O Insurgente

Fevereiro 10, 2011

Está tudo doido!

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Media,Política — jtcb @ 22:52

Acabo de ter uma experiência televisiva do outro mundo:

Primeiro vi o discurso de Hosni Mubarak. Fiquei estupefacto. Sem palavras.

Depois, vi o discurso de Suleiman. Siderado. Sem saber o que pensar.

Nos entretantos ia continuando a ver as imagens do Cairo e perguntava-me como era possível que aqueles milhares de pessoas se mantivessem pacificamente naquela manifestação que dura há mais de duas semanas.

E, de repente, numa mudança de canal, calhei num programa de FoxNews que mais parecia um circo, apresentado por um espécime de nome Glenn Beck. E este ultrapassou todas as minhas expectativas. Cilindrado.

Eu julgava que o estado de loucura do presidente e vice-presidente do Egipto eram inigualáveis. Enganei-me. Está tudo doido! E, se tudo isto não fosse tão sério, quase que me dava vontade de rir.

Resta-me continuar a ter esperança na moderação que os egípcios têm demonstrado naquela praça da libertação. Oxalá (e uso propositadamente a nossa palavra portuguesa com óbvia ressonância muçulmana) o dia de amanhã seja um dia de paz. Não só no Egipto, mas também na Jordânia, no Bahrain, etc, etc…

Humor de esquerda

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 21:09

No 5dias chamam a atenção para as práticas comunistas no PS de Sócrates

Milton Friedman – Bad Laws

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Milton Friedman – Bad Laws

Lançamento do CD “Ideias de Liberdade”

A entrada é livre e a presença pode ser confirmada aqui.

Suicídio assistido?

Filed under: Comentário,Media — Miguel Botelho Moniz @ 15:47

Nokia perto de chegar a uma parceria com a Microsoft: «O maior fabricante de telemóveis do mundo poderá aliar-se à maior empresa de software para combater a Apple e a Google no mercado de telecomunicações.»

A importância da política monetária

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:22

A luta que interessa. Por Ricardo Campelo de Magalhães.

Os académicos imparciais são para as ocasiões…

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 15:13

A notícia:

O PSD vai encomendar a Manuel Meirinho Martins um estudo sobre a revisão da lei eleitoral para a Assembleia da República, em que um dos principais objectivos será a redução do número de deputados, apurou o PÚBLICO.

No Douta Ignorância:

O PSD quer tanto reduzir o Parlamento em 50 deputados que até já encomendou um estudo Manuel Meirinho, um tipo que rejeita a redução: «Portugal não tem deputados a mais, muito pelo contrário. Quando comparamos a situação portuguesa com a de países com uma dimensão populacional equivalente à nossa verificamos que o rácio indica claramente que a dimensão do nosso Parlamento não é exagerada, muito pelo contrário: temos um Parlamento pequeno. Além disso, uma redução significativa da dimensão do nosso Parlamento poderia contribuir para comprimir a proporcionalidade (dependendo do figurino de círculos), reduzir a representação territorial e social, bem como contrariaria a ideia de aumentar a qualidade da representação (pois o aumento do rácio vai em sentido oposto). Por isso, recomendaremos apenas uma redução de um deputado, para evitar empates» (p. 205 – Para uma melhoria da representação política: A reforma do sistema eleitoral, com André Freire e Diogo Moreira).

Estou curioso para saber qual vai ser o resultado do tal estudo.

RE: Vão mas é trabalhar

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 14:11
Se é verdade que esta é mais uma história que tem visibilidade mais por ser macabra do que por ser importante, a verdade é que nos lembra da força deproporcionada que o fisco tem.
A senhora foi dada como desaparecida pela vizinha (até tinha uma amiga). O desaparecimento foi reportado. Isto leva a perguntas gerais.Como é que um desaparecimento de tanto tempo, quando uma pessoa está sozinha fica por ali e ponto. É assim tão fácil fazer desaparecer uma pessoa que não tenha familiares? Esta senhora morreu em casa, mas podia ter sido raptada, escravizada ou assassinada. Ou terá sido  um caso de negligencia neste caso particular?  Se tivesse de apostar, apostava nesta última hipótese.
No caso particular, alguma coisa falhou. Houve negligencia do Estado que antes de mais deve proteger a segurança pessoal de cada um de nós. Negligencia que é permitida pelo Estado no que toca a proteger as pessoas mas que não permitida no que toca às obrigações fiscais de cada um. E este ponto é importante. Tudo o resto pode funcionar mal em Portugal, as cobranças das finanças é que não. De facto parece que fomos reduzidos à condição de contribuintes, a modernos servos da gleba.

Vão mas é trabalhar

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 13:10

O caso da senhora que morreu e ficou 8 anos em casa sem que ninguém desse por isso não é representativo de absolutamente nada. É um exemplo de como uma cadeia de eventos infinitos como é a vida de 10 milhões de pessoas pode resultar em casos extraordinários. Uma senhora que por acaso não tinha família, por acaso não tinha amigos, um conjunto de polícias que, e bem, respeitaram a propriedade privada até a dona cometer uma ilegalidade, criaram uma situação destas. A maior parte dos velhos, por muito solitários que sejam, têm família, têm amigos ou conhecidos que percebem a sua morte. Este foi um caso excepcional, um outlier e só por isso foi notícia. Se fosse representativo de alguma coisa, não teria sido notícia. Deixemo-nos de fantasias e da incessante busca de causas. Como dizia o personagem de TV: vão mas é trabalhar.

7,64%

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 11:44

Desafio. Por Miguel Noronha.

Portugal, unmoored. Por Joseph Cotterill.

Over in a quiet corner of the eurozone — Portugal’s government bonds have been slowly getting worse

(…)

yields have deteriorated even as Portugal is trying to find other ways than debt auctions to finance itself and avoid a bailout. We’d wonder if this is actually now part of the problem.

Prioridades do “Estado Social” em Portugal

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:45

Há sectores onde a crise não chega: Custos com abortos podem ascender aos 100 milhões de euros

Desde que entrou em vigor a nova lei da interrupção voluntária do aborto, em 2007, já foram realizados em Portugal 63 mil abortos, revela um estudo da Federação Pela Vida. Entre custos directos e indirectos, os abortos podem chegar aos 100 milhões de euros.

(…)

Por ano, realizam-se cerca de 20 mil abortos em Portugal, mais de metade acontecem na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Um país em avançado estado de decomposição (2)

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:19

Reduzidos à condição de contribuintes. Por Helena Matos.

Os tribunais não fazem o que têm de fazer. As polícias muito menos. Estão todo quietos. Ninguém quer chatices. A senhora desapareceu? Tem a certeza? Arrombar a porta é muito complicado. Só dá problemas. Volte cá depois. É assim com tudo. (…) E a máquina fiscal a única que de facto existe e se mexe anda por aí. Faz penhoras, executa. Para ela não há problemas com as portas. Onde os tribunais e as polícias duvidam sequer poder entrar as Finanças penhoram e vendem. Foi a isto que o socialismo nos reduziu: contribuintes.

O congresso das exportações e a estagnação da economia portuguesa

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 08:00

Export incentives. Por Pedro Martins.

1. While it’s clear that Portugal needs to pay off its debt, it is far from obvious that “incentives” to exporters are the best way of achieving that. For instance, the asymmetry of information between applicants and the civil servants in Terreiro do Paço (or anywhere else) picking applicants is such that it is very difficult in practice to select probable winners. If one then factors in the “small worlds” people in Portugal live in and the short-run perspective induced by the current stage of the political cycle, it is likely that most picks will actually be losers, not winners.

(…)

3. Supporting these schemes will not only generate inefficiencies from taxes. It will also distort competition by destroying any (slim) chances of a level-playing field and economic mobility in the industries affected. How discouraging it must be for a business to have a good product or service to sell (in the domestic or international markets) but then be systematically passed over because competitors happen to know the right people and/or don’t bother to follow laws that actually are not really enforced?!

Leitura complementar: Promoção das exportações.

Fevereiro 9, 2011

Um país em avançado estado de decomposição

Filed under: Double standards,Justiça,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:48

Nove anos morta em casa

Não fossem as Finanças e provavelmente ainda não se saberia. Que o cadáver de Augusta Duarte Martinho jazia há nove anos no chão da cozinha do apartamento em que vivia, na Rinchoa, em Rio de Mouro.

Mas havia uma dívida por liquidar e a ordem de execução de uma penhora.

(…)

Como a vizinha não aparecia, Aida Martins decidiu participar o seu desaparecimento à GNR. O processo ficou com o registo 2274/2002 e NUIPC 1086/07.2 TQSNT. “Disseram-me que não podiam chegar e abrir a porta”, diz Aida Martins. Que ela saiba, “nada foi feito” para investigar o paradeiro de Augusta Martinho.

“Dei um exemplo de cidadania, fiz o que estava ao meu alcance, aqui ninguém se interessou”.

Aida Martins resolveu então procurar alguém da família da vizinha. E conseguiu encontrar cinco sobrinhos que não se davam com a tia e um primo, Armando Gaspar de 84 anos. “Acompanhava-a sempre, às compras e ao médico”, diz ao PÚBLICO. E conta que a última vez que a viu foi antes de uma viagem até à Beira Alta onde tem uma casa. “Quando voltei fui lá a casa, fartei-me de tocar mas ela não abriu, nunca mais respondeu”.

Resolveu então participar o caso à PSP. O auto de denúncia tem o número 2274/2002. Mas era preciso ordem do tribunal para abrir a porta do apartamento, explicaram-lhe. Por isso, ele resolveu dar notícia do desaparecimento ao tribunal de Sintra, conta. “Fui lá 13 vezes, ainda a semana passada por lá passei. Nunca consegui autorização para arrombar a porta”, afirma.

Também Laurinda Cardoso, vizinha do terceiro frente, estranhando a ausência de Augusta Martinho decidiu participar o seu desaparecimento à Polícia Judiciária. “Ainda cá vieram e telefonaram para cá uma duas vezes, perguntando se a senhora já tinha aparecido, mas mais nada”, diz.

Passaram nove anos. No chão da cozinha. Ninguém se interessou. Ninguém investigou.

Um Estado Canalha. Por Manuel Pinheiro.

O que liquida a casa de uma pessoa por uma dívida fiscal de € 1,400 e que apresenta uma máquina predatória fiscal como o único instrumento capaz de encontrar alguém que faleceu há 9 anos.

o mundo que construímos. Por Carlos Nunes Lopes.

Não foi a segurança social a encontrar a idosa naquela casa, nem um qualquer apoio domiciliário, como também não foram os vizinhos ou a família. Mesmo ao fim de nove anos, o fisco conseguiu chegar primeiro.

Irão a exigir tolerância religiosa

Filed under: Economia,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 21:56

É mais ou menos como o PS exigir combustíveis com preços mais baixos. (via 31 da Armada)

Deixem-se estar a fazer o sabem fazer bem. Aumentar impostos e a carga fiscal em geral.

Milton Friedman – Health Care in a Free Market

Filed under: Economia,Educação,Política,Saúde,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Milton Friedman – Health Care in a Free Market

Lançamento do CD “Ideias de Liberdade”

A entrada é livre e a presença pode ser confirmada aqui.

Padre Melícias, o amante das liberdades individuais

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 19:53

Acabei de ouvir em directo, disponível na TSF, o Padre Melícia a lembrar quem o quiser (ou for apanhado desprevenido) ouvir que “(…)todos os direitos humanos, mesmo os mais fundamentais, são direitos sociais(…)”. Parece que “(…) estamos a precisar de uma legislação que regule a vizinhança(…). Fiquei particularmente descansado por o bom Padre estar a trabalhar a nível Europeu na “Inovação Social”.

Caros amigos que gostariam, tal como eu, de viver em uma sociedade mais livre, não será com estes senhores que vamos lá. Isto faz lembrar que os problemas do PSD e do CDS para se afirmarem como alternativas liberais não são só as ligações empresariais e caciques das estruturas locais e regionais.  De todo.

O último a sair que feche a porta?

Filed under: Desporto,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:14

É oficial: Costinha sai do Sporting
Miguel Veloso: Costinha é incompreendido porque lhe compete o “trabalho sujo”

Leitura complementar: Menos uma maçã podre no Sporting.

A geração parva e o valor do insucesso

Filed under: Comentário,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:17

Este texto do Luís Naves tem interesse e chama-nos a atenção para o erro da chamada música de intervenção dos Deolinda. O queixume não é novo e, sinceramente, não me comove. Num pequeno aparte, esclareço que exerço hoje, por conta própria a minha profissão de advogado, numa aventura que iniciei sozinho há 8 anos, mas que hoje já faço em equipa. Comecei o meu estágio com um excelente patrono para quem trabalhava mais de dez horas por dia e sem receber. 15 meses mais tarde, já depois de ter sido aprovado pela Ordem dos Advogados, contratou-me por muito pouco dinheiro. Não me queixo de nada e benefício hoje todos os dias dos seus ensinamentos. Recordo esses dias com saudade, pois neles ganhei a convicção de que estava a trilhar o caminho certo. Apesar de todos os reveses que me foram corrigindo a trajectória.

Há 5 anos escrevi um pequeno artigo para a Revista Dia D, do jornal Público, intitulado o ‘Valor do Insucesso’. Nela descrevia uma geração que tem medo de perder, de não ser bem sucedida. Por isso, não arrisca. Não falha, mas também não sai de casa dos pais e para quem sucesso é a aquisição de bens materiais. Na altura um Audi A3 e um televisor plasma. Hoje, um iPhone e umas férias numa praia nas Maldivas. É pouco. Muito pouco quando comparado com o sacrifício da geração dos meus pais que ia combater no ultramar depois de terminados os estudos ou quando fazia 21. Lamentavelmente pouco quando o insucesso e, peço desculpa pela dureza das palavras, o sofrimento, devia ser entendido pelos membros desta nova geração como uma fonte de força que os fizesse vencer qualquer obstáculo. Torná-los auto-suficientes, não arrogantes e orgulhosos, mas briosos. Dignos das suas capacidades que os levassem a não querer ser levados ao colo, quer pelos pais quer pelo Estado. Sentir que o que têm foi conseguido por eles, apesar de todas as contrariedades. A dita força interior de que o Prof. Ernâni Lopes falava e que nos faz não querer ser um peso para os outros. Que nos faça apenas exigir da sociedade onde vivemos a liberdade que não tolhe a criatividade nem a vontade.

Os amigos são para as ocasiões…

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 11:11

David Dinis, editor de Política do jornal Diário de Notícias, demitiu-se do cargo em Janeiro em litígio com o director do diário, João Marcelino, que impediu a publicação de uma notícia sobre o facto da operadora de telecomunicações TMN ter destruído parte dos dados de tráfego telefónico de Armando Vara (ex-vice-presidente do BCP), de Rui Pedro Soares (ex-administrador da PT) e de Paulo Penedos (ex-assessor da PT), no âmbito do processo Face Oculta.

O resto da notícia está aqui.

Fevereiro 8, 2011

Milton Friedman – Socialism vs. Capitalism

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Milton Friedman – Socialism vs. Capitalism

Lançamento do CD “Ideias de Liberdade”

A entrada é livre e a presença pode ser confirmada aqui.

Agora em Valência

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 15:14

Hay varios cantamañanas convencidos de que la lengua no pertenece a quienes la hablan, sino a quienes deciden retorcerla a su antojo a golpe de guía y decreto. (…)

La penúltima es valenciana, a cargo del Consejo de la Juventud de allí; que con la colaboración del ayuntamiento local presentó hace un par de semanas su Guía del lenguaje no heterosexista: curioso documento donde, junto a reflexiones oportunas sobre la diversidad sexual y la necesidad de su reconocimiento social, los autores también se meten sin rubor a resolver, en cuatro líneas, complejas honduras de la lengua y su uso. Por ejemplo, manifestando que su objetivo es ser, modestia aparte, «herramienta útil y directa de lucha contra el patriarcado y el heterosexismo a través del lenguaje», a fin de que la creencia de que la gente suele ser heterosexual y adscrita a un sexo determinado -la guía, por supuesto, dice género- «vaya desapareciendo de la sociedad»; por ejemplo, evitándose «esquemas que presupongan la existencia de un padre y una madre». Con especial atención, teniendo presente la diversidad de situaciones familiares actuales, a «rechazar la presunción de heterosexualidad» en las personas. Lo que, dicho en corto, significa dirigirse siempre al prójimo en términos ambiguos y poco comprometidos sobre el sexo de su presunto padre y su señora madre, aunque los tenga. Por si acaso. Y aunque el interlocutor aparente ser varón o hembra -quizá porque lleve bigote o luzca unas tetas de la talla 98-, no dar nunca por sentado que es una cosa u otra, no vayamos a ofenderle la sensibilidad. Etcétera. (…)

De manera que, señoras y caballeros, ha nacido otra estrella. Según la guía valenciana, usted y yo deberemos decir en adelante, so pena de ser llamados fascistas homófobos, «Día del orgullo LGTB» -pronunciado elegetebé, ojo-, «comunidad LGTB» y «LGTBfobia». El puntazo, sin embargo, viene al final, cuando la guía se refiere a condenables «expresiones heterosexistes com ara donar per cul». Lo que significa que, a partir de ahora, tampoco podremos utilizar la gráfica, rotunda y siempre útil -especialmente en España- expresión «vete a tomar por culo». Por elegetebefóbica.

Arturo Pérez-Reverte, claro.

Iranium de borla

Filed under: Cultura — ruicarmo @ 12:24

Hoje, pode assistir ao documentário Iranium no seu website. O filme dura cerca de uma hora.

Promoção das exportações

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — João Luís Pinto @ 11:16

Os kalkitos são um produto de sucesso no mercado português e espanhol. Num determinando instante do tempo, Portugal consome toda a sua produção interna de kalkitos, que é de 100 000 unidades, sendo que o mesmo acontece em Espanha, que consome 400 000 unidades. Cada unidade custa no mercado 10€, sendo que estamos portanto perante um mercado que vale no total 5M€.

A produção de kalkitos em Portugal e em Espanha custa exactamente o mesmo, e nas circunstâncias presentes ambos os mercados são auto-suficientes. Os custos de transporte são de 1€ por unidade entre os dois países. Os consumidores de kalkitos são bastante sensíveis ao preço, e portanto a existência de custos de transporte significativos retira a possibilidade de a produção portuguesa penetrar no mercados espanhol (e vice-versa).

Portugal decide promover as exportações. O estado decide oferecer os custos de transportes às empresas portuguesas, e apoiar em 1€ a venda de cada kalkito. De modo a poderem beneficiar desse incentivo, que lhes permite possivelmente entrar num mercado quatro vezes superior ao seu tradicional, os empresários portugueses optam por colocar a sua produção de 100 000 unidades no mercado espanhol ao preço de €9 por unidade, sendo que a factura que cabe ao estado e ao contribuinte fica a ser de €200 000. O mercado espanhol responde efusivamente, consumindo toda a exportação portuguesa, que passa a ter uma quota no mercado espanhol de 25%.

O governo exulta e desdobra-se em inúmeras acções de campanha apresentação de resultados no terreno junto da fileira do kalkito, apresentando os números de 100% de internacionalização da produção portuguesa.

Partindo do princípio que até se consegue, por via da importação, suprimir a necessidade de consumo nacional de kalkitos ao mesmo preço unitário, qual é a conclusão óbvia? Que os contribuintes portugueses acabaram de subsidiar os consumidores espanhóis de kalkitos em €100 000. E as transportadoras até podem ser espanholas.

Re: O custo da factura

Filed under: Blogosfera,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 11:09

Não querendo discordar do argumento geral da Helena Matos sobre as taxas, sobretaxas e adicionais que surrepticiamente vão chegando às facturas da EPAL, tal como noutras utilities, tenho de dizer que 71 cêntimos por factura enviada não parece assim tão mau. Assumindo que tal custo inclui portes, envelopes, papel, consumíveis e a correcta alocação de custos administrativos variáveis relativos ao processo de facturação.

Nestas coisas gosto sempre de relatar algo que me acontecu há alguns anos. A Câmara Municipal de Lisboa enviou-me para casa uma cobrança de uns poucos euros (2,50 se bem me recordo). A carta da CML apresentava a alternativa de pagar pessoalmente nos serviços ou enviar um cheque pelo correio. Enviei o cheque. Um mês ou dois depois, recebi nova carta da CML afirmando que por ter demorado mais dias do que devia a enviar o cheque teria de pagar juros adicionais de 20 cêntimos, ou coisa que o valha…

Liedson e Costinha – Então quem entende?

Filed under: Comentário,Diversos,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 11:08

O ainda director para o futebol do Sporting, disse que “(…) não entendo porque Liedson saiu(…)“.

Se o Costinha fosse do governo, podia montar uma comissão para apurar todos os factos para entender o assunto de “forma cabal”, antes de tomar uma decisão. Ou ele ou a quem ele responde. Mas não é…

Investimento (no) Estrangeiro – Ninguém faz perguntas?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 09:44

O Estado não devia promover coisa nenhuma ao nível das empresas. Cada vez que promove uns, despromove competitivamente outros à custa de impostos pagos por todos. Bem sei que esta posição não é a de quem manda nem a de quem há-de mandar. Entretanto gostaria (e só) de perceber a lógica do que andam a promover:

- Querem equilibrar a balança de pagamento

- Querem promover o investimento dentro dos confins fiscais de Portugal

- Querem atrair Investidores estrangeiros.

Então:

-Porque é que promovem o investimento feito por empresas Portuguesas em outros países

- Porque é que as grandes empresas controladas pelo Estado investem tanto fora de Portugal

Será que é por não perceberem a diferença entre internacionalização, que pode ser venda de bens transaccionáveis para mercados internacionais, com investimento feito por empresas nacionais em outros países?

Será que não percebem que ao mesmo tempo que estão preocupados com a deslocalização de empresas, estão a promover a deslocalização do capital de empresas Portuguesas? Tudo isto financiado com os impostos pago pelos mesmos portugueses a quem é prometido que o seu dinheiro será empregue na promoção do emprego.

E no meio de isto tudo a comunicação social aplaude. Ninguém pergunta, ninguém aponta para a contradição.

Egipto em directo – One of the good guys

Filed under: Diversos — Ricardo G. Francisco @ 01:22

O autor do blog Rants of a Sandmonkey e profícuo twitter egípcio Sandmonkey está a passar do mundo virtual para os Main Stream Media. Uma reportagem na MSNBC:

http://www.msnbc.msn.com/id/32545640

Edição: Outra entrevista na abc:

http://abcnews.go.com/Blotter/egyptian-activist-sandmonkey-reveals-identity-police-beating/story?id=12853101&page=2

Visit msnbc.com for breaking news, world news, and news about the economy

Fevereiro 7, 2011

Progressismo verde

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Internacional,Política — ruicarmo @ 22:47

É imparável: desta vez, pretende legalizar o incesto. Antes, a aposta foi na poligamia, vista como um direito humano.

O alcatrão pode ser lixado

Filed under: Ambiente,Cultura,Internacional,Justiça,Médio Oriente — ruicarmo @ 21:57

Acto de terrorismo? Nope, o que lixou Hairiri foram as más condições do asfalto em que passeava de carro.

Ser cristão: uma pequena dificuldade

Nato chief Anders Fogh Rasmussen urged Afghanistan on Monday to respect human rights as a Red Cross worker faced a possible death sentence for converting to Christianity.
“Let me stress that a sentence to death or any punishment for converting from one religion to the another is in strong contradiction with everything Nato stands for,” Mr Rasmussen said.

Fumaças

O Reino do Butão acompanha a movida nova-iorquina.

Uma das grandes vitórias

Da revolução islâmica passa por educar e alertar o povo. Nem a cozinha escapa. Tenham medo, tenham mesmo muito medo.

Ler

Filed under: Blogosfera,Portugal — ruicarmo @ 20:41

Francisco José Viegas, sempre e até ao fim. Façam o favor: Melros nas oliveiras.

The 4 Ways to Spend Money by Milton Friedman

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

The 4 Ways to Spend Money by Milton Friedman

Lançamento do CD “Ideias de Liberdade”

A entrada é livre e a presença pode ser confirmada aqui.

O número de deputados e a representatividade

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:15

Apesar de concordar com a tese de Manuela Ferreira Leite e acreditar que a proposta de redução do número de deputados feita pelo ministro Jorge Lacão seja uma jogada para desviar atenções, o assunto da eleição dos deputados não deixa de ser pertinente. Uma das grandes responsáveis pela descredibilização do Parlamento, e consequentemente da política, está na pouca ou nenhuma representatividade dos deputados eleitos. Desta forma, a sugestão de Lacão, se interessante, peca por inútil. Não é por eleger 180 em vez de 230 que quem vota passa a conhecer os deputados e a ter acesso a eles. O reconhecimento e a representatividade dependem uma da outra. Para tal, continuo a considerar que a eleição dos membros do Parlamento através de círculos uninominais é a melhor maneira de aproximarmos os eleitos dos eleitores e credibilizar aquele órgão de soberania, mesmo que tal implique um aumento do número de deputados. O resto, sim, serão mudanças de cosmética.

Happy birthday, Mr. Reagan II

Filed under: Agenda,Internacional,Política — ruicarmo @ 00:58

Um tributo do Cato Institute a Ronald Reagan.

Agora, junte-se a fome à vontade de comer

Filed under: Ambiente,Cultura,Economia,Internacional,Media — ruicarmo @ 00:02

E reserve. Escreve Hernando de Soto no WSJ (só para assinantes):

(…) [T]he real terror eating away at the Arab world is socio-economic marginalization.

Egypt’s underground economy was the nation’s biggest employer. The legal private sector employed 6.8 million people and the public sector employed 5.9 million, while 9.6 million people worked in the extralegal sector.

…The entrepreneurs who operate outside the legal system are held back. They do not have access to the business organizational forms (partnerships, joint stock companies, corporations, etc.) that would enable them to grow the way legal enterprises do. Because such enterprises are not tied to standard contractual and enforcement rules, outsiders cannot trust that their owners can be held to their promises or contracts. This makes it difficult or impossible to employ the best technicians and professional managers–and the owners of these businesses cannot issue bonds or IOUs to obtain credit.

…Without clear legal title to their assets and real estate, in short, these entrepreneurs own what I have called “dead capital”–property that cannot be leveraged as collateral for loans, to obtain investment capital, or as security for long-term contractual deals. And so the majority of these Egyptian enterprises remain small and relatively poor. The only thing that can emancipate them is legal reform. And only the political leadership of Egypt can pull this off. Too many technocrats have been trained not to expand the rule of law, but to defend it as they find it. Emancipating people from bad law and devising strategies to overcome the inertia of the status quo is a political job.

…Due to burdensome, discriminatory and just plain bad laws, it is impossible for most people to legalize their property and businesses, no matter how well intentioned they might be.

The examples are legion. To open a small bakery, our investigators found, would take more than 500 days. To get legal title to a vacant piece of land would take more than 10 years of dealing with red tape. To do business in Egypt, an aspiring poor entrepreneur would have to deal with 56 government agencies and repetitive government inspections. (…)

Fevereiro 6, 2011

Pela implosão do Ministério da Educação (2)

Filed under: Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 22:00

Exterminate it! – Yes, Prime Minister

Milton Friedman and Ronald Reagan

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Ronald Reagan on Milton Friedman

Friedman on Reagan

Lançamento do CD “Ideias de Liberdade”

A entrada é livre e a presença pode ser confirmada aqui.

Happy birthday, Mr. Reagan

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 17:33

Ronald Reagan – Yes We Can

Um centenário: Ronald Reagan. Por José Manuel Fernandes.

A leitura de dois artigos de pessoas que o conheceram de muito perto ajudam a entender o que é que ele tinha de especial, de muito mais especial do que ser apenas um “grande comunicador”. O primeiro foi escrito pela mulher com quem partilhou os últimos 52 anos da sua vida, Nancy Reagan: “Era um homem com sólidos princípios e integridade”, escreveu na “Time”. “Dizia aquilo que pensava e aquilo em que acreditava”. E era “um eterno optimista: para ele o copo estava sempre meio cheio, nunca meio vazio”.

Por outras palavras: era um homem com convicções que não tinha receio de as expressar e de se bater por elas porque acreditava que, sendo as correctas, acabariam por vencer. Não era, contudo, o “fanático” que a imprensa tendia a subestimar, quando não a ridicularizar. Num artigo sintomaticamente intitulado “O falcão que alcançou a paz” e publicado no “International Herald Tribune”, Mickhael Gorbachev considerou que “ao mesmo tempo que se mantinha fiel às suas convicções, com as quais se podia concordar ou discordar, não era um dogmático: procurava plataformas de negociação e cooperação”.

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