Gostava aqui de salientar um ponto que me parece muitíssimo relevante na análise destas eleições: o da expressão dos votos Brancos e Nulos.
Em 2001, aquando de uma outra re-eleição, o número de votantes foi sensivelmente o mesmo: 4,44 milhões em 2001, 4,48 hoje.
Mais, na altura, o PR re-eleito obteve 2,4 milhões de votos. Agora, ficou-se pelos 2,2 milhões.
Até aqui, nada de muito diferente. O que é diferente é a expressão dos Brancos e Nulos.
Em 2001, tivemos 82 mil votos brancos e 45 mil nulos.
Hoje foram 191 mil Brancos e 86 mil Nulos.
Os outros dados mantêm-se estáveis. Estes duplicaram!
Estamos conversados quanto à dimensão e ao crescendo do protesto.
Apesar do assinalável crescimento, em termos globais os votos brancos e nulos representam pouco. Mo entanto, é de assinalar que ultrapassaram os votos do Coelho, facto que não vi, não ouvi ou li alguém referir.
Comentário por ruicarmo — Janeiro 23, 2011 @ 23:36
E’ por isso que o Insurgente e’ uma voz indispensável na democracia portuguesa
Comentário por Jtcb — Janeiro 24, 2011 @ 00:03
Ora, nem mais.
Comentário por ruicarmo — Janeiro 24, 2011 @ 00:10
Protesto?! Onde? (olho em redor). Ah, aquele senhor/a ao computador? Bem…
Comentário por device — Janeiro 24, 2011 @ 00:43
[...] Enquanto que na abstenção se pode usar várias – e válidas – justificações para não se ter ido votar (frio, desinteresse, problemas com o cartão do cidadão, etc), os votos em branco e nulos mostram o real descontentamento de muitos eleitores pois estes tiveram o trabalho de se dirigirem às urnas para dizer que nenhum dos candidatos mereceu o seu voto. Como o jtcb já referiu: “estamos conversados quanto à dimensão e ao crescendo do protesto”. [...]
Pingback por Um bom começo « O Insurgente — Janeiro 24, 2011 @ 00:45
Um fabiano pode ter votado em cavaco e o seu voto ser muito mais de ‘protesto’ do que o voto branco, nulo ou frio. Um ser racional pode perfeitamente ter chegado à conclusão que o maior promotor da miséria moral e material deste desgraçado rincão é o bandalho do engenheiral azeiteiro e que o maior aborrecimento que lhe podia ser causado era dar-lhe com um cavaco ainda que meio podre. Mas está bem, ficai lá a contar os combatentes que se deixaram na cama a dormir. Com essas ameaças bem pode o dito cujo ganhar musgo dentro do cofre da nação.
Comentário por hajapachorra — Janeiro 24, 2011 @ 04:33
Nulos e Brancos?…. Abstenção! Esse sim foi o “partido” que ganhou ontem. Teve mais votos que o vencedor. Teve mais votos que o número total daqueles que votaram. E foi uma clara resposta do povo às atrocidades que esta “democracia” podre que em mais de 40 anos arrastou o país para a lama. É a revolta daqueles que já perceberam que a única forma de mudar o seu amado país é o de retirar a legitimidade a esta corja de abutres que não largam o cadáver e continuam às bicadas à procura de algo mais para “mamar”. Ontem não há a desculpa de o pessoal ter ido para a praia pq o tempo estava óptimo. Foi lindo ver as reacções de todos os comentadores à expressão da abstenção. Quando a mesma chegar aos 80 ou 90% havemos de falar. Por muito que seja solidário com aqueles que lá foram votar nulo ou branco (e que tb mostraram a sua indignação), estamos a falar de uma percentagem pequeníssima reparem que nas tv’s apareciam apenas os votos dos candidatos e a abstenção…o resto é paisagem. Juntem-se à abstenção, e quem sabe um dia todos juntos poderemos fazer deste país um paraíso onde haja real democracia, igualdade, direitos, saúde e educação.
Comentário por O Sofredor — Janeiro 24, 2011 @ 09:31
“Mas está bem, ficai lá a contar os combatentes que se deixaram na cama a dormir.”
Aqui refere- se a abstenção não aos branco e nulos que faz titulo da post.
Comentário por Miguel C. — Janeiro 24, 2011 @ 12:07
[...] resto, sobre o assunto, é ler o Insurgente, aqui e aqui e o Henrique Raposo, que escreve: “Convém olhar, por exemplo, para os números da [...]
Pingback por epítome das presidenciais « P L O C K I N G … — Janeiro 26, 2011 @ 12:30