O Insurgente

Maio 31, 2011

O efeito Carlos Abreu Amorim na campanha do PSD em Viana

Filed under: Política,Portugal,Sondagens,Videos — André Azevedo Alves @ 21:30

A má escolha de cabeça de lista do PSD por Viana até pode ser mesmo a principal causa da fraca mobilização na campanha do PSD no distrito, mas creio que os abrantes têm poucas razões para ficar entusiasmados com isso: nas legislativas portuguesas, os factores mais determinantes para o voto são quase sempre nacionais, pelo que nem mesmo a escolha de Carlos Abreu Amorim deverá impedir que o PSD ganhe um deputado ao PS por Viana do Castelo.

Leitura complementar: O cabeça de lista do PSD por Viana: um auto-retrato.

Qualquer um dos partidos oferece motivos de sobra para afastar liberais

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:17

RE: O cantinho do telespectador (parte 1). Por Adolfo Mesquita Nunes.

O RAF insiste — e faz bem, porque é eleitor do PSD — em destacar a infeliz frase de Paulo Portas na qual este se diz sentir mais à esquerda do que o PSD em questões sociais. Infeliz, já o disse, porque me parece que Paulo Portas labora no preconceito dos eleitores, em vez de o desmistificar. Ou seja, em vez de demonstrar que a direita tem uma legitimidade social própria, prefere, talvez por ser mais fácil e as eleições estarem perto demais, trabalhar no preconceito geral de que é a esquerda a campeã da coisa.

Infelizmente, esta é uma estratégia comum. Pedro Passos Coelho, por exemplo, pelo meio de tiradas contra o RSI (quem diria?..), afirma que só o PSD pode defender o Estado Social. Se bem percebo Pedro Passos Coelho, a ver pelo entusiasmo do RAF no seu liberalismo, o PSD pretende mudar o modelo de Estado Social que temos. Mas em vez de demonstrar que o modelo de Estado Social tem de ser alterado, transformando-o numa outra coisa, Passos Coelho prefere, talvez por ser mais fácil e as eleições estarem perto demais, trabalhar no preconceito geral de que o Estado Social é o modelo último e perfeito, que apenas carece de uns acertos aqui e ali.

Quanto a qual dos partidos melhor pode acolher uma aproximação ao liberalismo, cá estaremos para ver o que nos trazem os próximos quatro anos, sendo certo que qualquer um dos partidos oferece motivos de sobra para afastar liberais.

Isto não vai acabar bem…

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:12

Public Poll: 75% Greeks Negative on IMF, 33% Favors Changes through ‘Revolution’

Best of Sócrates

Filed under: Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:10


(via 31 da Armada: Best of Sócrates, o último episódio)

“Luís, isto ficava melhor se alterasses o rumo das sondagens”

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 20:07

Dados Eurosondagem: PS cada vez mais perto… da oposição

PSD: 35,5%
PS: 32,2%
CDS-PP: 12,6%
CDU: 7,6%
BE: 6,3%

PSD + CDS = 48,1%
PS + CDU + BE = 46,1%

PS diz que vai “alterar o rumo das sondagens”

José Manuel Pureza – uma boa razão para mobilizar os eleitores de Coimbra (2)

Filed under: Legislativas 2011,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 19:30

BE | JOANA AMARAL DIAS | apoio à candidatura de JM PUREZA

É importante que no próximo dia 5 de Junho os eleitores de Coimbra ajudem o Bloco de Esquerda a ser forçado a trocar de líder parlamentar e permitam a José Manuel Pureza voltar a dedicar-se a ser investigador a tempo inteiro no Núcleo de Estudos para a Paz do CES.

Leitura complementar: O cantinho do telespectador (XII).

É a democracia a nascer no Médio Oriente

Filed under: Internacional,Médio Oriente — Maria João Marques @ 19:23

«Um general egípcio admitiu que foram feitos “testes de virgindade” a mulheres detidas durante as manifestações de Março – e defendeu mesmo a prática dizendo que se destinava a evitar que as manifestantes dissessem, mais tarde, que tinham sido violadas pelos militares. (…)

A Amnistia Internacional tinha alertado para os maus tratos a que tinham sido submetidas as mulheres que se tinham manifestado às mãos dos militares: choques eléctricos, espancamentos, revistas sem roupa, ameaçadas com acusações de prostituição e forçadas a submeterem-se a um teste de virgindade.

“Estas raparigas não eram como a sua filha ou a minha”, disse, citado pela CNN. “Estas eram raparigas que estavam acampadas com rapazes na praça Tahrir, em tendas com cocktails Molotov e drogas”, afirmou. “Não queríamos que dissessem que as tínhamos atacado sexualmente ou violado, por isso queríamos provar que já não eram virgens”, argumentou. “Nenhuma era.” (…)
Uma das vítimas nomeadas no relatório da Amnistia Internacional contou à estação norte-americana CNN o que aconteceu depois de soldados fardados a terem levado para o museu na praça Tahrir. Amarraram-na, obrigaram-na a ficar no chão, bateram-lhe, deram-lhe choques, chamara-lhe prostituta.»

Eu não percebo se o dito general referido na notícia acredita na impossibilidade de uma mulher que não é virgem ser violada ou se considera que violar uma mulher que já não é virgem não tem mal nenhum. De qualquer modo, é elucidativo.

Alguém consegue distinguir os anos de governação PSD dos PS? (2)

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 18:16

Mercado livre na Plaza de Cataluña

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 17:47

Un bloguero liberal seguidor de la Escuela Austriaca, Joan Tubau, ha puesto a prueba las convicciones del movimiento de los indignados. Si sus peticiones, una vez se salen del marco de la reforma electoral, son consistentemente socialistas en mayor o menor grado, sus prácticas en la vida real parecen ajustarse más al aprovechamiento de las ventajas del libre mercado.

Tubau decidió renunciar a una noche de diversión y se pasó por un supermercado, compró 600 latas de cerveza y las vendió la noche del viernes –con gran asistencia a la acampada de la Plaza de Cataluña en Barcelona– en unas tres horas, según relata en su blog. Mientras tanto, una vegetariana que vendía pasteles de zanahoria no lograba colocar su mercancía entre los concienciados manifestantes. Los beneficios, 250 euros, planea invertirlos en la compra de un Ipad. (…)

Aqui.

Acidentes de trabalho

Que exploração capitalista – desculpem a redundância – é esta? É preciso pôr cobro a esta situação pré-humana de exploração do homem pelo homem. Os homens do campo precisam de mais e melhores condições de trabalho.

Alguém consegue distinguir os anos de governação PSD dos PS?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 14:02

hora h

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 11:56

O braço de ferro entre a Europa e a Grécia está, na minha opinião, esgotado. Nenhuma das partes convence a outra. Pessoalmente, tenho muito pouca simpatia por aquilo que vou lendo dos responsáveis gregos. E parece-me que, com excepção da Alemanha, que nos corredores do poder continua a insistir numa reestruturação da dívida grega como contrapartida para novos empréstimos, não existe dos restantes líderes europeus a percepção de que, ao ajudar a Grécia, apesar de esta não merecer grande ajuda, se concretizará mais um passo rumo à integração política da Europa.

Agora, também é certo que essa integração tem de ser voluntária. Acima de tudo, tem de ser negociada, com vantagens percepcionadas por ambas as partes. Pelo contrário, não pode ser apresentada como uma versão moderna do Tratado de Versailles, que, convenhamos, é a ideia que resulta do título dos memorandos que a troika tem imposto aos países periféricos (no caso português, o título do memorando, em inglês, é “Memorandum of Understanding on Specific Economic Policy Conditionality“). Assim, para que se chegue a bom porto, isto é, a uma negociação que, por um lado, alivie o fardo creditício da Grécia e, por outro lado, conceda a Bruxelas o controlo efectivo da política orçamental grega, é necessário que, pelo menos, uma das partes veja o abismo diante de si, para que, rapidamente, possa regressar à mesa das conversações com incentivo redobrado. Ora, neste momento, só me parece existir uma via para atingir esse fim: deixar cair a Grécia no final de Junho. Deixai-a estatelar-se. E avalie-se, então, o impacto, associado ao default grego, produzido nos balanços dos bancos europeus. Estou convencido de que: a) este impacto não será catastrófico (mas verdade seja dita ninguém sabe, nem mesmo o BCE, qual é o impacto) e; b) será a única forma de demonstrar aos gregos que têm mais a ganhar mudando de vida e com mais Europa, do que mantendo os mesmo vícios e afastando-se dessa mesma Europa.

Uma última nota: na hora do colapso grego, que está iminente, será crucial que a Europa se una num esforço de magnanimidade, não se aproveitando da sua força negocial. Se isso acontecer, honrar-se-á a memória dos primórdios do Projecto Europeu, que sonhava com a ideia de uma verdadeira União Europeia. Pelo contrário, se tal não acontecer, então, será a melhor forma de enterrar o assunto de uma vez por todas

The Biggest Loser

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 09:46

“Uma campanha eleitoral assemelha-se, num aspecto, à fotografia: aumentando o campo, perdem-se muitos pormenores. A indigente agitação eleitoral em que vivemos quis fazer um enquadramento tão geral que não se falou dos pormenores essenciais: os acordos com a troika (…) O que é espantoso é que estamos a poucas semanas de se ter de tomar medidas cruéis e os partidos que aspiram ao cargo de primeiro-ministro, PS e PSD, parecem estar em vésperas de um piquenicão. Se a troika é Speedy Gonzalez, PS e PSD são os vagarosos piratas da perna-de-pau. Sócrates ou Passos Coelho não terão um segundo para decretar tudo o que foi assinado com a troika e que os portugueses desconhecem.”, Fernando Sobral, hoje no Jornal de Negócios.

Ora, se desconhecem, aqui vão as medidas previstas no segundo documento (de 17/05/2011).

Do Orçamento de Estado para 2012, que terá de ser apresentado em Bruxelas muito em breve, do lado da despesa, deverá constar o seguinte (slides 2, 3 e 4):

  • Redução de 500 milhões de euros nas despesas de funcionamento da Administração Pública Central;
  • Redução de 100 milhões nas despesas de funcionamento dos Serviços e Fundos Autónomos;
  • Redução de 175 milhões nas transferências correntes para a Administração Pública Local e Regional;
  • Redução de 500 milhões no Investimento Público;
  • Redução de 515 milhões nas despesas de funcionamento do Sector Empresarial Público;
  • Redução de 445 milhões na atribuição de Pensões;
  • Redução de 150 milhões na atribuição de Subsídios de Desemprego;
  • Redução de 550 milhões no Sistema Nacional de Saúde;
  • Redução de 100 milhões na ADSE e afins;
  • Redução de 195 milhões na Educação Pública.

Quanto ao Orçamento de Estado para 2013, mesmo depois de todos os cortes realizados ao longo de 2012, descritos anteriormente, do lado da despesa deverá ainda constar o seguinte (slides 5 e 6):

  • Redução de 500 milhões de euros nas despesas de funcionamento da Administração Pública Central;
  • Redução de 175 milhões nos Serviços e Fundos Autónomos e Sector Empresarial do Estado;
  • Redução de 175 milhões nas transferências correntes para a Administração Pública Local e Regional;
  • Redução de 350 milhões no Investimento Público;
  • Redução de 350 milhões na atribuição de Benefícios Sociais;
  • Redução de 375 milhões no Sistema Nacional de Saúde;
  • Redução de 100 milhões na ADSE e afins;
  • Redução de 150 milhões na Educação Pública.

Et voilá, eis o cardápio que nos será servido. Ao todo, entre 2012 e 2013, estamos a falar de uma cura de emagrecimento superior a 5.000 milhões de euros e que, grosso modo, corresponde, em montante, ao défice primário anualizado, registado até Abril, publicado no último relatório da Direcção Geral do Orçamento. Uma última nota: faltou, em relação ao Programa de Governo da troika, enunciar os aumentos previstos nos impostos…

Do Egipto, uma opinião primaveril

Filed under: Ambiente,Médio Oriente,Media — ruicarmo @ 01:42

De Amr Yossef, In defense of reason, not Israel.

1. Israel works to weaken Egypt
Common among conspiracy theorists in Egypt is the notion that Israel wants an Egypt that is weakened, divided, and torn by sectarian violence. (…)
In fact, a stable Egypt is in Israel’s interest. A divided Egypt might turn into another Iran, where organized Islamists took over a shattered state after a democracy-seeking uprising. Alternatively, it might turn into another Lebanon, where state weakness allows actors like Hezbollah to attack Israel at will. Would Israel be interested in creating a similar situation in which Jihadists join Hamas and operate from Egypt? Of course not.
At best, a chaotic Egypt might turn into a Mexico (or a Pakistan?) where another weak state fails to stop cross-border illegal immigration, drug and weapons trafficking. Thousands of African illegal immigrants enter Israeli territory from Sinai each year, despite measures taken by Egyptian authorities. Skyrocketing numbers of African infiltrators, drugs, let alone explosives, would reach Israel in case the Egyptian government loses control, or is domestically too busy to control borders.
None of these scenarios are good for Israel, and therefore it would certainly be interested not in undermining Egypt, but rather in an in-control, stable government in Cairo to keep the peace, and maintain order on the southern border.

2. Israel wants to occupy Egypt
The conventional view that Israel plans to occupy Egypt or re-occupy Sinai is part of a broader myth that Israel’s long-term strategic objective, out of Jewish religious beliefs, is to rule from the Nile to the Euphrates. Alleged “evidence” maintains that over the Knesset’s entrance hangs a map asserting that “the Land of Israel from the Nile to the Euphrates,” and that the Israeli flag’s two horizontal blue lines represent the Nile and the Euphrates rivers. Yet the truth is that there is no such a map in the Knesset, and the lines in Israel’s flag are derived from the design of the traditional Jewish prayer shawl.
The “Greater Israel” claim is as true as the contention that Muslims plan to establish a world-ruling Islamic caliphate. Some ultra-extremists might want to, but the vast majority does not even think of it. First, it would take a fairly insane Israeli leadership to bear the massive military and economic burden of invading a country of Egypt’s scale. Note that occupational experiences have exhausted Israel in areas as small as the Gaza Strip, southern Lebanon, and even the West Bank. Second, paradoxically, this claim contradicts another generally accepted view by the Egyptian public asserting that Israel is militarily superior and enjoys full, unconditional US support. Why, if this really is the case, has Israel not attempted an invasion? The answer is simple: Israel is satisfied with the current status-quo — in which, it perceives, Israel is the one deterring its neighbors and not vice versa — and is not interested in a territorial expansion that would go far beyond its capabilities.

3. Israel is all-powerful
Most Egyptians apparently believe that the premises of The Protocols of the Elders of Zion, displayed in an Egyptian TV series titled “A Horseman without a Horse” in 2002, are true. Within this framework, obviously inflated notions — such as that Israel exploited agricultural cooperation with Egypt to either cultivate cancer-causing products in Egyptian soil or export these products to Egypt, and that the Mossad stood behind the December 2010 fatal shark attacks to hit tourism in Egypt’s Red Sea resorts — are easily accepted. Notwithstanding that such allegations have no factual or logical grounds, no one stops to ask why should an Israel facing serious security challenges (Iran, Hamas, Hezbollah, etc.) busy itself with that kind of stuff.
On a larger scale, Israel, or the Jewish people (as people hardly distinguish between Jews and Israelis), is viewed as a mighty force that rules the world through Jewish communities. It follows that any Israeli (or Jewish) economic or cultural activity in Egypt is seen as part of a “grand plan” to penetrate the society and gradually pervade all walks of life. While the Israel lobby in the US and elsewhere is truly powerful, the claim that the Jewish state controls the world provides, unfortunately, a tool to cover up one’s own failures than a realistic proof.
That these misconceptions are shared by a large part of the Egyptian public, which in a representative democracy will significantly influence the foreign policy agenda, is disappointing. That is because the revolution against the old regime has not yet removed old myths which deny the public opinion credible and informed judgments, regardless of whether a democratic Egypt would see in Israel a friend or a foe.

As propostas de Sócrates para o país

Filed under: Blogosfera,Energia,Política,Portugal — ruicarmo @ 01:01

Sócrates, o líder da Oposição, por David Levy.

José Manuel Pureza – uma boa razão para mobilizar os eleitores de Coimbra

Filed under: Legislativas 2011,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 00:04

O Bloco de Esquerda não contava estar tão em baixo nas sondagens e, por estes dias, está nitidamente à rasca com a possibilidade de José Manuel Pureza, o actual líder parlamentar bloquista, não conseguir ser reeleito como deputado por Coimbra.

É importante que no próximo dia 5 de Junho os eleitores de Coimbra ajudem o Bloco de Esquerda a ser forçado a trocar de líder parlamentar e permitam a José Manuel Pureza voltar a dedicar-se a ser investigador a tempo inteiro no Núcleo de Estudos para a Paz do CES.

Leitura complementar: O cantinho do telespectador (XII).

Maio 30, 2011

Os meios da campanha do PS

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:06

A extraordinária máquina de propaganda eleitoral do PS. Por Ricardo Santos Pinto.

Ao lado da extraordinária máquina de propaganda eleitoral do PS, todos os outros Partidos, incluindo o PSD, são quase amadores. Senão vejamos:
- 5 autocarros de 55 lugares em permanência
- 20 monovolumes em permanência
- um camião tir com palco, régie e ecrã gigante e 3 técnicos
- duas estruturas independentes com equipas de 10 elementos cada uma para montagem e desmontagem de palco, dotado de sistema de som profissional estilo concerto de média dimensão
- 3 bancadas (duas laterais e uma frontal) com capacidade total para 250 pessoas sentadas
- t-shirts, sacos de pano, canetas, calendários, chapéus, edição de 6 jornais de campanha, flyers de todo o tipo e feitio, múltiplos adereços para oferta, autocolantes, etc.
- mobilização constante de dezenas de autocarros – foram pelo menos 20 no comício da Afurada, 25 no de Braga (todos da Transdev) e um número incalculável no comício do Porto de ontem.
No meio disto tudo, expliquem-me por favor como é que o PS só prevê gastar 2 milhões de euros na presente campanha eleitoral.

“Luís, arranja-me outras sondagens”

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 20:50

Infelizmente para o chefe do Luís, consta que as sondagens internas que o Luís tem em sua posse são neste momento ainda menos animadoras para o chefe do que as que são públicas…

Dados Eurosondagem: PSD aumenta vantagem sobre o PS

PSD: 34,7%
PS: 32,1%
CDS-PP: 12,9%
CDU: 7,7%
BE: 6,3%

PSD + CDS = 47,6%
PS + CDU + BE = 46,1%

Dados Intercampus: PSD parte para a recta final da campanha a descolar do PS

PSD: 37,0%
PS: 32,3%
CDS-PP: 12,7%
CDU: 7,7%
BE: 5,2%

PSD + CDS = 49,7%
PS + CDU + BE = 45,2%

não se dão ao trabalho

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 20:16

“A SIC-Notícias revela que a troika está preocupada com o risco de Portugal falhar as metas do acordo. Em causa estão os prazos que têm de ser cumpridos e o facto de não estarem a ser feitos estudos técnicos para que o novo Governo tome decisões.”, na edição online do Jornal de Negócios.

Ora, hoje mesmo, de manhã, publiquei um post reflectindo estes mesmos receios, que resultam de uma única consideração sobre Portugal: os estrangeiros, quando aceitaram as revisões dos prazos (presente envenenado do PS?), que constam do segundo documento negociado com a UE/FMI (ao que se supõe à margem do entendimento obtido junto do PSD e do CDS), revelaram um profundo desconhecimento, aliás, uma inacreditável ingenuidade, acerca da política portuguesa e dos próprios portugueses. Primeiro, num País em que o Estado é o primeiro a não cumprir prazos e em que tudo demora uma eternidade, como é que se negoceiam prazos tão limitados de tempo sem sequer se conhecer o Governo desse mesmo Estado? Segundo, e mais importante ainda, num País em que são as decisões políticas que condicionam os estudos técnicos, ao contrário do que sucede no mundo germânico ou anglo-saxónico em que são os estudos técnicos que condicionam as políticas adoptadas, a que propósito pensaram os estrangeiros que Portugal iria agora mudar de vida?

Enfim, ainda neste segundo ponto, o exercício de uma cidadania activa, numa democracia evoluída, pressupõe a existência de pensamento reflectido e a articulação de ideias e propostas com base no estudo e na realidade dos factos. Assim sendo, a chamada Troika cometeu um enorme erro de julgamento: é que não há em Portugal uma opinião pública que incentive essa ética cívica, essa busca desinteressada pela verdade das coisas. Há, quanto muito, alguma opinião publicada, aqui e acolá independente, mas que na maioria serve apenas para suportar preconceitos políticos. Ou não fosse este o País dos ditos pareceres…Infelizmente, a Democracia entra em falência quando há pobreza de espírito, em particular quando se fomenta a descontinuidade e o fosso entre eleitos e elegidos. Ora, em Portugal, acontece um pouco dos dois. E o facto de isso se apresentar como irreformável, porventura, nem pela força das circunstâncias (financeiras), é que é assustador. Das duas uma: ou não sabemos viver em Democracia ou nunca estivemos, verdadeiramente, preparados para ela.

Ps: Alguns meses antes de se ter iniciado o debate acerca da redução nominal dos salários na Administração Pública, baseado nos prémios salariais injustificados, atribuídos no Público que não têm correspondência no Privado, fartei-me de escrever a este propósito citando, entre variados agregados estatísticos, um magnífico estudo de investigadores do Banco de Portugal (“Wages and Incentives in the Portuguese Public Sector”), publicado em Julho de 2009, onde eram descritos e publicados esses mesmos prémios injustificados (isto é, diferenças de salários entre público e privado para a mesma função e mesmo grau de qualificação). Apesar da minha insistência, nos blogues, nos jornais e na televisão, nunca vi, até hoje, outros comentadores a referirem-se em detalhe àquele estudo, não obstante a actualidade do assunto. Aliás, é curioso que aquele estudo nunca tenha sido publicado em português…como que a querer dizer “deixa lá publicar isto em inglês, pois, cá, não se vão dar ao trabalho de o ler!”

Daniel Hannan – European Conservatives and Reformist’s Group

Filed under: Internacional,Política,União Europeia,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Além de tudo o resto (e é muito) que abona a favor dele, Daniel Hannan tem muito bom gosto no que diz respeito a gravatas…

ECR MEP Daniel Hannan

O cantinho do telespectador (XIII)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:30

O João Miranda, com o brilhantismo que se lhe conhece, resume com enorme felicidade aquilo que penso sobre a forma de manipular a campanha e os famosos “ditos” de PPC. Obrigatório ler, “Passos Coelho dá mais um tiro no pé“:

Passos Coelho (início da manhã): — “está um dia bonitito”
No blog dos abrantes: “Passos Coelho faz sarcasmo com o clima do país”
Fernanda Câncio no Twitter: “Este ataque do Passos ao turismo nacional é mais um tiro no pé. Daqui a pouco está a desmentir-se”
João Galamba no Twitter: “Vejam este link. Os inquéritos aos turistas estrangeiros mostram que eles gostam do nosso clima. PPC não sabe do que fala”
Fernanda Câncio: “@joaogalamba PPC mostra mais uma vez que não está preparado para governar.”
Reporter na campanha de Passos Coelho: “Acusam-no de prejudicar o turismo, como comenta?”
Passos Coelho: “Nunca foi minha intenção atacar o turismo. A verdade é que hoje de manhã o dia bonitito, mas de facto já vi dias melhores”
Fernanda Câncio: “Vejam este link. Já se desmentiu. Novo record. Menos de 2 horas”
José Sócrates: “Estou chocado com o ataque do PSD ao turismo nacional”
Post num blog de direita: “Assim não vamos lá. Passos Coelho não pára de dar tiros no pé”
Post por simpatizante do CDS: “O CDS criou o ministério do turismo. Respeitamos o turismo, ao contrário de Passos Coelho”

(JM, no Blafémias)

O cantinho do telespectador (XII)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:27

Lá que o Daniel Oliveira queira apelar ao voto no José Manuel Pureza, é um problema dele; agora, que fale nos candidatos do PSD como se fossem uns números – ” o segundo, o terceiro ou o quarto das listas do PSD” – é já um bocado de nabice. Prefiro mil vezes mais ter no Parlamento o Pedro Saraiva, a Nilza de Sena ou o Nuno Encarnação, que o José Manuel Pureza. O três candidatos que refiro acrescentam, são pessoas altamente capazes, e dão 10 a 0 a qualquer candidato do Bloco. Essa mania bloquista que são os melhores do mundo, desrespeitando os adversários, é uma das razões pelas quais se arriscam a apanhar uma coça das grandes no próximo dia 4. Já ninguém percepciona a tal excelência balofa, que só os próprios umbigos do Bloco vêem.

O cantinho do telespectador (XI)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 15:53

Depois de um período de auto-deslumbramento que me pareceu um bocado excessivo – e que tive oportunidade de o manifestar – o CDS-PP está a passar um daqueles momentos normais de non-sense e disparate na tentativa de não ver as suas aspirações naturais diminuídas. Só que a falta de jeito vem à tona, e o tal mito do CDS-PP ultra-competente começa a dissipar-se. Depois de Paulo Portas, não fosse haver dúvidas, ter insistido na ideia peregrina de que o CDS-PP está à esquerda do PSD em matérias sociaisacho que desta vez nem a criatividade do Adolfo os salva do disparate - agora é Pedro Mota Soares que quer aplicar a Lei da Rolha a Marcelo Rebelo de Sousa, esquecendo pormaiores, como os que, e muito bem, o Manuel Pinheiro refere, no Cachimbo.

Destaco ainda um pensamento profundo do líder do CDS-PP, que peço que seja transcrito em acta – que provavelmente me vão dizer uma vez mais, lá para os lados do Rua Direita, ter sido novamente “uma má frase a revelar uma boa política – em que Portas afirma, de cravo na lapela, e cito, que “o CDS tem compromisso social e o PSD é mais liberal”. Concordo com Paulo Portas, pena que contrarie a convicção enraizada, wishful thinking, de alguns, que acreditam que o CDS-PP pode ser o melhor refúgio para os liberais em Portugal.

A vida está difícil.

A União Europeia no Papel de Banco Mundial e a Chamada do FMI

Filed under: Internacional,União Europeia — Filipe Faria @ 14:07

O FMI simplesmente privatiza, não liberaliza. A sua intervenção é normalmente incentivada pelas acções do Banco Mundial, e agora, no caso dos PIGS, pela União Europeia.

“The IMF is part of a fiscal and monetary tag team with the World Bank. The World Bank encourages dysfunctional, developing-world leaders to borrow more than their countries can withstand. Once the money has been wasted or spirited away, the country is effectively broke and the big western banks call for the IMF to step in.

The IMF’s solutions are always the same. They tend to crush the middle class by reducing public subsidies and hiking taxes. Then they put tremendous pressure on remaining government officials to sell off a country’s prime assets under the pretext that these are assets that need to be privatized. In truth these are mostly monopoly assets, like water and electrical facilities – and thus even privatization does not remove the monopoly status. One has just transferred a public monopoly into private hands. The profits are tremendous.

It is hard to avoid the conclusion (we won’t) that the EU acted as the World Bank when it came to Europe’s PIGS. These southern countries were given tremendous amounts of cash to supposedly make them financially healthy – or healthy enough to join the EU. But in addition to outright grants were numerous huge loans that were presented to all these countries during the faux-boom of the 2002-2007, many no doubt with EU cooperation. Now that the bill has come due, the EU is cynically calling on the IMF to ensure these countries make their payments.”

Tirado daqui. 

O carácter e a política

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:29

“Como pode haver dignidade, onde não há honestidade?”

Cícero, Janeiro 49 a.c.

Na manhã de 11 de Julho de 1804, Alexander Hamilton e o então vice-presidente norte-americano, Aaron Burr, enfrentaram-se num duelo. As razões que levaram a esse confronto estúpido que destruiu o pouco que restava da reputação de Burr e matou Hamilton, foram discutidas à exaustão. De acordo com Hamilton, as palavras ofensivas por ele proferidas poucos meses antes, não eram de índole pessoal, nem visavam o carácter de Burr, mas a suas escolhas políticas. Sucede que, como para Hamilton era o mau carácter de Burr que estava na origem das suas decisões políticas, a sua justificação não foi aceite.

Este caso mostra bem como a análise do carácter, da honestidade de quem ocupa um cargo público não se separa do exame feito às suas qualidades políticas. É muito difícil acreditar num homem que mente sobre o que foi discutido nas reuniões, mente sobre o que dizem os números, mente sobre o que lhe dizem os parceiros europeus, apresenta um facto hoje para o desdizer amanhã com toda a naturalidade e se ofende quando é posto em causa. O carácter conta. Contou mais que a vida de Hamilton, o prestígio de Burr e contará com certeza mais que a reeleição de José Sócrates.

As aulas do Prof. Marcelo

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 09:58

Em um programa em que Marcelo deu o melhor empurrão possível à última semana de campanha do PSD, propondo uma lógica simples para indecisos votarem no seu PSD, o ponto alto foi o momento em que o entrevistador coloca em questão a necessidade de cumprimento do acordo.  Como se fosse óbvio que o acordo não era necessariamente para cumprir, tal como não são tradicionalmente para cumprir os programas de governo apresentados nas campanhas eleitorais.

Marcelo lá lembrou que o acordo não era com os Portugueses. Era com a UE e com o FMI. E esses senhores vão garantir que o acordo estará a ser cumprido como condição para as transferências que o nosso Estado vampiro precisa serem efectuadas.

Há muita gente que pensa em votar Sócrates porque acha que é o PM mais indicado para não cumprir o acordo sem sofrer consequências. Estão parcialmente enganados. Se por um lado é verdade, Sócrates é o rei dos burlões, e se há Portugues capaz de produzir essa ilusão é ele, a probabilidade de ter algum sucesso na burla em questão é, mesmo assim, quase nula.

À Tuga, podemos dizer que o problema não é sermos um país que gosta de lideres mentirosos e ladrões. O azar é que os que têm de nos emprestar dinheiro para podermos continuar a viver na mentira, não são os otários que nós precisamos que sejam. O problema, está claro, é dos outros, que malvados pouco solidários, não se deixam enganar.

o significado de “deadline”

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 09:41

Se houve aspecto que, no plano de Governo negociado pelo…Governo, e ratificado pelo PSD e pelo CDS, com a UE/FMI, surpreendeu o País, foi a sua precisão, quanto a metas numéricas e a prazos temporais. Ora, se a exigência, então revelada, de fixar prazos para o final de Setembro, em matérias tão politicamente complexas como a redefinição das estruturas empresariais públicas ou a reforma da legislação laboral, foi tão leonina, para este País habituado a muita conversa e pouca acção, que podemos agora dizer dos prazos reduzidos que, soube-se este fim de semana, constam do plano final apresentado pelo PS em Bruxelas? Deixaram de ser leoninos e passaram a representar, para os padrões lusitanos, um esforço heróico…

Numa altura em que, na melhor das hipóteses, se afigura uma maioria absoluta PSD-CDS, ou, num pior cenário, uma salgalhada PSD-PS-CDS, sendo que, em ambos os casos, dada a batalha eleitoral e os salamaleques constitucionais, se demorará ainda algum tempo até à formação de um Governo, não percebo como é que se conseguirá cumprir com os prazos previstos para fins de Junho e até aqueles que apontam para fins de Julho. Por exemplo, como é que, no espaço de mês e meio, e dados os evidentes desacordos entre os três partidos, se conseguirá encontrar consenso em redor do reequilíbrio fiscal associado à redução da Taxa Social Única? Ou, outro exemplo, como é que, em menos de um mês, se conseguirá nomear um ministro da Justiça com suficiente força política, a fim de exigir aos tribunais a auditoria que se prevê estar concluída até ao final de Junho? E quanto às privatizações? Uma leitura cuidada do “Primeira Linha” de hoje do Jornal de Negócios (páginas 4 a 8), mostra que, a exemplo da Grécia, também por cá não se vislumbra grande interesse político em executar o que quer que seja…

Em suma, os prazos já eram apertados e agora são-no ainda mais, ao ponto de questionar a própria exequibilidade do plano. E sim, senhor (ainda) primeiro-ministro, as alterações entre a primeira e segunda versão do texto são materiais… Mas, enfim, suspeito que esta segunda versão não será a última. Até lá, até à nova redacção, sugiro que acompanhemos os acontecimentos na Grécia, onde a incompreensão de conceitos como “metas” e “prazos”, na versão germanófila e norte-americana dos termos, fará com que a última tranche do empréstimo negociado em Maio do ano passado junto da UE/FMI, e cujas condições não foram cumpridas pelos gregos, não seja, afinal, entregue. Uma última nota dirigida à esquerda política: enquanto o desequilíbrio orçamental da máquina do Estado, na Grécia ou em Portugal, não for corrigido, não se espere, porquanto não merecemos, um perdão de dívida. Este só aparecerá – e, acreditem, aparecerá mesmo – quando, da evidência factual, resultar que o Estado monstro (e a máquina política e partidária) tenha sido, finalmente, posto na ordem (leia-se, registando excedentes primários, isto é, antes da factura dos juros).

Uma espécie de 5 dias ao ar livre

Filed under: Política,Portugal,Religião,Saúde — Carlos Guimarães Pinto @ 08:24

Ao contrário do que possa parecer, a acampada do Rossio não é um aviso aos partidos de “direita”. É um aviso à extrema-esquerda. Quando os acampados vêm afirmar que esta democracia não os representa, não se referem obviamente ao PSD e ao CDS. Estes nunca os representaram nem, apesar dos desejos de Portas, os virão a representar. Estes acampados são o eleitorado desiludido da extrema esquerda, aqueles que há pouco tempo estariam nas arruadas do Bloco de Esquerda ou a agitar bandeiras na festa do Avante. Não será por acaso que o putativo futuro líder do Bloco de Esquerda tratou de marcar presença, numa tentativa desesperada de marcar terreno naquele importante nicho eleitoral. A acampada é um símbolo do falhanço da extrema esquerda que, tendo chegado a somar mais de 20% dos votos no seu auge, se deve estar a preparar para a pior votação dos últimos anos.

A acampada é também uma amostra do tipo de espírito empreendedor que hoje existe em Portugal: o empreendorismo típico de um país socialista. A primeira característica de um empreendorismo deste tipo é destinar-se a redistribuir e não a produzir, ao contrário do empreendorismo típico de uma economia livre. A segunda característica do empreendorismo em países socialistas é que só consegue ter sucesso perante a garantia de um privilégio burocrático. Ao contrário de qualquer pessoa que queira montar uma organização com fins produtivos, aos organizadores da acampada não foi exigida qualquer licença camarária, inscrição na ordem, autorização governamental, vistoria da ASAE, descontos para a segurança social, respeito por normas de segurança ou, notoriamente, quaisquer normas de higiene. Tivessem todos os portugueses a possibilidade de montar empresas com os mesmos requerimentos burocráticos exigidos aos sabujos da acampada, e hoje talvez não estivéssemos na situação em que estamos.

Os malabarismos esquerdistas de Paulo Portas

Filed under: Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 00:33

Uma excelente comentário do Henrique Raposo às declarações profundamente infelizes de Paulo Portas: Dr. Paulo Portas, eu pensava que usar a coisa do “eu sou mais de esquerda do que x”…

… não era para o CDS-PP. Eu pensava que o CDS-PP era um voto de direita sem complexos. Eu pensava que ter preocupações sociais não é o mesmo que estar à esquerda de y. Ver a direita – que se diz de direita – a usar a falácia do “estou à esquerda de” é triste. Roubar votos ao PS não se faz por aqui. Roubar votos ao PS faz-se mostrando que há outros caminhos para sair da pobreza, que há modelos sociais bem mais eficazes do que aqueles que dizem “ai, eu estou mais à esquerda do que y”. Dr. Portas, não fique com os vícios dos partidos grandes catch-all antes de o ser. O caminho do CDS é ser um catch-all ou um partido de direita sem complexos? Querem crescer porque sim, ou querem crescer porque representam alguma coisa? O CDS-PP novo e tal só faz sentido se representar uma mudança cultural, uma direita sem complexos, se apanhar gente nova que não tem problemas em dizer “sim, sou de direita e não digo ‘estou à esquerda de y’ para me sentir superior”. Aliás, V. Exa. tinha este discurso há uns meses.

Ouvir, nesta hora h, o líder do partido que se senta à direita dizer “ai, eu sou mais de esquerda do que y” é uma desilusão. Porque transmite, mais uma vez, que preocupação social é sinónimo de esquerda. Não esperava que este cliché aparecesse, nesta hora, na boca do partido que supostamente representa um voto numa direita sem complexos e que devia saber que as direitas têm tanta preocupação social como a esquerda. Dr. Portas, mantenha o caminho (“sim, sou de direita, so what?”), e não se ponha com malabarismos esquerdistas.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 00:31

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1não pode ser um fundo de maneio
2O direito ao diploma
3Parece que Faro estava cheia de gente maledicente que não reconhece como a governação de sócrates tem sido um sucesso; em suma: gente anti-democrática que teima em demonstrar e expressar a sua opinião, gente que não merece a democracia
4Sócrates em apuros
5Mário Soares e a União Europeia “Neo-Liberal”

Campanha do PS enche pavilhão

Filed under: Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 00:23

Em tempos de crise económica e política, a campanha do PS dá o exemplo em termos de inovação e empreendedorismo

Como encher um pedaço de pavilhão

(via Henrique Raposo)

Da malta acampada no Rossio

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Educação,Energia,Portugal — ruicarmo @ 00:17

Ora vejam a novidade e a solidariedade da democracia real dos campistas. Pode nem sequer cheirar mas aquela gente toda é capaz de produzir trabalho.

Maio 29, 2011

Português técnico?

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 18:31

Wine bars? Stand-by? Troika? Non-stop? Esclareçam mais uma vez as dúvidas de um expatriado, por favor: em Portugal já não se fala nem se escreve em português? Nem sequer no jornal de referência?

Mais iguais do que outros

Filed under: Double standards — Carlos M. Fernandes @ 16:58

Nestes últimos anos, um bando de iluminados tem vindo a sufocar uma cultura de regras relaxadas e ambiente feérico e a conduzir Espanha por um caminho perigoso no sentido de um Estado policial, arrastando no processo qualquer “impureza” que se atreva a invadir o espaço público. As esplanadas são controladas pelo olhar severo das autoridades locais: um dia que ultrapasse o período autorizado é um dia que logo será castigado com uma pesada multa; um centímetro para lá do espaço autorizado, e sabe-se lá que tumulto podem montar os fiscais que nesse preciso instante invadem o bar. Nas praças e pracetas, qualquer artista de rua e/ou idiota impertinente que não tenha pago o dízimo aos debilitados cofres públicos é rapidamente enxotado pelos agentes da autoridade. Nos bares, atrevam-se a dar um passo para fora com um copo na mão — para fumar o cigarro banido do interior, por exemplo — e têm ali duas multas à espera, uma para o perigoso elemento perturbador da ordem pública, e a outra para o proprietário do bar, agora transfigurado em inquisidor dos seus clientes. E nas praias espanholas, já pouco se pode fazer para além de apanhar sol numa toalha. Sim, o espaço público tem sido um alvo preferencial da vigilância nesta nova Espanha. Sempre? Não! Na Puerta del Sol e em outras praças espanholas um grupo de irredutíveis revolucionários montou a tenda e resiste ao invasor. Não há polícia que os tire dali. Na verdade, nem sequer há polícia que tente tirá-los dali. Porquê? Isso terão que perguntar ao ministro do Interior, Alfredo Pérez “O Sinistro” Rubalcaba, próximo líder do PSOE e candidato a presidente do governo de Espanha.

10 milhões e os estados de alma do engenheiro

Filed under: Media — ruicarmo @ 13:38

Deus nos livre, a crónica de Alberto Gonçalves.

Não importa. Importa que à conta das indignações e choques do Chefe Supremo, atitudes que teriam sido mais adequadas à desgraça para que empurrou as contas públicas nos últimos anos, o PS lá vai levando a campanha sem justificar a desgraça nem se atrasar nas sondagens. De norte a sul, os socialistas repetem querer discutir os verdadeiros problemas do país. Na prática, porém, limitam-se a divulgar os estados de alma do eng. Sócrates.

O truque não é inédito, e começo a achar que talvez não seja deliberado. Quando o eng. Sócrates afirma que criticar o seu desempenho equivale a insultar dez milhões de portugueses, é possível que misture sincera e genuinamente ambas as instâncias. Quando o eng. Sócrates reduz uma eleição decisiva para o futuro desses dez milhões de portugueses a uma exibição de sentimentos íntimos, é possível estar mesmo convencido de que tais sentimentos possuem uma dimensão partilhável por todos. O Estado é ele? Aparentemente, ele e um séquito de fiéis assim o julgam, e o empenho dos media em conferir estatuto de notícia (e, às vezes, de manchete) a cada angústia do eng. Sócrates ajuda a manter a ilusão.

Em qualquer democracia, há a tendência para o partido no poder se confundir com a população em peso. Não me lembro de outro caso democrático em que se confunda a população em peso com um único homem. É quase como se Portugal andasse bem desde que o eng. Sócrates ande bem, um exagero e, ao que se tem visto, um brutal equívoco: a relação é exactamente a inversa. Entretanto, as propostas, dúvidas e críticas de Passos Coelho caíram no esquecimento dez minutos depois de proferidas, não porque não eram pertinentes, mas porque insistir nelas perturbaria o eng. Sócrates, logo o país, logo a harmonia do cosmos. Deus nos livre, se no curioso mundo do eng. Sócrates Deus não for uma redundância.

Do Boletim Oficial do Governo Geral do Estado da Índia

Filed under: Cultura,Internacional,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 09:00

Mais católico não podia ser. Por Miguel Castelo-Branco.

Corra com um, livre-se de dois!

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:13

Depois da irritação no interior do PS com Almeida Santos, uma ameaça promissora de Manuel Alegre: “Se excluem Sócrates, excluem-me a mim”, diz Manuel Alegre

Em nome de uma “democracia verdadeira”

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:10

A Feira do Relógio para o Rossio, já! Por Helena Matos.

A esta nojeira chama-se manifestação contra o sistema. Não há autarca deste país que não se tenha tomado de fúrias com as feiras e os feirantes. Atiraram-nos para as periferias das cidades. Regulamentam-lhes com fita métrica os espaços e a ASAE vai lá armada perseguir os vendedores das “camisolas da moda”. Pois no Rossio está instalado este chavasco e como se dizem contra o sistema e reivindicam uma “democracia verdadeira” (cuja parece passar por levar panelas para o Rossio e levar dias a fazer uma manifesto que podiam fazer nas suas casinhas!) por ali estão dizendo que rua é deles. Aqui chegados creio que está na hora de pedirmos com veemência aos feirantes do Relógio que vão para Rossio. Não têm menos direitos e até dinamizam o comércio local.

Meio milhar de pessoas na manifestação em Lisboa contra o FMI

Cerca de meio milhar de pessoas desceu hoje a Avenida da Liberdade, em Lisboa, para protestar contra o Fundo Monetário Internacional(FMI) sob o lema “Democracia Verdadeira, Já”.

A manifestação, que começou junto ao cinema São Jorge e terminou no Rossio foi promovida pela Acampada Lisboa, um movimento espontâneo inspirado pelas “acampadas” em Espanha, e cujos membros têm pernoitado junto à estátua de D. Pedro IV, no centro da capital.

“Fora daqui, a fome, a miséria e o FMI”, foram as principais palavras de ordem gritadas pelos manifestantes, de várias nacionalidades, e na sua maioria jovens.

Foi o caso da italiana Isotta, uma estudante do programa Erasmus, que se juntou a este movimento para reivindicar pela “Democracia que já não existe”.

As “soluções” de Boaventura Sousa Santos para a crise

Filed under: Comentário,Economia,Educação,Media,Política,Portugal,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 00:03

A começar pelos mercados financeiros, há cada vez mais sinais de que a dívida portuguesa vai acabar por não ser paga nos termos acordados e é pena que esse tema não seja discutido mais seriamente desde já em Portugal. No entanto, estar consciente da elevada probabilidade de renegociar a dívida não basta para ter um discurso minimamente coerente e a extrema-esquerda portuguesa é um bom exemplo disso.

Da Renegociação da Dívida – Boaventura de Sousa Santos

Como escrevi anteriormente, um país no qual as posições de Boaventura Sousa Santos sobre economia e finanças públicas são levadas a sério é um país que merece estar na bancarrota.

Maio 28, 2011

Um apoio convicto e dois apoios virtuais

Filed under: Desporto,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:22

Fábio Coentrão junta-se a José Sócrates em Caxinas

Questionado sobre se é do PS, o jogador do Benfica disse: “não me considero nada, eu apenas vim apoiar o presidente Mário Almeida”, referindo-se ao presidente da Câmara de Vila do Conde.

Ainda assim, a aposta em Fábio Coentrão correu melhor para a campanha do PS do que o que aconteceu com Siza Vieira e Souto de Moura: Siza Vieira e Souto de Moura desmentem apoiar o PS

Ao contrário do que foi noticiado e confirmado pelo PS, os arquitectos Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura não vão estar presentes no pequeno-almoço com José Sócrates, agendado para amanhã.

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