RE: O cantinho do telespectador (parte 1). Por Adolfo Mesquita Nunes.
O RAF insiste — e faz bem, porque é eleitor do PSD — em destacar a infeliz frase de Paulo Portas na qual este se diz sentir mais à esquerda do que o PSD em questões sociais. Infeliz, já o disse, porque me parece que Paulo Portas labora no preconceito dos eleitores, em vez de o desmistificar. Ou seja, em vez de demonstrar que a direita tem uma legitimidade social própria, prefere, talvez por ser mais fácil e as eleições estarem perto demais, trabalhar no preconceito geral de que é a esquerda a campeã da coisa.
Infelizmente, esta é uma estratégia comum. Pedro Passos Coelho, por exemplo, pelo meio de tiradas contra o RSI (quem diria?..), afirma que só o PSD pode defender o Estado Social. Se bem percebo Pedro Passos Coelho, a ver pelo entusiasmo do RAF no seu liberalismo, o PSD pretende mudar o modelo de Estado Social que temos. Mas em vez de demonstrar que o modelo de Estado Social tem de ser alterado, transformando-o numa outra coisa, Passos Coelho prefere, talvez por ser mais fácil e as eleições estarem perto demais, trabalhar no preconceito geral de que o Estado Social é o modelo último e perfeito, que apenas carece de uns acertos aqui e ali.
Quanto a qual dos partidos melhor pode acolher uma aproximação ao liberalismo, cá estaremos para ver o que nos trazem os próximos quatro anos, sendo certo que qualquer um dos partidos oferece motivos de sobra para afastar liberais.
motivo para afastar os liberais…
Comentário por tric — Maio 31, 2011 @ 20:28
O meu impulso é abster-me uma vez mais como fiz nas presidenciais, não votei no sr. Silva e jamais votarei no senhor de Bruxelas, cherne só no prato, bem grelhado e acompanhado por um branco de excelência. Entre PPC, que já afirmei publicamente não votar, porque enquanto eleitor de Lisboa, não me apetece mesmo nada eleger Fernando Nobre e Paulo Portas, que afirma estar à esquerda do PS, a minha tentação é abster-me ou votar num partido fora do sistema, mas qual? Existe apenas uma oportunidade de me fazerem deslocar à assembleia de voto no próximo Domingo, olhar para a foto de Sócrates e pensar que esse híbrido, mistura de Pinóquio e Calimero, poderia continuar a governar Portugal…
Comentário por António de Almeida — Maio 31, 2011 @ 20:29
o Próximo Governo sem qualquer duvida continuará ser liderado por um Abortista e tambem a Cultura e a Educação de Portugal serão entregues a astrolopitecos Abortistas, mas enfim…
Comentário por tric — Maio 31, 2011 @ 20:44
“porque enquanto eleitor de Lisboa”
Pode sempre contribuir para ajudar a eleger o “nosso” Adolfo, que vai em lugar elegível na lista de Lisboa do CDS…
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 31, 2011 @ 20:53
É provável André, desde que Paulo Portas não continue a fazer declarações que me deixem os cabelos em pé…
Comentário por António de Almeida — Maio 31, 2011 @ 21:39
Não me parece nada que o RAF esteja entusiasmado com o liberalismo do PPC…Vocês e as campanhas pá
Comentário por Helder — Maio 31, 2011 @ 23:03
“desde que Paulo Portas não continue a fazer declarações que me deixem os cabelos em pé…”
Subscrevo.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 31, 2011 @ 23:47
“Não me parece nada que o RAF esteja entusiasmado com o liberalismo do PPC…”
Fair point.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 31, 2011 @ 23:48
“Vocês e as campanhas pá”
Eu não estou em campanha.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 31, 2011 @ 23:48
Há um tempo para a campanha política, outro para a campanha eleitoral. Há um tempo para desmontar preconceitos, outro para ganhar votos. Há um tempo para introduzir e solidificar ideias na arena pública, outro para conquistar a tribuna. Há um tempo para a pedagogia, outro para a democracia.
Um político que viva sempre no primeiro tempo não é um político, é um activista; aquele que vive sempre no segundo é na melhor das hipóteses um inútil e na pior um empecilho. Criticar os políticos e os partidos por não contribuírem – na medida das suas escassas forças – para mover a janela de Overton é necessário; critica-los por não o fazerem quando a distância para as eleições se mede em dias ou semanas é fútil.
Comentário por H. — Junho 1, 2011 @ 02:33
Adolfo,
“(…) Se bem percebo Pedro Passos Coelho, a ver pelo entusiasmo do RAF no seu liberalismo (…)”.
Estás a insinuar o quê, pá????? Olha que eu sou mais Salmas e Evas, o liberalismo do PPC não é coisa que me preocupe, e muito menos, me entusiasme… Obrigado Helder e André, por salvarem a minha honra…
Ainda tenho o título do maior brejeiro do Insurgente, só me faltavam insultos destes
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Junho 1, 2011 @ 13:43