O Insurgente

Junho 24, 2011

Cuidado com os escaldões…

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Educação,Media,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 20:18

Os comportamentos induzidos a coberto da eco-religião são verdadeiramente fascinantes: Ciclistas vão pedalar por Lisboa sem roupa e sem preconceito em defesa do ambiente

Os participantes da World Naked Bike Ride vão reunir-se às 15h30 no Parque Eduardo VII, onde haverá tempo para fazer pinturas corporais e cartazes de protesto. Uma hora depois o grupo de ciclistas em pelota segue em direcção a Belém (ver percurso na infografia), numa iniciativa semelhante àquela que se realiza anualmente em cidades como Madrid, Londres e Amesterdão, México ou Bruxelas.

Brady bonds ao contrário

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:52

“The challenge, however, is to entice investors to lend money to Greece at interest rates that are far lower than what the market is currently demanding. The banks, though, are responsible to their shareholders and could face lawsuits if participation in Greek aid isn’t seen as what is best for the bank, analysts say.”

Como ontem aqui escrevi, com base no mesmo texto que acabo de citar, o refinanciamento voluntário que a Alemanha quer negociar com os bancos privados credores da Grécia, e que consiste na renovação (“roll-over”) das emissões obrigacionistas gregas, está condenado ao insucesso. Estando os juros da dívida pública grega, em mercado secundário, a transaccionar em níveis estratosféricos – 27% a dois anos, 24% a cinco e 16,5% a dez – qualquer renovação das actuais obrigações gregas nas suas condições originais, muito benignas face às condições do mercado secundário, será percepcionada como não voluntária, desencadeando um evento de crédito que, por sua vez, accionará as responsabilidades associadas aos derivados de crédito, nomeadamente os Credit Default Swaps (CDS) que tanto preocupam os responsáveis da União Europeia e do Banco Central Europeu (nota: é provável que boa parte dos CDS sobre bancos europeus tenham sido emitidos e vendidos…por bancos europeus, criando aqui um potencial cenário de “double whammy”).

Nas últimas semanas, tenho escrito abundantemente sobre aquilo que, da observação das ruas e do parlamento gregos, me parece cada vez mais provável: as novas medidas de austeridade, necessárias a fim de que a Grécia receba a última tranche do Fundo Monetário Internacional, serão rejeitadas no dia 30 de Junho, o dia da votação no Parlamento grego. Mas, enfim, vamos, por momentos, assumir o contrário: que, sim, serão aprovadas. Se este for o caso, a Grécia receberá a tal última tranche, mas uns meses depois estará novamente de mão estendida. É nesta altura que os europeus terão de apresentar uma alternativa. Para já, discute-se esta ideia de uma renovação voluntária da dívida. Falhará. Por isso, há que encontrar outras alternativas. Na minha opinião, há uma via possível. Trata-se de recuperar parte da ideia que presidiu à criação dos chamados “Brady bonds” e que acabou por permitir sair de uma crise semelhante registada na América Latina nos anos 80.

Antes de mais, recordemos o conceito. Os “Brady bonds” – assim chamados em memória do secretário de Estado do Tesouro norte-americano da altura – foram obrigações emitidas pelos países então em apuros, os países da América Latina, que se haviam endividado fortemente perante bancos norte-americanos, e que estavam garantidas em parte por Obrigações do Tesouro norte-americano detidas por aqueles mesmos países, tendo sido utilizadas a fim de permutar os empréstimos bancários, puros e duros, que na altura estavam em vias de entrar em incumprimento.

Ora, hoje em dia, sucede o inverso de então, pois a dívida grega encontra-se essencialmente na forma de títulos de dívida pública subscritos por bancos europeus, e não na forma de empréstimos bancários puros e duros. Pelo que, uma forma de a) evitar o evento de crédito e de b) iniciar o inevitável processo de reestruturação da dívida pública grega, seria reembolsar os títulos gregos através de linhas de crédito fornecidas pelos bancos credores – exactamente o inverso do esquema montado a partir dos “Brady bonds” – que, por sua vez, estivessem parcialmente securitizadas a partir dos activos reais que a Grécia ficou de privatizar, mas que ainda não privatizou, e que estão avaliados em cinquenta mil milhões de euros. Por um lado, com uma solução deste género, creio que eliminar-se-ia a possibilidade de um evento de crédito que despoletasse os CDS; quanto muito, uma parte da linha de crédito seria um dia dada como mal parada, deduzindo-se esse valor aos capitais próprios dos bancos e ou Estado afectados. E, por outro lado, os credores, executando os seus direitos sobre activos reais gregos, minimizariam as perdas que um dia, idealmente o mais lá para a frente possível, vão mesmo ter de encaixar..

Um partido, um presidente

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Política,Portugal — ruicarmo @ 12:49

Um futuro.

Adenda: César considera-se demasiado novo para a empreitada. E o Luís – do “Ó Luís, fico melhor assim ou assim?”, apoia o TóZé.

Produtividade, competitividade e discussão das funções do Estado

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — Ricardo G. Francisco @ 10:25

Indicadores agregados encerram armadilhas, especialmente se são usados como proxys para outros indicadores.

Existe o consenso que os Portugueses são pouco produtivos e cada vez menos por comparação, o que nos torna pouco e cada vez menos competitivos. Será este consenso para ser aceite de forma acrítica? Como em relação a todos os outros consensos a resposta deve ser não.

A produtividade agregada de um país mede o output médio por unidade de input. A produtividade do trabalho,  calculado como o output médio (baseado no PIB) por hora trabalhada ou por euro de remuneração é baixo por comparação com os restantes países da OCDE. A conclusão de que os  Portugueses em geral e de forma individual são pouco produtivos é portanto válida? Não, porque falham algumas premissas fundamentais:

- Não há homogeneidade. Em termos estatísticos, existe uma grande variância entre a produtividade entre grupos que são fáceis de dividir. A produtividade é diferente entre e dentro de sectores industriais. A produtividade é diferente no sector privado e no sector público. Dentro do sector público existem enormes disparidades, aumentadas pelo facto de maioria das actividades do Estado não terem impacto directo no PIB.

- Os outros inputs não são iguais entre os países comparados. Desde inputs com impactos mais fáceis de medir como a energia a outros com impactos mais complexos como a celeridade da justiça ou a regulação existem grandes diferenças, que têm impacto no produto final e logo também na produtividade do trabalho.

A redução de salários de forma transversal, apontada como solução milagrosa, é por estas razões perigosa. Primeiro porque gera muitas injustiças, por tratar como igual coisas diferentes. Segundo porque esconde os reais problemas: O peso do lado da despesa de sectores não produtivos e o impacto negativo de outros factores como a Justiça e a regulação económica.

A redução dos salários de forma transversal pressupõe uma ideia de igualitarismo que tem de ser combatida se queremos sair da situação em que nos encontramos. As funções do Estado, corporizadas em direcções, institutos, fundações,.. têm de ser escrutinadas. Escrutinadas para que se tomem decisões políticas de extinção ou redução ou simples substituição. Os funcionários públicos não são todos iguais, nem as suas funções são igualmente necessárias. O aumento da produtividade tem de passar pela eliminação das funções menos produtivas, directa e indirectamente, antes de passar por mais reduções transversais, que sendo fáceis de aplicar são tambem injustas e contraproducentes.

Reformas a sério no Estado, no nosso contexto sócio-político, terão de ser feitas com um mínimo de apoio dos funcionários públicos. A ideia igualitária de repartição de esforços levará os funcionários públicos para a rua pela causa comum. Os responsáveis políticos terão de explicar que o Estado existe para servir. Que a organização do Estado, que tem pessoas, existe para servir, não para empregar. Que se o Estado tem de emagrecer, tem de começar por perder a gordura em vez de começar a tirar 10% de tudo por igual. Terão de explicar que para que o Estado funcione sem entrar em ruptura, tem de eliminar funções e logo postos de trabalho. Terá de mostrar que a alternativa seria igualitária, é verdade. Seria uma penalização igual e injusta para todos os funcionários públicos independentemente do seu valor, competência, dedicação e da necessidade do produto do seu trabalho para os Portugueses.

A eliminação de horas e Euros de trabalho em funções de baixa produtividade leva directamente a um aumento da produtividade nacional. Adicionalmente leva à libertação para o mercado de trabalho de pessoas que têm em si de forma inerente a capacidade de produzir e de trabalhar desde que enquadradas em organizações produtivas.

 

Junho 23, 2011

Rádio Comercial – Música dedicada a Fernando Nobre: “Votar”

Filed under: Humor,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 19:43

“Votar” – a Música com dedicatória a Fernando Nobre

Mission accomplished…

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 11:45

Obama diz que objectivos no Afeganistão estão a ser cumpridos e anuncia retirada

Leitura complementar: Uma vitória para Ron Paul e um motivo de reflexão para a Europa.

Mais argumentos a favor da privatização imediata da TAP

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:42

Pela estimativa da própria TAP, o proteccionismo estatal de que a empresa beneficia custa aos portugueses pelo menos 2 mil milhões de euros: TAP em risco de perder dois mil milhões para as low cost.

Se o novo Governo estiver realmente empenhado em promover a competitividade da economia portuguesa e o equilíbrio das contas públicas, uma das primeiras medidas que se impõe é a privatização imediata da TAP (ou o encerramento, no caso de não haver interessados numa TAP sem a protecção do Estado).

Leitura complementar: E que tal privatizar a TAP? (3); Gozar com os contribuintes (2); Gozar com os contribuintes; Para que serve a TAP?; E que tal privatizar a TAP?; A qualidade do serviço de atendimento ao cliente e a propaganda da TAP.

Coisas que me apoquentam numa manhã de Verão

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 11:39

Alertado pelas numerosas entrevistas televisivas com futuros ex-Governadores Civis dou-me conta que o fim destas repartições estatais e dos correspondentes cargos de representação do estado central pode levar ao caos.
Sem Governadores Civis como se aprovarão os concursos (sorteios promocionais)? Que será das muitas instituições, associações, agremiações várias que recebiam transferências das empresas, vindos das sobras não entregues desses concursos (vulgo reversões) de acordo com a escolha dos serviços dos G.C.?
Sim, era (também e quase só) para isto que serviam os governos civis.

Timings democráticos

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:36

Mário Machado. Papéis de familiares de Sócrates descansam na PGR

Na segunda-feira, Mário Machado e Rui Dias, ambos condenados no processo judicial de Loures, foram chamados a depor. Mas qual não foi o seu espanto quando perceberam que a magistrada do Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) mostrou aos inquiridos apenas uma dúzia de documentos retirados do Fórum Nacional. O militante nacionalista e Rui Dias, que se tinha apresentado como professor universitário e perito em finanças, pensaram que iriam testemunhar sobre os mais de 100 documentos que tinham sido entregues, e sobre o inquérito associado. Afinal era outro inquérito, que resultou da divulgação na internet de uma pequena parte dos papéis.

Três mil estagiários do Estado ficam desempregados para a semana

Três mil licenciados contratados pelo estado vão para o desemprego no final de Junho, avança o Correio da Manhã. Os estagiários ao abrigo do Programa de Estágios Profissionais na Administração Central vão ser despedidos sem direito a receber subsídios.

sistema com n variáveis

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 11:31

“Under the bailout plan supported by French and German leaders, Greek bondholders would buy new Greek debt when existing bonds mature. The challenge, however, is to entice investors to lend money to Greece at interest rates that are far lower than what the market is currently demanding. The banks, though, are responsible to their shareholders and could face lawsuits if participation in Greek aid isn’t seen as what is best for the bank, analysts say. “This is really a delicate issue,” says Thorsten Polleit, economist with Barclays Capital in Frankfurt. There is no “quick and easy solution,” he said (…) German banks have said they want guarantees from the Berlin government if they participate in the aid package and buy new Greek bonds. But the German government opposes this idea, as this would defeat the purpose of sharing some of the risk of the bailout with the banks, a person familiar with the negotiations said.”, na edição de hoje do WSJ.

Daniel Oliveira: a voz da extrema-esquerda experiente

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:29

Tal como Rui Tavares, Daniel Oliveira também anda desesperadamente à procura de colo (além do da Impresa, naturalmente): Cómico. Por João Miranda.

O mundo torna-se um lugar cómico quando o Daniel Oliveira critica o radicalismo, o vanguardismo e a inexperiência. Defende o Daniel que só pode ser ministro quem tiver experiência governativa. O Daniel devia ser mais cuidadoso na escolha dos critérios que lhe dão jeito. Estes critérios não são apropriados às aspirações do Bloco de Esquerda e do próprio Daniel Oliveira.

Leitura complementar: Há uma mosca na sopa do Bloco de Esquerda…; Quem é Daniel Oliveira?; Ironia da história.

O barco do amor

Não efectua paragem humanitária na Síria.

(…) The more immediate question is, why is the MV Saoirse and its assorted passengers heading for Gaza and not the Syrian coast? Surely, if anyone could use some solidarity right now, it is the Syrian opposition forces who are being murdered on a daily basis?  (…)
As the deputy director of the Red Cross in Gaza stated in April this year: “There is no humanitarian crisis in Gaza.” But there most certainly is a humanitarian crisis in Syria. The Gazan economy is clipping along and tonnes of consumer goods and food arrive daily. For sure, life is probably not very pleasant there by our standards but the oppression comes from the ruling Hamas regime, not Israel which pulled out every last settler and soldier years ago.
So how about it, Fintan Lane, Barry Andrews, Sinn Féin, and your far-left buddies? Why not divert a couple of hundred miles north to Latakia where President Assad is mowing down his own people because they dare to demand dignity and democracy? Surely, there is no contest in terms of suffering? (…)
Is it because, even if you are non-violent — unlike those on the Mavi Marmara last year — you might still get your heads cracked? Is it because you’re scared? Or do you just have a problem with a Jewish state in the Middle East?

Filed under: Ambiente,Cultura,Desporto,Economia,Energia,Justiça,Portugal,Saúde — ruicarmo @ 10:00

Os 132 milhões de danos morais.

ASAE

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 01:42

Apesar de ter entrado num registo mais tranquilo nos últimos tempos (demasiados disparates e muito tempo perdido nos tribunais?), a ASAE continua empenhada em transformar a hotelaria portuguesa num imenso mar de inox. Portugal é um dos poucos países da Europa que consegue manter alguns laços entre o receituário tradicional e aquilo que é servido nos restaurantes. Ou era. Parte da destruição é irreversível, mas ainda se vai a tempo de salvar alguma coisa. Por isso, agora que mudou o governo, é altura de dizer: senhor ministro, acabe com a ASAE antes que seja demasiado tarde. Acabe com a ASAE, já. E não venham com a habitual conversa de que ASAE apenas zela pelo cumprimento das leis. Quem já falou com um consultor de segurança alimentar* sabe que estes pides da hotelaria gostam de muito de interpretar as leis. Isto é proibido? Não, mas a ASAE pode chatear. Isto é obrigatório? Não, mas a ASAE pode chatear. Escudada na legislação (que é realmente patética e impraticável em certos aspectos), a ASAE foi para o terreno como uma fera histérica com vontade e ideias próprias. É altura de acabar com a farsa. Quanto aos meninos e meninas delicados que só podem comer castanhas num conezinho esterilizado (e com espaço para as cascas!, ui, que moderno) e só usam azeite de garrafas com doseador inviolável, habituem-se. Não é assim tão mau. E se não querem mesmo, fiquem em casa e deixem de massacrar a paciência dos outros.

*Um consultor de segurança alimentar é hoje, para os gerentes de restaurantes, uma opção obrigatória. A complexidade da legislação e as ameaças da ASAE não permitem escapar a mais uma despesa.

Junho 22, 2011

Falcões keynesianos, grifos liberais e papagaios jornalistas (2)

Filed under: Economia,Educação,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:56

O homem do saco II. Por Sérgio dos Santos.

O grande problema de Portugal é que qualquer pessoa minimamente competente e mais sensata do que a média dos seus pares nacionais nas respectivas áreas profissionais – representando, de alguma forma, o consenso internacional nas suas áreas de investigação – está condenada a ser vista como ultraliberal num país que não conhece outra coisa que não o socialismo.

Leitura complementar: Falcões keynesianos, grifos liberais e papagaios jornalistas.

O «5 Dias» deve estar em pulgas

Filed under: Blogosfera,Humor — Miguel Botelho Moniz @ 21:00

Estão 4 barcos de guerra ao largo do Terreiro do Paço.

bem apanhado!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 18:34

“Culturalmente falando (e não de um ponto de vista exclusivamente literário) designamos por vanguardismo todos os movimentos culturais, políticos e sociais do século XX de alto valor prosélito, providos de instituições e órgãos, cujo objectivo máximo seja, não a reforma das mentalidades (esta será sempre uma consequência posterior), mas a tomada política do aparelho de Estado. Designamos por modernismo todos os movimentos culturais portugueses, de baixo valor prosélito, de índice grupal, não raro sobrevivendo isolados, despercebidos ou repugnados pela mentalidade dominante, apenas providos de órgão informativo, cujo objectivo máximo consiste na expressão individual estética e ou na reforma das mentalidades por via da difusão de novos conhecimentos e novas atitudes culturais. De um ponto de vista de filosofia social (…) o vanguardismo tem sido a peste negra do pensamento português, arrastando-o para posições de impasse histórico (…) o modernismo tem sido o desesperante tronco existencial da cultura portuguesa, arrastando os seus autores para uma incompreensão social geral, a angústia e o isolamento, não raro a pobreza, e, até, nos casos de Antero de Quental e Manuel Laranjeira, o suicídio.” em “O Pensamento Português Contemporâneo 1890-2010 – O Labirinto da Razão e a Fome de Deus”, de Miguel Real (edição Imprensa Nacional – Casa da Moeda), páginas 14 e 15.

A «obsessão avaliativa» na educação

Filed under: Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:00

Uma intervenção oportuna de Joaquim Azevedo: Governo/Educação: Antigo secretário de Estado espera fim de «obsessão avaliativa»

O presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Joaquim Azevedo, defendeu hoje a necessidade de uma “nova política pública de educação”, apelando ao fim da “obsessão avaliativa”.

“A obsessão avaliativa só serve a tecnologia social e política que a sustenta (muito populista, aliás), não vai servir para nada em termos de melhoria do desempenho dos professores, dos alunos e das escolas. Será uma obsessão que passará como todas as outras paixões que já por cá passaram”, escreve o professor catedrático da UCP, em texto publicado na mais recente edição do semanário Agência ECCLESIA, esta terça-feira.

No dia da tomada de posse do XIX governo constitucional, de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Passos Coelho, Joaquim Azevedo declara que o país vive “uma situação de bloqueio, que a atual crise só vem agravar”.

“Estamos bloqueados: porque entendemos que a educação é uma questão técnica, que se resolve com bons gabinetes e com base na iluminação que invade a 5 de outubro, em cada mudança do governo”, lamenta.

gato escondido com rabo de fora

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:50

“Most analysts and many European officials agree the main reason Greece has fallen behind with its reform programme is a lack of political will. Mr. Papandreou’s government dutifully drafted framework laws in line with reform benchmarks set under the current bail-out programme but left gaps to be filled in by ministerial decrees. Months later, many such decrees are languishing in ministers’ in-trays, making the legislation unworkable. Following cuts last year in civil servants’ salaries, some ministers quietly handed out additional allowances to their staff without informing the finance ministry, says Miranda Xafa, a former Greek representative to the IMF. ‘Effectively the previous ministers sabotaged the programme, believing they could fool the troika’, she says. It helped that the establishment of a central payments agency for public sector workers, another troika requirement, has been delayed.”, na última edição do Financial Times Weekend (“Greece in turmoil, Run into the ground”, página 7).

À atenção do Ministro das Finanças, embora cá o problema não vá estar nos Ministérios. Em Portugal, o problema está nos Serviços e Fundos Autónomos, pelo que, to begin with, sugiro-lhe que apure o destino dos mais de 3 mil milhões de euros que aqui questionei

Responsabilidade

Filed under: Comentário,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 14:13

Para já, o PS dá mostras de responsabilidade e de não ceder a tentações demagógicas. É um bom sinal e é importante porque o país precisa de ter uma alternativa credível de governação na oposição: PS defende que “Portugal deve ser um caso positivo” na zona Euro

“Portugal deve constituir um caso positivo para que possa continuar o reforço de políticas que conduzam a estabilização da zona euro e que, por outro lado, através da execução do memorando Portugal possa acompanhar os objectivos da União Europeia no crescimento económico”, afirmou aos jornalistas Maria de Belém, ao lado de José Lello e de Vitalino Canas, ambos membros do secretariado nacional cessante do PS.

A reunião pautou-se por uma “coincidência de objectivos” entre socialistas e o Governo, acrescentou a líder parlamentar interina.

Rui Tavares à procura de colo

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

acções oportunistas que revelam mais do que 1000 declarações de princípio: Todos os caminhos vão dar a Roma. Por Manuel Castelo-Branco.

Há uma diferença clara entre Miguel Portas e Rui Tavares. O primeiro sai da comissão política, questionado o posicionamento e estratégia adoptadas pela liderança da qual fez parte. Propõe uma renovação, onde o próprio não se inclui. O segundo, amua com tricas caseiras mesquinhas e desliga-se do Bloco. Apropria-se dos votos que pertencem exclusivamente ao partido que o elegeu e procura um colo mais quente em outras paragens. Duas abordagens , duas formas distintas de actuar. Dois estilos: um coerente e outro oportunista.

Leitura complementar: Desvincula-se mas fica…; Há cada vez mais moscas barnabés na sopa do Bloco de Esquerda…; Aparentemente o Xico Louçã é leviano; Há uma mosca na sopa do Bloco de Esquerda…; Quem é Daniel Oliveira?; My name is Tavares, Rui Tavares. You are very white. Can I put you some cream?; Ironia da história.

Dúvidas linguísticas

Filed under: Brasil,Comentário,Cultura,Diversos,Portugal — João Luís Pinto @ 12:26

Um homem que usa a palavra “presidenta” é um “idioto”?

Pacheco Pereira vai continuar na oposição

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:47

Um índice a seguir com atenção: ÍNDICE DO SITUACIONISMO (130). Por José Pacheco Pereira.

Encerra-se aqui o índice do situacionismo da era Sócrates e inicia-se o da era Passos Coelho, em que, a julgar pelo que se vê, ouve e lê, não vão faltar exemplos. Voltar-se-á atrás sempre que for necessário para proveito e exemplo, até porque algumas das personagens são as mesmas.

Uma vitória para Ron Paul e um motivo de reflexão para a Europa

Filed under: Comentário,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 10:33

As ideias vão fazendo o seu caminho e o que ontem era um discurso irrealista, hoje está cada vez mais perto de ser posto em prática pela pressão política que foi sendo cumulativamente gerada nesse sentido: Obama vai anunciar plano para retirada do Afeganistão

A pressão para retirar e desinvestir tem crescido e vem mais ou menos de toda a parte. Segundo todas as sondagens, há cada vez menos americanos a considerarem que esta guerra “vale a pena ser travada”. O Congresso, por seu turno, pretende cortar substancialmente o pedido de 3,2 mil milhões de dólares que a Casa Branca fez para gastos no Afeganistão ao longo do próximo ano fiscal. Actualmente, esta guerra custa aos norte-americanos 10 mil milhões de dólares por mês.

Por outro lado, é bom que os países europeus comecem a fazer contas ao que (não) gastam em Defesa. É cada vez mais provável que nos próximos anos a generosidade dos EUA para garantir a defesa da Europa vá progressivamente diminuindo…

Louçã está fora do prazo…

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:20

Aumentam os sinais internos de contestação ao eterno líder bloquista: Miguel Portas “A renovação do Bloco tem de passar pela saída dos quatro fundadores”

Admite que a renovação passe pela saída do Louçã?

Defendo que a renovação tem de passar pela saída dos quatro fundadores. Dois deles, de alguma forma, já o fizeram: Fernando Rosas saiu de deputado, eu saí da comissão política, fico só na Mesa Nacional. Penso que inevitavelmente, com o tempo, chegará aos outros dois. Dito isto, isso não significa que o Bloco fique órfão. Pelo contrário, a única maneira de o BE evitar isso é ter a inteligência de fazer essa renovação no tempo certo.

Rui Faria, Vitor Pereira e o sexo

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 08:43

Vitor Pereira poderá ter sido a terceira escolha de Pinto da Costa. Podia ter sido a quarta ou a quinta.

Este ano pode ficar demonstrado que a qualidade da vida sexual de Pinto da Costa tem mais impacto nos resultados do FCP do que a qualidade do seu treinador de futebol.

Lá longe

Filed under: Ambiente,Internacional,Media,Política — ruicarmo @ 00:38

Failure in Bahrain and Syria: Khamenei and Ahmadinejad clash, por Huda Al Husseini.

O culto do querido líder

O verdadeiro, o made in Coreia do Norte.

Junho 21, 2011

Paradoxos da política Tuga

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 23:39

Esquerda inviabiliza a candidatura de Fernando Nobre a presidente da AG, um notável da esquerda à esquerda do PS.

PS exulta e apoia a candidatura de Assunção Esteves, uma grande admiradora do social liberalimo de Passos Coelho.

Uma derrota de Passos Coelho?

Gargalhadas!!!

Um bom início (2)

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:13

Assunção Esteves em vez de Fernando Nobre: Assunção Esteves eleita Presidente da Assembleia por maioria confortável.

Os “independentes” e a política em Portugal

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:00

dos independentes. Por Rui A.

No nosso caso, o limite da “independência” refere-se aos políticos que entram nas listas partidárias sem terem percorrido a via sacra das jotas e das distritais, e que têm curriculum profissional fora da política, o que lhes dá vida própria. Mas isso não significa independência política, nem tão pouco uma verdadeira independência face ao partido que os elegeu, mas somente a existência de uma vida pessoal e profissional que não carece da actividade política para existir e ser bem sucedida. Todavia, no momento em que aceitam exercer um cargo público para o qual foram convidados por um partido, certamente que o irão fazer ao encontro e não à revelia das expectativas de quem os convidou. Aí, a “independência” já não é mais do que um mero artefacto de marketing eleitoral.

azia

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 18:04

“A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, nos termos do artigo 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que recebeu do Senhor André Villas-Boas o montante previsto na cláusula de rescisão do seu Contrato de Trabalho Desportivo, pelo que a consumação da rescisão do seu vínculo laboral e desportivo com a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD apenas depende da formalização do respectivo instrumento de rescisão contratual. Mais informa a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD que celebrou, na presente data, com o novo treinador da sua equipa principal, o Professor Vitor Manuel de Oliveira Lopes Pereira, um contrato de trabalho desportivo, válido por duas épocas e com início de funções imediato.”, na edição online do Público. Nota: destaques meus.

Quem tem medo do mercado livre?

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Portugal — André Abrantes Amaral @ 16:40

A leitura deste ‘post’ do Afonso Azevedo Neves, alerta-nos para a necessidade de estarmos atentos às inúmeras rasteiras que várias entidades poderão colocar no caminho da aplicação das medidas impostas pela ‘troika’. O segredo para dinamizarmos a nossa economia está na liberalização dos mercados. De acordo com a ‘troika’, um dos mercados mais fechados e que, por isso mesmo, atrofia a economia portuguesa, é o das telecomunicações. Ao que parece, e pelo que leio do texto do Afonso, a ANACOM, na sua proposta de leilão das radiofrequências, escapa-se a este compromisso, limitando os operadores a três. Ora, para quem conhece o nosso pequeno mercado, já sabe quem serão os três vencedores. Qual é a mensagem que isto manda para o estrangeiro? A de um país aberto ao exterior? De um mercado liberalizado que trata por igual todos os investidores, independentemente da sua dimensão? Parece-me que não. Ao ler o texto no Albergue fico com a impressão que, apenas com cuidado e muita atenção, liberalizamos os mercados e perdermos o medo de ter uma economia fundada na vontade dos consumidores.

Sem cláusula de rescisão

Filed under: Comentário,Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:37

Confirmada a (prematura) saída como uma segunda escolha de luxo para o Chelsea, resta encontrar um substituto. Tal como depois de Mourinho outros treinadores triunfaram no FC Porto, depois de Villas-Boas acontecerá o mesmo.

O FC Porto é maior do que os sonhos de qualquer indivíduo e incomparavelmente maior do que qualquer cláusula de rescisão.

Porreiro, pá

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:10

Tribunal de Contas detecta quase 3 mil milhões de despesa pública irregular

A despesa pública irregular detectada pelo Tribunal de Contas disparou 184% em 2010 face ao ano anterior. A entidade presidida por Guilherme d”Oliveira Martins detectou, no âmbito do controlo sucessivo, gastos irregulares superiores a 2845,5 milhões de euros. Este montante é quase o triplo dos 1003,5 milhões identificados em 2009.

O Euro e a possibilidade de default

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Teoria,União Europeia — André Azevedo Alves @ 16:00

End the BCE, long live BdP? Resposta a “O medo de sair do Euro”. Por Carlos Novais.

Por último, a possibilidade de default em euros pelos Estados (ou falência de bancos) é na verdade uma virtualidade do actual sistema. Isso obriga a ajustamentos dos salários, da despesa pública e todos os mecanismos de reforma. O Euro não falha porque torna isso necessário. Infelizmente poderá falhar porque o regime político precisamente pode não conseguir assumir exactamente essa virtualidade. Ou seja, devemos ver as coisas ao contrário, o Euro corre menos mal, para um monetário ortodoxo como eu, enquanto a visão de possibilidade de falência obrigar aos ajustamentos na economia real (e obrigar a reformas estruturais que nunca seriam de outra forma aceites, etc.) e dos défices públicos. Passa a ser igual a qualquer outro, como o dólar, quando o BCE funcionar como o FED e tivermos uma Europa federal: a minha previsão é que os federalistas declarados ou no armário, vão tentar convencer os próprios alemães que ou vamos para a reconversão das dívidas nacionais em Eurobonds e um Orçamento Federal ou é o caos (tentando evitar os ajustamentos necessários mais dolorosos).

juros plafonados

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 15:49

“O Banco de Portugal (BdP) vai monitorizar os juros praticados nos depósitos, de forma a prevenir situações que ponham em causa a solidez dos bancos, apurou o Diário Económico. A entidade liderada por Carlos Costa enviou aos bancos nacionais uma circular em que estabelece a obrigatoriedade de comunicar, já a partir deste mês, a existência dos depósitos a prazo com juros superiores em três pontos percentuais à taxa Euribor aplicável ao período de cada aplicação”, na edição de hoje do Diário Económico (página 32).

A medida é apresentada pelo jornal como tendo em vista “monitorizar estes produtos financeiros, de forma a evitar que os bancos se excedam com ofertas demasiado agressivas que ponham em causa a sua solidez”. Ora, dado que, à fixação de hoje, as taxas Euribor a 3, 6 e 12 meses se encontram a 1,52%, 1,77% e 2,146% significa isto que a orientação do BdP limitará as ofertas bancárias nos depósitos a prazo naqueles prazos a 4,52%, 4,77% e 5,146%, respectivamente.

Bem, enquanto defensor da liberdade contratual, confesso que não sou um grande fã desta orientação do BdP. Mas, obviamente, o regulador é detentor de mais informação do que eu, por isso, lá terá as suas razões. Infelizmente, concordando-se ou não com a medida, o travão administrativo que o banco central se prepara para impor é reflexo de duas coisas: a) que há bancos cuja necessidade urgente de liquidez os está a levar para caminhos teoricamente perigosos e; b) que, genericamente, os “animal spirits” dos aforradores portugueses ainda não os leva a questionar a solidez institucional de um banco que oferece juros claramente acima da média.

Na literatura financeira, há um livro que, pessoalmente, gosto muito de citar: chama-se “Millennium Book II: 101 Years of Financial Returns” (edição ABN Amro / London Business School, 2001). Neste manual teórico-prático, tomam-se os juros dos títulos do Tesouro a curto prazo (no nosso caso, os Bilhetes do Tesouro) como a referência para o que é esperar nos juros dos depósitos a prazo disponíveis no mercado. A lógica é simples: quando o Estado emite Bilhetes do Tesouro, em mercado primário, quem os compra são os chamados especialistas de dívida, em geral bancos, que depois, em mercado secundário, os revendem entre si, directamente, e ou aos seus clientes, indirectamente, deduzidos de um “spread”.

Por exemplo, assuma que o seu banco acorreu ao último leilão de Bilhetes do Tesouro português a seis meses, realizado na semana passada (15/06), tendo adquirido títulos emitidos pelo Estado com um juro equivalente ao juro médio ponderado daquela emissão (4,954%). Neste contexto, é de esperar que o seu gestor de conta lhe ofereça uma aplicação sujeita ao mesmo juro (4,954%) deduzido de um “spread”, que representa o ganho do banco, para aquele mesmo prazo (seis meses). Pelo contrário, se o seu banco, naquelas circunstâncias, lhe oferecer uma taxa de 6,0%, será de desconfiar. Das duas uma: a) revelará dificuldades de financiamento da entidade bancária ou; b) consubstanciará a subscrição de uma outra coisa qualquer que não um simples DP.

Discurso de tomada de posse de Passos Coelho

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:04

Disponível na íntegra aqui.

Um bom início

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:03

Uma medida corajosa e que vai no bom sentido: Passos Coelho já não nomeia novos governadores civis

É o primeiro sinal do “exemplo de rigor e de contenção” do Estado: o Governo hoje empossado já não irá nomear novos governadores civis. A medida foi anunciada hoje no discurso de posse do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Desvincula-se mas fica…

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 14:02

Um desfecho que não surpreende tendo em conta a natureza do Bloco de Esquerda e o perfil de Rui Tavares: Rui Tavares desvincula-se do BE no Parlamento Europeu

Rui Tavares, eurodeputado eleito pelas listas do Bloco de Esquerda (BE), anunciou hoje que se desvincula do grupo parlamentar do partido, mas mantém as suas funções como deputado independente no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Leitura complementar: Há cada vez mais moscas barnabés na sopa do Bloco de Esquerda…; Aparentemente o Xico Louçã é leviano; Há uma mosca na sopa do Bloco de Esquerda…; Quem é Daniel Oliveira?; My name is Tavares, Rui Tavares. You are very white. Can I put you some cream?; Ironia da história.

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