Enquanto continua a envelhecer o vinho da região onde, centenas de anos atrás, o marquês de Pombal “pisava” uvas, decidi matar a curiosidade – iniciada aqui e inspirada no recente Despesa Pública – sobre quanto a Câmara Municipal de Oeiras gastou, nos últimos anos, neste produto essencial para os oeirenses (por ordem cronológica):
- 18.722,55 euros por 8. 105 litros de aguardente
- 18.000 euros pela aquisição de um livro sobre o vinho
- 74.870 euros por 200 pipas
- 18.500 euros pelo design do rótulo
- 6.100 euros para produzir o livro
- 44.856 euros em garrafeiras de armazenamento
- 33.610 euros pelo design do rótulo (afinal 18.500 euros não chegavam!)
- 24.200 euros para o desenho do traje da Confraria do vinho de Carcavelos
- 11.040 euros para 8 mil litros de aguardente
- 6.900 euros em 5 mil litros adicionais de aguardente
- 195.946,38 euros de vinho a granel
- 6.000 euros para analisar o vinho
- 45.535,71 euros na aquisição de 2 mil garrafas deste vinho “generoso” (22,77 euros/garrafa)
Pelo menos 500 mil euros já “investidos” no que os oeirenses esperam ser… um sucesso de mercado.
falta acrescentar o valor dos fatos dos membros da confraria…
Comentário por Manolo Heredia — Abril 29, 2011 @ 08:50
O link do custo da análise ao vinho está errado: o endereço correcto é:
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/ajustedirecto/detail.aspx?idajustedirecto=109278
Comentário por PedroS — Abril 29, 2011 @ 09:26
PedroS, obrigado. Corrigido!
Comentário por BZ — Abril 29, 2011 @ 22:14
[...] 2. A despesa pública necessita de ser controlada. E radicalmente reduzida. O melhor “controlador” é… o contribuinte! O ministério das Finanças deve publicar todas (mas TODAS, incluindo compromissos futuros) as despesas de organismos públicos. Não apenas os ajustes directos, onde já se podem descobrir alguns abusos. [...]
Pingback por Programa de governo insurgente: Finanças « O Insurgente — Junho 18, 2011 @ 02:54