Alguns conselhos ao automobilista irritado. Por João Miranda.
Parece que os portugueses estão outra vez irritados com o preço da gasolina. Só se podem queixar de si próprios. Deixo aqui algumas sugestões para aliviar o problema:
1. Não vote em governos que só sabem subir impostos. Só o IVA subiu de 17% para 23% nos últimos 7 anos. Ao IVA deve somar-se os aumentos do ISP e sobrecusto dos biocombustíveis (seja menos ecológico, a ecologia vai-lhe à carteira).
(…)
3. Aprenda economia. Por exemplo, sabia que os preços de um bem num dado país não têm que ser iguais ao preço médio desse bem no respectivos continente? Ou que a variação percentual do preço de um produto não tem que ser igual à variação percentual de um componente desse produto? Ou que o preço do bem não é igual ao seu custo à qual acresce uma margem? Ou que a cotação euro/dolar não é constante no tempo? Ou que convergência de preços não implica necessariamente cartelização? Saber economia não faz baixar o preço da gasolina mas ajuda a direccionar a irritação no sentido certo. Ah, e não espere que a pressão sobre os preços se reduza no futuro.
“Só se podem queixar de si próprios.”
Quer dizer que os portugueses é que têm culpa da carestia dos combustíveis?!
Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 19, 2011 @ 15:45
“dos biocombustíveis (seja menos ecológico, a ecologia vai-lhe à carteira)”
Não deve haver muitos ecologistas, pelo menos em Portugal, e provavelmente nem sequer nos outros países, que defendam os biocombustíveis.
Os biocombustíveis são essencialmente defendidos pelo lobby agrícola, não pelo lobby ecologista.
Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 19, 2011 @ 15:48
O 1 e o 3 são de facto os melhorzinhos. Alguns são ridículos. O 4 p.ex. é uma deriva de tal forma longínqua que só de pensar na gasolina que teria de gastar para a acompanhar, fico enjoado
Comentário por Zé da esquina — Janeiro 19, 2011 @ 16:37
E quanto à pseudo concorrência nas bombas em Portugal seria interessante implementar, entre os consumidores, a regra “dividir, os distribuidores, para reinar”. Só consumir combustível da marca que estiver mais barata. Diariamente -ou mesmo hora a hora- as rádios, os jornais, SMSs, informam qual a marca mais barata. Assim que a marca subir o preço, muda-se para a mais barata. Este esquema resulta numa real concorrência entre os distribuidores, e não a presente fantasia.
Comentário por JS — Janeiro 19, 2011 @ 18:11
Alguém me sabe explicar porque só há bombas das grandes marcas (Galp, BP, Repsol e Cepsa) e não há pequenos distribuidores? Parece a brincar, mas juro que não sei… A culpa é da regulação, ou das pequenas margens de lucro, ou da sobrecarga de impostos ou do lobby gasolineiro?
Comentário por António Ferreira — Janeiro 19, 2011 @ 18:47
Estejam 5 dias sem ninguém encher o tanque na Galp, e vão ver o que acontece.
Comentário por JS — Janeiro 20, 2011 @ 19:32
[...] Leitura complementar: A subida do preço dos combustíveis em Portugal. [...]
Pingback por Os preços recorde do gasóleo e da gasolina « O Insurgente — Janeiro 20, 2011 @ 22:02