Outubro 19, 2010
Outubro 18, 2010
O Insurgente no Facebook
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Ricardo Coração de Dragão
Quaresma no Dragão: «Nunca hei-de festejar contra o F.C. Porto»
Apesar de ser a estrela da equipa adversária, acha que vai ser bem recebido pelos adeptos?
«Acho que sim. Acho que não têm motivos para me tratarem mal… Não acredito que possam tratar-me mal, mas, se assobiarem, vou respeitar porque não será por isso que vou deixar de amar aquele clube.»Se marcar um golo ao F.C. Porto, festeja?
«Não.»Porquê?
«Porque o F.C. Porto é um clube que amo e que respeito muito. Faço o meu trabalho, como profissional que sou. Mas nunca hei-de festejar contra o F.C. Porto.»
Como funcionam as “Novas Oportunidades” (2)
Comentário do leitor Joaquim Barbosa ao post Como funcionam as “Novas Oportunidades”:
Inscrevi-me nas novas oportunidades e desisti, aquilo não fazia sentido, o guião está escrito e não nos podemos desviar daquilo que as formadoras querem que conste do referencial.
Os nossos reais temas e conhecimentos de vida de nada servem, se não for o que as formadoras querem que se enquadre no guião é pura e simplesmente ignorado, é palha como elas dizem.
Não existe um qualquer tipo de aprendizagem.
Não existe nenhum tipo de avaliação.
Existem pessoas que não sabem uma palavra de inglês, francês etcaetera.
Existem pessoas que dominam fluentemente o inglês, francês etcaetera.
Não há distinção entre os candidatos, não há selecção, não há critério não há nada…é uma treta.
Leitura complementar: Como funcionam as “Novas Oportunidades”; A caminho do “sucesso” estatístico; Malícia ou estupidez?; Os chumbos já acabaram; O corolário lógico do eduquês.
Eleições no Brasil: a antiprivatista e o defensor envergonhado das privatizações
No debate promovido ontem pelo canal brasileiro Rede TV! em parceria com o jornal Folha de São Paulo, a candidata do PT à Presidência do Brasil, Dilma Rousseff, manteve a estratégia usada pelo Presidente Lula na eleição de 2006 contra o seu adversário Geraldo Alckmin, do PSDB: atacar as privatizações e acusar o actual candidato do PSDB, José Serra, de querer privatizar a Petrobras.
Naquela disputa, o esquema funcionou pela reacção equivocada da campanha de Alckmin, que acusou o golpe e adoptou para si o discurso do adversário até chegar ao acto medonho de vestir uma jaqueta com os símbolos das empresas estatais brasileiras. Se ambos os candidatos demonizavam as privatizações, era de considerar que a população, com essa informação, partilhasse da mesma opinião, mesmo que tenha sido beneficiada directamente, como no exemplo da privatização do sector de telefones móveis e fixos.
Agora, apesar de inicialmente seguir os passos de Alckmin, o candidato do PSDB parece ter escutado conselhos de colegas de partido e passou a defender o governo de FHC e as privatizações. No debate de ontem, chamou a atenção para os benefícios do acesso aos telemóveis pela população mais pobre. Isso não quer dizer que Serra seja um liberal. Está longe disso. Assim como sua adversária, a candidata do PT, acredita que o estado deve ser o agente do desenvolvimento econômico.
A nota cómica dessa segunda volta presidencial é que a candidata do PT que acusa adversário do PSDB de privatista, num tom ainda mais agressivo do que se acusasse a mãe dele de actos menos nobres, é a mesma que desenvolve um discurso mais pró-mercado do que o próprio José Serra. Ideologia de político brasileiro começa e termina naquilo que atrai mais votos.
O melhor até agora foi que a não-eleição da candidata do PT na primeira volta e a reacção do eleitor brasileiro às denúncias de corrupção no governo Lula e à satanização da privatização mostraram que o eleitor brasileiro é melhor do que imaginam os analistas políticos e os políticos em campanha. Essas informações permitem ratificar a observação do sociólogo Alberto Carlos de Almeida de que um partido de direita no Brasil (liberal-conservador) conquistaria uma parcela significativa dos votantes que carecem de uma proposta política alternativa e eficiente.
Entre a antiprivatista de ocasião (Dilma Rousseff) e o defensor envergonhado das privatizações (José Serra) há uma lacuna política a ser ocupada pelos liberais. Ou eles ocupam tal espaço ou vamos continuar lamentando que o leque de opções ideológicas da política partidária no Brasil vá do amplo espectro entre a esquerda e o canhoto.
Um “lapso” de 587 milhões de euros
Não sei o que é pior do ponto de vista da irresponsabilidade política do actual governo: se o lapso de 587 milhões de euros no Orçamento se o facto de ser a Ascendi a vir corrigir o que foi inscrito na proposta orçamental e publicamente divulgado pelo próprio governo socialista.
Assim se vê o cuidado com que foi feita a proposta socialista de Orçamento de Estado e o cuidado com que é gerido o dinheiro dos contribuintes: Ascendi diz que dotação de 587 milhões é “um lapso”
Concessionária da Mota-Engil e BES diz que já pediu ao Ministério das Finanças que faça uma correcção à rubrica inscrita no Orçamento do Estado para 2011 como reposição do equilíbrio financeiro da Ascendi.
(…)
Contactado pelo Negócios, ao início do dia, para explicar esta questão, o Ministério das Finanças ainda não esteve disponível para esclarecer.
Já há 587 milhões de folga. Por JMF.
Pelo que cabe perguntar: caindo essa rubrica da despesa, qual é a que cai do lado da receita? Ou, mais precisamente, que imposto é que não tem de aumentar tanto já que haverá 587 milhões de folga?
Leitura complementar: Ascendi vai receber 587,2 milhões de euros do Estado para “repor o equilíbrio financeiro”; Coisas que a Escolha Pública explica; Outra prioridade nacional; Uma prioridade nacional.
O Orçamento e as preocupações anti-esquerdistas de Pacheco Pereira
Radicais e moderados. Por Miguel Noronha.
Ascendi vai receber 587,2 milhões de euros do Estado para “repor o equilíbrio financeiro”
Concessões do BES e da Mota recebem 738 milhões
A Ascendi vai receber 150,7 milhões este ano e 587,2 milhões em 2011. A Refer terá apenas oito milhões do PIDDAC.
A Ascendi, sociedade liderada pela Mota-Engil e pelo Banco Espírito Santo (BES), vai receber do Estado 737,9 milhões de euros para repor o equilíbrio financeiro das concessões rodoviárias que gere em Portugal. Segundo o relatório definitivo do Orçamento do Estado (OE) para 2011, esta “despesa excepcional” tem uma estimativa de pagamento de 150,7 milhões de euros no presente ano, a que acrescem mais 587,2 milhões de euros orçamentados para o próximo ano, o que representa um crescimento de 289,6% face ao ano em curso.
SUBIR O IVA OU AJUDAR A ASCENDI? Por Álvaro Santos Pereira.
Sabia que mais de metade das receitas projectadas com a subida do IVA vão “direitinhas” para os cofres de uma empresa privada? Sabia que as transferências dos dinheiros do Estado para esta empresa equivalem a mais de metade das poupanças arrecadadas com o corte de salários dos funcionários públicos?
Pois é, é verdade. Pelo menos, é isso o que nos informa o Relatório do Orçamento de Estado para 2011. Como todos sabemos, o projecto de Orçamento de Estado do governo dá azo ao maior aumento da carga fiscal das últimas décadas. Sobe-se o IVA, o IRS, as contribuições sociais, bem como toda uma série de taxas que farão diminuir o rendimento disponível das famílias e aumentar os custos das empresas e dos consumidores. Cortaram-se ainda salários, prestações sociais, despesas com a Saúde e os gastos com a Educação. Tudo em prol do “interesse nacional”. Porém, sabia que o mesmo governo que está a querer aumentar o IVA vai igualmente transferir 587,2 milhões de euros para a ASCENDI, com a desculpa de levar a cabo a “reposição da estabilidade financeira” da empresa? E que esse “reforço” equivale a um aumento de 289,6% das verbas pagas à ASCENDI em relação a 2010? (p. 212 do Relatório do OE 2011)
Quem é a ASCENDI? É uma das empresas que tem ajudado o governo na sua cruzada de “modernização” do país através da construção de mais de 850 quilómetros de auto-estradas em diversos pontos do país. E quem são os principais accionistas da ASCENDI? Depende da concessão em causa, mas são maioritariamente a Mota-Engil (entre 35% e 45% do total), a ES Concessões (detida pela Mota-Engil) e a OPway, entre outros.
(via Jorge Costa)
Leitura complementar: Coisas que a Escolha Pública explica; Outra prioridade nacional; Uma prioridade nacional.
Resumindo a “negociação” do orçamento
O PS quer estar no poder quando o FMI chegar à Portela.
O PSD quer ter tempo para chegar onde está o PS para ser ele a fazer a recepção.
Os restantes partidos só querem que PS e PSD (ou de preferência os dois) lá estejam, e que a entrada tenha o maior estrondo possível.
O renascimento do Chiado
Há coisas engraçadas que sucedem por vezes numa cidade. É o caso do Chiado, em Lisboa, destruído há 20 anos, um estaleiro durante demasiado tempo e por fim um local a renascer. Quem apanhe, num Sábado qualquer, de preferência com sol, o metro e saia na Baixa-Chiado, fica surpreendido não só com a luz que inunda os largos do Chiado e de Camões, mas também com a quantidade de gente que por ali anda, a subir e a descer a rua, e a entrar e a sair das lojas. Ouve a música, a confusão das conversas, os sons de uma cidade normal que por vezes vive ao ar livre. Se passar pelos alfarrabistas da Rua Anchieta, pode ver os preços simpáticos e acessíveis que os livros têm; se for muitas vezes, converse com os livreiros e eles farão ofertas só para si. Encomende livros, troque impressões, regateie. Sente-se um gostinho especial quando se regateiam livros, ainda por cima na rua. Lanche num dos cafés, vá à FNAC que é melhor que a do Colombo, compre roupa, sente-se nas esplanadas, lanche por ali, não perca a Calçada do Duque, por cima da estação do Rossio; vá ao Rossio, mas não se afaste muito do Chiado que está agradavelmente desorganizado. Isto parece um texto turístico de há 40 anos, mas não. Escrevi-o ontem e, não fosse o computador, podia dizer que o tinha feito em cima do joelho.
Há três/quatro anos o Chiado era alternativo. Hoje, uma alternativa. Depois das obras, finalmente deixaram o espaço respirar e as pessoas estão a voltar. Devagar, muito devagarinho, são cada vez mais os que se arriscam a lá ir. E há uma diversidade enorme de gente, em tudo diferente da massa uniforme dos shopping centres. Deixo, pois, um apelo às autoridades camarárias: Não façam nada. Por favor, não se mexam. Deixem a ‘coisa’ ir andando, assim, ao sabor da vontade dos lisboetas. Não inovem, não ajudem, não tenham iniciativas, muito menos, boas ideias. Não façam obras. Deixem aquele sítio vir a ser o que a vivência humana fizer dele.
Coisas que a Escolha Pública explica
Porque é que há tanta gente nos dois principais partidos políticos com tanta vontade de, mesmo tendo em conta a situação económica calamitosa do país, ganhar as próximas eleições legislativas, estando até disposta a patrocinar um orçamento de estado ruinoso para, cada um pelo seu caminho, tentar atingir esse desiderato?
O défice externo português é insustentável
Por muitos disparates que se escrevam – incluindo culpar os EUA, a Alemanha ou mesmo os temíveis reptilianos pelo descalabro a que a governação socialista conduziu Portugal – a verdade é que o défice externo português é simplesmente insustentável.
Como o Estado português foi incapaz de se auto-disciplinar em termos orçamentais e de promover os ajustamentos necessários em tempo útil, resta agora – com ou sem intervenção externa – “ajustar” à bruta e com pesadíssimos custos económicos e sociais: Viver a crédito, morte certa. Por Jorge Costa.
Se um país investe mais do que poupa, porque consome mais do que pode, endivida-se. Em Portugal esse é o regime desde 1995 (no tempo do engenheiro, o a sério, cavou-se o fosso de que nunca mais saímos e, se alguma coisa, foi sendo agravado com alguma oscilação). E, depois disto tudo, ainda há quem pie assim. Já não se aguenta ouvir isto. Notar que, a tracejado, está a previsão do FMI até 2016. Não se deve interpretar esta previsão como a afirmação de que tal vai acontecer, mas a de que isso aconteceria, se a tendência passada e o que a possibilitou se mantivessem sem alterações. Uma crise profunda como a que estamos a viver é, em regra, justamente um ponto de ruptura com tendências que se converteram em desequilíbrios estruturais – insustentáveis. Neste caso: viver permanentemente acima das possibilidades, viver a crédito: é morte certa. A casa vai abaixo.
Outra prioridade nacional
Subida na factura da luz chega aos 4,7% para financiar a RTP
A contribuição audiovisual garante uma receita da ordem dos 100 milhões de euros ao grupo RTP, onde se incluem os serviços públicos de televisão e rádio. Com a subida prevista no OE 2011, o acréscimo de receita supera os 30 milhões de euros. A este valor somam-se as indemnizações compensatórias e aumentos de capital que o Estado tem feito anualmente na RTP no quadro do processo de reestruturação e saneamento assinado em 2003 por Durão Barroso.
Em 2009, o grupo RTP recebeu 205 milhões de euros em indemnizações compensatórias e aumentos de capital, Em 2010, e até ao terceiro trimestre, as transferências do Estado chegavam já aos 197 milhões de euros.
Outubro 17, 2010
Um sistema de portagens com projecção internacional
“Portugal implementa sistema de portagens mais caro e caótico do mundo”
O jornal espanhol “El Mundo” descreve o novo sistema de portagens das SCUTS como “o mais caro e caótico do mundo”. Um cidadão espanhol que queira ir da Galiza ao Porto – um troço de 76 quilómetros – terá que desembolsar 77 euros.
(…)
O “El Mundo” adianta que um cidadão espanhol que parta de Vigo, rumo a Portugal, tem à sua espera “um caminho de incertezas”. Desde logo, uma vez passada a fronteira, e entrando na cidade de Valença, deparam-se com a primeira dificuldade: adquirir o dispositivo electrónico que permita pagar portagem.
O aluguer do dispositivo – que se encontrava esgotado na estação dos correios de Valença – custa 27 euros, sendo que pela primeira utilização do aparelho o posterior reembolso será logo descontado de 4,30 euros (1,30 euros nas semanas seguintes).
Ainda antes de sair da estação dos correios há que carregar o aparelho. 50 euros para veículos ligeiros e 100 euros para veículos pesados. Neste caso não haverá qualquer reembolso e o carregamento apenas valerá por 90 dias.
Fisco em greve
Eis uma greve que, por uma vez, deve merecer todo o apoio dos liberais:
Fisco: trabalhadores marcam greve de 20 dias em Novembro
Oxalá se mantenham firmes e determinados na luta pelos seus direitos e não venham a desistir da greve.
Resumo da governação socialista
Uma dúvida pertinente
uma dúvida persistente. Por Rui A.
Apesar do estado português se estar a preparar para reduzir até 10% os salários dos seus funcionários, sem o consentimento dos visados, para supostamente salvar o país da bancarrota, continua a vigorar no nosso avançado Direito do Trabalho a regra segundo a qual um trabalhador dependente não pode ter o seu ordenado reduzido, ainda que por acordo com a sua entidade patronal, para salvar a empresa de uma falência certa e o seu posto de trabalho?
Antes que seja tarde de mais
As afirmações de Angela Merkel levarão certamente a inflamadas críticas por parte das vanguardas do politicamente correcto, mas a verdade é que a chanceler alemã se limitou a ser realista ao encarar de frente um problema cada vez mais grave e que – se continuar a ser ignorado pelos decisores políticos – poderá vir a ter consequências desastrosas: Merkel diz que a sociedade multicultural falhou na Alemanha
Num discurso feito perante a juventude partidária dos cristãos-democratas (CDU), Merkel defendeu veementemente na noite de ontem que o conceito de “multikulti” e a vivência harmoniosa “lado a lado” com pessoas oriundas de contextos culturais diferentes não está a funcionar no país, que possui uma vasta comunidade de quase quatro milhões de muçulmanos. E instou os imigrantes a “fazerem mais” para se integrarem na sociedade alemã.
Para a chanceler pouco foi “pedido” aos imigrantes no passado para que se verificasse essa maior integração, reiterando a ideia de que os imigrantes devem aprender alemão de maneira a terem melhores oportunidades de escolaridade e no mercado de trabalho.
(…)
Dentro da CDU a chanceler enfrenta cada vez maiores pressões para adoptar uma linha política mais dura na imigração, sobretudo nas franjas que não revelam predisposição a se adaptarem à sociedade alemã. E as declarações por ela feitas sábado à noite estão a ser vistas como uma tentativa de apaziguar aqueles que lhe criticam inaptidão para lidar com mão mais forte com os problemas da imigração no país.
Sobre Oakeshott
Ler o Rui Botelho Rodrigues:
Outubro 16, 2010
Os limites do estoicismo – Nur ein Gott kann uns retten
Louis Lavelle on the Stoic Wisdom and its Limitations
I am a lover of the Stoics. Why waste time on New Age hucksters when one can read Epictetus, Seneca, and Marcus Aurelius? But while the Stoics can take us a good stretch down the road to wisdom, they cannot bring us to the end — a fact long appreciated by first-rate minds.
(…)
In short, the Stoics discerned the mind’s amazing power to regulate itself and master, rather than be mastered by, its thoughts. They saw that, within certain limits, we create our own reality. Within limits, we can make ourselves miserable and we can make ourselves blessed. There is an inner citadel into which one can retreat, and where a very real peace can be enjoyed — assuming that one is willing to practice, rather than merely read about, the Stoic precepts.
What Lavelle sees, however, is that Stoic practices take one only so far along the road to happiness. He sees that Stoicism cannot be a final solution since it rests on a denial of our finitude. In theistic terms, it rests on a denial of our createdness.
(…)
The truth is that we have a nature whether created by God or ‘created’ by material forces, and this nature prescribes limits to our freedom. As prescribing limits to our freedom, our nature is not within the control of our freedom. We cannot lift ourselves into an enduring happiness by our own bootstraps. We are held hostage by a physical world that is not our making and not in our control, except superficially. Tranquillitas animi is a wonderful thing, and partially attainable by Stoic and cognate methods; but it can’t be worth that much if a stomach cramp or a buzzing fly can interrupt it. I can to a certain extent identify with the hegemonikon or guiding element within me which stands above the fray, observing it. I am that ruling element, that transcendental witness. But I am also this indigent body, this wholly exposed mass of frailties. And try as I might, I cannot dissociate myself from it. The ideal of the Sage who negotiates with perfect equanimity fortune and misfortune alike is unattainable by us. In the end, the precepts and practices of Stoicism leave us in the lurch.
We cannot save ourselves via the path of political activism as many 20th century Communists learned the hard way. But a wholly self-reliant quietism is also a dead-end. We cannot be lamps unto ourselves. If salvation is to be had, it must come from Elsewhere. Nur ein Gott kann uns retten, “Only a God can save us,” as Heidegger said in his Spiegel-interview near the end of his life.
Como funcionam as “Novas Oportunidades”
Um relato para ler e divulgar o mais amplamente possível: Um Testemunho: A “Oportunidade”
A selecção dos adultos (penso nos EFA e nos RVCC, mas os CEF também cabem aqui) é, geralmente, pouco criteriosa, juntando num mesmo grupo pessoas com níveis de formação assaz distintos, dificilmente conciliáveis.
(…)
Muitos deles estão ali porque foram coagidos pelo IEFP, tendo como única motivação o dinheiro que lhes cai na conta todos os meses, procurando todos os subsídios a que vagamente ouçam poder ter direito. Se conseguirem a certificação no final, é ouro sobre azul.
(…)
Os referenciais são abstrusos, incoerentes, irreais e ocos. Além da regular discrepância entre os conteúdos propostos e o tempo de duração do módulo (ora são em demasia para as horas previstas, ora as horas excedem em muito o necessário), os vários módulos repetem pontos uns dos outros, não se percebe uma linha sequencial de matérias nem de nível de dificuldade – e todos têm de ser adaptados aos chamados “temas de vida” e “actividades integradoras”, que limitam confrangedoramente o trabalho de formação.
(…)
Se existem adultos que não correspondem aos objectivos dos módulos, se não se esforçam nem apresentam trabalho, não podemos pensar numa “não validação”, porque, como me disseram recentemente numa reunião, “não é suposto haver não validações”. Se o formando ultrapassa o limite mínimo de faltas que podia dar, é convidado a assinar algumas horas, na tentativa de que se salve ou permaneça um tempo mais no curso, de modo a não prejudicar as entidades formativas, que são avaliadas em função do número de validações atribuídas e da quantidade de burocracia que fazem nascer. Invariavelmente, são os próprios formandos que acabam por desistir – uns porque percebem que não podem ficar ali sentados sem fazer nada; outros porque depressa detectam o calibre de alguns dos colegas de grupo e não estão para aturar delinquentes.
(…)
Muitos adultos com o 6.º ano chegam a obter, num período de poucos meses, o diploma do 12.º ano, contando a sua história de vida e fazendo pesquisas na Internet. Raros são os chumbados, findo este percurso, justificando-se, muitas vezes, a certificação, pelos psicólogos e engenheiros envolvidos na avaliação, com o sentimento de “valorização pessoal” que daí advém para os “adultos”.
Leitura complementar: A caminho do “sucesso” estatístico; Malícia ou estupidez?; Os chumbos já acabaram; O corolário lógico do eduquês.
Patifes estes alemães
A desafiarem as autoridades: primeiro entram no país como turistas e sem uma acreditação adequada. E logo onde a lei e a justiça funcionam.
Leitura complementar: A liberdade de expressão segundo Ahmadinejad
Défice descontrolado
Reflexões oportunas sobre uma economia à beira do abismo graças à (des)governação socialista: Coerência. Por Pedro Braz Teixeira.
Em Maio de 2009 o governo previa que a economia caísse 3,4% e o défice se fixasse nos 5,9% do PIB. Afinal a economia não caiu tanto (-2,7%), mas o défice atingiu uns extraordinários 9,3% do PIB.
Depois de forçado a rever a proposta inicial de orçamento de 2010, o governo previa que a economia crescesse 0,7% e o défice fosse de 7,3% do PIB. Afinal a economia vai crescer mais (1,3%), mas o défice vai ser pior (8,8% do PIB sem o truque do fundo de pensões).
Ao contrário da sorte que teve nestes dois anos, é mais do que certo do que a economia cresça menos do que os 0,2% que o governo “prevê”. Se o governo começa por prometer um défice de 4,6% do PIB para 2011, qual deverá ser o défice final?
Fractional reserve banking vs. 100% reserve banking
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Dez anos
2 – Eco-estado novo
3 – A tecnologia que salvou os mineiros do Chile e a importância do capitalismo
4 – Versões do ‘interesse nacional’
5 – Liberalismo e Constituição
Proposta de Orçamento do Estado 2011
A proposta de Orçamento do Estado para 2011 está disponível aqui.
Outubro 15, 2010
Um país viciado no socialismo (2)
Enfrentar a realidade: não vamos sair da crise. Por Nuno Garoupa.
Se os portugueses aprenderam a lição, nas próximas eleições esperam-se políticos com coragem, que digam a verdade, que saibam esclarecer que os próximos dez anos vão ser maus, e o que está em causa é fazer aquilo que não se fez em vinte anos para que a próxima geração possa viver melhor. Se o PS e o PSD voltarem com o discurso eleitoralista, das falsa promessas, das soluções milagrosas que acabam com a crise em 2013 ou 2014, e se os portugueses voltarem a votar nisso, então muito dificilmente teremos um futuro para oferecer aos nossos filhos. Não vale culpar os políticos por tudo o que corre mal. Eles apenas dizem o que os portugueses querem ouvir. Veremos pois o que os portugueses querem nas próximas eleições. A continuar o facilitismo e a irresponsabilidade, o progresso económico e social de Portugal vai estar adiado.
Como resolver a crise orçamental sem aumentar impostos
Nos EUA – como em Portugal – o verdadeiro problema é o crescimento excessivo e insustentável da despesa pública e não o ritmo de crescimento das receitas fiscais.
It’s Simple to Balance The Budget Without Higher Taxes
Jorge Sampaio e a vida para além do défice
Da vida para lá do deficit à ditadura das finanças. Por Helena Matos.
Afinal, seis anos depois de Jorge Sampaio, então Presidente da República, ter declarado que há vida para lá do deficit, podemos confirmar que, de facto, existe vida para lá do deficit. Chama-se ditadura das finanças. Ditadura porque o deficit atingiu tal ponto que não permite que pensemos noutra coisa ou que tenhamos outras prioridades que não sejam controlá-lo. Ditadura porque tomou conta das nossas vidas. Ditadura porque, em seu nome, somos privados do que julgávamos adquirido. E ditadura porque, invocando-o, se tenta questionar o próprio funcionamento do regime. A vida para lá do deficit não só é muito difícil como não se recomenda.



