O Insurgente

Novembro 8, 2010

Doutrinação (2)

Filed under: Diversos,Nanny State Watch — Carlos M. Fernandes @ 11:55

Aqui.

Leitura complementar: Doutrinação.

Que falta de respeitinho

Filed under: Ambiente,Cultura,Justiça,Médio Oriente,Media — ruicarmo @ 11:15

Estes jornalistas do WSJ, não aprendem.

The United Nations-backed court investigating the 2005 assassination of former Lebanese Prime Minister Rafik Hariri is moving to indict between two and six members of the militant group Hezbollah by year-end, according to people briefed on the tribunal’s work, stoking fears of renewed sectarian strife in the Middle East country.
The U.S. has scrambled to bolster support for the tribunal and the pro-Western government of Lebanon in the face of threats of violence from Hezbollah if the indictments are handed down.

Podiam ter sido mais…

Filed under: Comentário,Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:23

É fácil – depois do jogo – culpar Jorge Jesus pela má opção de ter colocado David Luiz a lateral esquerdo, mas a superioridade do FC Porto foi de tal modo esmagadora que me parece equívoco reduzir tudo ao confronto entre Hulk e o central adaptado à esquerda. Até porque na segunda parte, já com Coentrão à esquerda, Hulk continuou a render, ainda que sem as mesmas facilidades da primeira metade do jogo.

Numa noite inesquecível no Dragão, é de lamentar apenas – ainda que seja compreensível – a notória desaceleração do FC Porto na segunda parte. Face ao desequilíbrio demonstrado em campo entre as duas equipas, 5-0 acabou por ser um resultado escasso.

Novembro 7, 2010

Alegre vs. Louçã

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:54

o poeta e o evangelista. Por António Nogueira Leite

Smaug

Filed under: Desporto,Livros — Helder Ferreira @ 23:20

O Tolkien está no meu top três e, depois do bom trabalho feito para o cinema com O Senhor dos Anéis,  mal posso esperar que apareça O Hobbit. Sempre quero ver o que fazem com o Smaug, um dos meus personagens favoritos vá lá saber-se porquê.

The End

Filed under: Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 20:19

Tolerante como poucos, o português aceita ser iludido, ludibriado e governado por incompetentes, razão pela qual em Portugal os governos não chegam ao fim por terem iludido, mentido ou governado mal. Mas se há coisa que o português não suporta é sentir-se injustiçado pelo governo. O crescente sentimento de injustiça, e não qualquer outra coisa, é a sentença de morte do Governo Sócrates.

Adeus, Lenin! (2)

Filed under: Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Coca Cola Socialist

Leitura complementar: Adeus, Lenin!

Ler

Filed under: Media — ruicarmo @ 17:21

Acordar a bancarrota, a opinião semanal de Alberto Gonçalves, no DN.

Rand Paul – Victory Speech

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 17:00

Rand Paul Nov 2 Victory Speech

NBC, Olbermann and impartiality

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 16:50

Restore Olbermann!

If NBC is worried about impartiality, then why put on a whole line-up of shows without even a fig leaf over the bias? That Mr Olbermann should get the boot for a relatively meagre $7,200 in donations to Democratic candidates seems incredibly silly given that his entire show amounts to an in-kind donation worth millions upon millions to Democratic candidates and interests. If it makes sense to suspend him for kicking a few bucks toward candidates he supports, it makes sense for MSNBC to just shut itself down for producing a transparently partial slate of programmes.

Marco Rubio – Victory Speech

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 13:00

Marco Rubio Victory Speech

A Tribute to Keith Olbermann

Filed under: Double standards,Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 10:00

Keith Olbermann – A Memorial Tribute

Reason.tv presents a tribute to Keith Olbermann — suspended indefinitely by MSNBC for violating company ethics policies by donating to three Democrats seeking federal office earlier this year.

Novembro 6, 2010

Aveiro, 9 de Novembro, 10:30

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Livros,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:00

Dia 9 de Novembro, a partir das 10:30, Abertura Solene do Ano Escolar 2010/2011 da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da Universidade de Aveiro, com uma conferência do Secretário de Estado da Administração Pública sobre «Desafios para a Administração Pública no contexto da estratégia de consolidação orçamental», seguida da apresentação da monografia Gestão pública e teoria das burocracias: entre a visão clássica da Administração Pública e o novo paradigma da governação pública:

O Secretário de Estado da Administração Pública, Dr. Gonçalo Castilho dos Santos, está de visita à UA, no dia 9 de Novembro, pelas 10h30, na Sala de Actos Académicos, para apresentar uma conferência sobre «Desafios para a Administração Pública no contexto da estratégia de consolidação orçamental» na Abertura Solene do Ano Escolar 2010/2011 da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas.

O evento contará, ainda, com as intervenções do Vice-Reitor Prof. Joaquim da Costa Leite e do Vice-Presidente do Instituto Nacional de Administração Pública, Engº. Rui Afonso Lucas.

Organizada pelas direcções dos Mestrados em Administração e Gestão Pública e em Governação, Competitividade e Políticas Públicas, a sessão terminará às 12h00, com uma apresentação da Monografia «Gestão Pública e Teoria das Burocracias: entre a visão clássica da Administração Pública e o novo paradigma da Governação Pública», pela Prof. Maria Luís Rocha Pinto.

Esta monografia foi publicada pelo INA, é da autoria do Prof. José Manuel Moreira e do Prof. André Azevedo Alves e tem prefácio do Prof. A. Correia de Campos.

O estado da blogosfera – 2010

Filed under: Blogosfera,Media — André Azevedo Alves @ 21:00

State of the Blogosphere 2010

The 2010 edition of State of the Blogosphere finds blogs in transition—no longer an upstart community, now with influence on mainstream narratives firmly entrenched, with bloggers still searching for the next steps forward. Bloggers’ use of and engagement with various social media tools is expanding, and the lines between blogs, micro-blogs, and social networks are disappearing. As the blogosphere converges with social media, sharing of blog posts is increasingly done through social networks—even while blogs remain significantly more influential on blog content than social networks are.

(…)

These changes are occurring in the context of great optimism about the medium: over half of respondents plan on blogging more frequently in the future, and 43% plan on expanding the topics that they blog about. Bloggers who get revenue from blogging are generally blogging more this year than they were last year. And 48% of all bloggers believe that more people will be getting their news and entertainment from blogs in the next five years than from the traditional media. We’ve also asked consumers about their trust and attitudes toward blogs and other media: 40% agree with bloggers’ views, and their trust in mainstream media is dropping.

Vieira 2011 – O Berço de Portugal

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Candidato Vieira 2011

A crise e os salários na RTP e no sector público empresarial

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:40

Muito bem Pedro Mota Soares: Lacão disponível para repensar ordenados altos na RTP e no sector público

O líder parlamentar do CDS-PP, Mota Soares, pediu, por quatro vezes, que o ministro Jorge Lacão dissesse se acha “justo e razoável” que quadros da RTP ganhem 15.000 euros por mês, “quase o dobro” do Presidente da República. Só no final da reunião das Comissões de Orçamento e Finanças e da Ética sobre o Orçamento do Estado de 2011, o ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu que “não deve haver temas tabus” e que se deve reponderar “quais são os níveis justos e proporcionais dos vencimentos no sector público empresarial”.

(…)

Duro no debate foi Mota Soares que criticou violentamente os salários de quadros da RTP: alguns ganham 15.000 euros/mês e há assessores e consultores que recebem 8.600 euros. Níveis salariais que contrastam com os sacrifícios pedidos aos contribuintes, dando como exemplo o aumento de 30 por cento na taxa de audiovisual.

Leitura complementar: Não há prisões que cheguem…

Será desta?

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:35

Resta esperar que, ao contrário do que lamentavelmente aconteceu no passado, o PSD não recue cedendo aos poderosos interesses instalados como lamentavelmente aconteceu no passado nesta matéria: Governo pondera fusão de RTP e Lusa. PSD contesta proposta

Mas para o PSD esta inflexão no rumo até agora traçado pelo governo poderá provocar uma “degradação ainda maior” num modelo de serviço público que os sociais-democratas já consideram pouco viável. Por isso o objectivo de privatizar a RTP continua na agenda do PSD e será retomado “na discussão da Lei da Televisão”, garante Negrão. O pressuposto foi já assumido pelo presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, quando criticou os “gastos de 400 milhões de euros anuais” por parte do governo na estação pública. Desde o início do acordo de reestruturação financeira da RTP, em 2003, o Estado já investiu 1,9 mil milhões de euros no canal público, através de indemnizações compensatórias, aumentos de capital e taxa audiovisual. Desde esse ano, as indemnizações compensatórias atribuídas à Lusa ascenderam a 95,5 milhões de euros.

Não há prisões que cheguem…

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:15

Passos Coelho quer responsabilização civil e criminal por maus resultados da economia
Vitalino Canas “perplexo” com Passos Coelho
Passos Coelho insiste na responsabilização dos que colocam em causa futuro do país

Cuidado com o Código Penal. Por Francisco Mendes da Silva.
«QUE FAREI EU COM ESTA ESPADA?» Por João Gonçalves.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 15:45

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Do outro lado
2Senator Rand Paul
3Sócratismo laranja
4Começa bem o dia
5A credibilidade do PSD

O sectarismo de Obama e a ascensão do movimento Tea Party

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 15:36

Mais um excelente artigo de José Manuel Fernandes, que é actualmente quem melhor escreve sobre política internacional na imprensa portuguesa e uma das poucas excepções à mediocridade, tacanhez e ignorância que imperam no meio. Vale a pena ler na íntegra: A maravilhosa vitalidade da democracia americana

Foi apenas a 4 de Agosto deste ano que Barack Obama convidou o líder da minoria republicana no Senado para um encontro a sós na Casa Branca. Dezoito meses depois de tomar posse, como notava em artigo de primeira página, na semana passada, o New York Times. Foi um encontro “notável”, escrevia um dos jornais que mais fervorosamente têm apoiado Obama, “não pelo que nele se disse, mas por ter levado tanto tempo a ser marcado”. O diário contava depois que, mesmo assim, esse encontro só aconteceu depois de líderes republicanos terem lembrado a colegas democratas que convinha falar com eles. Pelo menos um deles recordava como era diferente no tempo de Bill Clinton, um Presidente que não teria sido reeleito “se não tivesse trabalhado com os dois lados”.

Calculo que não foi por acaso que o New York Times resolveu contar este episódio a poucos dias da eleição em que os republicanos conseguiram a maior reviravolta na composição da Câmara dos Representantes dos últimos 60 anos – foi porque parte dos problemas de Obama (e parte dos defeitos que terá de corrigir) reside na forma sectária como viveu os primeiros dois anos de mandato.

(…)

Não há nada mais popular entre os bem-pensantes de todo o mundo (incluindo os dos Estados Unidos) do que desqualificar o movimento Tea Party como algo radical, extremista, porventura medieval. Recentemente, o The Guardian descrevia-o mesmo como “um movimento cujas estrelas emergentes estariam melhor numa prisão ou num asilo de lunáticos”. Talvez seja altura de quem escreveu tal enormidade engolir a caneta. Não por alguns dos candidatos apoiados pelo Tea Party terem obtido notáveis sucessos eleitorais, até porque a inaptidão de outros roubou aos republicanos algumas vitórias possíveis – mas porque candidatos como Rand Paul (Kentucky) e Marco Rubio (Florida) entraram pela porta grande no Senado realizando brilhantes discursos de vitória. Vale a pena ouvi-los.

Para perceber como é grande a distância entre a caricatura que é feita do Tea Party e aquilo que o Tea Party representa. Antes do mais, o movimento Tea Party, mesmo sendo muito heterogéneo e integrando excentricidades como a lunática candidata ao Senado pelo Delaware, Christine O”Donnell, reflecte antes de mais a revolta contra os poderes tidos por excessivos de Washington e do Governo central, assim como contra impostos elevados.

(…)

Se nos Estados Unidos não existissem eleições primárias e os eleitos não respondessem directamente perante os eleitores, se nos Estados Unidos prevalecesse o sistema de listas partidárias fechadas, o movimento Tea Party não teria conseguido integrar a revolta no sistema, antes promoveria movimentos anti-sistema. O que significa que a democracia americana continua a ser mais aberta e mais vibrante, capaz de mais facilmente eleger figuras não-ortodoxas e realmente independentes.

Leituras bloquistas

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Livros,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00

Quando Daniel Oliveira tenta (alegadamente) ler livros, é natural que o resultado não seja o melhor: Tenrinhos. Por Miguel Noronha.

O GOP ganhou as eleições virando à direita

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 12:34

Palin: atracção mesmo fatal (a de Peggy Noonan). Por Maria João Marques.

Enquanto há dois anos se pensava que ou o GOP se virava para o centro, abandonava a sua agenda socialmente conservadora e, enfim, se tornava um partido mais sexy ou estava condenado à extinção, o que sucedeu foi o contrário. O GOP procurou as suas raízes ideológicas (agradeça-se ao Tea Party), ganhou força com elas e, surpreendentemente, venceu sem alienar o centro – precisamente porque a mensagem do Tea Party é uma mensagem poderosa e, de certa forma, intrínseca à ideia dos Estados Unidos.

São Carlos

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 10:44

Confesso que só hoje vi o programa do São Carlos para 2010/11. Fi-lo talvez por curiosidade mórbida, pois, devido à distância e ao descalabro dos últimos anos, só um motivo muito especial me levaria entrar este ano no teatro de Lisboa. Sei que é arriscado fazer avaliações a priori, mas são os programas e a reputação da casa que nos fazem sair de casa. Compare-se por exemplo com o Teatro Real de Madrid, que já vai na terceira produção — depois de Eugene Oneguin e Mahagonny tivemos esta semana The Turn of the Screw, de Britten, da qual já aqui falei, e que moderou o cepticismo com que recebi as mudanças no teatro madrileno —, enquanto o São Carlos estreia nesta altura a segunda ópera…em versão concerto! Depois, seguimos os programas até Julho e comparamos o equilíbrio das propostas do Teatro Real (Tchaikovski e Britten, Mozart e Messiaen, Strauss e Weill,…) com a estranha lista do São Carlos para 2010/11, na qual apenas encontramos uma obra para o grande público (Carmen, de Bizet). Não é com um programa para catecúmenos que se conquista público. Quanto à reputação, não há muito a dizer. Há cinco anos o São Carlos lutava, com armas capazes, para entrar nos principais circuitos líricos da Europa. Depois, num par de temporadas, transformou-se numa anedota. É nesta altura que sentimos a tentação de fazer uma análise paralela ao percurso e reputação de Portugal, mas isto é tudo tão patético que já nem para isso temos paciência.

Ron Paul on monetary policy and the Fed

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 10:00

Congressman Paul discusses the Fed and the future with David Asman

Cavaco a presidir à falência definitiva do cavaquismo

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:51

Cavacos. Por Luciano Amaral.

Cavaco recandidata-se agora, quando tudo aquilo que representa e lhe garantiu a primeira eleição está ameaçado. O Cavaco Presidente arrisca-se a presidir ao fim do legado do Cavaco primeiro-ministro. Ele diz que “não se resigna”. Mas como?

Leitura complementar: Cavaco Silva e o socialismo.

Tão refrescante que até aleija

Hábitos que não mudam.

Novembro 5, 2010

Adeus, Lenin!

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 20:24

Nos últimos dias, tenho recordado com frequência algumas das cenas mais hilariantes do “Adeus, Lenin”, filme onde um rapazito, para proteger a sua mãe de um choque após um longo período em coma, procura esconder-lhe que a Alemanha comunista, tal como ela a conhecia, havia pura e simplesmente desaparecido.

Portugal, como a velhinha, está a descobrir que, afinal, o país imune à crise, capaz de colectivamente, e por recurso ao investimento público e ao endividamento, se salvar sem esforço nem dor, era uma fantasia. José Sócrates, qual filho dilecto, tentou ao máximo adiar o choque dos portugueses com a realidade. Até ao dia em que a realidade decidiu esfregar-se na nossa cara, sem pudor.

Portugal gasta mais do que aquilo que produz. Não vale a pena sequer tentar argumentar com ideologias aquilo que é uma inevitabilidade: ninguém pode viver eternamente acima das suas possibilidades. Não há nem liberalismo nem socialismo nem “keynesianismo” nesta nossa tragédia, mas coisas bem menos dignas, como despesismo, cobardia, mentira, ocultação, favorecimento de interesses privados, corporativismo, luxúria das classes políticas, incapacidade de enfrentar os problemas de frente, demissão reiterada da causa pública daqueles que, pelas suas capacidades e especial estatura moral, deveriam assumir as rédeas do país.

Não percam tempo, nesta fase não há nada que a nossa classe política possa fazer para “salvar” o Estado Social. Tentar debater nos dias que passam seria como cantar que Nero era louco, no momento em que Roma estava a arder.

(mais…)

É a loucura

Não é digno trabalhar nas caixas de supermercado mas a sua liberdade permite-lhes lutar pelo divórcio aos 14 anos.

A nova história do Brasil (3)

Filed under: Brasil,Double standards,Educação,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos (3)

Frescuras corporativas

Filed under: Comentário,Economia,Teoria — ruicarmo @ 19:09

Estão a tirar o pão da boca… à confederação. Talvez devessem dar uma vista de olhos pelo The incredible bread machine.

Leis simples para sociedades complexas

Filed under: Brasil,Justiça,Política — Bruno Garschagen @ 18:38

Texto meu publicado hoje no OrdemLivre.org:

Viva! As leis são imperfeitas! Dura lex no dos outros é refresco
Devemos esquecer tudo o que nos ensinaram sobre os objetivos da lei. Não é verdade que uma legislação resolve a maioria ou todos os problemas de uma sociedade. Essa ideia é baseada numa visão corrompida e equivocada sobre o processo legislativo, que depende de homens imperfeitos para criar e aprovar as leis. Se acreditarmos no sofisma de que a lei é perfeita devemos acreditar, necessariamente, na falácia de que há duas naturezas humanas: a do legislador, perfeita; a de todos nós não-legisladores, imperfeita. Eis a grande contradição: como seres imperfeitos podem conviver com regras perfeitas?

Capitalismo

Filed under: Ambiente,Economia,Teoria — ruicarmo @ 18:37

O homem que salvou as baleias.

Igor Khmelinskii

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Economia,Educação,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:33

Blogue recomendado: Clima: Virtual vs Real.
(via EcoTretas: Igor Khmelinskii)

Aquecimento Global?… (1 de 2)

Aquecimento Global?… (2 de 2)

Leitura complementar: Alterações climáticas e cepticismo económico; A realidade alternativa do eco-alarmismo; A magnitude da ignorância subjacente ao alarmismo climático; Eles têm resposta para tudo; Posts sobre ClimateGate n’O Insurgente; Barreiras Lógicas.

No gira-discos

Filed under: Videos — ruicarmo @ 18:13

Not in love, dos Crystal Castles.

Hoje às 18 horas, Nuno Gouveia e José Gomes André (Repete, Domingo, às 19)

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 16:21

Esta semana sem a presença habitual da Antonieta Lopes da Costa, vou estar em debate com Nuno Gouveia e José Gomes André sobre as eleições intercalares norte-americanas e o lançamento da candidatura presidencial de Cavaco Silva.

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 7 de Novembro, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil. Com emissão também disponível através da powerbox da ZON TV Cabo.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

A revolução já começou

Filed under: Política,Portugal — BZ @ 16:18

O Estado português exige cada vez mais sacrifícios enquanto continua a alimentar “sanguessugas”

Quem paga isto tudo parece estar muito perto de atingir o limite da tolerância deste crescente “roubo”. Antes que tomem o caminho da violência, recomenda-se a leitura do ensaio de Henry David Thoreau, “Civil Disobedience” (meus destaques):

Must the citizen ever for a moment, or in the least degree, resign his conscience to the legislation? Why has every man a conscience, then? I think that we should be men first, and subjects afterward. It is not desirable to cultivate a respect for the law, so much as for the right. The only obligation which I have a right to assume is to do at any time what I think right.

(…)

It is not a man’s duty, as a matter of course, to devote himself to the eradication of any, even the most enormous, wrong; he may still properly have other concerns to engage him; but it is his duty, at least, to wash his hands of it, and, if he gives it no thought longer, not to give it practically his support. If I devote myself to other pursuits and contemplations, I must first see, at least, that I do not pursue them sitting upon another man’s shoulders. I must get off him first, that he may pursue his contemplations too.

(…)

If a thousand men were not to pay their tax-bills this year, that would not be a violent and bloody measure, as it would be to pay them, and enable the State to commit violence and shed innocent blood. This is, in fact, the definition of a peaceable revolution, if any such is possible.

A revolta “silenciosa” já começou: “Maioria passa nas SCUT sem identificador” [e ainda acreditam que, quando a factura chegar a casa, essa maioria vai pagar???]

Post recomendado: “There is something terribly wrong with this Country, isn’t there?”

O capitalismo indiano está a derrubar o comunismo indiano

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 14:22

O G1 publica uma interessante matéria do New York Times sobre o governo comunista em Bengala Ocidental, na Índia, que deve perder o poder nas eleições do próximo ano:

Comunistas na Índia se esforçam para manter sua relevância

Partido está no poder há 33 anos no estado da Bengala Ocidental. Agora, enfrenta críticas por declínio de região que já foi centro econômico.

Jim Yardley
Do NYT, em Calcutá (Índia)

A estátua de Lênin ainda está erguida perto do centro da cidade e retratos de Stálin e Marx ainda estão pendurados no hall do maior sindicato. Qualquer pessoa que duvida da dominância política – e humor da Guerra Fria – dos comunistas na Índia só precisa visitar a rua em frente ao consulado americano: há muito tempo ela foi rebatizada de “Ho Chi Min”.

Nos últimos 33 anos, os comunistas da Índia criaram uma dinastia política aqui no estado da Bengala Ocidental, realizando um dos domínios mais notáveis em qualquer democracia ao ganhar sete eleições consecutivas em todo o estado. Isso poderia parecer um momento oportuno para expandir sua influência: a Índia é um país de profundas desigualdades, com milhões de agricultores e trabalhadores necessitados e desconectados de uma economia cada vez mais capitalista.

Em vez disso, os comunistas do país estão se esforçando para permanecerem relevantes. Durante anos eles não conseguiram capturar a imaginação e o apoio das massas além dos baluartes regionais da Bengala Ocidental e do estado de Kerala. Hoje, até mesmo seu controle de três décadas sobre a Bengala Ocidental está se desintegrando, à medida que críticos os acusam de trair os campesinos e conduzindo o declínio de um estado que já foi considerado como um centro intelectual e econômico da Índia.

(…)

“Eles falam sobre os trabalhadores rurais, mas é o partido e o governo que tomam a terra de forma forçada”, disse Partha Chatterjee, da alta hierarquia do Trinamool, líder da oposição na Assembleia Estadual.

(…)

Laveesh Bhandari e Bibek Debroy, economista que em 2009 escreveram juntos um relatório crítico, documentaram uma piora contínua no desempenho, de políticas a serviços de saúde, passando pela educação. Eles descobriram que o estado tinha piorado em índices de evasão escolar, na quantidade média de alunos por turma e nas taxas de desemprego para quem consegue receber uma educação.

“Apesar de falarem muito em igualdade e eliminação das desigualdades, o governo da Bengala Ocidental não vem conseguindo melhorar a vida das pessoas nos distritos mais negligenciados”, eles escreveram.

(…)

“A política marxista chegou a um momento crítico”, disse Kshiti Goswami, ministro de obras públicas e membro de um dos menores partidos da Frente de Esquerda. Ele argumentou que a Índia tinha uma “necessidade histórica” pela Frente de Esquerda, mas que seus colegas marxistas precisavam avaliar por que os comunistas tinham se saído tão mal em outros estados, em comparação a partidos baseados em castas.

Um dos pontos principais é que governo algum consegue controlar e desenvolver a economia de uma forma que beneficie a sociedade. Mesmo na China, com seu impressionante crescimento econômico, a economia controlada só levou pequena prosperidade a uma pequena parte do país porque a essa parcela da população foi permitido empreender, sob controle, e aceitar empregos oferecidos por empresas estrangeiras. Mas grande parte da China continua submersa numa trágica situação de miséria e esse mix de autoritarismo político com livre mercado vigiado tem prazo de validade.

O desenvolvimento da Índia conduziu a população de Bengala Ocidental a cotejar o desenvolvimento da região com o resto do país e a desejar pelo capitalismo. A melhoria econômica de outras cidades indianas, como Bangalore, colocou em xeque o governo comunista e sua política de planificação da economia.

Tudo indica que o partido comunista vai perder o poder em Bengala Ocidental porque a sociedade rejeita uma ideologia política que a impeça de se tornar mais rica e mais próspera. E isso só é possível sob um sistema capitalista de livre comércio.

E depois do Orçamento? (2)

Filed under: Comentário,Política — André Abrantes Amaral @ 13:05

Os juros da dívida pública continuam a aumentar como previsto, e na semana em que o orçamento foi aprovado. Ao que parece, o mundo que mudou já não acredita no nosso primeiro-ministro. Os mercados, essa ‘coisa’ malévola que não nos deixa viver esbanjando até mais não, já o demitiu. Fê-lo bem mais cedo que nós que, cheios de pruridos e regras, aguardamos umas eleições presidenciais e depois mais uns meses, até Maio, para agirmos. Será demasiado tarde. Como sempre.

Analisando os problemas com atenção, a falência do Estado não se resolve com alguns cortes na despesa pública, menos carros, menos ajudas de custo, corte nos cartões de crédito e por aí fora. A situação é demasiado grave para nos determos em  trocos. Tão complicada que apenas poupando em algumas das suas funções será possível salvar o que deve ser o Estado social.

Dentro de um ano, quando estivermos a discutir o orçamento para 2012, o PSD deverá apresentar outra forma de encarar o papel do Estado, reduzindo a sua intervenção em sectores como a educação e incentivando a comunidade a ter um papel cada vez mais activo nesta matéria. O Estado deverá concentrar-se em assegurar o ensino a quem não tem condições para pagar a escola dos seus filhos e de fiscalizar o que é ensinado nas privadas. Pretender educar todos os portugueses, sejam ricos ou pobres, não é política social. É sim um projecto ideológico de massificação. Uma reforma educativa, não apenas reduz a despesa, como liberta a comunidade e faz vir ao de cima a força que é a diversidade.

Existem outros campos tão importantes como o educativo, como sejam a Segurança Social, a Saúde e até mais corriqueiros como a manutenção de jardins que poderão ficar a cargo das comunidades locais. Há muito trabalho a ser feito e vamos ter de contar cada vez mais uns com os outros e menos com o poder político. Uma verdade é esta: Estado social é proteger os pobres. Não é tratar a grande maioria das pessoas como incapazes de decidir o que há de fundamental nas suas vidas.

O Estado Frei Tomás

Filed under: Economia — Adolfo Mesquita Nunes @ 12:30

É deliciosa esta ideia de Teixeira dos Santos de que a PT deve preocupar-se mais com as contas do desvario socialista do que com o interesse dos seus accionistas, atrasando o pagamento de dividendos só para pagar mais imposto. Mas se a coisa é mesmo para levar a sério, porque é que o Estado não decide, também ele, e sob as mãos de Teixeira dos Santos, dar o exemplo e atrasar todos os seus consumos para 2011, para pagar mais IVA e assim ajudar às continhas da Nação? Será porque a coisa não faz qualquer sentido?

Parcerias Público-Públicas

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 12:10

Ontem ficámos a saber que no Hospital de Cascais, ao fim de oito meses, já ninguém se entende. Mas o que é verdadeiramente revelador são os pormenores da discussão entre a HPP/CGD/Ministério das Finanças e o Ministério da Saúde.

A administração do hospital diz que já não há camas para acolher doentes porque os planos que o Estado fez não estão a bater certo (surpresa!). Face a isto como é que se resolve a situação? Não se resolve porque a solução não está prevista nos contratos-programa assinados, nem no planeamento inicial para o hospital, e a Administração Regional de Saúde “precisa de mais elementos” para autorizar o que quer que seja.

Para cúmulo do ridículo, a única coisa que a ARS autorizou sem precisar de mais elementos foi o pedido de transformação de 6 quartos individuais em quartos duplos. Algures está um burocrata cheio de medo por não se ter precavido devidamente com um dossier cheio de papelada. Afinal de contas, é nestas pequenas coisas que começam as derrapagens orçamentais.

Se o Estado quer controlar os gastos das PPPs, nada como centralizar tudo muito bem centralizadinho. Os doentes que se lixem, os únicos desperdícios autorizados são os que constam do plano quinquenal. Se a decisão de meter camas adicionais nos quartos tem de ir à ARS, espero bem que as horas extraordinárias estejam a ser decididas em Conselho de Ministros. Caso contrário, para quê esperar pelos juros da dívida a 7%? É chamar o FMI o mais rápido possível porque já ninguém nos salva da bancarrota.

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