O Insurgente

Janeiro 14, 2011

Ainda os impostos sobre o trabalho

Filed under: Comentário,Economia — Carlos Guimarães Pinto @ 08:44

O Miguel Madeira escreveu no Vento Sueste dois excelentes posts sobre a questão de saber quem paga os impostos sobre o trabalho, que passarei a comentar.
(mais…)

As elites LGBT e o país real

Filed under: Comentário,Cultura,Double standards,Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 01:05

Quando, na sequência de um crime aberrante, a realidade manifestamente não encaixa na narrativa cuidadosamente construída na sua redoma pelas elites LGBT, resta classificar as evidências como efeitos de um suposto “período de transição”. Como se trata de uma pessoa inteligente, é possível que um dia Miguel Vale de Almeida ainda venha a perceber o erro em que está a incorrer. Pode é ser já tarde de mais.

Entretanto, a outros, menos sofisticados e com menos bagagem teórica e intelectual, resta apelar à punição dos “homofóbicos”, ao mesmo tempo que – sem qualquer sinal de consciência ou auto-ironia – incorrem numa clara manifestação de catolicofobia (na sua variante de acolitofobia), um comportamento curiosamente ainda não tipificado no Código Penal Português, mas nem por isso menos condenável que a “homofobia”.

Leitura complementar: Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa; Carlos Castro, Renato Seabra e a “tese da homossexualidade”.

Quem paga os impostos sobre o trabalho? Uma análise neoclássica

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:40

Uma recomendação de leitura que evidencia a minha ampla (ainda que frequentemente subestimada tolerância metodológica): Quem paga os impostos sobre o trabalho? Por Miguel Madeira.

Leitura complementar: Quem paga os impostos sobre o trabalho; Quem paga os impostos do trabalho é o trabalhador.

Sócrates fala para Cavaco

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 00:33

O golpe final de José Sócrates na campanha de Manuel Alegre. Com a consumada liquidação política da candidatura de Alegre, só mesmo a desastrada campanha de Cavaco Silva parece estar em condições de poder colocar em risco uma folgada reeleição logo à primeira volta: Sócrates pede “cooperação institucional” ao futuro Presidente

José Sócrates cumpriu um “dever cívico e político” esta noite, em Castelo Branco, na sua estreia na campanha de Manuel Alegre. Mas as primeiras palavras do secretário-geral socialista afiguraram-se desenquadradas. Disse que estava ali para “dizer ao Manuel Alegre que pode contar com o PS nesta campanha eleitoral”, mas ninguém viu dirigentes nacionais do partido e deputados estavam apenas dois (Marcos Sá e Jorge Seguro).

Leitura complementar: Alegre ajuda Cavaco (2); A desorientação política da campanha de Cavaco Silva; O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

Salvar o planeta

Filed under: Agenda,Ambiente,Educação,Energia — ruicarmo @ 00:10

Pode muito bem passar por deixar de consumir e produzir carne. O futuro está nos insectos. De acordo com os investigadores, a barata terá um high feed conversion efficiency mas nem por isso é a sua degustação recomendada.Apostem noutras soluções iguarias, poupem na carteira e no aquecimento do planeta. Experimentem receitas e digam-me alguma coisa.

Janeiro 13, 2011

Um país a saque

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:56

Assaltantes cortaram rua para furtar jóias

“Vi uma carrinha, uma Renault Kangoo amarela, atravessada na rua, com a traseira voltada para a montra”, contou uma testemunha, sem querer identificar-se.

“O assalto terá durado oito a nove minutos. Tentei ligar para o 112 mas dava sempre sinal de interrompido. Os assaltantes falavam muito entre eles, diziam asneiras, pareciam enervados. Ouvi pelo menos quatro vozes. Depois fugiram num carro, um Mitsubishi Colt”, contou a mesma testemunha, sem conseguir adiantar mais elementos descritivos dos ladrões.

Aquela segunda viatura teria sido usada para barrar a rua e possibilitar, assim, que o grupo trabalhasse mais à vontade. A proximidade de uma esquadra (a da Rua do Heroísmo fica a cerca de 400 metros) não foi factor inibitório.

Leitura complementar: Um país cada vez mais perigoso; Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Setúbal, 2009; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Portugal não está recomendável; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?

Ridículo sem limites

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Religião,Videos — ruicarmo @ 23:40

The little faggot with the earring and the makeup, faz parte da letra de Money for Nothing dos Dire Straits. Como se a infâmia não fosse pequena, a palavra faggot é repetida por três vezes numa única quadra. Parece que viola códigos de ética. Aprendam!

Com respeitinho e autorização da lei divina

Camaradas Insurgentes, restante blogoesfera já pediram a licença?

The Middle Eastern kingdom has just enacted one of the world’s most stringent sets of blogging regulations: Non-citizens can’t write about news, chat room users are encouraged to register with the government, and everyone needs to be very careful about religion.

Saudi iconSaudi Arabia has enacted stringent new regulations forcing some bloggers to obtain government licenses and to strongarm others into registering. In addition, all Saudi news blogs and electronic news sites will now be strictly licensed, required to “include the call to the religion of Islam” and to strictly abide by Islamic sharia law. The registration and religion requirements are also being coupled with strict restrictions on what topics Saudi bloggers can write on–a development which will essentially give Saudi authorities the right to shut down blogs at their discretion.

Explicado

E entendido o apoio do regime chinês à zona euro. Está em marcha.

(…) What the devil is Brussels doing fuelling the revanchism of a Communist tyranny? Taiwan has made real and strenuous efforts to embrace parliamentary democracy, yet has been shunned for its efforts. Red China, by contrast, has not only failed to apologise for Tiananmen, but continues to incarcerate many of the protestors it arrested at that time. How can the EU possibly consider backing a belligerent dictatorship against a small neighbouring state which upholds human rights, personal freedom and the rule of law?

The answer, I’m afraid, is that the EU places no more of a premium on democracy in its foreign policy than it does in its internal affairs. Just as it is quick to swat aside referendums which go the “wrong” way, so it has a measure of sympathy with systems of government which resemble its own: that is to say, technocracies, in which ruling Commissioners are insulated from public opinion. The politburos of Brussels and Beijing have a certain entente, a shared view of the world, a way of doing business. They can work with each other, mandarin to mandarin.

Para onde é que nos podemos virar?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 21:16

Foi o que eu pensei enquanto ouvia ontem à noite Bagão Félix a explicar a Mário Crespo a sua teoria sobre a conspiração financeira do eixo Franco-Alemão para obterem rendimentos especulativos dos juros altíssimos da dívida pública portuguesa. Como estava com febre ainda esfreguei os olhos. Mas sim, era Bagão Felix e não Francisco Louçã.

PS; Infelizmente não encontrei o vídeo para rever e para linkar…

Não discutimos

Filed under: Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 21:06

Sócrates e o PS dos dias de hoje está prestes a concretizar a visão de Salazar. Que seja considerado imoral, por ser anti-patriótica, qualquer alusão a aspectos negativos da realidade do nosso país. Que diriam sobre o assunto os socialistas dos dias de Salazar?

PS: Estou convencido que quem colocou este vídeo no Youtube é do gabinete de Sócrates…

PS2: Disclaimer: Sou do mais popperiano que existe. Um grande apologista da discussão crítica (e pacífica) e da constante (sempre que livre) mudança….

Alegre ajuda Cavaco (2)

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 20:42

O melhor aliado da desastrada campanha de Cavaco Silva é mesmo… a desastrosa campanha de Manuel Alegre: Manuel Alegre: A direita irá “mutilar” a democracia

“Pela primeira vez desde o 25 de Abril as forças conservadoras querem o poder todo”, começou por dizer, reincidindo na “agenda política” da direita: “não se trata daquele projecto de revisão constitucional, mas de um projecto de Governo, que quer destruir o Estado Social”. E enfatizou, numa outra versão da já repetida acusação de que Cavaco pretende fazer “uma mudança de regime”: “A democracia será mutilada e os direitos políticos ficarão enfraquecidos.”

E Cavaco, caso ganha um segundo mandato em Belém, “será complacente” com o projecto do PSD e do CDS-PP, que “querem destruir a escola pública, o Serviço Nacional de Saúde e a segurança social pública”.

Mas Alegre sossegou os seus apoiantes: “Comigo eles não irão por aí”, disse, numa alusão poética à “Toada de Portalegre”, de José Régio.

Leitura complementar: A desorientação política da campanha de Cavaco Silva; O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

“A barriga de cerveja é um mito”

Filed under: Cultura,Economia,Saúde — André Azevedo Alves @ 20:40

Uma excelente notícia, pelo menos para as cervejeiras: A cerveja afinal não engorda? até pode emagrecer

“A barriga de cerveja é um mito.” Pelo menos esta foi a conclusão de um estudo apresentado hoje sobre o consumo moderado da bebida, ou seja, entre dois a três copos por dia. A investigação levada a cabo pelo Hospital Clínic, a Universidade de Barcelona e o Instituto de Saúde Carlos III, adianta ainda que a cerveja, quando associada a uma dieta equilibrada e à prática regular de exercício físico, “não engorda” e reduz o risco de vir a sofrer diabetes e hipertensão.

Bancarrota financeira e bancarrota intelectual (2)

Filed under: Educação,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Insulto à inteligência

Tratando-se de um leilão, é evidente que havia mais interessados em comprar, mas só o fariam a um preço inferior, i.e. a uma taxa de juro superior. Se a preocupação do Estado fosse que a procura “excedesse” ainda mais a oferta, bastaria dar uma ordem para só aceitar “vender” a uma taxa de juro inferior, o que provocaria mais ordens de compra por satisfazer, i.e, segundo as notícias, mais “procura”, e menos ordens satisfeitas, i.e. menor “oferta”.

Leitura complementar: Leilão da dívida pública (2); Dívida pública para totós.

Bancarrota financeira e bancarrota intelectual

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:26

A falta de preparação económica e a miséria intelectual da generalidade da comunicação social portuguesa dá para tudo: A huge success. Por LA-C.

One thing that kind of insults my intelligence is the idea that the auction was a success because demand was 3 times higher than supply. These are specialized journalists. They are supposed to know that interest rates are inversely related to prices. If there is a huge demand for our debt at higher interest rates that means that this so called ‘excess demand’ was not interested in buying the debt at the price we were asking for. This is not excess demand.

Leitura complementar: Leilão da dívida pública (2); Dívida pública para totós.

Seis anos

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 16:51

Percebemos que algo está podre num regime quando comparamos os anos de prisão a que estas mulheres são normalmente condenadas com os números  referentes a crimes dos quais há vítimas de carne e osso.

Cinco milhões

Filed under: União Europeia — Carlos M. Fernandes @ 15:10

É para isto que serve o dinheiro que todos os anos (e em cada café, em cada bifana) os governos fazem o favor de “receber”. Para fazer agendas. Ou uma agenda.

Pergunta inocente

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 13:45

orgulhosamente sós remixed

Anda tudo eufórico com o nosso super-poder de vender dívida a 10 anos à taxa de 6,7%, mas há uma coisa que eu não percebo no meio de todo este histerismo para inglês ver: se andamos a pagar um preço ruinoso pela nossa dívida, se na prática já estamos a fazer as “reformas” que seríamos obrigados a fazer caso o FMI nos emprestasse dinheiro, se o empréstimo do FMI seria feito a taxas mais baixas do que as que estamos a pagar actualmente, estamos a ganhar exactamente o quê ao não pedirmos ajuda?

Depois de levarmos com os custos da independência energética agora temos de também de pagar os custos da independência financeira? Isto tudo só para o Primeiro-Ministro se poder sentir muito satisfeito consigo próprio?

O Castro, o Renato e o saca-rolhas – Uma história de impostos sobre o lucro

Filed under: Economia — Carlos Guimarães Pinto @ 13:37

Partindo dos mesmos cenários que no post anterior, imaginemos que em vez de um imposto sobre o trabalho, o governo introduzia um imposto sobre o lucro do mesmo montante. Passaríamos a ter um imposto de 10 Ecus sobre o lucro (algo semelhante ao nosso IRC). O que aconteceria então em cada cenário?

Cenário A: o Renato já está a receber o mínimo que aceitaria receber. O Castro pagará o novo imposto totalmente a partir dos seus lucros, passado de 80 para 70.

Cenário B: O Castro já tem o lucro mínimo para o qual aceita participar no acto da produção. Assumindo que não pode reflectir o imposto no preço de venda, só o pode reflectir no salário. Apesar de ser sobre o lucro, o novo imposto será completamente absorvido pelo Renato, o trabalhador.

Conclusão: Tanto os impostos sobre o trabalho como sobre o lucro recaem sobre o valor acrescentado na produção. Serão sempre pagos por aqueles que, em determinada altura, mais beneficiam do valor acrescentado. O IRC e o IRS são duas faces da mesma moeda. Tanto podem ser ambos suportados pelo trabalhador como pela empresa. A dupla máquina burocrática necessária para suportar dois tipos diferentes de impostos faz muito pouco sentido. O empresário só pensa em lucro líquido, tal como o trabalhador só pensa em salário líquido.

Sondagens e resultados nas eleições presidenciais de 2001

Filed under: Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 13:00

Pedro Magalhães recorda, em forma de tabela, um conjunto de dados que susceptíveis de provocar insónias:


(clique para aumentar)

Eleições pouco competitivas podem gerar resultados inesperados…

O Castro, o Renato e o saca-rolhas – Uma história de impostos sobre o trabalho

Filed under: Economia,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 05:46

O Castro, o empresário, gere uma empresa produtora de saca-rolhas. O Renato é o seu único trabalhador e produz 1 saca-rolhas por mês. O preço de mercado de um saca-rolhas é 100 Ecus. O renato não aceita trabalhar por menos de 20 Ecus por mês (o valor do rendimento mínimo que receberia se não trabalhasse). Nestas condições, o salário do Renato será então qualquer valor entre 20 e 100 Ecus, dependendo das condições do mercado laboral. O lucro do Castro corresponderá à diferença entre o salário do Renato e o preço de mercado do saca-rolhas.

Consideremos então dois cenários extremos:
Cenário A: A oferta de trabalhadores para produção de saca-rolhas é imensa devido à crise. Neste caso, O Castro consegue pagar o mínimo possível ao Renato, 20, obtendo um lucro de 80.
Cenário B: O Renato é o único trabalhador no mercado com as qualidades necessárias para produzir saca-rolhas e todos os empresários da indústria o gostariam de ter. Neste caso, o Renato conseguirá um salário de 100 Ecus e o Castro ficará com lucro 0.

Até aqui, é economia básica. Agora, o que acontece quando o governo de Rainbowland, onde a empresa está sediada, decide introduzir um imposto sobre o trabalho de 10 Ecus? Quem o vai pagar?

No cenário A, o Renato já está a receber o mínimo que aceitaria receber. Se o seu salário líquido baixar para menos de 20 Ecus, deixará de valer a pena trabalhar. O Castro terá que continuar a pagar 20 ao Renato, e absorver o impacto do imposto.

No cenário B, o lucro do Castro é já 0. Todo o imposto será retirado ao salário do Renato.

Conclusão: o imposto sobre o trabalho não recai necessariamente sobre o trabalhador ou sobre a empresa. Irá sempre recair sobre quem, em determinado momento, absorve o valor acrescentado da produção.

No Colégio Paulo VI, em Gondomar

Filed under: Educação,Portugal,Sondagens,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:58

Uma conferência. Por Pedro Magalhães.

Muitas perguntas. Perguntaram-se se o erro amostral é afectado pela dimensão da população sobre a qual estamos a fazer inferências. Se a abstenção afecta a diferença entre as intenções de voto e os resultados, e como e porquê. Em que medida os dados do recenseamento da população são úteis para quem faz sondagens. Se sempre é verdade que as sondagens subestimam sistematicamente o CDS e, se sim, por que será. O que se faz para corrigir distorções entre a composição das amostras e aquilo que julgamos saber sobre a população? E se nós sabemos as fontes de erro “não-amostral”, o que podemos fazer para as contrariar? E porque não fazemos mais e melhor?

Quem me fez estas e outras perguntas foram alunos de 15 e 16 anos do Colégio Paulo VI, em Gondomar. Não é só as perguntas terem sido boas. Foram todas curtas, muito incisivas, feitas por pessoas que perguntam porque, simplesmente, querem saber. Nada do que sucede normalmente nas conferências em Portugal (“Bem, a minha pergunta não é bem uma pergunta, é um comentário,” etc). Em suma, continuo optimista.

A bondade da imprensa ocidental

Desta vez, um acto tão isolado quanto incerto é explicado por um jornal egípcio:

Security sources said the assailant had checked passengers for the green cross traditionally tattooed on the wrists of Coptic Christians in Egypt. After identifying several Copts, the culprit killed one of them and injured five others.

É apenas a habitual. Duvido que o alegado assassino seja alegadamente simpatizante do Tea Party.

Jogada genial

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Desporto,Internacional,Justiça,Política — ruicarmo @ 00:35

UN flew indicted war criminal to Sudan meeting.

The U.N. peacekeeping mission in Sudan last week flew a man indicted for war crimes by the International Criminal Court to a peace meeting in the flashpoint Abyei region, U.N. officials said on Tuesday. The mission, known as UNMIS, transported Ahmed Haroun, a Sudanese provincial governor, to Abyei last Friday for a meeting to try to reconcile feuding tribes. (…)

The Hague-based ICC issued international arrest warrants in 2007 for Haroun, a former state minister for humanitarian affairs, and militia leader Ali Kushayb for helping to organize mass killings in Sudan’s western Darfur region. Sudan is not party to the ICC and has refused to hand over either man.

Asked about the decision to help Haroun, who is currently governor of Southern Kordofan province which surrounds Abyei, attend the meeting, U.N. spokesman Martin Nesirky said the Abyei clashes were threatening to turn into a wider war. (…)

A esquerda a que temos direito

Filed under: Ambiente,Cultura — ruicarmo @ 00:21

The Sixties Were Violent, Not Today, por Roger L Simon.

(…) This is one of the more clearcut demonstrations of mass projection I have seen in my lifetime.

The liberal intelligentsia of our society may not be as sick as Jared Loughner — that would be hard — but they are exhibiting a depth of neurosis that borders on a collective personality disorder. And, to play psychoanalyst, I think this disorder points straight back to unresolved issues related to the experiences of the sixties and seventies discussed above. The left’s confused and ambivalent attitude toward violence has never gone away and has now been projected out on their opponents.

Exacerbating the situation — and increasing the left’s anger — was their recent electoral defeat and the attendant failure of Keynesian economics to deal with the financial crisis. Their ideology is dissolving around them. The attempts to blame the behavior of a clinical paranoid schizophrenic on the words of right-wing politicians and pundits are the acts of desperate people.

This liberal intelligentsia with all its unresolved problem are seizing on a tragic event to change the narrative and distract the country from solving its problems, which are truly serious for all of us (even them). We shouldn’t let them.

In the army now

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Educação,Teoria — ruicarmo @ 00:09

O passo seguinte.

Janeiro 12, 2011

Uma mentira repetida muitas vezes

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:15

Juros mais baixos? Por Paulo Morais.

Leitura complementar: Leilão da dívida pública (2).

Alegre ajuda Cavaco

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 20:30

Tédio. Por Francisco José Viegas.

Manuel Alegre anunciou ao país, com discutível sinceridade, que a reeleição de Cavaco «pode abrir caminho não apenas para uma mudança de Governo ou da maioria, mas também para uma mudança da democracia»: Ou seja, «a democracia deixará de ser a mesma». Esta ameaça (tenham medo, tenham muito medo) foi repetida até à exaustão durante a última campanha presidencial, agitada sobretudo no campo soarista, com o resultado que se conhece.

EUA com 70% do território coberto de neve

Filed under: Ambiente,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 18:00

Consequências do arrefecimento local na América: Nearly 70% of the USA is covered in snow

Quem paga os impostos do trabalho é o trabalhador

Filed under: Comentário,Economia,Política,Teoria — Ricardo G. Francisco @ 17:47

Caro Carlos,

Pergunta a qualquer empresa se não preferia pagar todos os impostos associados ao trabalhador em vez de o pagar ao Estado. A resposta será invariavelmente ao trabalhador. Isto tambem se aplica no diferencial onde a análise se pode complicar mas cuja lógica simples (são as melhores) se mantem:

Exemplo:  O cenário de aumento de impostos em 2% na SS parte da empresa implica uma alteração no contrato de trabalho. O trabalho passa a custar mais. Para o Estado, empresa e trabalhador era perfeitamente equivalente que o Estado aumentasse  em 2% o Vencimento do trabalhador e lhe retirasse esse mesmo valor em SS da sua parte. Nota: Subversão de contrato; Aumento do custo to trabalho, mesma remuneração líquida para o trabalhador, mais receita para o Estado.

Fica a questão legal. O Estado pode legalmente alterar os impostos mas não os valores de vencimento acordados entre privados. Mas isto não altera as consequências. Os custos no sentido económico ficam sempre do lado do trabalhador.

Carlos Castro, Renato Seabra e a “tese da homossexualidade”

Filed under: Cultura,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:06

Namorada, familiares e amigos rejeitam tese da homossexualidade

Em declarações ao “Diário As Beiras”, o antigo treinador de Renato Seabra na equipa de basquetebol da Associação Académica de Coimbra, Fernando Guimarães, subscreveu a incredulidade da população de Cantanhede face à alegada relação homossexual entre o jovem modelo e Carlos Castro. “Ele não é homossexual. De todo”, garantiu o treinador, recordando que numa das deslocações da sua equipa à Madeira, Renato Seabra se “envolveu com duas raparigas em cinco dias”.

Entrevista a Guilherme de Melo: “O Carlos vivia o amor como um fantasista”

Nunca se conseguiu ligar sentimentalmente a um homossexual, tinha que haver sempre uma componente de masculinidade. Essa ligação de 15 anos acabou porque o rapaz gostava de mulheres e o Carlos não aceitava isso. Quando uma pessoa entrava na sua vida, era só dele. Ele exigia o que dava. Acredito sinceramente – porque ele me disse – que nunca o traiu. O rapaz casou-se e houve um corte radical. O Carlos não queria aceitar e teve uma depressão terrível. Andou meses deprimidíssimo.

O amor mais maduro não resultava para ele. Porquê rapazes tão novos? Porque era ávido por beleza e só se é belo quando se tem 20 ou 30 anos. Eu também fui assim. Vivi 28 anos com o meu companheiro, que morreu em 2004, mas que era um rapaz de 25 quando o conheci. Mas ele foi amadurecendo ao meu lado, foi envelhecendo ao meu lado. Viver um amor com tanta diferença de idade é mais difícil nas relações homossexuais. Os mais novos vivem nesse jogo de entrega e rejeição, entrega e rejeição, e o homossexual mais velho não aceita isso.

Leitura complementar: Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa.

Faltou a carta astral…

Filed under: Double standards,Justiça,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:36

O tratamento noticioso do homicídio de Carlos Castro continua em alta: Carlos Castro morreu com a primeira pancada na cabeça

Maya acrescenta que, em Novembro, Carlos Castro lhe terá perguntado pela compatibilidade astrológica com Renato. Ficou de lhe fazer uma carta astral e disse-lhe para não ter medo de avançar e de se apaixonar.

Leitura complementar: Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa.

A hora da dramatização

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — jtcb @ 15:42

E pronto, chegou a hora da dramatização.

Depois de 5 (cinco!) anos a assobiar para o lado, o Senhor Presidente-candidato-a-Presidente sente-se no dever de nos acordar do torpor para o qual muito contribuiu o seu infindável e sonolento discurso da “estabilidade”.

Mas agora, hoje, neste preciso momento, tudo mudou!

Do alto da sua cátedra, o Professor Cavaco dá o grito de alerta: “Não podemos excluir a possibilidade de uma grave crise em Portugal, não apenas económica e social, mas também política”. Pois não, não podemos. É claro que não podemos. Ai Jesus, quem nos acode nesta hora de aflição?

Nada temeis, responde o candidato. O Chefe Silva conhece bem todos os ingredientes necessários para enfrentar esta caldeirada.

E nós, povo de brandos costumes, sossegamos, tranquilizados pela voz autorizada (nunca confundir com autoritária!) deste responsável pater familia.

O lume vai forte, o ponto de cozedura há muito foi ultrapassado, os vampiros já comeram tudo – e, como dizia o camarada Zeca, não deixaram nada – e nós? Bom, nós, como sempre, ficamos a arder – que é como quem diz, lixamo-nos como o mexilhão.

 

“Sou economista e chegam-me informações dos mercados”

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:38

Se foi mesmo dito assim, é quase surreal, mas suponho que o país está a ter a campanha que merece: Cavaco: “É preciso saber de onde vem essa procura da dívida”

Cavaco Silva chamou, esta quarta-feira, a atenção para a necessidade de saber de “onde vem essa procura da dívida portuguesa”. O candidato garantiu que sabia como estava a correr a operação, mas não tem informação sobre quem está a comprar. “Sou economista e chegam-me informações dos mercados”, refere durante a campanha eleitoral em Seia. [destaque meu]

Populismo jurídico (4)

Filed under: Blogosfera,Justiça,Portugal — João Luís Pinto @ 14:13

Trata-se de uma iniciativa tão inútil quanto demagógica, por diversas razões, apesar dos apoios de peso que já recebeu e continuará seguramente a receber nos próximos dias. Só faz sentido criar um novo tipo de crime quando uma conduta social, ainda não punida criminalmente, passa a justificar tal punição. Não é isso que sucede com o proposto crime de “enriquecimento ilícito”.

A ler, por Carlos Loureiro no Blasfémias, que partilha do meu repto de que se apresente “UM exemplo de um caso de enriquecimento ilícito que seria punido (merecendo sê-lo) pelo texto da petição que o não seja já”.

Leituras adicionais: Populismo jurídico, Populismo jurídico (2), Populismo jurídico (3), A criminalização do “enriquecimento ilícito” e o aumento da corrupção, “Mas essa não é a questão essencial…”.

Com ou sem FMI, não contem com Cavaco

Filed under: Media,Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 13:00

Presidenciais (20). Por Pedro Correia.

Declarações de Cavaco Silva na entrevista de ontem à RTP. Declarações que chegam e sobram para se perceber quem é o candidato que mais convém a José Sócrates nesta corrida presidencial. O homem que raramente tem dúvidas foi categórico: quem espera vê-lo autorizar ou incentivar o fim prematuro da actual legislatura para a construção de um “bloco de direita” pode esperar sentado. Com ou sem FMI a vasculhar-nos as contas públicas.

Pelo menos nesta matéria Cavaco tem o mérito de falar claro. Passos Coelho certamente tomou boa nota do recado. Até porque o candidato que ele apoia para Belém fez também questão de salientar, nestas declarações a Judite Sousa, que anda sem tempo para ler as entrevistas do líder do PSD.

Leitura complementar: O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

Outras operações de sucesso

Filed under: Economia — Carlos Guimarães Pinto @ 12:42

O senhor X comprou um apartamento no Algarve por 300 mil euros. Passado alguns anos deixou de poder pagar as suas dívidas, e por isso teve que o colocar à venda. Recebeu três propostas: 50, 75 e 100 mil euros. Vendeu o apartamento com uma perda de 200 mil euros, mas ficou satisfeito porque a procura foi três vezes superior à oferta.

Leilão da dívida pública (2)

Filed under: Economia,Portugal — BZ @ 11:49

“Sucesso”???

Analisando os resultados do leilão com base nos indicadores relevantes:

  1. OT Outubro 2014: 650 milhões colocados à taxa média ponderada de 5,369% (a 27/10/2010 foi 4,041%)
  2. OT Junho 2020: 599 milhões colocados à taxa média ponderada de 6,716% (a 10/11/2010 foi de 6,806%)

Estes valores e o facto da “procura exceder a oferta em 3,2 vezes” para a OT2020 (face aos 2,1 da última emissão) parece indicar que o Estado parou a emissão da dívida (“stop yield”) antes de atingir o valor psicológico da última operação (6,8%), preferindo pagar bastante mais no prazo mais curto (a quem ninguém até agora deu atenção!).

A operação foi um sucesso… mediático.

Adenda: do resultado dos leilões podemos verificar que o Estado definiu “stop yield” para a OT2014 de 5,440% e para a OT2020 de 6,759%, o que confirma a conclusão acima (o Estado pretendeu “tapar os olhos” dos mais totós).

A nova Europa

Filed under: Comentário,Internacional,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 11:48

A economia alemã continua acrescer a olhos vistos e acima da média europeia. Quando o fenómeno começou a ser notório, houve quem acreditasse que seria ‘sol de pouca dura’: a existir explicação para a moeda única, ela estava na necessidade que a Alemanha tinha dos mercados europeus. Estando os países consumidores em recessão, a Alemanha venderia menos e iria pelo mesmo caminho.

Nada disso aconteceu, apesar de existir quem ainda acredite no contrário. A razão do fenómeno está no aumento das exportações para a China, com resultados acima dos obtidos antes de 2008. Ou seja: a globalização não significa apenas a deslocação da produção para os países emergentes. Traduz-se também na mudança dos centros de consumo. A Europa, ao continuar a viver com direitos adquiridos, mas não obtidos, torna-se também aqui num resquício do que foi. A potência europeia pode deixar de ser o continente, para voltar a ser um país, com os vizinhos a serem mais empecilhos que actores no jogo global.

Quem paga os impostos sobre o trabalho

Filed under: Diversos,Economia,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 11:33

Gostaria de dar o meu contributo aqui sobre uma discussão interessante iniciada no Twitter* sobre quem paga realmente os impostos sobre o trabalho**. Noutros tempos, lembro-me de discutir o mesmo assunto com o Miguel Madeira. Defendi na altura que seriam os empresários a pagar porque os trabalhadores só negoceiam salários líquidos. A posição do Miguel Madeira era a de que eram os trabalhadores que pagariam esses impostos, pelo motivo simétrico: porque as empresas só pagam salários brutos. Como não poderia deixar de ser, acho que estávamos ambos errados.
Quem paga então os impostos sobre o trabalho? Depende do mercado laboral. Num mercado com altas taxas de desemprego, os impostos sobre o trabalho são provavelmente absorvidos pelo factor capital. Basta pensar o que aconteceria agora em Espanha aos salários líquidos se baixassem os impostos sobre o trabalho: muito provavelmente os empresários absorveriam quase toda a diferença e não aumentariam os salários líquidos. Num mercado com baixas taxas de desemprego, serão os trabalhadores a suportar as taxas de impostos, porque qualquer descida de impostos seria provavelmente absorvida por eles, dada a competição existente pelo factor trabalho.
Portanto, tanto eu como o Miguel teríamos razão. Nenhuma dos dois a teria por completo. Nem sequer os dois em conjunto teríamos razão completa porque nos esquecemos de um outro contribuinte invisível: o desempregado, especificamente aqueles que conseguindo produzir acima do salário líquido de mercado, não conseguem produzir mais do que o seu salário líquido mais o impostos. Também eles pagam de forma indirecta, mas penosa, o impostos sobre o trabalho.
E esta análise só inclui o sector produtivo. Um outro contribuinte invisível é o consumidor, mas isso fica para uma outra discussão.

* As minhas desculpas aos visados por trazer a discussão para o blog, mas ainda não consigo conceber a ideia de discutir política/economia por SMS
** Impostos sobre o trabalho em sentido lato, incluindo as contribuições para a segurança social

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