O Insurgente

Março 25, 2011

DESCUBRA AS DIFERENÇAS COM MIGUEL BOTELHO MONIZ E MANUEL PINHEIRO

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:39

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

O DEBATE POLÍTICO AVESSO AO POLITICAMENTE CORRECTO

(com um pé – e às vezes até dois – na blogosfera)

SEXTA-FEIRA, 25 de MARÇO – 18H05

Domingo, 27 de Março – 19H05 (REDIFUSÃO)

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Miguel Botelho Moniz e Manuel Pinheiro .

Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:

- Demissão – O Primeiro-Ministro demitiu-se, mas promete ir a eleições. É um adeus, até ao meu regresso?

- Futuro – Com uma margem de manobra cada vez mais pequena, que diferença pode fazer o próximo governo?

- Líbia – O Conselho de Segurança da ONU aprovou a intervenção militar estrangeira para proteger os civis dos ataques de Khadafi. O que mudou desde que Bush saiu da Casa Branca?

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.


PODCAST: http://descubraasdiferencas.podomatic.com

descubraasdiferencas@radioeuropa.fm

Emissão também disponível online em www.radioeuropa.fm ou através das boxes ZON

Filed under: Ambiente,Cultura,Política,Saúde — ruicarmo @ 13:00

Chamem-me mãe ou levam

E agora, um desabafo: Passos Coelho, dì qualcosa di destra!

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 12:02

Estes primeiros dias do resto das nossas vidas estão a revelar-se deprimentes. Numa altura em que precisamos de alternativas, o melhor que nos conseguem dar é uma possibilidade de aumento de impostos, depois de conhecermos a realidade das contas públicas. Há algo nesta conversa que me parece familiar

No dia do pedido de demissão do governo, o Luís Naves voltava à lenga-lenga de que o voto no CDS ou no BE eram votos de protesto. Presumo que a tese seja de que, em circunstâncias normais, pessoas normais votam em partidos que ganham eleições. Eu tenho outra tese: há pessoas que gostam de pensar, mesmo que erradamente, que quando votam estão a escolher entre caminhos diferentes, independentemente dos partidos em que votam ganharem ou não eleições.

Talvez seja idiota pensar desta forma mas, a confirmar-se esta hipótese, é uma idiotice sobretudo da responsabilidade do PS e do PSD. Vamos a exemplos práticos:

“Temos de racionalizar o sector empresarial do Estado e, ao contrário do que tem sido dito pelo actual governo e pelo primeiro-ministro, essa necessidade não resulta de uma visão ideológica do Estado, mas de gastar menos e de ter um Estado que os contribuintes possam sustentar com os seus impostos.”

Esta foi a resposta que o Pedro Passos Coelho, hipotético futuro Primeiro-Ministro deste país, deu há uns dias quando lhe perguntaram sobre a possibilidade de privatizar empresas públicas. A ideia de cortar no Estado não resulta de uma visão ideológica? Então resulta do quê? Quando chegar a altura de acabar com algum dos tais 14.000 organismos públicos vai começar por onde? Vai até onde? Se tivermos dinheiro para pagar não há problema em termos 14.000 organismos públicos a levarem-nos os nossos impostos? É nisto que consiste a visão pós-ideológica?

Isto para mim quer dizer uma coisa muito simples: ou o Pedro Passos Coelho e o PSD não têm convicções, ou têm medo das suas convicções. Em qualquer dos casos, talvez fosse altura de se deixarem de amadorismos porque, mesmo que o objectivo seja dar uma de neo-guterrismo, é preciso fazê-lo com alguma arte se quiserem livrar-nos do Eng.º Sócrates.

Se querem ganhar eleições não se limitem a dizer que se o PS baixa reformas e depois aumenta impostos, vocês têm outro caminho que é o de primeiro aumentar impostos e depois baixar reformas. Se ao fim de um ano e meio não conseguem lidar com as mentiras com que o PS inunda o espaço mediático, se ao fim de um ano e meio não têm nada de melhor para apresentar ao país do que um livrinho escrito por um empresário qualquer como sucedâneo de um programa, se ao fim de um ano e meio não têm um plano para desfazer de cima a baixo os 6 anos de Eng.º Sócrates e os 14 anos em 16 de governação socialista, então ao menos ofereçam convictamente aos portugueses abraços fraternos e muita compreensão para lidar com o FMI ao melhor estilo do nosso Alto Comissário para os Refugiados. Se não ficarem a meio caminho, pode ser que pegue.

Em alternativa, digam qualquer coisa diferente. Digam que querem voltar a meter o Estado na toca porque este impede as empresas de competirem livremente e de criarem empregos. Digam que querem injectar alguma liberdade e responsabilidade individual na saúde, na educação, na segurança social, no código do trabalho, na lei do arrendamento, na função pública, etc. porque é importante não termos metade do país a afundar a outra metade se quisermos sair deste buraco. Digam que querem tirar o Estado das nossas vidas porque numa altura de crise é especialmente importante termos a capacidade de nos preocuparmos livremente uns com os outros, porque numa altura de crise é especialmente importante não estarmos de mão estendida à espera da salvação.

Digam qualquer coisa de direita. Ou desamparem-nos a loja.

PSD em campanha

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:34

O país precisa não de austeridade, mas de reforma económica. A austeridade é o preço a pagar pelo excesso de Estado. Sem reforma económica a austeridade durará para sempre.

Este deve ser o ponto fulcral da campanha do PSD.

Parabéns

Filed under: Blogosfera — ruicarmo @ 10:34

O melhor e mais velho blog conservador português completa oito anos. Parabéns ao autor e que venham mais outros tantos.

/facepalm [edição melancia]

Filed under: Política,Portugal — dos ∫antos @ 01:14

Verdes: ‘Governo caiu porque não governou à esquerda’

Tenham paciência

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Internacional,Justiça,Saúde — ruicarmo @ 00:06

Não podemos querer logo tudo e ao mesmo tempo. Imagem e notícia do jornal La Times.

Março 24, 2011

Não acabou (4)

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — ruicarmo @ 23:09

Vem aí uma campanha muito catita, por Carlos do Carmo Carapinha. Façam o favor de ler.

Because the music stopped

Filed under: Economia,Insurgentologia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 22:27

O Ricardo Campelo de Magalhães analisa as razões da queda do governo português aqui.

Não acabou (3)

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:37

As eleições não são favas contadas para o PSD e os tiros no pé não ajudam…

Pedro Silva Pereira diz que recebe “com espanto” notícia de que PSD admite aumento de impostos

“O PSD, junto do Governo, sempre defendeu que a consolidação das contas públicas fosse feita pelo lado da despesa e recusou sempre o aumento dos impostos – foi aliás o argumento para a ameaça de chumbo do Orçamento para 2011. Depois, o PSD passa de um dia para o outro do chumbo do PEC com o argumento de que não são precisas mais medidas para a apresentação de uma medida que é nem mais nem menos do que o aumento dos impostos”, disse.

Paulo Portas (CDS-PP) diz que subir impostos é aumentar a recessão

“Eu uso de franqueza, quando concordo, concordo. Quando discordo, discordo. E tenho que vos dizer isto com toda a franqueza. Subir impostos é aumentar a recessão. Disse-o ontem e digo-o hoje”, afirmou Paulo Portas, acrescentando que “se as pessoas querem uma mudança em Portugal não é para que fique tudo na mesma”.

ai e tal a culpa é de quem provocou a crise política

Filed under: Economia,Política,Portugal — António Costa Amaral (AA) @ 18:24

The Crisis in Portugal?? (ZeroHedge):

Everyone knew that Portugal would have to roll over and accept a bailout at some point. It was inevitable that this has happened. The lines crossed some time ago. Portugal has too much short-term debt. The cost of rolling it over (if possible at all) would be too high. Debt service at free market rates would kill the country. So there is no sense in keeping up the charade any longer. It was Portugal’s dependence on ST debt that did them in. This chart shows how the maturity schedule of existing debt simply overwhelmed their capacity to refinance.

What would you call this? ‘Mismanagement’ comes to mind. The Portuguese Treasury put the country at risk ..

A hipocrisia da esquerda quanto às guerras de Obama (2)

Filed under: Double standards,Internacional,Política — António Costa Amaral (AA) @ 18:22

No seguimento de A hipocrisia da esquerda quanto às guerras de Obama,


Iraq Vs Libya – Where are the protesters?

Public vs Private

Filed under: Economia,Teoria — António Costa Amaral (AA) @ 16:58

Robert P Murphy – Public vs Private

Subida do IVA é piada de mau gosto

Filed under: Economia,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:03

Como é, PSD? Nem ganhou a eleição e já propõe aumento do IVA?

Quando as finanças pessoais vão de mal a pior vossas senhorias do partido não reduzem drasticamente as despesas domésticas?

Subir impostos para impor aos portugueses o pagamento da fatura dos equívocos do estado que vossas senhorias pretendem administrar só se explica porque a riqueza a ser expropriada é produzida por outros que não aqueles que querem expropriá-la. A vossa solução para a crise é apertar o cinto dos outros? O Rui Carmo tem sugestões gratuitas e sem incidência do IVA.

A justificativa de subir o IVA de 23% para 24% ou 25% para compensar a não redução das reformas mais baixas só é válida se o PSD quer explicitamente assumir o papel de Robin Hood da política nacional.

Vossas senhorias só podem estar de brincadeira.

Síria: back to basics II

Há que ser justo. É preciso uma boa dose de temperança. O glamour está de volta, sem cair em exageros passados e out fashion.

Aviso laranja

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Economia,Política,Portugal — ruicarmo @ 12:26

Antes de anunciar o aumento do iva, não seria ajuizado cortar:

-nos institutos e fundações mais-ou-menos-privados-e-que-sugam-os-dinheros-públicos?;

-no peso excessivo da administração pública e do sector empresarial do estado e benesses dos seus administradores?;

-nas obras desnecessárias e para as quais não há dinheiro (tgv, aeroporto de Lisboa, parcerias público-privadas)?

Não percebo nada disto.

Na mouche

Filed under: Blogosfera,Portugal — ruicarmo @ 12:02

É a vida, por Rui A.

Fizeram má cara, irritaram-se, viraram costas, sairam da sala, bateram com a porta. Convenceram-se mesmo que a rábula que fizeram perante o país, durante os últimos meses, correspondia à verdade das coisas. Que só eles nos poderiam salvar do descalabro, que só eles tinham o segredo para nos tirar do atoleiro onde, de resto, nos meteram, que só eles e as suas medidas eram respeitados na «Europa», que sem eles seria o «finis patriae», a tragédia, o drama, o horror e o ranger de dentes. Na verdade, as coisas são menos complicadas do que parecem. Ao longo de seis anos governaram e falharam em quase tudo que nos haviam prometido. Promessas sobre promessas, sacrifícios sobre sacrifícios, infelizmente, nada resultou conforme o anunciado. Tiveram, ao fim de quase cinco anos, uma nova oportunidade e novamente tornaram a falhar. Hoje, no parlamento, foi-lhes retirada a legitimidade democrática necessária para governar. Em breve haverá eleições, como muitas outras no passado, e delas sairá um novo governo, do qual provavelmente não farão parte. As medidas de austeridade continuarão a apertar, como têm continuado com eles e continuariam se eles permanecessem no poder. Se calhar, o país declarará bancarrota, situação que resultará da simples constatação da realidade dos factos do últimos anos e que nenhumas medidas de circunstância poderiam evitar. Todos sofreremos com isso, certamente, porque todos deixamos que nos conduzissem até aqui. Sair do poder à força propicia, invariavelmente, espectáculos lamentáveis, embora não fosse necessário ir tão longe como hoje se foi. Quem anda por esta vida convencido que ela é eterna, sobretudo a vida política em democracia, não anda por cá a fazer nada. Porque, como dizia o outro perante as tragédias da política, «é a vida», meus amigos.

Viraram o George Monbiot!

Filed under: Economia,Energia,Internacional,Política — Tomás Belchior @ 11:35

Até o insuspeito George Monbiot sucumbiu:

Why Fukushima made me stop worrying and love nuclear power

Yes, I still loathe the liars who run the nuclear industry. Yes, I would prefer to see the entire sector shut down, if there were harmless alternatives. But there are no ideal solutions. Every energy technology carries a cost; so does the absence of energy technologies. Atomic energy has just been subjected to one of the harshest of possible tests, and the impact on people and the planet has been small. The crisis at Fukushima has converted me to the cause of nuclear power.

Japan nuclear crisis should not carry weight in atomic energy debate

Several writers for the Guardian have made what I believe is an unjustifiable leap. A disaster has occurred in a plant that was appallingly sited in an earthquake zone; therefore, they argue, all nuclear power programmes should be abandoned everywhere. It looks to me as if they are jumping on this disaster as support for a pre-existing position they hold for other reasons. Were we to follow their advice, we would rule out a low-carbon source of energy, which could help us tackle the gravest threat the world now faces. That does neither the people nor the places of the world any favours.

O pânico teima em não chegar a todo o lado. Estamos claramente a precisar de desastres maiores. Assim não vamos lá.

Março 23, 2011

Não acabou (2)

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:46

Com a “determinação de sempre” e todos os meios que estiverem disponíveis, como se pode constatar pelo intenso spin dos respectivos peões mediáticos ao longo do dia de hoje (em especial os que envergam vestes de “politólogos independentes” ou de “comentadores de direita”) : Sócrates quer e vai a eleições

“Com a determinação de sempre irei submeter-me a essa decisão.” Na mesma declaração ao país em que anunciava a sua demissão, José Sócrates prometia não desistir da luta pelo poder.

Esta é das pacíficas

Qual é mesmo a posição da Turquia sobre a Líbia?

Impecável

O amigo Chávez.

Ehhh

Filed under: Ambiente,Double standards,Educação,Media — ruicarmo @ 22:49

Não pode. Estes gajos estavam a ocupar propriedade alheia.

Não acabou

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Bruno Alves @ 22:33

(publicado também aqui)

Há dias, Pedro Passos Coelho terá dito (segundo o que leio no Público), referindo-se ao PEC apresentado pelo Governo e a entretanto confirmada rejeição do mesmo, que “o teatro” tinha chegado ao fim, ou seja, que era altura de derrubar o Governo. De facto, o Governo caiu, mas tenho sérias dúvidas que “o teatro” tenha acabado. E basta ter visto o debate de hoje para o perceber.

Quando o Governo tomou posse, um outro debate parlamentar levou-me a escrever que o “ciclo político” que então se iniciava mais não era que um “longo intervalo” entre uma legislatura e a seguinte: todos os partidos tinham a sensação de que esta legislatura não contava. A anterior tinha terminado (o PS já não tinha maioria absoluta), mas a actual surgira num quadro de tão grande indefinição e incerteza (até pela conjuntura económica) que ninguém esperava nada de muito relevante enquanto ela durasse. Desde então, e como na altura escrevi, os partidos representados no Parlamento encararam esta legislatura como esse tal “longo intervalo entre a anterior e a próxima”: fora uma ou outra excepção o debate não passaria nunca de um “jogo de posicionamento” que duraria até à convocação de eleições antecipadas, em que o PS se apresentaria como um agente de “modernização” que só a “cegueira” do “bota-abaixismo” e da “irresponsabilidade” ousava bloquear, e a oposição acusaria o Governo de “arrogância” e, claro, “irresponsabilidade”. Todos sabiam que a legislatura não chegaria ao fim, e todos procurariam que esse destino funesto fosse considerado da responsabilidade da outra parte.

Foi isso que se verificou até hoje. E hoje continuou. Com a excepção da intervenção de Manuela Ferreira Leite, que durante anos alertou quem a quis ouvir para o que de facto se veio a verificar, todos os “agentes políticos” mais não fizeram que “posicionar-se” para a “batalha eleitoral” que se avizinha. O facto de Sócrates ser derrubado não o impede de continuar o tal “teatro”, antes pelo contrário: uma vez fora do poder, Sócrates não têm outra alternativa senão continuar com o “teatro”, representando o papel do Primeiro-Ministro “determinado” e “corajoso”, mas “vítima” do “egoísmo” e dos “interesses partidários” dos que a ele se opõem, motivados por “ressentimento”. E mesmo o dr. Passos Coelho, apesar de ser o autor do obituário do “teatro”, terá de a ele recorrer abundantemente: terá de fingir que nada havia hoje que justificasse queda do Governo, que já não a justificasse há muito tempo; terá de fingir que não serviu de muleta à política que agora crítica; terá de fingir que, tal como Sócrates, passou anos a ignorar os avisos de manuela ferreira leite, a única pessoa que, pelo seu discurso, teria legitimidade para pedir aos portugueses os sacríficios que o “teatro” (de Sócrates, de Passos, de Cavaco) tornou inevitáveis.

Quando escrevi acerca do intervalo que então se iniciava e que agora termina, disse que o verdadeiro problema estava em que, enquanto os deputados e governantes se divertiam a atirar a batata quente de um lado ao outro do hemiciclo, os problemas do país não teriam intervalo. Não tiveram. Disse que piorariam, e de facto pioraram. E salvo essas raras excepções, o Parlamento não os discutiria, como não discutiu. Tornar-se-ia (e foi) inútil, aumentando (como aumentou) a descrença dos cidadãos nos seus representantes. A conta, claro, saiu cara para nós. E o pior é que, tal como o “teatro” não acabou, a conta também não vai ficar por aqui.

Largo do Rato II

Filed under: Ambiente,Portugal — ruicarmo @ 21:55

O que tem a dizer o partido minoritário que suporta o governo do país quando o chefe máximo de ambos, abandona o parlamento antes da discussão e posterior chumbo de cinco propostas que o levaram à demissão?

Momento histórico

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 21:51

Hoje, como diria o biltre que foi Primeiro-Ministro durante seis anos, vivemos um momento histórico:  Portugal é, com toda a justeza e sem margem para dúvidas, a entrada mais recente na longa lista de experiências socialistas falhadas (perdoem-me a redundância). Agora, continua-se com a experiência, ou segue-se uma via alternativa. Tudo passa, em primeiro lugar, pelas propostas. Não culpem os eleitores por escolher sempre o mesmo quando não lhes é dada qualquer opção que se desvie da ideologia do regime.

Largo do Rato

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 21:23

Hoje, no parlamento português, vimos uma criatura, que se dizia “comandante” de um governo, a abandonar o barco. E foi o primeiro a fazê-lo. Temos um nome para criaturas deste calibre: rato.

pro-war manipulation

Filed under: Double standards,Internacional,Política — António Costa Amaral (AA) @ 19:29

The manipulative pro-war argument in Libya por Glenn Greenwald:

I understand — and absolutely believe — that many people who support the intervention in Libya are doing so for good and noble reasons: disgust at standing by and watching Gadaffi murder hundreds or thousands of rebels. I also believe that some people who supported the attack on Iraq did so out of disgust for Saddam Hussein and a desire to see him removed from power. It’s commendable to oppose that type of despotism, and I understand — and share — the impulse.

For the reasons I identified the other day, there are major differences between the military actions in Iraq and Libya. But what is true of both — as is true for most wars — is that each will spawn suffering for some people even if they alleviate it for others. Dropping lots of American bombs on a country tends to kill a lot of innocent people. For that reason, indifference to suffering is often what war proponents — not war opponents — are guilty of. But whatever else is true, the notion that opposing a war is evidence of indifference to tyranny and suffering is equally simple-minded, propagandistic, manipulative and intellectually bankrupt in both the Iraq and Libya contexts. And, in particular, those who opposed or still oppose intervention in Bahrain, Yemen, Egypt, Iraq, the Sudan, against Israel, in the Ivory Coast — and/or any other similar places where there is widespread human-caused suffering — have no business advancing that argument.

For those places where you know there is widespread violence and suffering yet do not advocate for U.S. military action to stop it, is it fair to assume that you are simply indifferent to the suffering you refuse to act to prevent, or do you recognize there might be other reasons why you oppose the intervention?

Para a crise ficar completa…

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 19:20

… só falta a demissão do Ministro da Juventude.

Pântano, sempre o pântano

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 18:16

Some economists and political figures are increasingly saying Mr. Socrates knows exactly what he is doing by threatening to quit in the name of unity. Already aware a bailout is inevitable for a country that continues to face high finance costs, a recession and a still high public debt, Mr. Socrates is simply trying to put the blame for a bailout request on somebody elses shoulders. In this case, the main opposition center-right Social Democrats.

Não duvido da veracidade do que está escrito em cima. José Sócrates é demasiado mau para que se duvide de mais este truque. De qualquer forma, não há volta a dar. Se quer sair, fingindo que o faz pela porta da frente, força. A vida das pessoas é que não pode continuar nas mãos de um puto que faz birras e foge porque não lhe fazem a vontade. Há mínimos. Uma democracia não pode tolerar a mentira e a falta de respeito institucionais. O ‘Já Basta’ que o Parlamento diz hoje ao Primeiro-Ministro é o que o país devia ter dito há 18 meses atrás. Julgo que chegámos a um ponto em que é possível distinguir entre quem dá a cara e pede ajuda internacional para fazer o que não se fez, e quem evita o óbvio com vista a fugir à vergonha. Dentro de alguns meses, olhando para trás, pensaremos como foi possível aguentar tanto tempo.

 

Factos Inconvenientes Sobre Chernobyl

Filed under: Economia,Energia,Internacional — Tomás Belchior @ 17:45

Vale a pena ler as conclusões do relatório “Chernobyl: the true scale of the accident” feito pela OMS em 2005. Entre outras coisas, ficamos a saber que:

  • Approximately 1000 on-site reactor staff and emergency workers were heavily exposed to high-level radiation on the first day of the accident; among the more than 200 000 emergency and recovery operation workers exposed during the period from 1986-1987, an estimated 2200 radiation-caused deaths can be expected during their lifetime.
  • About 4000 cases of thyroid cancer, mainly in children and adolescents at the time of the accident, have resulted from the accident’s contamination and at least nine children died of thyroid cancer; however the survival rate among such cancer victims, judging from experience in Belarus, has been almost 99%.
  • Most emergency workers and people living in contaminated areas received relatively low whole body radiation doses, comparable to natural background levels. As a consequence, no evidence or likelihood of decreased fertility among the affected population has been found, nor has there been any evidence of increases in congenital malformations that can be attributed to radiation exposure.
  • The team of international experts found no evidence for any increases in the incidence of leukemia and cancer among affected residents.
  • Repacholi concludes that “the health effects of the accident were potentially horrific, but when you add them up using validated conclusions from good science, the public health effects were not nearly as substantial as had at first been feared.”
  • As for environmental impact, the reports are also reassuring, for the scientific assessments show that, except for the still closed, highly contaminated 30 kilometer area surrounding the reactor, and some closed lakes and restricted forests, radiation levels have mostly returned to acceptable levels.

Será que ouvi alguém a dizer “the only thing we have to fear is fear itself“?

 

Citação Liberal do Dia

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 17:43

Authority has always attracted the lowest elements in the human race. All through history mankind has been bullied by scum. Those who lord it over their fellows and toss commands in every direction and would boss the grass in the meadows about which way to bend in the wind are the most depraved kind of prostitutes. They will submit to any indignity, perform any vile act, do anything to achieve power. The worst off-sloughings of the planet are the ingredients of sovereignty. Every government is a parliament of whores. The trouble is, in a democracy, the whores are us.

P.J.O’Rourke, Parliament of Whores

Um resumo

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 17:03

Se Sócrates Fosse Mecânico pela Priscila Rêgo

Game Over

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 14:42

BCE trava compra de obrigações e reforça ideia de resgate a Portugal.

“Ao manter-se à margem do mercado, o BCE tornou muito claro que este é um problema para Bruxelas resolver”, disse David Owen, economista-chefe do Jefferies International. “Acreditamos que Portugal vai precisar de um “bailout”, que pode acontecer ainda esta semana”, acrescentou Pavan Wadhwa, da JP Morgan Chase.

Frankfurt já não atende telefonemas. Por Miguel Noronha.

Mesmo sem conseguir reverter a inoxerável subida dos juros o BCE conseguiu adiar o inevitável “bailout”. Não que nos tenha servido de muito. O governo desperdiçou estes dois anos negando a realidade e adiando reformas estruturais. Só a muito custo e a conta-gotas foi introduzindo tímidas medidas pontuais. E mesmo assim falhou todos os objectivos.

O preço da mentira

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:39

Eu não tenho culpa, eu não votei no PS. Por Miguel Noronha.

Há um ano e meio os eleitores preferiram José Sócrates que prometia o paraíso via despesa pública a Manuel Ferreira Leite que defendia menos despesismo . O povo é soberano mas isso não o impede de cometer erros crassos.

Negar a existência a Israel à bomba

E se isto tivesse acontecido em 1948, em 2011 a barbárie não teria acontecido em Jerusalém, junto a uma paragem de autocarros.

Leitura complementar:  Terror and moral imbecility, por Melanie Phillips.

Epistemologia pós-moderna

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 14:10

No DN de hoje, Boaventura Sousa Santos aponta como saída da crise o surgimento de «novos lideres europeus vacinados contra o vírus do neoliberalismo, capazes de proibir as agências de rating». Obviamente. Se ninguém chamar a atenção para o facto do Rei ir nú, ninguém o observará.

Sugiro a criação de uma nova categoria de obrigações de dívida pública. Chamemos-lhe Schrödinger’s Bonds. Dentro de uma caixa, colocamos obrigações de estados da zona euro e um plano de restruturação de dívida. Para os observadores externos, brilhantemente desprovidos de agências de rating pelo Prof. Boaventura, as obrigações serão simultaneamente seguras e arriscadas. Is this cool or what?

Défice virtual e défice real

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 14:04

Dúvida. Bruxelas questiona contas públicas de 2010

A notícia não podia ser pior no dia em que José Sócrates vai ao Parlamento fazer votar o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O gabinete de estatística da União Europeia (Eurostat) está a analisar a forma de contabilização das doações feitas nas empresas de transportes, depois de ter estado em Lisboa, em Janeiro, para apurar dados das contas públicas relativas ao ano passado.

Números para burocratas versus números para credores. Por João Miranda.

O défice de 2010 foi superior a 10%. O défice de 6,9% que o governo anda a propagandear, para alem de ser um número de preço de sapataria, resulta de truques vários. A omissão do BPN e a contabilização do fundo de pensões da PT são apenas os mais evidentes.

O PS de Sócrates acaba reduzido a isto

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

O PS de Sócrates apresenta-se hoje reduzido a pouco mais que isto e isto.

Um gráfico só vagamente relacionado com a situação política nacional…

Filed under: Economia,Energia,Internacional,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 13:30

Por cada morte relacionada com a energia nuclear, morrem 4000 pessoas para produzir a mesma quantidade de energia recorrendo ao carvão.

Resumindo: não há que ter medo de recorrer a opções nucleares, ou atómicas, ou lá o que é. O que é verdadeiramente dramático é continuarmos com o que temos.

(Via Seth Godin)

Abrantes & Co

Filed under: Ambiente,Cultura,Portugal — ruicarmo @ 11:44

Um destino possível, mesmo que não desejado.

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