O Insurgente

Novembro 30, 2010

Abaixo dos direitos dos animais

Enquanto decorre em Cancún a conferência climática das Nações Unidas, que na sessão inaugural apelou ao compromisso e à acção, cientistas indicam aos políticos algumas linhas de orientação, a serem seguidas. É tudo muito simples: os políticos dos chamados países desenvolvidos devem conduzir os seus súbditos a aderirem a um sistema de racionamento e a congelarem os objectivos desumanos de crescimento económico durante as próximas duas décadas. O objectivo é travar o aumento global das temperaturas.

9 Comentários »

  1. Interessante análise, mas será que o autor mantém as mesmas conclusões quando estamos a falar dos cientistas do campo económico?

    Ou será que para o autor os cientistas são todos azuis, só que uns mais que outros?

    Comentário por João Cardiga — Novembro 30, 2010 @ 16:21

  2. Mantenho.
    Que cientistas do campo económico são esses que refere? Também vivem na terra dos estrunfes?

    Comentário por ruicarmo — Novembro 30, 2010 @ 16:39

  3. O mal que há-de exterminar a espécie é o nº de cretinos e papagaios à solta.
    Para começar a diminuir a “pegada ecológica” dos europeus proponho que se restaurem os campos de Aushwitz e Treblinka e comecemos a desinfecção pelos cientistas do aquecimento global e jornalistas.
    Já era uma poupança e um progresso em direcção a um mundo mais limpo.
    Vou também fazer uma petição para a criação dum imposto sobre o carbono dos animais domésticos (pode ser que consiga deitar a mão a alguns euritos)

    Comentário por ricardo saramago — Novembro 30, 2010 @ 16:45

  4. “Que cientistas do campo económico são esses que refere? ”

    Não sei se são cientistas, mas em qualquer jornal económico está cheio de artigos de opinião dizendo “vivemos acima das nossas possibilidades” (o que tem implicito que temos que baixar o nosso nível de vida).

    Comentário por miguelmadeira — Novembro 30, 2010 @ 21:56

  5. “proponho que se restaurem os campos de Aushwitz e Treblinka”

    Nunco ouviu falar nos fornos crematórios? Isso iria AUMENTAR a pegada ecológica.

    Comentário por miguelmadeira — Novembro 30, 2010 @ 21:57

  6. Miguel, estou completamente fora da especialidade científica da economia mas parece-me que vai alguma distância entre os políticos decidirem impor senhas de racionamento, abrandar (!?) os ritmos de desenvolvimento económico e as pessoas usarem ou não o cartão de crédito para comprarem férias.

    Comentário por ruicarmo — Novembro 30, 2010 @ 22:05

  7. Caro Rui Carmo

    Acha dificil encontrar exemplos de economistas que defendam que “os políticos dos chamados países desenvolvidos devem conduzir os seus súbditos a aderirem a um sistema de racionamento e a congelarem os objectivos desumanos de crescimento [salarial] durante” os próximos tempos?

    E já agora consegue-me esclarecer que distancia vai de “os políticos decidirem impor senhas de racionamento” e os politicos empurrarem pessoas para a sopa dos pobres?

    Comentário por João Cardiga — Dezembro 1, 2010 @ 00:13

  8. Só acharia difícil se não vivesse em Portugal. As preocupações sócio-ecológicas dos políticos e de alguns cientistas dão nisso, não acha?

    Comentário por ruicarmo — Dezembro 1, 2010 @ 00:20

  9. Caro Miguel Madeira
    Já não há crematórios.
    Já não se queimam coisas (ou pessoas) agora faz-se “valorização energética”.
    Hoje Aushwitz teria à porta uma tabuleta a dizer: CENTRAL DE VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA
    , por baixo uma dúzia de certificações ISO10…. e um slogan “Trabalhamos para um mundo mais limpo”

    Comentário por ricardo saramago — Dezembro 1, 2010 @ 16:06


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