A entrevista ao Expresso que visava – presume-se – acalmar os ânimos acaba por ser mais um estridente tiro no pé: Nobre assume que só lhe interessa lugar de presidente da AR, PSD dividido
A maioria dos críticos próximos de Passos prefere manter o anonimato. Ou porque não querem fragilizar o combate eleitoral, ou porque preferem esperar pelo Conselho Nacional deste domingo. Mas já há quem tenha questionado a opção. Pacheco Pereira, por exemplo. Durante a pré-campanha para as presidenciais, a 27 de Dezembro, criticara a “postura” de Fernando Nobre no seu blogue Abrupto por lhe adivinhar “uma mistura de vaidade e aproveitamento biográfico sem pudor, populismo e ignorância”. Acusou-o de fazer “política do pior”. Ao PÚBLICO disse que o retrato que faz de Nobre não mudou: “As minhas opiniões são as mesmas, não deixei de as ter.”
Já Marques Mendes, que até não critica a escolha de Nobre para deputado pelo PSD, considerou esta semana “uma fraude” para o partido que escolheu Nobre e para os eleitores que nele votarem se ele abandonar a Assembleia da República se não for eleito presidenta da mesma.
Santana Lopes também não poupou críticas e o PÚBLICO sabe que mesmo no círculo mais íntimo de Passos Coelho no PSD o assunto é polémico.
Entrevista de Nobre torna mais difícil voto do CDS-PP, avisa Paulo Portas
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, criticou hoje as declarações de Fernando Nobre avisando que assim se torna “muito difícil” ter o voto dos centristas e alertando que não são os políticos que impõem condições aos eleitores, mas o contrário.
A acreditar pelas reacções liberais à campanha que por aí anda nesse sentido, sim.
Mas os seus poderes de Super-Herói, capazes de fazer países crescer ao mesmo tempo que se aumenta os impostos, caducam em 2013. Aí, quem nos vai dar mama é o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira, explica a Standard & Poor’.



Os jornais portugueses noticiam que os pobres dos gregos estão