O Insurgente

Março 31, 2011

PEC insurgente: insolvência

Filed under: Economia,Política,Portugal — BZ @ 23:45

O ministro das Finanças não tem razão quando afirma que o “Presidente é a única entidade que se pode comprometer o país”. Um pedido de ajuda externa implica promessas que apenas um órgão executivo pode cumprir. Mas acertou numa coisa: um Governo demissionário não pode assumir compromissos futuros (claro que nenhum Governo tem qualquer legitimidade para o fazer além do seu mandato…).

Mas se, até às eleições, faltarem fundos para refinanciar a dívida no termo da maturidade, qual a solução? Simples: Insolvência! Que implicará a reestruturação da Dívida. Nestas circunstâncias o melhor que o Governo português pode fazer é pagar Dívida Pública com Dívida Pública. Por outras palavras, “obrigar” os credores a aceitarem títulos do Tesouro como pagamento.

Quanto ao financiamento do Orçamento de Estado, passando a ser quase impossível aceder ao mercado da dívida, as despesas terão de descer rapidamente ao nível das receitas cobradas. Ou seja, défice zero. Este ano, não em… 2050!!!

4 Comentários »

  1. Como assim um governo não tem legitimidade para assumir compromissos para além do seu mandato? Isso não faz o mais pequeno sentido. Imaginem se um conselho de administração não pudesse assumir compromissos para além do seu mandato. Que empresa operaria decentemente? Que estratégias seriam possíveis? Poucas.

    Comentário por Zé da esquina — Março 31, 2011 @ 23:51

  2. A verdadeira razão destes escroques xuxas terem fugido:
    http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/04/bancarrota-ps-socrates-porta.html

    Daqui a dias já o embuste estava desmascarado.

    Comentário por O SÁTIRO — Abril 1, 2011 @ 01:19

  3. Falência com o haircut decorrente seria realmente a melhor solução. Mas não me parece que haja tomates para ir por aí.

    Comentário por Eduardo F. — Abril 1, 2011 @ 02:01

  4. “Imaginem se um conselho de administração não pudesse assumir compromissos para além do seu mandato. Que empresa operaria decentemente? Que estratégias seriam possíveis? Poucas.”

    Sócios minoritários (que não têm influência sobre a gestão da empresa) têm sempre uma solução: vender a posição na empresa, caso não estejam de acordo com a estratégia adoptada. Um contribuinte não tem essa opção.

    E, já agora, porque razão deve o Estado estabelecer “estratégias” para o país? Não devem os cidadãos serem livres de decidir por si próprios?

    Comentário por BZ — Abril 1, 2011 @ 12:18


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