O Insurgente

Maio 18, 2011

Entre nazis e comunistas

Filed under: Cultura,Double standards,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:14

Mais do que os disparates proferidos por Lars Von Trier, o mais curioso nesta confusa notícia do Público é que se o realizador se tivesse “autoproclamado” comunista e/ou admirador de Fidel Castro e Che Guevara, não causaria choque nenhum entre os jornalistas.

14 Comentários »

  1. Porque por definição ser-se nazi é ser-se pela extinção de um conjunto de pessoas com base num critério racial, ao passo que ser comunista não implica nada disso?

    Comentário por LSD25 — Maio 18, 2011 @ 22:59

  2. Caro LSD25
    por definição ser-se comunista é ser-se pela extinção de um conjunto de pessoas com base num critério SOCIAL.

    Comentário por Daniel Gonçalves — Maio 18, 2011 @ 23:56

  3. Ai sim? Explique-me porquê.

    Comentário por LSD25 — Maio 19, 2011 @ 00:09

  4. “Ai sim? Explique-me porquê.”

    Ainda pergunta Porquê?! É a prática e doutrina do Comunismo. Natural uma vez que o Comunismo quer controlar tudo.

    Comentário por lucklucky — Maio 19, 2011 @ 05:58

  5. Lucklucky, é a prática do comunismo, não a doutrina – a doutrina comunista não implica o exterminio físico dos capitalistas, apenas o seu exterminio social (i.e., deixarem de ser capitalistas).

    Da mesma forma, o anti-semitismo cristão clássico não implicava o exterminio fisico dos judeus, apenas o exterminio religioso (i.e., deixarem de ser judeus).

    Claro que, na prática, para obrigar pessoas a mudar de religião ou para lhes tirar as propriedades acaba sempre por ser necessário matar bastantes, mas não é, pelo menos na teoria, uma implicação automática; pelo contrário, para acabar com um grupo étnico-racial, é mesmo necessário (não apenas na prática, mas mesmo a nivel de formulação teórica) matá-los a todos (ou pelo menos deixar tão poucos sobreviventes que torne inviável a sobrevivência da raça a médio prazo)

    Comentário por Miguel Madeira — Maio 19, 2011 @ 11:52

  6. Ora bem…

    Ambas as ideologias promoviam o chamado “culto da personalidade”.
    Ambas criaram um blueprint para uma sociedade tanto depedente como controlada por uma entidade estatal.
    Ambas manifestaram uma forte tendênia anti-religião (o extermínio de cristãos na União Soviética como uma das segredos mais bem guardados da história da Europa).

    A única diferença, ironicamente, é que o Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores foi eleito e governou como governo minoritário com Hitler como Chanceler, enquanto que os bolcheviques derrubaram o governo provisional que tinha sido formado após a queda do Czar e tornaram-se governo sem quaisquer eleições.

    Comentário por Max Cady 128 — Maio 19, 2011 @ 12:22

  7. - Ambas as ideologias promoviam o chamado “culto da personalidade”.

    no poder sim; na oposição os comunistas são anti-culto da personalidade (veja-se que o PCP raramente faz cartazes com a cara do lider)

    - Ambas manifestaram uma forte tendênia anti-religião

    Desde quando é que o nazismo é anti-religião? É verdade que a direcção do Partido Nazi era muito influenciada por misticismos pseudo-asiáticos (o que, de qualquer maneira, não deixa de ser uma forma de religião…) mas eles apresentavam-se ao público como sendo cristãos.

    Comentário por Miguel Madeira — Maio 19, 2011 @ 13:54

  8. Entre apresentarem-se como cristãos, e serem cristãos propriamente ditos…

    O partido Nazi teve popularidade entre os cristãos na Alemanha, porque o partido apresentava-se como tendo uma atitude anti-Bolchevique( isto a propósito do massacre de cristãos na União Soviética), no entanto, quando foram eleitos tomaram lentamente posse da igreja alemã e fizeram uma versão adulterada da religião cristã, uma pseudo-religião, onde o Fuhrer profanou completamente a bíblia, fazendo algumas alterações, por exemplo, às origens de Jesus Cristo.

    Comentário por Max Cady 128 — Maio 19, 2011 @ 14:22

  9. Para concluir o raciocínio, Hitler e o seu governo criaram uma versão adulterada do cristianismo, mas todos aqueles não quisessem aderir à sua religião, eram sistematicamente censurados e perseguidos. Durante anos, os verdadeiros cristãos na Alemanha Nazi apenas faziam as suas celebrações às escondidas.

    Um dos célebres mitos que nasceram da revisão que Hitler fez, foi, sem grande surpresa, que teriam sido os Judeus responsáveis pela morte de Jesus Cristo e qualquer referência das origens de Cristo como judeu, foram convenientemente ocultadas.

    Infelizmente, esse mito ainda persiste na cultura pop (usado como “piada”). Um exemplo recente:

    Comentário por Max Cady 128 — Maio 19, 2011 @ 14:38

  10. Caro Miguel Madeira
    “a doutrina comunista não implica o exterminio físico dos capitalistas, apenas o seu exterminio social (i.e., deixarem de ser capitalistas).”
    Está errdada a sua afirmação: a doutrina comunista implica o extermínio social e físico (ambos) de todos grupos sociais que não sejam proletários. Social porque passam a não haver classes sociais numa sociedade comunista ideal. E física porque na “ditadura proletária” muita gente de outras classes sociais será “exterminada” apenas por não se sujeitar aos ditames da classe dirigente comunista.

    Comentário por Daniel Gonçalves — Maio 19, 2011 @ 20:29

  11. Pelo menos numa Europa de cariz nacional socialista a identidades dos povos seriam preservadas, agora é o multiculturalismo que vai enterrar a Europa e transformá-la num caos multiracial de conflitos étnicos, religiosos, sociais, culturais, enfim. Os comunas traidores ás nações europeias são.
    A Glória NS era muito poder:

    Em Portugal, Espanha e Itália, idem, bons velhos tempos de glória:

    Comentário por em baixo á direita — Maio 19, 2011 @ 21:01

  12. “Lucklucky, é a prática do comunismo, não a doutrina – a doutrina comunista não implica o exterminio físico dos capitalistas, apenas o seu exterminio social (i.e., deixarem de ser capitalistas).”

    Está implícito na Doutrina. Se alguém não pode ser o que é implica sempre o extermínio físico ou expulsão. Os Nazis podem dizer o mesmo.

    Comentário por lucklucky — Maio 19, 2011 @ 22:13

  13. Que estupidez. Como diz o Miguel Madeira, trata-se da exterminação enquanto classe social (através da expropiação da posse dos meios de produção, e sim, já agora isto inclui o capital), não de exterminação física. Eduquem os vossos filhos nessa desinformação estúpida, depois admirem-se de eles se juntarem a grupos radicais quando percebem que os papás apenas agitaram o papão.

    Comentário por LSD25 — Maio 20, 2011 @ 19:14

  14. “Se alguém não pode ser o que é implica sempre o extermínio físico ou expulsão.”

    Não necessariamente – pode implicar “conversão”; um judeu perseguido por razões religiosas (e não raciais) pode sempre converter-se ao cristianismo; um comunista perseguido por razões politicas pode sempre deixar de ser comunista; e um capitalista perseguido por ser capitalista pode deixar de ser capitalista.

    Pela contrário, um judeu-étnico (mesmo que seja ateu, estilo Marx, Trotsky ou Ayn Rand) não pode deixar de ser um judeu-étnico, um branco não pode deixar de ser branco, um negro de ser negro, etc….

    É essa a diferença entre perseguir pessoas pela sua raça e perseguir pessoas pela sua religião, ideologia ou condição social – a primeira implica, forçosamente, o extermínio físico; ou outros tipos de perseguição não (por outras palavras, a perseguição racial é uma guerra em que o agredido nem tem a hipótese de se render, mesmo que queira).

    Comentário por Miguel Madeira — Maio 20, 2011 @ 20:10


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