O Insurgente

Janeiro 14, 2011

Renato Seabra inimputável ?

Filed under: Comentário,Cultura,Double standards,Internacional,Justiça,Media,Política,Saúde — André Azevedo Alves @ 16:44

Se a vítima do horrendo crime perpetrado não fosse quem foi, é certo que muitas das vozes do politicamente correcto estariam neste momento a defender publicamente teses sobre a inimputabilidade de Renato Seabra e/ou a realçar a importância de atender à sua juventude e circunstâncias sociais, culturais e psicológicas para “compreender” o “alegado” crime.

O mesmo fenómeno foi já visível, ainda que em menor escala, no caso Gisberta. Também os autores desse crime brutal – que noutras circunstâncias seriam considerados jovens desorientados e vítimas do seu próprio contexto – não tiveram direito ao habitual tratamento tolerante concedido aos criminosos pelos arautos do progressismo e do politicamente correcto.

Moral da(s) estória(s)? É difícil encontrar alguma. Resta concluir que, para as elites LGBT e progressistas, a avaliação da gravidade dos crimes e da culpa dos respectivos autores varia fortemente em função do grau de proximidade que sentem relativamente às vítimas. Uma miséria.

Leitura complementar: As elites LGBT e o país real; Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa; Carlos Castro, Renato Seabra e a “tese da homossexualidade”.

10 Comentários »

  1. Na «mouche».

    Comentário por dürer — Janeiro 14, 2011 @ 16:52

  2. Bem visto. Essa gente não se preocupa com a verdade nem com a justiça, muito menos em ‘compreender’ verdadeiramente o contexto de cada crime (coisa diferente de o justificar ou legitimar). Só querem, nestes como noutros casos, defender os gays (por lhes serem semelhantes, senão na natureza, pelo menos na tendência para a imoralidade).

    Comentário por filipeabrantes — Janeiro 14, 2011 @ 16:54

  3. Imaginemos um assassinato realizado por um jovem de classe média, com várias dificuldades familiares que tem o sonho de se afirmar no meio da moda, imaginemos que a vítima é alguem associado a pensamentos de centro-direita ou de direita ou já que é em NYC um activista ligado aos republicanos ou pior ao movimento Tea Party. Em que consitiam as crónicas e noticias em Portugal… não é dificil de imaginar pois não?

    Comentário por hotboot — Janeiro 14, 2011 @ 17:18

  4. Mesmo “se a vítima do horrendo crime perpetrado não fosse quem foi” duvido que alguém achasse o criminoso inimputável. Supostamente era uma pessoa “normal” até esse dia, e foi um crime que envolveu tortura não num momento, mas sim durante uma hora. Foi alguém que depois de cometer um crime selvagem, ainda foi tomar banho, vestiu-se e saiu calmamente de um hotel. Se a vítima do horrendo crime perpetrado não fosse quem foi, ninguém diria “coitado do miúdo.” Mesmo se fosse por exemplo uma mulher, editora de uma revista de moda ou estilista, ninguém diria “ela deve lhe ter prometido tudo em troca de favores sexuais, por isso desculpa-se o rapaz…”

    Comentário por Jorge — Janeiro 14, 2011 @ 17:54

  5. A história ainda está no princípio e o julgamento do jovem, se tiver um bom advogado (espero que o tenha) vai dar muito que falar pois vai-se tornar evidente que o avôzinho andou uma data de tempo no engate, ajudado pelos seus amigos, até o jovem perceber e, se calhar, em Nova Iorque, ter acabado por ceder pelo menos em parte.

    Ahhh! E ainda falta esclarecer aquela queixa que ele fez à mãe do gosto da comida…

    P.S.: Se o jovem precisar de dinheiro para pagar a sua defesa estou disposto a contribuir. Mais alguém está?

    Comentário por O Raio — Janeiro 14, 2011 @ 18:20

  6. “Moral da(s) estória(s)? É difícil encontrar alguma. Resta concluir que, para as elites LGBT e progressistas, a avaliação da gravidade dos crimes e da culpa dos respectivos autores varia fortemente em função do grau de proximidade que sentem relativamente às vítimas. Uma miséria.”

    Meus amigos, essa avaliação não acontece apenas nos “progressistas”. É desonestidade que pode acontecer a qualquer quadrante político. Queria ver se fosse um padre católico a morrer, o quanto não espumariam se alguém ousasse falar da possibilidade de inimputabilidade. De qualquer maneira, quem verificará a culpa ou não do arguido serão os responsáveis da investigação. Eles decidirão o destino do rapaz. Acalmem as canetas.

    Comentário por P — Janeiro 14, 2011 @ 22:54

  7. E não é de estranhar que haja alguma indignação quando vemos gente a fazer cordões humanos e a oferecer dinheiro à defesa. Fosse isto feito a outro arguido, caia o carmo e a trindade.

    Comentário por P — Janeiro 14, 2011 @ 22:55

  8. [...] complementar: Renato Seabra inimputável ? ; As elites LGBT e o país real; Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa; Carlos Castro, [...]

    Pingback por Carlos Castro, Renato Seabra e Cavaco Silva: the missing link « O Insurgente — Janeiro 15, 2011 @ 14:48

  9. O mandatário para a campanha eleitoral de Cavaco Silva, em Cantanhede, não pode fazer coisas destas. assentam… mal :-)

    Comentário por Laura dos Bosques — Janeiro 15, 2011 @ 18:32

  10. [...] complementar: Guilherme Melo sobre Carlos Castro e Renato Seabra; Renato Seabra inimputável ? ; As elites LGBT e o país real; Carlos Castro, a “comunidade gay” e a imprensa; Carlos Castro, [...]

    Pingback por Ilusões fatais « O Insurgente — Janeiro 17, 2011 @ 15:40


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