O Insurgente

Novembro 5, 2010

Remember, remember

Filed under: Política,Portugal — João Luís Pinto @ 12:03

Do you remember what day it is today?

Filed under: Política — LA @ 02:06

Remember, remember:

There is something terribly wrong with this Country, isn’t there?

I WANT EVERYONE TO REMEMBER WHY THEY NEED US

S. Francisco nos acuda

Querem legalizar droga e criminalizam os brinquedos que acompanham os menus de comida plástica. Que substâncias proibidas inala esta gente?

Adenda: Fast food inhibits dialogue, Church says

Grande Manuela Ferreira Leite

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 00:52

Pelo conteúdo do discurso de ontem na AR e de como chamou a atenção para o que ninguém parece querer assumir – que o caminho da consolidação orçamental não é trabalho para um ano e já está -, conteúdo que de resto se espera seja ouvido e percebido por todos; parece que da última vez que MFL previu desgraças com a continuação das políticas despesistas do PS afinal tinha razão, apesar de ter sido gozada por jornalistas e comentadores e tratada como senil pelo PS e por sectores do PSD; donde: é provável que Manuela Ferreira Leite tenha razão novamente.

E, sobretudo, pela liberdade que demonstra em todas (e esta foi só mais uma) as intervenções que faz, dizendo o que pensa, sem comprometer o que julga dever ser transmitido aos portugueses, sem dar cavaco a teorias de marketing político ou a sondagens ou, até, à vontade dos eleitores, sem cálculos sobre as consequências políticas das suas palavras. Este comportamento tem custos (desde logo eleitorais, como se viu no ano passado). Contudo, num país onde tantas pessoas dependem da – e sustentam-se pela - boa vontade dos decisores ou dos influenciadores políticos, onde as palavras públicas e os silêncios são invariavelmente medidos para não desagradar a quem nos pode, no futuro, facilitar uma oportunidade, onde lamber as botas a quem nos pode beneficiar é visto como normal e desejável, onde discordar e e revelar ideias diferentes só cabem em estratégias de poder futuro e, fora dessa ambição, são consideradas excêntricas, alguém que manda tudo isto às urtigas e afirma o que pensa ser importante para o país em cada momento sem atender a cálculos pessoais – porque construiu a sua liberdade para não depender da política – merece toda a minha admiração (concorde-se ou não com o que diz). E tenho muita pena que não haja muita gente tão livre quanto Manuela Ferreira Leite.

Direito comparado

Filed under: Ambiente,Cultura,Justiça — ruicarmo @ 00:24

Parece que a senhora não usava tecido suficiente e conduzia. Aqui mesmo ao lado.

Novembro 4, 2010

Falta um bocadinho de nada para passar à prática

Isto é muito bonito e louvável, especialmente quando um dos seus destacados membros é a Líbia.

Portugal precisa de uma alternativa não socialista

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:40

“Socialism can’t be improved, it has to be removed”. Por Adolfo Mesquita Nunes.

Portugal precisa de uma alternativa não socialista porque é o socialismo (com o seu dilecto Estado Social) que está na origem da crise. Se o PSD não tiver coragem de o assumir, e se o CDS disso igualmente se esquecer, o que nos espera é o agravamento, com consequências ainda mais dramáticas, do estado das coisas.

Em 21 de Outubro, escrevi aqui que a nossa economia chegou a este ponto não porque o Governo é irresponsável mas sim porque o Governo é socialista e quer manter o Estado Social. Tivessemos outro Primeiro-ministro socialista e estaríamos exactamente na mesma: falidos. Hoje acrescento que o socialismo não está só no PS. Espalhou-se pelo nosso largo espectro partidário e disso não podemos esquecer-nos.

As chaves de casa e as chaves do país…

Filed under: Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 22:20

61% dos portugueses não confiava a chave de casa a José Sócrates

61% dos portugueses não confiava a chave de casa a José Sócrates Uma sondagem realizada pela Aximage mostra que 61% dos portugueses não confiava a chave da sua casa ao primeiro-ministro. Colocada a mesma questão sobre o líder do PSD, a percentagem baixa para 49,7%.

O PSD venceria as legislativas, com 35,2% dos votos, se as eleições se realizassem agora. E fez bem, segundo 77,1% dos inquiridos, em negociar o Orçamento do Estado para 2011, indica uma sondagem da Aximagem para o Negócios e o “Correio da Manhã”. O PS teria uma votação de 26,5% e a CDU, com 9,8%, passaria a ser o terceiro partido mais votado.

O Pedro Magalhães fez as contas com redistribuição de indecisos e há (pelo menos) um dado interessante:

PSD + CDS-PP = 46,8%
PS + PCP + BE = 47,3%

Porreiro, pá

Filed under: Desporto,Economia,Médio Oriente,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:20

Portugal é, definitivamente, um país com vocação para construir estádios: Estamos “de calças na mão” mas construímos um estádio na Palestina

Foi em 2007. Na altura Portugal era um país rico (?). Havia quem saísse à rua de guarda-chuva para não levar com pingos de poços de petróleo que brotavam da terra como géiseres descontrolados. Eu tinha um canteiro com notas de 50€, que entretanto secou. E como rico país que era, Portugal agia como tal. E os países endinheirados comportam-se de diferentes formas. Temos os verdadeiramente ricos. Os novos-ricos. Os remediados. Os pobres que gostam de dar uma de rico. Os pobres. E depois temos Portugal. Tirem as vossas ilações.

“Nos arredores de Belém, na Cisjordânia, foi inaugurado o novo Estádio Internacional da cidade de Al-Kahder. A construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento, e é certificado pela FIFA…uma oferta de Portugal aos desportistas palestinianos cuja construção custou dois milhões de dólares”

Nabos na Bélgica

Filed under: Desporto — ruicarmo @ 20:52

A rapaziada não foi vintage, definitivamente. Que miséria, estarão a pensar no jogo com o Guimarães?

A nova história do Brasil (2)

Filed under: Brasil,Double standards,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos (2)

Cavaco Silva e o socialismo

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:39

Modelo de desenvolvimento de Cavaco é o do Partido Socialista. Por João Miranda.

A única diferença é que Cavaco seguiu este modelo num tempo em que estas políticas eram sustentáveis e eram melhores que o paradigma marxista que na época dominava o país.

Um país sem credibilidade

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:11

Portugal é, infelizmente, cada vez mais um país sem credibilidade e cada vez mais perto da bancarrota, que tudo aponta já só poderá ser impedida por uma intervenção internacional: JUROS DE PORTUGAL DISPARAM PARA 6,655%

As ‘yields’ genéricas da dívida pública portuguesa, com maturidade a 10 anos, avançavam hoje para os 6,655%, o valor mais elevado desde 1997, segundo dados da Bloomberg.

Mesmo depois de o Orçamento ter sido ontem aprovado no Parlamento, o juro das OT a 10 anos portuguesas, com maturidade em 2020, também subia até aos 6,626%, um máximo histórico.

É a credibilidade, estúpidos! Por LR.

Em suma, somos um País ao qual ninguém reconhece uma réstea de credibilidade. Recuperá-la vai ser um trabalho titânico e não se prefigura ninguém que tenha a coragem de clamar por sangue, suor e lágrimas.

Doing Business 2011: Brasil na traseira do empreendedorismo e na dianteira do pagamento de impostos

Filed under: Brasil,Economia,Política — Bruno Garschagen @ 15:54

O Brasil aparece na 127ª posição do Doing Business 2011, ranking elaborado pelo Banco Mundial que aponta as facilidades de empreender numa lista de 183 países. No estudo de 2010, o país ocupava a 129ª posição. A posição actual é igual a registrada em 2009.

No item pagamento de impostos, o Brasil está na desonrosa 152ª posição.

Se considerarmos somente os países da América Latina e Caribe, o país aparece na 26ª posição entre os 32 países avaliados. No item pagamento de impostos, ficamos em 25º lugar.

É bastante provável que a situação do país nesse quesito piore no ranking do próximo ano a se concretizar a intenção dos governadores da base aliada do governo de negociar, a partir do ano que vem, “a criação de um novo imposto para a saúde, em substituição à extinta CPMF”.

Carta Branca

Filed under: Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 13:59

Nunca me convenceu essa teoria de que um mau Orçamento é sempre preferível a Orçamento nenhum. Mas mesmo que lhe visse méritos, e não vejo, sempre disse que essa não era a verdadeira opção que tínhamos em cima da mesa: “o desafio que nos espera não é a escolha entre um péssimo Orçamento ou Orçamento nenhum. É a escolha entre permitir que estes irresponsáveis continuem a executar Orçamentos, sejam eles quais forem, ou travar este desvario despesista enquanto é tempo“. 

De facto, o problema do nosso Governo socialista, assim como dos governos socialistas em geral, nunca está no papel. No papel, aliás, é que o socialismo faz todo o sentido, enfeitado que está com a realidade a mudar ao ritmo dos decretos. O problema do nosso Governo socialista está, sempre esteve, na concreta execução orçamental das suas políticas. É por isso que não espanta que os mercados continuem a olhar para este país com o mesmo receio que olhavam na semana passada.

Sejamos sinceros, se nenhum de nós acredita que os incapazes socialistas que nos governam vão ser capazes de lidar com os desafios do futuro, por que razão haveriam os mercados de acreditar em tal capacidade apenas porque foi aprovado um papel?

A viabilização do Orçamento não foi, por isso, um favor feito ao interesse nacional, como os mercados o demonstram. Foi uma carta branca conferida a um Governo que gasta muito e gasta mal para que continue a fingir que executa ou que sabe conter-se nas despesas. Aliás, as recentes declarações de José Sócrates sobre o TGV estão aí para evidenciar até onde vai o autismo do Governo e até onde está José Sócrates disposto a levar a sua iliteracia económica.

Os dois discursos do PSD

Filed under: Política,Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 11:24

Durante a discussão e aprovação parlamentar do Orçamento de Estado para 2011 na generalidade, o PSD recorreu escusada e simultaneamente a dois discursos (e, já agora, a duas estratégias) nem sempre convergentes. Ainda assim, nenhum dos discursos falou verdade.

De facto, de um lado tivemos o PSD que está, que viu vantagem na negociação orçamental, e que se orgulhou de ter minimizado, assim viabilizando, o dramático impacte do Orçamento. De outro lado tivemos o PSD que esteve, que não via qualquer vantagem na negociação orçamental, e que se afirmou penhor do interesse nacional na convicção de que um mau Orçamento é preferível a Orçamento nenhum.

Nem de um lado nem do outro ouvimos aquilo que todos sabem e que não envergonha ninguém. O Orçamento foi viabilizado apenas porque, mercê do nosso particular calendário eleitoral, a sua inviabilização não faria cair o Governo.  Não viria mal ao Mundo que a estratégia fosse assumida e poupava-se o país a um discurso, nos dois dias da discussão do Orçamento, que poucos perceberam e que os próprios mercados não relevaram.

Começa bem o dia

Filed under: Comentário — Nuno Branco @ 10:38

Com dois marmelos da CGTP à porta a pedir para fazer greve e, obviamente, pagar as quotas do sindicato.

Mas ao menos não se perdeu tudo. Fiquei a saber que “a situação laboral que se vive hoje na generalidade das empresas é em muitos casos pior que no tempo da escravatura”. Se calhar era melhor pegar naqueles dois senhores que ali estão à porta e escravizá-los durante uns dias., quem sabe talvez mudassem de ideias.

Também fiquei a saber que para combater estas e outras injustiças basta (além de ficar a coçar os ditos no próximo 24 de Novembro em vez de ir trabalhar) pagar ao sindicato 1% do meu rendimento mensal líquido. Estou ansioso.

Ni blancos ni rojos

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 09:31

Notario del horror, Arturo Pérez-Reverte

(…) Que el caldo de cultivo de nuestra sangrienta guerra civil fue un virus germinado en los laboratorios de Moscú, Roma y Berlín con las etiquetas de comunismo, fascismo y nacionalsocialismo. Y que el inadvertido hombre español, inculto, rencoroso y a menudo hambriento, se contagió con rapidez. Así, después de tantos siglos de barbecho, ignorancia, injusticia y miseria, la tierra sedienta de esa infeliz España hizo pavorosamente fértil la semilla de nuestra estupidez y nuestra crueldad ancestrales. «Es vano el intento de señalar» escribió Chaves Nogales en 1937 los focos de contagio de la vieja fiebre cainita en este o aquel sector social, en esta o aquella zona. Ni blancos ni rojos tienen nada que reprocharse. Idiotas y asesinos se han producido y actuado con idéntica profusión e intensidad en los dos bandos en que se partiera España.» (…)

A cor dos pensos, das alsas dos soutiens, os bróculos mais os aspiradores

Filed under: Blogosfera,Religião — ruicarmo @ 01:48

Jugular e o Catolicismo, um excelente artigo de Jairo Entrecosto .

O poder da propaganda da máquina comunista

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Internacional,Justiça — ruicarmo @ 01:20

Finalmente o reconhecimento, finalmente o merecido prémio.

As Ban Ki-moon finalized his preparations for his visit this week to Beijing, one of his top advisors, Sha Zukang, traveled to China to present an award to a retired Chinese general who had authority over troops that fired on unarmed civilians during the 1989 Tiananmen Square crackdown.

Sha, the U.N. Undersecretary General for Economic and Social Affairs, presented the World Harmony Award — a glass plaque cut in the shape of a dove — to former Chinese Defense Minister, Gen. Chi Haotian, in honor of his unspecified contributions to world peace, according to a report in Chinese state media. The World Harmony Foundation, a private charity headed by a Chinese businessman named Frank Liu, established the award.

Em vias de extinção

Filed under: Agenda,Comentário,Media — ruicarmo @ 00:59

O desaparecimento da imprensa escrita, tal como a conhecemos. Só me surpreende a previsão dos jornais portugueses respirarem até 2028.

Novembro 3, 2010

Compreender o fracasso de Obama

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 23:56

O fracasso de Obama. Por Nuno Gouveia.

Obama pretendia mudar a América, mas compreendeu mal o mandato que recebeu dos eleitores em 2008. Eles queriam é que mudasse Washington e resolvesse os problemas do país, e não uma revolução progressista. Os resultados de hoje serão uma manifestação dessa desilusão. Mas Obama ainda tem dois anos pela frente para ser reeleito. Depende se irá compreender a mensagem que os eleitores lhe vão enviar nestas intercalares.

Tarde demais

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Bruno Alves @ 23:17

(publicado também aqui)

Cavaco Silva, no Facebook e no Twitter (há que ser “moderno”, ao que parece), terá dito que via com “muita apreensão” aquele que considera ser o “desprestígio da classe política” e a “impaciência” com que “os cidadãos assistem a alguns debates”. É natural que o presidente esteja apreensivo, até porque se prepara para concorrer a uma reeleição, e dado que é um membro da dita “classe política” deve recear que a tal “impaciência” dos eleitores se alargue à sua excelsa pessoa. Talvez por isso tenha também dito que, como Presidente da República, “não pode contribuir para o espectáculo público de cinismo e agressividade”. É uma preocupação louvável, mas que vem tarde demais. Depois de anos e anos em que Cavaco conviveu com este Governo, com mentiras constantes por parte do Primeiro-Ministro, confusões diversas em que este se deixou cair, e a infelizmente não tão ocasional acção de difusa legalidade promovida pelo “engenheiro” Sócrates, sem nunca ter tomado a posição (radical e arriscada, mas necessária) que poderia ter tomado (acabar com o festival socrático), o “cinismo” é algo que o Presidente nunca deixou de alimentar, e a “agressividade” algo a que grande parte do país gostaria de recorrer se tivesse dois minutos a sós numa sala escura (ou bem iluminada, não sou esquisito) com o Primeiro-Ministro.

A esquerda inteligente…

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 23:00

The Partisans: Is Obama A Keynesian? Rally For Sanity, 10/30/10

(via JCD: Lá por o pai dele ser keynesiano, não quer dizer que ele seja…)

O Tea Party Movement e os media europeus

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 22:00

Tea Party Movement Is Europe’s Latest Anti-American Bogeyman

Fearful that disenchanted voters in Europe may try to replicate the American Tea Party movement on European soil, media outlets across the continent are resorting to anti-Americanism in an effort to discredit American voters.

O mal estar da oposição no Brasil

Filed under: Brasil,Política — Bruno Garschagen @ 21:30

Até agora, só o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso tentou puxar o PSDB, partido derrotado na eleição presidencial realizado no domingo passado, para o exercício da oposição. Chegou a ameaçar cair fora se o partido não respeitar a sua história (algo a ser discutido é de que história ele fala). Não é mau, mas ainda é pouco para aquele que mais representa esse partido supostamente de oposição.

No discurso de derrota, o candidato do PSDB, José Serra, limitou-se quase integralmente a agradecer os votos do que convertê-los em apoio para um trabalho de oposição corajoso e eficiente. Só no penúltimo parágrafo referiu-se ao tema:

E para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade. Estamos no começo do começo. E nós vamos dar a nossa contribuição em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos têm de falar e de serem ouvidos, da justiça social Vamos dar contribuição como partidos da nossa frente de partidos, como indivíduos, como parlamentares, como governadores. Essa será a nossa luta dos próximos anos. Por isso a minha mensagem de despedida neste momento, não é um adeus é um até logo.

Pareceu-me mais uma reacção compreensível de quem perdeu a eleição do que um político disposto e com talento para ser oposição.

Também não li até agora o o DEM, partido que apoiou o PSDB e havia nomeado o candidato a vice-presidente, manifestar-se como oposição ao governo eleito.

Assim como a oposição demorou a lançar o candidato à presidência está demorando a apresentar-se como oposição. É uma falha de militância imperdoável.

Estamos num momento precioso para que se constitua uma oposição ao governo eleito da Dilma Rousseff: primeiro pela soma do número de votos válidos, que impediu uma maioria esmagadora para a candidata do PT, que tão pouco conseguiu eleger-se no primeiro turno. Em segundo lugar, o grande movimento, digamos, oposicionista, veio de parcelas da sociedade e de intelectuais que se manifestaram pela imprensa. É uma parte importante do eleitorado que busca uma alternativa política. E essa alternativa pode perfeitamente se dar com o liberalismo. Os liberais vocacionados para a práctica, especialmente as juventudes do PSDB e do DEM, deveriam aproveitar essa oportunidade para convencer os líderes de seus partidos a adoptar posições nesse sentido. Também é uma chance para os membros do Partido Libertários colocarem o partido em evidência.

A maioria obtida pelo Partido Republicano na eleição do Congresso deveu-se ao aproveitamento da oportunidade surgida com o Tea Party e com as vozes opositoras na imprensa americana.

Cavalo selado não costuma passar duas vezes.

Crescer sim, mas só se for todos juntos.

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 20:16
Tags:

Do discurso oficial da visita do director do FMI à “North Africa” [Agadir, Marrocos] desta semana, podemos reter não só uma prosa inspirada sobre o animismo dos mercados,

[We stand on the threshold of a new era. We cannot turn our back on openness and globalization, but we need a new globalization for a new world—a globalization with a human face, where people come first, and where growth and equity always go together. We must rely on the market for growth, but the invisible hand must not become the invisible fist.]

mas também uma definição de «instabilidade» antropologicamente fundamentada. Strauss-Kahn explica que o fosso entre ricos e pobres é em si motivo de instabilidade. Não o é porque os pobres estão cada vez mais pobres (Strauss-Kahn admite que com isto da globalização os pobres até ficaram menos pobres – It has helped hundreds of millions of people break the bonds of poverty), mas sim devido à «corrupção dos sentimentos morais» que se instaura perante o fosso. A desigualdade é corrosiva não devido ao seu efeito material, mas devido ao seu efeito no «tecido social».

In our globalized world, if the benefits of growth are not widely shared, we could see a backlash against openness and cooperation and a retreat to economic nationalism. Especially in poorer countries, it can lead to instability, a breakdown in democracy, and even war.

Daí à Nova Ordem Mundial que os governos (ricos) se devem esforçar para instaurar para que reine a Paz do Millennium, é um saltinho. E a tarefa é urgente em África.

Here, in North Africa, these challenges are clear. Given the demographic time bomb, young people need economic opportunities—urgently.

A solução para a “waiting generation” árabe (geração de jovens que face ao atrofiamento da economia está em lista de espera para empregos na função pública), é simples: redistribuir o dinheiro dos ricos do país e dos ricos fora do país. Mais e melhores subsídios de desemprego, porque não há nada melhor para combater os efeitos da engenharia política do que engenharia politica em dose redobrada. Mas não se preocupem que o FMI trata disso.

Adequate social safety nets are essential, including decent unemployment benefits. And here, the IMF is working closely with the ILO on the concept of a social protection floor for people in poverty or vulnerable situations. In our lending programs, we always emphasize the protection of the poorest and most vulnerable though strong social safety nets.

When it comes to the low-income countries, we have a special responsibility. There are few goals more important today than the Millennium Development Goals. [...] The richer countries must show solidarity with their poorer neighbors.

Depois de dizer ao “Norte de África” que a responsabilidade moral do seu problema estava n”os ricos”, Srauss-Kahn não resistiu a pôr mais uma acha para a fogueira da “instabilidade social resultante da globalização”, e lá lhe saiu,f ora do discurso oficial, que para além de “os ricos” não quererem dar, conspiram incessantemente para tirar:

“We have to guard against another form of colonialism taking root by other superpowers who have the wind in their sails in Africa, who are, I don’t want to use the word colonialism, but who are setting up a form of dominance.”

A nova história do Brasil

Filed under: Brasil,Double standards,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos (1)

A maior derrota eleitoral de ontem

Filed under: Diversos — Nuno Branco @ 13:30

California chumba Proposition 19.

Há vida para lá do orçamento

Filed under: Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 13:11

Com tanta conversa sobre o Orçamento de Estado português anda a passar despercebida a situação irlandesa que promete necessitar de um bailout umas 3 ou 4 semanas antes de Portugal esticar a mão.

As taxas ultrapassaram já os 7%, altura em que Trichet soou a corneta e interveio nos mercados. Infelizmente Trichet não tem nenhuma cópia do “Bancos Centrais para Tótós” ou poderia antecipar melhor o efeito da sua intervenção que pode facilmente ser visto no gráfico.

A grande questão continua a ser qual o impacto que Irlanda e Portugal vão ter em Espanha. É aí, continuo convicto, que se jogará o futuro do euro.

Rand Paul eleito com 56% dos votos; Ron Paul reeleito com 76%

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 12:14

Com 97% dos votos contados no Kentucky:
Rand Paul: 759032 votos – 56%
Jack Conway: 598405 votos – 44%

Com a totalidade dos votos contados no 14º distrito do Texas:
Ron Paul: 140441 votos – 76%
Robert Pruett: 44345 votos – 24%

Change

Filed under: Comentário,Internacional — André Abrantes Amaral @ 11:52

A conclusão mais significativa das eleições de ontem nos EUA é que a união entre conservadores e o Estado terminou. A partir de agora, do outro lado do Atlântico, ser conservador passa também por ser libertário. Um fenómeno a seguir.

Republican gains in governorships

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 11:51

Uma mudança que deverá ter efeitos não só a nível estadual, mas também federal: Republicans Make Big Gains in Governors Races: Shift to the Right in State Executives Could Have Huge Effect on 2012 Presidential Race

The Republicans thus far have taken 10 governorships away from Democrats this year, far surpassing the average of five governorships lost to the opposing party of a new president after he takes office.

With a record 37 governorships on the ballot nationwide, the Republicans took over for Democrats in Iowa, Kansas, Michigan, New Mexico, Ohio, Oklahoma, Pennsylvania, Tennessee, Wisconsin, and Wyoming, reflecting the national shift to the right that gave the GOP control of the House of Representatives this election cycle. Democrats managed thus far to take over for Republicans in just one gubernatorial race, California.

Voters punished Democrats

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 11:50

Republicans capture House, gain in Senate

President Barack Obama faced a bleak political landscape on Wednesday after voters punished Democrats over high unemployment and a sluggish economic recovery, delivering a divided Congress in Tuesday’s midterm elections.

Republicans pushed Democrats decisively from power in the House of Representatives and strengthened their ranks in the Senate, a result that could herald legislative gridlock when the new Congress takes power in January.

Re: EUA

Filed under: Blogosfera,Política — André Azevedo Alves @ 11:34

Agradeço esta simpática referência do Paulo Pinto Mascarenhas.

The ceremony of innocence is drowned

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 02:57

Estreou ontem em Madrid a nova produção para o Teatro Real da ópera de Benjamin Britten The Turn of the Screw. O Teatro gostou e eu também. Uma encenação sóbria — sem o histerismo de outras produções que passaram recentemente pela sala madrilena —, claustrofóbica, como pede o libretto, e aberta a todas as insinuações inscritas na obra de Britten e na novela de Henry James que inspirou o texto da ópera. Ainda há bilhetes, de todos os preços e feitios. Não sugiro que venham de propósito a Madrid para assistir a este Turn of the Screw (já pela almôndegas da Taberna del Mozárabe…), até porque, como se sabe, enquanto não terminarem o TGV Portugal está isolado do mundo e chegar a Madrid tarda uma eternidade. Mas se estiverem pela capital espanhola até ao dia 16 de Novembro passem pelo Teatro Real e vejam esta “história de fantasmas”.

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 02:26

This is not America, do senhor David Bowie.

Senator Rand Paul

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 00:01

Novembro 2, 2010

Poll closing times – US elections

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:37


(clique para aumentar)

Fonte: Swing State Project

Resultados das eleições nos EUA: guia de leitura

Filed under: Internacional,Media,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 23:10

Comentário do leitor H. (HO ?) a este também recomendável post do Nuno Gouveia no Era uma vez na América:

Umas notas sobre o guia do Kilgore:

- Os números das exit polls devem ser comparados com as exit polls de 2006, 2008 e com os sub-samples das sondagens deste ciclo para o mesmo estado. 40% de republicanos pode ser bom num sítio e mau noutro.

CNN EP04: http://tinyurl.com/57l72
CNN EP06: http://tinyurl.com/yxa6yu
CNN EP08: http://tinyurl.com/6b5xnm

- Desde 2000 e o episódio do Gore na Florida que as networks e as agências são extremamente conservadoras a fazerem calls. Por exemplo, em Santorum vs. Casey a diferença final foi de quase 20%, sabia-se quem ia ganhar ainda antes do dia das eleições e ainda assim demoraram quase 1 hora e meia a anunciar o vendedor.

Este ano há uma novidade, os resultados parciais deixarão de ser anunciados com a formula habitual “with x% of the precincts counted”; a nova formula será “with x% of the expected vote counted”. Eu acho que isso lhes permitirá libertar do bloqueio psicológico que os tem vitimado na última década, mas não é certo. É bem possível que mesmo para eleições com uma diferença de dois dígitos se arraste a divulgação do vencedor. Para quem quiser conhecer os vencedores o mais cedo possível, é aconselhável acompanhar a divulgação das contagens parciais e ir fazendo as contas.

- Indiana é habitualmente lentíssima a contar votos. A não ser que tenham um novo sistema, saberemos resultados dos estados que fecham às 23, 23:30 portuguesas.

- IN-08 cairá para os republicanos. IN-09 é um bom bellwether. IN-02 não estou certo, há um gap muito largo entre a qualidade dos candidatos. O Chandler aguentar-se-á em KY-06, o NRCC deixou de gastar dinheiro em IEs neste distrito esta semana. KY-03 é um distrito interessante. Se o Yarmuth estiver em dificuldades, a perder ou com uma vantagem curta, vai ser uma noite difícil para os democratas.

- Se os republicanos ganharem FL-22, FL-25, VA-11 e GA-02, é muito possível que isso signifique o floor para os ganhos estará na ordem dos low 50s. FL-03 é outro distrito a ter em atenção. Se o candidato republicano estiver perto neste distrito é sinal de que as minorias ficaram em casa, um sintoma horrível para os democratas. Os republicanos terão de ter ganhos substanciais aqui: se uma maioria de VA-02, VA-05, VA-09, VA-11, FL-02, FL-08, FL-22, FL-25, FL-24, GA-02, GA-08, SC-05 não cair, é mau sinal.

- Em 1994 foi com os resultados de NC que comecei (eu e muita gente) a perceber o que estava a acontecer. NC-02, NC-07, NC-08,NC-11 são dos distritos a que é preciso ter mais atenção: se o GOP conquistar 1 ou 2 destes lugares, significa que muito provavelmente conquistará a maioria, se vencer 3, que terá ganhos largos, se os vencer a todos, pode ser uma noite histórica.

WV-01 será bom para aferir como se aguentarão os blue dogs nos distritos pobres do sul, midwest e apalachians.

Sintomas de um blowout para o GOP serão vitórias em OH-06 e OH-18.

A partir desta altura já se terá uma ideia clara do que está a acontecer.

H. a 2 de Novembro de 2010 às 15:14

« Página anteriorPágina Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 342 other followers