Efeitos do despesismo de Obama, que se veio somar ao despesismo de George W. Bush: S&P coloca “rating” dos EUA sob vigilância “negativa”
Abril 18, 2011
O FMI é o nosso salvador (2)
A direita que chama caloteiros aos que avisam que a reestruturação da dívida portuguesa é necessária (como se os credores não fossem profissionais da avalição de risco e não merecessem, pobrezinhos, sofrer as consequências das suas escolhas) não parece ter problema moral algum com o facto de o FMI ir buscar o dinheiro do bailout ilegitimamente aos contribuintes internacionais já de si endividados, assim obrigados a endividarem-se ainda mais para “salvar” Portugal. Essa direita estatista, geneticamente determinada a proteger o status quo, a salvar a cara do Estado, à custa dos sacrifícios individuais, não se distingue em nada da esquerda colectivista.
O Socialismo Global riscou “absurdo” do seu vocabulário e vetou a matemática à arte praticada por aqueles a quem falta a Fé.
Leitura complementar: O FMI é o nosso Salvador!
Uma dura realidade
O balanço da situação não é famoso e o Alberto Gonçalves mete o dedo na ferida em mais uma crónica brilhante:
Teoricamente, tratou-se de um congresso socialista. Na prática, foi outra coisa. Na Exponor houve um palco, sanfonas retiradas de filmes, luzinhas, telas gigantes, efeitos “multimedia”, uma multidão de crentes e clientes e um guru, travestido de estadista, que ensinava à multidão os clichés a repetir. Ou ele ou o caos. Ou ele ou as “aventuras”. Ou ele ou um país falido, que por acaso é o que temos graças, em larga medida, às proezas do guru. (…)
O chato é que, embora alimentada a idiotia, a máquina funciona. Aliás, isso explica parcelarmente que o partido responsável por uma bancarrota sem muitos precedentes e por um rol de mentiras sem precedentes nenhuns pareça, hoje, mais próximo de voltar a mandar no país do que a oposição que lhe tocou literalmente em sorte.
A parcela da explicação que falta remete para a oposição, se esse conceito define adequadamente o PSD do dr. Passos Coelho. Nas circunstâncias actuais, qualquer alternativa sofrível à toleima do PS estaria com cinquenta por cento nas sondagens. O PSD, porém, faz o que pode para não se mostrar sofrível nem alternativa. Em poucos dias, conseguiu: a) arranjar uma trapalhada em volta do PEC IV e das reuniões/telefonemas trocados com o primeiro–ministro; b) ouvir recusas (provavelmente desejadas) de cada “notável” convidado a concorrer a deputado; c) escolher os “cabeças de lista” distritais segundo os critérios ex-candidatos-presidenciais-com-votos-hipotéticos-à-solta e colunistas-inteligentes-que-não-criticam-o-Pedro; d) manter-se em escrupuloso silêncio sobre o programa de governo. A última alínea não é disparatada: por este andar, o PSD só governará quando os maluquinhos da Exponor lhe pedirem ou as galinhas do dr. Nobre tiverem dentes, de acordo com o que acontecer primeiro.
A educação de Nobre
Fernando Nobre recuou na decisão de renunciar ao cargo de deputado caso não seja eleito Presidente da Assembleia da República, declarada em entrevista ao semanário Expresso, dizendo que “na altura certa” falará com o líder do PSD e avaliará “qual o melhor lugar para servir Portugal”.
Está assim concluída a primeira lição de política partidária portuguesa do dr. Nobre: as verdades ficam para depois das eleições.
O digno representante
O digno representante do Socialismo Açoreano.
Fechando os olhos, tapando o nariz e os ouvidos. Mesmo assim. Quem é capaz de escolher este Ricardo Rodrigues para seu representante?
Esta lista diz muito sobre quem é que andou a fazer favores a Sócrates. A obediência canina é recompensada. Nem que seja com trelas douradas.
Lista de Deputados do PSD

A lista, aprovada por unanimidade, pode ser consultada Aqui.
Fortes presenças: Blogs, Juventude. Ausências: Ala tecnocrata do partido.
Nota: no Porto o “JSD” é Simão Ribeiro, presidente da distrital e provável futuro líder da nacional.
A nível de curiosidade, para comparação aqui ficam as Listas de 2009.
Abril 17, 2011
Still, few dare defend the most effective policy option: a managed sovereign-debt default
Democracia boa, democracia má
Democracia boa: um “engenheiro” ganha eleições em Portugal e leva o país à ruína.
Democracia má: os perigosos neo-fascistas ganham eleições na Finlândia e não querem pagar a conta do “engenheiro”.
Tesourinhos deprimentes
Detalhes da discussão que fazem sentido, num mundo de grandes contrastes.
O caso Armando Vara
Analisado pela Imprensa, com I maísculo. Via Porta da Loja.
Socialismo pelos ares
Beja: a obra do regime, por Rodrigo Moita de Deus, no 31 da Armada.
O clássico menor
Para a história ficam os 35 pontos de diferença e a vitória do Porto, por 3-2 . Do campo fica um jogo animado, cheio de entrega e marcado pela mão do Rolando dentro da grande área portista ao acabar do jogo. Julguei que não estivesse a assistir a um jogo de basketball. O árbitro assim quis e o terceiro lugar está mais longe.
O paraíso de Matosinhos é quando o Homem quiser
Purgas e rupturas no PS. O que se pode esperar deste fim de ciclo?
Foi pedido o resgate
Artigo de opinião – Foi pedido o resgate – Henrique Medina Carreira:
Narrativa. Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.
Verdade. Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer – senão já teríamos taxas de juro nos 20% ou mais).
Narrativa. Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.
Verdade. Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem).
Narrativa. Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes “irresponsáveis” estragar tudo.
Verdade. Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá).
Atlas Is Shrugging
Os erros do PSD e os abrantes laranjas
Os abrantes rosas são, desde há muito, presença habitual nas caixas de comentários d’O Insurgente. Constato agora que na sequência dos disparates cometidos pelo PSD na escolha dos cabeças de lista, começam a aparecer (aspirantes a?) abrantes laranjas. Aqui ficam dois comentários elucidativos de alguém que assinou Manuel:
Este André adora fazer favores ao Sócrates…não devias estar no Jugular ou nos Abrantes?
Este tipo de lixo sugere que o modelo de actuação dos abrantes laranjas são os abrantes rosas, mas como não tenho nenhuma razão para acreditar que seja um modus operandi institucionalizado, limito-me a assinalar a convergência de métodos.
rigor e seriedade. Por Rui A.
Os portugueses não darão a vitória a Pedro Passos Coelho apenas por estarem cansados de José Sócrates. As pessoas estão saturadas dos políticos, fartas de ser enganadas por eles, e não querem votar num mal menor, mas em quem as convença que pode vir a ser um bem maior. Isto é o que nos dizem as sondagens (e é inútil diabolizá-las, como já se viu no passado), que davam o PSD à beira da maioria absoluta, há ainda poucas semanas, e revelam agora uma perigosa tendência para o empate técnico com o partido do governo. Desde, pelo menos, o descalabro das últimas eleições legislativas, que os dirigentes do PSD deviam ter compreendido que o poder não se herda, conquista-se. A tese dominante de que as asneiras dos outros serão os nossos principais argumentos, já não cola no eleitorado. Sobretudo, quando a asneira não tem monopólio, como tem sido o caso.
(…)
Enfrentar e tentar vencer isto atacando a táctica do PS é completamente absurdo. O PS só será removido do poder se os portugueses virem, do outro lado, um partido sério, com um projecto e gente credíveis. Assim, desculpar as asneiras do PSD, em vez de se lhe exigir rigor e seriedade, é um favor que se faz ao PS, porque leva o eleitorado a crer que, afinal, «são todos iguais», e contribuirá para um desastre fatal no dia 5 de Junho.
(…)
Passos Coelho teve (ainda terá?) a oportunidade de promover e liderar um grande bloco de direita alternativo ao governo do PS, antes das eleições. De apresentar aos portugueses um verdadeiro projecto alternativo ao desgoverno socialista. Teve o momento – quando o governo caiu – a força – quando estava bem nas sondagens – e os argumentos – quando se compreendeu o estado verdadeiro do país. Nunca compreenderei por que não o fez. Agora, precisa de compensar as asneiras das últimas semanas e dar provas de seriedade e credibilidade pessoal e política. Não é competência que se lhe exige, porque esta, por definição, só poderá ser aferida quando e se chegar ao governo. É a capacidade de demonstrar que tem melhor para oferecer ao país do que Sócrates. Mas tem que o fazer com o máximo rigor e a maior seriedade. Se continuar a lançar fogos-fátuos para tentar distrair os eleitores, como o fez com o estouvado Fernando Nobre, não lhe auguro, a ele e a todos nós, nada de bom.
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Sobre a culpa e os tiros no pé
2 – Fernando Nobre e a desorientação do PSD
3 – No jornalismo e no comentário político, tal como na vida, vergonha na cara faz muita falta
4 – O que nos diferencia da Grécia
5 – Sugestão para cabeça-de-lista do PSD pelo círculo de Fora da Europa
A direita que sempre foi de esquerda
Mais um post do Rui A. que acerta na mouche: os homens às direitas.
Ao longo dos anos, um por um, os fundadores e primeiros dirigentes do CDS, da segunda metade da década de 70, foram-se encostando ao Partido Socialista, tendo muitos deles assumido funções de responsabilidade neste último partido. A primeira leva entrou para a Assembleia da República com o «social-cristão» António Guterres, um homem tão piedoso que, quando não estava a arruinar o país e a fazer contas de cabeça sobre o PIB, destinava todo o seu tempo à oração. Nessa altura entraram, que me lembre, Rui Pena, Luís Beiroco, Maria do Rosário Carneiro e mais algumas figuras de menor expressão cujos nomes já não recordo. Depois, com a chegada ao poder do «socialista moderno» José Sócrates, foi a vez do patriarca, o sempre «rigorosamente ao centro» Diogo Freitas do Amaral. E logo a ministro, caramba! Agora, ao fim de um longo e produtivo namoro, chegou a vez de Basílio Horta, o «homem às direitas» de uma qualquer eleição presidencial do passado. Esta longa marcha desta gente rumo ao «socialismo», diz muito da genética fundadora da nossa direita de Abril: sempre foi de esquerda.
Opções de fim de ciclo
Sócrates revela novos cabeças de lista a correr pelo PS
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, lidera a lista da Guarda, o secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina, é o primeiro nome da lista por Viana do Castelo, o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, concorre por Portalegre, e Ricardo Rodrigues encabeça a lista pelos Açores.
O fundador do CDS e presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta, foi escolhido para liderar a lista do PS por Leiria, que nas últimas eleições foi encabeçada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.
Paulo Campos
Duas palavras. Paulo Campos.
Juntem-se todos os maus nomes do PSD e compare-se com apenas este. Paulo Campos.
Depois de todas as trapalhadas. Melhor dizendo, malfeitorias feitas trapalhadas, que este senhor fez, é lhe dado pelo PS a cabeça de lista de um dos distritos. Adequado.
Em outros tempos esta classe de gente era colocada pós-eleições. Ou em substituição de deputados que eram chamados para outras funções ou para secretariados ou Empresas públicas. O PS de Sócrates não tem vergonha. Nas listas e lá em cima. Quem vota no PS não vai ao engano.
PS e PSD estão surpreendidos
porque parece que afinal o FMI é amiguinho do socialismo, existe para o promover e garantir que ele perdura mesmo contra as evidências económicas da realidade.
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[Keynes, pai ideológico do FMI, na conferência inaugural dos governadores do FMI em 1946.]
Leitura complementar: Crescer sim, mas só se for todos juntos [ideologia de globalização socialista do director do FMI, Strauss-Khan]
La Traviata
Um espectáculo competente, com um excelente coro, e com o tenor madrileno Israel Lozano, que ainda há pouco tempo vestiu a pele de Alfredo com o maestro Dudamel, em bom plano. É o melhor resumo da La Traviata apresentada pelo Teatro de Donetsk ontem à noite em Granada. Também sabe bem ver uma encenação canónica (só é pena que aquela que é, para mim, a cena fulcral da La Traviata, o confronto pai-filho-Violeta, se tenha perdido num palco tão pequeno para tanta gente). São récitas “certinhas”, não ficam na memória por muito tempo, mas pelo menos não agridem o espectador com detalhes gratuitos que, no mínimo, são irrelevantes, e, no máximo, desvirtuam uma obra. Outras vezes nem são só os detalhes, são mesmo as linhas mestras da história. Estou a lembrar-me daquele idiota que queria colocar a acção do Der fliegende Holländer de Wagner num deserto. Felizmente, percebeu o disparate a tempo e ficou-se pelo detalhe, arranjando maneira de assentar um nu integral no porto pesqueiro norueguês.
Teatro Isabel la Católica, Granada, ontem.
“Portugal estaria claramente melhor com uma reestruturação antes do resgate do FMI e UE”
Rodrigo Olivares, especialista internacional em defaults.
Uma espécie de bom senso
Nestes tempos modernos, já não é nada mau. Os dias que correm, por Francisco José Viegas.
Um desígnio nacional como qualquer outro
Podia ser o Magalhães, os carros eléctricos, o e-mail dos CTT ou o Cartão Único, mas, no caso específico da Arménia, é o Xadrez.
YEREVAN. – Armenia will make chess a compulsory subject at elementary schools.
“Teaching chess in schools will create a basis for the country to become a chess superpower,” Arman Ayvazyan, an official at Armenian Education Ministry told Agency France-Press.
(Fonte)
Carmex
Maria João Marques explica as virtudes do Carmex num post de leitura imprescindível para quem sempre achou um pouco estranho o entusiasmo de algumas utilizadoras pelo produto em causa: Uma história americana.
Desde 1937 que o Carmex é vendido nos boiões de ¼ de onça (segundo a minha agenda, cerca de 7 gramas), e é ainda hoje esta a embalagem preferida pelos utilizadores de Carmex. Só nas últimas duas décadas se criaram uns tubos com Carmex em gel e um baton em stick – este último não conheço, mas o tubo é muito recomendável e o meu preferido para quando estou fora de casa.
(…)
As expectativas ao experimentar o Carmex eram, portanto, grandes, e não fiquei desiludida. A primeira impressão do Carmex nos lábios é de conforto e frescura (será do mentol?) e a hidratação é excelente e perdura (será da lanolina?), ao contrário da maioria dos batons para o cieiro que ao fim de quinze minutos já nos fizeram esquecer que colocámos alguma coisa nos lábios. Como última virtude, fica muito bem debaixo de um baton colorido, dando-lhe o aspecto glossy agora tão desejado.
PEC – Documentos “Oficiais”

Já alguém leu os documentos na página oficial do governo para os PEC?
Onde por exemplo poderão ver como foi recalculado o défice (a sério que antes nem tinham o défice das empresas públicas?!?) e até discursos do PM.
Passem por lá se gostarem de saber a versão “oficial” do maior descalabro das contas públicas do último século.
Abril 16, 2011
Dr. Pangloss e o melhor dos mundos possíveis
Rui Esteves, um dos cinco economistas em mesa redonda no Expresso:
Os números da crise portuguesa
Factos que não interessa nada discutir: OS VERDADEIROS FACTOS DA CAMPANHA. Por Álvaro Santos Pereira.
1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos
2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB
3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional)
4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.
5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar.
6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses
7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos.
8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações
9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis
(…)
15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos
16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE
17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos
(…)
22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais.
Passos Coelho deveria retirar o convite feito a Fernando Nobre (2)
Esta escolha de cabeças de lista do PSD – com largo destaque para Lisboa – foi o melhor que podia ter acontecido a Sócrates neste momento. Quando, na sequência da bancarrota Sócrates, o normal seria o PSD ter garantida uma confortável maioria absoluta, a inabilidade política e os sucessivos erros de comunicação deixam tudo em aberto: Novamente Fernando Nobre. Por Luís Menezes Leitão.
Eu imagino o efeito que estas declarações – e as próximas que inevitavelmente se seguirão – irão provocar nos militantes e eleitores do PSD no círculo de Lisboa. Eu por mim digo desde já o seguinte: estas declarações demonstram que Fernando Nobre não tem quaisquer condições políticas para ser Presidente do Parlamento e nem sequer para ser deputado pelo PSD. Se ele declara desde já que renuncia ao cargo de deputado, o melhor é que nem sequer seja candidato. Um verdadeiro líder partidário perante estas declarações assumiria que enganou na escolha e retiraria Fernando Nobre das listas. Essa é uma medida elementar e poupar-nos-ia aos muito maiores constrangimentos que iremos ter durante a campanha eleitoral.
Obama’s War That Isn’t a War
Reason.tv: Obama’s War That Isn’t a War
Dropping bombs, shooting missiles, deploying massive amounts of personnel and power – all of these are generally understood as acts of war. But Obama can’t admit that we’re waging war because then he would have to acknowledge what his critics correctly underscore: Constitutionally, he doesn’t have a right to do this sort of thing unilaterally when the country isn’t facing a clear and present danger.
Cabeças de Lista…
A apresentação de cabeças de lista está ao rubro. A última é a apresentação de Basílio Horta por Leiria pelo… PS.

Já se sabia da aproximação do ex-CDS (e co-fundador do mesmo!) ao governo, sendo ele actualmente o líder do AICEP, mas cabeça de lista…
Curioso, para alguém que se sentia humilhado pelo resultado das políticas do partido que agora abraça…
There’s No Such Thing as Homemade Ice Cream
…e não há tal coisa como um “produto nacional” — There’s No Such Thing as Homemade Ice Cream por Jeffrey Tucker:
There’s nothing “homemade” about anything here, and surely everyone knows that. It’s just marketing – not that there’s anything wrong with that.
The division of labor – global and involving thousands and even millions of people – is looking ever better, all beautifully coordinated by the price system and given forward motion by entrepreneurs at every stage, operating in coordination from all parts of the world.
In fact, it is pretty clear that there is no such thing as homemade ice cream .. We are the beneficiaries of a remarkable system of human cooperation.
Taxes and Civil War
Uma guerra a favor da escravatura fiscal — The Official, Politically-Correct Cause of the ‘Civil War’ por Thomas J. DiLorenzo:
Everything about this politically-correct fantasy is patently false, regardless of how many times it is repeated in the New York Times and Washington Post. Some Southern politicians did indeed defend slavery, but not as strongly as Abraham Lincoln did in his first inaugural address, where he supported the enshrinement of Southern slavery explicitly in the U.S. Constitution (the “Corwin Amendment”) for the first time ever. Coming from the president of the United States, this was the strongest defense of slavery ever made by an American politician.
What Lincoln did say very clearly about war in his first inaugural address was that it was his duty “to collect the duties and imposts,” but “beyond that there will no be any invasion of any state . . .” That is, if Southern secession made it impossible for Washington, D.C. to “collect the duties and imposts” (i.e., tariffs on imports, which had just been more than doubled two days earlier), then there will be an invasion. He followed through with this threat, and that is why there was a war that ended up killing 670,000 Americans, including some 50,000 Southern civilians, while maiming for life more than a million.
Passos Coelho deveria retirar o convite feito a Fernando Nobre
Falta de nobreza. Por Francisco Mendes da Silva.
A possibilidade de Fernando Nobre ser presidente da Assembleia da República é uma perspectiva que deveria ser inaceitável para qualquer democrata parlamentarista. Não se trata de apreciar pessoalmente o candidato, mas o significado institucional da escolha.
O Parlamento é o centro fundamental de uma democracia civilizada e, por muito que a sua reputação saia tantas vezes combalida de algumas atitudes dos próprios deputados, da valorização permanente do seu papel depende a “eterna vigilância” e defesa da democracia. É pela menorização dos parlamentos que normalmente se inicia o caminho da ditadura.
O PSD – a par dos demais partidos – deveria estar na linha da frente dessa luta. Mas não. Preferiu ceder ao populismo mais desbragado e auto-mutilar-se na sua dignidade. A mensagem é clara: se o povo acha que os políticos são uns selvagens, então para domestica-los vai-se buscar o tipo que publicamente mais tem mostrado que os detesta.
(…)
Terá Passos Coelho, apesar da infantilidade da escolha, actuado com intenções saudáveis? Porventura sim. Seja como for, a posição pública do candidato que serve de título de capa do Expresso de hoje (imagem acima) é de uma arrogância absolutamente insuportável. A exigência de Nobre – ou a Presidência ou nada – mostra um complexo de superioridade bacoca que não se compadece com a humildade democrática. Passos só tem um caminho se quiser repor a sua dignidade e impedir que a imagem da política seja ainda mais denegrida: retirar o convite.
Notícias da guerra civil no PSD
Mais um golpe interno nas aspirações de Pedro Passos Coelho: Durão Barroso pressionou Passos Coelho para aprovar PEC IV
O ambiente entre Durão Barroso e Passos Coelho sempre foi tenso, desde a altura em que o agora presidente da Comissão Europeia apoiou Fernando Nogueira contra o actual presidente do PSD. O PEC IV veio agravar ainda mais a tensão e o facto de Pedro Passos Coelho ter omitido que se encontrou pessoalmente com Sócrates no dia que antecedeu a divulgação pública do PEC IV terá irritado ainda mais o presidente da Comissão Europeia. Tanto mais que a versão transmitida pelo presidente do PSD a outros sociais-democratas e a Barroso se cingiu ao telefonema.
Esta omissão foi usada politicamente pelo PS e é considerada um erro dentro do PSD. “Não percebo porque é que ele [Passos Coelho] não falou sobre o encontro. Ao telefone ou pessoalmente, a verdade é que o governo não quis negociar”, disse ao i fonte da cúpula laranja.
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