O Insurgente

Dezembro 31, 2010

Previsões para 2011

Filed under: Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 19:24

PREVISÕES PARA 2011. Por João Noronha.

5 – Francisco Louçã fará 60 anos e continuará a ser o mais antigo líder partidário em actividade. Cientistas recolhem ADN de Louçã para tentar encontrar o segredo da eterna adolescência. Jornalistas do Público promovem canonização de Louçã em vida.

(…)

9 – Depois de décadas de prejuízos, a Sonaecom finalmente venderá o Público a José Eduardo dos Santos.

François Houtard, a “vítima”

Filed under: Blogosfera,Cultura,Double standards,Internacional,Justiça,Media,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 19:16

François Houtard – “padre católico e sociólogo marxista” e “uma das figuras mais importantes do altermundialismo” – abusou sexualmente de uma criança de 8 anos. A culpa, naturalmente, foi da “lei do celibato”, que encontrou no consagrado activista marxista e altermundialista mais uma “vítima” indefesa: O drama de um homem bom

Devia eu proclamar escândalo e condenação por ser conhecido mais um horrendo criminoso? Talvez, mas não consigo. Hoje, não me sai da cabeça o drama que este homem bom, de 85 anos, estará certamente a viver. Vítima, antes de mais, de uma absurda lei de celibato, que o obrigou a viver como anjo que não era e o empurrou para algo que certamente não queria.

Ensitel retira queixa contra Maria João Nogueira e pede desculpas

Filed under: Blogosfera,Economia,Media,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:01

Empresa que intimou cliente a apagar texto no blogue pede desculpa

A Ensitel, uma cadeia de lojas portuguesa que vende aparelhos de electrónica, havia intimado judicialmente uma ex-cliente a apagar textos do seu blogue pessoal, que criticavam a actuação da empresa. O resultado foi uma avalancha de críticas na blogosfera, no Twitter, Facebook, YouTube e outras redes sociais.

No último dia do ano, a empresa retirou a queixa contra a cliente e pediu desculpas num comunicado do responsável de vendas e serviços aos clientes da Ensitel, Pedro Machado, que foi publicado no facebook pela Ensitel e está a circular pelas redes sociais.

Capitalizar. Por maradona.

Sempre me pareceu que o capitalismo é um esquema para as merdas superior aos outros esquemas para as merdas principalmente por isto: a facilidade e sofreguidão com que à menor contestação ele baixa os corninhos e devolve o terreno que tentou reter, e ninguém por um segundo desconfia que eles o fazem porque estão interessados em nós. E no entanto, imaginemos que a Ensitel era uma empresa estatal projectada para servir servilmente os superiores interesses de uma sociedade mais justa, que os lucros pertenceriam por inteiro ao trabalhador e ao difuso e distante contribuinte, que os bens produzidos seriam considerados um valor estratégico de soberania nacional no projecto de autonomia económica perante o exterior, que, no fundo, a actividade da Ensitel era um bem comum que a todos pertencia e que, por isso, toda a acção contra ela a todos prejudicaria: aposto que mesmo numa situação hipotética em que os telemóveis decapitassem regularmente altos dirigentes palestinianos, porque o que estava em causa era o bem geral e um mundo melhor em aperfeiçoamento constante, não só não haveria acção judicial da Ensitel contra a Maria João Nogueira, como até a Maria João Nogueira nunca ouviria uma satisfação que fosse. Foi assim durante anos com os mastodontes estatais, é assim hoje com muitos dos monopólios que ainda sobrevivem alojados como cracas no mítico superior “interesse estratégico nacional”.

Até no 5 Dias se brinda às virtudes da concorrência e do capitalismo…

Leitura complementar: A Ensitel e o seu mau serviço aos clientes; A Ensitel e o seu mau serviço aos clientes (2).

Cavaco Silva e a reencarnação

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:51

Confissão e compromisso. Por Nuno Pombo.

se ele nascer duas vezes, em menos de 24 horas, e andar, enquanto não renasce, com uma panela de pressão atada ao pescoço pelas veredas onde passeia a gente séria… também voto nele. As vezes que forem precisas.

A perseguição aos cristãos e a indiferença cúmplice

Filed under: Cultura,Double standards,Internacional,Justiça,Media,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 17:38

O novo fardo do homem ocidental, e cristão. Por José Manuel Fernandes.

Bernard-Henri Lévy defendeu esta semana, no El Pais, que “os cristãos formam hoje, à escala planetária, a comunidade perseguida de forma mais violenta e na maior impunidade”. Mais: “enquanto o anti-semitismo é considerado um crime e os preconceitos anti-árabes ou anti-ciganos são estigmatizados, a violente fobia anti-cristã que percorre o mundo não parece ter qualquer resposta”.
Curiosas palavras vindas de um não-cristão, interessantes considerações proferidas por quem, em tempos, ajudou a fundar o SOS-Racismo. E singularmente coincidentes com as de Bento XVI que, na sua mensagem a propósito do próximo Dia Mundial da Paz, também notou que “os cristãos são, actualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé”.
São raras as notícias sobre estas perseguições, mas isso não significa que elas não existam – apenas que não lhes é dada a importância que merecem.

(…)

Bento XVI, que dedica precisamente a sua mensagem de 1 de Janeiro de 2011 à liberdade religiosa, nota que esta se radica “na própria dignidade da pessoa humana” e está “na origem da liberdade moral”, pois se estabelece que “cada homem e cada grupo social estão moralmente obrigados, no exercício dos próprios direitos, a ter em conta os direitos alheios e os seus próprios deveres para com os outros e o bem comum”, como proclamou o Concílio Vaticano II.

(…)

Na mira do chefe da Igreja Católica está um laicismo radical que se traduz na “hostilidade contra a religião” e numa limitação ao “papel público dos crentes na vida civil e política”. É neste quadro que Bento XVI não se limita a desejar que terminem as perseguições sectárias aos cristãos na Ásia, em África ou no Médio Oriente, mas também faz votos para que “cessem no Ocidente, especialmente na Europa, a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo facto de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente” com os seus valores.

A arrogância fatal dos estúpidos liberais

Filed under: Brasil,Política — Bruno Garschagen @ 16:31

Meu texto no OrdemLivre.org:

Tenho acompanhado de perto os entendimentos e desentendimentos entre os liberais nas áreas política e econômica, tanto nos eventos quanto na internet. Uso as palavras ‘entendimento’ e ‘desentendimento’ porque as considero mais apropriadas do que debate, que pressupõe uma exposição de razões em defesa de uma opinião ou contra um argumento. Em palestras e conferências, por exemplo, o modelo utilizado não favorece qualquer tipo de discussão, mas a defesa de uma, vá lá, ideia pelo expositor. No que se refere à internet, o problema não é de meios ou de mecanismos propícios à discussão, mas a inabilidade, incompetência ou mesmo ignorância para esta, manifestações da estupidez honrada ou honesta e da estupidez elevada.

Os frutos do eduquês

Filed under: Educação,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:24

A outra face do sucesso estatístico do eduquês: Relatório 2010. Alunos não sabem raciocinar nem escrever

Estruturar um texto encadeado, explicar um raciocínio com lógica, utilizar uma linguagem rigorosa ou articular diferentes conceitos da mesma disciplina são incapacidades que percorrem os alunos do 8.o ao 12.o ano de escolaridade, seja na Matemática, seja na Língua Portuguesa ou na Biologia. Mais que dominar a matéria, a grande dificuldade dos estudantes das escolas básicas e secundárias é expressar por escrito as suas ideias e os conhecimentos que adquiriram nas aulas. Esta é a principal conclusão do Relatório 2010 do Gabinete de Avaliação Educacional (Gave).

Leitura complementar: Como funcionam as “Novas Oportunidades”; A caminho do “sucesso” estatístico; Malícia ou estupidez?; Os chumbos já acabaram; O corolário lógico do eduquês.

Andamos

Nunca compreendi esta mania de impedir partidos políticos de se formarem. Com uma clara excepção, aqui bem lembrada pelo Filipe Nunes Vicente. Onde já se viu: suecos com ganas de matar o máximo de jornalistas dinamarqueses que conseguissem?! A conclusão é partilhada: “A Europa tem de ter mão pesada para com estes movimentos fascistas de extrema direita. Andamos estranhamente moles, não andamos?”

Uma velha dúvida

O que é um activista, segundo Lula da Silva.

Fim de década (3)

Filed under: Cultura — Carlos M. Fernandes @ 12:43

Hay madres que cocinan de pena, diz o cozinheiro Salvador Gallego (em linguagem timeout lisboeta diz-se chef, assim, sem o e final). É verdade, e se olharmos para os fracos dotes culinários das futuras “madres” podemos concluir que a situação tem tendência a agravar-se. Só um homem frouxo deixa a mulher assumir o controlo total sobre a cozinha, mas isto começa a ser preocupante e, na verdade, a organização feminina, ainda que um pouco castradora, ajuda sempre a compensar o caos criativo de assinatura masculina. Para inverter a tendência, aqui fica uma sugestão para prenda de Dia dos Reis. Aprendam qualquer coisa, meninas. Gastronomia também é cultura.

чистка

Filed under: Blogosfera,Cartoons,Insurgentologia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:36

Agradeço ao Camarada Renato Teixeira o feito de, com um mero post (que ao leitor mais desatento poderá parecer uma simples sucessão de disparates), ter conseguido levar a que o Miguel Botelho Moniz viesse a público admitir o seu hediondo desvio da linha justa da democracia cristã, a qual, como é sabido, o Colectivo Insurgente segue intransigentemente.

O próximo passo será levar a que o desviante Miguel Botelho Moniz assuma a sua culpa para que lhe possa ser aplicada a devida acção correctiva de reeducação. A bem do Povo e da Revolução.

Só por isto, já valeu a pena o Camarada Carlos Vidal ter passado pelo desconforto de molhar as sandálias. E aposto que a Crystal Harris, se soubesse, também agradeceria. Nem só de submarinos vive a direita liberal.

Leitura complementar: Troca de galhardetes e/ou dísticos para colocar na lapela; A vanguarda da Revolução encostada à parede; O Insurgente na lapela do 5 Dias; Reposta a normalidade revolucionária no 5 Dias; Crystal Harris e a esquerda revolucionária.

“É só fumaça… o Povo é sereno”

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:57

Ainda assim, face à actual conjuntura político-institucional, aconselha-se máxima cautela ao mexilhão: Inspectores da PJ cometeram ilegalidades, diz Ministério Público

Os inspectores da PJ cometeram ilegalidades na investigação do processo Freeport e os procuradores violaram o dever de zelo, considera o inspector do Ministério Público. A actuação de Cândida Almeida terá de ser avaliada por um magistrado mais antigo.

Leitura complementar: O regular funcionamento das instituições.

Prefiro os artigos de opinião do André Freire às “notícias” de São José de Almeida

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:48

A crise dos jornais explicada. Por João Miranda.

O drama de jornais como o Público e o DN é que queimam reputação para influenciar a opinião pública num momento em que têm cada vez menos reputação e cada vez menos leitores para influenciar. Partem do princípio que os leitores são parvos, acabam sem leitores e sem reputação.

Leitura complementar: Jornalismo de causas (presidenciais).

Dezembro 30, 2010

Está tudo dito

Por Filipe Nunes Vicente: Em Israel, são os homens que são condenados ( por tribunais, não por místicos, e sem chicotadas públicas).

E não se arranja um pouco de aquecimento… local?

Filed under: Ambiente,Internacional — LT @ 20:07

Britain could be heading for coldest winter in 300 years.

O exemplo da Fox News

Filed under: Cultura,Internacional,Media,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 20:00

Media 2010 (II). Por Nuno Gouveia.

Líder incontestável das audiências no segmento, com mais espectadores do que as concorrentes juntas, a Fox News é uma das grandes vencedoras do ano. Pela influência que tem na vida política americana, pela capacidade que têm em aproveitar o momento político, e o mais importante, pela verdadeira máquina de dinheiro que representa para Rupert Murdoch. E aproxima-se o ciclo presidencial de 2012. Juntamente com o Tea Party, será uma das forças das primárias republicanas.

Poll: Fox most trusted name in news

A Public Policy Polling nationwide survey of 1,151 registered voters Jan. 18-19 found that 49 percent of Americans trusted Fox News, 10 percentage points more than any other network.

Thirty-seven percent said they didn’t trust Fox, also the lowest level of distrust that any of the networks recorded.

À primeira vista

Filed under: Ambiente,Cultura,Internacional,Justiça,Media — ruicarmo @ 19:45

138 anos parece-me pouco.

Avança plano para reduzir pobreza e criar riqueza

Filed under: Ambiente,Cultura,Economia,Internacional,Política — ruicarmo @ 19:26

Defensores do neoliberalismo chateiam o Presidente.

Há quem lhe chame vitória

A democracia tem destas coisas.

A elegância da diplomacia

Filed under: Ambiente,Cultura,Internacional,Política — ruicarmo @ 18:56

A resposta norte-americana ao nosso amigo Chávez.

Leitura recomendada

Filed under: Blogosfera,Internacional — ruicarmo @ 18:38

O homem branco é mau, por Nuno Gouveia.

A dificuldade está encontrada

I don’t want freedom just in slogans. I want to be free to criticise politicians.

2010: o ano em que a América se revoltou contra o socialismo

Filed under: Cultura,Economia,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 12:00

Um movimento a seguir com atenção em 2011: Acontecimento 2010 (I). Por Nuno Gouveia.

O Tea Party movement marcou o ano de 2010. Primeiro em algumas primárias republicanas, depois nas eleições intercalares de Novembro, o Tea Party assumiu-se como uma força incontornável na política americana.

Exemplos de 2010 para 2011

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:57

À partida não deveríamos gostar de escrever textos sobre quem morre. Mas vamos envelhecendo e quando aqueles que, de uma maneira ou outra, admiramos, desaparecem, passamos a encarar a morte de outra forma, respeitando ainda mais quem já foi embora e nos mostra que não há que ter medo.

Em 2010 faleceram três homens essenciais para Portugal: Ernâni Lopes, Saldanha Sanches e Henrique Nascimento Rodrigues. O primeiro, pela experiência que tinha, ideal para nos dizer como lidar com os problemas que vamos ter em 2011; o segundo, pelo espírito livre, crítico e descomprometido; o último pela honradez, a perseverança, o espírito de missão. Nascimento Rodrigues não foi apenas um dos dirigentes do PSD. Foi um dos obreiros do estado democrático em que vivemos, um exemplo do que deve ser o comportamento de um titular de um cargo público. Foi o melhor Provedor de Justiça que tivemos até agora, despachando processos de um modo a que nos desabituámos no mundo da justiça, que é o português, onde os tribunais decidem tarde e a más horas. Foi com espírito de missão que se manteve no cargo, espantado não com a incapacidade de escolher quem o sucedesse, mas o que isso significava da mediocridade da nossa classe política. Da sua falta de sensatez. De decadência cívica.

Já tenho escrito sobre isto várias vezes e creio que o próximo ano vai ser muito importante neste ponto. As presentes dificuldades forçar-nos-ão a reenquadrar o que entendemos por sucesso, que não é sermos melhor que os outros, mas aprendermos com eles; o que desejamos da vida, o que nos satisfaz, preenche e realiza. A estabelecermos novos limites para o inaceitável. Julgo que esta mudança de mentalidades será uma excelente oportunidade para conseguirmos uma sociedade mais justa sem que o estado necessariamente interfira. Apenas a conjugação do esforço de todos permitirá afastar o poder estatal, naturalmente centralizador prepotente, da equação. Muito do que está escrito neste parágrafo é um pequeno resumo, bastante superficial, do que está a ser discutido nos EUA e no Reino Unido. Só uma sociedade forte, de cidadãos responsáveis e prontos para agir, consegue vencer os desafios de hoje e preparar-nos para a concorrência das potências emergentes. Assim, são exemplos como os mencionados em cima que nos devem servir de base para 2011. E talvez por isso mesmo, este género de texto, à partida doloroso, acaba por se traduzir num bem haja; numa passagem de testemunho daqueles homens para nós.

Troca de galhardetes e/ou dísticos para colocar na lapela

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Política — Miguel Botelho Moniz @ 11:07

O camarada Renato Teixeira tem uma piada meio apagada (literalmente,  dim wit). Resolveu lançar sobre os insurgentes o epíteto de democratas cristãos. Não querendo assumir aqui o papel de falar por todos os nomes aqui na coluna do lado direito, não posso deixar de observar o seguinte: Na medida em que todos aceitamos a democracia liberal como o menor dos males (alguns anarco-capitalistas discordarão, seguramente), democratas aceita-se; cristãos, não estando absolutamente certo, admito que seja uma boa parte, com mais, menos ou nenhuma fé; agora, democratas cristãos!? Vai chamar isso à tua tia, pá!

Jornalismo de causas (presidenciais)

Filed under: Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 00:36

A menos que haja uma grande surpresa face às sondagens conhecidas até agora, algo me diz que São José Almeida vai ficar muito desiludida com o resultado das presidenciais.

A vanguarda da Revolução encostada à parede

Filed under: Blogosfera,Cartoons,Insurgentologia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:30

Espero sinceramente que o bloguista revolucionário Carlos Vidal tenha conseguido evitar molhar as sandálias. Mas acho difícil.

Leitura complementar: O Insurgente na lapela do 5 Dias; Reposta a normalidade revolucionária no 5 Dias; Crystal Harris e a esquerda revolucionária.

SNS “tendencialmente gratuito” e “economicismo”

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Media,Política,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 00:27

A medida explicada pelo Secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar talvez até faça sentido, mas não deixa de ser lamentável que, ao mesmo tempo, haja socialistas irresponsáveis que continuem a repetir a retórica das conquistas do Estado Social e dos amanhãs que cantam, acusando todos os críticos de serem vis “economicistas”: Transporte de doentes não urgentes deixa de ser pago a quem ganha mais do que salário mínimo

O regular funcionamento das instituições

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:19

Há muitos aspectos no processo Freeport que parecem gravitar em torno de questões de “lealdade”: PGR abre processo disciplinar a procuradores do Freeport

Pinto Monteiro “converteu em processo disciplinar” o inquérito que havia mandado instaurar em Julho, após a polémica a propósito das 27 perguntas que os titulares do processo, os procuradores Vítor Magalhães e Pais de Faria, deixaram por fazer ao primeiro-ministro, José Sócrates, devido ao prazo estipulado para o fim da investigação. Em causa estará a alegada violação do dever de lealdade, face a determinadas observações, nomedamente as referência às perguntas que ficaram por fazer, no despacho final do Freeport.

Quando começam os debates com José Manuel Coelho?

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:18

Tribunal Constitucional confirma seis candidaturas à Presidência da República

O Tribunal Constitucional validou seis candidaturas à Presidência da República: Francisco Lopes, Defensor de Moura, Manuel Alegre, Aníbal Cavaco Silva, Fernando Nobre e José Manuel Coelho.

Coelho apresenta queixa à CNE por não participar nos debates

Como oportunamente pergunta o Carlos Loureiro: Quando começam os debates presidenciais com José Manuel Coelho?

Sócrates ataca Manuel Alegre

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:14

No Câmara Corporativa: Manuel Alegre e o Banco Privado Português [2] (via Helena Matos).

E, agora, também por acção directa do próprio José Sócrates: Sócrates ao lado de Alegre pelo menos por duas vezes no período de campanha

Dezembro 29, 2010

people should be in jail

Filed under: Educação,Política,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 23:53

Lá como cá


The Cartel — Trailer

Debate Cavaco Silva-Manuel Alegre

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — Maria João Marques @ 23:22

Resumo do debate: Coitado de Manuel Alegre. Mas também ninguém o mandou meter-se nestas alhadas para as quais não tem capacidade nem talento e já tem idade para ter juízo e conhecer as próprias limitações.

Notas Laterais:

1. Vá-se lá saber por que razão, o Professor Cavaco Silva, que, mesmo alinhando pela doutrina Keynesiana, é doutorado em Economia pela Universidade de York, além de ser, de facto, professor universitário (garanto: deu-me aulas e uma boa nota) e que é usualmente e correctamente tratado como Prof. Cavaco Silva, nas campanhas eleitorais para a presidência é despromovido para Dr. Cavaco Silva. Ó amigos, ou bem que se passa ao tratamento informal ou bem que Cavaco Silva é tratado pelo seu título académico. O actual PR não tem culpa dos percursos académicos menos extensos dos outros candidatos. E nós não temos culpa desta mania esquerdista de nivelar toda a gente por baixo, de não salientar quem tem mais mérito para não envergonhar os mais preguiçosos.

2. O debate, apesar de ter um Cavaco esmagador e bastante mais animado e combativo do que nas últimas presidênciais em que se notava muito contido (e quanto me apetecia uma campanha como as das legislativas de 87 e 91), foi desinteressante. É pena que os moderadores apenas se interessem nas discussões de casos.

3. Manuel Alegre é mesmo um portento de oratória. Gostei especialmente quando acusou, de ar circunspecto para conferir peso à acusação, Cavaco Silva de estar próximo das forças políticas que o apoiavam. Onde é que já se viu forças políticas apoiarem candidatos que lhes são ideologicamente próximos e que candidatos se deixem apoiar por partidos da sua área política. Uma escandaleira.

Belém e as missas (2)

Deparei-me há pouco, mais ou menos por acaso, com um post de 7 de Dezembro, que desconhecia, no qual o Pedro Picoito me acusa de mau gosto por supostamente ter insinuado (neste meu post) a existência de tráfico de convicções na mudança que o levou a apoiar a reeleição de Cavaco.

Quero esclarecer que, não só não acredito que alguém tenha oferecido ao Pedro Picoito nada em troca do seu apoio, como acho até ridícula a ideia, dada a extensão da Comissão de Honra e o que esta representa. Aliás, o facto de estar plenamente convencido que não houve “tráfico” nenhum é uma das razões que me leva a considerar que este foi um post feliz do João Gonçalves. E não pelo caso pessoal do Pedro Picoito (cujas especificidades conheço mal) considerado isoladamente, mas sim por se tratar de um exemplo paradigmático.

Sobre as presidenciais, tema que não me entusiasma particularmente, será publicado no Delito de Opinião na próxima semana um pequeno texto que escrevi a convite do Pedro Correia e que resumirá a minha perspectiva sobre as próximas eleições, pelo que a esse respeito não adiantarei para já mais nada para não me estar a repetir.

Indústria de fricção

UN Secretary General Ban Ki-moon proclaimed:

We need to fundamentally transform the global economy, based on low carbon, clean energy resources.

It’s quite interesting and revealing — when one looks at the decisions made at the conference, nearly all of them are about money, not climate.

The problem with this transformation of the world economy to low carbon resources? Even if we could eliminate all fossil fuel use around the world, it would have virtually no effect on Earth’s temperature. The attempt to reduce human carbon dioxide emissions to control global warming is completely, utterly pointless and doomed to failure. … well, perhaps I should qualify that statement a bit: Reducing man-made carbon dioxide emissions is completely and utterly pointless if your goal is to change the future climate. On the other hand, if you’re looking to make money from the trading of carbon allowances (carbon credits), then it makes a great deal of sense. If you’re looking to control the way the modern world makes energy, then it makes perfect sense as well. If you’re trying to save the world from capitalists, it’s highly desirable to reduce “dirty” carbon emissions.

If your mission is to extract money from developed nations and give it to those countries that have been robbed of their right to burn fossil fuels to grow their economies, then it is the moral thing to do. If you are in the renewable energy business, it makes perfect sense to support the reduction of carbon dioxide “pollution.” If you’re one of hundreds of environmental corporations whose mission is to save the planet at any cost, then shutting down all sources of man-made carbon dioxide is quite sensible.

Earth has a thick atmosphere that provides the living things on it and in its oceans with a warming greenhouse effect. This keeps the Earth’s temperature at an average of 59 degrees Fahrenheit. If there were no greenhouse effect the average temperature of the Earth would be zero. Life as we know it would not likely exist.

The primary greenhouse gases listed in order of their contribution to the effect are: water vapor, carbon dioxide, nitrous oxide, and methane. There are others, but their concentrations in the atmosphere are so small they don’t contribute much effect. Water vapor and clouds are about 90% of the greenhouse effect, carbon dioxide about 8%, nitrous oxide about .95% and methane about .36%. It’s the combined greenhouse warming from these gases that gives the Earth its current average temperature.

The Utter Futility of Reducing Carbon Emissions.

O proteccionismo, a soberania dos Estados e a guerra

Filed under: Economia,Internacional,Justiça,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Economic Nationalism Is a Philosophy of War. Por Ludwig von Mises.

Liberalism did not and does not build its hopes upon abolition of the sovereignty of the various national governments, a venture which would result in endless wars. It aims at a general recognition of the idea of economic freedom. If all peoples become liberal and conceive that economic freedom best serves their own interests, national sovereignty will no longer engender conflict and war. What is needed to make peace durable is neither international treaties and covenants nor international tribunals and organizations like the defunct League of Nations or its successor, the United Nations. If the principle of the market economy is universally accepted, such makeshifts are unnecessary; if it is not accepted, they are futile. Durable peace can only be the outgrowth of a change in ideologies. As long as the peoples cling to the Montaigne dogma and think that they cannot prosper economically except at the expense of other nations, peace will never be anything other than a period of preparation for the next war.

(…)

The philosophy of protectionism is a philosophy of war. The wars of our age are not at variance with popular economic doctrines; they are, on the contrary, the inescapable result of a consistent application of these doctrines.

Quem ri por último

Filed under: Agenda,Ambiente,Política,Videos — elisabetejoaquim @ 19:44

Fim de década (2)

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 18:55

Um livro com quase vinte anos e que só agora, na fase avançada de uma obsessão, me chegou à estante. Mesmo assim, encontro dados novos e um panorama bem documentado da desagregação da Jugoslávia de Tito. E é muito instrutivo. Fala de um país socialista nas mãos do FMI e onde estaba prohibido ser pesimista.

O primeiro-ministro acidental

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 17:16

E no meio de mais uma promessa por cumprir, lá está a verdade sobre Sócrates pelo próprio: ‘Não tenho o talento e as qualidades que um primeiro-ministro deve ter’.

Depois de recuperados do choque da revelação desta falta de adequação de Sócrates à função – e à dignidade da função – governativa, começamos (muito a custo, de tão surpresos que ainda estamos) a concluir: de facto Sócrates nunca pensou chegar a primeiro-minsitro, nunca pensou que os portugueses fossem tão tansos a ponto de lhe dar o voto (daí sempre nos ter tratado como imbecis) e comportou-se ao longo da vida como se nunca viesse a estar sob um escrutínio acrescido (bem, acrescido q.b.) nem viesse a necessitar de explicar as coisas esquisitas em que se foi envolvendo.

Doutoramento anulado por plágio

Filed under: Educação,Justiça,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:15

São sempre situações muito desagradáveis, mas espero que seja um anulamento com efeitos pedagógicos e preventivos para a globalidade do contexto universitário português.

Universidade do Minho anula doutoramento por causa de plágio

Pela primeira vez uma universidade portuguesa anulou um doutoramento por motivo de plágio. De acordo com o que foi avançado ontem pelo jornal “Público”, a Universidade do Minho anulou o doutoramento de uma professora do Instituto Politécnico do Porto que plagiara o trabalho de um investigador brasileiro. A doutoranda pediu a demissão duas semanas depois de o plágio se tornar público.

(…)

Além da anulação do grau de doutor à aluna, o caso pode ainda ser comunicado ao Ministério Público por configurar um crime de fraude. Isto porque um trabalho de investigação é acompanhado por um compromisso de honra que certifica que aquele é um trabalho original.

Universidade do Minho é a primeira do país a anular doutoramento por plágio

Este caso de plágio foi denunciado em Abril, com um conjunto de denúncias anónimas enviadas à UM e ao IPP, bem como a diversos órgãos de comunicação social. A universidade minhota abriu, de imediato, um procedimento interno de averiguação do sucedido. A morosidade do processo prendeu-se com a necessidade de realizar um conjunto de diligências prévias destinadas a aferir da veracidade das informações recebidas pela universidade, justifica a pró-reitora para a área jurídica, Cláudia Viana.

A pró-reitora não esclarece, no entanto, se a situação resultou também em algum tipo de consequências para os professores da instituição que fizeram a orientação científica da tese em causa. Viana garante também que a universidade “accionou um conjunto de mecanismos para evitar a repetição de situações como esta”. “Queremos garantir a qualidade e originalidade das teses que são apresentadas”, sublinha.

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