Já viram nas ruas o novo cartaz do Bloco de Esquerda? Defende a reestruturação da dívida!
Esta deverá ser a única proposta do BE que subscrevo. Como já afirmei em anterior post:
[Com a reestruturação da Dívida] o melhor que o Governo português pode fazer é pagar Dívida Pública com Dívida Pública. Por outras palavras, “obrigar” os credores a aceitarem títulos do Tesouro como pagamento.
Quanto ao financiamento do Orçamento de Estado, passando a ser quase impossível aceder ao mercado da dívida, as despesas terão de descer rapidamente ao nível das receitas cobradas. Ou seja, défice zero. Este ano, não em… 2050!!!
Agora só falta o Bloco explicar se o défice zero seria atingido, este ano, apenas com aumento de impostos (como fazem crer pelos restantes cartazes) ou, também, através de drásticos cortes na despesa…
Reestruturar a dívida – uau!, nunca um povo foi tão globalmente semi-licenciado em economia, à Sócrates e a seu sunday morning diploma – é uma medida que tresanda a eleitoralismo, unicamente. O curioso nem é a componente eleitoralista da medida, populista e demagoga, que era expectável dado o cenário político que vagueia por Portugal, mas o facto de o seu proponente, o economista Louçã, dizer-se e considerar-se, e aparentemente é, licenciado em economia. No entanto, parece esquecer o processo económico, principalmente, e político que sucede a reestruturação.
Nesta universidade – London School of Economics – Portugal é, apesar dos meus esforços de argumentação patriótica (que há muito me candidatam a um lugar vitalício no Miguel Bombarda… e numa ala que está ainda para inaugurar…), uma chacota, e atenção que o pensamento liberal não funciona em regime de monopólio. Portugal é uma chacota, e o Partido Socialista e o Sócrates são os chefes da tribo.
Comentário por Insurrecto Meditativo — Maio 11, 2011 @ 04:06
por inaugurar…
Comentário por Insurrecto Meditativo — Maio 11, 2011 @ 04:08
BZ, sobre isso (sorry não tenho tempo para postar)
http://aartedafuga.blogspot.com/2011/05/reject-euro.html
Comentário por AntonioCostaAmaral (AA) — Maio 11, 2011 @ 09:12
Na Argentina teve o efeito contrário.
Comentário por JoaoMiranda — Maio 11, 2011 @ 12:07
AA (e João Miranda!),
Do artigo citado: “Then Argentina defaulted on its foreign debt and cut loose from the dollar“. A desvalorização da moeda é, para o caso dos países da zona-euro, complicada…
Comentário por BZ — Maio 11, 2011 @ 13:56
A reestruturação é inevitável.
Portugal não tem, nem terá, crescimento económico necessária para pagar o serviço duma dívida como a que tem, e aos juros que será forçado a pagar.
É fácil.Alinhem os numeros, calculem os juros, subtraiam ao crescimento e… verão que se trata duma miragem, dum embuste.
Toda a Europa o sabe, e procura ganhar tempo para montar uma reestruturação organizada a nível europeu, de forma a salvar a moeda única.
Quanto a nós portugueses, ou jogamos o jogo da economia de mercado de forma competente, e poderemos trilhar caminhos com mais prosperidade ou continuamos na discussão esquizofrénica do “estado social, da esquerda,dos neoliberais, dos trabalhadores e dos patrões, do rato Mickey e do Pato Donald”.
Comentário por ricardo saramago — Maio 11, 2011 @ 14:52
Mas porque é que insistem em fazer-se desentendidos? Não é a que conclusões a Moody’s chega mas quando e baseadas em quê. Sempre tivemos imensa gente, de vários quadrantes políticos, a dizer o mesmo. Se a situação é tal, porque é que os downgrades antecedem sempre a ida de Portugal aos mercados? Se a situação é tal porque é que há duas semanas tínhamos um determinado rating e depois de nos comprometer-mos com um programa de austeridade, leva downgrade? Qual é a lógica, que não a de um player no mercado? Não sejam ingénuos, se houve quadrante onde muita gente teve que arrepiar caminho foi do lado dos Cavacos, dos Passos Coelhos e dos José Gomes Ferreiras desta vida.. A esquerda sempre disse o mesmo, sobre a dívida e sobre as agências de rating. E isso é que vos custa.
Comentário por Não Interessa — Julho 12, 2011 @ 16:22
Caro/a (ingénuo) Não Interessa,
A dita esquerda – julgo que está a falar do BE e PCP – nunca explicou quais as medidas necessárias para levar a cabo a renegociação (incumprimento) da dívida. Ou julga que, depois disso, ainda haveria quem estivesse disposto a financiar o défice de um Estado caloteiro?
Comentário por BZ — Julho 12, 2011 @ 16:31
A esquerda sempre disse o mesmo, sobre a dívida
Sim sim, a esquerda estatista sempre foi contra a dívida, o défice, o “investimento” estatal para promover “a Economia”, os gastos “públicos” no Estado Social, as despesas de um Estado — como é que dizia Louçã? — “glutão”!
Comentário por AA — Julho 12, 2011 @ 18:19