O Insurgente

Junho 30, 2011

Começamos mal

Filed under: Diversos — Maria João Marques @ 15:54
 
Quando teremos, finalmente, um governo que entenda que endireitar as contas públicas não se faz pelo lado da receita???? Lamento, mas para além dos aumentos de impostos exigidos pela troika, nenhum aumento de imposto adicional deve existir. O PSD já sabia que Sócrates e Teixeira dos Santos têm uma grande elasticidade no conceito de verdade, pelo que já não pega o argumento – usado e estafado por Durão Barroso e por Sócrates – ‘afinal as contas estavam piores do que nós pensávamos’.

Por estas e por outras é que o CDS devia ter ficado de fora do governo, para não dar cobertura a estas formas estranhas de consolidação orçamental.

14 Comentários »

  1. Choque liberal à portuguesa… Estes liberais lusos

    Comentário por Rui De Brito Mendes — Junho 30, 2011 @ 15:58

  2. Discordo. Ao contrário do Durão e do Sócrates, o PPC vai encontrar muitos esqueletos no armário e uma montanha de lixo escondida debaixo do tapete. Ainda por cima, os agentes de mercado não vão ter contemplações para incumprimento do défice previsto (não podemos ficar no fio da navalha como a Grécia). É muito importante desde já assegurar este comprometimento enquanto se procura o lixo debaixo do tapete. Até porque este imposto será em termos de valor apenas a ponta do iceberg. O grosso do trabalho terá de ser feito do lado da despesa. E acredito que irá ocorrer.

    Comentário por MCB — Junho 30, 2011 @ 16:07

  3. Este governo começa muito mal, mantem o Estado central despesista e aumenta os impostos

    Comentário por Paulo Pereira — Junho 30, 2011 @ 16:45

  4. Últimas
    Imposto especial só corrige 40% do desvio orçamental
    Medida rende 800 milhões mas desvio ronda os 2 mil milhões. O resto é para cortar na despesa pública.
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/defice-execucao-orcamental-receita-imposto-contribuicao-especial-agencia-financeira/1263735-4058.html

    Como podem ver, na despesa vai-se buscar 1,2Mil milhões… só para corrigir o desvio do défice.

    Comentário por MCB — Junho 30, 2011 @ 17:10

  5. [...] que ele aparentemente não consegue cortar do lado da despesa como prometeu. Discordando do Bruno e concordando com a Maria João o que é senão tratar os portugueses como parvos esta história de “ai isto está muito pior [...]

    Pingback por Sabe a pouco (2) « O Insurgente — Junho 30, 2011 @ 20:43

  6. Um completo desastre, 10 anos depois não aprendeu coisa nenhuma. Mais um apertar da corda para o estrangulamento de quem produz e cria.

    Comentário por lucklucky — Junho 30, 2011 @ 20:54

  7. Fernando Nobre , Bairrão , RTP , Subsidio de Natal , !!! …

    Volta , SOCRATES que já estás PERDOADO …

    Comentário por OVO DE COLOMBO — Junho 30, 2011 @ 21:31

  8. [...] O aumento da carga fiscal não criou um emprego que fosse. É tempo para recordar que este governo devia servir para mudar de rumo , não fugir às responsabilidades, e reduzir a despesa pública, a despesa corrente. Face à realidade em que se encontra o país, não tratar as pessoas por parvas é apenas insuficiente. [...]

    Pingback por Começamos mal II « O Insurgente — Junho 30, 2011 @ 22:21

  9. Isto só lá ia com exemplos fortes:
    1 -Suspensão imediata de todas as reformas antecipadas dos politicos até que os mesmos atinjam a idade normal da reforma e aí nessa altura beneficiariam de uma reforma proporcional ao tempo de serviço como as outras pessoas;
    2 – Corte de 50% dos orçamentos da PR e da AR. Quando isso vier a acontecer há menos acessores, menos passeios e menos deputados de certeza.
    3 – Fusão de todas as policias. Menos custos em instalações e chefias e melhor organização e mais presença por todo o país.
    4 – Redução imediata de tantas empresas, fundações, autoridades, entidades etc., como prometeram e como já fizeram aos Governadores Civis.
    5 – Venda de 50% do parque automóvel do Estado, especialmente os carros de luxo.
    Depois disto vejam lá quanto se poupa.

    Comentário por Eurocético — Junho 30, 2011 @ 22:29

  10. [...] Depois de um dia em que só a lembrança de senhora minha Mãe me impediu de dizer uns valentes palavrões, vou afogar as mágoas na Vogue de Julho, que chegou hoje à caixa do correio. Uma revista de um inacessível que se torna (se possível) ainda mais inacessível. [...]

    Pingback por ‘só’ (‘só’?!!!!) « Farmácia Central — Julho 1, 2011 @ 00:26

  11. Era disto que estava à espera do primeiro ministro e que o eurocéptico diz e bem :

    1 -Suspensão imediata de todas as reformas antecipadas dos politicos até que os mesmos atinjam a idade normal da reforma e aí nessa altura beneficiariam de uma reforma proporcional ao tempo de serviço como as outras pessoas;
    2 – Corte de 50% dos orçamentos da PR e da AR. Quando isso vier a acontecer há menos acessores, menos passeios e menos deputados de certeza.
    3 – Fusão de todas as policias. Menos custos em instalações e chefias e melhor organização e mais presença por todo o país.
    4 – Redução imediata de tantas empresas, fundações, autoridades, entidades etc., como prometeram e como já fizeram aos Governadores Civis.
    5 – Venda de 50% do parque automóvel do Estado, especialmente os carros de luxo.

    Comentário por Paulo Pereira — Julho 1, 2011 @ 01:36

  12. Quem começou mal foi precisamente o CDS (partido no qual votei):

    CDS/PP está contra privatização da RTP

    Só aqui (e no fim da interferência do Estado na comunicação social) popuava-se 240 milhões. Cerca de 30% do que vai arrecadar com este IRS extraordinário (em todos os sentidos)

    Comentário por Pinto — Julho 1, 2011 @ 07:42

  13. Um imposto extraordinário de 95% sobre os catorze meses de ordenado, a ser aplicado apenas durante um ano, não resolvia as contas do défice? Então porque não se faz?! Falta coragem politica, é?

    Comentário por Kruzes Kanhoto — Julho 1, 2011 @ 08:45

  14. ‘Um imposto extraordinário de 95% sobre os catorze meses de ordenado, a ser aplicado apenas durante um ano’
    Não lhes dê ideias, KK.

    Comentário por Maria João Marques — Julho 1, 2011 @ 23:17


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