O Insurgente

Janeiro 17, 2011

Wikileaks ao serviço do liberalismo

Filed under: Ambiente,Cultura,Desporto,Double standards,Teoria — ruicarmo @ 14:43

Perdão, do bloquismo.

Wealthy individuals who have avoided tax by storing their cash in offshore bank accounts are in the sights of WikiLeaks after the website’s founder Julian Assange was given a disc reportedly containing confidential bank account details.

Leitura complementar: War on America.

Comer demais pode fazer engordar

Filed under: Cultura,Double standards,Media,Nanny State Watch,Política — André Azevedo Alves @ 14:26

Entrar na Universidade pode fazer engordar

Investigadores norte-americanos, que estudaram o comportamento dos estudantes do primeiro ano do ensino superior, chegaram à conclusão que estes alunos têm uma forte tendência para engordar.

Crise pode estar a aumentar obesidade

A crise financeira pode estar a aumentar os níveis de obesidade da população, sobretudo nos grupos mais desfavorecidos, afirma o coordenador da Plataforma contra a Obesidade, Pedro Graça. Este é o tema de uma reunião que hoje e amanhã congrega em Lisboa peritos europeus com o objectivo de criar uma rede que estude a relação entre desigualdades sociais e excesso de peso.

Uma terceira hipótese é a obesidade resultar da decisão de ingerir alimentos que contêm calorias em excesso.

Ilusões fatais

Filed under: Cultura,Justiça,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:24

Para ler em conjunto com estas declarações de Guilherme Melo: Amar para morrer em NYC. A história de duas ilusões – Castro teve uma relação sem intimidade sexual e mandava um detective privado investigar a vida de namorados e amigos

Há anos que o cronista e o detective trocavam favores. Mário Costa servia-se de Carlos Castro para obter informações de gente do meio da moda e do jet-set: “Não havia melhor informador do que ele. Sabia tudo de toda aquela gente”. Em troca, Castro mandava investigar os namorados ou amigos quando suspeitava de alguma traição . “Queria saber se o traíam, que vida levavam ou o que diziam dele nas suas costas”, conta ao i Mário Costa. No que respeita aos envolvimentos amorosos, Carlos Castro cometia um erro crasso, na perspectiva do detective: “Chamei-o burro tantas vezes. Só vinha ter comigo quando as relações estavam à beira da ruptura.”

A necessidade de controlar a vida dos que o rodeavam não espantava os amigos mais próximos, que reconheciam nele “um homem de paixões intensas e fulminantes”, das quais saía quase sempre destroçado e com tendências de suicídio. Castro, que nunca se envolveu sexualmente com uma mulher, deixava-se atrair pela beleza dos homens entre os 20 e os 30 anos, pela sua força e masculinidade. Quando se apaixonava era dedicado e fiel e o seu lado romântico superava as leis da atracção dos corpos. Um amigo contou ao i uma confidência que Castro lhe fez: na relação que manteve com um GNR “não chegou a existir intimidade sexual. “O GNR dizia–lhe que não estava preparado para partir para uma relação física homossexual. E o Carlos, como gostava dele, esperava.”

Os amigos duvidam que tenha acontecido o mesmo com o manequim de Cantanhede, Ricardo Seabra.

(…)

Treze dias depois, Renato sai do hotel, em Times Square, após tomar o pequeno–almoço, enquanto Carlos Castro fica no Intercontinental a responder a um inquérito da revista “Pública”. No quarto do 34.o andar, Castro pensava “ir almoçar uma salada verdinha”. Respondia estar a viver “o primeiro e grande momento da sua vida” e que gostaria de morrer “agarrado ternamente” a esse momento. À mesma hora, num restaurante a dez minutos do hotel, segundo avançou o “Sol”, Renato pedia o telemóvel a uma desconhecida e ligava à mãe a pedir ajuda para regressar a casa. Odília terá sido a última a ouvir a voz de Castro, quando este lhe liga a avisar que o filho já chegou à suite. Depois de uma discussão, Renato asfixia-o. Esmurra-o, partindo-lhe um osso hióide que suporta os músculos da língua. Espezinha-o, deixando a sola do sapato marcada com sangue no rosto do cronista. Castro já está morto, mas Renato pontapeia-o e depois de espetar um saca-rolhas aleatoriamente em várias partes do corpo nu, rasga-lhe os testículos. Renato deixou-se de ilusões: já não acreditava que Carlos Castro podia ser o passaporte para a carreira.

Leitura complementar: Guilherme Melo sobre Carlos Castro e Renato Seabra; Renato Seabra inimputável ? ; As elites LGBT e o país real; Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa; Carlos Castro, Renato Seabra e a “tese da homossexualidade”.

Um Governo, duas políticas

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:21

Luís Amado diz que Portugal está a tentar vender dívida no Qatar
Sócrates reafirma que não está no Golfo Pérsico para vender dívida

Planos Individuais de Trabalho, retenções e exclusões

Filed under: Educação,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:06

Um bom exemplo da demência que se instalou no sistema de ensino estatal em Portugal: Já Agora, Têm Mandado Fazer Muitos PIT? Por Paulo Guinote.

(via José Manuel Fernandes: De como é impossível gerir um escola pública)

Presidenciais 2011: onde “meter” o voto ?

Filed under: Media,Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 13:57

Cavaco responde ao ministro e explica onde PR se deve “meter”
Campanha. Alegre apanhado no fogo cruzado entre Belém e S. Bento
Manif descontrola campanha de Cavaco. PSD reage
Defensor acusa Cavaco de não ter cultura política
Nobre em defesa da “expressão plural da democracia”
Francisco Lopes acusa Governo de “querer fugir à realidade” do desemprego
Coelho acusa PS e PSD de serem a “face da mesma moeda” e de darem cobertura à corrupção

Uma posição que a campanha dos vários candidatos torna cada vez mais razoável: Presidenciais? Por Gabriel Silva.

Leitura complementar: Cavaco não percebe…; Cavaco e a função pública; A desorientação política da campanha de Cavaco Silva (2); Sócrates fala para Cavaco; Alegre ajuda Cavaco (2); A desorientação política da campanha de Cavaco Silva; O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

Mais protecção, menos emprego

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:22

De acordo com um estudo da Regus, noticiado pelo Público, as mulheres que sejam ou que se conte venham a ser mães, têm menos oportunidades de emprego.  Este resultado é contrário ao pretendido com o alargamento da licença parental. Como é que, apesar de tantos cuidados, continuamos nesta situação? Infelizmente, a extensão da licença parental, se protege quem tem trabalho, esquece por completo, quem não tem. Ou seja, quanto maior e mais benéfica é a licença, mais difícil será para quem está desempregado, mas deseja ter filhos, encontrar emprego, porque o empregador preferirá sempre contratar quem não possa beneficiar plenamente dessa licença, ou seja, homens. Supor que esta decisão se baseia num preconceito, nem sequer é uma conclusão legítima, na medida em que a escolha é devidamente fundamentada: é mais custoso contratar uma mulher que esteja em idade de ser mãe, quando (e este quando é da máxima importância) a lei obriga o empregador a conceder uma ampla licença parental.

Certas medidas excessivamente protectoras do trabalhador, além de prejudicarem os próprios pais, oneram o trabalho ao ponto de tirarem valor a quem trabalha. Ora, o grande problema dos últimos anos está precisamente no governo ainda não ter percebido que, como não vivemos numa realidade de pleno emprego, é preciso reduzir o custo do trabalho, para que este se torne mais lucrativo e proveitoso. O governo ainda não percebeu que precisa de, antes do mais, ajudar quem está desempregado e não, quem já está integrado no mercado e recebe os benefícios do seu emprego.

Espera-se, em 2011, um acréscimo de 50 mil desempregados. É urgente que o pais desperte para esta situação e se decida, de uma vez por todas, que quando não há trabalho também não existem direitos garantidos.

 

Semi-presidencialismo

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 05:09

O Presidente da República em funções e três deputados andam há um mês distantes das suas funções em campanha eleitoral. Alguém sentiu a sua falta?

PCTP/MRPP apoia Alegre contra Sócrates

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 00:25

Garcia Pereira apoia Manuel Alegre

“A reapreciação da campanha eleitoral tem tornado claro que o PS não apoia Alegre”, notou, explicando a mudança do sentido de voto. “Considerando que não podemos ficar de braços cruzados à espera que a direita eleja Cavaco à primeira volta” e tendo em conta “que a abstenção e o voto em branco só servirão para tal eleição e ainda que a tarefa principal do Povo é derrubar o Governo de Sócrates e impedir que a alternativa seja Governo PSD/CDS” o PCTP/MRPP “reconsidera a sua posição e apela ao voto em Manuel Alegre”, diz o advogado.

Entretanto, apesar da pouca afluência de público continuar a ser uma constante, cresce o entusiasmo de Manuel Alegre:

“A onda está a crescer”, comentou Alegre, algumas horas antes de Garcia Pereira ter anunciado que o PCTP/MRPP também estaria ao lado do candidato.

Pelo menos o MRPP eu percebo. Por Jorge Costa.

Que o PS não apoia Alegre é evidente, e Garcia Pereira tem toda a razão em apontá-lo. Do seu ponto de vista, Alegre é o candidato da «esquerda» – campo que não engloba o PS -, que é sinónimo de «Povo» maiúsculo (a clássica metonímia revolucionária), como Alegre enuncia sem peio, e cuja a tarefa é «derrubar o Governo». Alegre é o candidato mais bem colocado para, não sei se derrubar o Governo, mas certamente para tornar a vida de qualquer Governo, do PS ou do PSD, num inferno: nada que o candidato não enuncie às escâncaras, quando vocifera sobre o que uma maioria pode ou não fazer se ele for Presidente, incluindo em sede constitucional.

Leitura complementar: O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

Janeiro 16, 2011

O bom comentário que faltava

Filed under: Comentário,Internacional,Política — João Luís Pinto @ 18:48

You know when it came to that situation [Wikileaks], it was actually based on espionage, and when it comes to the security of our nation, we have to focus on security first and then people’s right to know, because it’s so important that everybody who’s in our borders is safe and so we can’t let things like that happen, and they must be handled properly [...]

Tunísia e Wikileaks

Filed under: Ambiente,Cultura,Internacional — ruicarmo @ 15:05

Não, não é gralha. Uma explicação de Barry Rubin sobre o que fez cair o ditador tunisino.

Crítica teatral

Vitoriosa. A censuraO estado decide sobre o estado da arte.

Police descended on a Tehran theater earlier this week and halted performances of the play “Hedda Gabler” by Norwegian playwright Henrik Ibsen after an Iranian news agency blasted the classic drama in a review.

Coincinding with the incident, media reports surfaced about the creation of a new body to regulate cultural affairs in the Islamic Republic, signaling that a wider crackdown on artists might be underway.

Theatergoers had flocked to Tehran’s City Theater on Tuesday night to watch the drama, which had been playing since Jan 5. But when they arrived they were met by a crowd of police officers and informed that the play had been suspended.

Ibsen’s 1890 drama follows the complex relationships among the newly married Hedda, her husband and a third man. Some critics consider Hedda’s character to be one of the best dramatic roles in theater –  referring to her as the “female Hamlet” — and there have been a number of controversial portrayals over the years. Some have interpreted the character as heroine while others have portrayed Hedda as a victim and even a manic villain.

All artistic activities in Iran are controlled and regulated by the Culture and Islamic Guidance Ministry, which regulates moral and religious standard, and the Iranian version of “Hedda Gabler” had apparently passed vetting procedures and censors after its adaption from the original.

For example, one of the play’s seven characters is a recovered alcoholic, but in the Iranian production there is no mention of alcoholism and the male and female characters were careful to not get too close to each other on stage.

Fine-tuning plays and artistic projects so that they comply with the standards of the Islamic Republic has become an art in itself for Iranian directors and actors, who have learned to master the practice over the years, according to one actor in the banned play.

“Iranian directors are skillful in self-censorship,” the actor, who asked that his name not be published, told Babylon & Beyond.” Even before the text is submitted to the authorities we try to adapt it to Islamic values as perceived by the officials.”

 

Ler os Dias Contados

Filed under: Media — ruicarmo @ 14:03

Um crime público, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Slobodan

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 12:19

Nunca saberemos se Slobodan Milosevic era um homem deslumbrado pelo poder, uma criatura desequilibrado que a dada altura perdeu o contacto com a realidade, ou se foi apenas um político frio e calculista, um cata-vento com sete vidas que explorou com argúcia, e até ao limite, os sentimentos de um povo perdido nos novelos da História e sem tradição de liberdade. Só sabemos que acusava todos os opositores de serem derrotistas e anti-patriotas. E que morreu numa prisão.

De adepto

Filed under: Ambiente,Desporto,Religião — ruicarmo @ 01:37

E apenas como tal, acho que já vai tarde.

Farto desta gente

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:35

Cavaco também quer trabalhadores do privado a pagar a crise
“Não sabe que as reduções de rendimentos só foram aplicadas a funcionários públicos? Não percebo” Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, economista, Presidente da República.

Então não percebe nada de coisa nenhuma. A falta de vergonha na cara do candidato a Presidente da República e actual detentor do cargo, ao fazer uma afirmação do calibre da frase acima, merece resposta. Merece a resposta de mais de seiscentos mil desempregados que têm estado a pagar a crise que ele ajudou a criar. Se há coisa que não esperava é tamanha desfaçatez e falta de respeito pelas pessoas que lhe fizeram a carreira. Não é admissível que desvalorize o sacrifício de milhares de empresas e de tanta gente que não sabe se chega ao fim de 2011 com rendimento sequer. Como compara o sacrifício da redução de salário de alguns com o das pessoas que todos os dias deixam de o ter? Se não percebe, no mínimo, que não ofenda de forma tão gratuita quem tem sido atingido com mais dureza pelas dificuldades criadas pela casta de que ele faz parte.

Sugestão: ele e o resto da casta de eleitos que fixem os salários nas empresas privadas. Que decidam por mim quanto hei-de pagar às pessoas que contrato.

Janeiro 15, 2011

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 20:13

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Carta aberta a Manuel Alegre
2Pergunta inocente
3Cavaco e SLN. Alegre e BPP
4As elites LGBT e o país real
5A esquerda e a democracia

Coincidências em campanha

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:29

Casa de Manuel Alegre em Águeda foi assaltada e vandalizada

A casa do candidato presidencial Manuel Alegre, em Águeda, na sua terra natal, foi assaltada entre a noite de sexta-feira e a madrugada de hoje, disse à Lusa fonte oficial da candidatura.

Ao contrário do que aconteceu com Cavaco Silva, Manuel Alegre não teve a sorte de ter José Manuel Coelho a fazer campanha à porta de sua casa, o que poderia ter contribuído para dissuadir o assalto. Em qualquer caso, um incidente lamentável.

Leitura complementar: Um país a saque; Um país cada vez mais perigoso; Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Setúbal, 2009; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Portugal não está recomendável; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?

Salomé

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 15:39

— Usted que creería de un hombre que se sabe de memoria los discos grabados por Plácido Domingo y que describe tan bien la escena final de la Salomé de Strauss, cantada por Caballé? Yo soy muy aficionado a la ópera y pocos veces tengo el gusto de toparme con un auténtico entendido. Él lo era.

Manuel Vázquez Montalbán, Los Mares del Sur

Um dos ossos mais duros de roer da História da ópera: a cena  final (e papel) da Salomé de Strauss.


Cavaco não percebe…

Filed under: Economia,Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 14:41

Cavaco também quer trabalhadores do privado a pagar a crise

São “largos milhares” de pessoas que ficaram fora dos sacrifícios, afirmou aos jornalistas, em Penafiel. “Não sabe que as reduções de rendimentos só foram aplicadas a funcionários públicos? Não percebo”, questionou Cavaco.

Leitura complementar: Cavaco e a função pública; A desorientação política da campanha de Cavaco Silva (2); Sócrates fala para Cavaco; Alegre ajuda Cavaco (2); A desorientação política da campanha de Cavaco Silva; O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

Guilherme Melo sobre Carlos Castro e Renato Seabra

Filed under: Double standards,Justiça,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:38

“Carlos Castro sabia que o Renato não era homossexual”

Ou seja, o Renato não era homossexual.

Ele era a tal componente heterossexual, e este caso não foi diferente de outros que o Carlos teve: sabia que o Renato tinha namorada mas ignorava isso. Achava que o facto de ter uma mulher era uma forma de atirar poeira para os olhos. Queria muito que ele fosse homossexual. O Carlos era uma pessoa complicada.

Acha que ele estava ciente da sua orientação sexual?

Ele sabia que o rapaz não era homossexual e que nunca tinha tido uma experiência do género. Tinha a certeza disso. Sem ser muito efeminado, em termos sexuais o Carlos era uma mulher. O rapaz, sendo heterossexual, jogou com ele. Era o homem, o elemento activo, e isso não afectaria a sua masculinidade. Eu sempre lhe disse que aquilo não tinha pernas para andar e que o melhor era aproveitar enquanto durasse. Mas isso não lhe chegava. “O rapaz passa a vida a dizer que me adora, acho que isto é para o resto da vida”, dizia-me ele. “Tens de o conhecer.” E fartava-se de receber mensagens dele.

(…)

Dá a sensação de que este romance tem uma componente psicológica muito forte.

O facto de o Carlos ser muito ciumento fazia com que se descontrolasse. Ele criava fantasias: quando percebia que a paixão não era correspondida, entrava em depressão, pensava em suicídio. Era uma pessoa de extremos. Houve uma violência psicológica muito forte de ambos.

(…)

Pelo que diz, o Carlos parecia ser uma pessoa muito instável emocionalmente, alguém que se deixa à mercê dos amores, para o bem e para o mal.

Isso aconteceu neste romance com o Renato. Não adiantava pedir-lhe calma. Quando acabou a gala dos travestis, no passado dia 1 de Dezembro, no São Luís, o público chamou por ele, que decidiu fazer ali uma declaração: “Esta foi a gala mais feliz da minha vida, porque estou a passar um momento único. Encontrei finalmente a minha alma gémea, o meu companheiro para a vida inteira”. Eu só lhe disse: “Tu crias um mundo imaginário à tua volta e depois eu sei como é o fim disto tudo, entras em depressão, queres morrer e fazes a nossa vida um inferno”. Mas ele não ligou, dizia que desta vez não ia ser assim, porque o Renato o adorava. E eu virei-me para o Cláudio Montez e ambos encolhemos os ombros.

Nestas alturas, ele nunca lhe dava ouvidos?

Não porque ele adorava aquilo. Segundo o Cláudio Montez, que nos últimos tempos andava como ele de carro para todo o lado, o Carlos, de vez em quando, gritava: “Ai, uma mensagem. Uma mensagem do Renato!” E ficava maluco. O certo é que o rapaz foi alimentado a fantasia dele, bolas!

Leitura complementar: Renato Seabra inimputável ? ; As elites LGBT e o país real; Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa; Carlos Castro, Renato Seabra e a “tese da homossexualidade”.

Carlos Castro, Renato Seabra e Cavaco Silva: the missing link

Filed under: Blogosfera,Double standards,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:35

Aí está o dado que faltava para que as elites LGBT e progressistas possam explicar o crime: Renato tinha sido escolhido para mandatário de Cavaco em Cantanhede

A notícia começou por correr nas redes sociais e foi ontem confirmada ao Diário As Beiras por José Malta, cunhado de Renato Seabra. Renato foi escolhido para ser mandatário da juventude em Cantanhede durante a campanha presidencial de Cavaco Silva.
Aliás, de acordo com a edição de ontem do semanário Sol, Carlos Castro e Renato Seabra teriam viagem marcada para o dia 15 de Janeiro, para que o jovem modelo regressasse a tempo de cumprir as suas obrigações na campanha presidencial.

Leitura complementar: Renato Seabra inimputável ? ; As elites LGBT e o país real; Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa; Carlos Castro, Renato Seabra e a “tese da homossexualidade”.

Cavaco, o BPN e a falta de respostas

Filed under: Double standards,Justiça,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 13:00

Mais um momento infeliz a marcar a campanha de Cavaco Silva…

Leitura complementar: Cavaco e a função pública; A desorientação política da campanha de Cavaco Silva (2); Sócrates fala para Cavaco; Alegre ajuda Cavaco (2); A desorientação política da campanha de Cavaco Silva; O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

Cavaco e a função pública

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 01:12

São declarações que ficam muito mal a Cavaco Silva, especialmente tendo em conta que ele foi um dos principais responsáveis – senão mesmo o principal responsável – pela situação de insustentabilidade a que chegou a despesa com a função pública em Portugal: Cavaco, candidato “do povo”, critica cortes na função pública

No discurso, Cavaco Silva voltou a atingir o Governo de José Sócrates. Agora, por causa dos cortes salariais na função pública. O Presidente criticou o facto de não terem sido pedidos sacrifícios, nas medidas de austeridade decretadas pelo Executivo. Os trabalhadores da função pública, admitiu, foram atingidos com “alguma injustiça”, quando outros não foram sacrificados.

Leitura complementar: A desorientação política da campanha de Cavaco Silva (2); Sócrates fala para Cavaco; Alegre ajuda Cavaco (2); A desorientação política da campanha de Cavaco Silva; O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

As figuras tristes de Alegre

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011,Religião — André Azevedo Alves @ 00:58

Alegre acusa Cavaco de “violar a laicidade” e de “eleitoralismo do século passado”

Quinta-feira, em Valpaços, o candidato Cavaco Silva deixou um pedido ao padre local: “Espero que ele [pároco] vos incentive a exercer o direito cívico, é uma responsabilidade de todos”. Hoje, no final da visita à feira, em Trancoso, Alegre considerou esta atitude de Cavaco Silva “estranha, eleitoralista, e que demonstra algum nervosismo e perturbação”. “Ao fazer isto, sendo ainda Presidente da República ele está a violar a laicidade, a separação da igreja do Estado e a contrariar a orientação do D. José Policarpo, a orientação para a igreja, no sentido de ser neutra”, declarou.

Alegre. Cavaco convocar a Igreja é “eleitoralismo do século passado”

O candidato socialista não gostou de ver Cavaco apelar aos católicos e acusou o adversário de demonstrar “um nervosismo e um eleitoralismo de século passado”. Críticas de Alegre que surgem no dia em que terá a companhia do Padre Costa Pinto no comício da noite em Viseu – um independente que irá fazer um discurso.

Há padres e padres… Por José Manuel Fernandes.

Já começa a ser um gesto de piedade não expor tanto o candidato do PS e do BE a estas figuras tristes.

Ministros do Mar

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 00:35

Janeiro 14, 2011

Understanding the Global Warming Panic

Filed under: Ambiente,Media,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 22:00

Global Warming Panic explained

(via A Arte da Fuga)

As aldrabices eco-fanáticas

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Educação,Política,Religião,Saúde — ruicarmo @ 21:59

Servem na perfeição os seus objectivos: fazer os eco-fanáticos sentirem-se muito bem consigo próprios. A ler o artigo de Paul Driessen and Robert Novak, Greens lie, Africans die.

Explicado II

China’s purchase of euro bonds might not be a sign of confidence in Europe, but a prelude to a sell-off, por Daniel Hannan.

Leitura complementar: Explicado.

O que está em causa no Líbano

A encruzilhada de um país agarrado ao destino do Hezbollah. E a pimentinha que faz mover a montanha e o Maomé: Gas, Greed, Borders and War.

Referendos, teoria dos jogos e regras de quórum

Filed under: Agenda,Economia,Política,Portugal,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 18:37

Recordo que o LA-C vai estar amanhã em Gaia para falar de REFERENDOS, TEORIA DOS JOGOS E O TEOREMA DA IMPOSSIBILIDADE DE ARROW

15 de Janeiro, 15h30
Local: Fnac GaiaShopping, Vila Nova de Gaia

Resumo: Como todos sabem, em Portugal para que um referendo seja vinculativo é necessário que a taxa de abstenção seja inferior a 50%. Vários países têm requisitos semelhantes ou variações do mesmo. Chamam-se a estes requisitos regras de quórum. Recorrendo à Teoria de Jogos demonstra-se que estas regras têm vários efeitos perversos: estimulam a abstenção, podem favorecer minorias fanáticas e põem em causa o segredo de voto.

Estes vizinhos têm interesse?

Filed under: Ambiente,Internacional,Política — ruicarmo @ 17:55

Ao que tudo indica, o presidente tunisino terá abandonado o país em cacos, refugiando-se na vizinha Líbia. Na Argélia, a situação tem estado igualmente próxima do caos. No Egipto, os crimes contra os cristãos sucedem-se a bom ritmo. O reino de Marrocos continua a terraplenar o Sahara Ocidental e em confronto diplomático com Espanha.

Deve ser normal.

Adenda: O primeiro-ministro da Tunísia, Mohammed Ghannouchi, anunciou que vai assumir interinamente a presidência, substituindo Zine El Abidine Ben Ali. O Presidente terá entretanto abandonado o país, garantem fontes que lhe são próximas.

O Exército tunisino assumira pouco antes o controlo do aeroporto internacional de Tunes, ao mesmo tempo que encerrou o espaço aéreo. Foi decretado o estado de emergência em todo o país.
“A polícia e o Exército estão autorizados a disparar contra qualquer pessoa suspeita de não obedecer a ordens ou que tenha fugido”, diz o comunicado do Governo publicado pela agência de notícias oficial TAP. Passa a ser proibido “a mais de três pessoas juntarem-se na via pública”, acrescenta o texto. (…)

In Público.

Isto só vídeo

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Educação,Media,Política — ruicarmo @ 17:34

O vídeo que a TVE censurou e as razões da tomada de decisão.

Centralismos

Filed under: Portugal,Presidenciais 2011 — Tiago Loureiro @ 17:13

Para quem se bate tanto contra o centralismo, não é estranho que Defensor Moura aposte tanto em centralizar a sua campanha em Viana do Castelo?

A causa oval

Filed under: Ambiente,Educação,Nanny State Watch — ruicarmo @ 17:08

O ridículo do nanny state.

(…) The U.S. takes catching illegal Kinder candy seriously, judging by the number of them they’ve confiscated in the last year. Officials said they’ve seized more than 25,000 of the treats in 2,000 separate seizures.

…As trivial as the border seizure may seem, Bird said the U.S. government has sent her a seven-page letter asking her to formally authorize the destruction of her seized Kinder egg. (…)

Imagem: Wikipedia

 

Renato Seabra inimputável ?

Filed under: Comentário,Cultura,Double standards,Internacional,Justiça,Media,Política,Saúde — André Azevedo Alves @ 16:44

Se a vítima do horrendo crime perpetrado não fosse quem foi, é certo que muitas das vozes do politicamente correcto estariam neste momento a defender publicamente teses sobre a inimputabilidade de Renato Seabra e/ou a realçar a importância de atender à sua juventude e circunstâncias sociais, culturais e psicológicas para “compreender” o “alegado” crime.

O mesmo fenómeno foi já visível, ainda que em menor escala, no caso Gisberta. Também os autores desse crime brutal – que noutras circunstâncias seriam considerados jovens desorientados e vítimas do seu próprio contexto – não tiveram direito ao habitual tratamento tolerante concedido aos criminosos pelos arautos do progressismo e do politicamente correcto.

Moral da(s) estória(s)? É difícil encontrar alguma. Resta concluir que, para as elites LGBT e progressistas, a avaliação da gravidade dos crimes e da culpa dos respectivos autores varia fortemente em função do grau de proximidade que sentem relativamente às vítimas. Uma miséria.

Leitura complementar: As elites LGBT e o país real; Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa; Carlos Castro, Renato Seabra e a “tese da homossexualidade”.

A desorientação política da campanha de Cavaco Silva (2)

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 16:08

O que faz falta ao país na actual situação política, económica e financeira é mesmo… mais um ministério: Cavaco sugere mais um ministério, do Mar

Leitura complementar: Sócrates fala para Cavaco; Alegre ajuda Cavaco (2); A desorientação política da campanha de Cavaco Silva; O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

Notícias da Europa multicultural e tolerante

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 15:44

Estudantes progressistas boicotam a missa católica na Universidade de Barcelona.

Proibir. Tabaco, futebol, e de certeza que se vão lembrar de mais qualquer coisa.

Feminazis são agora o orgulho de uma longa linhagem de puritanos e censores.

Bom fim-de-semana.

A silly and dangerous game

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 13:00

The Assassin Who Would Save America from the Extreme Right. Por Michael C. Moynihan.

If political rhetoric can inspire murder, then it follows that those issuing warnings about the current “tone” in American discourse—those breathless invocations of “eliminationists” acting like “Brownshirts” and “fascists,” those warning that the Republic is heading towards Weimar—could provoke the mentally unstable left-wing types, right? Now, I don’t buy this argument either way, but when do warnings about the revolutionary intentions of the Tea Party or those who say the American government has been hijacked by Maoists and syndicalists and Bukharinists also count as dangerous incitement? Well, never. But let’s play this game anyway (everyone else seems to be doing it, after all), and look for an example of a hyperpoliticized assassin attempting to save America from an impending far-right dictatorship.

(…)

Again, I don’t buy any of this. But by the accepted standards of debate about “responsibility” for the actions of the mentally unstable, I must ask who is to blame when Oswald, who in the weeks before the attempt on Walker’s life was photographed with copies of The Militant and The Worker, two tub-thumping communist newspapers that attacked the “terrorist” policies of the White House and the extremism of Walker, used violence to rid America of a “Hitlerian” threat? Of course, the answer is Lee Harvey Oswald. But remember, we are employing post-Giffords reasoning to the Kennedy assassination. In other words, using the logic set forth by people like Chris Matthews, by creating a fear that America has reached the historical nadir of political discourse, that talk radio figures are threatening the American way of life and democracy itself, aren’t we signaling to the mentally unstable that the Republic must be saved from those who want to impose tyranny? You see how this silly game works?

DESCUBRA AS DIFERENÇAS COM JOSÉ MIGUEL JÚDICE E MIGUEL BOTELHO MONIZ

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:30

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

O DEBATE POLÍTICO AVESSO AO POLITICAMENTE CORRECTO

(com um pé – e às vezes até dois – na blogosfera)

SEXTA-FEIRA, 14 de JANEIRO – 18H05

Domingo, 16 de Janeiro – 19H05 (REDIFUSÃO)

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com José Miguel Júdice e Miguel Botelho Moniz.

Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:

- FMI – Cada vez que Portugal leva a leilão a sua dívida, surgem os receios de uma possível intervenção do FMI. A concretizar-se, qual pode ser o futuro do governo?

- Difamações políticas – A campanha presidencial tem sido marcada pelos ataques pessoais e difamações que ferem a integridade dos candidatos. Tem de ser assim, ou podíamos ter alternativa?

- Gulbenkian – A Fundação Calouste Gulbenkian é muitas vezes referida como o verdadeiro ministério da cultura do país, o que  a próxima exposição de Picasso, Courbet e Matisse parece comprovar. Caso não existisse, o que seria da actividade cultural em Portugal?

- Novas Oportunidades – A par com o sucesso de Mourinho e Ronaldo no estrangeiro, são muitos os que procuram melhores empregos no estrangeiro. O futuro dos portugueses está lá fora?

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

PODCAST: http://descubraasdiferencas.podomatic.com

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