Novembro 11, 2010
Irão: os propósitos pacifistas da electricidade nuclear
Iran Admits It Could Pull Nuke Trigger on US, Israel.
Defense Ministry analyst Alireza Saeidabadi’s detailed analysis, published last week on a website that Iran’s intelligence ministry runs, examines several scenarios in which Iran could become embroiled in a shooting war with the United States or Israel.
One of the scenarios Iranian military planners must consider is a strategic nuclear U.S. strike on Iran, he writes. If that occurred, Iranian planning documents call for attacks against U.S. interests “on the world stage,” his analysis says.
The Iranian military should “prioritize its air force and ballistic missile fleet” in dealing with a conventional attack from Israel, Saeidabadi writes.
But in the event Israel uses unconventional weapons against Iran, “then Iran should employ a nuclear strategy.”
Similarly, if Iran and the United States get engaged in naval clashes in the Persian Gulf, Iran should “use its sea power for hit-and-run attacks, commando attacks, and use anti-shipping missiles” against U.S. naval vessels.
“But if the United States launches an unconventional attack, Iran needs to respond with a nuclear strategy,” the Iranian defense ministry analyst contends.
Um dia feliz na ONU
Parabéns à Líbia, à Arábia Saudita e à República Democrática do Congo. Injusta mesmo foi a votação que o Irão teve.
Novembro 10, 2010
Nanny State Hardcore Porn (2)
O António Costa Amaral critica aqui os comentários de Dan Mitchell a este video.
Em prol do bem-comum
Britain’s promise to more than double its use of biofuels by 2020 is “significantly” adding to worldwide carbon emissions, the Government admitted yesterday. Britain is signed up to a European guarantee to source 10 per cent of its transport fuel from renewable sources, such as biofuels, within the next 10 years. (…)
This is because Europe will need to cultivate an area somewhere between the size of Belgium and the Republic of Ireland with biofuels to meet the target, which can only be done through land conversion – and more controversially, deforestation. The work will be on such a scale that the carbon released from the vegetation, trees and soil will be far greater than those given off by fossil fuels they are designed to replace. (…)
Leitura complementar: Alarmist spammer unleashes Twitterbot to stifle climate debate.
Passatempo versão curta
Descubra onde fica a verdadeira casa de satã. E siga os conselhos para uma utilização digna, rápida e eficaz.
Calendário Ryanair 2011
Ryanair Cabin Crew Charity Calendar 2011
Afinal há duas portuguesas no calendário da Ryanair
A Ryanair lançou hoje o seu novo calendário de beneficiência para 2011, onde, para cada mês do ano, pode ver uma das hospedeiras da companhia em biquíni. A portuguesa Vera aparece no mês de Agosto e Cristiana é a cara de Dezembro.
Este ano, ainda não vi protestos de organizações feministas a ajudar à campanha publicitária da Ryanair, mas não devem tardar.
A extrema-esquerda e a “democracia”
Acontecimentos graves e lamentáveis, ainda que provavelmente com um efeito muito positivo no apoio da opinião pública ao actual governo britânico. A extrema-esquerda a demonstrar no Reino Unido, mais uma vez, a sua concepção muito particular de “democracia”:
Violence at student protest outside Conservative headquarters
Embora não surpreenda , vale a pena também anotar, mais uma vez, o tratamento doce da violência da extrema-esquerda no Público.
A estratégia de eliminar o Estado e de negar a política
A exemplo do André Azevedo Alves, faço um pequeno comentário ao texto do Rui Albuquerque no OrdemLivre.org.
Os erros de Hans-Hermann Hoppe: Estado, liberalismo e democracia (2)
Publiquei no OrdemLivre.org uma versão ligeiramente mais desenvolvida deste comentário sobre Hoppe.
Combate de blogs
Para quem ontem perdeu a participação do insurgente André Abrantes Amaral no programa da TVI24 “Combate de Blogs” aqui fica o video:
“Procura excedeu a oferta”…
E os habituais “totós” voltaram a referir o facto de, na últimas emissões de títulos do tesouro, a “procura excedeu a oferta”.
Infelizmente, ainda não leram os seguintes posts:
Como nota final – se já leram os posts recomendados – não vos surpreenderá que, caso a taxa de corte (“stop yield”) de cada emissão fosse mais baixa, o rácio procura/oferta teria sido ainda maior!!!
Ratazanas de lamas profundas
O trágico cair do pano de mais uma longa noite socialista está a ter como efeito secundário um abalo nas mais firmes convicções sobre a condição humana. Afinal, nem sempre os ratos são os primeiros a abandonar os barcos. Muito tempo após este navio de pavilhão português — lento, pesado e vicioso — ter encalhado sem salvação possível, há alguns bichos que continuam a chafurdar no lodo, levando-nos a crer que esse é o seu habitat natural.
Deixaram os abrantes abandonados ? (2)
Grandes verdades da ciência económica. Por João Miranda.
Já que é (quase) Natal… Por Miguel Noronha.
Leitura complementar: Deixaram os abrantes abandonados ?
Os erros de Hans-Hermann Hoppe: Estado, liberalismo e democracia
Mais um brilhante artigo do Rui Albuquerque, que torna bem clara a principal lacuna no pensamento de Hoppe sobre o Estado, que é o facto de ele nunca ter realmente compreendido os ensinamentos da teoria da escolha pública e a amplitude das respectivas implicações, que anulam por completo as ingénuas fantasias hoppeanas sobre “ordem natural”, “elites governantes” e outros conceitos definidos de forma vaga ou imprópria nos seus textos: A negação da política.
Segundo Hoppe, o liberalismo clássico (referindo-se concretamente a Locke) incorre numa contradição intransponível ao afirmar, por um lado, o princípio da propriedade e, por outro, ao admitir a necessidade do governo como instituição monopolista do uso da força dentro de um determinado território.
(…)
A progressão do estado feita à conta do álibi democrático e da legitimidade constitucional é uma realidade do mundo em que vivemos, e sobre a qual Hoppe tem absoluta razão. Todavia e ao contrário do que ele considera, responsabilizar a convicção da possibilidade de limitar o governo pela via constitucional e imputar ao método democrático a culpa do crescimento do estado, é confundir a doença com as terapias. Dito de forma alegórica, do mesmo modo que certos vírus e bactérias se vão tornando progressivamente resistentes às vacinas e aos medicamentos que contêm o seu desenvolvimento num organismo e evitam os males que lhe causam, também o estado e o governo conseguiram, com o tempo, gerar «imunidades» aos entraves constitucionais e democráticos que lhes foram criados, conseguindo sobreviver e continuar a crescer e a expandir a sua contaminação da liberdade individual. Não parece, assim, apesar de tudo, muito inteligente assassinar os poucos métodos terapêuticos – a Constituição e a democracia – que demonstraram no passado e demonstram ainda parcialmente alguma capacidade para conter os males provocados pelo poder público, trocando-os por coisa nenhuma. Na prática, o que verdadeiramente repugna a Hans-Hermann Hoppe, como a um muito significativo grupo de liberais, note-se, não clássicos, são menos o estado e o governo do que a política em si mesma, isto é, do que a consideração da existência de uma categoria humana imanente à nossa condição que é a atividade política, com a qual os homens vivem desde sempre e em relação à qual se devem precaver. Porque, na verdade, ao pôr definitivamente em causa a inevitabilidade do princípio do governo, Hoppe não exclui, como veremos, a necessidade de alguns homens governarem outros. Todavia, não recusando o «princípio do governo», que alternativa oferece Hoppe para o futuro da política? Ou, um pouco pior, como interpreta ele a História política das sociedades humanas onde, sob várias capas, designações e formas, o dito «princípio do governo» esteve e está, pelo que se presume que estará, sempre presente? As respostas de Hoppe, quanto ao passado da política e ao seu futuro, são eivadas de incorrecções, no que se refere ao passado, e perigosamente ilusórias e abstractas, indiciadoras de tentações muito pouco liberais, em relação às possivas alternativas para o futuro.
A aliança despesista à esquerda: PS, BE e PCP
A propósito de responsabilidades. Por Helena Matos.
No que conta, ou seja na despesa, o PS sempre contou com o PCP e o BE como uma espécie de milícia tonitruante face à qual o PS fazia figura de moderador da esquerda e de progressista face à direita. O resultado desta santa aliança está à vista. No caso do pagamento de indemnizações por incumprimento dos contratos do TGV as responsabilidades devem ser pedidas a quem o aprovou.
Deixaram os abrantes abandonados ?
Um abrantes sem a devida orientação superior é um abrantes confuso. Face à cada vez mais notória escassez de recursos, o melhor seria extinguir alguns dos blogues de abrantes e concentrar esforços numa única iniciativa que reunisse todos @s assessor@s, investigador@s sociológic@s, jornalist@as e deputad@s que ainda se apresentam ao serviço. De preferência sob as ordens de alguém que ainda não tenha perdido a cabeça.
Jorge Jesus a pedir 5-0
Que resultado é que era bom…5-0
Leitura complementar: Podiam ter sido mais…
André Abrantes Amaral no Combate de Blogs
Temas e convidados do 28º programa
Hora de apresentar contas.
Pedro Passos Coelho defende a responsabilização civil e criminal para quem não cumpre o orçamento e para quem contribui para os maus resultados da economia portuguesa.
Com os juros da dívida portuguesa a aumentaram e o FMI quase a bater à porta, nem a ajuda da China parece estar a permitir que Portugal saia do vermelho.
Esta terça para quarta-feira, entre as 00:30 e as 01:00, no TVI24, vamos debater este tema com os «combatentes» Nuno Ramos de Almeida, Filipa Martins, Tomás Vasques e o convidado André Abrantes Amaral, do blog «O Insurgente».
Pois II
Hoje ouvi Pina Moura e Vítor Bento a desdramatizar* a questão do recurso ao FMI – Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Dos meus parcos conhecimentos do assunto, não vejo de facto qual seria o problema. Se o Orçamento de Estado para 2011 já foi obviamente condicionado e, de certa forma, imposto por intervenção externa, de que é prova o pára-arranca da negociações PS-PSD com viagens a Bruxelas do PM e do Presidente do PSD, qual é exactamente o problema? Só vejo vantagens. Por um lado a possibilidade de financiamento a um custo muito mais baixo durante o necessário ajustamento que, a bem ou a mal, vai ser feito, por outro um controlo mais efectivo da execução orçamental, da qual tudo depende. Pesados os prós e contras, quanto mais adiarmos esse recurso, mais duro será o ajustamento. É melhor não esperarmos até estarmos encostados à parede.
Leitura complementar: Pois
* certinho, direitinho que não tardamos a pedir ajuda
Novembro 9, 2010
Não há nada como o futuro*
Big Bang! E seis biliões de pessoas, entre elas dez milhões de portugueses, tinham emprego, viviam bem, eram felizes na terra do leite e do mel, do Estado Social. De repente, apareceu o capitalismo, o neo-liberalismo e as políticas de direita. Os empregos desataram a ser destruídos, apareceu a pobreza, a destruição do Estado Social, o caos, a fome e a peste.
É mais ou menos assim não é?
Nota: estive a ver a SICn.
* os amanhãs que cantam ou a teleologia colectivista
Para as gentes de pouca fé
Desculpem-me, mas eu recordo-me, em entrevista na insuspeita e independente RTP, de ver o primeiro-ministro questionado sobre o crescimento do endividamento. É inegável: o primeiro-ministro tinha bem conhecimento do problema e de forma nenhuma mostrou surpresa pela questão. E, vejam bem, o primeiro-ministro até tinha uma resposta pronta: o país estava endividado devido à alta dos preços dos combustíveis, e é bem conhecida a dependência energética de Portugal face ao exterior. Mais, o primeiro-ministro tinha a solução para o endividamento do país e apresentou-a: apostar nas energias renováveis de forma a diminuirmos a tal dependência.E ainda há quem duvide que somos governados por um génio. Que gente velhaca e descrente.
Nanny State Hardcore Porn
End of Liberty Trailer
End of Liberty
Libertarian Porn. Por Dan Mitchell.
I call this libertarian porn because it is designed for the dark enjoyment of people who think the government is destroying the nation. If you don’t like bloated government and statist intervention and you think that the policies being imposed by Washington are going to lead to hyperinflation and societal collapse, then you will get a certain level of grim satisfaction by watching the video.
Since I don’t like bloated government and statist intervention, I obviously like many of the points in the video. That being said, I think it is too dour about the long-run outlook. Big government presumably can lead to societal collapse, with Greece perhaps being an example of a nation heading in that direction. But it’s also likely that big government may be sustainable, albeit at a heavy cost of slower growth and lower living standards. Sweden is a good example of this type of society. It’s not what I want, but it’s not on the verge of breakdown.
Adivinha
De onde foi retirado o seguinte texto:
Opção 1 – Revista Maria
Opção 2 – Site para a Educação Sexual na Escola
Fazer amor na praia
Existem alguns problemas. O primeiro é que, pelo menos no nosso país, é um bocado difícil encontrar uma praia deserta no Verão. Ou seja, depois de encontrar “a” praia, o casal pode enfrentar o risco de ser abruptamente interrompido ou até observado.
O segundo é que as praias, além de estarem cheias gente, estão também cheias de… areia. Fazer amor acariciado pelas ondas é uma aventura apetecível mas é preciso ter cuidado com a areia: se esta entrar na vagina poderá causar pequenas feridas. E a água do mar poderá afectar a eficiência dos preservativos.
Se o cenário escolhido for uma piscina ao luar, não se deve esquecer que as piscinas escorregam, logo, cuidado para a noite não acabar na urgência com a cabeça partida e uma daquelas histórias muito estranhas.
Finalmente, há que não esquecer que os corpos dentro de água (especialmente salgada) flutuam, o que poderá comprometer a exequibilidade de algumas posições ditas “clássicas” mas constituirá um desafio à imaginação dos mais ousados.
PS – Mas esta é uma experiência que poderá suscitar umas boas gargalhadas e, efectivamente, o riso é um dos melhores afrodisíacos.
Pois
Vade retrum FMI por Manuel Castelo- Branco
O penúltimo parágrafo do post:
No entanto, impedir a entrada do FMI, é absolutamente critico. Só a disciplina orçamental, aceleração das reformas, corte na despesa corrente, anulação dos investimentos já comprometidos, deverá ser um imperativo nacional.
Ou seja, só o impossível, a bold, pode impedir a entrada do FMI aka Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Sendo assim andamos a perder tempo porquê?
Nota: há ainda a aparente possibilidade de a China substituir o FEEF embora a um preço mais elevado.
Novembro 8, 2010
Vitória
Sporting Anedótico Club de Portugal. Parabéns ao Porto pela conquista do campeonato.
Hayek vs. Keynes Sequel Sneak Peak
Hayek vs. Keynes Sequel Sneak Peak at The Economist Buttonwood Gathering
Uma conversa na Rádio abrantes anunciada por um abrantes
Pedro Adão e Silva anuncia no blogue Câmara Corporativa uma “conversa” radiofónica com a inconfundível marca abrantes. Ou será um outro abrantes a anunciar uma “conversa” na qual participa Pedro Adão e Silva? De repente, fiquei confuso…
Leitura complementar: TSF – Rádio abrantes.
Regras simples
Há uma regra, nada científica mas empiricamente evidente, que dita que a evolução da taxa de juro da dívida pública de um país é inversamente proporcional à vergonha que os seus responsáveis políticos têm na cara. Naturalmente, no caso português, a mesma têm disparado para valores históricos.
A situação portuguesa, segundo o FT
Às vezes tenho pena que a melhor informação sobre a situação portuguesa venha do exterior, e que em Portugal o nosso jornalismo se perca tanto com assuntos irrelevantes. Esta peça hoje no FT – é artigo de capa na versão em papel – diz mais numa só reportagem sobre a nossa situação do que as dezenas de artigos publicados na nossa imprensa escrita. Realço um parágrafo-chave:
Coerência
O homem que dá esta entrevista, e que lamenta que o “persigam” por tentar investigar os crimes do franquismo, é o mesmo que, em 1998, escreveu isto, justificando a rejeição de uma investigação às Matanzas de Paracuellos e ao papel do histórico líder do Partido Comunista Espanhol, Santiago Carrillo, nesses crimes de assinatura republicana.
Con el respeto que me merece la memoria de las víctimas, no puede dejarse de llamar la atención frente a quienes abusan del derecho a la jurisdicción para ridiculizarla y utilizarla con finalidades ajenas a las marcadas en el artículo 117 de la Constitución Española y los artículos 1 y 2 de la Ley Orgánica del Poder Judicial, como acontece en este caso [...], los preceptos jurídicos alegados son inaplicables en el tiempo y en el espacio, en el fondo y en la forma a los [hechos] que se relatan en el escrito y su cita quebranta absolutamente las normas más elementales de retroactividad y tipicidad.
WikiLeaks vai publicar denúncias sobre eleição presidencial no Brasil
Em entrevista ao jornal brasileiro Estadão, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou ter material bombástico sobre a eleição presidencial no Brasil:
Não sei qual foi a resposta dada em inglês. Na tradução, parece que as ascusações recaem sobre pessoas que não conseguiram se eleger.
Mas se o material trouxer mesmo denúncias sérias e estas recaírem sobre a presidente eleita como será que as instituições brasileiras irão se comportar?
Amanhã, Aveiro, 10:30
Amanhã, a partir das 10:30, Abertura Solene do Ano Escolar 2010/2011 da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da Universidade de Aveiro, com uma conferência do Secretário de Estado da Administração Pública sobre «Desafios para a Administração Pública no contexto da estratégia de consolidação orçamental», seguida da apresentação da monografia Gestão pública e teoria das burocracias: entre a visão clássica da Administração Pública e o novo paradigma da governação pública:
O Secretário de Estado da Administração Pública, Dr. Gonçalo Castilho dos Santos, está de visita à UA, no dia 9 de Novembro, pelas 10h30, na Sala de Actos Académicos, para apresentar uma conferência sobre «Desafios para a Administração Pública no contexto da estratégia de consolidação orçamental» na Abertura Solene do Ano Escolar 2010/2011 da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas.
O evento contará, ainda, com as intervenções do Vice-Reitor Prof. Joaquim da Costa Leite e do Vice-Presidente do Instituto Nacional de Administração Pública, Engº. Rui Afonso Lucas.
Organizada pelas direcções dos Mestrados em Administração e Gestão Pública e em Governação, Competitividade e Políticas Públicas, a sessão terminará às 12h00, com uma apresentação da Monografia «Gestão Pública e Teoria das Burocracias: entre a visão clássica da Administração Pública e o novo paradigma da Governação Pública», pela Prof. Maria Luís Rocha Pinto.
Esta monografia foi publicada pelo INA, é da autoria do Prof. José Manuel Moreira e do Prof. André Azevedo Alves e tem prefácio do Prof. A. Correia de Campos.
Ler III
A disproportionate number of jihadi extremists seem to be living on benefits, por Daniel Hannan.
Ler II
Avatares de la marihuana, por Mario Vargas Llosa.
No se debe confundir el agua y el aceite. Un Estado de derecho no puede legitimar los crímenes ni los delitos sin negarse a sí mismo y convertirse en un Estado bárbaro. Y un Estado tiene la obligación de informar a sus ciudadanos sobre los riesgos que corren fumando, bebiendo alcohol o drogándose, por supuesto. Y de sancionar y penalizar con severidad a quien, por fumar, emborracharse o drogarse causa daños a los demás. Pero no parece muy lógico ni coherente que si ésta es la política que siguen todos los gobiernos en lo que concierne al tabaco y al alcohol, no la sigan también en el caso de las drogas, incluidas las drogas blandas, como la marihuana y el hachís, pese a estar más que probado que el efecto pernicioso de estas últimas para la salud no es mayor, y acaso sea menor, que el que producen en el organismo los excesos de tabaco y de alcohol.
No tengo la menor simpatía por las drogas, blandas o duras, y la persona del drogado, como la del borracho, me resulta bastante desagradable, la verdad, además de cargosa y aburrida. Pero también me disgusta profundamente la gente que en mi delante se escarba la nariz con los dedos o usa mondadientes o come frutas con pepitas y hollejos y no se me ocurriría pedir una ley que les prohíba hacerlo y los castigue con la cárcel si lo hacen. Por eso, no veo por qué tendría el Estado que prohibir que una persona adulta y dueña de su razón decida hacerse daño a sí misma, por ejemplo, fumando porros, jalando coca, o embutiéndose pastillas de éxtasis si eso le gusta o alivia su frustración o su desidia. La libertad del individuo no puede significar el derecho de poder hacer solo cosas buenas y saludables, sino, también, cosas que no lo sean, a condición, claro está, de que esas cosas no dañen o perjudiquen a los demás. Esa política, que se aplica al consumo de tabaco y alcohol, debería también regir el consumo de drogas. Es peligrosísimo que el Estado empiece a decidir lo que es bueno y saludable y malo y dañino, porque esas decisiones significan una intromisión en la libertad individual, principio fundamental de una sociedad democrática. Por ese camino se puede llegar insensiblemente a la desaparición de la soberanía individual y a una forma encubierta de dictadura. Y las dictaduras, ya lo sabemos, son infinitamente más mortíferas para los ciudadanos que los peores estupefacientes.



