Antes, porque violava a moral pública e os bons costumes; agora, porque é sexista. Os argumentos são diferentes, mas os beatos são pau da mesma cepa e têm o mesmo afã controlador.
Abril 14, 2011
Síria: back to basics VII
Ao que parece, as comunicações do mulherio com a rosa do deserto não têm sido fáceis. De qualquer modo, vale a pena ler a estratégia secreta do Department of General Intelligence local. É um mundo.
Falidos
Para além da PSP parece que também a GNR, SEF e Forças Armadas entraram em acordo com o MAI para que não pagassem os descontos da segurança social e retenções de IRS, a razão é obviamente a falta de dinheiro. Segundo ouvi na TSF obviamente se nada acontecer nos próximos meses não haverá sequer dinheiro para ordenados. Num cenário destes arranjar 800 tipos não deve ser difícil.
Segundo o artigo a situação não é nova:
A GNR já tinha reconhecido uma situação semelhante no passado mês de Fevereiro com os descontos para a Caixa Geral de Aposentações e para a Segurança Social dos militares.
Ora Fevereiro é mais ou menos a altura em que a oposição chumbou o PEC… erm não isso foi depois. Em Fevereiro a única coisa que me lembro assim de repente é de ouvir o Governo a dizer maravilhas da execução orçamental mas devo estar a fazer confusão.
Entretanto, lá por fora parece compreender-se melhor a situação portuguesa que cá dentro:
A maior parte dos finlandeses entendem que Portugal está numa situação de bancarrota
Otelo, o reaça
Mas então o 25 de Abril não foi feito em nome da liberdade, da queda da ditadura e de um Portugal socialista? Aparentemente, anda por aí um reaccionário a afirmar que a revolução aconteceu por “razões corporativistas”. Mais ainda, esse reaça ainda vem dizer que hoje, com um Portugal social-democrata, poderá acontecer uma nova revolução, se os militares virem os seus direitos ameaçados. Democracia ou ditadura, importa pouco, desde que os interesses dos 800 estejam assegurados. É essa, aparentemente, a herança de Abril.
“800″ num cinema perto de si
Ficámos a saber, pela boca do camarada Otelo, que bastam 800 militares para fazer uma revolução.
800? Só?
Então, desculpem lá, mas de que é que estão à espera?
Abril 13, 2011
O Otelo na Califórnia
Na íntegra, O crime também compensa – pelo menos gera notoriedade, de Manuel Castelo-Branco.
Com a inteligência que lhe é reconhecida, o líder máximo das FP-25 de Abril falou.
O homem fala de injustiças, sem no entanto se referir às 17 pessoas que o grupo terrorista – FP25A assassinou.
Fala de arrependimento, mas nunca por uma vez que fosse, se retractou das 17 vidas que ceifou de forma cobarde.
Fala da injustiça, mas esqueceu-se do sofrimento dor que provocou a muitas mães, mulheres, filhos, irmãos.
Fala de pobreza, mas esqueceu-se do clima de medo e terror que instaurou nos idos anos 80 ou dos mandatos de captura em branco que emitiu em 1975.
Ainda me surpreende que por ignorância, incompetência ou má-fé jornalística, ainda haja quem lhe dê espaço e audiência noticiosa.
PS “Recorda os propósitos, enumera nomes, sabe de cor as funções de cada um dos intervenientes, é rigoroso nas memórias, embora reconheça que ainda hoje vai sabendo de contributos de anónimos que revelam, tantas décadas depois, o papel que desempenharam no golpe que deitou por terra uma ditadura de 41 anos.” Curiosamente, no julgamento, no final dos anos 80, sofria de esquecimento, amnésia e tudo eram recordações vagas ou detalhes obscuros.
No jornalismo e no comentário político, tal como na vida, vergonha na cara faz muita falta
Estive agora a ouvir na SICN os comentários de Helena Garrido, António Costa Pinto e Nicolau Santos (três ex-embevecidos com Sócrates e a sua política despesista, portanto). O que ocupou o tempo de comentário destas alminhas e o que as escandaliza é a exigência do PSD em conhecer a realidade das contas públicas. Os três até assumiam que, de facto, o PS está a mascarar a execução orçamental – algo não difícil, dadas as notícias de que o défice de 2011 seria de 5,6% se não se tomarem medidas adicionais, contrariando os 4,6% apresentados pelo PS, mais a sua conversa de que a execução orçamental está a correr muito bem e as medidas do PEC4 para 2011 seriam só para obterem uma ‘folga’. Mas, lá está, o que indigna e aquilo contra o que batalham não é a vigarice nas contas públicas do PS. Não, o que é mesmo grave é que o PSD – e eu, já agora, como cidadã, eleitora e contribuinte – pretenda saber exactamente o tamanho da vigarice do PS. Isto, sim, é anti-patriótico e levanta desconfianças nos negociadores do FMI – bem, como, claro está, nos eleitores alemães, por exemplo, que não despregam os olhos dos canais de notícias ou dos ecrãs dos computadores para seguirem sem falhas as andanças e palavras de Pedro Passos Coelho. Já um governo dando informações incorrectas sobre as contas públicas é indiferente ao FMI e ao eleitor alemão.
É corrente dizer que os nossos políticos não são grande coisa. A maioria dos jornalistas que temos é pelo menos tão má.
Sobre a culpa e os tiros no pé
Estamos a menos de dois meses das eleições e ver as notícias da noite é um espectáculo degradante da atribuição de culpas a voar de e para todo o lado. A culpa é do PS que duplicou a dívida, a culpa é do PSD que chumbou o PEC, a culpa é de Sócrates que não negoceia, a culpa é da oposição que não é responsável, a culpa é da Alemanha que não empresta, a culpa é dos bancos que emprestaram, etc, etc, etc.
A culpa é de todos, os gráficos não mentem, desde o inicio da 3ª República o país deslumrbou-se com o dinheiro dos outros e foi um ver se te avias de regalias para toda a gente. O ponto de não retorno, aquela altura em que viesse quem viesse não haveria volta a dar, foi (para mim) algures durante o reinado de Guterres mas por essa altura o país andava demasiado embriagado com o crédito fácil para se preocupar com ressacas. Foi uma altura pródiga em casas novas, em empréstimos que duravam uma vida inteira. Uma altura em que Cascais deixou de ser fino e não se fazia a coisa por menos que umas praias em Barbados ou, se fossemos pobrezinhos, uma semaninha na Riviera Maya. Uma altura de expos, de pontes, de modernização… enfim, uma altura de gastar dinheiro que este chovia dos bancos.
Eventualmente os bancos tiveram que se conter um pouco e Portugal virou um pântano. Habituado à vida simples de governar com dinheiro fácil e com uma população embriagada Guterres foi fazer contas para outras paragens. Veio um primeiro-ministro que olhou para o abismo e contou o que viu a um país que estava a ressacar (Medina Carreira, talvez imune, começava por esta altura a deixar os seus avisos) e sem cabeça para analisar números. O resultado foi termos um primeiro-ministro a ser gozado na comunicação social e no país por dizer uma simples verdade: o país estava de tanga. Durante o seu olhar para o abismo provavelmente também se apercebeu que o ponto de não retorno já tinha sido ultrapassado e até eu, que tenho Durão Barroso abaixo de carapau na minha consideração não o levo a mal por ter fugido. Olhar o monstro nos olhos mete medo a qualquer um que compreenda o que vê.
Sampaio aproveitou a confusão originada pela fuga de Barroso para trazer os seus amigos de volta a São Bento. Não se sabe se não viram o monstro ou se simplesmente não compreenderam a natureza do animal, o que se sabe é que trataram a ressaca de crédito como eu tratava as minhas ressacas de juventude: com cerveja pela manhã. Aquele sabor a papel desaparecia rapidamente, até à manhã seguinte.
Foram obras públicas, foram subsidios, foram ventoinhas gigantes, foram enfim… rosas. Rosas estas que enquanto faziam esta trapalhada atiravam à direita com submarinos e estádios de futebol, como quem diz, se tu gastaste porque não posso gastar eu? Se vamos distribuir culpas teremos que todos tirar umas férias que isto não é coisa que se resolva com umas horas de conversa, inclusive a culpa daqueles senhores do lado esquerdo que clamam que nunca lá estiveram (no poleiro entenda-se) e portanto não só a culpa não pode ser deles como merecem ocupar o poleiro desta vez. Porque está deste lado também uma grande parte da culpa, sobre a capa da irresponsabilidade originada por não terem de governar estes senhores são os vendedores de sonhos. Com eles acaba a fome e a miséria. Toda a gente tem uma moradia e um ordenado valente para gastar, trabalhar é opcional. Só não dizem de onde vem o dinheiro todo para sustentar estes sonhos e quem governa depois que explique porque é que a realidade é diferente.
Aqui chegados, aos noticiários que mencionei no início, o país continua à procura dos culpados que estão em todo o lado e em lado nenhum como se de repente dizer “este tipo é culpado porque fez Y e não devia ter feito” desfizesse o erro. Uma hora por dia a ouvir acusações é demais, deixem-me ouvir pelo menos dois minutos de soluções. Ironia das ironias, até entre as acusações de que “o outro vai cortar mais do que eu” eu ainda não ouvi muito bem mas onde é que se vai cortar. O Estado tem o grosso das suas despesas em saúde, educação e prestações sociais. Nenhum partido me diz como vai afectar estas três parcelas, parecem estar todos embasbacados a olhar para os senhores do FMI à espera que lhes digam como vão ser cortadas sem que, obviamente, não se deixe de jogar o jogo do “mas ele concordou com o FMI primeiro do que eu” que decerto ocupará bastante tempo de antena.
As pseudo-soluções que por aí andam, e agora falo à direita porque sonhos e irresponsabilidade não são soluções, continuam a seguir a receita falhada de MFL. Privatizar, vender património e aumentar impostos. Sou obviamente a favor das primeiras duas mas sem uma estratégia a seguir de que nos serve vender tudo ao desbarato? E quando esse dinheiro acabar o que fazer a seguir? O país não suporta mais “pensos rápidos”. Numa empresa quando alguém faz uma asneira a prioridade é descobrir como se minimizam os estragos dessa asneira, ver quem teve a culpa e definir formas para que não volte a acontecer vem no fim, no Estado como sempre faz-se tudo ao contrário.
O mundo realmente mudou, não em 8 dias mas mudou nos últimos 40 anos e precisamos de partidos e líderes políticos capazes de abraçar essa mudança. Acabem com as “lavouras”, os “bancos de fomento”, os “nobres” e sobretudo com os “coitadinhos”. Acabem com os tiros nos pés. É preciso ignorar o PS, o discurso da culpa e começar a apresentar soluções reais aos portugueses para que estes também saibam com o que contar. Os vendedores de sonhos que fiquem a falar sozinhos, o país está a sair da ressaca e está pronto para ouvir uma mensagem séria.
Se querem o meu voto têm que trabalhar por ele, não basta serem menos maus que José Sócrates.
Cá vos espero (3)
Depois do famoso “Espanha não é Portugal” que podemos considerar como o primeiro passo na admissão da bancarrota os nossos vizinhos passam à segunda fase: pedir esmolas aos chineses.
Perto de 10 mil milhões sempre dá para qualquer coisa. Daqui a uns meses passaremos aos passos seguintes que envolverá uma queda do Governo e a óbvia culpabilização da oposição maléfica (não foi possível ainda determinar por método cientifico se “oposição” está mais acima ou abaixo na escala de “malvadez” do que os “especuladores”, aguarda-se a qualquer momento uma resposta definitiva). Ainda assim aqui ao lado sempre há qualquer coisa que nós não temos: um mínimo de vergonha. Não resolve mas ajuda.
Diário da Parvónia
O DN de hoje está de gritos. Entre se referir aos técnicos do FMI como os “homens que vão gerir o país”, até um especial destaque na última página a uma entrevista com o taxista que levou os ditos homens ao hotel (ficando os – cada vez menos – leitores a saber que eles deram uma gorjeta de 65 cêntimos), a mediocridade do jornal é impressionante. É por isso bastante apropriado que ao lado da notícia sobre o taxista esteja uma coluna de opinião de Ferreira Fernandes onde este continua o seu hábito de culpar tudo e todos pela situação do país; menos os políticos e ele próprio (e outros como ele), claro.
Fernando Nobre: de mal a pior…
Fernando Nobre ameaça renunciar ao lugar de deputado
Fernando Nobre gera incómodo no PSD
No meio de tudo isto, Luís Filipe Menezes tem razão no que afirma só que foi a própria liderança do PSD a atirar lenha para a fogueira com a escolha de Fernando Nobre: Menezes critica “cena de histeria” em torno de Fernando Nobre
Para o também presidente da Câmara de Gaia vive-se actualmente “uma batalha comunicacional que não quer discutir o essencial, que é um país na bancarrota pela incompetência, pela leviandade e pela irresponsabilidade da actual maioria do actual primeiro-ministro”. “O resto – acrescentou – são fait divers”.
Volta Salazar, estás perdoado
Otelo Saraiva de Carvalho está arrependido de ter feito o 25 de Abril e admite que a revolução dos cravos teve como único objectivo interesses corporativos: «quando tocam nos interesses da oficialidade, ela começa a reagir. Há 37 anos, essa reacção foi o movimento de capitães». Viva a Liberdade!
Nota: No Preâmbulo da Constituição, onde se lê: A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista, deve então ler-se seus sentimentos profundos como referindo-se aos sentimentos das Forças Armadas, e não aos sentimentos do povo português, erro de atribuição de sujeito cometido por gerações de alunos endoutrinados pela Escola Pública.
Tolerância e esperança
Tens de ser mais tolerante. Por tu não aceitares com facilidade que um troca tintas entre nas listas de um partido que apoias, não quer dizer que não toleres que outros convivam bem em terem ladrões pequenos e grandes nas listas dos seus partidos.
Com toda a tolerância, apenas podemos esperar que os que gostam de mentirosos e ladrões sejam uma (pequena) minoria nas eleições que aí vêm…
Cruzamentos
Numa altura em que Sócrates ameaçava demitir-se, a LUSA fez o seu trabalho e ligou ao vice-presidente da Moody’s, que garantiu que a agência deverá manter a nota da dívida (rating) de Portugal mesmo no caso de o país ir para eleições antecipadas, caso daí resulte um Governo maioritário e que, na interpretação da Agência notiociosa do Estado, confirma o PSD como mau da fita: O responsável garantiu que a agência tem acompanhado o debate político que está a acontecer em Portugal, com o PSD a opor-se às novas medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo Executivo.
O mal em si, sugere a Lusa, não está em Sócrates demitir-se, o que garante branqueamento político e exclui hipótese do descalabro que aí vinha ter sido despoletado pelo governo, estando sim a crise explicada pelo possível chumbo do PEC pelo PSD – exactamente o enredo usado por Sócrates no discurso em que se demite, e novamente no discurso em que pede ajuda internacional. But have no fear, tudo se resolve caso o PS consiga um Governo maioritário nas eleições antecipadas. Coisa que Sócrates já planeia desde o processo Face Oculta.
No mundo da Lusa, extensão propagandística do mundo de Sócrates, a crise económica de Portugal resulta apenas da “sofreguidão pelo poder” que mina a confiança dos mercados, mais interessados nas nossas lutas de galo políticas do que nas reais condições financeiras do país para satisfazer os credores. O mauzão do Coelho não poderia ser melhor isco para caçar os votos dos eleitores. Desde que Sócrates pediu ajuda externa, o PSD regista menos 3,5 por cento das intenções de voto, o PS sobe 0,3 por cento, estando neste momento nos 33%.
Grande conquista soviética
Depois da conquista soviética do espaço, a outra grande conquista pacífica dos povos soviéticos.
Coordenação
LUSA demite jornalista por quebra de confiança: recusou publicar o que um assessor de Sócrates lhe ditava ao telefone.
Cabeça de Lista do PS nos Açores: o que “tomou posse”

Lembram-se dele? Aquele a quem foi levantada a imunidade parlamentar?
Ricardo Rodrigues, por estar a ser muito maltratado (vejam o vídeo do 1º link e digam de vossa justiça), “tomou posse” de um gravador.
Teria simplesmente gamado, se não estivessem a gravar com vídeo? Fica a dúvida.
Esse mesmo vai agora ser o cabeça de lista pelos Açores.
No PS, quem “toma posse” parece ser nomeado para tomar posse nos mais altos cargos…
Com o chorrilho de críticas na comunicação social e na blogosfera pela escolha de Fernando Nobre para nº1 do PSD por Lisboa (e potencial Pres. da AR), deve cair o Carmo e a Trindade com esta escolha. Preparem-se. Escondam-se em bunkers se tiverem. Fujam, fujam pelas vossas vidas.

Estes, eu compreendo
Um grupo alemão pediu uma providência cautelar para evitar a ajuda a Portugal.
Faz sentido: poupar e investir é diferente, e como já se sabe que a dívida pública nunca poderá ser paga, então as taxas de juro da dívida grega (e irlandesa) continuam a níveis elevadíssimos, e já se sabe que nós (gregos, irlandeses, portugueses, …) nunca vamos conseguir pagar a nossa dívida. Assim, quem empresta? Vocês emprestavam?
Eu não. E o que acho estranho é que haja quem o faça. E ainda por cima numa quantidade em não dá para sair se o investimento começar a “dar para o torto”.
Assim, estes eu compreendo. Só não compreendo é os que estão à espera que nós cumpramos.
Como resolve um burocrata o problema das greves de fome?
Naturalmente, obriga o preso a previamente preencher papelada, que pode ou não ser aceite por diversos motivos.
Estou mesmo a ver as recusas: “Vício de forma”, “Inadequação da forma de protesto à saúde do indivíduo”, …
Se não fosse sintomático do nosso sistema, até teria a sua piada…
Incomensurabilidade de paradigmas
Álvaro Santos Pereira:
Luís Aguiar Santos:
A culpa é da oposição que não aprovou o PEC 4
Vendendo as jóias da coroa, ainda temos que dar mais alguma coisa e muitos mais milhões de euros. Não dá sequer para manter a casa até final do ano.
Sócrates é o futuro.
Abril 12, 2011
Arrastão arrasa escolha de Louçã em 2009
Dois anos depois, uma violentíssima crítica no Arrastão à liderança do Bloco de Esquerda por ter convidado Fernando Nobre para mandatário nacional do Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 2009.
Fernando Nobre justifica o seu apoio ao Bloco de Esquerda
Oposição usa máquina do tempo para chumbar PEC
A informação está aqui na caixa de comentários mas penso que vale a pena o destaque (clickar na imagem para aumentar, informação retirada do WHOIS service do joker).
Ao que parece a campanha de José Sócrates estava a ser preparada, pelo menos, desde 24 de Fevereiro de 2011. Vocês querem ver que afinal o PEC IV foi só uma desculpa?
IVG – Uma discussão moral ou técnica?
Não tenho a menor das dúvidas que a larga maioria dos Portugueses, que se dividiram nos últimos referendo sobre o assunto de forma muito equilibrada, se unem na convicção que o direito à vida é inalienável e que o direito à livre determinação sobre o próprio corpo é também inalienável. Estou também convencido que em caso de existência de um conflito entre estes dois direitos a grande maioria das pessoas não hesitariam em dar primazia ao direito à vida. De facto não existe uma questão moral que crie uma divisão entre defensores da vida e defensores da escolha.
Existe uma questão técnica de fundo que uns não explicam, outros tentam explicar cientificamente e outros, à falta de melhor, vão encontrar a resposta na religião. O ponto de discordância é de quando é que se é reconhecido como um ser humano com o direito à vida. Não é o meu objectivo entrar nesta discussão, seria apenas útil que a discussão fosse esta.
Não é produtivo nem sequer intelectualmente honesto que quem votou contra apelide os outros de assassinos e quem votou a favor chame os outros de ditadores. Com pressupostos factuais diferentes, a grande maioria parte dos portugueses partilham dos mesmos valores morais, pelo menos a este nível mais básico.
A ironia é que o acessório, o que devia ser técnico, o que não foi a referendo, é uma questão moral. Devem aqueles que discordam com os que votaram Sim, alem de suportarem democraticamente as consequências sociais da derrota, devem ser obrigados a contribuir financeiramente para o IVG? Esta sim é uma questão moral e que foi completamente ignorada como tal. O levantamento da proibição de algo não deve ser confundido com o início da sua promoção.
Disclaimer: Fiz campanha pelo SIM e oponho-me totalmente a que a IVG seja financiada pelo erário público para o qual contribuem muitos, mas muitos, que vêm a IVG como um assassínio.
Europa
Cena-chave do velhinho Europa de Lars von Trier: um homem, personagem principal do filme, perde a cabeça quando lhe pedem o milésimo formulário. Esse homem é um americano de ascendência alemã que, na alvorada do pós-guerra, chega à Alemanha, armado com um genuíno espírito de missão, para ajudar na reconstrução do país E o que encontra? Uma nação arrasada, à beira do caos, mas onde não se pode dar um passo sem preencher um formulário. É por isso que Europa é um dos retratos mais cruéis do Estado burocrata, porque o coloca numa situação limite, enquadrado pela morte e destruição, expondo assim, sem a máscara do bem comum e da sociedade, a imoralidade do controlo total sobre a vida privada. E avisa-nos que um Estado burocrata tem um rumo inalterável. Um rumo no sentido do grotesco e do seu próprio colapso, mas inalterável. Lembrei-me de tudo isto quando li esta notícia.
O convite de Pedro Passos Coelho a Fernando Nobre e a abertura à “sociedade civil”
Sociedade Civil? – Não: o Nobre é Político. Por Ricardo Vicente.
O Nobre não é “sociedade civil”. O Nobre é “político”. O convite de PPC não abre o parlamento à “sociedade civil”. Abre sim o PSD a um trotskista-troca-tintas.
Mais uma surpresa inimaginável
FMI diz que previsão de défice por parte do Governo é uma treta:
No relatório “Fiscal Monitor”, que acaba de ser divulgado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que Portugal tenha, este ano, um défice superior em um ponto percentual ao previsto pelo Governo: 5,6 por cento do PIB, em vez de 4,6.
Vida difícil para Passos Coelho
Depois das negas públicas de Manuela Ferreira Leite e de Luís Marques Mendes, agora são António Capucho e Luís Filipe Menezes a darem conta de terem recusado convites do líder do PSD. Más notícias para Pedro Passos Coelho num dia em que a poderosa e bem oleada máquina mediática do PS o conseguiu colocar à defesa.
Iuri Gagarin e a extrema-esquerda portuguesa
Há em Portugal quem assinale os 50 anos do voo de Iuri Gagarin nestes termos:
As Grandes conquistas da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas não se desvanecem na memória dos povos!
O que nos diferencia da Grécia
Socrates (Σωκράτης), c. 469 aC–399 aC
Sócrates (Pinto de Sousa)
Sobre o Conhecimento
Buscava o Conhecimento. O seu método para alcançá-lo era o diálogo e a humildade em formular todas as perguntas.
Cultiva e promove o Desconhecimento. O seu método para alcançá-lo é o monólogo e a arrogância de calar todas as perguntas.
Lema
Só sei que nada sei.
Eu é que sei.
Rupturas
Provocou uma ruptura sem precedentes na Filosofia grega.
Provocou uma ruptura sem precedentes na auto-estima dos portugueses. Sobre si próprio
Intitulava-se “um homem pacífico”
Intitula-se “um animal feroz”.
Pensamento sobre Juízes e Justiça
Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Quatro características deve ter um juiz: não ouvir escutas, responder obedientemente, ponderar nos riscos que corre e decidir se quer continuar a ter emprego. Condenações
Podia ter evitado sua condenação se tivesse desistido da procura da vida justa. Mesmo depois de sua condenação, podia ter evitado a morte se aproveitasse a ajuda de amigos para fugir.
Acreditava que o melhor modo para as pessoas viverem era através do próprio desenvolvimento, ao invés de buscar a riqueza material; e que ao relacionar-se com os membros de um parlamento (nunca aderiu à democracia Aristotélica) a própria pessoa estaria sendo hipócrita.
Foi condenado à morte por cicuta.
Usa os amigos a seu bel-prazer e proveito, atribuindo-lhes cargos e (i)responsabilidades com ordenados milionários.
A sua única fidelização reconhecida é a da procura da riqueza material, o que faz sem olhar a meios.
Está envolvido em escutas, Freeport, Licenciatura fraudulenta, negócios obscuros, tráfico de influências.
Nunca foi condenado…
Legado
Deixou-nos incontáveis dádivas.
Deixa-nos incontáveis dívidas.
A Europa precisa de menos bailouts e mais responsabilidade (2)
Grupo alemão entrega providência cautelar para impedir apoio da Alemanha a Portugal
O grupo alemão Europolis entregou esta terça-feira uma providência cautelar num tribunal constitucional para impedir a Alemanha de participar no apoio financeiro a Portugal.
Num comunicado publicado na sua página oficial, o Europolis explica que um grupo de cinquenta personalidades entregou ainda esta terça-feira a providência cautelar no sentido de impedir que a Alemanha participe na ajuda a Portugal, explicando que esta ação pretende evitar prejuízos para a maior economia europeia.
Markkus Kerber, o responsável do grupo, explica que sem esta ação “seria retirada soberania financeira à Alemanha” e afirma que o fundo de resgate europeu não conseguiu acalmar os mercados, como o governo alemão disse à justiça daquele país.
“Ao contrário das previsões do governo alemão de Maio de 2010, em que o tribunal federal alemão acreditou, os mercados não se acalmaram. Os juros continuaram a subir apesar da criação do mecanismo de estabilização financeira do euro. Em vez de combater a causa, o que se tem vindo a fazer é dar cada vez mais garantias a países com problemas financeiros”, afirma o Markkus Kerber.

