O Insurgente

Novembro 22, 2010

Jugular School of Economics

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 13:50

” (…) as empresas mais rentáveis não são aquelas que mais se focalizam na rentabilidade, mas na inovação de produtos e processos, no respeito pelos consumidores, na qualificação dos colaboradores, na construção de redes de fornecedores competentes e por aí fora.

Logo, o dogma da maximização do lucro, em vez de reflectir adequadamente a realidade e de ajudar os estudantes a entenderem como funciona a economia, serve apenas para justificar comportamentos anti-sociais, tais como as decisões de fuga aos impostos que algumas grandes empresas portuguesas anunciaram nos últimos dias. Não se trata de ciência, mas de apologia (…)”.

Uma empresa quando se foca na inovação, no respeito pelos consumidores, quando procura ter uma rede de fornecedores competentes, fá-lo, obviamente, para poder atingir padrões de rentabilidade sustentáveis ao longo do tempo. Quem ler o JPC até fica com a ideia que há uma antítese entre maximizar o lucro e a rentabilidade, e preocupar-se com a inovação, os consumidores, e com as relações com os fornecedores…

Há ainda uma confusão entre “comportamentos anti-sociais” e distribuição antecipada de dividendos. Se um cidadão comprar em 2010 uma viatura, ciente que vai haver uma subida do IVA em 2011, está a ter um comportamento anti-social? Se um cidadão souber que a gasolina vai subir para a semana, porque aumenta o imposto, e atestar o depósito na véspera, está a ter um comportamento anti-social? Claro, só que tiver dinheiro pode fazer esta gestão; do mesmo modo, só pode distribuir dividendos antecipados quem tiver liquidez e balanço para tal, e nos limites em que a lei o autorize, pelo que não se compreende onde reside o tal “comportamento anti-social”…

Cabe ao Estado fazer bem o seu trabalho de casa, diminuindo o desperdício que persiste na sua máquina, procurando ser mais efectivo no exercício das suas funções. Por exemplo, introduzindo a tal “inovação de processos” a que o JPC se refere, na prestação, que permitiria, e muito, baixar os impostos, em vez de os aumentar. Podia, por exemplo, assegurar que a compra de blindados não era feita, ou que pelo menos chegava a tempo de cumprir o seu objectivo. Em vez de vir com este discurso pseudo-moralista que as empresas devem ser ineficientes fiscalmente, para agradar ao desperdício estatal.

1 Comentário »

  1. Jugular School of Economics or just a bunch of crap.

    Comentário por Eduardo F. — Novembro 22, 2010 @ 22:46


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