” o país. Sem terem em consideração que, por melhor que sejam, os governantes certamente vão errar.

Mas se todos nós erramos, o erro político é certamente mais doloroso. Isso deve-se ao peso mórbido do Estado. Logo, as melhores medidas que o novo Governo português pode tomar são as que excluem a classe política de qualquer decisão.

Tomates podres

Filed under: Comentário,Portugal — BZ @ 01:11

SIC (com video):

Milhares de condutores estão indignados com a decisão da Câmara de Lisboa de cortar o trânsito na Avenida da Liberdade. Foi encerrada para um mega-piquenique organizado por um hipermercado e o trânsito ficou ainda mais caótico. A Câmara diz que a iniciativa é um incentivo à produção nacional, mas o Automóvel Clube de Portugal acha que se trata de uma falta de respeito.

Sempre pensei que estradas eram para automóveis circularem. Afinal estou errado! É usual autarcas usurparem a via pública para benefício político (v.g. Estrada Marginal em Oeiras ou Avenida Boavista no Porto).

E até não era nada difícil à cadeia de distribuição alimentar Continente encontrar outro local para plantar os seus tomates, etc. Bastava deslocar-se uma centena de metros para norte da Av. da Liberdade!

Governo PPC

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 01:02

O Governo hoje anunciado pelo novo Primeiro-ministro mereceria sempre, como aqui escrevi horas antes do anúncio, a minha admiração inicial. E, como ouvi há pouco do deputado Nuno Melo, deveria merecer o benefício da dúvida dos portugueses que nele não votaram. Neste Governo, gosto, genericamente, do perfil tecnocrata do executivo, com mais técnicos que políticos. Admito que nas Finanças falte ao novo ministro a experiência empresarial, enquanto gestor de empresas, que preferia que existisse. Porém, o currículo académico e profissional de Vítor Gaspar fala por si, por isso, só me resta esperar o melhor. Além disso, no novo ministro das Finanças, agrada-me especialmente que também seja conhecido pela sua descrição, pois, neste momento tão delicado para o País, exige-se naquela função um técnico que, resguardado na protecção política do Primeiro-ministro, possa desempenhar essa função com serenidade e competência.

Quanto à surpresa maior, no Ministério da Saúde, confesso a minha profunda antipatia pela forma como Paulo Macedo, enquanto director-geral do Fisco, implementou uma filosofia de “vale tudo” na cobrança de impostos. Contudo, com mais ou menos abusos de autoridade, que os tribunais esperançosamente tratarão de corrigir, a verdade é que Macedo foi globalmente eficaz. Oxalá, consiga transportar essa eficácia para a Saúde e, preferencialmente, sem os atropelos aos direitos que caracterizaram a sua passagem no Fisco. Uma última nota para o Álvaro Santos Pereira: que, muito conhecedor da realidade económica e financeira de Portugal e também das dinâmicas macroeconómicas mundiais, possa contribuir, juntamente com Vítor Gaspar, para a sustentabilidade da dívida pública portuguesa. E mais não digo…

Junho 17, 2011

Análise do novo Governo

Filed under: Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:22

Este artigo inclui comentários meus e de José Adelino Maltez sobre o novo Governo: Politólogos: Passos escolheu Governo ‘equilibrado’.

Preocupante

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:12

Boaventura de Sousa Santos com “expectativas positivas” em relação à Justiça

A entrega da casa ao Banco e os contratos de empréstimo bancário

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:00

Comentário do Carlos Loureiro ao post Da mais elementar justiça:

Em regra, os contratos de empréstimo não dizem nada sobre isso. A entrega da casa ao Banco resulta de um novo contrato ou acordo, feito, em regra também, depois de o cliente estar em incumprimento e de modo a evitar a venda da casa pelo Tribunal, por um preço ainda mais baixo do que a parte do empréstimo que o Banco aceita abater com a entrega.

O problema da liberdade contratual aqui é que quase sempre o cliente que entrega a casa ao Banco está já numa situação próxima do desespero, aceitando o que o Banco lhe propõe (ou impõe). Por outro lado, era prática há uns anos, no crédito automóvel – imagino que usada também no crédito à habitação – o banco colocar a coisa (automóvel ou casa) à venda, vendê-la pela melhor proposta e, depois, exigir ao cliente a diferença que, nestes casos, só era (é) conhecida depois da entrega, com total assunção do risco pelo cliente. Frequentemente, o cliente imaginava-se livre da dívida com a entrega (considerando o valor que o banco atribuiu à coisa quando concedeu o empréstimo), sendo depois surpreendido com o valor baixo da venda e com a subsistência de uma parte substancial da dívida por pagar.

Estas decisões terão sido inspiradas por casos recentes em Espanha, nos quais, além daqueles argumentos, se procurava responsabilizar os bancos por sobreavaliarem as casas para concederem crédito, levando os clientes a aceitarem pagar mais do que as casas valiam (subentendendo-se que os bancos estavam em muito melhores condições para estimar objectivamente o valor das casas do que os clientes).

Uma excelente notícia

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:32

A nomeação do Carlos Moedas como Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro do novo Governo é uma excelente notícia. Não só pela presença do nomeado no executivo, mas pela adequação do cargo ao perfil discreto, ponderado e eficiente do Carlos Moedas.

Ministros do novo Governo

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:32

Um Governo com 11 ministérios:

Ministro dos Assuntos Parlamentares: Miguel Relvas.
Ministro da Defesa: José Pedro Aguiar Branco.
Ministro dos Negócios Estrangeiros: Paulo Portas.
Ministro da Administração Interna: Miguel Macedo.
Ministra da Justiça: Paula Teixeira da Cruz.
Ministro das Finanças: Vítor Gaspar.
Ministro da Economia: Álvaro Santos Pereira.
Ministro da Educação e Ensino Superior: Nuno Crato.
Ministro da Saúde: Paulo Macedo.
Ministro da Segurança Social: Pedro Mota Soares
Ministra da Agricultura, Ambiente e Território: Assunção Cristas.

Maioria aritmética e maioria social

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:37

A culpa é da aritmética. Por Helena Matos.

Assim, quando o PS ganha, ganha e a sua maioria é isso mesmo: uma maioria legitimada nas urnas que ninguém duvida corresponder a uma maioria social, tanto mais que o PS é um partido transversal à sociedade portuguesa.
Pelo contrário, quando o PSD ganha, a sua maioria imediatamente é apresentada como uma vitória aritmética (e aritmética neste contexto é um termo depreciativo) que não representa uma maioria social, seja isso o que for. Esta debilidade do PSD e do CDS é particularmente grave num momento como este: o Governo Passos-Portas vai ter de aplicar o acordo com a troika. Este acordo foi sufragado a 5 de Junho por mais de 78 por cento dos votos, ou seja, pelas pessoas que votaram PSD, PS e CDS. E convém que estes partidos, sobretudo o PSD e o CDS, porque vão ser Governo e porque, ao contrário do PS, nem sempre o têm claro nos momentos adequados, sejam capazes de sublinhar a superioridade da legitimidade aritmética do voto perante a dita maioria social da rua ou, numa definição que me parece mais precisa, da maioria visível nas televisões, redes sociais e jornais.
O antagonismo entre maiorias aritméticas e maiorias ditas sociais ou mediáticas está aí de novo, à nossa espera. Em Portugal, está nas declarações dos profetas-pirómanos da explosão social que, para seu desgosto, não têm sido tão ouvidos quanto gostariam.

O Zé faz falta…

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:55

Piquenique de sábado lança caos no coração de Lisboa
ACP diz que cortes na Av. da Liberdade por causa de mega piquenique são desrespeito pelos lisboetas
Antral admite bloquear Avenida da Liberdade em protesto contra megapiquenique

Read my lips!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:31

“Evangelos Venizelos defende que (…) a primeira prioridade é assegurar a sustentabilidade da dívida”, no Negócios online.

DESCUBRA AS ÚLTIMAS DIFERENÇAS

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:46

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

O DEBATE POLÍTICO AVESSO AO POLITICAMENTE CORRECTO

(com um pé – e às vezes até dois – na blogosfera)

SEXTA-FEIRA, 17 de JUNHO – 18H05

Domingo, 19 de Junho – 19H05 (REDIFUSÃO)

 

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Manuel Falcão, Paulo Pinto Mascarenhas, Nuno Amaral Jerónimo e Alexandre Homem Cristo.

Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:

- Novo Governo – Conhecem-se esta semana os ministros do novo governo que tem de pagar a dívida pública e convencer os portugueses que o Estado já não serve para tudo. Uma tarefa impossível?

- Novo PS – Francisco Assis e António José Seguro são os dois candidatos à liderança do PS. Personagens secundárias à espera de António Costa?

- RTP – O PSD anuncia outra vez o seu desejo de privatizar a RTP. Será o serviço público de televisão uma das funções essenciais do Estado? Haverá, algum dia, coragem política para passar das palavras aos actos?

- Vidas público-privadas – Com as insinuações de Ana Gomes, volta a debater-se a separação entre esfera pública e vida privada. Os pecados privados não saem à rua?

 

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

 

 

 

PODCAST: http://descubraasdiferencas.podomatic.com

descubraasdiferencas@radioeuropa.fm

Emissão também disponível online em www.radioeuropa.fm ou através das boxes ZON

Esperem, Afinal Precisamos de MAIS Gases de Estufa na Atmosfera

Filed under: Ambiente,Diversos — Filipe Faria @ 15:35

Como “O Insurgente” já tinha revelado, afinal parece que a terra está a arrefecer e não a aquecer como alegam os defensores do aquecimento global. Melhor ainda, parece que, segundo vários cientistas, estamos a entrar numa mini-idade do gelo.  ”A concentração de gases de estufa na atmosfera, muito maior nos dias de hoje, poderá aliviar um previsível arrefecimento, mas nem isso é certo.” proferiu um dos cientistas em causa.

Frio ou Calor? Os próprios Estados estão confusos porque querem “intervir” mas já não sabem em que direcção.

Fire at will, commander!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 15:04

Ao nomear para ministro das Finanças um Professor de direito e actual detentor da pasta da Defesa grega, parece-me evidente que o Primeiro-ministro Papandreou está a preparar-se para uma guerra com os credores. Há quem afirme que a missão do agora ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos – que, recorde-se, havia perdido contra Papandreou na contenda para a liderança do Partido Socialista local antes de este se ter tornado Primeiro-ministro – passará por unir as diferentes facções políticas do próprio Partido Socialista, além de contribuir para a formação de um Governo de Salvação Nacional. Contudo, eu não acredito nisso. Perdida a rua, perdido o parlamento e, sobretudo, depois de torpedeado o plano de austeridade, os gregos preparam-se para o confronto final…com os credores.

Quanto aos tais credores, a Europa, a reunião de hoje entre Merkel e Sarkozy foi mais um daqueles flops…é que continuar a insistir numa solução do estilo “Iniciativa de Viena” – uma ideia estafada – é continuar sem uma posição conjunta. Enfim, como disse um dia a grande estrela do futebol britânico, Gary Lineker, a propósito de futebol, “Football is a simple game; 22 men chase a ball for 90 minutes and at the end, the Germans always win”. Pois, não sendo a política tão simples quanto o futebol, e tendo a zona euro dezassete elementos em vez de vinte e dois, o meu palpite é que os alemães vão na mesma vencer o jogo. E a verdade é que estes já disseram ao que vão: há mais dinheiro, sim senhor, desde que os gregos e os credores privados façam a sua quota-parte, isto é, que, respectivamente, reestruturem a economia, em especial o papel do Estado, e a dívida grega. Ora, o pior cego é aquele que não quer ver…

Da mais elementar justiça

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 12:35

“Os bancos não podem manter uma dívida remanescente sobre um crédito à habitação que entre incumprimento e cujos clientes entreguem a casa ao banco para liquidar empréstimo. Ou seja, a entrega do bem liquida a dívida. Este é o entendimento de sete decisões judiciais, de primeira instância, proferidas por tribunais portugueses – quatro na Madeira e três no Continente -, que deram razão aos clientes, contra a prática dos bancos. Apesar destas decisões não constituírem jurisprudência e de os bancos terem recorrido, tratam-se de situações inéditas em Portugal, numa altura em que muitos portugueses estão a ver a manutenção da dívida, depois de entregarem a casa”, na edição de hoje do Diário de Notícias.

Ora, nem mais. É por isso que existem garantias. Caso contrário, seria um negócio sem risco.

Algo vai mal no sonho americano

Quando um zeloso funcionário público multa os pais das crianças em 500 dólares. Os petizes tiveram a horrenda iniciativa de vender limonada por forma a arranjarem uns dólares mais para o combate ao cancro infantil.

Adenda:  How to stop big government in America, por Daniel J. Mitchell.

Para a frente do combate

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 12:12

Ao que parece, Pedro Passos Coelho prepara-se para apresentar o seu Governo esta tarde, depois de uma audiência com o Presidente da República. Da minha parte, e independentemente de aqui já ter indicado o perfil daquele que eu consideraria o Ministro das Finanças ideal, qualquer nome que venha a ser indicado para esta pasta merecerá sempre a minha admiração inicial. É que quem aceitar o cargo, que na actual conjuntura é um dos piores empregos do mundo, revelará dois atributos indispensáveis ao bom exercício da função: a) amor à Pátria e b) coragem. E o resto é conversa.

Síria: back to basics XVI

A vida não está fácil para os abrantes sírios. Foi despedida a boa alma  que explicou ao mundo que não existiam rebuliços, que os sírios estavam apenas e tão só a procurar visitar os parentes, na vizinha Turquia.

As desvantagens comparativas de Sócrates

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Humor,Política,Portugal — ruicarmo @ 10:23

Nas palavras do fundador do PS:  Mário Soares saúda de seguida a saída voluntária de José Sócrates como um “acto de bom senso”, dizendo que este “abriu a porta a dois candidatos a líder que têm a vantagem de ser pessoas inteligentes, experientes e honestas”.

Da “democracia verdadeira” à tirania

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:49

Por muito boas que possam ser as intenções de alguns dos envolvidos, é importante que não haja ilusões sobre “acampados”, “indignados” e outros que tais: Indignado com os “indignados”. Por Pedro Picoito.

É claro que os “acampados” do Rossio representam apenas uma franja radical do movimento de Março, aliás mais inorgânico do que parece. Mas ontem todos vimos o que aconteceu em Atenas e Barcelona, onde iniciativas semelhantes acabaram na tentativa violenta de impedir o funcionamento da democracia parlamentar. E o que vimos em Atenas e Barcelona não foi “o povo nas ruas”, foi um bando de arruaceiros que, arrogando-se um mandato por ninguém concedido, se autoproclamou porta-voz do povo. O mesmo povo que votou nos deputados que os arruaceiros cobardemente insultaram, atacaram e tentaram impedir de entrar no Parlamento.

Os cínicos (como eu) dirão que estes factos exaltantes mostram o risco de se mitificar abstracções como “o povo nas ruas”, muitas vezes à conta de uma não menos lendária democracia directa. Porque os cínicos já sabem o que vem a seguir. Quando uma minoria de iluminados se arvora em vanguarda do povo e verdadeira intérprete da vontade popular, não recuando perante a violência para convencer os incréus, o resultado é sempre a tirania. Foi assim na Revolução Francesa, foi assim na Alemanha nazi, foi assim em todas as revoluções comunistas. E ia sendo assim no PREC português: o cerco da Constituinte, promovido ou tolerado por um PCP que se recusou a aceitar o veredicto das urnas em nome do “povo”, da “revolução” e do “socialismo”, tem óbvias semelhanças com o que sucedeu ontem em Atenas e Barcelona. A diferença é que estava mais organizado.

A ciência económica e os neoclássicos

Filed under: Economia,Educação,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:09

a ciência económica, os neoclássicos e os equívocos epistemológicos. Por Carlos Novais.

O voto é secreto… (2)

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:00

António Costa pode ser muitas coisas, mas não é parvo: Costa quer Nobre para PAR.

« Página anteriorPágina Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 342 other followers