Se for entendido como um exercício de auto-crítica, não está mal: “Há políticos que não estão à altura das suas responsabilidades”
Adenda: Depois de ter publicado o post, reparei que o Rui A. já se tinha antecipado e o Miguel Noronha também.
Se for entendido como um exercício de auto-crítica, não está mal: “Há políticos que não estão à altura das suas responsabilidades”
Adenda: Depois de ter publicado o post, reparei que o Rui A. já se tinha antecipado e o Miguel Noronha também.
Deverá um liberal festejar o “25 de Abril”? Por Luís Aguiar Santos.
Ano após ano, as comemorações do “25 de Abril” estão enredadas numa série de equívocos que seria pueril esperar que políticos ou jornalistas desfizessem. Supostamente, festejamos nessa data a “democracia”. Mas qual “democracia”? A que estava pressuposta no abraço frentista entre Álvaro Cunhal e Mário Soares dias depois do golpe de estado (que não seria muito diferente da dos oficiais da Coordenadora do M.F.A.)? Ou a que estava pressuposta na acção do general Spínola (e que, doa a quem doer, é aquela que hoje temos e quase todos defendem)?
Ao contrário do que possam pensar alguns distraídos, os liberais identificam-se com muito pouco no regime derrubado em 1974: não gostam de um figurino “constitucional” que limitara bastante as liberdades individuais instauradas no século XIX (e não na I República, como os mesmos distraídos pensam); não gostam da arbitrariedade com que o poder executivo se permitia violar as liberdades restantes; não gostam do monopólio político e sindical que o Estado patrocinava (União Nacional e estrutura corporativa); não gostam do regime económico profundamente regulado e proteccionista que fôra herdado do passado, mas que Salazar aperfeiçoara, sistematizara e tornara ainda mais pesado; não gostam da férrea regulação da educação e das actividades culturais que a burocracia e a polícia impunham.
Talvez tenham alguma simpatia pela geral ordem financeira em que o Estado vivia e pela política do “escudo forte”; mas, convenhamos, é pouco quando tanto estava tão mal. No que os liberais divergem dos “democratas de Abril” é no pouco entusiasmo com que olham para a cultura política que surgiu em 1974 como alternativa ao Estado Novo.
O “25 de Abril” não se fez em nome da experiência histórica do liberalismo que o republicanismo, primeiro jacobino e depois autoritário, interrompeu; fez-se em nome de uma míriade de socialismos coligados que iam fundar um “país novo” e que chegaram ainda a apresentar-se como nova “União Nacional democrática” no defunto M.D.P. (PCP+PS+PPD), como se ainda se vivesse, trinta anos depois, no equívoco frentismo anti-fascista de 1945.
(…)
Se quiséssemos, como os liberais franceses do século XIX tentaram fazer com a revolução de 1789, distinguir no “25 de Abril” entre uma fase inicial, imaculada e generosa, e uma posterior degeneração jacobina (ou, neste caso, socialista), ficaríamos limitados a uma nesga de tempo que dificilmente permitiria comemorar “outro 25 de Abril”. É que logo a 1 de Maio, quando os socialistas de todas as matizes (e, em particular, os comunistas) tomaram as ruas, ficou patente quem teria força para imprimir à revolução a direcção e a cor que lhe construiriam a identidade.
Apesar da resistência civil ao radicalismo militar e militante, a normalização de 1976 veio a fazer-se com uma vitória ideológica inequívoca do socialismo, que só o pragmatismo dos políticos e a realidade das coisas foi forçando a esbranquiçar em sucessivas revisões constitucionais. Onde, nesta “herança de Abril”, os liberais se podem situar não é nada claro. Em Spínola? Na tímida e lenta liberalização do regime?
Mas será isso ainda o “25 de Abril”?
Não esquecer durante as comemorações de hoje que é graças ao PS de Mário Soares e Sócrates que hoje atingimos os mesmos níveis de dívida pública que permitiram a ascensão do Estado Novo em 1926.

Fonte: Mata e Valério, Banco de Portugal, AMECO, Santos Pereira “Como retomar o sucesso” (2011), via desmitos
Porque os culpados pelo fim da democracia não são só aqueles que acabam com ela, mas também os que tornam essa solução inevitável.
Por falar na final da Taça da Liga, aqui fica o momento mais marcante do jogo, numa execução com elevada nota artística.
Luisão faz grande chapéu a Moreira! Final da Taça da Liga 2011
Se Luisão conseguir acertar na baliza certa será certamente uma mais valia na Liga Europa.
Está de parabéns o Benfica pela esforçada vitória na final da Taça da Liga com o Paços de Ferreira, ainda que os próprios adeptos benfiquistas não pareçam particularmente entusiasmados com a conquista.
Vencedores foram embora sob insultos
A festa acabou ontem mal para o Benfica, com vários incidentes entre jogadores e adeptos. Os festejos da equipa no relvado foram já de si mornos e depois houve uma série de manifestações de desagrado à equipa… que ergueu o troféu.
(…)
Muitos adeptos ficaram à espera da equipa junto ao autocarro e insultaram vários jogadores, nomeadamente Cardozo, que os mandou calar ao entrar para o Vermelhão. Ele que fora já permanentemente assobiado durante o jogo.
Rúben Amorim, que até tinha sido dos mais aplaudidos quando entrou para o autocarro, irritou-se e voltou a sair para reclamar com os adeptos. Alguns elementos do staff do Benfica é que sanaram situação. E até a polícia teve de intervir para separar Moreira, tão aplaudido antes, de um adepto que já estava a dois centímetros da sua cara.
Luisão critica adeptos do Benfica
Luisão não gostou de ter sido “rejeitado” pelos adeptos a quem procurou entregar a camisola do jogo. O incidente sucedeu no final do encontro deste sábado, em Coimbra, e o jogador queixou-se na zona mista.
(…)
Estes apoiantes funcionam como adversários extra? “Lógico que sim. É com tristeza que vou oferecer uma camisola e mandam-me embora. Mas a responsabilidade é minha. Não gostei e não sei o que pensam os meus colegas”, acentuou.
Vitória não cala contestação a Jesus
Perto do final do jogo, e quando os lances corriam mal aos jogadores do Benfica, os adeptos faziam-se ouvir com apupos e assobios, em evidente manifestação de desagrado para com o treinador. Por isso, os instantes que antecederam o final do jogo acabaram por ser difíceis para a equipa do Benfica, com Jorge Jesus também a evidenciar sinais de nervosismo no banco de suplentes.
Talvez por ainda estar viva na memória dos benfiquistas a eliminação nas meias-finais da Taça de Portugal, ficou claro que a conquista da Taça da Liga não ‘calou’ a contestação a Jorge Jesus, que para muitos adeptos está obrigado a conquistar a Liga Europa. O técnico nem sequer festejou a vitória nesta final e mostrou mesmo semblante fechado.
O Ricardo Lima faz neste texto um interessante diagnóstico da realidade portuguesa. Merece uma leitura integral e começa assim:
O Modelo Socialista, supostamente apostado em prejudicar que mais têm, não mais tem feito senão retirar das mãos das classes mais desfavorecidas instrumentos fundamentais de mobilidade social, que as permitiriam ascender a níveis de prosperidade razoáveis. A progressividade da carga fiscal, o mercado laboral estático, a burocracia kafkiana da administração e dos tribunais e o “monstro” em expansão da função pública têm sido, ao longo das últimas décadas, mais que uma barreira económica, uma barreira social para quem realmente trabalha. Por outro lado, a crescente subsidio-dependência, o Estado Social falido e as teorias de engenharia social importadas do mainstream marxista das Universidades Europeias, têm vindo a criar uma classe de ociosos, parasitas sociais que sobrevivem embriagados com o suor dos trabalhadores.
Como podem ler aqui,
“Com a autorização dada por Itália, muitos tunisinos viajam para França”
Logo, o que é que o “Pequeno Napoleão faz? Se algo dá problema, corta-se. A questão de Princípio, é irrelevante.
Qual deveria ser a política correcta? Qual deve ser a posição de princípio? Na minha opinião, nem deveria ser necessário o Acordo de Shengen: a liberdade de circulação deveria ser um dado. Mas como é esse o Modus Operandi do estado, então seja. Shengen deveria então ser válido. Sempre.
Assumida essa opinião (pois assinou o acordo), essa deveria ser a posição oficial a manter. O princípio da Certeza Jurídica assim o exige. Todavia, o que o Estado Francês está a fazer aqui é escolher os momentos em que é fiel ou não às suas responsabilidades. Não perdoaria isso à minha namorada, e portanto não sei porque hei-de perdoar isso a Sarkozy (será que Bruni será mais perdulária?).
Sarkozy mostra assim o seu nível de (ir)responsabilidade e o valor da palavra do estado que lidera. E é neste senhor que a França coloca os seus serviços “públicos”: educação, saúde e justiça.
Passos Coelho aposta na imagem familiar. Fernanda Câncio, compreensivelmente, reage de forma emocional exprimindo um intenso incómodo.
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – O cabeça de lista do PSD por Viana: um auto-retrato
2 – Why Britain shouldn’t join the Portuguese bailout
3 – Democracia boa, democracia má
4 – A culpa não pode morrer solteira
5 – Colocando as coisas em perspectiva
Uma boa ilustração da aplicação prática dos princípios associados ao que em teoria da escolha pública se designa por constitucionalismo fiscal: Vasquinho. O aluno mais bem comportado da turma da Liga
A receita é muito simples: uma gestão irrepreensível, que proíbe gastar mais do que recebe, que controla as despesas até ao mais pequeno detalhe. O segredo? Bem, o segredo resume-se em três palavras e é o mesmo que faz da cidade que lhe empresta o nome a capital do móvel: trabalho, esforço e dedicação. “De facto, é muito difícil manter o clube financeiramente saudável, mas nós temos sempre os pés bem assentes no chão, só gastamos aquilo que podemos e quando se pensa e se age assim torna-se tudo muito mais fácil.” Palavras de presidente.
Carlos Barbosa assumiu no ano passado a presidência de um clube que se orgulha de ser o único do futebol português cujos estatutos impedem a entrada na Mata Real da “senhora” que nem o país, em geral, nem o futebol português gostam: dívida.
If truly engaging in a liability exercise of some nature, Greece will likely pursue a permanently viable option. And as Nedialkov indicates, in order to achieve a far more credible 60% debt/GDP ratio, the country would need to take a 76% haircut now, or do nothing for five years, and eliminate a whopping 94% of its debt in 2015. Since the market is already expecting roughly a 50% haircut it remains to be seen just how much further bond prices will plummet, and how much bigger the ultimate impairment on Citi debt, and European banks, Greek pension funds and local bond investors, will ultimately be. One thing is certain: with Greek 2012 debt/GDP expected to peak at 159.4%, the country will restructure, and a a vast swath of insolvent European banks are about to see the tide go out.
Some more color from Citi, which is sure to get the Greek inquisition on the heels of Nedyalkov: “Citigroup said that no country with a debt-to-GDP ratio of over 150 percent has “ever avoided a default.” Greece’s austerity measures aren’t achieving the “desired results as quickly as hoped,” it said.”
Um dia negro para o feminazismo:
Of course, anyone with half a brain could have told you there is no wage gap, otherwise some business owner would hire nothing but women and pay them less, there by undercutting the market.The WSJ reports – There Is No Male-Female Wage Gap:
Recent studies have shown that the wage gap shrinks—or even reverses—when relevant factors are taken into account and comparisons are made between men and women in similar circumstances. In a 2010 study of single, childless urban workers between the ages of 22 and 30, the research firm Reach Advisors found that women earned an average of 8% more than their male counterparts. Given that women are outpacing men in educational attainment, and that our economy is increasingly geared toward knowledge-based jobs, it makes sense that women’s earnings are going up compared to men’s.Feminism isn’t about equal pay for equal work, it is about expropriating money from men and handing it to women by force.
You’re just a middle class, socialist brat
From a suburban family and you
never really had to work
And you tell me that we’ve got to get back
To the struggling masses (whoever they are)
You talk, talk, talk about suffering and pain
Your mouth is bigger than your entire brain
Um (infelizmente raro) exemplo de lucidez entre os cabeças de lista do PSD: Tiros no pé. Por Francisco José Viegas.
Quem se apresenta a jogo com disposição de ganhar, e num pais em estado de negação, capaz de tudo para evitar olhar-se ao espelho, fazer contas, aceitar a realidade, enfrentar os dias difícieis, não pode oferecer-se o luxo de dar tiros no pé. As tropas em silêncio, seria melhor. Protestar baixinho, fazer queixinhas «do mal que nos faz a imprensa» é má estratégia; já se sabia que cada deslize seria sublinhado, ampliado e transformado em grande notícia da temporada.
Leitura complementar: Quando reconhecer a realidade é ser “idiota útil”; Os erros do PSD e as sondagens; O PSD é o principal inimigo do PSD.
A doer. Por António Nogueira Leite.
Recordemos que o sector bancário de Espanha é o maior credor de Portugal (quase 100 mil milhões de créditos), mas a sua exposição concentra-se no sector privado não bancário. Já os sectores bancários da França, Alemanha, Espanha e do Benelux são os que têm entre si a maior exposição à divida do Sector Público português. Todos estão dependentes do sucesso do programa de ajustamento que Portugal está neste momento a negociar com a troika que representa os credores. Essa troika não se pode esquecer que o nosso principal problema é económico e que para além do emagrecimento do Estado temos de imediatamente reganhar competitividade.
Ao passarem a Semana Santa numa Lisboa semi vazia vão perceber que a maior parte dos portugueses ainda não perceberam o quanto o futuro vai doer. E vai mesmo, caso contrário quem nos ajuda também terá de partilhar a dor.
É sabido que o sentido do meu voto é sempre no PSD e nos seus candidatos, com uma única excepção, na última eleição Presidencial. Percebo porém – embora considere que é um erro deixar cair nesta fase a única alternativa decente de que dispomos – todos aqueles que olham hoje para o partido laranja com algum desencanto, em virtude de certas decisões incompreensíveis nas escolhas e omissões na lista de deputados, e de algumas posições menos claras (mas também para já pouco importantes) quanto ao caminho a seguir. A escolha de Fernando Nobre como cabeça-de-lista por Lisboa, tem a sua gravidade, não apenas porque promove alguém cujas ideias políticas estão nos antípodas daquilo que o PSD deveria assumir, como determina a exclusão de António Capucho de um lugar que lhe deveria (numa lógica puramente “PSD”) pertencer, em particular num eventual apoio à Presidência da Assembleia da República. Não deixa ainda assim de ser uma decisão isolada. Não nutrindo actualmente de nenhuma simpatia pessoal pelo candidato, não vejo com a gravidade política que tem sido apresentada a escolha de Carlos Abreu Amorim, que sempre se situou à Direita, para as listas de Viana; reconheço-lhe capacidade intelectual e espírito combativo suficientes para assumir a responsabilidade que lhe está a ser acometida. Aceito também que gostaria de ver em lugares elegíveis alguns candidatos que foram excluídos, mas enquanto o sistema eleitoral for este, e as listas tiverem tão dependentes de estruturas locais, pouco mais se pode fazer.
Dito isto, fico estupefacto pela forma como tanta gente tem concentrado as suas energias no escrutínio de erros menores do PSD, sobretudo quando comparados com aqueles que nos conduziram até aqui, hoje, pela mão do Partido Socialista e do seu líder, José Sócrates.
Na verdade, se há questão que se coloca, antes de qualquer uma, nesta eleição, é se o PS deve ou não ser fortemente penalizado pela forma como geriu o país até à situação de profunda crise em que nos encontramos, não apenas no plano das decisões políticas, mas também da (falta de) seriedade com exerceu o seu mandato político. E, neste plano, não me suscitam dúvidas que esta eleição, como diria Popper, serve sobretudo para expulsar um dos governos mais incompetentes, irresponsáveis e manipuladores da realidade de que há memória em Portugal. A próxima campanha eleitoral deve colocar o PS no centro do debate, para que possamos fazer uma avaliação informada sobre a sua acção governativa nos últimos anos.
Depois, sim, deveremos perceber – todos aqueles que optem por considerar que o PS deve ser penalizado nesta eleição – quem é o Partido que merece um voto de confiança, aquele que se apresenta melhor preparado para governar, num tempo difícil e onde será necessária firmeza, clareza de ideias, e capacidade de formar largos consensos na sociedade portuguesa.
O que me parece estranho é que a discussão e o debate assente no jogo que o PS privilegia: desviar os holofotes e as críticas para o PSD, tentando fugir entre os pingos da chuva. E o resultado disso está à vista, e não poderia ser pior para um sistema político tão fragilizado quanto o nosso: querem mesmo permitir que os eleitores dêem uma nova oportunidade a este PS, que é competente, sim, mas só naquilo que corrói a Democracia, na arte de dissimular e fugir às responsabilidades?
Uma idiota útil. Por Constança Cunha e Sá.
Eu, “idiota útil de Sócrates”, me confesso: na semana passada, por ausência de discernimento, cometi o erro – de que me penitencio, desde já – de criticar a escolha de Fernando Nobre para a Presidência da Assembleia da República. Percebo, agora, que perdi o meu tempo com um pormenor de somenos que, tendo em conta a situação do país, devia ter merecido, no máximo, uma pequena nota de rodapé. Afinal, que importância tem o facto de o maior partido da oposição anunciar que, pela parte que lhe toca, a segunda figura do Estado deve ficar entregue a um candidato populista que prima pela incoerência e pelo ataque à classe política e ao sistema partidário? Aparentemente, nenhuma. O dr. Passos Coelho até podia convidar o Jel dos Homens da luta que ninguém lhe levaria a mal por isso.
Dentro desta lógica, também me devia ter abstido de comentar o famoso telefonema que, de repente, se transformou num misterioso encontro entre o primeiro-ministro e o líder da oposição, com sms à mistura e declarações do dr. Relvas ainda por explicar. E, por maioria de razão, também não devo pronunciar-me sobre as declarações do cabeça-de-lista do PSD, por Viana de Castelo, que, em boa altura, decidiu dar um raspanete ao seu eventual futuro parceiro de coligação, acusando o CDS e Paulo Portas, em particular, de se terem metido em negócios obscuros como a compra dos submarinos (já cá faltava!) e outras trapalhadas afins que tanto prejudicaram o último Governo do PSD. Generoso, Carlos Abreu Amorim até admite que Paulo Portas possa ter aprendido com os erros (“da pior maneira possível”) mas, pelo sim, pelo não, vai avisando que, a partir de 5 de Junho, quem vai mandar no Governo – o tal que o dr. Passos Coelho já tem na sua cabeça – são os independentes como ele – o que augura, como se imagina, tempos particularmente auspiciosos.
Leitura complementar: Os erros do PSD e as sondagens; O PSD é o principal inimigo do PSD.
Dar a volta. Por Nuno Gouveia.
As sondagens recentes indiciam que o PSD não está a ser eficaz na mensagem. Não vale a pena culpar as empresas de sondagens ou a comunicação social pelo que tem acontecido nas últimas semanas. Principalmente a comunicação social, que, como sabemos, está sempre preparada para servir os propósitos da máquina de propaganda socialista. Como recorda aqui o Fernando Moreira de Sá, é preciso ter memória e lembrar o que aconteceu em 2009, quando Manuela Ferreira Leite foi derrotada por José Sócrates. Não se ganham eleições sem convencer as pessoas que a mudança é melhor do que manter o status quo. Em política existem duas premissas que levam ao derrube dos eleitos. Em primeiro lugar, as pessoas têm de estar convencidas que o poder não serve. Quando existe a convicção que a liderança não serve, começam a olhar para a alternativa. E neste momento, Portugal está nessa fase, tal como estava em 2009. Existe uma convicção generalizada que o governo Sócrates está em falência técnica e é preciso encontrar uma outra solução. Mas, e como sempre sucede, a alternativa tem de convencer as pessoas. Caso contrário, e apesar de contrariadas, apostam no que conhecem.
Leitura complementar: Os erros do PSD e as sondagens; O PSD é o principal inimigo do PSD.
O despedimento de Teixeira dos Santos. Por Manuel Queiroz.
Há alguns lugares para independentes mas, tal como no PSD, a abrangência de José Sócrates é bastante limitada, até dentro do partido. Ou com os amigos mais próximos: Teixeira dos Santos também não coube porque “as relações acabam”, como disse Vieira da Silva. Às vezes acabam mal, porque o ministro das Finanças aguentou muito, mas teve mesmo de forçar o pedido de ajuda externa. Na política, a amizade é sempre um valor relativo e Teixeira dos Santos também sabe isso. Em plena negociação com o FMI é mesmo o tempo certo para despedir o (ainda) ministro das Finanças.
Em 2009, o homem nascido na Maia fez uma campanha fortíssima, empenhou-se quase como um militante (que não era) e no Porto chegaram a querê-lo como número um. Agora foi chutado para canto, em mais um sinal de que José Sócrates não perdoa – de tal modo que Vieira da Silva nem teve de disfarçar ontem como não gostava do homem da massa que muito ajudou José Sócrates.
Podem fazer o download neste site de um programinha que vos permite ver fotos como esta:

(esta é a minha imagem desde Agosto de 2008, de acordo com o meu iPhone. Ficam só com o mapa de Portugal para não saberem demais, mas o mapa é mundi, com zoom, e com barra temporal)
Ok, explicando:
A Apple, para melhorar os seus telefones, regista latitute, longitude e selo temporal de onde vocês (ou o vosso telemóvel, se tiverem parametrizados push ups, sincronizações, notícias CNN, …) acederam à net.
Guarda num ficheirinho no iPhone, que depois é sincronizado com o iTunes e, masi tarde, enviado para os mainframes da Apple para “pesquisa”.
No site acima referido, podem fazer donwload que mais não faz que ler esse ficheiro. Lê onde vocês estiveram e apresenta num mapa. Aproveita o “potencial” do ficheiro e mostra-vos também uma barrinha temporal. Se tiverem um iPhone, experimentem e revejam onde vocês andaram nos últimos tempos.
Perigos:
1. Fuga de info nos servidores da Apple (probabilidade pequena, mas ainda assim)
2. Da próxima que eu me sentar num dos vossos computadores (onde sincronizem o iPhone), saco da net o leitor num instante e ando a ver por onde passearam desde que têm o iPhone, seja em Portugal ou no Estrangeiro.
3. O ponto anterior é particularmente gravoso se quem observar a informação tiver intenções menos simpáticas que as minhas ou tenha ataques de ciúmes fortes…
Como aqui n’O Insurgente creio que todos prezamos a nossa privacidade, fica o aviso.
Já agora, fica mais um exemplo: um americano a viajar de comboio. Vejam como ele vai acedendo à net e em que minutos.
Depois de quatro triunfos categóricos do FC Porto sobre o Benfica na mesma época (incluindo a primeira vitória de sempre na Luz para a Taça de Portugal), é natural que se comece a sentir uma crescente contestação interna. Os próximos tempos no Benfica, especialmente se o clube falhar também – como espero – na Liga Europa, prometem ser interessantes…
Gaspar Ramos culpa Jesus
Jorge Jesus: “Depois de sair o totoloto, também acerto nos números”
Benfica: FC Porto pode demitir Jorge Jesus
Erros e futuro de Jesus em destaque nas capas da imprensa desportiva
Eliminação deixou Jesus pressionado
Não percebi bem se isto é uma crítica a José Sócrates ou apenas um exercício de hipocrisia.
Ele era fantástico em campanha, mas foi despedido. Por Ana Sá Lopes.
No palco dos comícios, Teixeira dos Santos estava como peixe na água e parecia que tinha dedicado a vida toda a subir a palanques para mobilizar militantes. Em Viseu, dizia ter chegado a hora de “recordar Zeca Afonso” e gritava “Traz outro amigo também”, apelando ao voto no PS. “Há vida para além desta crise! Há futuro para além desta crise!” era entoado a plenos pulmões pelo ministro naqueles dias de Setembro e a terrível ironia foi o seu futuro político ter sido liquidado na sequência da crise.
(…)
A Teixeira dos Santos coube o papel de denunciar “a esquerda radical”, nomeadamente o seu amor pelas nacionalizações. Foi o grande combatente da proposta do Bloco de Esquerda de acabar com os benefícios fiscais dos PPR. “Este é o ataque fiscal mais forte de que há memória! Não é uma pedrada! É um verdadeiro bloco atirado às famílias e à classe média portuguesa!”.
Teixeira dos Santos prometia no comício do Porto que o PS não teria medo de esconder a sua face aos eleitores. “Temos de assegurar ao país um sistema financeiro robusto e estável”. Nessa altura, ainda todo o governo, a começar pelo ministro das Finanças, acreditava em fadas. “Ganhámos o respeito internacional. Os resultados estão à vista. O caminho que escolhemos é o caminho certo. Há que prosseguir este caminho!”.
Tudo acabou na quarta-feira de cinzas do FMI, quando o ministro enfrentou Sócrates e anunciou sozinho o iminente pedido de resgate.
Estados Unidos enviam aviões não tripulados para a Líbia
Os Estados Unidos vão começar a utilizar aviões não tripulados Predator em missões armadas na Líbia com o objectivo de vencer a resistência do coronel Muammar Khadafi, informou o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates.
(…)
Segundo o chefe do Pentágono, dois aviões já foram disponibilizados ao comando da Nato que dirige as operações na Líbia, numa “modesta contribuição” americana para a missão. “O Presidente Obama disse claramente que estava disposto a oferecer as nossas capacidades únicas [à operação militar]”, disse Gates.
(…)
Os Estados Unidos têm recorrido aos seus aviões não tripulados para missões de reconhecimento e bombardeamento no Afeganistão e Paquistão. Este tipo de aeronave, explicou o vice-chefe das Forças Armadas, general James Cartwright, voa a altitudes mais baixas do que os aviões de guerra convencionais, e é por isso “o meio mais adequado para situações urbanas”, por oferecer maior visibilidade e garantir maior precisão na identificação e ataque de potenciais alvos.
O regime de Bashar al-Assad decretou o fim do estado de emergência, mas os efeitos práticos são pouco animadores:
Analysis: Syria’s Assad torn between repression and reform
Síria enfrenta a maior rebelião dos últimos 30 anos
Protesters fill streets of Syria to demand end to regime; security forces unleash deadly violence
Damasco prende activistas depois de levantar estado de emergência
Polícia síria mata 20 manifestantes em dia de protesto nacional
Violence erupts across Syria; at least 27 dead in protests
A publicação de mentiras no Expresso não é propriamente novidade, mas neste caso seria particularmente interessante saber de onde partiu a iniciativa: Quem foi que mentiu? Por José Manuel Fernandes.
Hoje o mesmo o Expresso esclarece o que realmente se passou:
“A 6 de Abril Teixeira dos Santos toma a decisão de responder por escrito a uma pergunta do ‘Jornal de Negócios’, que a coloca no site a meio da tarde. Nela, o ministro das Finanças considerava que a situação se tinha tornado insustentável e que Portugal tinha decidido pedir ajuda à União Europeia. A decisão não foi, assim, ao contrário do que o Expresso noticiou, tomada num almoço entre os dois. O objectivo era não deixar margem de recuo ai primeiro-ministro. E assim foi”.
Pois foi. Fico só com pena que o Expresso, que assume ter sido enganado por uma fonte, não tenha aproveitado para denunciar essa fonte, ao abrigo do que está previsto no Código Deontológico dos jornalistas.
Interessante e reveladora a mensagem que Paulo Portas deixa na sua página do Facebook. Interessante que seja a mesma empresa que colocou a hipótese de o PSD ter uma maioria absoluta que agora venha pôr o eleitorado de direita em sobressalto com a hipótese de o PS vencer. Aqui está a mensagem na íntegra:
Começou a miséria de certas empresas de sondagens.
A Marktest é todo um caso. O histórico dos seus erros é bárbaro. Só dois exemplos. A Marktest dava 65% a Cavaco Silva. Na verdade, o Presidente foi reeleito com 52%. A mesma Marktest deu ao CDS em 2009 a módica expressão de 5%. Por acaso o CDS teve 10.5%…
Os prognósticos mais recentes seriam hilariantes se não fossem sistematicamente “convenientes” para uma certa estratégia. Há um mês a Marktest publicava uma sondagem que “dava” maioria absoluta ao PSD (49%!). Curioso: foi exactamente na véspera do líder do PSD exigir a… maioria absoluta.
Um mês depois a mesma Marktest vem dizer que afinal o PSD está… ligeiramente atrás do PS. Qualquer pessoa que saiba alguma coisa deste mercado sabe que o PS está vários pontos abaixo de 2009 e o PSD está suficientes pontos acima de 2009. Mas volta a ser “conveniente” esta novidade da Marktest…
Porquê? Porque o PSD não tem sido poupadinho em erros. Então o que magicam os cérebros da São Caetano? À falta de mérito, avançamos com o medo… convém ao PSD “assustar” os eleitores… e nada melhor do que uma sondagenzita para na aparência favorecer o PS e na verdade “assustar” o eleitorado com uma votação ridícula no PSD… Coincidência: a Marktest aparece sempre na hora certa. Até já demonstrou não ter qualquer angústia com a sua falta de credibilidade…
Detalhe: os media que publicam estas sondagens sabem que a empresa já se enganou mil vezes. E aceitam…
Preparem-se: vão aparecer muitas sondagens… hum… como dizer… erradas.
ROMA ELOGIA FILME SOBRE GUERRA CIVIL ESPANHOLA E JOSEMARÍA ESCRIVÁ
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de março de 2011 (ZENIT.org) – O filme “There be Dragons”, drama histórico ambientado durante a Guerra Civil Espanhola, no qual São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975) desempenha um papel protagonista, recebeu elogios em Roma, por parte de representantes da Igreja e da cultura.
(…)
O filme, que estreia nos cinemas da Espanha hoje, e nos Estados Unidos em maio, evoca os anos da juventude do fundador do ‘Opus Dei’ (Charlie Cox) e sua atitude em relação à guerra.
Robert (Dougray Scott) é um jornalista que, ao investigar a figura do fundador da “Obra” para escrever uma longa reportagem, descobre que seu pai, Manolo (Wes Bentley), com quem não tem contato há oito anos, foi amigo de Escrivá durante a infância.
A partir desse momento, a trama leva o jornalista, e com ele o público, a descobrir surpresas inimagináveis que mudarão para sempre sua vida.
Primeiro, recomendo a leitura deste post do Pedro Correia. Depois, recomendo que se lembrem do que se passou há pouco mais de um ano, no último congresso laranja, e que, à parte da escolha do líder, foi um dos acontecimentos mais marcantes do mesmo:
A proposta foi apresentada por Pedro Santana Lopes: um novo regime de sanções para os militantes.
O ex-líder “laranja” propôs que fosse considerado “infracção grave” o posicionamento contra as directrizes do partido num período de dois meses antes de eleições em que o PSD tenha candidatos. O castigo poderá ir até à expulsão.
A proposta foi aprovada no XXXII Congresso, em Mafra, com 352 votos favoráveis, 102 abstenções e 76 votos contra.
O ex-líder laranja referido é, naturalmente, Pedro Santana Lopes que, numa lógica tipicamente sua, de um proverbial “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”, está no mesmo nível de coerência em que coloca Fernando Nobre. Haja paciência.
Para colmatar a nomeação de Carlos Moedas pelo PSD, e acompanhar o Telmo, nomava-se a figura mais popular do distrito:


O do lado esquerdo aceitou por Leiria.
A do lado direito parece ter recusado pelo Porto. Mas neste caso é só um rumor.
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