O Insurgente

Novembro 13, 2010

O custo do ensino superior e as propinas

Filed under: Economia,Educação,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:50

Uma questão que, mais cedo ou mais tarde (provavelmente mais cedo dada a situação orçamental do país) também terá de ser reavaliada em Portugal: Why the student protesters are wrong. Por Amul Pandya.

This week’s protests over a proposed rise in university tuition fees demonstrate the long term problem of how reliance on the state creates an unjustified sense of entitlement. Although some of the protesters were simply members of hard-left groups out to cause a stir, the genuinely disaffected students need to understand the current problem that a lack of funding is preventing the provision of a high quality service.

(…)

Contrary to the banner, a degree should not be “for free”. It is not an entitlement for all, but is in fact a form of risk. It costs money, but if the risk pays off then the consumer will cash in. It is just as much a form of risk as not going to university. Those who have chosen to risk not going to university should not have to pay for those who do.

As Mark Littlewood recently wrote, the proposed government policy is a step in the right direction, but does not go far enough. Universities in this country would truly become excellent if they were opened up to the market. They would also be a greater capacity to help poorer scholars who are capable of attending but cannot afford to, as is seen with arrangements for students from low-income backgrounds at American universities.

3 Comentários »

  1. O facto de aumentar as propinas só afecta uma pequena parte dos estudantes: mais 100€ por mês para uma família de classe média alta não muda nada, a quem tem apoio estatal também não mexe porque já tem as propinas pagas sejam quais forem. A parte que afecta realmente, são os que pedem empréstimo para estudar ou cujas famílias fazem já um esforço para os terem lá. E acredite que esses já se esfolam todos e aturam todos os dias os colegas calões que não precisam daquilo como eles.

    O que é preciso mudar é o facilitismo, isso sim! É preciso um sistema de prescrições mais rigoroso para os alunos, é preciso reavaliar a quantidade de matéria que com a implementação do processo de bolonha passou a ser-nos enfiado pela guela abaixo sem dar tempo de o digerir, é preciso primeiro racionar o trabalho que se dá aos professores e depois fiscalizar a sua actuação. Na minha faculdade, que é pública, tenho muitos que admitidamente dão notas aos exames e relatórios olhando para a cara do aluno, e têm um bom gabinete, regalias, altos ordenados, enquanto que outros que são EXCELENTES professores nem gabinete têm, é preciso marcar com eles no bar para tirar dúvidas.

    O que é preciso não é cortar apoios, é fiscalizar a sua aplicação!

    Comentário por Nogueira da Costa — Novembro 14, 2010 @ 12:11

  2. Uma bolha especulativa. Mais uma. É só olhar para o que esta educação fez por Portugal.

    Comentário por lucklucky — Novembro 14, 2010 @ 15:13

  3. “It is not an entitlement for all, but is in fact a form of risk. It costs money, but if the risk pays off then the consumer will cash in”

    Depende do curso, da faculdade, do mercado de trabalho. Quantos licenciados conhecemos que andam em caixas de supermercado?
    Por isso, essa do consumidor que decidiu arriscar pagando por um curso, irá, necessariamente, recolher benefícios económicos desse seu risco mais tarde, tem muito que se lhe diga…

    Comentário por Luís Pedro Mateus — Novembro 17, 2010 @ 20:45


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