Uma empresa quando se foca na inovação, no respeito pelos consumidores, quando procura ter uma rede de fornecedores competentes, fá-lo, obviamente, para poder atingir padrões de rentabilidade sustentáveis ao longo do tempo. Quem ler o JPC até fica com a ideia que há uma antítese entre maximizar o lucro e a rentabilidade, e preocupar-se com a inovação, os consumidores, e com as relações com os fornecedores…
Há ainda uma confusão entre “comportamentos anti-sociais” e distribuição antecipada de dividendos. Se um cidadão comprar em 2010 uma viatura, ciente que vai haver uma subida do IVA em 2011, está a ter um comportamento anti-social? Se um cidadão souber que a gasolina vai subir para a semana, porque aumenta o imposto, e atestar o depósito na véspera, está a ter um comportamento anti-social? Claro, só que tiver dinheiro pode fazer esta gestão; do mesmo modo, só pode distribuir dividendos antecipados quem tiver liquidez e balanço para tal, e nos limites em que a lei o autorize, pelo que não se compreende onde reside o tal “comportamento anti-social”…
Cabe ao Estado fazer bem o seu trabalho de casa, diminuindo o desperdício que persiste na sua máquina, procurando ser mais efectivo no exercício das suas funções. Por exemplo, introduzindo a tal “inovação de processos” a que o JPC se refere, na prestação, que permitiria, e muito, baixar os impostos, em vez de os aumentar. Podia, por exemplo, assegurar que a compra de blindados não era feita, ou que pelo menos chegava a tempo de cumprir o seu objectivo. Em vez de vir com este discurso pseudo-moralista que as empresas devem ser ineficientes fiscalmente, para agradar ao desperdício estatal.
Jugular School of Economics or just a bunch of crap.
Comentário por Eduardo F. — Novembro 22, 2010 @ 22:46