“It doesn’t say much. Only ‘Howard Roark, Architect’. But it is like those mottoes men carved over the entrance of a castle and died for. It’s a challenge in the face of something so vast and so dark, that all the pain on earth – and do you know how much suffering there is on earth? – all the pain comes from that thing you are going to face. I don’t know why it should be unleashed against you. I know only that it will be. And I know that if you carry these words through to the end, it will be a victory, Howard, not just for you, but for something that should win, that moves the world – and never wins acknowledgment. It will vindicate so many who have fallen before you, who have suffered as you will suffer. May God bless you – or whoever it is that is alone to see the best, the highest possible to humans hearts. You’re on your way to heel, Howard.”
The Fountainhead, p. 129.
Este livro é aconselhável aos que não se querem deixar corromper. Aos que não facilitam. Aos que são chatos, teimosos, persistentes, têm e seguem o sonho de serem livres. Livres, naquele nível íntimo que é o da consciência. Livres do peso limitador dos outros. Os que precisam sentir o abismo que é trabalhar, construindo algo do nada para se sentirem vivos. Parte integrante deste mundo. Parte integrante da criatividade humana deste mundo. Aos que acreditam nas suas capacidades e não as desvirtuam para serem reconhecidos. Aos que não aguardam qualquer agradecimento. Acreditam na criatividade do homem quando não controlada por quem a receia ver fluir. Nada esperam dos demais e têm fé em si mesmos.
Para os que não se revêem neste espírito, os que não acreditando nos seus méritos, os trocam pelo reconhecimento alheio e nunca questionam o que lhes dizem ser a verdade; aqueles que receiam a originalidade dos outros e, fixando-se obsessivamente neles, não descansam enquanto não a destruírem, esta obra é um ultraje e uma ofensa à sua dignidade.
A sua leitura devia ser obrigatória para uns e para outros. Os primeiros para perderem a vergonha de continuar; os segundos para saírem da frente.

Absolutamente de acordo. Por sinal, o livro está, desde ontem, no meu destaque “Leituras“.
Howard Roark é uma das grandes personagens da literatura. Para ele, a “alma” é sagrada pelo que, em caso algum, poderá ser corrompida, mesmo que para isso tenha que sofrer inominavelmente. Mesmo que à custa do seu intelecto, da sua Arte, do seu ser.
Comentário por Eduardo F. — Maio 9, 2011 @ 12:50
Se essa mentalidade fosse generalizada, será que conseguiam existir empresas (ou pelo menos de empresas com mais de meia-dúzia de empregados)?
Não que isso me incomodasse, mas deveria incomadar a Rand.
Comentário por Miguel Madeira — Maio 9, 2011 @ 13:54
” Aos que acreditam nas suas capacidades e não as desvirtuam para serem reconhecidos. Aos que não aguardam qualquer agradecimento. Acreditam na criatividade do homem quando não controlada por quem a receia ver fluir. Nada esperam dos demais e têm fé em si mesmos.”
consta que é o livro de cabeceira de socrates
Comentário por bg — Maio 9, 2011 @ 14:51
E, acima de tudo, faz parte de uma colecção cuja capa e papel são uma delícia.
Comentário por Luís Gaspar — Maio 9, 2011 @ 19:42
[...] sequência deste post sobre The Fountainhead, do André Abrantes Amaral, o Miguel Madeira interroga-se sobre a [...]
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[...] 1 – Caríssimas, é caso para dizer: se alguma de vós for violada, é bom que tenha a ‘sorte’ de levar também uns valentes tabefes 2 – A Finlândia e os eleitores portugueses 3 – De hoje em diante, o Estado tem de dar lucro 4 – Análise do debate José Sócrates – Paulo Portas 5 – Zest of achievement [...]
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