O Insurgente

Junho 8, 2011

Eu acho que isto vai lá é com mais uns impostos sobre o capital

Filed under: Política Fiscal — Carlos Guimarães Pinto @ 11:04

Um investidor coloca o seu capital numa empresa. Essa empresa produz, acrescenta valor graças ao capital investido e ao esforço dos trabalhadores. Do valor acrescentado, 20% é imediatamente absorvido pelo Estado na forma de IVA. Antes de chegar aos resultados, são ainda subtraídos uma série de impostos (selo, IMI, IMT) e contribuições para a segurança social, já para não falar da carga fiscal escondida que constituem os diversos regulamentos. Aos resultados ainda é descontado mais 32% de IRC. Quando os resultados são finalmente distribuídos ao investidor sobre a forma de dividendos, lá lhe são retidos mais 21.5%. O estado, sem correr qualquer risco, açambarca mais de metade do valor acrescentado.

Os trabalhadores portugueses produzem muito menos que os alemães mas, alto lá, dizem os jornais que trabalham muitas horas, mais do que os alemães. Investir, dizem, é para ricos. Os outros querem é ter direito a trabalhar. Eu acho que isto vai lá é com mais uns impostos sobre o capital.

12 Comentários »

  1. A velocidade do nosso dia, as rotinas, as mágoas, uma mão cheia de noticias para não nos deixar sorrir… E esquecemos quão belo pode ser um simples momento!
    http://lmmgarcia.wordpress.com/2011/06/08/a-rima-do-sorriso/

    Comentário por Luis Garcia — Junho 8, 2011 @ 11:13

  2. não é preciso nada disso, Passos Coelho vai resolver tudo:

    http://blaguedeesquerda.blogspot.com/2011/06/o-filho-da-nacao.html

    Comentário por BLAGUE DE ESQUERDA — Junho 8, 2011 @ 11:18

  3. Está a ser injusto — não queres pleno emprego para todos?
    Só é preciso onerar absurdamente computadores, fábricas, e tractores… >)
    …e já agora, as esferográficas, martelos e enxadas >)

    Comentário por AA — Junho 8, 2011 @ 12:02

  4. Apesar de não conhecer o autor do artigo, pressuponho que o mesmo seja, pelo menos, vesgo. O que é que o senhor quererá dizer? Já é tempo de as pessoas abrirem os olhos. De facto, quem ganha muito tem que pagar muito. Ponto final, parágrafo.
    E quem ganha pouco também deve pagar de acordo com os seus rendimentos. Mais nada.
    Mas quem é que anda a fomentar e a gozar com a economia paralela? Não me venham dizer que são os escravos dos trabalhadores.
    Deixemos de contar patranhas aos distráidos.
    Se tivemos de facto um governo que tudo permitiu a favor dos que mais têm, esse fgoverno já foi penalizado como devia ser, só porque não permitiu tudo que os senhores queriam. Mas fez muito a favor deles, disso ninguém duvida e os resultados estão à vista.
    Mas o próximo que aí vem, duvido que seja melhor. Para já, estão arrufados os dois compadres. Cada um puxa pelos seus galões.
    Mas quem trabalha, precisa de trabalhar todos os dias. E não venham mais vezes dizer que a malta não trabalha. Nós temos muito mais falta de empresários do que gente que trabalha e sabe dar o litro.
    Alguém contesta

    Comentário por Eurocético — Junho 8, 2011 @ 14:09

  5. Boa Tarde Carlos,
    Não se esqueça de acrescentar ao IRC as tributações autónomas+derrama que são pagas independentemente do resultado obtido.

    E os PEC’s, também há os famosos PEC’s…

    Abraço,
    José Carlos Morais

    Comentário por José Carlos Morais — Junho 8, 2011 @ 14:28

  6. Sempre que em certos lugares se fazem as contas de impostos, aparentemente a taxa de impostos sobe acima de 100%… Por exemplo, conta-se quanto se paga de IVA mas esquece-se que se recebe os custos do IVA suportado, etc. Sinceramente, a taxa paga já é significativa o suficiente sem ter de recorrer a esses truques de algibeira.

    De qualquer forma até pode fazer sentido comparar as taxas fiscais totais percentuais suportadas pelos contribuintes em países mais ricos (como a Alemanha) e em países relativamente mais pobres (como Portugal). No entanto, as estatísticas dizem que é nos países ricos que se paga mais percentualmente.

    Comentário por João Branco — Junho 8, 2011 @ 18:20

  7. João Branco,

    Repare que eu disse que o Iva era sobre o valor acrescentado (ou seja descontando o ia suportado) não sobre as vendas. A comparação importante não é com a actual carga fiscal da Alemanha, mas sim com a carga fiscal que tinham quando deram o salto.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Junho 8, 2011 @ 19:21

  8. UMA SOLUÇÃO GLOBAL ?
    Uma formula que permite diminuir o desemprego e correlativamente
    diminuir o valor do subsidio de desemprego . Tem a vantagem de contribuir para uma maior paz social .
    Seja , a melhoria do parque habitacional com o alargamento do mercado de arrendamento que também minimiza o actual problema
    social . No seu conteudo temos um acrescimo da actividade bancária e seguradora e ainda da actividade empresarial da construção civil ora em grave crise .
    “Modus faciendi” : criação de um Banco de Fomento (provisoriamen- te a C.G.D.) e uma Seguradora de Credito (provisoriamente a COSEC ?) .
    O proprietário obtem um financiamento para obras desde que destine o prédio a arrendamento , o qual será reembolsado com as futuras rendas do prédio . Durante este periodo , as respectivas rendas estarão isentas de IRS (que em parte será recompensado pelo IRC da actividade empresarial supracitada).
    A final , o Estado com saldo positivo …
    OVO DE COLOMBO ???

    Comentário por giraldo — Junho 8, 2011 @ 22:40

  9. [...] no meio de umas boas sugestões, não resistiu a sugerir (mais) um imposto, como já alertava o Carlos, sobre a riqueza: depósitos, obrigações, fundos, acções, [...]

    Pingback por Querem ver que o Bloco afinal ganhou as eleições? « O Insurgente — Junho 8, 2011 @ 22:49

  10. Caro Giraldo
    A situação que descreve é aquela que deriva duma economia a produzir riqueza.Impostos baixos, empresários a investir, empregos criados, e em consequencia, subida da receita fiscal.
    Parece simples, mas os burocratas, políticos e “pensadores de esquerda” no nosso país ainda não perceberam.
    Têm uma galinha dos ovos de ouro, mas matam a galinha à fome, tanta é a ganância de se apoderarem do dinheiro dos outros.

    Comentário por ricardo saramago — Junho 8, 2011 @ 23:00

  11. Os lucros não deviam ser taxados. Ponto final.
    Cobrar por algo para o qual não se contribuiu tem vários nomes. Há quem lhe chame extorsão, outros roubo…
    Realmente os portugueses querem é trabalho, enriquecer não é com eles.

    Comentário por André Miguel — Junho 9, 2011 @ 11:12

  12. [...] 3 – Ana Gomes, Paulo Portas, a cabeleira loura Deneuve e a prostituição masculina 4 – Eu acho que isto vai lá é com mais uns impostos sobre o capital 5 – Dois insurgentes no [...]

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