No Reino Unido, em 1990, John Major foi escolhido para suceder Margaret Thatcher na liderança do Partido Conservador. De imediato, a Rainha nomeou-o Primeiro-Ministro. Ninguém duvidou da sua legitimidade e Major venceu ainda, com maioria absoluta, as eleições de 1992. Em 2004, Pedro Santana Lopes também substituiu um Primeiro-Ministro. Tal como no Reino Unido, o Primeiro-Ministro não é eleito, mas indicado pelo Chefe de Estado e com o apoio do Parlamento. Ao contrário, do que aconteceu com Major, poucos em Portugal, reconheceram a legitimidade de Santana Lopes. Porquê? Porque não tinha vencido eleições. 2004 não foi assim há muito tempo.
Infelizmente, e politicamente falando, Portugal não é a França, nem o Reino Unido. O nosso regime não aguenta um plano de austeridade levado a cabo por dois partidos de direita, não sendo um deles o mais votado.
Um PS, vencedor de eleições, nunca aceitará um lugar subalterno no governo. E o país não aguenta um plano de austeridade imposto por dois partidos de direita, que não venceram eleições, sem o apoio do PS.
ALERTA CRÍTICO
O PS não governa e não gere; atropela, manipula e conspurca, e num estalar de dedos transferem para outros e todos nós o ónus da promiscuidade e do desvario que vão semeando. Não há solução para o País com estes ditos socialistas catastróficos a governar, e incuráveis ciclones destruidores quando na oposição. Num simples exercício prático e infalível imagine-se o discurso e prática de tal gente, se dirigido a quem tivesse sido autor de 1/10 das abusivas malfeitorias da própria autoria e paternidade. Não é preciso destruí-los, mas reservando-lhes uma grande lição pode ser que aprendam a comportar-se decentemente. Para o País estragos mínimos, máximo 19% para o cérebro de tão sinistro atentado.
Reduzir a expressão simples e inofensiva, como vestígio inerte de matéria corrosiva.
PS SÓZINHO OU ACOMPANHADO É NOSSO MAU FADO.
Comentário por a.marques — Maio 16, 2011 @ 10:28
A análise é correcta e é isto mesmo que nos levará, pela 4ª vez ao pântano.
A Soares, Guterres e Sócrates I, poderemos ser levados, de novo, por Sócrates II mas aí, pela certa, ficamos mesmos atolados definitivamente pois o Mundo não está para suportar falhados.
Infelizmente, mesmo que Sócrates II fique apenas na oposição, colado ao BE e CDU, com a comunicação social (da esquerda suicida) o fim deverá ser o mesmo…
Este é um problema da democracia e do nosso sistema de legitimação.
As maiorias exigem e os decisores estão encurralados. Não vão a lugar nenhum.
http://existenciasustentada.blogspot.com/2011/01/17-democracia.html?utm_source=BP_recent
Comentário por Gonçalo — Maio 16, 2011 @ 10:46
«Em 2004, Pedro Santana Lopes também substituiu um Primeiro-Ministro. Tal como no Reino Unido, o Primeiro-Ministro não é eleito, mas indicado pelo Chefe de Estado e com o apoio do Parlamento. Ao contrário, do que aconteceu com Major, poucos em Portugal, reconheceram a legitimidade de Santana Lopes. Porquê? Porque não tinha vencido eleições. 2004 não foi assim há muito tempo.»
A situação não é comparável. Santana Lopes não fazia sequer parte do governo, para além dos restantes anti-corpos mediáticos que vinha criando durante anos. Além disso, a eventual menor legitimidade de Santana Lopes não advinha tanto de não ter “vencido” eleições, como de nem sequer ter ido a eleições. Mas mais importante é o facto de que, efectivamente, os eleitores não queriam Santana Lopes como primeiro-ministro; coisa que demonstraram amplamente quando tiveram oportunidade de o fazer nas urnas.
«Infelizmente, e politicamente falando, Portugal não é a França, nem o Reino Unido. O nosso regime não aguenta um plano de austeridade levado a cabo por dois partidos de direita, não sendo um deles o mais votado.
Um PS, vencedor de eleições, nunca aceitará um lugar subalterno no governo. E o país não aguenta um plano de austeridade imposto por dois partidos de direita, que não venceram eleições, sem o apoio do PS.»
Isto parece mais um argumento a favor de o PSD preferir coligar-se com o PS do que com o CDS.
Parece-me má estratégia…
Comentário por Migas — Maio 16, 2011 @ 12:27