Um aumento de impostos feito pelo PS é socialismo puro e duro; um aumento de impostos feito pelo PSD é liberalismo do mais puro e cristalino.
Um aumento de impostos pelo PS aumenta o peso do Estado na economia; um aumento de impostos pelo PSD é o bom caminho para o emagrecimento do estado, tal como prometido em campanha.
Um aumento de impostos por um governo socialista é recessivo; um aumento de impostos proposto pelo PSD é a medida acertada, responsável e mesmo, mesmo o que um país estagnado há dez anos (por acaso sintoma da incontinência despesista de governos sucessivos, paga recorrendo sempre a aumentos de receita) necessita.
Um aumento de impostos socialista retira liberdade aos indivíduos; um aumento de impostos social-democrata é, no fundo, uma libertação das famílias e empresas, afinal toda a gente sabe que o PPC é favorável ao cheque-ensino, que de resto será muito necessário quando nem as famílias de classe média-alta, de tão taxadas, conseguirem pôr os filhos no colégio sem apoio estatal.
Como diziam os gauleses, só falta mesmo o céu cair-nos em cima da cabeça.
(O link acima está, aparentemente, maluco; para quem não o conseguir abrir, ia dar ao post abaixo do CGP ‘É difícil ser liberal em Portugal’.)
Não farei parte desse albergue nem dessa armada.
Comentário por Eduardo F. — Junho 30, 2011 @ 23:24
Estou perfeitamente de acordo.
Maria, parece-me que o link dentro post não está a funcionar (ou então foi apagado).
Comentário por Filipe Faria — Junho 30, 2011 @ 23:25
Touché. E lá vai dizendo o CAA que é difícil ser liberal em Portugal…
Comentário por Samuel De Paiva Pires — Junho 30, 2011 @ 23:47
Peço desculpa pelo comentário duplicado. Se puderem apagar um, agradeço.
Comentário por Samuel de Paiva Pires — Junho 30, 2011 @ 23:49
São habilidosas as referências repetidas apenas ao PSD e à “social-democracia”.
Esquece-se a autora deste post que o Governo é de coligação e que lá está também o CDS. Por muito que lhe custe.
Para os puristas em geral, uma lembrança: podem sempre passar-se para aquela coisa que foi fundada pelo Manuel Monteiro.
Comentário por Tiago Geraldo — Julho 1, 2011 @ 01:59
O Estado portugues precisa que lhe emprestem dinheiro a curto prazo para não entrar em colapso financeiro.
Foi feito um acordo com quem lhe empresta esse dinheiro que obriga a um déficit orçamental em 2011 que não seja superior a 5,9%.
A execução orçamental no primeiro trimestre de 2011 revela um déficit que ja é superior, de 7,7%.
O programa do novo governo preve uma série de medidas tendentes a restruturar e a diminuir o peso do Estado (corte em despesas, privatizações, etc) nos proximos anos.
No entanto estas medidas, por serem de dificil e mais lenta execução, podem não ser suficientes para corrigir em poucos meses o actual andamento das contas publicas.
Esta em causa o cumprimento do programa acordado com a troika. Esta em jogo recuperar a confiança dos mercados financeiros.
Poder-se-ia fazer mais no imediato em termos de corte nas despesas publicas ? Talvez. O mais evidente e eficaz a curto prazo seria despedir de imediato milhares e milhares de funcionarios. Um verdadeiro tratamento de choque. Mas a execução precipitada de um programa destes seria complicada e poderia ter consequencias graves em termos sociais que poderiam por em causa as proprias condições de estabilidade e governabilidade do pais. Um verdadeiro tiro no pé.
Por isso faz sentido adoptar medidas urgentes do lado das receitas publicas que garantam sem incertezas o cumprimento do objectivo de déficit acordado para o final do ano.
Neste plano as opções não são muitas. A que foi adoptada, de um imposto excepcional correspondente a 50% do subsidio de Natal acima do salario minimo, tem a vantagem de incidir sobre um numero muito abrangente de portugueses e de penalizar menos os que teem rendimentos mais baixos. O que esta previsto é que este tipo de imposto seja excepcional e não seja renovado. Por esta via não se agrava a prazo a estrutura da carga fiscal.
Não é novidade para ninguém que a saida do pais da situação de crise em que se encontra actualmente não se faz sem sacrificios do conjunto da população portuguesa. Não ha realisticamente outra maneira. Não ha maneira de resolver a situação fazendo pagar apenas os ricos, os bancos, os grandes grupos economicos. Não ha maneira procurando restruturar a divida. Não ha maneira cortando apenas nas despesas publicas (de resto, o corte nas despesas também implicara no imediato sacrificios para sectores importantes da população que benificiam de serviços e transferencias do Estado).
Comentário por Fernando S — Julho 1, 2011 @ 09:03
Mas afinal,aonde está a diferença?Tudo igual só que com outro nome.O resultado o mesmo.De um lado ou de outro vai dar tudo ao mesmo.Aumento de impostos.Os politicos estragam.O povo paga.Culpados?não há.
Comentário por o fantasma — Julho 1, 2011 @ 09:21
E se de um momento para o outro a palavra valesse tanto como uma promessa. Andámos ao colo com as mãos que teimam agora em tirar o pão da mesa, com a mesma facilidade com que lá colocam a conta de um jantar que não comemos…
http://lmmgarcia.wordpress.com/2011/07/01/etica/
Comentário por Luis Garcia — Julho 1, 2011 @ 09:42
Parece-me errado os liberais estarem agora a confrontar o actual governo no plano das medidas de urgencia necessarias para cumprir o acordo com a troika e recuperar a credibilidade externa. Trata-se de um “sale boulot” que alguém tem de fazer. Não fazer teria consequencias muito mais graves.
Mais importante em termos de uma qualquer agenda liberal é aquilo que o governo vai fazer no plano das reformas estruturais no sentido de reduzir o peso e o papel do Estado na economia e de liberalizar os diferentes mercados.
Comentário por Fernando S — Julho 1, 2011 @ 10:20
Fernando S, está a fazer o seu trabalho de cobertura dos blogues. Espero que não o faça pago por dinheiros dos contribuintes.
Comentário por Maria João Marques — Julho 1, 2011 @ 10:26
Maria João Marques : “Fernando S, está a fazer o seu trabalho de cobertura dos blogues. Espero que não o faça pago por dinheiros dos contribuintes.”
.
E isto é a unica coisa que se lhe oferece dizer ?!…
Escrevi meia duzia de comentarios no Blasfémias e aqui no Insurgente (e apenas nestes, que visito e onde comento algumas vezes, muito irregularmente e esporadicamente, mas desde há muitissimo tempo, muito antes de a Maria João andar por aqui a postar).
É um comportamento suspeito, um crime de lesa majestade ?!…
Quanto ao ser “pago por dinheiros dos contribuintes”, pode ficar tranquila : trabalho apenas no privado, na produção de “bens tangiveis”,… e por sinal até vivo no estrangeiro, muito longe dos gabinetes partidarios e ministeriais portugueses.
Há com cada uma !!!
No retorno não lhe pergunto sequer por quem é paga e quais são as suas razões e motivações para escrever o que escreve aqui … porque considero que isso não tem qualquer relevancia … interessam-me apenas as ideias e o debate das mesmas.
Comentário por Fernando S — Julho 1, 2011 @ 11:05
«pode ficar tranquila : trabalho apenas no privado» Óptimo, é isso que interessa. E pode perguntar de volta, não há problema e pode mesmo ter relevância: quem me paga sou eu própria e a minha motivação é querer continuar a ter dinheiro para gastar como eu bem entendo em vez de estar sempre a transferir parte desse dinheiro para o estado em porções cada vez maiores.
Comentário por Maria João Marques — Julho 1, 2011 @ 11:34
Ah, e quanto aos comentários que fez, de facto não tenho nada a dizer, a não ser mesmo que tal falta de crítica parece mesmo abrantina.
Comentário por Maria João Marques — Julho 1, 2011 @ 11:35
“Ah, e quanto aos comentários que fez, de facto não tenho nada a dizer,…”
Seja !…
“… a não ser mesmo que tal falta de crítica …”
“Falta de critica” é não concordar consigo ?!…
“…parece mesmo abrantina.”
Já agora !!…
Comentário por Fernando S — Julho 1, 2011 @ 12:33
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