Em muitos aspectos, a eleição mais interessante – e importante – deste ciclo eleitoral nos EUA será a disputa que opõe Rand Paul – filho de Ron Paul – a Jack Conway no Kentucky.
Sem o notável sucesso da candidatura presidencial de Ron Paul a nível da mobilização de activistas e sem o movimento Tea Party que subsequentemente se desenvolveu, seria praticamente impensável que alguém com o perfil e as posições de Rand Paul tivesse sequer hipóteses de disputar a eleição. Mas, num contexto de forte descontentamento popular com a presidência de Obama e com o próprio establishment republicano, Rand Paul não só conseguiu a nomeação como parece estar em excelentes condições para ser eleito senador.
Não é por acaso que praticamente todos os truques sujos têm sido usados contra Rand Paul e que Bill Clinton se vai deslocar ao Kentucky na Segunda-feira num último esforço para tentar evitar a vitória do filho de Ron Paul. Caso se concretize, este será o resultado individual mais significativo destas eleições: Kentucky Senate: Paul (R) Enjoys Double Digit Lead
Following the uproar over Democrat Jack Conway’s ad criticizing his opponent’s college antics and questioning his religious faith, Republican Rand Paul has taken a 12-point lead in Kentucky’s bitter U.S. Senate race.
The latest Rasmussen Reports telephone survey of Likely Voters in the state, taken Wednesday night, shows Paul with 53% support to Conway’s 41%.
Rand Paul National Defense/Foreign Policy
Rand Paul critiques universal healthcare
Rand Paul: Mandate of Our Victory Is ‘Huge’
Rand Paul on The Road to Serfdom
O movimento Tea Party agrada-me não pela sua posição ideológica, mas porque retira votos ao Partido Republicano, dessa forma permitindo que o Partido Democrata ganhe.
Comentário por Insurrecto Meditativo — Outubro 31, 2010 @ 17:44
Tem certeza? – a mim suspeito que o que vai fazer é tirar votos à abstenção (tradicionalmente enorme nos EUA) permitindo que os Republicanos ganhem.
Comentário por miguelmadeira — Outubro 31, 2010 @ 18:41
“Tem certeza? – a mim suspeito que o que vai fazer é tirar votos à abstenção (tradicionalmente enorme nos EUA) permitindo que os Republicanos ganhem.”
Acho que as duas coisas acontecerão, mas suspeito que o efeito líquido será o que o Miguel Madeira prevê. Daí, aliás, a crescente preocupação do establishment. Mas em breve poderemos confirmar quem acertou…
Comentário por André Azevedo Alves — Outubro 31, 2010 @ 18:48
Miguel, basta ver as primárias (penso ser assim a denominação) republicanas. O candidato republicano apoiado pelo movimento Tea Party tem conseguido derrotar o candidato mandatado pelo GOP. Obviamente que poderá ir buscar votos a eleitores que normalmente não votam, mas o Tea Party não é mais do que um Partido Republicano mais desinibido. Irá buscar muitos mais votos ao Partido Republicano do que a abstencionistas, não tenha qualquer dúvida.
Além disso, que vantagens ideológicas ou políticas tem o Tea Party defendido? Basta ver o intrujão que é o seu líder “espiritual”, Glenn Beck.
Comentário por Insurrecto Meditativo — Outubro 31, 2010 @ 21:08
“Além disso, que vantagens ideológicas ou políticas tem o Tea Party defendido?”
Taxed Enough Already.
Don’t tread on me.
Comentário por lucklucky — Outubro 31, 2010 @ 23:12
Taxed Enough? Experimente antes “shit spending”. Um país que despende 400 biliões de dólares na rubrica militar não pode permitir a existência de pobreza no seu território. Simples.
Comentário por Insurrecto Meditativo — Novembro 1, 2010 @ 00:14
Insurrecto, não é engraçado como qualquer pessoa normal de direita, aqui no insurgente é um perigoso comunista? Este Azevedo Alves não engana ninguém… Talvez pense ser arrebatado daqui a uns anos.
Comentário por Ana Dias — Novembro 1, 2010 @ 00:20
Azevedo Alves, já agora quanto é que os irmãos Koch, esses campeões anti-establishment, deram para a campanha do Ron Paul?
Comentário por Ana Diass — Novembro 1, 2010 @ 00:21
“Este Azevedo Alves não engana ninguém… Talvez pense ser arrebatado daqui a uns anos.”
Eu diria mais: não só “não engana ninguém”, como o mais provável é já ter sido “arrebatado”. Quem sabe até se por perigosos Reptilianos…
Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 1, 2010 @ 00:27
“Azevedo Alves, já agora quanto é que os irmãos Koch, esses campeões anti-establishment, deram para a campanha do Ron Paul?”
Infelizmente, a Koch Foundation (ainda) não me presta contas, pelo que não poderei satisfazer a curiosidade à “Ana Dias”.
Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 1, 2010 @ 00:28
#1 – De Estado para Estado há acordos tácticos (com excepções). Mas o ênfase é no perfil do candidato. Repare-se a grande diferença. Eles, EUA, discutem e votam caras, pessoas, personalidades. E como estamos a assistir, permeiam ou penalizam um político pelo que fêz, ou não. Secudariamente, como consequência, os partidos.
Nós discutimos “mãosinhas, setinhas, estrelinhas, foicezinhas e martelinhos…”, o emblema do rebanho. Para quando uma regionalização/Lei Eleitoral decente, merecida, com deputados a prestarem contas ao seu eleitor? Já chega de paternalismos abusívos. Será que existiria a crise política, em que os PS nos colocou, se o nosso sistema fosse uma democracia e não uma oligarquia?
Comentário por JS — Novembro 1, 2010 @ 00:51
[...] Leitura complementar: O significado de uma possível vitória de Rand Paul no Kentucky. [...]
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Ainda a respeito do meu comentário de 31/10, 18:41:
O Tea Party provavelmente terá também o efeito de fazer com que muitos eleitores republicanos que se desiludiram, ou com Bush, ou com a derrota de 2010, e que poderiam ter mergulhado na apatia polita e irem abster-se, afinal irem votar.
Comentário por Miguel Madeira — Novembro 2, 2010 @ 14:49