O Insurgente

Novembro 14, 2010

O fabuloso contrato do Twitter do INPI (2)

Filed under: Blogosfera,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 09:00

direito de resposta* – Não são 20 mil euros. São 15 euros por cada tweet. Por Carlos Nunes Lopes.

O INPI refere que durante a vigência do contrato foram publicados 1298 tweets.

As rubricas do twitter do INPI vão do “Era uma vez um Troll: (…)” a “um 2 três mais uma vez:(…)”, passando pelo “Sai mais um “cocktail” exportador” e fazem eco de informação avulsa espalhada pela Internet.

Leitura complementar: As explicações de quem acha que não tem nada a explicar.

Novembro 13, 2010

O custo do ensino superior e as propinas

Filed under: Economia,Educação,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:50

Uma questão que, mais cedo ou mais tarde (provavelmente mais cedo dada a situação orçamental do país) também terá de ser reavaliada em Portugal: Why the student protesters are wrong. Por Amul Pandya.

This week’s protests over a proposed rise in university tuition fees demonstrate the long term problem of how reliance on the state creates an unjustified sense of entitlement. Although some of the protesters were simply members of hard-left groups out to cause a stir, the genuinely disaffected students need to understand the current problem that a lack of funding is preventing the provision of a high quality service.

(…)

Contrary to the banner, a degree should not be “for free”. It is not an entitlement for all, but is in fact a form of risk. It costs money, but if the risk pays off then the consumer will cash in. It is just as much a form of risk as not going to university. Those who have chosen to risk not going to university should not have to pay for those who do.

As Mark Littlewood recently wrote, the proposed government policy is a step in the right direction, but does not go far enough. Universities in this country would truly become excellent if they were opened up to the market. They would also be a greater capacity to help poorer scholars who are capable of attending but cannot afford to, as is seen with arrangements for students from low-income backgrounds at American universities.

Passagem do tempo por uma cadeira na Quadratura do Círculo

Filed under: Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 23:00

best of Pacheco Pereira (em apenas uma semana)

Ò Pacheco Pereira, você não sabe que os programas ficam gravados? Por Rodrigo Moita de Deus.
COISA CHATA E INÚTIL. Por João Gonçalves.

Justiça divina

In a speech marking Martyrs Day in Lebanon, Hizbullah secretary-general Hassan Nasrallah announced that his organization would chop off the hand of anyone who tried to arrest his men on suspicion of involvement in the assassination of former Lebanese prime minister Rafiq Al-Hariri.

De regresso à terra

Filed under: Política,Portugal — Helder Ferreira @ 21:15

Nos últimos dias tenho ouvido e lido da imanência do regresso à terra, ao cultivo. De como inevitavelmente todos regressaremos à agricultura e de como é urgente esse regresso quais filhos pródigos. Da intemporalidade da vida simples do campo. Deve ser isso a tal da New Age que nos há-de salvar a todos. Seja como for, tanta conversa sobre o regresso à terra, lembrou-me um post de 2004 (tanto tempo?) no incontornável Jaquinzinhos do João Caetano Dias. É assim que se dá cabo do que se quer preservar: sufoca-se.

O Monstro das Bolachas por João Caetano Dias

Para que é que precisamos de um Ministério da Agricultura? Para distribuir subsídios contrata-se um banco, que o fará com eficácia alocando meia dúzia de funcionários. Uma ou duas funções necessárias de fiscalização concessionam-se. Testes laboratoriais fazem-se nas universidades. Fazia-se uma boa limpeza.

Acontece que este ministério é um excelente representante da burocracia à portuguesa. É assim “O Monstro das Bolachas”: (mais…)

Devolver poder à sociedade

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:53

Como a crise nos vai obrigar a abandonar o Estado-faz-tudo. Por José Manuel Fernandes.

O que nestes dias se está a revelar não são apenas os limites do nosso Estado Social. Ou as suas dificuldades de financiamento. O que nos aparece à vista desarmada é a sua desadequação face não só às necessidades em períodos de emergência, como aos desafios da sustentabilidade em períodos “normais”. O que se está a passar por todo o país mostra-nos como são as organizações da sociedade civil que, descentralizadamente, com uma sensibilidade e um carinho desconhecido nas burocracias estatais, estão a preencher os enormes vazios deixados por uma Administração Pública que prometeu tratar de tudo e, agora, trata sobretudo dela mesma. Há, pois, que mudar de paradigma.

(…)

Trata-se de devolver poder à sociedade, de preferir uma cidadania responsável e activa a uma cidadania dependente e passiva, de permitir a concorrência entre diferentes serviços públicos e entre estes e os que existem fora do Estado, quer no sector privado, quer no terceiro sector. Trata-se de promover a inovação social, encontrando novas formas, mais eficazes, mais humanas, mais participadas e mais transparentes, de resolver problemas que também assumem novas formas – como, de resto, estamos a ver nesta crise.

(…)

No Estado de Bem-Estar, como tem notado o professor da Universidade de Aveiro José Manuel Moreira, é muito fácil criar-se uma economia de interesses que vai minando quer o Estado, tomado por corporações, quer o livre mercado, distorcido por contratos de privilégio.

O fabuloso contrato do Twitter do INPI

Filed under: Blogosfera,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:50

A vergonha do INPI. Por Nuno Gouveia.

Alguém acredita que para fazer este serviço é necessário pagar a uma entidade exterior uma avença mensal de 1700 euros? Estive a ver o twitter do INPI e verifiquei que tem apenas 250 seguidores, a maior parte deles contas de spam e de organizações, e é essencialmente um twitter de links de notícias, nacionais ou internacionais, relacionadas com propriedade industrial. O departamento de comunicação do INPI não dava conta do recado? (…) Mas como os fundos são públicos, não há problema para quem gere o Instituto.

Leitura complementar: As explicações de quem acha que não tem nada a explicar.

Vieira 2011 – APELO À ASSINATURA VIEIRA

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Candidato Vieira 2011

Deputado socialista ataca independência do Governador do Banco de Portugal

Filed under: Blogosfera,Comentário,Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:39

Esta elucidativa apreciação do trabalho de Carlos Costa por parte do deputado socialista João Galamba (para quem, como é sabido, o conceito de independência se apresenta nos dias que correm como bastante problemático) só vem reforçar que a opção pelo Professor Catedrático Convidado da Universidade de Aveiro para o lugar se tem revelado, até ao momento, como uma escolha feliz, marcando a diferença pela positiva face ao seu antecessor. Resta esperar que assim continue.

Fernanda Câncio sobre Fernando Lima

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:19

A genuína “jornalista de causas” nunca deixa que a verdade atrapalhe a construção uma boa estória:
SMS (ou 2) à Fernanda Câncio. Por Manuel Pinheiro.
A “VOZ LIVRE”. Por João Gonçalves.

Sócrates e os sinais vindos do PS

Filed under: Media,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 18:11

Sondagem dá sete pontos de vantagem ao PSD sobre o PS

O Partido Socialista voltou a cair nas intenções de voto. O PS perdeu 5,3 pontos em relação ao mês passado, ficando-se agora pelos 30 por cento, seguindo um sentido contrário ao do PSD, que subiu para 36,9 por cento, de acordo com um estudo realizado pela Eurosondagem para a Rádio Renascença, Expresso e SIC.

Ana Gomes pede remodelação governamental

Esquerda do PS e figuras do soarismo procuram alternativa a Sócrates para “Governo patriótico”

Sócrates: Opinião de Amado é também a do governo, mas oposição não quer assumir responsabilidades

Amado pede afastamento de José Sócrates. Por Nuno Gouveia.

Amado, pessoa inteligente e que sabe ler os sinais políticos, sabe muito bem que uma coligação entre PS e PSD, como sugere na entrevista, seria sempre impossível com José Sócrates a manter-se como líder do PS. E também sabe que Pedro Passos Coelho nunca aceitará entrar num governo nas actuais circunstâncias, sem ir a eleições. No entanto, este apelo ao Bloco Central é um forte indício: “José Sócrates saia e dê espaço para uma nova solução de governo”. No mesmo jornal, é anunciado que António Costa apoia Francisco Assis para liderar o PS no pós-Sócrates. Será apenas uma coincidência?

O xeque de Amado a Sócrates. Por Pedro Correia.

Uma descolagem clara de Luís Amado, em rota de colisão com o primeiro-ministro, que o coloca desde já à cabeça dos candidatos a liderar um suposto governo de “salvação nacional”. “O País precisa de uma coligação já”, declara o ministro, sem rodeios de qualquer espécie, tornando nula a mensagem anterior que Sócrates emitira pela boca de Silva Pereira.

Vida difícil para Jorge Jesus no Benfica

Filed under: Desporto,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:59

Luís Filipe Vieira: «Jorge Jesus não está a prazo»
Adeptos do Benfica interrompem treino no Seixal
Mantorras. Só mais um problema entre Vieira e Jesus

O controlo da despesa e os jornalistas portugueses

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:30

Controlar a despesa aumentando-a. Por João Miranda.

Talvez fosse melhor os jornalistas prestarem mais atenção ao conteúdo das propostas do que à retórica com que são embrulhadas.

A morte silenciosa da negociação de carbono nos EUA

Filed under: Ambiente,Economia,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 10:00

Morte na negociação de carbono nos EUA

Prémios mediáticos

O primeiro vai para James Delingpole, um blogger do Telegraph que ganhou o Bastiat Prize for Online Journalism.
O segundo (ainda sem nome porque o caso está para ser decidido pela justiça), mas nem por isso menos importante, vai para Husayin.

O terceiro, vai para o Hamas, pela sua tradição natural.

Flotilha: uma nova indignação

Filed under: Agenda,Ambiente,Cartoons,Cultura,Double standards,Economia — ruicarmo @ 00:48

Brits ‘held against will by Gaza aid ship’

Filed under: Agenda,Ambiente,Cultura,Desporto,Nanny State Watch,Saúde — ruicarmo @ 00:13

A circuncisão passa(rá) a crime. Parece que viola os direitos humanos.

 

Novembro 12, 2010

Manuel Alegre, o triste

Filed under: Ambiente,Política,Portugal,Presidenciais 2011 — ruicarmo @ 23:58

Para Manuel Alegre, é preciso novas políticas de crescimento económico e de emprego: “Temos que mudar o nosso modelo de desenvolvimento, temos que refazer o nosso tecido produtivo, temos que redescobrir o mar, as pescas e temos que voltar aos campos

Mudar? Mas o modelo de estado-social não é o óptimo? O (ainda maior) controlo da economia por parte do poder político governamental, conduz – entre expressões vagas – ao controlo totalitário.

Manuel Alegre deixou o apelo à necessidade de uma nova “visão de Portugal, uma visão da liberdade, uma visão moderna que seja capaz de perceber os novos direitos” “É preciso um Presidente que tenha uma visão aberta para o mundo e uma visão aberta também para dentro de nós próprios

Seria genericamente positivo para todos os que habitam neste país que Manuel Alegre deixasse de pensar e declamar metáforas sociais e reflectisse numa ideia simples: a riqueza e as oportunidades existem, apesar da asfixia do estado-comilão a quem ainda é capaz de as  produzir.

Manuel Alegre quis mostrar a necessidade de um novo rumo para a economia nacional. Após um lanche convívio com os trabalhadores da fábrica, o candidato salientou que “não nos libertaremos dos credores sem mudar o nosso modelo de desenvolvimento e sem políticas de crescimento económico e de emprego”

Mais um novo rumo? Os credores não deixam em paz os devedores que cumprem, os que apresentam garantias reais? Pelo menos, desde o 25 de Abril quantas reformas estruturais das políticas de crescimento e de desenvolvimento económico existiram? E quantas resultaram? Pensa Manuel Alegre que idealmente a economia está – e é para estar – ao serviço do poder político. Estamos como estamos por causa dessa vontade incontrolável, que não é nova e que apresenta bons resultados. Os actuais e os históricos: os regimes nazi e comunista personificam todo o seu esplendor e poesia.

Uma conclusão parece-me certa: o candidato Alegre, oscila entre o vazio das palavras e um frenético militante do bloco de esquerda em altura de campanha. Para importunar, parece-me pouco. Na realidade, parece-me apenas triste.

Da legitimidade e da abestunta

Filed under: Educação,Portugal — Helder Ferreira @ 23:42

Ontem de manhã ouvi na rádio uma coisa a propósito da educação sexual nas escolas. Um senhora dizia que há casos de pais que querem saber o que é ensinado, outros que não se interessam, outros ainda que recusam que os filhos assistam a aulas da dita educação. A seguir ouvi que um senhor da CONFAP – Confederação Nacional da Associaçõs de Pais terá dito que não tem conhecimento de recusas por parte dos pais e que “isso seria ilegítimo”. Ilegítimo. Esta abestunta (um bichinho, primo da abécula, que voa a dois milímetros do chão com os tomates a roçar pela água) diz que é ilegítimo os pais quererem para os filhos a educação que entendem melhor para eles e terem uma palavra a dizer sobre o assunto. A abécula do senhor da CONFAP é que sabe. A transviatura terá filhos, ao menos?

Vieira 2011 – Bagaço

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Bagaço

Candidato Vieira 2011

As explicações de quem acha que não tem nada a explicar

Filed under: Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 17:55

Vale bem a pena ler a resposta do INPI à notícia hoje publicada no Correio da Manhã, com o seguinte título: 20 mil euros para estar no Twitter. E vale bem a pena porque, no meio de justificações meramente formais próprias de quem acha que não tem grandes explicações a dar, a despesa em causa se torna absolutamente injustificável para quem saiba o que é o twitter, quer nos tempos que correm, quer tendo em conta os serviços desenvolvidos ao abrigo do contrato assinado que poderiam, e deveriam, ser assegurados pelos funcionários do próprio INPI. Se o INPI não sabe o que pode interessar divulgar, no âmbito da propriedade intelectual, quem mais poderá?

Hoje às 18 horas, João Villalobos e Afonso Azevedo Neves (repete, Domingo, às 19)

Filed under: Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:06

Esta semana vou estar com a Antonieta Lopes da Costa em debate com João Villalobos e Afonso Azevedo Neves sobre alguns dos principais temas da actualidade:

1) Chineses – O Presidente da China visitou Portugal, tendo em vista a compra de dívida pública portuguesa e a participação no capital de algumas empresas. Estamos salvos?

2) Cavaco – O Presidente da República anunciou a sua recandidatura numa eleição que não promete aquecer nem sequer o PSD. Os sociais-democratas continuam amarrados a Cavaco Silva. Por mais quanto tempo?

3) Cimeira da NATO – Lisboa prepara-se para receber uma cimeira da Aliança Atlântica, em troca de um possível encerramento do Comando de Oeiras. Com teatros de guerra cada vez mais longínquos, qual o papel de Portugal na NATO?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 14 de Novembro, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil. Com emissão também disponível através da powerbox da ZON TV Cabo.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Natal 2010 (e seguintes)

Filed under: Agenda,Comentário,Cultura,Economia — ruicarmo @ 12:41

Trabalho de Paulo Oliveira.

Lisboa ainda existe

Filed under: Diversos — André Abrantes Amaral @ 10:54

Dezenas acenaram na despedida do “Senhor do Adeus“.

Foto tirada daqui.

Falar é tão fácil…

Filed under: Diversos,Economia,Portugal — Tiago Loureiro @ 10:29

Meus caros,

Vamos admitir, para vosso gozo, que as condições de trabalho desta gente são más. Escolham um daqueles trabalhadores e perguntem-lhe se ele as desconhecia quando foi trabalhar para ali. Perguntem-lhe se ele lá está contrariado ou obrigado. Perguntem-lhe se ele prefere estar a ganhar pouco ou a ganhar absolutamente nada. Depois digam-lhes que ele está a ser “explorado”. Que deve reclamar a elevação das suas condições de trabalho a um nível semelhante a um paraíso na terra junto de quem por lá manda.

Depois de o patrão o mandar embora e colocar no seu lugar quem esteja motivado a trabalhar por aquele valor, preparem-se. Pode ser que, nesse momento, esse recém desempregado vos exija a criação de um novo posto de trabalho – com “direitos”, pois claro – já que, ouvindo os vossos tão legítimos e fundamentados protestos, isso até é coisa fácil. Aguentam-se?

O poder da imagem

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 10:09

Esta fotografia — publicada hoje em lugar de destaque na edição online do ABC — é cruel. Certeira e cruel.

Zapatero e Cameron corren juntos en Seúl.

Adeus

Filed under: Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 03:27

Morreu João Serra, o “Senhor do Adeus”
“Chamam-me o Senhor do Adeus, mas eu sou o Senhor do Olá. Aquele que acena no Saldanha, a partir da meia-noite. Tudo isto é solidão? Essa senhora é uma malvada, que me persegue por entre as paredes vazias de casa. Para lhe escapar, venho para aqui. Acenar é a minha forma de comunicar, de sentir gente”, escrevia, em Março de 2008, o Expresso sobre João Manuel Serra, salientando: “São quase duas da manhã e os carros não param de lhe apitar. Nem eu de lhes acenar. Só fico triste quando o movimento acaba.”
Fonte: (Público)

A confissão de um vil estatista desmascarado

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:58

Algum dia teria de ser e coube ao Pedro Bandeira desmascarar-me:

Tanto para o Rui Albuquerque como para o André Azevedo Alves, ressai uma coisa: dependem os dois do estado, directamente ou indirectamente. O primeiro trabalha no ensino superior privado (que depende em grande parte da cartelização estatal do sector, e dum sem-fim de subsídios). O segundo trabalha para uma universidade estatal.

http://www.rebides.oces.mctes.pt/rebides07/rebid_m3.asp?CodD=24848&CodP=4032

http://www.facebook.com/andreazevedoalves

Dito isto, não custa muito perceber porque razão têm tanta reticência em pôr realmente em causa a própria existência do estado (como o fazem os liberais radicais e coerentes), e porque razão defendem o sistema de vouchers para a educação (um sistema de roubalheira socialista como qualquer outro). Ou, no caso do André Azevedo Alves, que se ofenda com a violência política em si, sem se fazer a pergunta mais fundamental: será que a violência política, ou alguma dela pelo menos, é legítima, nomeadamente para responder aos crimes do estado?

O Pedro Bandeira não só descobriu que eu não sou anarquista, como conseguiu perceber – certamente após um considerável esforço de reflexão – que eu não apoio manifestações de “violência política”. Mas o que mais merece parabéns é a forma como o Pedro Bandeira conseguiu descobrir a informação na qual alicerça a sua brilhante dedução: consultando informação publicamente disponível na minha página do Facebook. Simplesmente brilhante. Em relação ao Rui Albuquerque, o que o Pedro Bandeira escreveu está factualmente errado, pelo que a metodologia produziu menos frutos, mas ainda assim deve louvar-se o esforço e a consistência da tentativa.

No meu caso, o Pedro Bandeira foi mais longe e teve a sagacidade, a cortesia e a bondade de me explicar as raízes psicológicas profundas da minha rejeição do anarquismo. Segundo consegui perceber, terá tudo a ver com o facto de subordinar as ideias que expresso ao desejo (porventura sublimado ou quiçá reprimido por “décadas e décadas” de serviço ao Estado) de ser socialmente aceite quando vou “tomar um café à sala dos professores”:

De facto, não se espera de (quase-)funcionários públicos que sejam anarquistas, querendo destruir a instituição que lhes põe o pão na boca. Além disso, imagine-se o suplício de ir tomar um café à sala dos professores (a maioria deles altamente intervencionistas) depois de ter escrito um post a defender a privatização completa do ensino superior… Cuidado com os olhares que matam. Finalmente, trabalhar décadas e décadas para o estado tende a confundir mesmo a melhor das cabeças, promovendo nela um forte enviesamento pró-estatal. Os interesses e os laços de afecto com colegas acabam por turvar as ideias e afectar a lógica.

Daí, continua com a mesma perspicácia o Pedro Bandeira, que a minha “falta de radicalismo” demonstre “além de incoerência e cobardia intelectual, um ridículo dum tipo muito especial: o ridículo de ter medo de ser ridículo, quando já se o é”.

Mas o que se poderia esperar de alguém que tirou a licenciatura numa Universidade pública; o mestrado numa Universidade concordatária (e que, por isso, envolve dois Estados e não apenas um) e o doutoramento numa instituição de ensino superior fundada por socialistas e onde o perigoso estatista Hayek trabalhou no seu período mais produtivo? Só podia mesmo acabar no mais baixo dos pontos baixos, ou seja: a trabalhar para uma “universidade estatal” (nos EUA, quem sabe, poderia acabar ainda um pouco pior – por exemplo a trabalhar para uma “universidade estatal” relativamente medíocre como a UNLV).

Seguindo a mesma linha lógica de argumentação, não espantará certamente o Pedro Bandeira que alguém que usa ruas e estradas públicas, recorre a serviços de saúde estatais e regularmente utiliza nas suas investigações dados recolhidos por agências financiadas por via fiscal escreva livros sobre a natureza do Estado e o seu funcionamento, alguns dos quais – horror dos horrores! – editados por um instituto público.

Ou que essa pessoa – na sua sôfrega e ridícula ânsia de evitar a todo o custo olhares desaprovadores quando vai “tomar um café à sala dos professores” – organize até conferências sobre Segurança e Defesa que não se subordinam às irrefutáveis e inigualadas contribuições de Hoppe sobre o tema em apreço nem à condenação absoluta de organizações estatistas como a NATO.

Neste contexto, não admira – como o Pedro Bandeira sabiamente conseguiu antever – que, face a um “adversário anarquista” deste calibre, me reste apenas esquivar-me ao debate “com sarcasmos e perguntas irónicas”.

Quanto a Hoppe, não obstante os seus vários contributos válidos, a verdade é que, em parte, a génese de textos como este está também na sua obra e nas suas intervenções públicas. De uma forma que não está, por exemplo, nas obras de autores como David Friedman, Jesús Huerta de Soto, Robert Nozick ou Chandran Kukathas. E é também – ainda que não apenas – por essa razão que este artigo do Rui Albuquerque é importante e deve ser lido com atenção e espírito crítico, especialmente por todos os liberais.

Leitura complementar: Os erros de Hoppe. Recomendo também a leitura e reflexão sobre as questões levantadas pelo António Costa Amaral em comentário ao post.

9 mandamentos

Filed under: Religião — BZ @ 00:56

A Conferência Episcopal Portuguesa excluiu o “não roubarás”

Why Can’t Chuck Get His Business Off the Ground?

Filed under: Economia,Política,Videos — dos ∫antos @ 00:10


City Studies: Government Barriers to Entrepreneurship

Novembro 11, 2010

Tiririca e Ricardo Araújo Pereira

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:44

O Palhaço Tiririca provou que sabe ler e escrever e pode agora ocupar o lugar de deputado para o qual foi democraticamente eleito. Se o caso se tivesse passado com Ricardo Araújo Pereira, bastaria apresentar como prova as colunas publicadas até muito recentemente no jornal A Bola.

Património ao fundo…

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:24

Arquivado processo de classificação da Linha do Tua como património nacional

A centenária linha férrea será parcialmente submersa, numa extensão total de 16 quilómetros, por uma barragem que a EDP pretende construir na foz do Tua, próximo da sua junção com o rio Douro.

Uma petição pela classificação da linha tinha sido entregue em Março passado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar). O processo foi formalmente aberto no princípio de Setembro, instituindo, desde então, um perímetro de protecção de 50 metros em torno do eixo da linha férrea, em toda a sua extensão.

Passados dois meses, o processo foi agora arquivado, com base num parecer da Secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, segundo o anúncio do Igespar hoje publicado.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades; ou, como bem escreveu, o João Miranda: A linha do Tua não sabe nadá, iô!

Denúncias anónimas e tirania

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:21

A boca da tirania. Por Miguel Morgado.

Lembrem-se, no entanto, do que Montesquieu disse quando viu o dito leão veneziano, ou melhor a sua boca faminta de denúncias. Avisou o sábio que era a “boca da tirania”.

A CAIXINHA DO SENHOR CONSELHEIRO. Por João Gonçalves.

O básico em 2010 II

Filed under: Ambiente,Cultura — ruicarmo @ 22:34

Remembrace Day.

Moral mediática

No Avante existe alguma “liberdade de expressão” que não seja a do pcp? Uma pessoa que trabalhe nos conteúdos do Avante ou de outro qualquer meio de propaganda partidário, é jornalista?

O básico em 2010

In a free society, statements – unless they incite to violence or illegal repression – should be met with statements and not with legal indictments.

Não beba água das sanitas

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Nanny State Watch — ruicarmo @ 21:39

Nunca confiando nas sedes repentinas.

Chandler’s new City Hall comes with some features that have municipal workers and visitors scratching their heads. Like the restroom signs that tell people not to drink out of the urinals and toilets.

And the lights that shut off when nobody flips a switch.

A few employees have been cracking jokes and speculating about what it would take to make them slurp from potties when water fountains and sinks are a few feet away.

“I’m glad that I saw that sign because I was very thirsty and looking for a means to quench my thirst,” Mayor Boyd Dunn quipped. “Seriously, I’m certain there’s some regulation out there that requires that type of sign.”

Apenas um destes vídeos é uma paródia

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 17:00

A receita testada e aprovada contra a pobreza é facilitar a vida dos criadores de riqueza

Filed under: Brasil — Bruno Garschagen @ 15:43

No jornal brasileiro Folha de S. Paulo (texto completo só para assinantes), destaco o seguinte trecho do artigo do jornalista Leandro Narloch:

Eu tenho preconceito contra quem adere ao “rouba, mas faz”, sejam esses feitos grandes obras urbanas ou conquistas econômicas. Contra quem se vale de um marketing da pobreza e culpa os outros (geralmente as potências mundiais, os “coronéis”, os grandes empresários) por seus problemas. Como é preciso conviver com opiniões diferentes, eu faço um tremendo esforço para não prejulgar quem ainda defende Cuba e acredita em mitos marxistas que tornariam possível a existência de um “candidato dos pobres” contra um “candidato dos ricos”.

Afinal, se há alguma receita testada e aprovada contra a pobreza, uma feliz receita que salvou milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, é aquela que considera a melhor ajuda aos pobres a atitude de facilitar a vida dos criadores de riqueza.

Não é desta eleição brasileira mais recente o discurso esquerdista da luta de classes como retórica para ganhar votos. De facto, ainda tem o seu apelo político no Brasil acusar o adversário de pertencer ou defender a elite e, com isso, colocar-se como um representante legítimo daquela parte da sociedade que não pertence ao grupo especial. Esse tipo de acusação continua a funcionar como provocação sem uma resposta adequada por parte do acusado. A razão é que, no caso da recente eleição presidencial, todos os candidatos tinham a mesma raiz ideológica de esquerda. A tônica da defesa, por isso mesmo, é baseada no “eu sou mais de esquerda do que você”. O marketing da pobreza citado pelo Narloch é decorrente dessa visão ideológica da política.

E, de facto, a única forma de tirar as pessoas da pobreza é permitir que tenham acesso à riqueza. E isso só é possível se as pessoas puderem prosperar com o fruto de seu trabalho e essa prosperidade irradiar e beneficiar outras pessoas, que também possam enriquecer com aquilo que produzirem.

Publicado no OrdemLivre.org.

Ironia

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:03

O Museu de Arte Moderna de Paris apresentou ontem uma denúncia contra um desconhecido por este ter vandalizado uma obra de um artista pop (perdoem-me o oximoro) que ficou conhecido por vandalizar propriedade pública e privada.

Bank Street, New York, 2008

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