O Insurgente

Janeiro 23, 2011

Da eleição

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:00

Já reflecti. Tenho cinco candidatos, todos socialistas. Uns mais radicais com sonhos norte-coreanos, outros menos radicais que sonham com gajas de babete e joelheiras, de Purdey a tiracolo. Outros ainda com a bíblia do Caines no psiché, mas todos, sem excepção, socialistas, colectivistas, uns perfeitos donos de escravos versão soft-core. Pois para mim, votar num socialista é como para um vegan comer um bife do lombo ensanguentado. Sendo que não posso votar amanhã porque estarei longe da freguesia a tentar produzir para pagar as cagadas e masturbações intelectuais dos candidatos, podem contar comigo para lhes oferecer uma mensagem caso haja segunda volta. Entretanto podem ir morrer longe.

Adenda: são seis, conforme me lembra no comentário, o @lpedromachado. Tinha-me esquecido do chihuahua de Viana do Castelo, o socialista madeirense já estava incluído no grupo dos cinco.

Janeiro 22, 2011

Um liberal insuspeito

Filed under: Política,Religião,Teoria — Helder Ferreira @ 23:47

Lo privado y lo público. Mario Vargas Llosa

Que los gobiernos elegidos en comicios legítimos puedan ser derribados por revoluciones que quieren traer el paraíso a la tierra (aunque a menudo traigan más bien el infierno), qué remedio. O que lleguen a surgir conflictos y hasta guerras sanguinarias entre países que defienden religiones, ideologías o ambiciones incompatibles, qué desgracia. Pero que semejantes tragedias puedan llegar a ocurrir porque nuestros privilegiados contemporáneos se aburren y necesitan diversiones fuertes y un internauta zahorí como Julian Assange les da lo que piden, no, no es posible ni aceptable.

Ingredients for Murder

Filed under: Justiça,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 23:00

Three Ingredients for Murder: Neuroscientist James Fallon on psychopaths and libertarians

Sondagens sobre as presidenciais divulgadas antes do tempo

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 18:00

Para reflexão: Uma ideia genial. Por Pedro Magalhães.

É uma ideia genial. Na 1ª página, o que parece ser uma sondagem, mas realizada a custo zero. E ainda por cima, a “sondagem” do Sol não vai ser, de certeza absoluta, a mais afastada dos resultados do dia 23. Gente esperta.

Mas espera: os resultados da sondagem da Aximage só foram publicados no Correio da Manhã de hoje. E a sondagem da Católica às duas da manhã de hoje. E a da Eurosondagem à meia-noite. Como é que o Sol e Manuel Magalhães acharam que tinham o direito a fazer e difundir uma 1ª página na base de informação que estava sob embargo? E como poderá o Sol ter tido acesso a estes resultados para calcular médias e fazer uma 1ª página às 23 de ontem? Haverá algum sítio onde os resultados de todas as sondagens das várias empresas sejam obrigatoriamente conhecidos antes da sua divulgação pública? Deixa-me pensar… Espera… Será? Não é possível…

Grandioso Passatempo Insurgente – Presidenciais 2011

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 16:49

Em dia de reflexão, continua a decorrer na página dO Insurgente no Facebook o Grandioso Passatempo Insurgente – Presidenciais 2011.

Os leitores são convidados a adivinhar o resultado dos 6 candidatos presidenciais (excluindo brancos, nulos e abstenção). Aquele que se aproximar mais do resultado final será o vencedor. Em caso de empate, o critério para decidir o vencedor será aquele que mais se aproximar no resultado final do José Manuel Coelho. Caso o empate continue, ganhará aquele que tiver votado primeiro.

Um grandioso prémio (proporcional à importância destas eleições) espera o vencedor! Faça a sua aposta!

Coelho ao poleiro!

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 16:14

Face ao estado podre desta república corrupta, ladra e imoral, é impensável votar num dos responsáveis pela situação. Quem não quiser continuar a premiar com o votinho do costume os corruptos e os cúmplices da destruição de Portugal só tem de votar no candidato Coelho, o único verdadeiramente anti-sistema (a prova disso é a perseguição que lhe fazem na Madeira, através do poder judicial). Sabe-se que não tem hipóteses de ganhar, portanto uma boa votação (5%? 7%?) era uma chapada nos desavergonhados do sistema.

Para os direitistas/liberais/conservadores que ainda têm ideias de votar no Cavaco, pensem nisto: um traidor trata-se com firmeza e sem complacências. Cavaco Silva é socialista, é guardião desta república socialista, nada faz para a mudar (nem para apoiar quem a queira mudar), dá-se muito bem com todas as falsas elites que mandam em Portugal, já disse que não ia demitir o governo, e obviamente não quer mesmo reformar o estado (ainda ontem teve a lata de propor um aumento suplementar de impostos para se evitar os cortes – ridículos – que se anda a tentar impor à função pública… tragicamente é este o mal menor que a “direita” consegue pôr no poder…). Mais vale então votar no candidato anti-sistema e arriscar uma vitória da esquerda na segunda volta. Que se lixe, não há-de ser muito pior do que com Cavaco (de qualquer forma, quem manda é Sócrates). Indivíduos sem princípios não devem ser sempre recompensados só por haver outros ainda piores (embora da mesma espécie socialista). Uma travessia do deserto só ia fazer bem à direita, dava-lhe a oportunidade de sanear os traidores e de pôr gente nova na primeira linha.

Coelho ao poleiro!

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 15:23

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Português Técnico- Esclarecimentos
2Desta vez, Cavaco não
3Farto desta gente
4Hipocrisia
5Vota NULO nas eleições presidenciais

Dimensões

Ao contrário de algumas ideias de impulso com vista à retoma económica que abundam por cá, as pequenas obras teimam em não vingar. Aviso, aos desatentos: não se trata de Nova Iorque, muito menos da construção de mesquitas.

Ficção e realidade II

Filed under: Agenda,Internacional — ruicarmo @ 12:42

Monopólio comunista. Actual e didáctico. Disponível a partir de 5 de Fevereiro.

‘Communist Monopoly’ Teaches Downside of Socialist Life

A Polish research institute has developed a board game to teach young people about life under Communism. In the game, which is inspired by Monopoly, players must wait in endless lines at stores for scarce goods. For added realism, they have to put up with people cutting in line and products running out — unless they have a “colleague in the government” card.

There are no glamorous avenues for sale, nor can players erect hotels, charge rent or make pots of money. In fact, a new Polish board game inspired by the classic Monopoly is all about communism rather than capitalism.

The goal of the game, which will officially be launched on Feb. 5, is to show how hard and frustrating it was for an average person to simply do their shopping under the Communist regime in Poland. The game has been developed by the Institute of National Remembrance (IPN), a Warsaw-based research institute that commemorates the suffering of the Polish people during the Nazi and Communist eras.

Ficção e realidade

The U.S. Department of Agriculture (USDA) is teaching farmers how to participate in “carbon markets” despite the fact that such markets do not exist and Congress – in rejecting cap and trade legislation last year – has refused to create them.

Socialismo regional

Filed under: Ambiente,Cultura,Internacional,Justiça,Política — ruicarmo @ 12:06

Perdão, intervencionismo local.

Lo defiende para hacer efectivo el derecho a la vivienda y se cobrará a las casas no ocupadas sin causa justificada.
El Gobierno Vasco pretende hacer efectivo el derecho subjetivo a la vivienda para las personas con mayores dificultades de acceso y establecer un canon para las viviendas que, sin causa justificada, estén vacías.
Este tipo de ideas no son nuevas, ya han sido anunciadas con anterioridad. El problema es que surgen numerosas dudas, especialmente entre los propietarios, que deben hacer frente a esta nueva muestra de intervencionismo público: ¿Cuáles son para el Gobierno vasco las “causas justificadas” para tener una vivienda vacía? ¿Los chalets de vacaciones de los consejeros (si los tienen y permanecen vacíos once meses al año) podrán ser multados? ¿Quién pagará las viviendas que se entreguen a las personas que no se la puedan comprar? ¿Cuánto habrá que subir los impuestos para pagar estos pisos? ¿Qué se entiende por vivienda digna: 40m2, 50m2, 120m2? ¿Cómo afectará esto al mercado de la vivienda? ¿Se marcharán los promotores del País Vasco si no pueden obtener beneficios con su actividad? ¿Tendrán incentivos los ciudadanos para ocultar sus rentas y así poder conseguir a bajo precio una vivienda?

Janeiro 21, 2011

Desta vez, Cavaco não

Filed under: Comentário,Política,Portugal,Presidenciais 2011 — Rodrigo Adão da Fonseca @ 23:59

Nas últimas eleições, um almoço dominical e três minutos de conversa com o meu pai convenceram-me a votar Cavaco. A contragosto, fui induzido no raciocínio que mais valia votar em Cavaco do que termos na Presidência qualquer um dos seus opositores. Aceitei o argumento como válido, é lá pus a cruzinha no homem.

Passados cinco anos, não tenho capacidade de esquecer a forma egoísta como Cavaco interferiu na vida interna do PSD, nomeadamente, nas alternativas que impôs aquando da saída de Luis Filipe Menezes, obrigando, qual Majestade, uma série de notáveis do PSD a esperarem que regressasse da Madeira para dar as suas instruções. Tão pouco esqueço a polémica em que enredou o partido um mês antes das eleições legislativas, fazendo-se de virgem ofendida no caso Fernando Lima, para mais tarde deixar descalça Manuela Ferreira Leite. É impossível não ter em linha de conta tantos e tantos umbigocentrismos praticados por este Presidente, e que o dever de silêncio me impedem de relatar.

Não posso ainda ignorar no momento de escolha do meu voto a falta de explicações plausíveis sobre a compra das acções da SLN, e muito menos a forma como rasgou as vestes, em vez de respeitar o eleitorado, apresentando elementos que nos permitissem concluir que, afinal, estão errados os que ficaram, como eu, com algumas dúvidas sobre as circunstâncias do dito negócio.

Também estou farto deste tipo de políticos canonizados pela suposta Direita, só porque vencem eleições, mas cujo software está à esquerda do PS: Impostos extraordinários em vez de reduções de salários? Diminuição de salários no sector privado, que já anda a corrigir a massa salarial desde 2008, ao contrário do sector público, que nos atirou para a crise? E isto tudo, agora, porque “dá jeito”, depois de ter obrigado o PSD de Passos Coelho a viabilizar o Orçamento para 2011, numa chantagem incrível?

A única coisa boa desta eleição é que, mais cinco anos, e vemo-nos livres de vez do Cavaquismo. No dia em que isso acontecer, talvez finalmente a Direita em Portugal possa voltar a ser Direita, e o PSD se livre de uma série de antas – classificação meramente política, entenda-se – que há muito deviam ter ido jogar dominó, ou golfe, ou o que lhes apetecer, deixando o país para as gerações futuras.

Voto contra

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — LT @ 22:33

Meus caros co-Insurgentes,
Estou convosco. Nunca imaginei chegar ao fim da campanha e ter decidido alterar o meu sentido de voto. Sempre achei que mais ou menos contrariado, mais ou menos convencido, acabaria por votar em Cavaco Silva. Pensei que apesar de não ser o candidato ideal, seria suficiente ser melhor que os outros (e sim, para mim ser o menos mau é a mesma coisa que ser o melhor; a semântica vale o que vale) para obter o meu voto. E apesar de continuar a achar que é o melhor candidato, não posso em consciência votar nele numa primeira volta.
Alguém que acha que os trabalhadores privados também devem pagar a crise (imagino que não se refira aos milhares de desempregados que não tiveram a boa sorte de serem funcionários públicos), que na conjuntura em que vivemos defende a criação de mais um ministério e que, saving the best for last, acredita que os ricos é que devem pagar a crise, não pode ser a pessoa que eu quero como presidente da república.
Poderão dizer que é hipocrisia deixar que sejam “outros” a votar nele para que seja eleito, ficando eu de bem com a minha consciência. Talvez, mas algo me diz que boa parte das pessoas que votarão nele o farão por partilharem a sua social democracia (whatever that might be), por acharem que “directores e funcionários de altos rendimentos” (do sector privado) devem mesmo ver os seus salários cortados. No fundo, temos os políticos que merecemos…

Momento multicultural do dia

Filed under: Ambiente,Cultura,Desporto,Educação,Saúde — ruicarmo @ 21:22

Ou vestes, ou mato-te.

Hipocrisia

Filed under: Cartoons,Double standards,Justiça,Religião — André Azevedo Alves @ 20:00

Não me obriguem a sujar as mãos

Filed under: Diversos — Ricardo G. Francisco @ 18:18

Por favor ide votar no Cavaco. Não me obriguem a ir sujar as minhas mãos em uma segunda volta.

PS: Se o Cavaco se sai com outras pérolas como as que hoje foram cuspidas da sua socialista boca  nem na segunda volta ele tem o meu voto. Impostos extraordinários?

PS2: Acho que os únicos que pensam que o Cavaco é o candidato de direita são os restantes candidatos.

Grandioso Passatempo Insurgente – Presidenciais 2011

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 16:48

Relembro que está a decorrer na página dO Insurgente no Facebook o Grandioso Passatempo Insurgente – Presidenciais 2011.

Os leitores são convidados a adivinhar o resultado dos 6 candidatos presidenciais (excluindo brancos, nulos e abstenção). Aquele que se aproximar mais do resultado final será o vencedor. Em caso de empate, o critério para decidir o vencedor será aquele que mais se aproximar no resultado final do José Manuel Coelho. Caso o empate continue, ganhará aquele que tiver votado primeiro.

Um grandioso prémio (proporcional à importância destas eleições) espera o vencedor! Faça a sua aposta!

O “Voto NÃO”

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — jtcb @ 15:45

Escrevi aqui há atrasado uma pequena reflexão, inútil certamente, sobre o voto útil. Aqui fica:

Presidenciais: voto “não”

Público, 2010-11-08 José Tomaz Castello Branco

O discurso da estabilidade poderia fazer sentido no início da década de 90.
Agora, parece, no mínimo, desadequado

O Senhor Presidente da República anunciou, finalmente, aquilo que já se esperava: a recandidatura a Belém. Foram 25 minutos de um discurso monótono na forma e vazio no conteúdo. Se o PR é o representante oficial e símbolo da República Portuguesa, então estamos conversados: aquela é a face visível do estado do Estado; é, desafortunadamente, um retrato fiel do país em que vivemos. Um país que se encontra visivelmente cansado e sem força anímica para mudar de vida.

E como era precisa uma promessa de mudança! Ao invés, fica a promessa da estabilidade. O discurso da estabilidade poderia fazer sentido no início da década de 90. Agora, parece, no mínimo, desadequado. Há uma boa parte do eleitorado português que não se revê neste retrato e que, muito provavelmente, encontrou na promessa do candidato de não afixar um único cartaz a única boa notícia daquele discurso. Este é o eleitorado do chamado centro-direita. Um eleitorado que já deu provas de grande responsabilidade democrática, nunca se furtando às lutas que entendia por bem travar, mesmo quando os partidos políticos existentes não as quiseram assumir como suas. Este é um eleitorado que, não obstante, perante as alternativas que se lhe colocam nesta próxima eleição, não tem outro remédio senão começar a orientar o seu sentido de voto para o mal menor.

Creio, porém, que o mal menor comece a parecer insustentável. Tradicionalmente órfão de representação, este eleitorado pode agora estar cansado da sua condição de refém – que perdura desde a invenção desse extraordinário instrumento chamado “voto útil”. Não seria de espantar que este eleitorado procurasse uma qualquer forma de reacção e que mostrasse a sua indignação perante um PR que, só no último ano, desprestigiou seriamente o cargo que desempenha com toda aquela trapalhada que ficou conhecida como as “escutas de Belém” e que abalou seriamente a relação de confiança que mantinha com este eleitorado quando, ao chancelar o chamado “casamento gay”, minou gravemente os alicerces de uma instituição tão fundamental como a família.

A opção que resta a este eleitorado pode, afinal, estar reduzida à seguinte equação: engrossar as fileiras daqueles que se revêem nesta recandidatura, contribuindo para a recondução triunfal do PR logo à primeira volta, ou, pelo contrário, encontrar uma forma de se fazer ouvir, forçando o seu putativo tribuno a lutar por uma segunda volta.

Perguntar-se-á porquê? Porquê não despachar logo o inevitável à primeira? Porquê forçar o país aos custos de uma segunda volta? Por uma simples razão, porque este eleitorado tem o direito e o dever de se fazer ouvir. Mais: tem o poder de o fazer.

Resta a questão de como o fazer. A abstenção não serve. A abstenção é um mero encolher de ombros e este não é um eleitorado apático nem irresponsável. Este é um eleitorado que vai às urnas e que preza o exercício do direito que democraticamente lhe assiste. Mas ele pode usar o seu boletim de voto para nele expressar um rotundo “não”. Anulando o voto, ele está também a expressar um sentido de voto. Mais: este é um voto que, simbolicamente, nunca pode ser confundido como um “cheque em branco”.

E, já agora, nesta fase conturbada da nossa vida, não é aconselhável andar por aí a passar cheques em branco.

Dixit

Sobre o “voto católico”

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — jtcb @ 15:26

Vale a pena ler as explicações de António Maria Pinheiro Torres, no Público de hoje, sobre aquilo a que se tem vindo a chamar o “voto católico”. Aqui ficam as últimas linhas. Lapidares.

“Mas engana-se quem pense que as atitudes (…) de não voto na candidatura de Cavaco Silva possam ter origem nos apelos de outros candidatos. As suas origens estão em outro lado: na perplexidade com o desempenho do anterior mandato (a começar na questão do aborto e a terminar na incompreensão de que no diploma sobre o ensino particular o que estava em causa é a liberdade de educação e não um sistema de financiamento), na falta de correspondência entre o perfil humano e o rosto político que esse povo procura e na necessidade de começar um caminho indispensável para o futuro do centro-direita. O fim do voto cuja utilidade só existe para os actuais “donos” desta área política que sempre o dão por descontado e que depois o esquecem na prática política diária.”

DESCUBRA AS DIFERENÇAS COM MARIA JOÃO MARQUES E ADOLFO MESQUITA NUNES

Filed under: Comentário,Economia,Educação,Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:23

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

O DEBATE POLÍTICO AVESSO AO POLITICAMENTE CORRECTO

(com um pé – e às vezes até dois – na blogosfera)

SEXTA-FEIRA, 21 de JANEIRO – 18H05

Domingo, 23 de Janeiro – 20H05 (REDIFUSÃO)

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Maria João Marques e Adolfo Mesquita Nunes.

Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:

- Presidenciais – Com as eleições presidenciais neste fim de semana, será que o segundo mandato de Cavaco Silva vai ser marcado pela instabilidade política?

- Sucesso socrático – O governo congratulou-se com o relativo sucesso na venda dívida pública, nem que isso implique deslocações governamentais ao Qatar. O que mais é preciso para manter Sócrates no poder?

- Cortes no ensino privado – o governo decidiu cortar nos apoios ao ensino privado e cooperativo, apostando mais na escola pública. A existência de mais escolas privadas, não ajudaria na poupança do Estado?

- Tunísia – Após uma revolta popular ter posto fim a 23 anos de ditadura, resta saber se o novo regime será democrático ou fundamentalista. Uma oportunidade de ouro para o Magreb?

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

PODCAST: http://descubraasdiferencas.podomatic.com

Vota NULO nas eleições presidenciais

Filed under: Comentário,Política,Portugal — BZ @ 02:20

Algo está terrivelmente errado com este país, não está?

Hoje, cada português deve mais de 15 mil euros em Dívida Pública. Já são 151.775.000.000 euros, valor que continuará a aumentar nos próximos anos, apesar da crescente carga fiscal a que estamos sujeitos.

Quem se deve culpar? Certamente haverá uns mais responsáveis que outros mas, verdade seja dita, se procuram pelos culpados, só têm de olhar ao espelho.

Percebo porque o fizeram. A nossa sociedade tem uma variedade e complexidade de problemas que conspiraram para baralhar o vosso raciocício e “roubar-vos” o senso-comum. O medo do desconhecido levou-os a acreditar nos políticos que, sob o disfarçe de aparente sabedoria, prometeram obras, investimentos, crescimento económico, apoios e benefícios sem, no entanto, exigirem aos contribuintes aumento de impostos para pagar tais despesas. Consequentemente, a Dívida Pública foi crescendo com a cega aprovação dos portugueses que, dentro de suas casas, revelam maior discernimento na gestão do orçamento familiar.

No próximo dia 23 de Janeiro é dia de eleições presidenciais. Mas todos os candidatos (sem excepção) pretendem perpetuar as promessas do passado. Se desejam continuar alheios ao actual Estado de mentira por omissão e desresponsabilização, então sugiro que votem em qualquer um dos candidatos ou, pior, se abstenham.

Mas se vêem o que eu vejo, se sentem o que eu sinto e se ambicionam uma classe política mais responsável, peço-vos que no próximo domingo votem NULO e, juntos, dar-lhes-emos umas eleições que jamais serão esquecidas.

Partilha com os teus amigos.

Não oprimam o islão

Os ataques infames do pastor dos católicos. (via Jorge Costa)

A mais alta instância do islão sunita, a Al-Azahr, que tem sede no Cairo, anunciou a suspensão das suas reuniões com o Vaticano na sequência dos “ataques” do Papa Bento XVI contra o islão.
“O congelamento foi provocado pelos ataques repetidos contra o islão de Bento XVI (…) O Papa repetiu que os muçulmanos oprimem os não-muçulmanos que vivem com eles no Médio Oriente”, refere um comunicado da Al-Azhar, citado pela agência oficial egípcia Mena.

Contabilidade pública&artística

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Cultura,Economia,Política,Portugal — ruicarmo @ 01:09

Para perceber melhor Portugal, ler sff o que Francisco José Viegas escreve sobre Contas públicas.

Contas públicas são boas. Por exemplo, quando se gasta menos. No aeroporto de Beja estava previsto gastar-se «um y»; acontece que não se gasta «y» mas «um y» menos «um z»; logo, será anunciado que as Sras. Auctoridades gastaram menos «um z». Acontece que o «um y» que foi gasto já foi excessivo – como se sabe, o tráfego aéreo no aeroporto de Beja, esse monumental buraco no meio da planície, entope as províncias, inunda de turistas os montes alentejanos, congestiona as estradas. É só economizar.

Janeiro 20, 2011

As regras para o corte de salários na função pública e os seus efeitos

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:08

O aperto orçamental como estímulo à criatividade matemática dos governantes. Resta a consolação de se confirmar que o actual Ministro das Finanças Teixeira dos Santos é bom a fazer contas: Cortes salariais na administração pública: quem ganha e quem perde? Por Vasco Campilho.

Atenho-me a uma questão mais pragmática: quem ganha e quem perde com a forma como foram calculados os cortes salariais? Esta questão já me tinha ocorrido há uns meses, mas finalmente vi um governante a explicar a fórmula do corte de maneira clara:

- até 1500 €, não há corte;
- de 1500 € até 2000 €, aplica-se um corte de 3,5% à totalidade do vencimento;
- a partir de 2000 €, soma-se ao corte de 3,5% um corte de 16% sobre a parcela do vencimento que excede 2000 €;
- em qualquer caso, o corte não poderá exceder 10% do vencimento.

(…)

Como podem ver pelo gráfico, quem aufere entre 1500 e 1920 € teria um corte mais baixo se o governo tivesse optado aplicar a partir de 1500 € o regime que aplicou a partir dos 2000 €. Quem aufere entre 1930 € e 2280 € é beneficiado pelo regime escolhido pelo governo. A partir dos 2290 € e até aos 3990 €, a situação volta a inverter-se: o corte marginal teria uma taxa inferior ao regime actual. De 4000 € para cima, é tudo igual ao litro.

Cavaco 55%; Alegre 23%; Nobre 9%; Lopes 8%; Coelho 3%; Moura 3%

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011,Sondagens — André Azevedo Alves @ 22:48

Sondagem TVI/Intercampus aponta para vitória de Cavaco Silva à primeira volta, mas convém ter em atenção a tendência de queda de Cavaco e Alegre, conjugada com a subida de Nobre, Lopes e Coelho:

Cavaco Silva: 54,6%
Manuel Alegre: 22,8%
Fernando Nobre: 9,1%
Francisco Lopes: 8,2%
José Manuel Coelho: 2,7%
Defensor de Moura: 2,6%

Os preços recorde do gasóleo e da gasolina

Filed under: Double standards,Economia,Energia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:00

coisas que fazem sentido. Por Rodrigo Moita de Deus.

A gasolina atinge preços recorde. 60% do preço é carga fiscal directa. 30% é o custo da matéria prima depois de refinada. Sobram 10% onde também está a carga fiscal indirecta. O ACP escreve ao governo e ao Presidente da República. Pedem a redução dos impostos? Não. Pedem a intervenção no mercado.

Leitura complementar: A subida do preço dos combustíveis em Portugal.

Sobre a revolução na Tunísia

Filed under: Internacional,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 21:30

Ainda a Tunísia. Por Eugénia Gambôa.

É verdade que tudo está em aberto e um dos maiores perigos que a Tunísia enfrenta é o vácuo político. Substantivamente estávamos perante um regime de partido único, e à parte dos sindicatos, actualmente não existe nenhuma força política bem organizada e implantada naquele “pequeno” país. Mas ao contrário do que acontece em muitos países árabes, Ben Ali não tinha necessidade de recorrer a uma narrativa do medo do poder islâmico, porque efectivamente ele não existia.

Balanço da campanha: Cavaco titubeante e o deserto à sua volta

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 20:30

Uma excelente análise do Pedro Correia sobre os seis candidatos presidenciais, que subscrevo quase na íntegra: Presidenciais (27).

Leitura complementar: Resumo da campanha, a três dias das eleições; Cavaco não percebe…; Cavaco e a função pública; A desorientação política da campanha de Cavaco Silva (2); Sócrates fala para Cavaco; Alegre ajuda Cavaco (2); A desorientação política da campanha de Cavaco Silva; O casamento civil entre Cavaco e Sócrates.

A maior abstenção em eleições presidenciais

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011,Sondagens — André Azevedo Alves @ 20:04

Para os mais esquecidos – quase todos socialistas. Por Paulo Pinto Mascarenhas.

A maior abstenção em eleições presidenciais pós 25 de Abril de 1974, de 50,29 por cento, foi registada na reeleição de Jorge Sampaio, em Janeiro de 2001.

Evolução dos spreads da dívida pública a 10 anos

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 18:00


(clique para aumentar)

Actualização de spreads (XIV). Por Nuno Branco.

1) A Grécia passou pela primeira vez, na média mensal, a barreira dos 12%
2) Portugal, com a ajuda confessada do BCE, conseguiu espaço para respirar em Dezembro mas as taxas voltaram novamente perto dos 7% em Janeiro.
3) Espanha e Itália começam a sentir mais pressão apesar de estar disfarçado no gráfico por a taxa de juro da própria Alemanha estar agora acima dos 3%.

Combate de Blogs Presidenciais 7

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Política,Portugal,Videos — André Abrantes Amaral @ 16:49

O risco dos entusiasmos excessivos com os processos de “democratização”

Filed under: Internacional,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 16:35

Wishful thinking. Por Miguel Noronha.

O desfecho da revolução tunisina pode não ser um regime democrático. O ex-autocrata tunisino usou o fantasma do fundamentalismo islâmico para implantar uma cleptocracia com a complacência do Ocidente. O problema é que o futuro próximo pode vir a dar-lhe razão. A alternativa a Ben Ali pode não ser um regime democrático ao gosto europeu mas algo bem pior.

Roma

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:51

Roma, 2011

Aqui, neste símbolo da “tolerância” europeia, antepassado de fogueiras e câmaras de gás, entregavam-se cristãos ao apetite dos leões. Ali ao lado, também de acordo com a lenda, havia orgias desenfreadas de sexo e comida que terminavam invariavelmente em vómitos. Dizem que estamos num dos berços da civilização europeia. Eu só quero encontrar um fio condutor, um rumo entre ruínas e bairros moribundos. Alertado por um amigo, sigo os passos da Tosca, actos I, II e III, enquanto espero pela Tosca do Teatro Real, Madrid, Julho de 2011. Uma pausa para uma saltimbocca alla romana com um Shiraz 2008 (monocasta Syrah, sim), Casale del Giglio, e já está, há que manter a graça debaixo de fogo. Ou, como diria Arturo Pérez-Reverte, civilização (também) é não gritar quando o avião está a cair.

“Woman pleasures herself in train”

Filed under: Blogosfera,Cultura,Internacional,Justiça,Media — André Azevedo Alves @ 14:19

Um exemplar que entra directo para a série de grandes títulos jornalísticos do ano: Woman pleasures herself in train – other passengers not amused

The police on Friday said they had arrested a woman having a good time with herself and a vibrator on a train in Bavaria. Despite rubbing her fellow passengers the wrong way, she claimed she didn’t understand what all the fuss was about.

Aguarda-se a qualquer momento um comentário do Luís Lavoura.

Um processo financeiro auto-estimulante

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:15

O Estado compra a sua dívida. Por Jorge Costa.

2/3 da colocação de Bilhetes de Tesouro de ontem foi assegurada por «bancos portugueses». Confirmo. Precisando: pela Caixa Geral de Depósitos. (…) O Estado, simplificando, comprou a sua dívida. E, naturalmente, fez o preço. Estimulante, como diz Costa Pina, o secretário de Estado do Tesouro (?).

Lisboa reorganizada

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:12

Não conheço em pormenor o que foi acordado, mas à partida parece-me uma reforma globalmente no bom sentido, desde que haja de facto uma transferência significativa de competências para as 24 novas entidades. Um processo a seguir com atenção: Lisboa com 24 “mini-câmaras” em vez de 53 freguesias.

António Costa garantiu que a delegação de competências nas novas freguesias será acompanhada de uma transferência de meios, “suportados exclusivamente pelo Orçamento Municipal”. O presidente da autarquia assegurou ainda que tal não implicará “um acréscimo global das despesas ou do número de funcionários”, já que se irá proceder a “um processo de partilha” entre a câmara e as freguesias.

Pelo PSD, o líder da bancada municipal recordou que a última reforma administrativa da cidade ocorreu em 1959, salientando que o modelo actual “não corresponde de forma mais eficaz à necessidade de servir a população”. O acordo a que se chegou, diz António Prôa, dota as freguesias de “maior capacidade e dimensão” mas “respeita a sua história e identidade”.

Resumo da campanha, a três dias das eleições

Filed under: Media,Política,Portugal,Presidenciais 2011 — André Azevedo Alves @ 14:10

Alegações de batota, ameaças, e risco de explosão.

É, também, por isto

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — Maria João Marques @ 11:15

«Cavaco irrita-os pela prosaica razão de que até hoje foi o único que conseguiu não se conformar com esse lugar que lhe estava previamente destinado no jogo político do clube dos jacobinos.  Cavaco não se deixou tratar com paternalismo como aconteceu com Adriano Moreira. Não disse adeus à piolheira como Durão Barroso e apesar de muito cauteloso e  socialmente tímido avança como o cosmopolita Marcelo Rebelo de Sousa nunca avançou nem avançará. Ainda por cima tem uma vida longa pois não está imbuído do sentimento de tragédia de Sá Carneiro. Cavaco podia ter sido outra coisa. Podia ter feito o que não fez. Podia ter sido mais ou menos. Mas ninguém lhe consegue tirar o mérito de ter sido o único que até agora conseguiu que milhares de portugueses dissessem que votam nele sem que isso implicasse terem de fazer uma mea culpa por não serem de esquerda e sobretudo não serem “pêesses”.»

Helena Matos, no Blasfésmias.

Cavaco Silva é um centrista, um estatista, um defensor dos benefícios do Estado e está a léguas à minha esquerda. No seu tempo, no entanto, não se pode deixar de reconhecer que protagonizou um (o único?) projecto político estruturado de centro-direita em Portugal, tendo deixado em 1995 um país consideravelmente mais livre do que o país de 1985 – as privatizações e a liberalização da comunicação social são os paradigmas disto mesmo. O que Cavaco Silva e o seu sucesso eleitoral demonstram é que os eleitores se estão nas tintas para os complexos de esquerda dos políticos (até dos políticos de direita ou que se dizem de direita) e que em Portugal um projecto de centro-direita não vinga não por culpa do tal país sociologicamente de esquerda mas porque a direita não encontra líderes que dizem, sem vergonhas nem desculpas pelas suas convicções, o que são e ao que vêm. (Ou, em alternativa, são socialistas de facto, estão na direita por engano e, novamente, os eleitores não os escolhem porque não dizem o que são e ao que vêm.)

Português Técnico- Esclarecimentos

Filed under: Cultura,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 09:13

Sócrates não telefonou a Merkel. A secretária de Sócrates telefonou a Merkel. A secretária de Sócrates, depois do telefonema ter sido feito, passou a chamada a Sócrates. Sócrates apenas falou com Merkel, não fez o telefonema. Entendido?

O problema de Sócrates é o baixo nível de conhecimento da língua Portuguesa dos Portugueses. Isso e a sua formação académica que o leva para uma exactidão científica na utilização das palavras, nem sempre fácil de perceber pelas massas.

Em muito mais do que um sentido, nós, os Portugueses, não merecemos o PM que temos.

The simple answer: monetary competition in the euro zone

Filed under: Economia,Internacional,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 09:00

Phillip Booth e Alberto Mingardi no WSJ: No More Monopoly Money for Europe – Why not let the euro compete alongside national currencies?

Back in the 1960s, Ronald Reagan famously said there were no easy answers to the U.S.’s then growing problems, but that there were simple answers. In a way, today’s Europe may resemble Reagan’s view of America.

The future of the euro zone doesn’t look bright. Still, there are simple answers to the problems in the euro zone, although we lack leaders with the political courage to pursue them. At every turn, Europe’s political elite demonstrate shortsightedness and a desire for the easy route.

The first question the EU must address is how to untangle the mess in which the euro zone finds itself. The adoption of the euro brought some benefits to its members. In particular, it depoliticized monetary policy in a number of countries in which governments had traditionally debased their currencies. Arguably, however, the adoption of the euro has prevented monetary policy from adjusting to shocks and has led to economic dislocation in some of its members.

Euro-zone members have only two options—both are simple but neither is easy. The first involves radical liberalization, in particular labor-market liberalization, to ensure that euro-zone economies are flexible enough to respond to shocks. The second is to contemplate a euro-zone breakup.

So, if the EU’s leaders stubbornly refuse to liberalize labor markets, we must contemplate an unwinding of the euro zone as a single currency area. This could happen in a disorderly fashion, when unemployment and indebtedness reach levels that lead to severe social unrest, but it would be preferable for it to happen in an orderly fashion.

(…)

The euro should be made a competing common currency–as envisaged by the U.K. government in the 1990s—and not a monopoly single currency. The treaties should be amended to allow any euro-zone government to make any other currency it wishes legal tender alongside the euro—including a new local currency, privately issued currencies, sterling or even the dollar. Germany, for example, may opt to keep the euro and only the euro. Ireland may opt to have sterling, a new punt and the euro all as legal tender. No country would be able to opt out of the euro but no country would be forced to have the euro as a single legal-tender currency.

The existence of competing currencies within the EU would ensure that pressure was kept on the ECB to ensure that the euro is a low-inflation currency. Under this plan, businesses could still use the euro, contracts could be written and settled in euro and so on—but contracts could also be written in new national currencies. Transactions costs would be kept low and trade within the EU would still be facilitated by the existence of a common currency. Currency competition and a common currency would replace monetary monopoly and a single currency.

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