O Insurgente

Novembro 22, 2010

Solidariedade liberal

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 15:29

Num exercício de solidariedade que me é pouco habitual, estou disposto a ajudar o TBR – que nem é mau rapaz, até tem vindo a evoluir, começou no Bloco de Esquerda, anda agora pela JS (quem sabe, não termina o seu amadurecimento ideológico perto de ideias mais liberais) – a estruturar o seu raciocínio.

Tiago: que economista/autor/colunista/crítico/pensador de origem liberal defende o bailout na Irlanda? Em que é que te fundamentas para justificar que o bailout da Irlanda é uma medida de raiz liberal, e não uma medida política, intervencionista, destinada a salvaguardar a moeda única e as instituições europeias que foram incapazes de garantir que os seus membros cumprissem, ao longo do tempo, com as metas de convergência e rigor subjacentes à União Monetária?

Se não fores capaz de responder a esta pergunta, terei de concluir que assentas num discurso demagógico, e escreves sem saber o que dizes.

O liberalismo na JSE é como o Natal, é quando o homem-jugular quiser

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:38

O TBR brinda-nos com mais uma obra-prima da filosofia política, na linha do que se aprende na Jugular School of Economics, e que passa por considerar liberal tudo aquilo que lhes dá jeito. Neste quadro complexo de raciocínio, o bailout ocorrido na Irlanda é uma medida liberal, porque ajuda os bancos; seria keynesiana e socialista, se se destinasse a ajudar uma fábrica altamente sindicalizada à beira da falência, ou se servisse, por exemplo, para prometer a manutenção de postos de trabalho na Groundforce:

Keynesianismo Selectivo

A Irlanda não precisava de recorrer a qualquer ajuda internacional até Abril de 2011, quando voltaria ao mercado da dívida. Mas a sua banca necessitava de ajuda.

Depois do Estado irlandês naufragar as suas contas públicas com a injecção de dinheiro dos contribuintes na banca, arruinando a recuperação da economia, volta a ser fiador do seu sistema financeiro e recorre a mecanismos internacionais para ajudar a banca.

Quem paga é o contribuinte: dezenas de milhares de milhões de euros. Este keynesianismo selectivo é um dos eixos mais imorais do liberalismo dominante. A questão não é, nunca foi, menos Estado. Continua e continuará a ser: onde está o Estado?

Para esclarecimento de mentes confusas como as do TBR e restantes alunos da Jugular School of Economics, relembra-se: a intervenção verificada nos bancos irlandeses é uma medida de cariz socialista.

CGD pratica actos anti-sociais

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:07

CGD aprova política de dividendos da PT

Os representantes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no conselho de administração da PT votaram a favor da distribuição, já em Dezembro, de um dividendo extraordinário por parte da operadora, apurou o Diário Económico (…). As fontes contactadas pelo Diário Económico asseguram que a intenção de propôr o pagamento de um dividendo extraordinário de 1,65 euros por acção contou com o apoio de todos os accionistas representados no conselho de administração, incluindo o banco estatal. A Caixa é a segunda maior accionista da PT, com 7,3% do capital da PT, contando com dois representantes na administração da empresa, Francisco Bandeira e Jorge Tomé. Esta posição dos elementos do banco público no conselho da PT é, de resto, partilhada por todos os accionistas representados naquele órgão (…)

(via DE)

Jugular School of Economics

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 13:50

” (…) as empresas mais rentáveis não são aquelas que mais se focalizam na rentabilidade, mas na inovação de produtos e processos, no respeito pelos consumidores, na qualificação dos colaboradores, na construção de redes de fornecedores competentes e por aí fora.

Logo, o dogma da maximização do lucro, em vez de reflectir adequadamente a realidade e de ajudar os estudantes a entenderem como funciona a economia, serve apenas para justificar comportamentos anti-sociais, tais como as decisões de fuga aos impostos que algumas grandes empresas portuguesas anunciaram nos últimos dias. Não se trata de ciência, mas de apologia (…)”.

Uma empresa quando se foca na inovação, no respeito pelos consumidores, quando procura ter uma rede de fornecedores competentes, fá-lo, obviamente, para poder atingir padrões de rentabilidade sustentáveis ao longo do tempo. Quem ler o JPC até fica com a ideia que há uma antítese entre maximizar o lucro e a rentabilidade, e preocupar-se com a inovação, os consumidores, e com as relações com os fornecedores…

Há ainda uma confusão entre “comportamentos anti-sociais” e distribuição antecipada de dividendos. Se um cidadão comprar em 2010 uma viatura, ciente que vai haver uma subida do IVA em 2011, está a ter um comportamento anti-social? Se um cidadão souber que a gasolina vai subir para a semana, porque aumenta o imposto, e atestar o depósito na véspera, está a ter um comportamento anti-social? Claro, só que tiver dinheiro pode fazer esta gestão; do mesmo modo, só pode distribuir dividendos antecipados quem tiver liquidez e balanço para tal, e nos limites em que a lei o autorize, pelo que não se compreende onde reside o tal “comportamento anti-social”…

Cabe ao Estado fazer bem o seu trabalho de casa, diminuindo o desperdício que persiste na sua máquina, procurando ser mais efectivo no exercício das suas funções. Por exemplo, introduzindo a tal “inovação de processos” a que o JPC se refere, na prestação, que permitiria, e muito, baixar os impostos, em vez de os aumentar. Podia, por exemplo, assegurar que a compra de blindados não era feita, ou que pelo menos chegava a tempo de cumprir o seu objectivo. Em vez de vir com este discurso pseudo-moralista que as empresas devem ser ineficientes fiscalmente, para agradar ao desperdício estatal.

O exemplo sul-africano

Os óptimos resultados da reforma agáraria.

The South African government’s efforts to redress the wrongs of apartheid by buying farms from willing white owners and giving them to blacks has been a failure, with many of the new owners having little experience to make a success of it. The policy has also stirred racial tensions.

O estado a que o estado chegou

Filed under: Ambiente,Cultura,Política,Portugal — ruicarmo @ 01:15

Reportagem da SIC que faz um bom retrato da treta de país em que nos tornamos.

@s jugulares e @s menin@s

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:07

Não seria antes um “clube de menin@s”?

Portugal é diferente da Irlanda

Filed under: Double standards,Educação,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:59

A situação portuguesa é diferente da irlandesa, mas nem sempre para melhor

A primeira grande diferença é o PIB, praticamente igual nos dois países para uma população inferior a metade da portuguesa, donde resulta um PIB per capital duplo do português – os irlandeses têm muito por onde apertar o cinto até chegar à cinturinha de vespa portuguesa.

Novembro 21, 2010

Ron Paul on airport security

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Ron Paul – The American People have become Submissive

«A Great Civilization Is Not Conquered from without until It Destroys Itself from Within.»

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 18:30

A julgar pelas reacções à entrevista do Papa que está para sair em breve, estamos perante uma novidade, uma revelação, uma boa nova que importa aplaudir.

Para estarmos perante uma novidade, o representante da Igreja deveria ter dito um dia que era contra o uso do preservativo per si, e noutro ter dito que o uso de preservativo era aceitável per si. Pelo que tenho lido nenhuma dessas duas coisas aconteceu.

As declarações do Papa não têm sido sobre  “o uso do preservativo” – uma questão apenas material – mas sobre o quadro moral que contextualiza as relações sexuais, e como tal a aceitabilidade do preservativo depende do contexto moral em que é utilizado.

Mas dizer que estamos perante uma novidade serve os mesmos propósitos daqueles que interpretaram as posições da Igreja como um argumento por consequência a favor da Sida: “modernizar” a Igreja. Que melhor prova de que a Igreja precisa de se modernizar do que vir ela própria apresentar mudanças nas suas posições?

Não é verosímil que um anti-católico tenha algo a ganhar com a modernização da Igreja (que significa maior capacidade de adaptação à realidade contemporânea, logo mais capacidade de atrair fiéis), nem é coerente que um católico esteja pronto a modernizá-la à custa da sua identidade. “Modernizar” significa aqui diluir os valores da Igreja até que se fundam no mainstream do politicamente correcto, numa espécie de morte lenta por esvaziamento interno.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 17:18

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Ficamos a saber que ‘esconder-se’, para Fernanda Câncio, significa ‘não estar aos saltos em frente a uma câmara de televisão com um cartaz dizendo Eu Sou o Fernando Lima’
2Metafísica bloquista
3The dark side of the (Ground)force
4O aquecimento global é um direito adquirido!
5Galamba e os euros

Vale a pena assinalar que o post da Maria João Marques é também o mais votado n’O Insurgente até hoje.

Os dividendos e o Estado de Direito em Portugal (2)

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:13

IRS e dividendos. Por LA-C.

Doente com Sida espera que Vaticano peça desculpa pela “negligência”

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 14:50

O director da Associação Positivo poderia não ter contraído Sida se o Papa o tivesse aconselhado a usar preservativo. Estranho que os restantes ensinamentos do Papa sobre castidade não tenham surtido o mesmo efeito.

12 anos

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação — ruicarmo @ 13:23

Tradições locais que importam manter.

“I did not sleep with her in the first two months of our marriage…we only sat together and talked about Adam and Eve and other topics,” he told the paper.

“We had lived like a brother and sister but my mother became angry…she told me that I have to sleep with her because her age does not mean she is a child…I had to listen to her and have now started to sleep with my wife.

Obras de restauração

Filed under: Cultura,Política,Religião — Carlos M. Fernandes @ 12:25

…segundo os vigilantes da História e dos costumes de Espanha: El Foro por la Memoria pide la voladura de la cruz del Valle de los Caídos

Sondagem dominical

Filed under: Religião,Sondagens — Carlos Guimarães Pinto @ 12:13

Costume domingueiro

Filed under: Media — ruicarmo @ 11:09

Ler a crónica O desprezo dos desprezíveis, de Alberto Gonçalves, no DN.

Se os protestos à Cimeira da Nato tiveram alguma virtude foi a de devolverem Gualter Baptista a uma relativa notoriedade. Se bem se lembram, o sr. Gualter é aquele moço que liderou a destruição de um campo de milho em Silves e, dias depois, se viu destruído por Mário Crespo na SIC Notícias. Nestes três anos e tal, o sr. Gualter sumiu da vista pública, não porque tenha estado na cadeia, onde estranhamente não esteve, mas por opção própria, a recuperar da vergonha. Felizmente, entre a estirpe do sr. Gualter a vergonha é uma benesse descartável e ei-lo de volta a opinar sobre um mundo que não compreende.

Excitado face aos eflúvios contestatários em volta da Cimeira e a greve do dia 24, o sr. Gualter decidiu partilhar na Internet as reflexões que lhe consomem a cabecinha. Escusado dizer que o resultado é uma delícia. Primeiro, num longo e divertido texto, o sr. Gualter procura justificar a acção dos Verde Eufémia (já tinha saudades deste nome), sob o pressuposto de que demolir propriedade privada é um direito mas condenar a demolição é uma “verdadeira inquisição”.

Depois, o sr. Gualter lança uns gritos inspirados em Gandhi e na falta de medicação adequada: “Satyagraha contra a NATO e as suas guerras!”; “Satyagraha contra a destruição e apropriação do nosso sistema alimentar por meia dúzia de multinacionais!”; “Satyagraha contra os poderes capitalistas e a sua imprensa, que tentam fazer-nos aceitar que a crise afecta a todos, quando afinal só afecta a alguns!”; “Saiamos às ruas em desobediência contra a cimeira da violência e da guerra! Façamos uma greve geral perturbadora no dia 24! Rejeitemos a apropriação do nosso património agrícola e alimentar!”

Por fim, antes que os paramédicos chegassem com a camisa-de-forças, o sr. Gualter ainda teve tempo para penetrar nas profundezas jurídicas e explicar a obsessão de uma vida: “O crime é uma violação da lei feita às escondidas e com o entendimento de que a lei que se viola é legítima. Na desobediência civil há um acto ilegal, propositado e publicamente anunciado, que intencionalmente viola uma lei que é considerada ilegítima.”

Logo, se eu anunciar aqui que pretendo, propositada e intencionalmente, desferir com um repolho transgénico no cocuruto do sr. Gualter, algo que apenas uma lei ilegítima me impede de fazer, isso não é crime: é desobediência civil. E quem sugerir o contrário é inquisidor. Satyagraha para mim também!

Lew Rockwell on Ron Paul, the Federal Reserve and Congress

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 09:00

Lew Rockwell Freedom Watch 11/17/10: Ron Paul, Fed and Congress

Novembro 20, 2010

Vieira 2011 – Hino Nacional Definitivo – Ena Pá 2000

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Candidato Vieira 2011

100 Anos

Filed under: Desporto — LA @ 12:13

Vitória Futebol Clube

Parabéns a todos os Vitorianos pelo centenário do nosso clube.

Referendo ao aborto parte II

Filed under: Comentário,Internacional,Religião — Carlos Guimarães Pinto @ 11:16

Neste site, os certamente muito progressistas Pete e Alisha colocam à votação dos visitantes a opção de continuarem a gravidez de Alisha ou abortar. Próximo passo será um reality show. Mais um avanço civilizacional do Ocidente.

Liberdades

Em estilo minimalista.

A retweeted joke has landed a Chinese woman in a labor camp for a year, Amnesty International reported Wednesday. On the day of her wedding, Oct. 27, Chinese online activist Cheng Jianping disappeared. Only this week did her whereabouts surface: She had been detained and sentenced by police to a year of “re-education through labor” for retweeting a suggestion that Chinese youth attack the Japanese Pavilion at the Shanghai Expo.

Her fiance Hua Chunhui made a satirical comment mocking youth demonstrators who smashed Japanese products in protest over a dispute with Japan over uninhabited islands in the East China Sea. “Anti-Japanese demonstrations, smashing Japanese products, that was all done years ago by Guo Quan [an activist and expert on the Nanjing Massacre]. It’s no new trick. If you really wanted to kick it up a notch, you’d immediately fly to Shanghai to smash the Japanese Expo pavilion,” Hua wrote. Cheng retweeted the message and added “Charge, angry youth!” in a message, which has since disappeared from the micro-blogging site.

Hua has not been arrested. The BBC reports that Cheng has been sent to Shibali River women’s labor camp in Zhengzhou city in Henan province. “Cheng may be the first Chinese citizen to become a prisoner of conscience on the basis of a single tweet,” Amnesty International wrote. However, other Chinese activists on Twitter say that Cheng has been watched by police for her activism in support of imprisoned Nobel Prize Laureate Liu Xiaobo and imprisoned consumer rights advocate Zhao Lianhai.

Twitter is banned in China, but users can circumvent the blocks implemented by the government.

Novembro 19, 2010

Cidadãos do mundo

Vídeo de uma acção jovem, não violenta que visa apenas defender a propriedade do terrorismo policial.

Ideologias de paz e sucesso

Logotipo do site. E a sua explicação.

Vieira 2011 – As Sábias Palavras do Candidato Vieira

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Candidato Vieira 2011

Razões

Filed under: Ambiente,Internacional,Política — ruicarmo @ 17:55

Para gostar da Nato. Via PPM.

Da dignidade da democracia

Filed under: Comentário,Internacional,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 17:20

Há alguma ironia na pompa e circunstância dos encontros entre chefes de estado e governo de democracias. Aqueles que são, nominalmente, “servos do povo” agem como monarcas absolutos ou tiranetes de meia-tigela. Em nome da “dignidade do estado” subverte-se a ideia de igualdade perante a lei e evidencia-se simbolicamente que uns são mais iguais que os outros.

Não deixa de ser também de notar a facilidade bovina com que uma democracia em concreto, a nossa, permite acefalamente e sem nada questionar que se transforme parte importante do seu espaço público num caos. Deslumbramentos.

Descubra as Diferenças com Miguel Botelho Moniz e Manuel Pinheiro

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:43

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

O DEBATE POLÍTICO AVESSO AO POLITICAMENTE CORRECTO

(com um pé – e às vezes até dois – na blogosfera)

SEXTA-FEIRA, 19 de NOVEMBRO – 18H05

Domingo, 21 de Novembro – 19H05 (REDIFUSÃO)

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Miguel Botelho Moniz e Manuel Pinheiro .

Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:

- Ricos Contra Pobres – Com as crises orçamentais de alguns estados europeus, há quem avise que a falta de solidariedade dos países mais ricos condicionará o futuro da União Europeia. Não há quem queira pagar a factura?

- Governo – Com todas as atenções postas no combate ao défice orçamental, o governo parece ter-se reduzido aos cortes na despesa e ao aumento dos impostos. Não há mais nada que possa ser feito para ultrapassarmos a presente crise?

- Cimeira da NATO – Realiza-se este fim-de-semana mais uma cimeira da NATO, desta vez em Lisboa. Que novidades poderemos esperar deste evento?

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

PODCAST: http://descubraasdiferencas.podomatic.com

descubraasdiferencas@radioeuropa.fm

Emissão também disponível online em www.radioeuropa.fm ou através da powerbox da ZON TV Cabo

Birmânia

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:19

Há um par de anos visitei a Birmânia. Durante quase um mês passei por Yangon, Lago Inle, Mandalay, Bagan e Ngapali. Em Yangon e Mandalay vi com os meus olhos crianças menores – algumas com idades inferiores a dez anos – a colocar alcatrão nas estradas, sob um sol abrasador. Apercebi-me que muitas trabalham em fábricas. No Lago Inle tive a possibilidade de constatar que a maioria da população nem sequer sabe que vive sob a alçada de um regime militar, num Estado designado Myanmar: a ignorância é tal que vivem num isolamento quase tribal. A experiência do ponto de vista das liberdades mais básicas é impressionante – e falo só do que vi, nas regiões onde turistas estão autorizados a visitar. Há ainda toda uma Birmânia fechada ao exterior. O que me disseram, localmente, é que nessas regiões se vivem situações de verdadeira escravatura, na extracção de matérias-primas e na produção industrial que está nas mãos de tríades do sul da China.

Que haja quem consiga dizer coisas abjectas do calibre das que se podem ler no Avante, como tão bem refere o Rui Carmo, é esclarecedor. Há ideologias que são de facto anti-democráticas, que não valorizam nem a liberdade individual nem os direitos humanos. O comunismo, na sua essência, é totalitário, e o PCP, tal como o Bloco de Esquerda, por mais que disfarcem, vivem ainda na esperança de nos imporem o seu modelo político, de que devemos desconfiar, tal a simpatia que demonstram por regimes tão miseráveis como os que encontramos na Birmânia.

Ler

Filed under: Blogosfera,Double standards — ruicarmo @ 11:07

O Pedro Correia, em a  Prosa de general birmanês. Um verdadeiro escarro comunista.

Mas acontece que Suu Kyi é mulher e que para mais tem aquele arzinho fisicamente frágil que nos dá cuidados quando a imaginamos presa. É certo que na sua própria residência, que é capaz de ser mais confortável que a minha. Mas imagino que deve ser terrível para uma mulher, para mais senhora de boa disponibilidade financeira, não poder sair de casa para ir às compras no hipermercado mais próximo. Não sei, é claro, se há algum hipermercado nas proximidades da residência de Aung San Suu Kyi, mas é praticamente certo que o haverá em tempo próximo, quando a democracia por ela desejada chegar enfim a Mianmar, pois é também para isso, para a abundante instalação de hipermercados, que a democracia serve, também para isso foi reinventada. Nem sequer sei se a excelente senhora vive em Rangum, capital do seu país, ou pelo menos nos seus imediatos arredores.

Outras “satyagrahas”

Filed under: Double standards,Internacional,Médio Oriente,Religião — Tiago Loureiro @ 10:53

Perante mais esta notícia, em fim-de-semana de cimeira da NATO, torna-se evidente que há gente com as prioridades muito mal alinhadas. É pena, pois, que os puritanos guardiães do templo da defesa dos direitos humanos e da paz andem ocupados a ladrar gritos de revolta contra a NATO pelas ruas de Lisboa. Seriam bem mais úteis se, travestidos de gente séria, soltando os mesmos gritos de protesto, se mostrassem mais preocupados com o que realmente merece preocupação.

A ler

Filed under: Blogosfera,Livros,Media — ruicarmo @ 00:01

Entrevista a Melanie Phillips, autora do livro The World Turned Upside Down.

Novembro 18, 2010

A mãe-terra não será destruída

Filed under: Agenda,Ambiente,Cartoons,Cultura,Educação,Internacional,Política — ruicarmo @ 23:49

O verdadeiro exército socialista, anti-imperialista e anti-capitalista.

Os dividendos e o Estado de Direito em Portugal

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:56

Como bem escreveu José Manuel Fernandes, isto é correcto e é corajoso dizê-lo claramente. Vale a pena por isso salientar esta tomada de posição de Pedro Passos Coelho: Passos Coelho defende empresas que vão pagar dividendos este ano

Questionado, em concreto, sobre a iniciativa legislativa do PCP para aplicar já este ano o agravamento fiscal previsto para 2011, ao qual as empresas poderiam fugir antecipando a distribuição de dividendos, Passos Coelho respondeu: “Não conheço essa iniciativa. O que sei é que há uma lei que está em vigor”.

“E é no quadro dessa lei que está em vigor que os agentes económicos, as empresas, os cidadãos tomam as suas decisões. E não pode deixar de ser assim, sob pena de deixarmos de viver num Estado de direito”, considerou.

Paz sim, guerra não

Filed under: Agenda,Ambiente,Blogosfera,Videos — ruicarmo @ 22:51

Momento lúdico.

Hoppe, a monarquia e a democracia

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Hans-Hermann Hoppe, a monarquia e a democracia. Por Miguel Madeira.

Quem protege os consumidores da DECO?

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:17

manifesto anti DECO. Por Vítor Cunha.

nesta semana recebi um e-mail (spam, claro) que não pedi com mais uma iniciativa da DECO e com o sugestivo assunto: “Aparelhagem Mini Hi-Fi gratuita a vossa espera”.

Querem vender-me uma assinatura da revista. Tentei perceber o preço e o caminho foi infernal (são as chamadas boas práticas de defesa do consumidor); se contratar oferecem-me um toca música (“aparelhagem mini hi-fi compact sound system”) e um muito útil medidor de distâncias digital.

Haverá quem nos defenda desta «Defesa do Consumidor»?

Flamenco (3): Baile

Filed under: Cultura — Carlos M. Fernandes @ 12:50

E o baile, para terminar. Pensei em Eva Yerbabuena para ilustrar este terceiro tomo. Mas como podemos resistir à mirada de Carmen Amaya?, a maior entre as maiores, e o exemplo perfeito para explicar aos leigos o que é o duende.

Metafísica bloquista

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal — Tiago Loureiro @ 12:23

Alguém diga ao João Teixeira Lopes que tamanha ubiquidade dos malvados “mercados” é da responsabilidade de quem a eles recorre para sustentar os disparates resultantes das fantasias socialistas em que ele próprio acredita. Ao vir, do alto da superioridade moral em que se embriaga e da pouca vergonha que lhe sobra na cara, gritar que “acabou o fiado para os mercados”, está a fazer a figura ridícula da senhora que pede fiado na mercearia lá da rua e, ao fim de um tempo, em vez de pagar o que deve, tem a lata de se indignar por não lhe colocarem mais umas despesas no caderninho e responsabilizar o merceeiro pela sua falta de dinheiro no bolso.

Não é difícil perceber que o problema é exactamente o inverso. Os mesmos mercados que foram permitindo que o João Teixeira Lopes e os seus pares vissem os seus ideais alimentados por um prato sempre cheio (em que agora cospem), vêm dizendo que se está a acabar o fiado para Portugal.

Das duas, uma: ou não se chega a perceber a lógica do problema, ou a desonestidade intelectual prova ser, mais uma vez, parte fundamental da realidade metafísica em que esta gente insiste em viver. Eles é que precisam ser chamados à terra. Com urgência.

Eles pedem

O fim do direito à blasfémia. Era o que faltava.

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