O Insurgente

Março 23, 2011

2011 – 2015

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 09:37

Nas legislativas de 2009, Manuela Ferreira Leite disse já não haver dinheiro para obras públicas de grande envergadura e com pouco retorno para a economia. Pouco mais de dois anos passados e já não há dinheiro para pagar prestações sociais. José Sócrates, com a sua vontade férrea de ficar no poder, defeito que tantos transformaram em virtude, acabou com o Estado social. Pouco resta que não sejam dívidas pagas com o dinheiro prometido aos pensionistas e os rendimentos de quem trabalha. E cria riqueza.

Felizmente, José Sócrates demite-se hoje e se o PS tiver um pingo de vergonha, nem concorre com ele nas próximas eleições. Mas mais importante que tudo isso, é olharmos para o PSD. Este partido que tem tudo para vencer as próximas eleições, não pode falhar como falhou com Durão Barroso. Não pode ter medo. Em 2011, o novo governo do PSD, com o PS e o CDS, ou sem nenhum dos dois, precisa de cortar a eito no tamanho da Estado, para salvaguardar a essência do contrato social que consiste em proteger os mais desfavorecidos.

Daqui a 4 anos, quando terminar a legislatura que dentro de meses irá ter início, devemos ter lançado as bases de um Estado que seja um garante da paz interna e dê condições para que quem queira, possa investir. Sem surpresas legislativas, nem aumento aleatório de impostos. Um Estado que seja uma mais-valia, um garante de ordem e nunca um empecilho. Será um esforço hercúleo, mas o PSD de Passos Coelho terá uma oportunidade única para fazer uma grande diferença.

1 Comentário »

  1. “o novo governo do PSD [...] precisa de [...] salvaguardar a essência do contrato social que consiste em proteger os mais desfavorecidos”

    O PSD já mostrou quem são, para ele, os mais desfavorecidos que o contrato social é suposto proteger: são os professores de Educação Visual e Tecnológica e de Área Projeto, cujos empregos devem ser salvaguardados, e são as pessoas que têm os filhos em colégios privados, cujas propinas devem continuar a ser abatidas no IRS. São estes, para o PSD, os mais desfavorecidos.

    Comentário por Luís Lavoura — Março 23, 2011 @ 12:03


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