O Insurgente

Fevereiro 3, 2011

Deolinda – Parva que Sou

Filed under: Comentário,Cultura,Economia,Educação,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 01:10

Percebo – e simpatizo – com as interpretações do André Abrantes Amaral e do José Manuel Fernandes, mas creio que o video tanto pode ser “adoptado” como hino por quem defende mais liberdade e menos intervencionismo como por quem defende (ainda) mais socialismo. E dado o peso alarmante da extrema-esquerda na comunicação social e nas instituições académicas, temo que a segunda hipótese se verifique com bastante frequência…

15 Comentários »

  1. Precisamente. O meio artístico é liberal nos costumes, mas no resto muito socialista – e não vejo que os Deolinda sejam diferentes.

    Comentário por Luis — Fevereiro 3, 2011 @ 10:44

  2. É verdade que a letra é aberta e pode dar para tudo. Mas é certeira. E ou se vai para o terreno defender que a solução para aqueles problemas é mais liberdade e menos intervencionismo, ou se deixa, de novo, o terreno aberto para a pregação socialista. Isto quando os jovens de hoje talvez estejam menos virados para o socialismo do que estiveram os das gerações anteriores. Os liberais não devem ter medo de lhes dizer que os seus problemas têm origem numa sociedade bloqueada por regulamentos e direitos adquiridos porque eles, hoje por hoje, ainda não têm direitos desses que possam perder.

    Comentário por jmf1957 — Fevereiro 3, 2011 @ 12:17

  3. André, como explica o JMF a letra é aberta, apropriável por todos.
    A Ana Bacalhau pode um dia dizer de viva voz que sentido lhe dá mas a beleza da arte é que eu lhe posso dar o meu sentido e fazer minha a canção (eu hoje estou inspirado como o raio) até porque esta letra, caro André, é certeira.
    Andamos nesta treta há tempo demais.

    Abraço
    Afonso

    Comentário por Afonso Azevedo Neves — Fevereiro 3, 2011 @ 12:48

  4. Acho que esta música é da minha geração independentemente do quadrante político. A verdade é que os jovens da minha idade não percebem o estado das coisas. Quem não tem formação universitária recebe misérias e quem tem também anda lá perto, para não falar que infelizmente vivem de subsídios até aos 30 (inov contacto, estágio profissional, etc). Algo de muito mal se passa com uma sociedade em que os jovens que não sejam brilhantes não tenhamm hipótese de fazer carreira em lado nenhum a não ser nos monopólios do regime (Deloitte, Mota-Engil, Sonae, etc). Queremos montar uma empresa e ser empreendedores o Estado põe-nos mil e um entraves e uma sobrecarga de impostos que torna impossível qualquer perspectiva de sucesso. Não me admiro nada que as revoltas do Egipto cheguem à Europa e mais concretamente a Portugal. O problema não é dos liberais nem dos bloquistas, é duma geração inteira sem perspectivas de futuro. Esta música é o hino da minha geracão (a de 80) e espero que venha a ser o hino da revolução no dia em que acabarmos com esta coisa horrífica que é o Socialismo, que só ajuda quem não produz nada (RSI) e quem já tem muito (políticos), esquecendo todos os outros.

    Comentário por António Ferreira — Fevereiro 3, 2011 @ 14:27

  5. De acordo para não deixar “o terreno aberto para a pregação socialista”.
    Ainda mais por parte de quem, como o jmf, tem o talento e, felizmente, alguma projecção mediática.
    Mas também é verdade que não é facil.
    Muitos dos jovens de hoje, em particular os provenientes das classes médias urbanas e instruidas, veem a sociedade ideal na qual gostariam de viver como uma generalização e extensão dos “direitos adquiridos” pelos mais velhos : direito a um emprego e a uma remuneração compativel com a formação académica, direito a uma primeira habitação propria e condigna, direito a uma saude gratuita de qualidade,… e até o direito a uma “baby” reforma !…
    Tudo, naturalmente, garantido por um Estado assistencialista e intervencionista : empregos na administração publica, em projectos “sociais” e “inovadores” promovidos e subvencionados pelo Estado, em empresas “nacionais” protegidas por regulamentações iliberais ; crédito bonificado para a compra de casa, programas publicos para aumentar a oferta de habitação social, regulamentação das rendas de casa, etc, etc.
    Não é facil explicar aos mais jovens que o melhor modo de satisfazer as suas necessidades e aspirações é começar por acabar com … os “direitos adquiridos” pelos pais !
    Para o melhor e para o pior não há hoje um conflito de gerações !…

    Comentário por Fernando S — Fevereiro 3, 2011 @ 14:51

  6. A música também pode servir para ilustrar os efeitos das liberalizações, da abertura de fronteiras, da imigração livre.

    Já agora: da moeda única e do “mercado único”.

    Comentário por Marquês — Fevereiro 3, 2011 @ 15:10

  7. [...] Leitura complementar: Deolinda – Parva que Sou. [...]

    Pingback por Deolinda e Mises « O Insurgente — Fevereiro 3, 2011 @ 16:03

  8. “É verdade que a letra é aberta e pode dar para tudo. Mas é certeira. E ou se vai para o terreno defender que a solução para aqueles problemas é mais liberdade e menos intervencionismo, ou se deixa, de novo, o terreno aberto para a pregação socialista. Isto quando os jovens de hoje talvez estejam menos virados para o socialismo do que estiveram os das gerações anteriores.”

    De acordo. Só me pareceu que valia pena realçar que a coisa dá para os dois lados. Quanto ao resto, I’m all for it…

    Comentário por André Azevedo Alves — Fevereiro 3, 2011 @ 16:13

  9. “Andamos nesta treta há tempo demais.”

    De acordo, Afonso.

    Comentário por André Azevedo Alves — Fevereiro 3, 2011 @ 16:16

  10. “Muitos dos jovens de hoje, em particular os provenientes das classes médias urbanas e instruidas, veem a sociedade ideal na qual gostariam de viver como uma generalização e extensão dos “direitos adquiridos” pelos mais velhos : direito a um emprego e a uma remuneração compativel com a formação académica, direito a uma primeira habitação propria e condigna, direito a uma saude gratuita de qualidade,… e até o direito a uma “baby” reforma !…”

    Acho que os liberais seriam levados um pouco mais asério se alguém que não tivesse qualquer um dos “direitos adquiridos” que referiu defendesse o ideario. No entanto, como sendo liberal é só para quem tem a barriga cheia, os vossos amanhãs só cantam com Pinochets e caravanas…

    Comentário por Ana Dias — Fevereiro 4, 2011 @ 17:29

  11. [...] – Quanto custa a escola pública? 2 – Ayn Rand e o aborto 3 – Deolinda – Parva que Sou 4 – FCP – SLB 0-2 – A segunda parte de uma história de terror? 5 – Dedicado ao PM [...]

    Pingback por Top posts da semana « O Insurgente — Fevereiro 5, 2011 @ 15:49

  12. “Acho que os liberais seriam levados um pouco mais asério se alguém que não tivesse qualquer um dos “direitos adquiridos” que referiu defendesse o ideario.”

    Que informações previligiadas tera a Ana Dias sobre os “direitos adquiridos” dos liberais ?!

    E, ja agora, qual é mesmo o argumento ?!…

    Comentário por Fernando S — Fevereiro 5, 2011 @ 17:05

  13. [...] problema na canção dos Deolinda não parece ser o do Direito ao Trabalho (se não falaria também dos não licenciados ou dos que [...]

    Pingback por Sobre a canção dos Deolinda poder ser transformada num Hino « O Insurgente — Fevereiro 6, 2011 @ 13:19

  14. http://exiladonomundo.blogspot.com/2011/02/imprecisas-impressoes-musicais.html

    Comentário por Exilado no Mundo — Fevereiro 16, 2011 @ 22:56

  15. [...] Esta parece-me ser uma boa altura para recomendar a leitura (ou releitura) destes três textos sobre o fenómeno Deolinda: [...]

    Pingback por Deolinda e Geração à Rasca: Questões em aberto « O Insurgente — Março 10, 2011 @ 14:02


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