A minha participação de hoje no programa Antena Aberta da Antena 1 está disponível aqui.
Maio 24, 2011
Sondagem CESOP dá PSD e PS empatados
PSD: 36%
PS: 36%
CDS-PP: 10%
CDU: 9%
BE: 6%
PSD + CDS = 46%
PS + CDU + BE = 51%
Gualter Baptista no Rossio
Gualter, reloaded, em acção na Assembleia Popular no Rossio.
Leitura complemetar: Gualter Baptista, os “movimentos” Almargem e Verde Eufémia e o Bloco de Esquerda; Gualter Baptista, o camaleão ecoterrorista; A complacência da comunicação social com a extrema-esquerda; Gualter Silva ceifado do encontro do Bloco de Esquerda; O Gualter que nos faz falta; Justiça?.
Puerta del Sol, Rossio e democracia
A Comuna da Puerta del Sol – e a do Rossio. Por José Manuel Fernandes.
O povo espanhol exprimiu-se este domingo de forma clara. A participação eleitoral foi maior do que há quatro anos, a derrota do PSOE foi estrondosa, a vitória do PP não teve precedentes, surgiram novos movimentos políticos (nas Asturias e no País Basco) e a subida do número de votos em branco ficou muito aquém do pedido pelo “indignados” da Puerta del Sol.
No entanto estas acham que o que se passou não foi democracia. Como explica o antigo director do jornal do PCP “o diário”, Miguel Urbano Rodrigues, “neste início do século XXI, no contexto de uma gravíssima crise mundial de civilização, o capitalismo, em fase senil, cola o rótulo de democracia representativa a ditaduras da burguesia de fachada democrática.” Logo há que ignorar as escolha do povo em eleições livres e permanecer acampado no centro de uma capital europeia.
(…)
A ideia não é nova. Marx já a tinha desenvolvido em 1871. Mas não é democrática. Se os rapazes do Rossio quiserem aprender algo realmente interessante sobre o que é viver em democracia talvez encontrem, numa das duas livrarias da praça, um exemplar do clássico de Tocqueville. Podem aproveitar para se ilustrar durante as longas noites do acampamento.
Boaventura Sousa Santos e a bancarrota
Um país em que o que Boaventura Sousa Santos escreve sobre economia e finanças públicas é levado a sério é um país que merece estar na bancarrota: Alfama School of Economics reloaded. Por Miguel Noronha.
Eurosondagem: PSD 33,1%; PS: 32,6%
PSD: 33,1%
PS: 32,6%
CDS-PP: 13,7%
CDU: 7,6%
BE: 6,4%
PSD + CDS = 46,8%
PS + CDU + BE = 46,6%
desunião europeia
“When Greece’s financial decision makers were summoned to secret talks at a Luxembourg castle by their euro zone partners this month, they knew a tongue-lashing was coming over the country’s reform efforts. What they did not expect was that it would be Spain and Italy, as opposed to Germany, that would take the lead in upbraiding Greece for not pushing faster on privatisations and tax overhauls. ‘The peripherals were furious’, said a person who was present at the talks but was not authorized to speak publicly about them. ‘They were accusing Greece of threatening to bring contagion back to their markets’”, na edição de hoje do International Herald Tribune (primeira página).
Em suma, quanto ao grandioso sonho de uma verdadeira União Europeia estamos conversados. Na realidade, estão todos, até mesmo entre os ditos periféricos, exclusivamente preocupados com o seu cantinho. Mais, na tal reunião (secreta!) do início de Maio, que o artigo em cima relata, sabe-se que Jean Claude Trichet abandonou a reunião (o Internacional Herald Tribune utiliza mesmo a expressão “stormed out”) mal se discutiu a possibilidade de uma reestruturação suave da dívida pública grega. Pudera! Sentado em cima de 45 mil milhões de euros de activos tóxicos, como são hoje as obrigações de tesouro gregas, e tendo sido fortemente pressionado pelos Governos da Zona euro no sentido de comprar dívida helénica em mercado secundário, assente na garantia de que a Europa não deixaria cair nenhum dos seus países membros, mas em violação moral dos Tratados de Maastricht, Trichet deve ter revirado os olhos quando viu os Ministros das Finanças a preparem-se para, de forma envergonhada, lhe tirarem o tapete. Entretanto, os bancos mexeram-se e não há dia que passe sem que alguém, da banca, recorde o drama, a tragédia, o horror que seria se, de facto, deixassem cair a Grécia.
De resto, nestas posições do BCE, e na sua exposição à dívida grega, há qualquer coisa que me escapa. A razão é simples: não existindo, do ponto de vista teórico, qualquer dúvida acerca da inevitabilidade de um “default” na Grécia – hoje, é a vez de Paul Krugman, em contradição com as suas teses pró défice, conceder o mesmo –, e tendo Jean Claude Trichet experiência na resolução de crises soberanas – na década de 80, quando foi necessário reestruturar a dívida latino-americana, Trichet era o presidente do Clube de Paris –, a que se deve então, para além das 45 mil milhões de razões óbvias, esta resistência do BCE? Enfim, entre tanta incerteza, estou razoavelmente convicto de uma coisa: caminhamos, muito mais rapidamente do que seria de esperar, para grandes tomadas de decisão quanto a um eventual projecto de federalismo europeu.
Ora, o Wall Street Journal de hoje sugere que, algures em Bruxelas, se está a discutir, pela enésima vez, a emissão de obrigações pan-europeias que, eventualmente, poderiam ser trocadas, a desconto, pelas obrigações gregas que ninguém quer ter na sua carteira. Desse modo, matavam-se dois coelhos de uma só cajadada. Primeiro, conseguia-se a tal reestruturação, pois, na base da troca, estaria associado um perdão nominal de dívida dos credores à Grécia e juros muito mais baixos nas novas emissões. Segundo, porque assim, assegurando aos credores queimados pela tocha helénica uma firme garantia de pagamento, à qual as tais obrigações pan-europeias confeririam a devida credibilidade, se conseguiria manter o interesse mundial no mercado obrigacionista da Zona euro, não prejudicando os restantes membros em matérias de fonte de financiamento. Em teoria, a proposta funciona. O problema é que falta, no meio de tudo aquilo, a cola necessária a essa coesão creditícia, isto é, falta a existência de uma coesão orçamental e, em última instância, de uma União Política, o que minará, também pela enésima vez, qualquer pretensão naquele sentido.
Já viram no cesto dos papéis, no papelão…?
Mais de 20 mil euros em paradeiro desconhecido.
Câmara de Lisboa pagou pareceres jurídicos cujo paradeiro se desconhece
A Câmara de Lisboa pagou 23.196 euros, em 2009, por um estudo jurídico de cuja existência os serviços do município duvidam, mas que nunca esclareceram se foi feito. O trabalho em causa era um dos quatro previstos num contrato celebrado, por ajuste directo, com uma sociedade de advogados, no valor de 46.392 euros (mais IVA), e que foi anulado por causa de um alegado conflito de interesses, relativo a uma das intervenientes.
Onde pára o Augusto Santos Silva?
Perdidos na tradução, por João Pereira Coutinho.
Por um lado, não é bonito explorar a pobreza e a fome para fins eleitorais. Sobretudo se o PS insiste em usar a bifana como pagamento, esquecendo que o porco não é bem visto em algumas das culturas presentes.
Mas, por outro lado, simpatizo com o drama do eng. Sócrates: só mesmo quem não percebe uma palavra da nossa língua é capaz de aplaudir as coisas que o primeiro-ministro debita por aí. Creio que seria possível encontrar um meio termo e continuar com estas excursões multiculturais. Bastava que os organizadores trocassem a bifana pelo caril – e disponibilizassem nos comícios tradução simultânea em urdu, hindi, bitonga ou mandarim. A possibilidade do pessoal ficar horrorizado com o que ouve e desatar a fugir não devia amedrontar um partido democrático como o PS.
Mário Soares e a União Europeia “Neo-Liberal”
Mário Soares tenta pela enésima vez convencer os Portugueses que a razão pela qual a União Europeia nos ofereceu o actual desastre económico é porque esta se tornou … wait for it … neo-liberal. Nada de novo portanto. Mas há algo de interessante no seu discurso: ao menos Soares reconhece (ou parece reconhecer) que a União Europeia foi o principal actor nesta tragédia ao nível europeu. No entanto, inevitavelmente, falha em perceber a essência do monstro burocrático que sempre encorajou e para onde nos levou alegremente sem perguntar a um só português se o devia fazer.
Se a União Europeia é neo-liberal, falta que Mário Soares nos explique porque é os seus eurocratas usaram o Banco Central Europeu para injectar crédito em Estados de países de fraco crescimento económico, levando ao sobre-endividamento. Tal foi implementado através da redistribuição do dinheiro imprimido pelo BCE dos países menos endividados (que receberam inflação) para os mais endividados (que receberam crédito).
Se a UE é neo-liberal porque é que em Bruxelas só se fala de aprofundar a centralização económica e legal de forma a permitir a redistribuição em massa de países produtivos para os improdutivos?
Se a UE é neo-liberal porque é que fez com que a agricultura europeia se tornasse dependente de subsídios e fundos comunitários?
Se a União Europeia é neo-liberal porque é que, ao injectar crédito barato nos Estados dos países improdutivos e ao redistribuir fundos europeus, apenas contribuiu para formar uma rede de grupos de interesse nesses países que vivem improdutivamente do investimento público?
Se a UE é neo-liberal porque é que tem uma comissão que, mesmo em tempos de austeridade em países europeus, quer aumentar em 4.9% o seu orçamento para 2012?
Se a UE é neo-liberal porque é que o BCE passou 11 anos a incentivar à dívida pública e agora esta pratica redistribuição directa através de bailouts (que é ILEGAL segundo os tratados europeus) e ainda usa o dinheiro dos contribuintes para salvar investimentos ruinosos dos bancos em dívidas de Estados membros?
Caro amigo Soares, a UE é tudo menos liberal. O liberalismo não se faz com burocratas mas sim na ausência destes. A única forma da UE ser neo-liberal seria, ou não existir de todo, ou ser simplesmente um acordo de livre comércio entre Europeus.
O liberalismo da União Europeia não falhou porque simplesmente não existe. O que falhou sim foi a velha tendência socialista de tentar controlar a vida de milhões através da centralização de poder. Isto sim, está a falhar grandiosamente senhor Soares. Mas porquê a surpresa? O socialismo falha sempre.
O Bloco de Esquerda a caminho de um memorável resultado eleitoral
A direita espanhola perdeu as eleições. Zapatero e o Rei de Espanha têm medo da classe trabalhadora. No Rossio luta-se contra o FMI. A revolução está em marcha. Raquel Varela explica tudo isto e muito mais no Cinco Dias num post a não perder: Rossio hoje às 6. Derrota da Direita Espanhola nas Eleições. Zapatero tem Medo.
Agricultura por decreto: um regresso anunciado
O país vai percebendo que a agricultura faz falta. Cavaco Silva já fez menção a este tema nas presidenciais que volta ser destaque nesta campanha, por via do CDS. Ao que parece, se aceitámos ter sido um erro a intervenção por decreto para destruir a actividade agrícola, estamos prontos para, também por decreto, criar incentivos a essa mesma produção agrícola.
Dentro de anos vamos ver os resultados que até podem consistir num aumento da produção. Um aumento que dificilmente será nos produtos desejados, porque antecipadamente decididos por quem não produz, nem consome.
Mudam-se os objectivos, mas corremos o risco de manter a táctica e o desperdício.
Lá de fora tem outro sabor
E agora, Sócrates?
O Gualter que nos faz falta
Há pessoas que nos fazem falta, por Helena Matos.
O Gualter voltou. O Gualter do Satyagraha contra a NATO e as suas guerras! está no meio de nós! O Gualter do milho está agora instalado no Rossio: Vários jovens reuniram-se esta segunda-feira em assembleia popular na praça do Rossio, em Lisboa, e decidiram voltar a reunir-se na terça-feira, com alguns deles a prometer passar a noite mais um vez junto à estátua de D. Pedro IV.
A garantia foi deixada por um dos participantes na iniciativa, Gualter Baptista, o qual explicou à Agência Lusa que os intervenientes voltam a reunir-se na terça-feira, pelas 19 horas, em nova jornada de luta contra o actual sistema político.Se o Gualter deslocalizasse o seu acampamento para o Martim Moniz é que era lindo. Dava uso àqueles mostrengos metálicos que estiveram para ser quiosques e não foram, e instalava-se lá. De caminho fazia uma sinergia com os figurantes de turbante dispensados da campanha do PS e gritava Satyagraha. Força Gualter. No Rossio ou no Martim Moniz deixa-te estar Gualter que em Espanha o resultado do acampamento não podia ter sido melhor.
Questão complementar: Ainda estou à espera do esclarecimento do menino.
tacanho
Como havia dado conta no meu post inaugural aqui no Insurgente, a execução orçamental apresentada na semana passada, referente ao primeiro quadrimestre de 2011, evidencia uma “redução desequilibrada da despesa pública”. Mais, nesse mesmo post, acrescentava ainda o seguinte “Refiro-me, concretamente, à despesa primária, aquela que exclui o pagamento de juros, cuja redução está aquém do previsto (-2,3%, face ao mesmo período do ano passado, quando deveria estar a ser reduzida em 4%)”. Ou seja, indicava que à melhoria no saldo global não correspondia uma melhoria equivalente nas verdadeiras despesas de funcionamento da máquina pública e que estas, face ao orçamentado, mantinham-se numa trajectória decepcionante. Pois bem, hoje, o Diário Económico diz-nos que o “Governo adiou despesa pública para melhorar o défice do Estado (…) uma actuação que acabou por beneficiar a execução orçamental em mais de 200 milhões de euros”.
Ora, já sabíamos, pelas notícias que têm sido referidas amiúde na imprensa económica, que há serviços do Estado onde as práticas relativas à retenção e entrega do IRS roçam o limiar da legalidade. É o caso do IRS das polícias que, é público, não tem sido entregue nos prazos devidos, coisa que se fosse feita no privado motivaria uma acção das Finanças. Também sabemos, pelas estatísticas publicadas pelo próprio Governo e pelo Banco de Portugal, que o prazo médio de pagamento do Estado aos seus fornecedores é muito superior à meta com que este mesmo Governo se comprometeu, num simples, e devido, esforço de alinhamento das suas práticas com as práticas convencionalmente, e moralmente, estabelecidas no sector privado. Assim, feito este enquadramento ético, a táctica utilizada pelo Estado, a fim de melhorar, artificialmente, a sua execução orçamental, não surpreende.
O que surpreende é a voracidade do Estado na hora de exigir aos cidadãos que estes cumpram zelosamente com todas as suas obrigações, quando é o Estado o primeiro a não fazê-lo. Enfim, eu entendo que a administração pública, e todo o universo de entidades para públicas que lhe estão associadas, queira proteger os seus (*) da vaga de austeridade que se anuncia. Contudo, fazê-lo desta forma, esganando o resto do País, numa odiosa assimetria de princípios éticos, morais e, em breve, legais, é inaceitável. Portugal já é dos países mais desiguais da Europa, mas este é um País que dispara sobre si próprio, pois, infelizmente, aquela desigualdade é promovida em Lisboa (leia-se, Governo central). Mais tacanho do que isto é impossível.
(*) Mesmo entre os seus, a lógica centralista, e mesquinha, de Lisboa também é notória: nas transferências correntes para as administrações públicas, que em média baixaram 2% face ao mesmo período do ano passado, a administração local foi especialmente penalizada quando comparada com a administração central (-3,1% no primeiro caso e -0,9% no segundo caso).
Uma questão menor
Irá Louçã demitir-se se obtiver menos de 5% dos votos nas próximas eleições?
Maio 23, 2011
Sócrates em apuros
PSD em alta depois da ressurreição de Passos, agora mais confiante e assertivo. Nos próximos dias se verá o efeito da lamentável instrumentalização de imigrantes pela campanha do PS e das nomeações secretas. Uma coisa é certa: em caso de derrota, Sócrates já sabe o que o espera no interior do PS.
Dados da mais recente sondagem Intercampus:
PSD: 39,6%
PS: 33,2%
CDS-PP: 12,1%
CDU: 6,6%
BE: 5,6%
PSD + CDS = 51,7%
PS + CDU + BE = 45,4%
Indianos e paquistaneses na campanha do PS: o que está em causa
Obviamente: Fotografias. Por Paulo Pinto Mascarenhas.
Não são eles, indianos e paquistaneses, que estão em causa. Eles são exactamente o que sempre foram e merecem todo o nosso respeito. O mesmo não se pode dizer de quem os utilizou. As fotografias não são mais que a prova disso mesmo.
E se fosse um Republicano ?
Se o protagonista fosse um Republicano, seria um acto de demagogia; como foi Obama, foi um momento de “celebração”: Presidente Obama celebra herança irlandesa com uma Guinness em Moneygall
cradled it as if it were a piece of porcelain from his private art colection…
República das Bananas
Como se já não bastasse a manutenção de uma força militarizada a exercer funções regulares de policiamento, acumulam-se os sinais de gestão e funcionamento a níveis verdadeiramente terceiro-mundistas: GNR promoveu 40 coronéis para travar mal-estar contra generais
A Guarda Nacional Republicana promoveu, no início deste ano, 40 novos coronéis, aumentando assim o número de oficiais desta patente para cerca de uma centena. Tratou-se de uma medida de excepção no âmbito do que o Governo decidiu para a função pública, mas que, dentro da própria instituição provocou contestação, uma vez que se mantêm em suspenso as promoções para cerca de 10 mil guardas. Estas promoções serviram, por outro lado, para tentar travar a insatisfação dos oficiais de carreira por não chegarem aos lugares máximos da hierarquia, entregues a 11 generais oriundos do Exército.
Uma espada sobre Sócrates
Almeida Santos dificilmente podia ter sido mais claro: Almeida Santos: “Não devemos exigir” de Sócrates que fique num Governo em que não seja líder
Ao PÚBLICO, o socialista disse acreditar que, caso o PS vença as eleições, o PSD e o CDS não irão rejeitar uma coligação governamental com José Sócrates. Mas se o PS perder as legislativas, não tem dúvidas de que o líder socialista apresenta a sua demissão. Até porque não quererá tutelar uma pasta ministerial num Governo liderado pelo PSD. “Não podemos exigir isso dele”, afirmou.
Que orgulho no aeroporto de Beja
Nem tudo é mau: primeiros quatro turistas chegam ao aeroporto de Beja.
Ilusionismo multicultural socialista
As refeições quentes acabaram.
As dezenas de imigrantes paquistaneses e indianos que têm agitado bandeiras, dado apertos de mão ao secretário-geral do Partido Socialista nos últimos dias e enchido salas de comício não compareceram ontem na campanha do PS em Campo Maior. A direcção de campanha garantiu ao i que se trata de uma “estrutura voluntária que não é controlada” e que poderá não voltar a aparecer. O desaparecimento destes apoiantes -comerciantes do Martim Moniz, em Lisboa, e trabalhadores da construção civil que estiveram com José Sócrates em Beja, Coimbra e no comício de Évora de sábado – acontece depois de os órgãos de comunicação social, atraídos pelos turbantes, terem começado a fazer perguntas.
“Sócrates é muito boa pessoa, tratou de dar nacionalidade, tratou de tudo”, disse ao i um dos indianos presentes no comício de Sábado em Évora, onde foram poucos os alentejanos a encher a sala e visível a população de turbantes. A campanha garante que os imigrantes “se ofereceram em Lisboa como voluntários para acompanhar a comitiva socialista”. Ainda assim, há entre os viajantes casos de fome e garantias de que a presença nos comícios é trocada pela certeza de uma refeição quente.
Adenda: O animado ambiente socialista. Uma reportagem TVI.
Eleitores espanhóis punem socialistas
Custou, mas lá teve de ser. O Público noticiou o colapso eleitoral dos socialistas em Espanha: Derrocada do PSOE nas eleições regionais e municipais de Espanha
A votação do PP superou, mesmo, os resultados de 1995 que antecederam o primeiro triunfo dos conservadores, nas gerais de 1996, que permitiram a José Maria Aznar chegar à chefia do Governo de Espanha. Para o PSOE, os resultados foram uma verdadeira derrocada.
“O PSOE perdeu claramente as eleições”, reconheceu José Luís Rodriguez Zapatero, numa breve conferência de imprensa não programada. “Os espanhóis manifestaram o seu mal-estar, pelo que era esperado este castigo nas urnas”, prosseguiu o líder socialista e presidente do Governo.
Vale a pena ler também a reacção de Renato Teixeira no 5 Dias:
Tocar o céu, sonhar. Transformar inevitáveis, transtornar. Rasgar as fronteiras da censura, gritar. Tornar visível o que já ninguém consegue esconder, saber nomear. Conseguir o impossível, vencer. Se os votos não nos devolverem a vida, saberemos conquistar o que queremos na rua.
Leitura complementar: Derrotados.
abrir à concorrência
Escreve hoje o Diário Económico (páginas 28 e 29) que a “EDP já só tem 40% do mercado liberalizado” que, representando apenas 6% do número total de clientes em Portugal, representa, contudo, 60% do consumo nacional, pelo facto de corresponder ao segmento dos clientes empresariais. Assim, entre as empresas, a quota de mercado da EDP, no espaço de apenas um ano, baixou de 53% para 41%, cedendo terreno aos concorrentes espanhóis, nomeadamente à Endesa e à Iberdrola que, por sua vez, em conjunto, já controlam uma fatia maior de mercado que a incumbente nacional. Quanto ao segmento dos clientes domésticos, o mercado não liberalizado, onde as tarifas reguladas persistem, o domínio da EDP é virtualmente absoluto (85%). Porém, ainda de acordo com o DE, um estudo recente da Associação Portuguesa de Energia indica existir, entre os clientes particulares, uma elevada receptividade, quantificada em 60%, para mudar de operador…
A má notícia da noite eleitoral espanhola…
…foi a entrada da ETA, em força, nas instituições democráticas. É mais um item na herança negra de Zapatero, um messiânico que julgava ser o messias pagão, mas que após sete anos na Moncloa deixa um país arrasado, com cinco milhões de desempregados, risco de bancarrota, a economia destroçada, conflitos sociais inimagináveis há uma década, e mais de mil concejales nas mãos dos terroristas. Espanha enterrou ontem o zapaterismo, sem dúvida. Mas o nojo promete ser longo, um longo período de depressão que resulta do infame legado do Partido Socialista Espanhol. E da teimosia de um homem que não se demite, nem vendo o desespero de um povo que suplica por uma mudança mais profunda do que aquela que deixou hoje nas urnas.
Maio 22, 2011
A fruta do radicalismo ideológico
Sem mais comentários – porque excusados-, a notícia do DN: Polícias, escolas e hospitais sem material de trabalho.
Esquadras que têm de pedir a outras para imprimir documentos e centros de saúde sem pensos são exemplos de falhas que afectam sobretudo os cidadãos.
Já há esquadras do Porto onde é preciso chamar o carro-patrulha para ir a outra esquadra imprimir ou fotocopiar documentos, devido à falta de toners e papel nas impressoras. A denúncia é do presidente do sindicato da PSP, Paulo Rodrigues, e vem juntar-se a uma série de outras que mostram como os cortes estão a afectar o dia-a-dia dos serviço públicos. “Cortes cegos”, argumenta. Que afectam, consequentemente, a eficácia e os serviços prestados aos cidadãos, alerta o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro. “Sem uma restruturação e perante a necessidade cortar, vamos assistir à degradação dos serviços.” Piores hospitais, piores escolas, piores polícias…
Silêncio
Alguém devia avisar os jornalistas do Público que o PP não só ganhou as eleições de hoje Espanha, como ganhou arrasando toda a esquerda. É meia-noite em Espanha e ainda não há sinais dos resultados na página principal do “jornal de referência”. Eu sei que não esperavam esta desconsideração pelos afoitos meninos da Puerta del Sol, mas, como dizia o outro, é a vida.
Andaluzia
O PP ganha Sevilha, Córdoba e Jaén, e mantém Granada, Málaga, Huelva e Cádiz.
PP vence em Córdoba
En el municipio andaluz, histórico feudo izquierdista, los populares han logrado mayoría absoluta.
Con el 96,5 de los votos escrutados, se confirma el vuelco electoral en Córdoba. El Partido Popular ha logrado 16 ediles, arrasando a un PSOE que se ha quedado como cuarta fuerza política. Los socialistas se quedan con apenas 4 ediles, mientras Unión Cordobesa logra 5.
PP vence em Sevilha
Con el 95% escrutado, el PP ya alcanza la mayoría absoluta en Sevilla, con 19 concejales y deja al PSOE con apenas un 30% de los votos y 12 concejales. IU apenas consigue dos concejales. (…) De este modo, Juan Ignacio Zoido logrará ser alcalde de la capital hispalense, acabando con el pacto de Gobierno de PSOE e IU, e impidiendo continuar con la herencia de Monteseirín.
PP vence na Galiza
Los Ayuntamientos de Galicia pasan al PP
Los populares consiguen la mayoría en La Coruña, Santiago de Compostela, Lugo, Orense, Pontevedra y Ferrol
Sócrates não quer ser deixado para trás
Só assim se explica a dramatização em tons cada vez mais absurdos: Sócrates: o “grande partido do povo” não deixa “ninguém para trás”
Sócrates continua a trilhar o caminho da dramatização: as eleições traduzem a escolha entre “um Estado Social forte” e “uma sociedade em que cada um lutará por si”.



