O Insurgente

Dezembro 16, 2010

Cruel and unusual punishment

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:18

Wikileaks: presos de Guantánamo foram torturados com Magalhães

Segundo o telegrama, a administração norte-americana e José Sócrates assinaram um contrato de parceria para a distribuição de uma versão exclusiva do computador Magalhães e de cadeiras eléctricas com energia de origem eólica, duas bandeiras do governo português que foram utilizadas nas torturas dos prisioneiros em Guantánamo. “Esta versão de combate ao terrorismo do Magalhães é espectacular e tem acessórios brilhantes. Tem um capacete com ligação USB em 3D que faz waterboarding durante os jogos e umas colunas de som brutais para passar a música do Gladiador e declamações do Manuel Alegre 24 horas por dia.

E se Julian Assange pedisse asilo político?

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:07

Embora seja pouco provável que venha a receber o Nobel da Paz ou o Prémio Sakharov, seria interessante ver o recém-libertado Julian Assange pedir asilo político, por exemplo, à Rússia, ao Brasil, a Cuba ou a Israel.

Wikileaks e Ludwig von Mises

Filed under: Economia,Internacional,Ludwig von Mises,Política — António Costa Amaral (AA) @ 19:30

No seguimento de WikiLeaks (8), What the State Fears Most: Information:

All too often, history provides us with examples of state-enforced book burnings and other forms of extreme censorship. Many of us today take our so-called freedom of speech for granted, and few realize just how pervasive government censorship remains ..

.. Assange cracked the government’s veil of benignity and brought into question the state’s tactics. His website undermines its moral authority.

WikiLeaks was only shut down for one day. The service found a new host .. Bureaucracy has been stumped by a new obstacle .. — the Internet. Now it is the state that finds itself one step behind. Book burning has been rendered obsolete.

.. It is worthwhile to consider the following passage from Ludwig von Mises’s Human Action,

In the long run there is no such thing as an unpopular government. Civil war and revolution are the means by which the discontented majorities overthrow rulers and methods of government which do not suit them.

Bloody revolution is no longer with the times, because government’s armies are becoming more and more immaterial. As this WikiLeaks episode unfolds, and as government sows the seeds of its own humiliation, we will see government combated, not by force of arms, but by the supremacy of the market.

Efeitos de novo agravamento do arrefecimento local

Filed under: Ambiente,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:17

Frio coloca dois distritos sob aviso laranja e 13 a amarelo

O tempo frio continua a afectar todo o território continental. Às 6h00 de hoje, os termómetros marcavam menos 3,9 graus Celsius (ºC) em Bragança, -2,1ºC em Vila Real, -1,4ºC em Viseu, -0,2ºC em Leiria e -0,1ºC em Castelo Branco.

As temperaturas continuarão baixas em todo o país, segundo o Instituto de Meteorologia (IM), com a zona alentejana a estar com o aviso laranja activo – o segundo menos grave, representando situação de risco moderado a elevado. Para a próxima madrugada, os termómetros deverão descer a -5,0ºC nos distritos de Évora, Beja e Bragança. Os temperaturas estarão abaixo de zero em vários outros pontos do país, sobretudo no interior Norte e Centro.

(…)

Devido ao frio, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) emitiu na quarta-feira um comunicado a recomendar que sejam adoptadas várias precauções, nomeadamente a verificação dos equipamentos utilizados para aquecimento antes de os utilizar, limpeza das chaminés das lareiras, ventilação das divisões de forma a evitar a acumulação de gases nocivos à saúde e especial atenção para com os idosos e crianças. A DGS recordou ainda que os mais vulneráveis ao frio são as crianças, idosos, doentes crónicos e sem abrigo, aconselhando todos a utilizar várias camadas de roupa, protecção das extremidades do corpo (com luvas, meias e gorros), assim como ingestão de bebidas e alimentes quentes, devendo evitar-se as alcoólicas ou com cafeína.

Lisboa vai reforçar apoio aos sem-abrigo

Em declarações à Lusa, o director daquela entidade, Vítor Vieira, disse que a situação meteorológica está a ser “acompanhada detalhadamente” desde a descida da temperatura verificada ontem.

Os períodos com os valores mínimos de três graus serão registados entre as 04h00 e as 08h00, precisou aquele responsável, referindo que as vagas de frio são definidas quando há registo em três dias consecutivos de temperaturas de três graus.

O intervencionismo estatal e o atraso nacional português

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:11

o problema das medidas. Por Rui A.

O problema das medidas governamentais para “estimular” a economia não reside na natureza “boa” ou “má” das mesmas, mas na incapacidade do governo para entender que não é ele quem desenvolve a economia nacional, mas sim as empresas e a iniciativa privada.

Fado wiki

Filed under: Cartoons,Media — ruicarmo @ 15:54

Cartoon de Paulo Oliveira. Acompanhado pelo artigo de Fernando Gabriel, Anos de Chumbo

Assange apresenta agora uma massa caótica de indícios de conspirações dos poderosos, mas os réus contemporâneos não são, primordialmente, monarcas: são os Estados de direito democráticos e ocidentais, os seus procedimentos autorizados de aprovação e revisão das leis e as suas práticas jurisprudenciais. As “ficções” de Bentham entraram em conflito e o tribunal da opinião denuncia agora o governo democrático sob a lei como “corrupto”, procurando substituí-lo por um governo sem lei, assente no controlo burocrático do “olho que tudo vê”.

Aos que celebram o embaraço dos poderosos, é necessário recordar que estão a celebrar a dissolução da privacidade, a entronização do fanatismo da transparência, que exige submissão total a todos e em todo o lado: nos aeroportos, na sua casa em frente ao computador, no Facebook. As WikiLeaks são o seu símbolo e desfecho lógico, uma massa caótica de vestígios, ruído branco, música para aeroportos nos anos de chumbo da pós-democracia.

 

Não percebem nada

Filed under: Media,Política,Portugal — Nuno Branco @ 09:21
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Os media, principalmente os estrangeiros, estão a fazer um grande barulho porque acham que o nosso Primeiro Ministro autorizou a CIA a transportar prisioneiros para Guantanamo utilizando o espaço aéreo nacional e infraestruturas portuguesas. Baseiam-se eles no seguinte texto revelado pela Wikileaks, vindo da embaixada dos EUA em Lisboa:

“Sócrates aceitou permitir o repatriamento de combatentes inimigos de Guantánamo através da base das Lajes”

Quem autorizou isto tudo foi o cidadão Sócrates, aquele tipo que sabia de um certo negócio que involvia a PT e a TVI. Em Portugal toda a gente sabe que esse personagem nada tem a ver com o nosso Primeiro Ministro. Seria bom que os jornalistas que não estão habituados à forma de trabalhar portuguesa fossem informados de como é que as coisas por aqui se processam.

Progresso made in Cuba

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Educação,Internacional — ruicarmo @ 00:04

Cuba deu mais um salto em frente e lançou uma enciclopédia online. Pesquisei por Sakarov e Guillermo Fariñas e não consegui encontrar nenhum resultado. Estarão nas páginas a melhorar?

Dezembro 15, 2010

Nanny food watch

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Nanny State Watch,Religião — ruicarmo @ 23:12

McDonald’s sued for marketing Happy Meals to children.

Há alguma congénere nacional para o The Center for Science in the Public Interest? Uma criança – entre os três e os oito anos – vai jantar sozinha?

Scientists Dissent Over Man-Made Global Warming Claims

Filed under: Ambiente,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:00

More Than 1000 International Scientists Dissent Over Man-Made Global Warming Claims – Challenge UN IPCC & Gore

More than 1,000 dissenting scientists (updates previous 700 scientist report) from around the globe have now challenged man-made global warming claims made by the United Nations Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) and former Vice President Al Gore. This new 2010 321-page Climate Depot Special Report — updated from the 2007 groundbreaking U.S. Senate Report of over 400 scientists who voiced skepticism about the so-called global warming “consensus” — features the skeptical voices of over 1,000 international scientists, including many current and former UN IPCC scientists, who have now turned against the UN IPCC. This updated 2010 report includes a dramatic increase of over 300 additional (and growing) scientists and climate researchers since the last update in March 2009. This report’s release coincides with the 2010 UN global warming summit in being held in Cancun.

The more than 300 additional scientists added to this report since March 2009 (21 months ago), represents an average of nearly four skeptical scientists a week speaking out publicly. The well over 1,000 dissenting scientists are almost 20 times the number of UN scientists (52) who authored the media-hyped IPCC 2007 Summary for Policymakers.

The chorus of skeptical scientific voices grew louder in 2010 as the Climategate scandal — which involved the upper echelon of UN IPCC scientists — detonated upon on the international climate movement. “I view Climategate as science fraud, pure and simple,” said noted Princeton Physicist Dr. Robert Austin shortly after the scandal broke. Climategate prompted UN IPCC scientists to turn on each other. UN IPCC scientist Eduardo Zorita publicly declared that his Climategate colleagues Michael Mann and Phil Jones “should be barred from the IPCC process…They are not credible anymore.” Zorita also noted how insular the IPCC science had become. “By writing these lines I will just probably achieve that a few of my future studies will, again, not see the light of publication,” Zorita wrote. A UN lead author Richard Tol grew disillusioned with the IPCC and lamented that it had been “captured” and demanded that “the Chair of IPCC and the Chairs of the IPCC Working Groups should be removed.” Tol also publicly called for the “suspension” of IPCC Process in 2010 after being invited by the UN to participate as lead author again in the next IPCC Report. [Note: Zorita and Tol are not included in the count of dissenting scientists in this report.]

Other UN scientists were more blunt. A South African UN scientist declared the UN IPCC a “worthless carcass” and noted IPCC chair Pachauri is in “disgrace”. He also explained that the “fraudulent science continues to be exposed.” Alexander, a former member of the UN Scientific and Technical Committee on Natural Disasters harshly critiqued the UN. “‘I was subjected to vilification tactics at the time. I persisted. Now, at long last, my persistence has been rewarded…There is no believable evidence to support [the IPCC] claims. I rest my case!” See: S. African UN Scientist Calls it! ‘Climate change – RIP: Cause of Death: No scientifically believable evidence…Deliberate manipulation to suit political objectives’ [Also see: New Report: UN Scientists Speak Out On Global Warming -- As Skeptics!] Geologist Dr. Don Easterbrook, a professor of geology at Western Washington University, summed up the scandal on December 3, 2010: “The corruption within the IPCC revealed by the Climategate scandal, the doctoring of data and the refusal to admit mistakes have so severely tainted the IPCC that it is no longer a credible agency.”

O fim pode não ser bonito (2)

Filed under: Economia,Política,União Europeia,Videos — Nuno Branco @ 20:57

Hoje em Atenas, protestando contra o fim da mama e criando incentivos Keynesianos para a reconstrução da nação.

Leituras relacionadas: O fim pode não ser bonito ; De crianças mimadas a homens grotescos.

Bom exemplo

Filed under: Economia,Internacional,Política — ruicarmo @ 20:52

Norte-americano.

Um verdadeiro anjo

Na Europa.

Cuba libre

A cadeira coberta pela bandeira cubana esta destinada ao dissidente cubano Guillermo Fariñas, prémio Sakarov. Imagem e texto do ABC.
En su mensaje a los eurodiputados, Fariñas les ha pedido “no ceder ante las pretensiones de la élite gubernamental cubana sino se cumplen los siguientes cinco puntos”:
- Primero: proseguir la liberación sin destierro de todos los presos políticos y de conciencia, además de comprometerse públicamente a jamás encarcelar a opositores políticos no violentos.
- Segundo: s uprimir de inmediato las golpizas violentas y amenazas a los opositores pacíficos dentro del país, realizadas por los adeptos militares y paramilitares al régimen.
- Tercero: anunciar que serán estudiadas y eliminadas todas las leyes cubanas que entren en contradicción con la Declaración Universal de los Derechos Humanos.
- Cuarto: otorgar en la práctica diaria las facilidades para que se creen partidos políticos opositores, medios de prensa no subordinados al sistema de “Socialismo de Estado”, sindicatos independientes y cualquier otro tipo de entidades sociales pacíficas.
- Quinto: aceptar públicamente que todos los cubanos residentes en la diáspora tienen el derecho a participar en la vida cultural, económica, política y social de Cuba.

Sexo por surpresa

Filed under: Política,União Europeia — João Luís Pinto @ 12:31

The Swedish government asked American officials to keep intelligence-gathering “informal” to help avoid Parliamentary scrutiny, American diplomatic cables released by Wikileaks show.

The secret cables, seen by The Daily Telegraph, disclose how Swedish officials wanted discussions about anti-terrorism operations kept from public scrutiny.

They describe how officials from the Swedish Ministry of Justice and Ministry of Foreign Affairs had a “strong degree of satisfaction with current informal information sharing arrangements” with the American government. Making the arrangement formal would result in the need for it to be disclosed to Parliament, they said.

They disclose officials’ fear that intense Swedish Parliamentary scrutiny could place “a wide range of law enforcement and anti-terrorism” operations in jeopardy.

The Telegraph, via Portugal Contemporâneo.

Mais um pouco da tal diplomacia que importa preservar.

Ah grande Michelle

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Nanny State Watch,Política — ruicarmo @ 11:16

We Can’t Just Leave it Up to The Parents.

O que seriam das crianças sem ti?

Adenda: A favor da diminuição dos riscos para a saúde.

«Regresso ao Amanhã que Canta», num cinema demasiado perto de si

Filed under: Economia,Energia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 11:14

SINOPSE

José Sócrates, António Mendonça, entre outros, viajam no tempo a bordo de um TGV modificado com painéis solares feitos numa fábrica da Qimonda em Vila do Conde. O seu objectivo é restabelecer a sua linha temporal originalmente imaginada no contínuo do espaço-tempo e alcançar os amanhãs que cantam. Uma singularidade causada por uma explosão solar envia os protagonistas para o final do Século XIX, deixando o TGV na linha férrea entre Barca d’Alva e Salamanca, o grande investimento público da altura. Como a linha é de bitola ibérica, o comboio descarrila e os painéis solares partem-se em mil bocados. Mariano Gago e Manuel Pinho (que faz uma cameo appearance) congeminam um plano para recuperar o TGV usando energia eólica. Regressados ao presente, descobrem que além do Benfica não ter sido campeão em 2009/2010, que as eleições de 2009 resultaram numa vitória do PSD. Surpreendentemente para os protagonistas, isso pouca diferença fez na nova linha temporal. O estado continua tão gordo como antes e o país está falido à mesma. Quem realmente sofreu com a alteração foram os amigos de Paulo Campos. Outra diferença nesta linha temporal alternativa, que pouca ou nenhuma diferença faz, é o candidato presidencial do PS ser Tino de Rans. Manuel Alegre nunca voltou da Argélia após o 25 de Abril de 74, tendo lá ficado a liderar uma tribo de beduínos no deserto, com direito a harém e tudo, a que se refere com ternura como “as criadas lá da tenda” na correspondência que troca com os seus ex-camaradas em Portugal. Inconsolável, Sócrates refugia-se na Covilhã. João Galamba explica-lhe que a realidade é apenas uma narrativa necessariamente dependente do contexto social que a descreve; que ele não deve desanimar. Entre o teorema de Gödel, o princípio da incerteza de Heisenberg e a teoria da relatividade de Einstein há de haver maneira de justificar que nada daquilo está realmente a acontecer.

Campanha um filho para salvar o ambiente

A proposta: Um só filho para salvar o planeta.

Resultado: A política chinesa; o exemplo chinês.

O massacre continua

Sem mediatismos e sem os imperialistas do costume.

Anarquistas de todo o mundo

Filed under: Ambiente,Cultura,Desporto,Internacional — ruicarmo @ 01:00

Uni-vos em pás.

São dele

Evo Morales oferece terras.

Decididamente

Uma vitória para o lobby das saias.

Dezembro 14, 2010

Julian Assange on WikiLeaks

Filed under: Cartoons,Internacional,Justiça,Médio Oriente,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 23:48

Julian Assange: Why the world needs WikiLeaks

Sentido de propriedade

Filed under: Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:38

«Eu quero meu minuto!!!». Por Helena Matos.

A frase do debate Francisco Lopes – Fernando Nobre pertenceu ao candidato comunista: «Eu quero meu minuto!!!» – reivindicou alto e bom som Francisco Lopes quando constatou que Judite de Sousa dava o debate por terminado. E Judite deu porque a rico não devas, a pobre não prometas e a comunista não roubes.

Se a Piazza del Popolo fosse portuguesa

Filed under: Cartoons — elisabetejoaquim @ 21:21

Protestos violentos em Roma após moção de confiança a Berlusconi no parlamento.

Governos, WikiLeaks e Equilíbrio de Nash

Filed under: Comentário,Internacional,Política — Carlos M. Fernandes @ 16:27

Lawless et al. (2010) defendem que o Equilíbrio de Nash é fundamental numa sociedade que se pretende livre, e que o desvio desse equilíbrio conduz a um aumento da corrupção, a uma deterioração das respostas a emergências e a uma menor integração social. Dizem também que o objectivo de qualquer autocracia é anular o Equilíbrio de Nash, enquanto uma democracia liberal é alimentada e renovada pela sua destruição criativa. Em resumo, o Equilíbrio tem um valor inestimável para uma sociedade livre.

Não discutimos aqui a validade da tese, mas podemos afirmar, com alguma segurança, que a novela WikiLeaks encaixa nesta linha de investigação e que o problema pode ser discutido do ponto de vista da teoria dos jogos. É possível que todo este circo leve a um endurecimento da vigilância e repressão e/ou a um reforço do véu que cobre certas actividades dos governos? É. Mas também é possível que a WikiLeaks e derivados ajudem a recuperar o Equilíbrio de Nash das democracias liberais (se é que alguma vez existiu). A Wikileaks tem uma agenda obscura e muita opacidade para uma organização que reclama transparência? Talvez. Mas como referiu Fareed Zakaria (ver O Futuro da Liberdade), a liberdade foi muitas vezes forjada pelo conflito entre forças autoritárias. Os métodos são questionáveis? Sem dúvida. Mas também são questionáveis os métodos dos alvos da WikiLeaks (diplomacia e serviços secretos do “mundo livre”) e todos sabemos como essas práticas nos livram tantas vezes de grandes problemas. Para já, é deixá-los lutar. Como diz o povo, enquanto o pau vai e vem…

Contra-exemplos*

Filed under: Portugal — elisabetejoaquim @ 14:58

Felizmente, existem sempre contra-exemplos à tese política de que, se não noutras áreas de engenharia social mais complexa, o Estado prova a sua necessidade pelo menos em casos de organização social como a tragédia natural, ordenamento de território, etc, tese assente na premissa antropológica de que o ser humano é um coitadinho destituído de capacidade de planeamento e que apenas se relaciona socialmente por egoísmo primário, logo cuja capacidade/vontade de organização social espontânea é nula.

Felizmente, enquanto estamos à espera que o Estado decida a vida dos afectados pelo tornado em Tomar, com o Bloco de Esquerda a chorar no terreno que é «impensável que seja de outra forma», 30 técnicos ofereceram espontaneamente os seus serviços para apoiar a população, e o número está a aumentar.

*qual seria a quantidade de contra-exemplos na sociedade portuguesa se o Estado não fizesse concorrência à organização espontânea?

Segredo de estado

Filed under: Comentário,Internacional,Política — João Luís Pinto @ 11:26

The American Civil Liberties Union has filed a lawsuit against the state after it refused to release the construction plans for a barn used to store road salt, on the basis that doing so would be a security risk.

[...]

Chiaffarano filed an OPRA request for the state’s building plans, but was denied her request as the state cited a 2002 executive order by Gov. James McGreevey.

The order, issued in the wake of the Sept. 11 terrorist attacks on the World Trade Center and the Pentagon, allows the state to decline the release of public records that would compromise the state’s ability to “protect and defend the state and its citizens against acts of sabotage or terrorism.”

Lisa Ryan, spokeswoman for the Department of Community Affairs, declined to comment on the pending lawsuit.

(via Bruce Schneier)

Ordem e a solidariedade entre os advogados

Filed under: Comentário,Justiça,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:22

De acordo com esta informação do Diário de Notícias, a Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores terminou o ano de 2009 com um prejuízo de 20 milhões de euros. A razão parece ser uma classe cada vez mais massificada, proletarizada e indisciplinada. De acordo também com o noticiado, são cada vez menos os que cumprem as suas contribuições para a Caixa e cada vez mais os que violam as regras deontológicas.

A notícia ajuda-nos a perceber o que se passa e o que pode acontecer nesta profissão. Infelizmente, a Ordem continua a ver nos advogados nada mais que um grupo regular, uma classe uniforme. No entanto, hoje em dia, um advogado que monte um escritório e, ao longo da sua vida, vá somando clientes e contratando quem queira trabalhar com ele, tem poucas semelhanças com aquele que exerce a sua actividade ao serviço de uma empresa. O tipo de trabalho poderá até nem ser muito diferente, mas a forma como o encara, como lida com os clientes, como sabe e percebe que não é um funcionário, mas acima de tudo um profissional livre (liberal, se preferirem), torna-o numa pessoa desigual das restantes, vivendo num mundo muitas vezes oposto ao dos que exercem a sua actividade nas instalações do seu único cliente. De notar que a distância a que me refiro também pode existir relativamente a muitos dos advogados que trabalham em grandes escritórios, embora não seja tão acentuada e dependendo do modo como cada um exerce a sua actividade dentro de uma grande estrutura. De qualquer forma é esta diferença que não permite que surjam níveis de solidariedade como os que existiam há 50 anos, quando todos trabalhavam do mesmo modo. É esta discrepância que torna a Ordem dos Advogados uma estrutura obsoleta, uma instituição que já não traduz a realidade do que se passa no terreno. E é, apesar desta discrepância, a obrigatoriedade de se pertencer a uma (uma só) ordem profissional, e não escolher a que se melhor coaduna com os seus interesses profissionais, que leva ao desinteresse e, como refere a notícia, à indisciplina. Porque como em todas as situações comparáveis em que estruturas que não se enquadram na realidade impõe a sua presença, chama-se indisciplina, à procura de alternativas.

O outro ponto é o que pode acontecer. Poderíamos vir a assistir ao desaparecimento do monopólio da actual Ordem, algo que não creio ser possível por se tratar de um passo muito grande para um país demasiado corporativo. Já este ano, houve quem defendesse que os estágios dos advogados devem ser obrigatoriamente remunerados. Para tal terá de se considerar como relação laboral a existente entre patrono e estagiário. Daqui a estender a legislação laboral a todos os advogados que trabalham por conta doutrem, em empresas ou nos grandes escritórios, será um passo. Desde que exista poder de direcção e subordinação, é muito difícil resistir à vontade do poder político. É aqui que a notícia referida em cima e as dificuldades financeiras da Caixa de Previdência da dos Advogados e Solicitadores volta à baila. A intromissão nas relações profissionais entre advogados será a primeira porta aberta na tentativa de incluir o fundo de pensões da Ordem no sistema público e geral da segurança social. Também aqui o processo levará o seu tempo mas, e caso os advogados não queiram rever o seu entendimento do que deve ser uma Ordem profissional, de como não devem restringir o acesso a quem quer ser advogado, mas permitindo a seu ingresso a quem, apesar de passar nos testes, não tem espírito para o ser, não haverá outra saída.

É por estas e por outras que a ordem procura nos dias de hoje chegar ao cidadão comum, compensado a influência política que perdeu e que resultava da homogeneidade entretanto desaparecida. É assim que, dentro de alguns anos a Ordem dos Advogados terá menos influência que hoje. Poderia ser porque a sociedade entretanto se liberalizou, se tornou mais forte, livre e independente e os advogados tinham ido, como se costuma dizer, na onda. Mas não. Infelizmente, tratar-se-á da mera queda de mais uma instituição corporativa nas mãos de um Estado que se dispõe a ter mão em tudo.

Foto retirada daqui.

Seja feita a sua vontade (2)

Filed under: Comentário,Internacional,Política — João Luís Pinto @ 11:15

But the way to make a government responsible is not simply to enlist the services of responsible men and women, or to sign laws that ensure that they never stray. The way to make government responsible is to hold it accountable. And the way to make government accountable is make it transparent so that the American people can know exactly what decisions are being made, how they’re being made, and whether their interests are being well served.

The directives I am giving my administration today on how to interpret the Freedom of Information Act will do just that. For a long time now, there’s been too much secrecy in this city. The old rules said that if there was a defensible argument for not disclosing something to the American people, then it should not be disclosed. That era is now over. Starting today, every agency and department should know that this administration stands on the side not of those who seek to withhold information but those who seek to make it known.

To be sure, issues like personal privacy and national security must be treated with the care they demand. But the mere fact that you have the legal power to keep something secret does not mean you should always use it. The Freedom of Information Act is perhaps the most powerful instrument we have for making our government honest and transparent, and of holding it accountable. And I expect members of my administration not simply to live up to the letter but also the spirit of this law.

I will also hold myself as President to a new standard of openness. Going forward, anytime the American people want to know something that I or a former President wants to withhold, we will have to consult with the Attorney General and the White House Counsel, whose business it is to ensure compliance with the rule of law. Information will not be withheld just because I say so. It will be withheld because a separate authority believes my request is well grounded in the Constitution.

Let me say it as simply as I can: Transparency and the rule of law will be the touchstones of this presidency.

Barack Obama, 21 de Janeiro de 2009.

Dezembro 13, 2010

Mais uma

Filed under: Agenda,Cultura,Double standards,Educação,Nanny State Watch — ruicarmo @ 23:50

Grande vitória para bebés e crianças.

Até prova em contrário

Filed under: Blogosfera,Comentário,Media,Política — ruicarmo @ 23:09

O wikileaks é uma espécie de voyeurismo robusto da política internacional, tornada virtude dogmática para uns, uma ameaça menor pelos poderes e uma curiosidade para os restantes. E, ao contrário do que escreve a Elisabete, acabará “apenas” por colocar na mãos dos media uma oportunidade e uma ameaça: a oportunidade de agarrar o que tiver pernas para andar (entre nós o caso da Barragem Cabhora Bassa – há mais algum exemplo?) e fazer um trabalho jornalísta decente; ou a ameaça de transformar os orgãos que transmitem os presses releases numa espécie de imprensa cor de rosa, interessada em saber que o Coronel Kadafi usa botox, que o Berlusconi adora mulheres bonitas e que o Putin é um aspirante a rambo, que Cavaco é o teimoso que acha Chavez um louco ou que Sócrates.gosta de governar sózinho para grande auto-satisfação pessoal e desgraça colectiva generalizada.

O que está a contecer está a anos luz de ter a força e a motivação política que levou a que, noutras épocas históricas (sem internet, blogues e redes sociais – será uma oportunidade para saber o que valem), os bolcheviques revelassem as comunicações secretas da rússia Czarista com as outras potências durante a Primeira Guerra ou quando em 1971 o New york times revelou os “Pentagon Papers” sobre a guerra do Vietname, colocando em questão os poderes políticos e as suas decisões. Parece-me que – até me provarem o contrário –  na prática, o objectivo acaba por se centrar nesta fase mais no pequeno embaraço do que outra coisa qualquer, ao revelar opiniões muitas vezes informais e incompletas de embaixadores ou pessoal diplomático.

Uma consequência de publicitar a roupa suja da política internacional é tão evidente quanto humana: passarão, por certo, os seus agentes a tornar menos transparente e muito mais cuidadosa a comunicação, por medo de verem expostos, aquilo que pensam e que até agora transmitiam.

A vontade de dar vida à nova religião da transparência, os seus crentes que me desculpem, remete-me de imediato para o livro de Álvaro Cunhal, Um partido com paredes de vidro. Para revolução, é muito fraco. Numa escolha pessoal, prefiro ganhar, ao optar pelos muitos livros de John Le Carré que ainda não li.

Mark Pennington on markets, politics and systemic failure

Filed under: Double standards,Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:02

Mark Pennington como guest blogger: Failure in Markets and Politics

By far the most important imperfection is that people are cognitively limited and thus they make mistakes. Robust institutions, therefore, are not those that eliminate failure, but those that reduce the consequences of inevitable human errors. Before we determine that a particular set of institutions ‘fail’ meanwhile, we must explain how and why an alternative set of institutions can do better.

Basic as this insight may appear, most public policy discussion assumes that government action is necessary to ‘correct’ for ‘failure’ in markets and civil society without adequate consideration of equivalent if not worse failures in politics. Nowhere has this tendency been more apparent than in the claim that the financial Armageddon of 2008 was a ‘systemic failure’ of ‘capitalism’ and that moves to regulate the operation of markets are now required to reduce the prospect of similar failures in the future. What such arguments neglect to explain is why the prospect of ‘systemic failure’ in the process of regulating capitalism is considered any less likely than the market failure it is supposed to cure.

Enrique Morente (1942-2010)

Filed under: Cultura — Carlos M. Fernandes @ 17:33
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Depois de uma semana em coma, Enrique Morente faleceu hoje num hospital de Madrid. Filho do milenário Albaicín de Granada, Morente conquistou, com arte e muita dedicação, um lugar no panteão do cante jondo, vencendo um preconceito que o mirava de soslaio devido à sua condição de gachó, e impondo-se como um dos intérpretes mais importantes do flamenco moderno. Só o ouvi uma vez ao vivo, há menos de um ano, num evento que celebrou os 30 anos do La Tertulia. Foi uma aparição fugaz, um presente oferecido por Enrique Morente e pelos donos do bar mais argentino de Granada aos seus clientes habituais, um segredo passado de boca em boca mas muito mal guardado, e que acabou por encher a sala para além do suportável. Uma hora de espera num ambiente sufocante, meia hora a ouvir um patético manifesto comunista proclamado por um desencantado da vida também convidado para a festa, enfim, uma tortura à qual houve que resistir para escutar três temas cantados por uma voz cansada. No final, quando as luzes de acenderam e a sala se esvaziou dos visitantes ocasionais, ficou a “mobília” e a elite do flamenco granadino, que se havia reunido para homenagear, mais do que La Tertulia, o mestre, e que num par de horas deu de comer a uma família colombiana durante um ano. É assim o flamenco, excessivo, tanto na arte como na vida. E Morente, para o bem e para o mal, também soube sê-lo. Adiós Maestro. Volveremos a escucharte en el otro barrio.

Irangate

Filed under: Diversos,Portugal — elisabetejoaquim @ 17:15
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Sobre as relações do PS do BCP com o Irão, o ponto quatro do documento da wikileaks parece-me o mais interessante :

«The Iranian Embassy in Lisbon contacted Ferreira, who had previous contact with that embassy while serving as Chairman of the Board of Directors of Oeiras Foundation (1987-1989), a state entity that he says sold munitions to Iran more than 20 years ago.»

A notícia parece-me merecer mais destaque do que a nota de rodapé que mereceram, na edição de 2004 do Semanário Expresso, as transacções do exército português com o Irão em 1980-81, frisando o jornal que tinham ocorrido sem a autorização do governo,

o que vinha de encontro ao comunicado oficial da época (1981) em que Diogo Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros, garantia que diplomaticamente Portugal nunca teria relações com o Irão dada a conjuntura política:

Leitura recomenda sobre a omnipresença de Mário Soares no período político de relações Portugal-Irão durante o conflito Irão-Iraque (1980-1988).

Um rebanho de ovelhas negras

Filed under: Portugal — elisabetejoaquim @ 15:09
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O que esperar da sociedade civil portuguesa no caso wikileaks (que ocorre numa conjuntura sem precedentes em que a comunicação horizontal entre cidadãos nunca atingiu tal grau de eficácia – redes sociais, blogosfera, etc), quando a maior parte dos seus agentes parece não conseguir assumir um ponto de vista meramente individual sobre a questão.

O Estado é retratado como um organismo, com vida e vontade própria, discutindo-se os mecanismos pelos quais deve tentar sobreviver. Os cidadãos supostamente activos da nossa praça desunham-se em estratégias diplomáticas, revelando uma capacidade acima da média em colocar-se na posição de uma mente colectiva. Hobbes ficaria orgulhoso.

Mesmo os nossos auto-intitulados anarquistas estão ridiculamente preocupados em guerrear opositores em questões de política internacional, alimentando fetiches pelos Estados diabolizados pelo main stream (sim, os nossos anarquistas mais parecem uma espécie de neo-cons gone mad), em vez de canalizar energias numa perspectiva individual do problema.

Um dia ainda se vai descobrir que os portugueses estão geneticamente destituídos da capacidade de individualismo moral.

Nada de novo II

Aqui a novidade é que é a Comissão de Paz a decretar o apetite pela guerra.

North Korea warned yesterday that it was ready for an all-out war. The news came as it sent its top diplomat to Russia amid efforts to defuse tensions over its deadly artillery attack on neighbouring South Korea. (…)

The country’s National Peace Committee added yesterday: ‘The army and our people are ready for both an escalated war and an all-out war.’  (…)

The artillery attack on November 23 killed four people. It was the first such attack on civilians on South Korean soil since the end of the 1950-53 Korean war.

O culpado é a mera existência do vizinho sulista que de forma anti-natural criou uma rede de alianças com as forças do grande império.

Nada de novo

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Internacional,Política — ruicarmo @ 13:08

Aqui, as novidades são as chuvas como pretexto.

El ex golpista Venezolano sigue gobernando como un tirano. Aunque generalmente no busca ninguna excusa, más que cargar contra los malvados “yanquis imperialistas”, ahora ha convertido el problema de las lluvias y riadas en el país en una nueva excusa para seguir legislando por decreto.
Chávez anunció que solicitará a la Asamblea Nacional (AN), que culminará su período el próximo 5 de enero, una llamada Ley Habilitante, que le permita dictar “decretos-leyes” en áreas como la economía y la infraestructura a fin de enfrentar la crisis causada por las lluvias.

Indignações e manif’s procuram-se II

Alvo em movimento.

Começa….

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 02:49

Sócrates permitiu aos EUA utilizar as Lajes para repatriar presos de Guantánamo

BCP de Santos Ferreira explora oportunidades de negócio no Irão, e justifica-se perante a embaixada Americana prometendo espionagem financeira (reunião entre Santos Ferreira e embaixada Americana promovida por um conselheiro de Santos Ferreira que é há muito informador da Embaixada Americana-vocês sabem de quem é que eu estou a falar…)

Santos Ferreira participou na venda de armamamento ao Irão enquanto presidente da Fundação Oeiras entre 1987 e 1989
Cavaco acha que Chavez é maluco, mas mantém uma relação privilegiada com a Venezuela por causa da comunidade portuguesa 


Embaixada Americana justifica crescimento do Bloco de Esquerda e PCP com o abandono do espaço político da extrema esquerda por parte do PS

Ingleses fazem espionagem em Lisboa

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