Medicina na Universidade de Aveiro: vagas e candidaturas

O Mestrado Integrado em Medicina da Universidade de Aveiro, ministrado em colaboração com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, atraiu 1636 candidatos para as 40 vagas disponíveis.

Dá que pensar…

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24 thoughts on “Medicina na Universidade de Aveiro: vagas e candidaturas

  1. E atenção, que no comentário anterior me refiro à Medicina e não à Universidade de Aveiro.

  2. Impressionante, de facto. Mas basta ver as notas de entrada em Medicina para perceber o absurdo que todo este processo é.

  3. Caro LA-C,

    Mas absurdo porquê? Tem de se seriar os candidatos de alguma forma e a nota de entrada acaba por ser uma forma como outra qualquer.

    Caro AAA,

    Claro que tem imensa procura. Existe uma garantia (implícita) que se tem emprego garantido com um bom rendimento e estatuto social. Mas, sinceramente, não vejo que mal venha ao mundo disso.

  4. Carlos Duarte,
    É absurdo tamanho desperdício. Notas de entrada tão altas mostram que há centenas (senão milhares) de miúdos e miúdas que estão perfeitamente qualificadas para frequentarem cursos de medicina, que o desejam ardentemente, e não o podem fazer.

  5. O processo em si não é absurdo no concurso nacional de acesso. Se for considerado absurdo para medicina, tem de ser considerado absurdo para todos os outros cursos superiores. As médias de entrada em medicina continuam altas apesar do aumento do número de vagas, o que é fácil de perceber porque há mais alunos com notas entre o 17.5 e o 18.5 do que daí para cima, logo um aumento significativo de vagas não se traduz necessariamente numa diminuição muito visível das médias. As faculdades de medicina não exigem essas médias altas, mas também não têm capacidade financeira e humana para fazerem uma seriação diferente. Se um concurso para licenciados tem este número de candidatos para tão poucas vagas, imaginem como seria o do concurso “normal”. O curso tornou-se demasiado popular por variadíssimas razões e o critério de seriação é a média tal como é em (quase) todos os outros cursos.

    O que dá que pensar no caso desta notícia é que o curso na Universidade de Aveiro é para licenciados (juntando-se ainda o curso da Universidade do Algarve e um número equivalente a 15% das vagas do concurso geral de acesso em cada uma das outras faculdades – a Faculdade de Medicina da Universidade de LIsboa tem mais vagas para licenciados do que este novo curso em Aveiro por exemplo). Só revela como todo o sistema do ensino superior e o mercado de trabalho estão de alguma forma enviesados. O que leva jovens com licenciaturas (muitas vezes até com mestrados e doutoramentos) a preferirem começar praticamente do zero e investir numa carreira que demora 10 anos a atingir do que continuar nas áreas onde já investiram tanto e onde deveriam ter a possibilidade de ser bem sucedidos? Estamos, literalmente, a perder investigadores de ciência básica e outros profissionais para serem clínicos, quando alguns até só vão ser especialistas quando estiverem muito perto dos 40 anos, o que também dificulta a sua progressão dentro da própria carreira médica. Andamos a desbaratar capital humano, sabe-se lá porquê.

    Algo que pode vir a ser trágico para estas pessoas é que a formação médica pós-graduada (especialidade) tem vindo a ser comprometida com o aumento das vagas do curso e não há qualquer garantia que daqui a uns anos haja vagas para todos aqueles que terminam o curso. Sem os dois primeiros anos não se pode exercer medicina de forma autónoma, ou seja, não se pode exercer medicina fora do âmbito do Internato Médico quando se termina o curso. Mesmo que haja vagas para todos estas podem não ter as condições actuais (em termos de qualidade da formação, possibilidade de estágios opcionais, remuneração, etc). Pensam que vão conseguir resolver a sua vida entrando para este curso e acabam a ter de emigrar como os licenciados de todos os outros cursos. Não tenho dados objectivos (nem sei se existe), mas até diria que a emigração médica tem-se tornado cada vez mais óbvia nos últmos anos entre os médicos mais jovens.

  6. “Andamos a desbaratar capital humano, sabe-se lá porquê.”

    Aristocracia.
    Não há mercado. Logo os preços não baixam .
    Logo as pessoas continuam todas a ir para as mesmas profissões.
    Vão ser surpreendidas.

  7. Caro S,

    Completamente de acordo.

    Caro LA-C,

    Por mais qualificados/as que esses miúdos e miúdas sejam, não existe capacidade de resposta. E não, não se pode abrir cursos de medicina em todo o lado em que existam hospitais: são necessários hospitais centrais, com um número suficiente de doentes e especialidades para formar novos médicos (o que, aliás, ainda é um dos pontos contenciosos do curso de medicina na UBI, que obriga os seus formandos a “passear” o país…).

  8. Caro S,

    Completamente de acordo. Acrescentava somente que, se calhar, não seria pior partir para um sistema em que o curso de medicina se seguia a um curso numa outra área científica associada (biologia, microbiologia, biomedicina, biomatemática, enfermagem, etc), como aliás é normal nos EUA. Provavelmente ter-se-iam melhores médicos, menos “afunilados” nas suas áreas de conhecimento.

    Caro LA-C,

    Por mais qualificados/as que esses miúdos e miúdas sejam, não existe capacidade de resposta. E não, não se pode abrir cursos de medicina em todo o lado em que existam hospitais: são necessários hospitais centrais, com um número suficiente de doentes e especialidades para formar novos médicos (o que, aliás, ainda é um dos pontos contenciosos do curso de medicina na UBI, que obriga os seus formandos a “passear” o país…).

  9. ” Estamos, literalmente, a perder investigadores de ciência básica e outros profissionais para serem clínicos, quando alguns até só vão ser especialistas quando estiverem muito perto dos 40 anos, o que também dificulta a sua progressão dentro da própria carreira médica. Andamos a desbaratar capital humano, sabe-se lá porquê.”
    ´
    Está a dizer que as pessoas deviam ser obrigadas a seguir carreiras que não desejam?

    “não há qualquer garantia que daqui a uns anos haja vagas para todos aqueles que terminam o curso”

    E então? O problema +e deles.

  10. “Por mais qualificados/as que esses miúdos e miúdas sejam, não existe capacidade de resposta. ”

    Treta, Não existe vontade de resposta, que +e algo radicalmente diferente.

  11. Caro Miguel, muitas vezes não é uma questão de serem carreiras que não desejam, mas sim carreiras que não lhes oferecem hipóteses de progressão justas e interessantes. Esta obsessão pela medicina não faz sentido e torna-se até ridícula. Quer convencer-me que se houvesse um curso para licenciados de Ciências Farmacêuticas ou outro curso qualquer, mesmo com boas hipóteses de emprego e de remuneração, haveria igual número de candidatos para aquele número de vagas? Acha realmente que aqueles 1636 candidatos querem todos medicina porque acham a prática clínica muito interessante e detestam aquilo que fazem? A maior parte deles (excluo aqui os que já exercem profissões da área como enfermagem, técnicos de radiologia, fisioterapeutas, etc.) faz tanta ideia do que é a prática clínica como o jovem de 17 ou 18 anos acabadinho de sair do secundário. Vêem na medicina uma forma interessante de trabalhar e que lhes garante emprego com regalias neste momento. Quantos alunos de doutoramento e pós-docs andam desiludidos, não por causa do trabalho que fazem (que acham interessantíssimo), mas sim pela falta de condições das bolsas e da incerteza quase constante em relação ao futuro. E, sinceramente, não vejo o mesmo nível de interesse por parte da sociedade em relação a todas as outras pessoas que também acabam por seguir carreiras de que alegadamente não gostam.

    Claro que o problema é deles, mas andaram a gastar recursos – os deles e os do Estado – durante quase 15 anos (imaginando que fizeram ainda as licenciaturas de 5 anos e até tiraram um mestrado ou doutoramento – com tantos candidatos para tão poucas vagas a maioria terá certamente currículos invejáveis nas suas áreas) e o retorno é próximo de zero. Será trágico para eles, porque andaram a investir ainda mais 4 anos das suas vidas a tirar um curso (não dá para trabalhar a tempo inteiro no curso de medicina, muito menos um de 4 anos), a atrasar outros planos de vida, para depois ficarem na mesma ou piores. Será também um bocado aborrecido para os alunos das outras faculdades de medicina que acabam por receber praticamente o mesmo número de licenciados e cujos orçamentos são cada vez menores, diminuindo perigosamente as condições de ensino. A maior parte das faculdades de medicina em Portugal foi projectada para muitos menos alunos do que aqueles que recebe no momento, mas para criar novos cursos (Algarve e Aveiro), com o investimento inicial que isso implica, há sempre dinheiro… É trágico também para a sociedade, porque esta obsessão pela medicina (pelo dinheiro, pelas condições e pelo status), combinada com a falta de condições de progressão em muitas áreas, afasta alguns dos melhores de posições onde poderiam atingir resultados extraordinários.

    Caro Carlos Duarte, apesar de em teoria concordar com essa possibilidade da licenciatura+medicina, a verdade é que esse sistema nos EUA leva a um aumento considerável dos custos e, mesmo em Portugal, o ano extra (seriam 7 anos em vez de 6) tornaria a vida mais complicada a muita gente. Traria ainda repercussões a nível de empréstimos para tirar o curso, que são cada vez mais frequentes por cá, e mais tarde na escolha da especialidade, tal como nos EUA. Para além disso, o tipo de medicina que se exerce em Portugal não é propriamente igual à dos EUA e os horários na formação pós-graduada são bastante diferentes: na Europa supostamente não se pode ultrapassar as 48 horas por semana nos internatos, enquanto nos EUA o limite é 80. É óbvio que estes limites são ultrapassados, mas demonstra a diferença no tipo de trabalho. Por isso tenho as minhas dúvidas em relação à existência de apenas 2 anos clínicos em vez de 3, por exemplo. Não é algo que se consiga mudar a curto ou médio prazo. Logo à partida, implica reestruturar toda a forma de funcionamento dos hospitais e centros de saúde. Os cursos de 6 anos também acabam por permitir a existência de mais tempo livre para outros interesses, logo não leva necessariamente a médicos mais “afunilados”. Durante o curso, por exemplo, tive sempre colegas com os mais variados interesses e muitos deles investiam neles ao mais alto nível.

  12. http://economico.sapo.pt/noticias/ocde-diz-que-nao-ha-falta-de-medicos-no-pais_106434.html
    Infelizmente anda portugal inteiro iludido com o curso de medicina, não compreendo porquê… actualmente não existem vagas, não existe quadro, não existe carreira, cada vez somos mais a trabalhar a recibos verdes onde houver uma horas para fazer (urgências).
    Infelizmente o o SNS levou a um distribuição territorial errada de clínicos e a OM com o Min Saúde a uma distribuição errada de especialidades, como sempre a organização vertical de um sistema leva sempre a erros graves com perdas para todos.
    Péssimo curso… o de Medina e o de Aveiro em particular… (e posso criticar-lo, sou médico e entrei numa altura que em só entravam 450 em Medicina em Portugal hoje são 5x mais)

  13. Caro LA-C, não não existe capacidade de resposta. Quando há faculdades de medicina em Portugal que quase já não conseguem assegurar ensino clínico, com um mínimo de qualidade, dentro da região em que se inserem (às vezes até fora dela), é sinal que a capacidade já foi ultrapassada. Para além do exemplo da UBI, há muitos sítios que implicam andar a pular de um sítio para o outro para se conseguir condições de jeito, com gastos extra para o aluno. Também não há massa crítica suficiente (médicos com capacidade e gosto para ensinar os mais novos) para tal, nem hospitais com capacidade suficiente para serem “universitários” (falta-lhes especialidades ou número suficiente de médicos e de doentes). Em cima disto tudo, temos um país praticamente falido que não se pode dar ao luxo de investir milhões de euros a criar as condições físicas para criar novas faculdades e dotar as que já existem das condições necessárias, quando se prevê que os actuais numerus clausus sejam mais do que suficientes para assegurar as necessidades de médicos futuras. Para existir outro método de seriação dos alunos e sem falar dos custos que isso implicaria para cada faculdade, teriam de estar preparados para toda a falta de transparência que existiria (estamos em Portugal, não se esqueçam).

  14. fico à espera da noticia do dia em que os 1500 com vocaçao é que ficaram de fora e, os 40 que nao a tinha, entraram no curso

  15. Caro S,

    A minha “sugestão” não tinha por fim denegrir de maneira nenhuma a actual formação, que tenho por muito boa (em geral), mas antes permitir formas alternativas de selecionar candidatos ao curso e evitar a situação actual que é por vezes injusta (qual é a diferença entre um 18,5 e um 18,4 ?), ao exigir outras competências.

    Caro AAA/LA-C,

    Como foi dito aqui pelo S, não existe capacidade a nível hospitalar para acolher mais cursos de medicina. Apenas temos meia dúzia de hospitais no país com capacidade (e NÃO incluo nesses Faro, Aveiro ou a Covilhã/Viseu!!!) para serem verdadeiros hospitais universitários. Para abrir mais cursos seria necessária uma reestruturação da rede hospitalar (formando verdadeiros mega-hospitais distritais e fechando hospitais locais) que não me parece nem exequível nem desejável do ponto de vista dos utentes. Basta ver o que aconteceu quando se decidiu (e bem, na maioria dos casos) fechar serviços de obstetrícia…

  16. Caro Carlos Duarte, em teoria eu concordo consigo. Mas o problema é mais profundo. Há uns 20 anos atrás, uma das faculdades de Lisboa tentou entrevistar todos os alunos que se candidataram a medicina, mas depois o Ministério obrigou-os a reduzir a ponderação desta para um valor tão baixo que não compensava o enorme esforço de entrevistar centenas de alunos em vários pontos do país (acho que até chegaram a ir a Macau). Por outro lado, conheço quem tenha sido submetido a essas entrevistas na altura e digamos que foram bastante sui generis em termos daquilo que foi “avaliado”. E, claro, tudo o que leve a intervenção das faculdades na escolha dos alunos corre o risco elevado do factor “C” (estamos em Portugal e as faculdades de medicina são tudo menos imunes a isso). Mesmo os concursos para licenciados acabam muitas vezes a favorecer os “alunos da casa” com os critérios de seriação ou até com vagas próprias para quem tirou cursos que são leccionados parcial ou totalmente por aquela faculdade (cursos trampolim digamos assim), investigadores dos institutos associados, etc, etc… Mas isto não é um fenómeno que se aplique apenas a medicina: em praticamente todos os cursos em boas universidades há quem fique de fora, mesmo tendo qualificações para tal. Logo, se se alterasse a forma de acesso a medicina, também teria de ser alterada em todos os outros cursos superiores.

    Em relação à capacidade dos hospitais em receber mais alunos, eu sugeria que um qualquer canal de televisão seguisse um aluno de medicina de 4º ou 5º ano (que já são anos clínicos mas não de estágio) para que a população em geral percebesse o que se passa. Em diferentes faculdades, há situações de 12 alunos a verem uma criança simultaneamente ou de 20 (?!) alunos por médico numa enfermaria. Eu até já ouvi uma aluna no final do 4º ano dizer que nunca tinha feito uma palpação abdominal num doente. As faculdades de medicina são constantemente forçadas a abrir mais vagas, sob perigo de perderem financiamento (e em muitos sítios a maioria dos assistentes não recebem qualquer remuneração), mas raramente vêm respondidos os seus pedidos para melhoria de condições. Mesmo quando são inaugurados novos edifícios, estes geralmente já estão desactualizados face às necessidades actuais das faculdades.

  17. Algumas breves notas.

    1) Neste momento não me parece que haja falta de vagas para Medicina no nosso país. Existem cerca de 1600 vagas para não licenciados, e sem contar com Faro e Aveiro, o número de vagas para licenciados deve rondar as duas centenas. Portanto, estamos a falar de cerca de 1800 vagas.

    2) Para além das vagas nacionais, há que ter em conta que existem centenas de portugueses a estudar Medicina no estrangeiro e que pretendem regressar a Portugal.

    3) Apesar do aumento do número de vagas que ocorreu nos últimos anos, a nota de entrada do último colocado continua a rondar os 18 valores, pois os programas de ensino secundário e os exames nacionais estão cada vez mais fáceis . Há dez anos, os alunos tinham 14 disciplinas de secundário, provas globais no 10.º e no 11.º, cinco exames nacionais no 12.º, e a matéria de Biologia, uma das específicas, era intragável. Actualmente, os alunos podem fazer as específicas no 11.º ou no 12.º, têm apenas 7 ou 8 disciplinas a contar para média (uma delas é Educação Física, outra a Área Projecto), os exames estão muito mais fáceis, os programas são menos exigentes, e já não há provas globais.

    4) A média também é elevada porque há escolas que se especializaram a fabricar média internas de Secundário para Medicina. Dá-se um peso elevado ao comportamento, à participação e aos trabalhos de grupo, e assim alunos com média de testes de 16 ou de 17 podem aspirar ao 19 ou ao 20. Há um colégio que se especializou em dar notas internas elevadas, e mete nalguns anos mais de 100 alunos em Medicina. No ano em que ingressei, a diferença entre média interna e média de exames nesse colégio foi superior a 4 valores. Por isso, não é raro haver muitos alunos que ingressam em Medicina, provenientes de escolas privadas ou com contrato de associação, com média interna entre 19 e 20, e média de exames inferior a 18. Acredito que se o acesso fosse apenas por uma bateria de exames, a nota do último colocado em Medicina baixaria drasticamente.

    5) O desemprego na área da saúde já é uma realidade. Mas mesmo assim a procura continua elevadíssima. Em Medicina Dentária a maioria dos licenciados são obrigados a abandonar o país, mas as vagas no sector privado são totalmente preenchidas e no público a média continua superior a 17 valores. Em enfermagem, as vagas também são preenchidas no sector privado, e no público em muitas escolas de saúde as média continuam superiores a 15 valores, embora se estime que metade dos recém-licenciados não tenham emprego.

    6) Estima-se que Portugal precisa apenas de 1200 a 1400 vagas em Medicina. O número de vagas, contudo, poderá rondar as 2000 muito em breve.

    7) A nata do ensino secundário não pode continuar a ficar concentrada num único curso. O país só tem a perder. Muitos dos meus colegas de Medicina são frustrados que preferiam coisas tão variadas como Economia, Gestão, História ou Matemática. Mas a pressão familiar e a pressão social falou mais alto. «Se tens média para Medicina, para quê ires para outra curso se na Medicina tens emprego garantido, ganhas bem e és o senhor doutor?». É este o discurso predominante.

    8) No sector privado não há concorrência. As consultas na maior parte das especialidades têm preços muito elevados, tendo em conta o rendimento médio dos portugueses: variam entre 75 e 100 euros. Os tratamentos médicos, com frequência, custam metade do preço aqui ao lado, em Espanha. E a Medicina portuguesa não tem tanta qualidade como se diz. Muitos médicos não fazem correctamente alguns tratamentos, e isso acontece com frequência, por exemplo, na área da Dermatologia ou da Medicina Estética.

    9) A nota do último colocado em Medicina só baixará para valores inferiores a 17 ou 16 após largos anos de desemprego médico. Talvez lá para 2025.

    10). Entretanto, espero que os bons alunos do Secundário comecem a seguir a sua verdadeira vocação, em vez de se concentrarem quase todos numa única área.

    Nota final: corre o boato de que está para breve a abertura de cursos privados de Medicina. Se assim for, provavelmente em 2020 já teremos centenas de médicos a emigrar.

  18. Caro Luís,

    Concordo com quase tudo, com excepção de “medicina estética” ser uma especialidade…Dermatologia é algo sui generis, pois não existe uma tradição de ver um dermatologista como se vê um dentista – i.e., uma especialidade que deveria ser de acesso directo e partir de uma certa idade, deveriam existir check-ups anuais.

    Quanto aos privados abrirem Medicina, em parceria com que hospital?

  19. Caro Carlos Duarte, eu sei que Medicina Estética não é uma especialidade. Eu referi a área da Medicina Estética, não a especialidade. Para exemplificar, há médicos de Medicina Familiar a usar aparelhos de IPL para fazer depilação definitiva às senhoras, quando as guidelines e os estudos dizem que o IPL não é eficaz para depilação, e recomendam para o tipo de pele das portuguesas diodo ou alexandrite. Mas como os aparelhos de IPL são mais baratos e a população não está informada, enganam-se as clientes.

    Para já abriu o curso de Ciências Biomédicas no Instituto Superior de Saúde do Norte. Tem um programa idêntico aos 3 primeiros anos do curso de Medicina no São João. Corre o boato que em breve será aprovado o segundo ciclo, o clínico, e o curso passará a designar-se Mestrado Integrado em Medicina. Tanto quando sei será uma PPP entre a CESPU da Gandra e a UTAD. Quanto ao Hospital, não faço ideia.

    PS: eis a resposta…
    http://valedosousa.blogs.sapo.pt/771548.html

  20. Caro Luís, esse curso da privada não abrirá tão cedo. As vagas até deviam baixar nos próximos anos!

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