Combinava bem como o colega em Leiria, não acham?
Abril 22, 2011
Abril 21, 2011
A carta de António Capucho sobre Fernando Nobre
A carta de António Capucho ao PSD Cascais é mais um duro golpe interno na liderança de Pedro Passos Coelho:
Nomeadamente penosa é a afirmação peremptória de que nunca seria candidato à Assembleia da República, invocando então razões de coerência e de independência. (…) De resto, tenho as maiores dúvidas que a inclusão de Fernando Nobre nas listas do PSD se traduza numa mais-valia eleitoral. Pelo contrário: o cidadão comum olha para esta operação como uma ‘caça ao voto’ e creio que a generalidade dos eleitores que nele apostaram estão à nossa esquerda e são críticos dos Partidos. Serão provavelmente poucos os que vão acompanhar o candidato nesta transumância. (…) Os próximos dias vão provavelmente confirmar este crescendo crítico também nas nossas hostes, facto que me leva a acreditar que, com Fernando Nobre, é negativo o saldo entre os que captamos de novo para as listas do PSD e o conjunto dos nossos tradicionais apoiantes que se afastam, indignados com a opção em causa. (…) Mas, mais grave e chocante é o inexplicável compromisso de candidatar Fernando Nobre à Presidência da Assembleia (candidatura cujo desfecho está longe de ser garantido, mesmo com uma maioria parlamentar do PSD). (…) Por outro lado, proporcionar a Fernando Nobre um mandato na Presidência da Assembleia, significa catapultá-lo para a candidatura seguinte à Presidência da República. Se ele decidir avançar, o PSD estará então em condições de lhe negar o apoio?
Leitura complementar: Um partido sem emenda (1); O PSD é o principal inimigo do PSD.
Vergastem-me com mais força!
É o que me parece ouvir quando ouço alguns escravos (trabalhadores) modernos a pedirem para que não seja reduzida a contribuição para a Segurança Social. Ontem o senhor feudal, hoje o Estado.
Impostos…quanto mais melhores. Deviam era ir todos para a Coreia, a do Norte. Por lá a taxa de imposto é 100%. Vai tudo para o Vosso amado Estado. Por lá não há capitalistas exploradores. Só amados lideres e governantes.
Se é um benefício tão grande o pagamento para a Segurança social, deixem os burros, os tipos como eu, não descontarem nada e não receberem nada em troca. Deixem-nos a morrer longe dos braços amigos do Estado que espero que Vos abracem até não conseguirem respirar de tanto amor solidário.
Peçam para que Vos vergastem com mais força mas deixem-nos em paz.
Globalização: Sila Sahin na Playboy alemã e Facebook na China
O PSD é o principal inimigo do PSD
O incrível parece estar a acontecer: com o país em plena bancarrota e a mendigar ajuda internacional, o PSD não só não descola do PS como perde terreno.
Estão de parabéns os autores dos sucessivos e flagrantes tiros no pé do PSD nas últimas semanas e também os numerosos apoiantes que os aplaudiram ou ignoraram na esperança de que passassem despercebidos.
Face à evolução das sondagens, Fernando Nobre vê colocado cada vez mais em risco o triunfo da sua generosa candidatura a Presidente da Assembleia da República, mas pelo menos o lugar do cabeça de lista do PSD por Viana está garantido.
Mais a sério, a reacção preocupada de Passos Coelho demonstra bom senso e estas propostas vão genericamente no bom sentido, mas o PSD precisa rapidamente de mudar de rumo para fazer esquecer, na medida em que tal ainda seja possível, as trapalhadas recentes e contribuir para evitar que o PS e a extrema-esquerda saiam das próximas eleições com uma maioria parlamentar. O amadorismo atroz do PSD ameaça ter custos elevados para o país.
Leitura complementar: Os erros do PSD e as sondagens.
Assassinato como obrigação, naturalmente
Un ministro palestino justifica el asesinato de niños israelíes: “Es una obligación” .
Vídeo do senhor ministro.
Leitura complementar: A doença crónica.
O desastre Nobre e os egos no PSD
Avanço civilizacional esquerdista: mais um caso clínico
I noticed they had dozens of Asterix books but only a handful of elderly, dog-eared Tintins. “Got any more Tintin books?” I asked the nice librarian. “Well,” she replied in a conspiratorial whisper. “I did try ordering some, but was told by my superior that I wasn’t allowed to.” “Why not?” I queried. “Because they weren’t politically correct,” she replied. Just to be sure, I said to her: “So they actually used those words, ‘not politically correct’, did they?” “As far as I can remember, yes,” she said. Her hushed tone indicated that she was terrified of a colleague over-hearing and no doubt reporting her to the relevant authorities and getting her dismissed.
The Left-wing librarian who won’t let my children read Tintin, por Andrew M Brown.
Oportunismo e competência socialistas II
O repugnante circo do partido socialista.
Ao mínimo murmúrio de qualquer dirigente do PSD, imediatamente os dirigentes do PS vêm a terreno deturpar o que realmente foi dito. É o caso das declarações de Leite de Campos, sobre os pagamentos de apoios sociais, a quem os socialistas acusaram de estar a chamar aldrabões a 1 milhão de portugueses.
A admirável culpa das fraldas.
Termina assim a gestão de Ana Jorge: a tratar dos receptáculos para a urina e fezes dos doentes. Apesar disso foi um sucesso, visto que se cingiu a promessas demagógicas de saúde grátis para todos e à gestão de casos como o das vacinas da pseudo-pandemia de gripe A. Tudo está bem quando acaba bem, e nada melhor que umas fraldas limpas para deixar ao futuro governo.
Ambos os escritos por David Levy, no indispensável Lisboa – Tel Aviv.
Fotojornalismo de guerra
Tim Hetherington, um dos dois fotojornalistas mortos ontem na Líbia, co-realizador do premiado Restrepo, que segue durante um ano um pelotão de soldados norte-americanos no Afeganistão, deixa-nos também Diary, um fime experimental que recolhe 10 anos de cenários de guerra. Pode também encontrar-se algum do seu trabalho fotográfico na Vanity Fair.
Oportunismo e competência socialistas
De tanga e de papo para o ar, por Pedro Correia.
A pretexto da Páscoa, o Governo laico e socialista deu tolerância de ponto aos funcionários públicos esta quinta-feira, véspera de feriado e a quatro dias de outro feriado. O mesmo Governo que institui o regime de salários em atraso ao Exército e que procura anular o défice adiando pagamentos, o que deixa os serviços em ruptura.
Conclusão: durante cinco dias, o vasto País estatal vai manter-se paralisado. Entretanto, os funcionários da CP – empresa pública à beira do colapso financeiro – anunciaram já que estarão em greve na Sexta-Feira Santa, no domingo de Páscoa e na segunda-feira, 25 de Abril. (Nota do copy-paster: greve entretanto já desmarcada)
Não há concidências: nem com o FMI à perna o terceiro país com produtividade mais baixa da OCDE e que lidera a percentagem de abandono escolar precoce na União Europeia ganha juízo. E ainda há quem procure convencer-nos que a culpa de Portugal estar de tanga, à mercê da caridade alheia, é dos deputados finlandeses e dos contribuintes alemães…
A livre escolha é que não
O SNS tal como o conhecemos é o garante de que há uma saúde de qualidade para todos.
A ainda ministra da saúde, Ana Jorge.
Ovos de Páscoa socialistas
Um motivo de orgulho nacional, socialista: Maior empresa de construção brasileira desiste do Algarve por falta de resposta da CCDR.
A empresa de construção brasileira Odebrecht comprou um terreno de 300 hectares acima da Via do Infante e queria construir um empreendimento de 300 milhões de euros.
O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António diz que o projecto anda «enrolado» desde 2008, sem uma resposta concreta da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR). De acordo com Luís Gomes, o investidor quer agora sair do concelho.
Os erros do PSD e as sondagens
Um texto de leitura obrigatória: uma tragédia à vista. Por Rui A.
Lamento dizê-lo, mas considero que não há maior demonstração de fraqueza política do que atacar o mensageiro em vez da mensagem. As sucessivas direcções do PSD, desde o fim do cavaquismo até hoje, têm-se especializado nessa «arte», a propósito das sondagens que lhes dão más votações, com os resultados eleitorais que são infelizmente bem conhecidos. A sondagem da Marketest ontem conhecida, por mais «martelada» que esteja e por mais que sirva os interesses do «inimigo», retrata uma evidência que até quem for politicamente cego consegue ver e que convém não ignorar: a tendência de queda do PSD e para a subida do PS nas intenções de voto para 5 de Junho. O que a sondagem retrata é que este PSD, que criou grandes expectativas aos portugueses, não está a «passar» no eleitorado, pelo menos o suficiente para cumprir o que seria a sua obrigação: estar muito à frente do seu rival, o Partido Socialista, cujo governo levou o país à bancarrota.
Os valores emergentes do socialismo

Quer-me parecer que o Telmo Ferreira daria um Ministro da Defesa melhor do que Augusto Santos Silva. Tem a vantagem de dominar minimamente o assunto.
Colocando as coisas em perspectiva
Estava há pouco à conversa com um colega benfiquista algo abalado com o desaire de ontem. Às tantas ele lá encolheu os ombros e comentou: Bom, é verdade que é chato termos sido eliminados; mas grave, grave era se o país estivesse falido, se fossemos obrigados a pedir uma intervenção do FMI, se não houvesse dinheiro para pagar os salários da tropa e, ainda assim, o PS aparecesse à frente nas sondagens. Isso sim era grave.
Incompetente até ao fim
Um incompetente é isto mesmo: não saber sequer encontrar o momento certo para sair com uma réstia de respeito por si próprio e acabar por ser “deixado cair com estrondo” pelos camaradas a quem foi cegamente fiel. Percebe-se que Teixeira dos Santos tenha oferecido a sua lealdade ao primeiro-ministro com quem trabalhou. Só é lamentável (para ele próprio) que lhe tenha oferecido também a possibilidade de aniquilar a pouca dignidade que lhe restava.
Teixeira dos Santos pode começar a fazer as malas e marcar viagem de regresso ao Porto. Que vá pela sombra.
Teixeira dos Santos fora das listas do PS
Teixeira dos Santos expurgado das listas do PS.
Uma evidencia da verdade das várias vozes que indiciaram que Teixeira dos Santos discordou fundamentalmente da estratégia de Sócrates para atacar os problemas financeiros de Portugal.
Devia ter sido Teixeira dos Santos a bater a porta quando percebeu quem era o chefe do Governo e do tipo de irresponsabilidades que Sócrates é capaz.
Esperamos que ainda venha a público explicar como se viu obrigado a seguir direcções com que não concordava e proibido de tomar medidas importantes para o corte da despesa do Estado de que o PS vive.
Ingrato
Não houve ministro que se tenha rebolado mais na lama por José Sócrates. Nunca ninguém disse tanto uma coisa e o seu contrário apenas para agradar a seu chefe. Nunca um ministro demonstrou ter tão pouca espinha dorsal ao serviço do seu líder. Tudo isto sem que, uma vez que fosse, ficasse tentado a ser homenzinho e a apresentar a demissão.
Isto que José Sócrates lhe faz só demonstra ingratidão. Muito feio.
Sondagens
Esta sondagem pode parecer estranha à primeira vista, eu sei que a mim me pareceu mas quanto mais penso nela mais sentido ela faz. A chave para compreendermos esta sondagem estará na elevada percentagem de indecisos: 36% mas já lá vamos.
Para colocar o meu raciocinio em perspectiva cito um outro estudo que a Marktest publicou ontem:
No entanto, o dado mais surpreendente é revelado quando os inquiridos apontam para os partidos que gostariam de ver a governar Portugal – “Se houver um Governo de coligação por que partidos deverá ser constituído?”. O PSD alcança 58% de respostas positivas, seguido pelo CDS que acolhe 39%. O partido de Paulo Portas fica mesmo à frente do Partido Socialista de José Sócrates que só obteve o aval de 37% dos inquiridos pela Marktest. Bem longe de qualquer solução governativa estão o Bloco de Esquerda de Francisco Louçã (13%) e o PCP de Jerónimo de Sousa (13%), os dois únicos partidos com assento parlamentar que recusaram reunir com a ‘troika’ do FMI, BCE e Comissão que se encontra em Portugal.
Existe ainda um terceiro estudo sobre a popularidade dos líderes partidários e principais figuras da nação do qual destaco: Cavaco desce 25 pontos, Passos Coelho desce 24 pontos, Sócrates continua em terreno bastante negativo e Paulo Portas é o líder partidário com melhor reputação junto dos portugueses.
Ora, juntando os três estudos encontro duas explicações para o resultado da sondagem: A primeira é que os entrevistados pela Marktest sofrem das mais estranhas perturbações mentais. A segunda, e mais provável, é que aqueles 36% de indecisos não são uns indecisos quaisquer e que a sua distribuição não deve ser feita pelos restantes partidos. A larga maioria daqueles indecisos simplesmente ainda não sabe se vota PSD ou CDS, os restantes partidos nem lhes passam pela cabeça.
Infelizmente esta sondagem até favorece o PSD pois grande parte desses indecisos, com medo que o PS ganhe, ficará inclinado para votar em PPC. Quando a mediocridade compensa não se espere que o PSD faça melhor do que até aqui tem feito.
O Programa do PS
O programa do PS vai ser discutir o programa do PSD. Pelo menos é curto e claro o suficiente para todos o entenderem.
FC Porto vence na Luz… outra vez

Até no jornal “A Bola”:
“Mais uma demonstração de classe e raça do FC Porto. Mexeram no destino os dragões. “
O Record, para dizer alguma coisa, puxou da história.
Mas por fim, em “O Jogo”.
Conclusão: Apesar de sérias dúvidas no 2º golo (Fora de jogo – dúvidas na parte em que o Fiscal de Linha estivesse bem posicionado para ver o lance, entenda-se) e do comportamento de Sapunaru (há que saber aceitar injustiças com cabeça fria – o que obrigou o inteligente Villas-Boas a substituí-lo), não há dúvidas que a UEFA tem razão ao falar na evolução deste Porto debaixo de Villas-Boas.
O Benfica nem está muito diferente do ano passado. O FC Porto é que melhorou um bocadito…
Ficam os golos:
Uma questão de fé
Depois do extraordinário auto-retrato numa crónica de jornal, mais um momento de ir às lágrimas:
Passos Coelho está “demasiado enlaçado nos defeitos e vícios do regime para conseguir mudar”, é o líder de uma “oposição que desistiu de o ser” e iguala-se a “um longo e fastidioso catálogo de líderes laranjas para quem a palavra dada vale menos do que um estado de alma”. Estas são algumas das duras críticas feitas, em Maio do ano passado, pelo agora cabeça-de-lista do PSD por Viana do Castelo, Carlos Abreu Amorim, ao líder dos sociais-democratas.
(…)
Confrontado com estas declarações, Carlos Abreu Amorim assume que fez “críticas ferozes” a Pedro Passos Coelho e que nem sempre acreditou que o líder do PSD conseguisse chegar a primeiro-ministro. “Cheguei a duvidar”, diz o candidato a deputado, acrescentando: “O facto de ter sido convidado, depois das críticas que fiz, só demonstra a grandeza de Passos Coelho.”
Leitura complementar: O cabeça de lista do PSD por Viana: um auto-retrato.
Dúvidas para todos os gostos
Não sei se é consequência deste tipo de sondagens mas, de repente, numa reacção que mistura nervosismo com ciúme, os “coelhistas” mais fiéis começam a recear que o CDS lhes fuja na hora em que dele mais precisarem para garantir uma chegada segura ao governo do país.
Embora bastante mais prosaica, tenho uma dúvida que gostaria, também, de ver esclarecida: estará o futuro deputado Carlos Abreu Amorim disposto a embarcar numa coligação com o Dr. Portas e o seu partido (principalmente porque, afinal, são uma e a mesma coisa)? Pode parecer uma pergunta que não interessa para grande coisa (e, de facto, não interessa, já que se relaciona com alguém politicamente inócuo e irrelevante) mas depois de tanta crítica alarve e boçal, tamanha falta de verticalidade ao nível da coluna era de espantar num homem com predicados tão elevados em número e em qualidade.
Uma vitória num campo inclinado

Apesar da inclinação do campo, acabou por prevalecer o talento e o trabalho dos vencedores.
Abril 20, 2011
PS 36%, PSD 35%
Sondagem dá vitória (ou empate técnico, vá) a Sócrates face a Passos Coelho, com uma clara maioria de esquerda no Parlamento, segundo o barómetro Marktest para a TSF.
Obrigado a todos os que contribuíram, cometendo os erros ou repetindo-os indefinidamentenos orgãos de comunicação.
Dá vontade de emigrar…
Actualização: Já saiu no site do Económico. Anterior: PS: 25% Vs PSD: 47% (!)
Opiniões são Crime. Forrobodó e Pensões para todos é…
… Business As Usual.
Reparem nesta notícia.
“Grécia associa subida dos juros da dívida a comportamento criminoso”
Finalmente a Grécia assumia as suas culpas? Os pensionistas gregos que se reformam porque espirram com força vão abdicar das pensões antes dos 65 e impedir a queda do seu governo?
Não. Um banco enviou um mail com uma opinião sobre a data de uma possível “restruturação” (adoro estes eufemismos…) e isso é que provocou o problema.
Óbvio.
Edit: Consequência - Juros gregos de dívida a 2 anos a 22%…
E o 25 de Abril aqui tão perto… (3)
“Precisávamos de um homem com a inteligência de Salazar” – Otelo Saraiva de Carvalho, em entrevista amanhã ao Jornal de Negócios
Bodes expiatórios (2)
O que há em comum entre o entendimento que Robert Fishman, Boaventura Sousa Santos ou outros advotos da sociologia politizada moderna têm dos mercados, e o entendimento que deles tinha Hitler ou agora Chávez?
O que há em comum entre o ódio anti-semita nazi e a recorrente expressão moderna “ataques dos especuladores a Portugal”?
A crença de que o mercado não responde a leis naturais independentes da vontade humana mas sim a vontades colectivas e personificáveis, que é possível e necessário controlar. Uma versão moderna de animismo.
Bodes expiatórios
In fact, there is, and has been for years, a genuine economic crisis in Portugal. In fiscal policy, there has been a recurring imbalance between spending and revenues. Portugal was the first member of the euro area to be subjected to a formal decision by the E.U. finance ministers that an “excessive deficit” existed, and it is the only member that has been found to have an “excessive deficit” three times.
No less important are the long-term structural imbalances in the economy. Portugal has had a large trade deficit with the rest of the E.U. every year since 1999. Likewise, it has had large current account deficits every year; since 2002, its current account deficit has averaged almost 10 percent of gross domestic product.
These problems were not created by the bond traders, speculators and credit rating agencies. They were created by the fiscal and economic policies carried out by Portuguese governments, both of the left and the right, over many years. The only surprise is that the traders, speculators and credit rating agencies ignored them for so long.
[via Desmitos: O mito da crise internacional]
E o 25 de Abril aqui tão perto… (2)
Grandes conquistas do corporativismo na saúde
O resultado de anos e anos de corporativismo extremo e de barreiras legais ao ensino da Medicina está à vista: Depois dos colombianos, centros de saúde vão receber médicos da Costa Rica e Cuba
Leitura complementar: A urgência de diminuir as barreiras legais ao ensino da Medicina (2); A urgência de diminuir as barreiras legais ao ensino da Medicina; Efeitos do corporativismo extremo na Medicina em Portugal; As vagas de Medicina e os grupos de interesse na saúde; As notas de entrada em Medicina e o falhanço do governo; Um primeiro passo para aumentar as vagas em Medicina; O Bastonário e o monopólio.
A Nova Religião Portuguesa
Excelente crónica de Fernando Sobral.
José Sócrates transformou o PS num fenómeno religioso. O seu Secretariado Nacional é uma falange de apoio que vela as suas palavras.Sócrates é uma religião moderna disfarçada de política. Foi por isso que durante seis anos não precisou de governar. Bastou-lhe pairar nas sondagens. Deixou uma herança dramática: Portugal é hoje uma Bambi indefesa perdida no seu destino. Pior: abriu a caixa de Pandora para uma forma de fazer política onde o que interessa é a imagem e o ruído. As gaitas de foles e a pose para saber se fica melhor do lado direito ou do esquerdo das câmaras de televisão são as duas faces da mesma política diletante. Eça de Queiroz dizia que, no seu tempo, o povo rezava, a única coisa que fazia para além de pagar. Hoje é também o bombo da festa alheia. O problema é que Sócrates semeou o latifúndio político nacional. Legou-nos uma classe política que vive da pequena e média intriga, da guerrilha inútil e dos dislates sucessivos. Com o FMI e a UE a pairarem sobre nós, a classe política diverte-se numa mega-feijoada como se a crise fosse um problema alheio. O País está incrédulo. Mas há momentos de animação. Fernando Nobre é o perpétuo desmentido de si próprio. Vive em lua-de-mel com a sua imagem. Transformou-se num “freak-show”. O PSD deveria mandá-lo calar. Até às eleições, pelo menos. Mas ele simboliza a desertificação cultural do País. As ideias foram penhoradas e substituídas por homens que se julgam providenciais. Portugal está mal. Deciframos os problemas, vemos o que está mal, iluminamos a corrupção, mas nada acontece. Resta-nos rezar. Pagar. E calar.
Não vão por aí
O consumo de combustiveis caiu 17% segundo o DE. As razões são fáceis de compreender: por um lado temos os bancos centrais com politicas que impulsionam o preço das matérias primas, por outro temos o Estado que, com a sua carga fiscal, consegue mais do que duplicar o preço dos combustiveis.
Que fique pois o aviso ao FMI e ao próximo governo: Os portugueses já estão a ser chupados até ao tutano pelas politicas fiscais implementadas pelo governo de José Sócrates, não existe capacidade para pagar mais impostos. Não vão por aí. Ignorem qualquer receita que achem que vão conseguir sacar à malta porque não vão e concentrem-se em cortar na despesa.
Quem paga o TGV?
O CDS, através de Nuno Melo, pergunta a Teixeira dos Santos: Vai haver alteração, ou os custos vão ser sobretudo suportados por fundos nacionais?
É que, a brincar a brincar, o custo já vai em € 300 ooo ooo,00 (sem se ter construído 1 único Km!) e no fim o Governo estima que custe € 7 700 000 000,00 (a acreditar em números oficiais, sem derrapagens).



